:Cap11:

Redenção

O sol estava se pondo.

Konan acordou com dores espalhadas pelo corpo e com um pressentimento de que algo ruim tinha acontecido. Abriu seus olhos lentamente. Começou a procurar, com o olhar, Keiko. E se deparou com ela caída ao pé da árvore; levantou-se esquecendo até de seus ferimentos. Agachou-se ao lado de Keiko, que tinha uma marca de dedos no pescoço e estava desmaiada. Konan checou o pulso da menina, que estava batendo lentamente.

A pegou no colo, começou a pular para a vila. Ambas precisavam de cuidados médicos.

Pain tinha se afastado dali e ido para um lugar perdido da montanha.

Precisava pensar, como aquela garota que era muito parecida com Konan tinha o rinnegan? Só tinha um motivo para ela também ter o rinnegan, mas este tinha que ser confirmado por Konan, já ele nunca pensou na possibilidade de ser. . . "otou-san".

--'''--

Um dia depois:

O céu estava acinzentado. A chuva seria forte.

Konan estava sentada na cama do hospital, de camisola branca. E Keiko estava a sua frente sentada, era a centésima vez que olhava no espelho o rinnegan. Arregala os olhos, abria, mas não falava nada.

-Kaa-san, o que é isso? - perguntou a garota apontando para os olhos.

-É o rinnegan, já lhe expliquei, minha querida. -disse Konan pacientemente.

-Kaa-san, ele era o meu tou-san não é? -perguntou ela.

-Era, sim Keiko. -disse Konan dando-lhe um sorriso.

-Kaa-san, você sabe onde encontra-lo?

-Não, temos que esperar.

-Kaa-san, isso é feio, não é? - perguntou a garotinha, olhando no espelho.

-Não. - Konan riu.

Uma coruja pousou levemente na janela. Ela tinha em sua pata direita amarrada um papel. Konan estranho o fato de uma coruja voar tão baixo e também pousar ali. Levantou-se da cama, já não sentia dores. Estava só um pouco dolorida. Se aproximou da coruja, pegou o papel. Era um Kuchiyose no jutsu de Pain.

O bilhete dizia:

"Konan, precisamos nos ver de novo.

Quem é a garotinha daquela manhã?

Por que ela te chamou de kaa-san?

No mesmo lugar, hoje de noite.

Pain"

Konan se virou para a cama, de onde Keiko a olhava.

O rosto de Konan estava um pouco mais tranqüilo com aquele bilhete. Mas nem por isso deixava de estar preocupada ou curiosa. Afinal, há um dia ele queria a matar.

-O que foi, kaa-san? -perguntou a garota.

Após ler por uma segunda vez, Konan a olhou.

-Filha, seu pai quer ver agente. -disse ela.

-Kaa-san! Quando? -disse a garota sorrindo.

-Hoje de noite. - disse ela. A garota desceu da cama e a abraçou.

-É bom que ele me explica o que é isso nos meus olhos. - resmungou ela, e Konan riu.

Ao longe pode avistar alguém que podia assegurar que era Pain. Mas preferiu guardar para si, porque ele parecia as observar pela janela aberta.

--''--

A noite logo caiu e, com ela, também a alta de Konan.

As duas passaram rapidamente em casa, onde vestiriam umas capas e também recolheriam dois guarda-chuvas. A chuva logo começaria, mas isso não era de se ter medo. Ao chegarem à clareira, se depararam com Pain no centro dela a espera das duas. A chuva não havia começado. Konan pediu para que Keiko fosse a casa depois ela a chamava.

A chuva começou com um chuvisco.

-Pain o que você deseja desta vez? -perguntou ela seca.

-Ela é minha filha? -perguntou ele frio.

-Sim, nunca lhe negaria falar isso. -disse ela. -Quando eu fugi da Akatsuki, eu não tinha certeza. . . -segurou firme as lágrimas que teimavam em sair de seus orbes azuis. -. . . Depois eu estava grávida Nagato. Era da nossa filha, o pequeno fruto do nosso amor que era tão complicado.

Ele se aproximou e deu seu peito para que ela se aconchegasse. A chuva continuava pingando insistentemente.

-Ela estava dentro da minha barriga, mas você me fez prometer que não lhe daria filhos e que se eu ficasse grávida você. . .Faria-me abortar. -ela chorou. -Eu fugi de você. . . Porque você tinha se tornado um monstro com a sua idéia da Akatsuki.

Ele caiu de joelhos, o barro que começava a se formar sujou a roupa da Akatsuki. Chorou.

-Me desculpe Konan, eu era um menino. . . -. . . Um bobo que não entendia o quão era importante você na minha vida. -chorava. -Me perdoa por não estar por perto quando você estava grávida, me perdoa por. . . Tentar te matar. -disse ele num tom baixo. -E me perdoa por, por. . .Bater na nossa filha. -falou baixinho, mas perceptível aos ouvidos dela.

-É Keiko, tou-san! -falou a garotinha.

Konan viu a menina ao seu lado e Pain sorriu. A garota estendeu a mão para Pain, tentando secar suas lágrimas.

-Para de chorar tou-san! -ela o abraçou. - Agora ta tudo bem. -disse ela.

-Konan, você me perdoa? -disse ele abraçando Keiko.

-Sim. Eu te perdôo. - disse ela o olhando de forma carinhosa.

Ele se levantou, com Keiko no colo. A chuva ainda caia.

-Agora só falta vocês fazerem as pazes e se casarem! -disse a garota balançando os braços.

-Keiko menos. -disse Konan.

Os dois deram um selinho, era de certa forma uma redenção.

-E agora? -perguntou ele.

-Vamos para a vila. -disse Konan. -Começar uma vida nova.

-Será que vai dar certo? -perguntou o ruivo desanimado.

-Se você quiser, da. -disse a garota em seus braços.

Konan deu um sorriso.

--

Um ano depois:

Em Konoha:

No escritório da Hokage, estava a Gondaime sentada esperando que Shizune entrasse com notícia que acalmaria o coração de todos da vila da Folha. Shizune entrou com uma expressão na face mais calma. Ton-ton a acompanhava como de costume.

-Tsunade-sama, a missão foi um sucesso!

-A Akatsuki acabou? -perguntou a Gondaime, nervosa.

-Ao que parece sim, com Madara e os outros mortos ela por fim teve um final.

--''--

Vila da Cachoeira:

-Pain! A Keiko já vai chegar. - disse Konan ao agora marido Nagato.

Em um ano os dois se casaram e mudaram-se para uma casa maior. Pain virou o maior preocupado com Keiko. A garotinha agora tinha sete anos, continuava sempre do mesmo jeito, carinhosa e delicada.

-Vou fazer o almoço! - disse Konan se dirigindo à cozinha.

Pain se sentou no sofá para ler algumas revistas.

Ele e Konan trabalhavam de ajudantes do conselheiro. Quem diria que um Akatsuki um dia iria trabalhar para a proteção de uma vila?!

A porta se abriu da sala, Keiko entrou por ela.

-Bom dia, tou-san! -falou a garota.

-Bom dia, Keiko! -disse ele.

-KAA-SAN! -gritou a garota da sala. -CHEGUEI! Como foi seu dia, tou-san? -perguntou a garota divertida.

-Foi normal. - disse ele, que ainda não tinha se acostumado com a idéia de uma filha.

Mais alguns minutos se passaram até que Konan se dirigir-se a sala. Se sentou no sofá ao lado de Pain.

-Não tem nada para fazer naquela cozinha. - disse ela com um suspiro.

-Como assim, kaa-san? -perguntou Keiko.

-Tem comida, mas não tem nada que eu queira comer! -disse ela como se fosse a coisa mais natural da face da terra.

-Eu vou lá ver, então. -disse Pain .- Mas o que você quer comer?

-Algo que eu não prepare. -disse ela ao marido.

-Ok, entendi. -disse o Nagato indo para a cozinha.

O jantar correu com as conversas relacionadas ao mundo ninja, escola, trabalho, vila. Coisas que tinham a ver com eles. Keiko estava muito feliz com o pai e a mãe dela juntos. Quanto tempo demorou para conhecer o rosto de seu pai, e sua mãe também se preocupar menos com ela.

Como de costume, antes de dormir Konan ia dar uma boa noite e esperava até que Keiko dormisse.

Chegou ao quarto, onde ela e Pain dormiam. Todo pintado de branco e com uma cama de madeira no centro. Na cama toda talhada e que sempre tinha lençóis prateados estava deitado Pain de pijama.

Konan se deitou ao lado dele o abraçando. Ele a acompanhava com o olhar.

-Pain, que dia, não? -disse ela num muxoxo baixo.

-Tem razão. -disse ele.

-Tenho uma coisa para lhe falar Pain. -disse ela num tom de voz mais sério.

Batidas na porta do quarto dos dois se fizeram presentes.

-Entre querida. -disse Konan no seu tom de voz doce.

-Kaa-san posso dormir com vocês? -perguntou a pequena shinobi de sete anos.

-Sim, aproveito e conto a vocês meus amores minha novidade.-disse ela a ambos.

A garota se deitou no meio dos dois, como de praxe quando aparecia nas madrugadas na cama dos dois.

-O que você quer falar kaa-san? -perguntou ela.

-Fala logo Konan. -disse Pain a encorajando.

-Pain você vai ser tou-san de novo e Keiko você vai ganhar uma irmã ou irmão! -disse ela meio gritada, num tom de voz alto.

Konan encarou os dois que estavam um tanto surpresos com a novidade. Entreolharam-se um pouco. Konan já estava ficando aflita com tanto silêncio. Afinal ela estava grávida, e não se podia deixar uma mulher grávida aflita.

-O que vamos fazer com ela tou-san? -perguntou a garota.

-Que tal nos. . . -e falou algo no ouvido de Keiko.

Abraçaram Konan, que estava um pouco mais sentimental.

-Nós vamos ter mais um filho na família, Konan.-ele disse.

E assim foi sempre, mas desta vez ela não teve que fugir.

Nove meses depois, primeira vez:

Pain pegou seu filho no colo. Kanji, que significa saudável. Ele viu pela primeira vez seu filho nascer, já que com Keiko ele não viu. O garoto de cabelos laranja nasceu depois de um dia de parto de Konan.

Pain o colocou no colo, estava ao lado de Keiko com Kanji nos braços. Konan estava deitada na cama observando a sua família.

Agora ela realmente atingiu a felicidade ao lado de seu amor, de sua filha e também ao lado de seu filho.

Os anjos seriam sempre protegidos por uma outra anja, Konan.


Yo!o/

Último capítulo i.i

Comentários finais:

Especialmente a Brighit Raven porque betou o fic! \o/

Leia a fic dela ,muito boa também. - Love at Seconde Sight

E também que leiam a fic da Natasha Mayfair -Land of Immortals

E último também a fic da Sah.Peka-senpai e Konan-sama - Festa junina em Konoha!

A quem mandou review ,um super agradecimento e um super beijo!

São:

FranHyuuga
Sophie Black Hyuuga Holl
Gu3Mii
Yze-chan
Lili-ACPCHE
Amanda tenten-sama
Lepi-chan
Tia-Cle
Luh G'ds
Deidara Nina
Natasha Mayfair
Hyuuga Azumi
Sah.Peka-senpai e Konan-sama
Yami-kanashii
Thami
Daianelm
Sacerdotisa

E keiko-hime.

E um último pedidinho . Deixem uma última review!