Capitulo 11 – Rosto de anjo.
- Sim, sou eu!
- Vejo que está bem machucado garoto... – Dizia o homem que fumava e soltava a fumaça em minha cara.
- Sim,meu pai me espancou até que eu ficasse desacordado...
- E eu sei bem o porque!
-...
- Mas não se preocupe que sua opção sexual não irá influenciá-lo em matar pessoas, irá?
- É que bem...
- Ah não ser que você se comporte como uma moça no campo de batalha...O que seria imperdoável! – Dizia o homem é um tom calmo.
- Eu não queria...Não queria estar aqui. – Não controlei minhas emoções e comecei a chorar. Imagine ver sua vida desmoronando totalmente por motivos egoístas e fúteis. Guerra? Eu tinha horror à guerra, eu não queria mesmo estar ali!
- Querendo ou não, você nos pertence garoto.
- Sabia que sou menor de idade?
- Sabe que dia é hoje?
Assustei-me imediatamente e fiquei sem reação.
- Não me diga que...
- Hoje é 6 de dezembro garoto. Feliz aniversario! Não é todos os dias que se faz 18 anos.
Aquele homem agia sempre calmamente, mas era possível ver a crueldade em seus olhos. Ele agia ironicamente com as palavras e sempre dizia tudo com um sorriso no rosto.
-...
- Bom,agora vá até a enfermaria tratar esses machucados,vista sua roupa e se hospede na unidade 4, os soldados informaram em qual quarto você deve ficar. – Enquanto o homem falava eu podia ouvir cochichos do lado de fora,mas não conseguia entender exatamente o que diziam.
-...
- Qual o problema garoto?
- Eu...Eu não consigo me levantar...E me sinto muito tonto...
De repente um soldado surgiu na porta.
- Com licença senhor, mas é de extrema importância.
- Pode falar Michael.
- Coronel, o sargento da unidade 1 sofreu um derrame e...
- Aonde ele está?!
- Esta na enfermaria da unidade 1 senhor.
- Leve esse garoto à enfermaria da unidade 4, eu vou ver como esta o sargento.
- Sim senhor!
Era realmente estranha a reação do tal coronel ao saber do derrame que havia ocorrido com o tal sargento. Mas eu estava passando tão mal que não conseguia parar de pensar na dor interna e externa que eu estava sentido. Aos poucos fui tentando me levantar,mas logo cai.
- Ai...
- Calma, vou de ajudar. – Disse o rapaz colocando um dos meus braços em seus ombros e sua mão em minha cintura.
- Obrigado Michael...
- Hei, olha a intimidade...- Disse ele rindo. Logo de inicio muito simpático.
Chegando a enfermaria, observei que só havia enfermeiros e todos os soldados me olhavam e comentavam de mim.
- Michael, estão todos olhando pra cá. – Comentei com ele enquanto o enfermeiro tratava do meu pé que estava torcido.
- É que bem...
- O que foi?
- Sabe, a maioria dos rapazes aqui não vê pessoas diferentes há séculos...E você...
- Eu?
- Bem...Você tem cabelo comprido,olhos claros, um rosto...
- O que foi, diga?
- Um rosto lindo...
