Nesse capítulo terá brigaaaaaa!
Capítulo 9
Depois de um novo pesadelo, Isabella acordou com um soluço preso na garganta.
Na escuridão do quarto desconhecido, ela levou alguns minutos para encontrar a luminária na cabeceira da cama. Acendeu a luz e sua mão ainda tremia. Inspirou profunda e lentamente numa tentativa de desacelerar os batimentos cardíacos. Ficou imóvel enquanto tentava se livrar das imagens perturbadoras do sonho. Entretanto, decidiu reagir, levantar da cama e preparar um bom chá. Não permitiria que aqueles sonhos tomassem conta de sua vida mais uma vez. Saltou da cama, vestiu o robe e saiu do quarto.
Isabella percebeu que as luzes do andar superior da casa estavam acesas. Parou um instante, tentando ouvir o que se passava. Lamentavelmente, Lili ainda chorava, embora não tão alto quanto antes. Ao fundo, pôde ouvir a voz grave de um adulto. Rapidamente tomou o caminho das escadas. Era impossível não ser perdoada por suas atitudes ou pelo seu comportamento, pois ela estava apavorada com a presença da filha de Tânia! Talvez estivesse apenas sendo curiosa, disse a si mesma. Sentiu muita pena da nova babá, que agora tinha a difícil tarefa de cuidar sem descanso daquele bebê que não dava tréguas. Ela acreditou que, finalmente vendo o rosto da menina, pararia de ter os pesadelos recorrentes.
Ao se aproximar do quarto, Isabella percebeu que a voz de adulto que ouviu, na verdade, era de um homem, e não de uma mulher!
Ela caminhou, pé ante, pé pelo corredor, e deu um passo para trás quando viu, por uma fresta da porta, que quem segurava a criança no ombro era Edward. Curiosamente ela percebeu que, em vez de olhar a criança, seus olhos estavam magnetizados, fixos nele. O marido alto, imponente e de corpo estrutural estava descalço, vestindo uma calça jeans desbotada e uma camiseta surrada, andando de um lado para o outro tentando acalmar a menina.
— Tudo vai melhorar — dizia Edward com otimismo enquanto dava tapinhas suaves nas costas de Lili com aquela mão enorme, ao que ela respondia com uns gemidinhos sonolentos. — Sabe, sou muito bom em tudo que faço — continuou ele, com a habitual falta de modéstia. — Pode parecer que eu seja meio desajeitado, mas garanto que aprendo rápido. Se o desafio é ser um bom pai, eu serei o melhor!
Surpreendida com a entusiasmada determinação dele, Isabella observava atentamente as pequenas bochechinhas avermelhadas e os cabelos escuros e cacheados da menina. Ela não se parecia muito nem com Edward nem com Tânia. O bebê ensaiava chorar de novo, abrindo e fechando a boca, demonstrando claramente sua irritação.
— Eu sei o que é importante. Sempre que você tiver problemas, estarei por perto e, mesmo se estiver errada, ainda assim eu estarei por perto para ajudá-la. — Edward dizia isso com a propriedade de quem já sabia o que estava por vir no futuro. — Não espero que você seja perfeita nem vou comparar você a ninguém. Comigo, você poderá ser quem você quiser.
Emocionada com o que acabara de ouvir, Isabella saiu de mansinho, evitando que ele a visse, porque sabia que isso iria deixá-lo muito constrangido. Tudo o que Edward oferecia de forma tão clara à filha remetia às próprias lacunas de seu relacionamento com os pais.
Ele agora tinha total consciência das falhas em sua relação familiar. Edward era sempre relegado a um segundo plano, ficando na sombra de Emmett, seu irmão mais velho, que havia morrido antes que Isabella entrasse em sua vida. De fato, seus pais nunca aprovavam totalmente as atitudes de Edward, inclusive a decisão de se casar com Isabella quando ela engravidara. O esforço para garantir à filha todo o apoio, incluindo a superação pela perda da mãe, era o que ele jamais tinha recebido dos pais, e isso tocou profundamente o coração de Isabella.
Tendo chegado a estas conclusões, Isabella se sentiu um pouco culpada e resolveu desistir do chá, indo direto para a cama.
A filha de Tânia era um bebê indefeso e nada tinha a ver com o comportamento duvidoso dos pais, pensou Isabella com tristeza.
Lili era uma criança com seus próprios direitos, infeliz e angustiada, e já tinha sofrido desventuras suficientes para sua curta existência.
Isabella não podia ter ressentimentos em relação á Lili. Lágrimas de arrependimento brotaram de seus olhos ao pensamento de que, se o próprio filho tivesse sobrevivido, Edward também teria sido um excelente pai para ele.
Se, no meio de tanta confusão e conflito, Edward prometia fazer o melhor por sua filha, certamente agiria da mesma forma com seu primeiro filho.
Uma questão insistia em martelar na cabeça de Isabella: e se de repente descobrisse que estava grávida outra vez? Eles não tinham usado anticoncepcionais quando estiveram juntos no Marrocos. Isabella também percebera que seu ciclo menstrual estava atrasado, embora isto pudesse ser consequência da mudança de rotina pelas recentes viagens ou dos abalos emocionais que vinha sofrendo. Mas, por outro lado, também poderia ser o sinal de que ela estava grávida pela segunda vez. Esta possibilidade alegrou seu coração num primeiro momento, mas, depois, pensando melhor no assunto, sentiu-se angustiada, lembrando que seu casamento estava por um fio de novo. Se fosse mesmo verdade, ela já não poderia proporcionar ao filho a segurança que havia planejado. Os acontecimentos dos últimos dias e a revelação da existência de Lili mudaram completamente o rumo das vidas do casal e não havia mais nada que ela pudesse fazer para transformar esta realidade.
Na manhã seguinte, quando Isabella desceu do quarto, Edward já havia saído para seu escritório em Londres. Ela recebeu também várias mensagens simpáticas de sua irmã Alice, e que a levaram a pensar com mais carinho na pequena Lili. A irmã também avisou que viria visitá-la na próxima semana.
No final da manhã, o sócio de Isabella, Jacob Black, chegou á casa. Dirigia um fabuloso carro esporte e sugeriu que conversassem durante o almoço num restaurante local.
— Para alguém que passou por dias tão difíceis, você parece surpreendentemente bem. — Obrigada! — Sua pele muito alva corou sutilmente atrás dos cabelos cor de chocolate, enquanto revelava que Edward era o responsável pelo seu figurino, uma elegante saia turquesa e uma blusa justa. Ele tinha extremo bom gosto para roupas e era bem mais ousado que ela quando se tratava de cores.
Isabella ficou aliviada quando Jacob, durante a refeição, direcionou a conversa para assuntos de negócio e faturamentos. Seu temor de que ele pudesse fazer perguntas indesejáveis dissipou-se. Ela sempre apreciara a companhia de Jacob e, nos últimos meses, pensava com frequência em como teria sido se o tivesse conhecido antes de Edward Jacob era alto, tinha cabelos escuros e olhos preto s muito brilhantes. Era bastante atraente e bem sucedido, porém, na opinião de Isabella, ele não chegava aos pés de Edward.
Será que ela era uma daquelas mulheres que preferiam um bad boy, sempre desafiador? Edward, de uma forma ou de outra, era o próprio desafio. Imprevisível e instável, ele já havia quebrado os laços estabelecidos dentro de um compromisso. Ele também não tinha se apaixonado por Isabella, mesmo se casando com ela. Já Isabella era completamente apaixonada por ele e sofrerá terrivelmente por isto.
Pela primeira vez, ela avaliava a questão por outro ângulo. Já sabia que Edward jamais lhe diria palavras amorosas e de consolo, o que fazia crescer nela um sentimento de desencanto e frustração em relação a ele, principalmente em referência ao episódio trágico que, em última instância, levara Isabella a se afastar. Ela percebera a relutância dele em assumir o papel de pai no início e no decorrer dos episódios amargos que se seguiram até o final, não tinha?
Ele não a havia amado e por isso tinha achado mais fácil acreditar no pior dele, presumindo que ele não estava sofrendo pela criança que haviam perdido da mesma forma que ela. A dor os despedaçou, porque não a compartilharam.
De repente, ela ficou dolorosamente consciente de que o advento de Lili poderia atingi-los de uma maneira semelhante. Se eles não compartilhassem as consequências da chegada da menina na vida deles, como poderiam esperar que o relacionamento sobrevivesse? Poderia haver mais alguns fatores que os dividisse, além da necessidade da esposa aceitar a criança de outra mulher. No entanto, em todo o mundo, milhares de mulheres faziam exatamente isso, Isabella admitiu exasperada. Famílias remendadas, de relacionamentos quebrados, eram comuns, assim como muitas crianças com as quais não tinham parentesco. Tais relações poderiam ser particularmente, desafiadoras e mais inclinadas a não funcionar, e agora ela entendia completamente o por que.
Afinal de contas, Isabella uma vez esperara ser a mãe do primeiro filho de Edward!
Além disso, tinha ciúmes de Tânia e da história de intimidade que tinha com Edward.
Tânia podia estar morta, mas Lili era a prova da continuação da intimidade deles.
Supere, uma pequena voz disse dentro da cabeça de Isabella. Ela não deveria sair do casamento deles e deixar a porta aberta para Tânia e a concepção de Lili. Agora precisava se concentrar num assunto maior e reconhecer que Lili era dependente da boa vontade dos adultos que a cercavam. Quanto de boa vontade ela estaria disposta a oferecer àquele pequeno bebê?
Possivelmente pela primeira vez, Isabella reconheceu que não poderia ter Edward sem a filha dele. Afinal de contas, ela não esperava que ele negligenciasse sua filha ou desistisse dela, esperava? Isso não era uma competição, era? Ela também sabia que nunca poderia pedir a ele para manter distância de Lili da mesma forma que a esposa do pai dela á excluíra da vida de Charlie. Seu pai havia se casado com uma mulher possessiva que se sentia ameaçada pela existência de Isabella. Sendo assim, Isabella decidiu ser mais madura e lidar com a filha de Edward.
— Você está muito quieta — Jacob afirmou no carro, ao levá-la de volta para Roxburn Manor.
— Tenho muita coisa na cabeça — Isabella confessou.
— Você não deveria estar se martirizando por algo que não tem nada a ver com você — Jacob pronunciou. — Precisa de um novo começo.
Isabella levantou a sobrancelha.
— Outro?
— Saia da vida dele — Jacob a aconselhou, ao desligar os motores do carro do lado de fora da casa. — Neste momento, seu casamento está na zona do desastre e ninguém pode esperar que você lide com isso.
Desconfortável com a conversa, Isabella saiu do veículo. Jacob fez o mesmo e se dirigiu até a frente do carro para chegar até ela e segurar-lhe a mão.
— Não posso discutir esse tipo de coisa com você — Isabella protestou.
— Você merece coisa melhor. Estava apenas a poucas semanas de conseguir o divórcio quando voltou para ele — Jacob a lembrou.
O barulho da porta da frente se abrindo fez com que Isabella virasse a cabeça, seus olhos castanhos se arregalaram de frustração quando ela viu Edward indo em direção a eles.
Ela tentou soltar os dedos das mãos de Jacob, mas ele os segurava com muita firmeza.
— Você não tem que se desculpar por nada e não tem motivo para esconder nosso relacionamento — Jacob disse insistentemente.
— Tire suas mãos de cima da minha esposa! — Edward rosnou, a poucos metros de distância.
Isabella entrou em confronto com aqueles olhos verdes furiosos e seu coração acelerou.
— Vocês estão no meio de um divórcio! — Jacob pronunciou. — Você não é mais dono dela.
— Ninguém é meu dono — Isabella enfatizou, esperando dar uma nota de bom senso à cena que se desenrolava, quando finalmente conseguiu libertar suas mãos e lançou para seu sócio um olhar de censura. — Eu pertenço a mim mesma.
— Saia, Isabella — Edward a instruiu entre os dentes, inflamado pela realidade de que Isabella não discordara de Black quando ele afirmara que eles ainda estavam em meio a um divórcio.
— Eu não vou a lugar nenhum se for haver algum confronto estúpido masculino — Isabella anunciou, em advertência. — Vejo você na semana que vem Jacob.
— Volte para Londres comigo agora — Jacob sugeriu. — Você não pode querer ficar aqui...
Edward fechou uma das mãos no pulso de Isabella.
— Ela não vai a lugar nenhum, vai ficar comigo.
Ao observar os dois homens se digladiarem, Isabella teve vontade de gritar. Ela podia sentir a agressão mal contida em Edward, através de seus logos dedos tensa e em sua postura pronta para o ataque. Ele era um homem fisicamente forte e com a raiva, e estava instável como uma dinamite.
— Seria melhor se você fosse para casa, Jacob — ela suspirou.
— Por quê? Você também não tem permissão para receber visitantes? — Jacob indagou evidentemente feliz por colocar lenha na fogueira.
Em um movimento abrupto, Isabella soltou a mão de Edward e se virou em direção a casa, com as costas rígidas expressando frustração. Se ela era a fonte do sentimento ruim, sua retirada do cenário iria acalmar as coisas, ela racionalizou, indo para o hall e observando pela janela. Ela chegou a tempo de ver Jacob dar um soco em Edward e ficou congelada, pois presumiu que Edward era, entre os dois, o mais provável a perder a cabeça.
No entanto, Edward não perdeu tempo em revidar e, quando Jacob caiu de joelhos, Isabella saiu correndo para fora novamente a fim de intervir.
— Parem! — ela gritou furiosa. — Não vale á pena brigarem por...
Edward franziu a testa e lançou lhe um olhar colossal.
— Vale á pena brigar por você — ele disse praticamente em tom de conversa.
— Se bater nele de novo, eu vou embora! — Isabella o ameaçou em desespero.
Neste ínterim, Jacob partiu para cima de Edward novamente e, ao ser pego de surpresa, ele caiu pesadamente. Foi aí que Isabella percebeu o quanto ainda estava apaixonada pelo marido, porque ela quase entrou no meio da briga e estava a ponto de bater em Jacob por ter tirado uma vantagem injusta.
— Vá embora, Jacob! — Isabella gritou trêmula.
Limpando o sangue dos lábios, seu sócio nos negócios fez uma avaliação triste de Isabella, a postura protetora da mulher não escapou a sua atenção.
— Estou desperdiçando meu tempo aqui.
— Sim, saia antes que eu o mate — Edward o advertiu cruamente ao se levantar de novo.
Respirando curto, Isabella assistiu enquanto Jacob saiu com o carro, então se virou para Edward.
— Ele bateu primeiro, não foi?
Edward lançou lhe um olhar considerável e então fez uma careta, como se estivesse tentando compreender o que dizia com cuidado. — Não exatamente...
— Quer dizer que começou a briga? — Isabella perguntou de forma inflamada e furiosa por tão ter atentado para o fato antes.
— Você é minha esposa e ele ultrapassou a linha — Edward racionalizou, sem remorso.
— Se estivesse ficado fora disso, nada teria acontecido! Ele estava apenas tentando conversar comigo.
Os olhos de Edward endureceram.
— Ele estava dando em cima de você.
Isabella voltou-se apressada e irritada, para dentro da casa e lançou lhe um olhar de condenação.
— Se ele estava ou não, não é da sua conta! — Isabella...
Ela virou as costas e entrou no hall.
— Eu entendo que esta é uma situação difícil para você, mas ainda somos casados.
Ela balançou a cabeça lentamente, estava cheia de incertezas para confiar em si própria para falar. Não estava preparada para discutir sobre Jacob. Uma coisa era fazer Edward imaginar o relacionamento dela com outro homem, e outra, completamente diferente, era intencionalmente atiçar fogo ao mal entendido.
— Talvez o que mais precise neste momento é um tempo longe de mim.
Os olhos castanhos dela cintilaram.
— Isso é bem possível.
— Preciso encontrar pessoalmente um homem com quem vou fechar um negócio em Atenas. Mas isso significaria deixar você aqui responsável por Lili e sua nova babá por pelo menos 48 horas — Edward se adiantou sorrindo.
— Posso lidar com isso — Isabella ouviu a si mesma dizer antecipadamente, já que não tinha ainda trabalhado o suficiente a coragem para entrar no quarto da filha de Tânia.
Edward juntou as sobrancelhas, devido à surpresa latente em relação à resposta de Isabella.
— Você pode?
— Por que não? Não sou tão perversa a ponto de condenar Lili por ser filha de quem é! — Isabella afirmou com orgulho.
— Se isso é verdade, você está agindo extraordinariamente bem com suas limitações, moli mou.
As bochechas dela coraram como se estivesse conscientes de que estava se tornando mais racional sobre o assunto naquele mesmo dia.
— Estou falando sério. Eu não poderia lidar com o fato se você tivesse um filho com Jacob Black.
A generosidade dele em admitir o fato fez dela igualmente generosa, já que ela apreciava as preocupações que o silêncio desafiador dela sobre o assunto tinha causado nele.
— Como nunca dormi com Jacob, a mesma situação nunca poderia ter acontecido.
Um sorriso súbito de surpresa brilhou na linda boca de Edward, aliviando a tensão de suas feições. Os olhos estonteantes do homem cintilaram.
— Obrigado por me contar isso. Não tinha a obrigação de fazê-lo.
E Isabella ficou ciente, naquele instante, de que Edward não teria entrado em uma briga com Jacob se soubesse que seu relacionamento com seu sócio ainda eram platônicos. Fora o ciúme sexual o que motivara a agressão. Quando Edward saiu, uma hora depois, ela foi trabalhar em um projeto de um cliente. Assim que o helicóptero levantou voo, ela fechou seu laptop e se levantou; já que era hora de conhecer a filha de Edward.
A babá, uma morena eficiente com uns 20 e poucos anos, estava trocando Lili. Com as palmas das mãos úmidas de nervoso, Isabella entrou no quarto e apresentou-se como a esposa de Edward.
Ao ver a pele exposta do bebê, Isabella rapidamente baniu suas restrições.
— Não é de se espantar que ela chore! — Isabella exclamou, impressionada com a extensão do eczema de Lili. — Pobre menina...
— Massagens regulares com óleo devem ajudar — a babá comentou atenciosamente. — Roupas e lençóis de puro algodão podem ajudar também.
— Vou comprar algumas — Isabella prometeu imediatamente, feliz por ter um aspecto prático para se focar.
— Se importaria em dar uma olhada nela enquanto eu desço para almoçar? — a morena perguntou, desculpando-se.
— Claro que não. — Na verdade, Isabella ficou constrangida, pois já era fim de tarde e ninguém havia pensado em aliviar a babá para que fizesse uma refeição. Mas quem estava ali para pensar em coisas como essas? Edward lutava com a responsabilidade e ignorava o que era preciso para cuidar das necessidades de uma criança. Se Lili tendia a ser deixada sozinha com a funcionária 24 horas do dia, outra babá deveria ser contratada.
Lili estava nos braços de Isabella sem alarde. Ela era uma criança pequenininha e não pesava muito. Quando a menininha começou a chorar de novo, Isabella respirou fundo e lembrou a si, mesma que ela sempre gostara de crianças, particularmente bebês. Uma vez que a babá tinha saído, suas reticências evaporaram e ela embalou o bebê e conversou com ela baixinho. Os olhos escuros tristes olhavam para Isabella com curiosidade. A mulher se sentou e estendeu um chocalho para divertir Lili. Uma pequena mãozinha segurou o objeto. O tempo passou enquanto Isabella ficou sentada ali, sentindo-se incrivelmente calma e desfrutando do calor do bebê em seus braços. As pálpebras de Lili foram se fechando gradualmente e ela acabou adormecendo.
A babá voltou e, com um sorriso no rosto, removeu o bebê para o berço. Isabella se levantou, olhando para Lili. Seu coração havia sido tocado pela garotinha indefesa que, sem perguntas, confiara em Isabella. Então, prometeu a si mesma que, independentemente do que acontecesse com seu casamento, não iria culpar a filha de Tânia por isso. Ela amava Edward. Como ele poderia se recusar a aceitar sua filha?
Naquela noite, Isabella dormiu bem e não teve nenhum sonho ruim. No dia seguinte, ela viajou para Londres na limusine. Foi á seu escritório, depois para a casa de uma cliente e apresentou seu projeto. No final, saiu para comprar coisas para Lili. Comprou roupinhas de puro algodão e roupas de cama para o berço, que não iriam irritar a pele macia do bebê.
Antes de voltar para Roxburn Manor, esteve em seu apartamento e arrumou uma mala. Após resolver o necessário, voltou para a casa de campo e somente então ocorreu a ela que deveria ter marcado uma consulta com seu médico enquanto estava em Londres.
Já era hora de fazer um teste de gravidez, então resolveu ligar e marcar uma hora.
Embora tivesse recebido algumas mensagens de seus pais alertando sobre o fato de que queriam muito falar com ele, Edward não havia respondido, nem fora visitá-los enquanto estava na Grécia. Ele sabia por que queriam lhe falar, mas não era um adolescente rebelde, disposto a receber um sermão dos pais a respeito de Lili. Até onde sabia, a única pessoa a quem ele devia explicações era Isabella, e não estava completamente certo de que ela ainda estaria em Roxburn Manor quando voltasse.
— E minha esposa? — ele perguntou á Sra. Jones, assim que pisou na porta de entrada.
— No quarto do bebê, senhor — a senhora o informou. Edward subiu as escadas correndo. O fato de Isabella estar com Lili era mais do que ele esperava. Antes de chegar ao segundo andar, ouviu a suave voz da mulher e, quando entrou no quarto do bebê, ficou surpreso ao ver a filha no colo de Isabella, que a massageava com óleo.
— Ela não está chorando. — Ele respirou maravilhado.
— Ela gosta disso — Isabella disse a ele, mergulhando os dedos no vidro de óleo e passando cuidadosamente nas pernas fininhas da menina.
Edward olhou para o rostinho de Lili, que estava virado na direção dele, e viu uma paz que nunca tinha presenciado.
— Geralmente, ela dorme depois do procedimento. Depois da sessão de massagem, fica muito mais calma — Isabella se antecipou, olhando para o belo marido. Por um tempo, apreciou a privacidade para que pudesse se aproximar de Lili, mas a vida sem Edward era que nem champanhe sem espuma, irremediável e tedioso.
— Assim como você, moli mou. — Edward não resistiu em dizer a ela.
— Lili não merece minha raiva — Isabella sussurrou, comprimindo a boca enquanto ela gentilmente colocava o bebê na roupinha de dormir. — Marquei uma consulta para ela com o dermatologista. Tenho lido um livro sobre eczema e achei que valeria a pena fazer alguns testes de alergia, no caso de ser alguma coisa que ela esteja comendo ou esteja em contato com algo que agrava sua condição.
— Você não tem a menor ideia de como aprecio o interesse que está tendo por ela.
— Faz eu me sentir melhor e menos egoísta — Isabella murmurou desconfortável ao receber o elogio de Edward, pois não estava orgulhosa por ter lutado para superar atos egoístas.
Eles tiveram um jantar menos formal do que o usual em um ambiente do outro lado do corredor, em frente à cozinha. A comida era simples, mas gostosa, e com uma apresentação muito boa. Isabella conversou com a governanta e admitiu que ela e Edward não fossem muito fã de pompa e cerimônia. A Sra. Jones confidenciou que, precisaria de mais funcionários para chegar aos altos padrões estabelecidos pela mãe de Edward. Sendo assim, as duas mulheres concordaram em um ambiente mais casual enquanto Edward e Isabella estivessem lá.
— Foi visitar seus pais? — Isabella indagou durante a refeição.
— Eu deveria ter ido, mas não fui. Não estava disposto a ser submetido a uma tragédia de quatro atos por causa de Lili.
Ele tinha se trocado e estava usando jeans e camiseta, e sua boca bem torneada exalava sensualidade. Em várias ocasiões, quando a mente de Isabella se excedia, via sua atenção direcionada às lindas feições do marido e sentia a excitação que Edward evocava na pélvis dela, lembrando-lhe das necessidades que havia suprimido desde que Lili entrara na vida deles. O desejo queimava dentro dela como uma faca quente.
Era a noite de folga da babá e, mais tarde, naquela noite, Isabella dava mamadeira a Lili quando Edward apareceu na porta.
— Eu é que deveria estar fazendo isso — ele afirmou sem entusiasmo.
— Bem, você pode fazer agora — Isabella concordou calmamente, fazendo o comentário de pé, para que ele tomasse o lugar dela.
Colocado na berlinda, Edward respirou fundo quando Isabella deitou a filha nos braços dele e mostrou como segurar a criança e o ângulo em que a mamadeira deveria estar.
— Ela é tão pequenininha — ele reclamou, claramente com medo de machucar o bebê.
— Não é como entender de foguetes — ela disse a ele. Os olhos de ambos colidiram e o olhar dele fez com que suas terminações nervosas incendiassem e suas bochechas enrubesceram. Então, Isabella desviou o olhar, constrangida por sua suscetibilidade.
— Ela fica uma gracinha quando não está chorando — Edward murmurou surpreso.
— Ela está se alimentando mais. Quando ela engordar um pouco, vai parecer mais como qualquer bebê. Ela também está sempre muito ansiosa. Acho que teve muitas pessoas diferentes tomando conta dela — Isabella comentou, passando os dedos gentilmente na testa da menininha. Os olhos escuros do bebê brilhavam para Isabella e se mantiveram fixos nela, durante todo o tempo em que a alimentava.
Isabella colocou Lili de volta no berço e foi para a cama, se perguntando se Edward se juntaria a ela. Ela ficou ali deitada observando a porta, pensando nele, querendo o marido.
Ficou acordada por muito tempo, antes de aceitar que Edward não tinha planos de compartilhar a cama com ela. Logo, a babá eletrônica anunciou que Lili tinha acordado e precisava de cuidados. Só no meio da noite Isabella conseguiu, finalmente, dormir.
O dia ensolarado brilhava pela cortina quando Edward a sacudiu. Ele tirou os cabelos da esposa do rosto e Isabella se sentou, franzindo a testa para ele.
— Que horas são?
— Dez. Meus pais estão aqui...
O ataque de um foguete não poderia ter tirado Isabella da cama de maneira mais eficiente. A perspectiva de encarar a mãe de Edward sem ser avisada a encheu de pânico.
— Oh, meu Deus! O que eles querem? Edward comprimiu os lábios.
— Aparentemente, querem Lili...
Problemas chegando! Será que Esme e Carlisle irão causar muitos problemas?
Respondendo os reviews:
MandaTaishoCullen: kkkkkkkkkkk, que revolta menina! Ele é um pouco arrogante mesmo, mas ele não é tão ruim. Quero só ver a sua opinião sobre o Carlisle e Esme, aposto que vai ser pior que a sobre do Edward. Beijos
monica . silva . 31105674: Você está certa, Edward errou feio e quer que Bella aceite tudo isso quieta. Bella acabou não resistindo a fofura do baby. Será mesmo que a Bella está grávida? Beijos
Capítulo que vem está cheio de tensã último capítulo. Quem ainda não comentou, comenta gente que não custa nada além de um ou dois minutos do seu tempo. Beijos e até domingo.
