Capítulo 11: Adeus, Ron
Por Marmalade Fever
Hermione sentia o estômago revirar quase toda vez que seus pensamentos iam na direção de Ron. Os fatos eram:
1) Ele e August estavam, definitivamente, escondendo algo dela. De acordo com a aposta que ela ouvira, August deveria contar para ela o que era, já que Ron quebrara o ovo, então ela estava esperando a garota desembuchar.
2) Agora, ela tinha quase certeza de que a ideia de casar com Ron não lhe dava a mesma alegria que dava no sexto ano, antes de ele começar a namorar a Lilá. Pra falar a verdade, a ideia a deixava enjoada, daí o estômago embrulhado.
3) Ron se tornara um jogador profissional de quadribol no seu time favorito. Era o seu trabalho dos sonhos, então, como namorada, ela deveria estar feliz por ele. Mas Hermione era prática demais para isso. Ela queria que ele terminasse a sua educação, e não desaparecer por indeterminados períodos de tempo do ano letivo.
Também havia a questão de quem ganhara a aposta. Ron dissera que ele conseguiria uma posição no time sem quebrar o ovo. Ele cumprira uma parte, mas não a outra. Ele conseguiria o favor ou teria de fazer um para August? Até onde ela sabia, ele poderia usar o favor para impedir August de contar o que quer que ele tivesse feito.
A outra coisa que a estava incomodando não tinha nada a ver com Ron, e a coisa era o Malfoy. Toda vez que ela entrava na mesma sala em que ele estava, ele levantaria os olhos para ela por um momento, primeiro ele pareceria meio distraído e então pareceria nervoso. Ela não tinha certeza se queria saber o motivo disso.
E também tinha questão de alguns dedos que ficaram pressionados contra seus lábios por bem mais de um minuto.
O
O esforço em tentar superar Hermione Granger em seus estudos estava começando a danificar a sanidade de Draco. Greengrass precisara de três tentativas antes de conseguir ganhar sua atenção durante o período livre de terça-feira.
"Acho que você tem passado tempo demais com os grifinórios ultimamente", ela comentou, sentando numa cadeira de frente para ele na biblioteca. "Você não tem nada um pouco menos ordinário pra fazer?"
"Menos ordinário que estudar na escola?"ele perguntou. "Caso não tenha notado, você também está na biblioteca."
Ela torceu o nariz. "Estou."Ela observou Draco por um longo momento. "Diga-me, Draco—"
"Eu não sabia que nós tínhamos intimidade suficiente para nos chamarmos pelo primeiro nome."
Ela fez um aceno com a mão. "Sobrenomes são para inimigos e plebeus. Nós não somos nenhuma das duas coisas." Ela lhe lançou um sorriso antes de franzir o cenho. "O que você está olhando?"
"Estou tentando decidir se você está dando em cima de mim ou se tem algo ainda mais desagradável em mente."
"Diga-me, Draco, eu deveria lhe lançar o olho do mal agora ou mais tarde?" ela perguntou, com os braços cruzados.
"Escolha da dama," ele respondeu, passando o dedo pela frase no livro que ele estava estudando.
"Eu ia perguntar se você estaria interessado em ir para Hogsmeade comigo nesse final de semana, mas já que a ideia parece tão desagradável…"
Draco levantou os olhos para ela, a sobrancelha esquerda levantada. "Você deve saber que eu não posso sair da propriedade da escola, não?"
Ela levantou o dedo indicador para os lábios. "Ah, sim. Sua pequena jóia. Como essas coisas parecem me escapar."Ela tirou a varinha de dentro do bolso das vestes. "Talvez eu pudesse ser de alguma ajuda?"
"Hmm, uma visita a Hogsmeade com você com o risco de ser mandado para Azkaban pelo resto da minha vida ou passar um final de semana normal aqui dentro? Hmm… Acho que a sua deleitação não é suficientes para me tentar. Ah, e deleitação significa—"
"Eu sei o que significa, Malfoy."
"De volta aos sobrenomes, é? Devo me considerar um inimigo ou um plebeu?"
"Possivelmente, os dois."Ela jogou o cabelo para trás do ombro. "Muito bem. Acho que dá pra dizer que você perdeu a chance." E com isso, ela se virou nos calcanhares e foi batendo o pé na direção oposta.
Estranho, Draco pensou se voltando para seus livros. Ele acabara de rejeitar uma garota que era inteligente, bonita, sangue-puro e sonserina. Ela faria um ótimo par para ele. Então, por que ele a rejeitara, tirando os óbvios problemas legais?
Ela era um pouquinho nova pra ele, era verdade.
E ainda assim, ele se viu examinando sua própria mão direita, onde, alguns dias atrás, havia resto de gloss labial.
Ele não sabia por que aquele pensamento se fixara nele nem por que a memória dos lábios onde o gloss estivera fazia correntes elétricas passarem pelos seus dedos.
Ele mordeu os lábios. Talvez ele simplesmente não quisesse dizer.
Ele realmente deveria ter aceitado a oferta de Greegrass, pelo menos um encontro dentro da propriedade.
O
Uma semana inteira passou sem que Ron ou August lhe contassem nada, e Hermione começou a se perguntar se ela deveria confrontá-los com a questão. Ela, Ron e Harry haviam ido a Hogsmeade para encontrar com Andromeda e Teddy. A única coisa em que ela conseguia pensar era que Ron falhara no trabalho do 'bebê' e, portanto, não tinha competência para tomar conta de uma colher de chá, quanto mais de uma criança de verdade.
Na aula de Tolerância Zero da segunda-feira, Ron e August perderam todos os pontos do trabalho, e receberam um T. August pareceu ligeiramente irritada, e ela lançava alguns olhares esquisitos para Hermione, mas ficou só nisso.
Mais uma semana se passou, e Hermione começou a ficar bastante inquieta. Ao final de outubro, Ron faltara seis dias de aula por causa de treino de quadribol, e Harry perdera dois dias quando recebeu uma chamada estendida para mais testes. Foi num desses dias em que nem um dos dois garotos estava presente que Hermione se viu sentada ao lado de Ginny durante uma aula sem grandes acontecimentos de Poções—Candanver estava roncando—e ela decidiu satisfazer a pergunta que a estivera incomodando há dias.
"Então, Ginny,"ela disse, mantendo a voz baixa para que nenhum dos sonserinos, especialmente o Mafoy, pudesse ouvir, "Harry mencionou uma coisa há um tempinho, e eu achei um pouco… estranho."
Ginny levantou os olhos dos rabiscos que ela estivera fazendo de Bichento numa vassoura tentando apanhar o pomo do mesmo jeito que ele tentava pegar muriçocas. "Ah, é?"
"É. Ele falou uma coisa sobre você," ela pausou, "er, querer ficar noiva?"
Ginny congelou antes de dar uma gargalhada. "Quê? De onde ele tirou essa ideia?"
Hermione deu um suspiro de alívio que ela não sabia que estivera segurando. "Ele me disse que você falou o número do seu dedo pra ele."
"Meu…" Ginny deu um tapa contra a própria testa. "Você não viu os panfletos nos quadros de aviso?"
"Panfletos?"
"Tinha um panfleto o quadro de avisos da grifinória anunciando anéis com os brasões das casas, e eu sei que é um pouco cedo para o Natal, mas eu estava dando uma dica pro Harry. Eu pensei que ele fosse entender do que eu estava falando!" Ela parecia perdida entre a hilaridade e a histeria.
"Bom, que alívio. Me pareceu um pouco prematuro da sua parte,"Hermione acrescentou, rindo.
"Nem brinca."Ginny esfregou o queixo. "Então, esse tempo todo, Harry estava pensando que eu queria… puxa. Algum dia, sim, mas ainda não!" Hermione sorriu e mexeu a poção duas vezes no sentido anti-horário. "Então," Ginny continuou devagar, "e quanto a você e Ron?"
Hermione congelou, a mão quase no final do cabo da colher. "O que tem eu e o Ron?"
Ginny deu de ombros. "Sei lá. É só que parece que vocês, er, esfriaram? Desde o começo do ano letivo?"
"Esfriamos?" ela repetiu, voltando a atenção para a poção.
"Er, é. Vocês dois não têm parecido dois pombinhos ultimamente, e desde quando o Ron conseguiu aquela posição…"
Hermione afastou um tanto de cabelo para trás da orelha e mordeu os lábios. "Eu sei."
"Ah, é?" Ginny a encorajou a continuar gentilmente.
Hermione suspirou. "Eu acho que, talvez, eu esteja começando a duvidar da firmeza do nosso relacionamento."
"Como assim?"
"Bem, por exemplo, ultimamente, toda vez que alguém menciona algo sobre casamento ou o futuro, eu tenho ficado ligeiramente… receosa… quanto ao Ron," ela acrescentou.
"Então", Ginny racionalizou, "quando eu digo que eu quero me casar com o Harry algum dia, quanto ao Ron você diria…?"
"Que…"Hermione parou. "Por favor, não me odeie por isso, mas eu diria que eu preferiria que não. Eu queria querer. Mas—"
"Mas você simplesmente não quer." Ginny assentiu com a cabeça, olhando desejosamente para a poção Amortentia que Hermione começara a preparar. "Perfeitamente normal. Tomara que seja só uma fase."
"Seria muito bom se fosse só uma fase." Hermione enrijeceu, sentindo os olhos de alguém nela. Seu primeiro instinto seria achar que era August, mas Ernie Macmillan era o único lufa-lufa no ano deles que tinha aula Avançada de Poções. Os outros dois lufa-lufas eram ambos do ano de Ginny e eles não pareciam ter tido nenhuma conversa sincera com August que poderia informar Hermione do que estava em segredo.
O que levou seus olhos para Malfoy. E, realmente, a carteira dele estava meio virada pro lado, de forma que ele tinha visão ampla da sala toda enquanto ele trabalhava na sua poção. Os olhos deles se encontraram, mas dessa vez os dele estavam cheios de resolução. Ele deu uma olhada no relógio, mexeu a poção três vezes, e veio se sentar na ponta da mesa delas.
"Granger, Mini-Weasley," ele cumprimentou, tirando uma escama de dragão do caminho.
"Malfoy," Ginny respondeu. "a que devemos o prazer da sua companhia, hmm?"
"Ah, é bom saber que vocês tem bom gosto,"ele disse, sorrindo falsamente para Ginny. "Mas eu estou aqui em relativa privacidade," ele lançou um olhar irritado para o resto dos alunos, que literalmente gemeram e olharam para outra direção, para espalhar uma pequena fofoca. Mas será que é fofoca já que é verdade?"
Hermione adicionou uma cauda de salamandra a sua poção, sem encontrar os olhos dele. "Do que você está falando?"
Malfoy lhe lançou um sorriso arrogante, e então, por menos de um segundo, houve uma insinuação de nervosismo. "Eu sei de um segredo. Um segredo que envolve um certo Sr. Ron Weasley e uma certa Srta. August Moon. Gostariam de ouvir?"
Hermione piscou. "Eu—"
"Agora, não deixe a sua consciência excessiva fica no caminho, Granger. Eu só tenho dois minutos e quarenta e três segundos antes de ter de voltar para a minha poção, então é melhor se decidir logo."
Hermione lançou-lhe um olhar raivoso. "E como eu vou saber se você está falando a verdade, hmm?"
Ele lhe lançou uma piscadela, uma piscadela mesmo, e se dirigiu ao armário de estocagem, voltando com um recipiente de Veritaserum. "O velho Candanver ainda não aprendeu a trancar os armários. Embora eu dava confessar, que eu preferia não ter que passar por isso. Quer dizer, pense em todas as coisas que vocês me fariam confessar. Eu preferiria simplesmente contar para vocês."
Hermione sacudiu a cabeça. "Nós não vamos usar. Nós poderíamos ficar muito encrencados se alguém descobrisse, e com uma sala cheia de testemunhas, isso é bem provável." Ela suspirou. "Só conta, tá?"
Ele sorriu. "Como quiser. Ahem, lembra de quando eu te parei na escada há algumas semanas e você esbarrou em mim?"
"Sim." Como ela não lembraria?
"Bem, eu estivera escutando a uma certa conversa, que revelou uma certa verdade." O sorriso dele aumentou. "Seu querido namorado 'acidentalmente' beijou a lufa-lufa em miniatura."
Hermione exclamou e Ginny cobriu a boca com a mão. "Acidentalmente? Como alguém consegue beijar outra pessoa acidentalmente? Quer dizer, você já deu uma olhada nos dois? A cabeça deles não chegam nem perto uma da outra," Hermione protestou.
Malfoy sacudiu a cabeça. "Eles falaram algo sobre uma perseguição de um rato-almiscarado e o Weasel tropeçando nos próprios pés e caindo em cima dela. Eu diria que é um batia mentira. Eles provavelmente fizeram de propósito e não quiseram admitir." Ele olhou para o relógio de novo.
"Então,"Hermione ainda estava tentando entender a coisa toda, "então o Ron me traiu acidentalmente?"
"Segundo o Malfoy," Ginny resmungou.
"Eu dou a minha palavra como alguém com uma ótima audição. Foi isso que eles disseram ou meu nome não é Draco".
"Não é como se eu me referisse a você por esse nome," Ginny respondeu, franzindo a testa.
"Então, a minha sugestão é terminar com o babaca," Draco disse, ainda sorrindo.
Metade de Hermione estava tentando esfriar a cabeça e a outra metade estava tentando se concentrar na poção. Ela assentiu, e Ginny agarrou o braço dela. "O quê? Não!"
Malfoy deu um ronco de riso. "Meio cedo pra esquecer o que ela acabou de confessar, não? Ela não tem se sentido próxima dele e não consegue ver futuro para o relacionamento, e ele foi e a traiu com alguém que nem é tão bonita e mentiu quanto a isso. Vai nessa, Granger. Eu sei que eu conseguiria dormir melhor à noite."
"Dormir melhor?" Ginny exigiu. "Malfoy, se você não consegue dormir à noite porque está preocupado com a Hermione, então você deve estar apaixonado por ela."
Malfoy revirou os olhos, embora suas feições tivessem enrijecido um pouco. "Eu quis dizer que eu dormiria melhor no mesmo quarto que o seu querido irmão. Eu dormiria mais facilmente com os gemidos dele do que com o seu 'Ai, você acha que acha que a Hermione gostaria ir na Madame Puddifoot e se agarrar comigo por cima do bule de chá? Acha? Acha?'" Ele fez uma careta de nojo.
"Percebeu que acabou de usar o primeiro nome dela?" Ginny comentou, parecendo muito irritada.
"Só pra demonstrar a cena." Ele olhou para Hermione, que ainda estava mordendo os lábios. "Então, o que me diz, Granger?"
Ela não olhou pra ele, ao invés disso olhou para Ginny, "Não acho que eu tenha muita escolha," ela disse com a voz baixa e um pouco tensa. "Há motivos demais. Eu—" A visão dela embaçou, e Malfoy pulou da mesa quando ela explodiu em lágrimas.
"Bem," ele disse, parecendo bastante desconfortável, "acho que essa é a minha deixa. Senhoritas." Ele fez uma leve cortesia e voltou a sua poção.
Ginny olhou com irritação para as costas dele antes de se voltar para Hermione e oferecer seu ombro, mas Hermione secou os olhos, fechou a cara e continuou a preparar a poção, duas marcas de lágrimas idênticas escorrendo para seu queixo. Uma gota quase caiu no caldeirão.
O
"Ron?" Eram duas horas da manhã, e Hermione estivera esperando na Sala Comunal. Ela estivera muito segura da sua resolução até a hora que todos os outros foram para cama, e ela ficara sozinha com os próprios pensamentos.
Cada segundo daquela tarde, Ginny ficara ao seu lado, tentando convencê-la a mudar de ideia. Quando ela perguntou se ela o amava, Hermione não fora capaz de responder. É claro que ela o amava. Ron fora seu amigo pelos últimos sete anos.
No ano anterior, ela soubera que ela o amava e esperou ele superar sua própria estupidez e voltar para a barraca. Ela estava com uma raiva compreensível, é claro.
Naquele último dia, Ron descera para a Câmara com ela, bem embaixo de onde ela estava sentada agora, e ele a fizera usar a presa do basilisco para destruir o medalhão. O medalhão a testara, fizera-a escolher entre Ron e todas as outras coisas que ela amava, inclusive a biblioteca inteira de Hogwarts, e Ron ganhara.
Dois anos antes, ela sentara na sala de poções e sentira uma Armotentia diferente. Três aromas se combinaram: grama cortada, pergaminho e o cabelo de Ron.
É claro que ela o amava.
Ela sempre amaria Ronald Bilius Weasley. Ela só não tinha certeza se ainda era aquele mesmo tipo de amor. Ela sentia atracão por ele, mas ao mesmo tempo uma certa repulsa.
Ele fazia coisas às vezes, coisas idiotas e imbecis que ele não parava pra pensar antes de fazer. Ron não pensava, e pensamento era o que a definia. Ele a magoara tantas vezes que ela nem conseguia se lembrar de todas, e essa coisa com a August parecia ser a gota d'água.
"Oi," ele murmurou com sono. Harry passou por ele e desceu as escadas. "O que você está fazendo acordada?"
Hermione fechou os olhos e respirou fundo, "Precisamos conversar."
Ele bocejou. "Não dá pra esperar?"
Ela balançou a cabeça. "O que aconteceu entre você e a August?"
Ron congelou no meio do bocejo. "Quê?"
"Você e August. Eu sei que você está escondendo algo de mim. Eu ouvi dizer… Eu ouvi dizer que você a beijou." A voz dela baixou no final.
"Quem,"ele pareceu nervoso, "quem te contou isso?"
"Não interessa. Só, por favor, me conta, Ron."
Ele se jogou no sofá ao lado dela. "Ela te contou, não foi?" ele resmungou. "Que ótimo."
"Não. É verdade, então?" Era normal se sentir aliviada quando o seu namorado te traía? Ela duvidava disso.
"Foi um acidente. Eu estava correndo e tropecei e ela estava na minha frente, e eu meio que a empurrei. O fato de os nossos lábios se tocarem foi coincidência. Acredite em mim, eu nunca te magoaria," ele disse, pegando a mão dela.
"Mas voce mentiu. Você escondeu. Isso magoa, Ron." A voz dela estava falhando. "Por que você escondeu?"
"Eu não sei!" ele grunhiu. "Eu entrei em pânico. Eu não queria que você pensasse que era a coisa com a Lilá toda de novo, e eu—"
"O quê?"
"E eu me senti culpado." Ele mudou de lugar no sofá, e a mão dele parecia suada na dela.
"Quanto tempo?"
"Huh?" ele perguntou, brincando com a manga da camisa distraidamente.
"Por quanto tempo vocês se beijaram? Um segundo? Dois? Por favor, Ron. Só me diga."
Ele hesitou. "Um minuto mais ou menos,"ele murmurou quase incoerentemente.
Ela sentiu algo perto do coração dela estalar, e as lágrimas começaram a escorrer. "Você gosta dela?"
"Não! Eu só… sei lá. Nós estamos sempre brigando, e e foi bom ganhar pelo menos uma vez, o que provavelmente não faz o menor sentido e, uh, sei lá." Ele esfregou a testa. "A gente pode falar sobre isso de manhã?"
"P-por que ela não me contou? Eu sei da aposta de vocês. Você quebrou o ovo. Por que ela não—"
"Como é que eu vou saber? Nós decidimos que nenhum de nós dois teríamos direito ao favor; talvez ela tenha cancelado essa parte também. Ugh, eu estou tão cansado e eu fui atingido por dois balaços." Ele mostrou um hematoma roxo por debaixo da manga laranja do seu uniforme de quadribol.
"Eu sinto muito." Ela apertou a mão dele um pouquinho antes de tirar a dela. "Acho que nós deveríamos voltar a ser só amigos."
Ele abriu a boca, parecendo um peixe. "Quê? Você faz ideia de quanto tempo eu levei pra conseguir você? Hermione—"
"Me conseguir? Ron, você me faz parecer um objeto."
"Você sabe que isso não é o que eu quis dizer…"
"Eu tenho pensado nisso ultimamente," ela confessou, e ele fechou a boca. "Não é só isso, ok? São algumas coisas. E eu, eu preciso ser um pouco egoísta agora. Eu quero terminar."
"Não!" Ele bateu com o punho no próprio joelho antes de agarrá-la e forçar os lábios contra os dela. Quando ele a soltou, as lágrimas estavam escorrendo pelo seu rosto de novo.
"Eu sinto muito, Ron." Ela se levantou e desceu as escadas em espiral e foi para o dormitório feminino, se jogando na cama. Ela não conseguiu dormir até às cinco amanhã.
O
n/t: Olá! Quanto tempo, huh? =D Mas eu voltei! Desculpem a demora. Enfim. Eu só reli esse capítulo uma vez (pra postar mais rápido), então me perdoem qualquer erro. E deixem reviews! Review=amor=atualizações.
