Disclaimer: Saint Seya e seus personagens pertencem ao Mestre Masami Kurumada e às editoras licenciadas.
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Sugestão de trilha: "Who are you?", The Who… Eu amo The Who e amo CSI Las Vegas… Mas a canção foi escolhida porque Lorde Heinstein vai descobrir da pior maneira quem é Sheila e quem são seus amigos, hahahaha...
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O som de cavalos se aproximando. Gritos de ordem e terror. Ele estava se aproximando. Atento aos sons que lhe chegavam aos ouvidos, Aiolos ordenou que a tropa que o acompanhava se colocasse em posição de ataque. Aiolia, ao seu lado, se mantinha atento e impassível, como se fosse feito de concreto e gelo, uma muralha que pudesse ser intransponível.
E então a última barreira da cidadela se viu frente à frente com o pior inimigo que poderiam enfrentar. Lorde Heinstein acabara de invadir o pátio externo do palácio, com seus homens e Radamanthys em seu encalço. Apeou de seu cavalo ao ver Aiolos em terra, poderia ser o mais cruel ser existente sobre a Terra, mas lutaria com aquele homem em pé de igualdade.
Quando se aproximavam do corredor de acesso ao pátio externo, os sons que Sheila e Fernando ouviram foram os das espadas se chocando. Lorde Heinstein já estava por ali e Aiolos e seus homens em combate, não poderiam mais perdeu um único segundo. Correndo, os dois amigos ganharam depressa o corredor e viram então, a luta que se desenrolava.
Aiolia e Radamanthys lutavam entre si, ambos parecendo feras selvagens, golpes precisos, mas não certeiros porque um defendia com precisão o ataque do outro. Angel, lutando feito um verdadeiro gladiador, parecia estraçalhar cada soldado que se colocava em seu caminho, em sintonia com Saga, que também atacava de maneira feroz.
E, em meio aos caos, Aiolos e Lorde Heinstein. As espadas tilintavam no ar, mas , infelizmente, Sheila notara que o inimigo era muito mais afeito à lutas e batalhas do que o rei, que parecia um tanto cansado e preocupado.
Era uma loucura o que fariam, mas seria preciso. E, respirando fundo, Fernando empunhando sua espada, os dois amigos se meteram no meio das lutas...
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-Isso tem que dar certo, Camus... – disse Mitie ao amigo, ambos correndo em direção à cripta.
Em seus mãos, uma pequena caixa de madeira onde havia uma chama do fogo grego e duas tinas, também pequenas e redondas, com água até a metade.
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Aiolos tentava bloquear os ataques de Lorde Heinstein, quando avistou Sheila e Fernando em meio ao caos. O que aquela maluca estava fazendo ali? Aproveitando-se da distração momentânea, Lorde Heinstein golpeou o braço do monarca, fazendo com que Aiolos largasse a espada, o braço ferido um pouco acima do cotovelo.
-O seu fim, Majestade... – ele disse, empunhando a espada, pronto a desferir o golpe final em Aiolos. Porém...
Uma segunda lâmina bloqueava seu golpe de maneira precisa. Com os olhos arregalados, nem mesmo Fernando entendera como conseguira aquilo. Furioso, Lorde Heinstein girou o corpo e a espada e foi para cima do rapaz, que, surpreendentemente, bloqueou o segundo golpe.
-Você vem comigo... – disse Sheila a Aiolos, arrastando-o para fora do pátio.
-O que faz aqui?
-Não me faça perguntas, apenas confie em mim... Vamos!
-Eu não posso deixar meus homens sozinhos!
-Vamos logo! – ela gritou, apertando o corte feito por Lorde Heinstein, sabendo que a dor faria o rapaz obedecer suas ordens.
Ao perceber que Sheila e Aiolos já estavam no corredor, Fernando girou o corpo e caiu no chão, arrastando-se, ao mesmo tempo que, para surpresa de Lorde Heinstein, golpeou sua perna. O home cambaleou, mas não caiu. Mas isso já era o suficiente para o rapaz conseguir fugir de seu alcance.
Lorde Heinstein ergue os olhos e viu Aiolos e uma jovem que desconhecia fugindo por um dos corredores de acesso ao pátio externo. Empunhando novamente sua espada, partiu no encalço dos dois, ainda que mais devagar do que pretendia por conta do golpe dado por Fernando.
Mas jamais sairia da cidadela sem a cabeça de Aiolos em uma bandeja de prata...
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-O que pretende, Sheila? Por que me trouxe até aqui? – quis saber Aiolos, ao adentrar a cripta junto da jovem.
Ela nada disse, apenas o levou para o outro lado da mesa de pedra. E, Aiolos não deixou de notar, havia uma caixainha de madeira sobre ela, com uma chama que ardia intensamente. O que seria aquilo?
-Eu já disse para confiar em mim, Aiolos... – Eu tenho um pla...
-Ora, ora, tentando se esconder de mim, Aiolos? Péssima idéia...
Era Lorde Heisntein, que entrava pela cripta com sua espada em punho, circundando a mesa. Puxando Aiolos, Sheila fazia o mesmo, até o inimigo ficar do outro lado, longe da porta de entrada, onde os dois agora estavam.
-Não sabia que era tão covarde a ponto de se esconder atrás de uma mulher, Aiolos...
-Eu eu não sabia que falava tanta asneira, Lorde Heinstein! – devolveu Sheila, já de posse da caixinha. O homem sorriu amarelo, como odiava tamanha petulância, ele mesmo iria cortar aquela língua fora quando fosse vencedor daquela guerra.
Um passo na direção dos dois e tudo aconteceu muito rápido. Sheila atirou a caixinha sobre Lorde Heinstein, a chama logo pegou a malha que ele usava debaixo da armadura, na parte que cobria o braço.
-Mas o que é isso? AHHHHH!
O grito de terror, precedido por duas tinas de água sobre si, atiradas por Camus e Mitie. Logo, o fogo ganhou proporções maiores e tomou conta do corpo todo de Lorde Heinstein.
Empurrando Aiolos para fora da cripta e com a ajuda dos amigos, Sheila trancou a pesada porta de ferro com o Lorde dentro. Extasiada, ela escorregou pelo degrau até cair sentada, Aiolos sem entender nada.
Não sabia ainda, mas tudo estava acabado. E a guerra vencida pelo seu reino, graças àquela ajuda vinda de um futuro distante.
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Pela manhã, a cidadela recolhia seus mortos, Máscara da Morte entre eles, sendo levado por Shura e Afrodite para o pátio externo do palácio, Julia ia mais atrás, os olhos vermelhos e muito inchados de tanto chorar. Saga era ajudado por Angel, havia se ferido durante a luta, mas não era nada de muito grave. Aiolia carregava a espada de Radamanthys, como símbolo de sua vitória.
E o corpo de Lorde Heinstein, completamente carbonizado, já havia sido retirado da cripta pelos homens de Aiolos, que assistia a toda aquela cena com um misto de pesar e conforto. Estava tudo acabado de fato, os eu reino estava livre dos desmandos daquele homem.
Marin, abraçada a Fernando, era somente sorrisos e lágrimas de alegria, seus irmãos estavam bem, o seu lar estava livre e o homem que amava estava ao seu lado...
Logo, sons de risos e palmas encheu o ambiente, assim como uma linda cantoria. A cidadela estava em festa, logo o grande banquete da vitória iria acontecer.
-Vamos, temos que nos preparar para a grande festa! – Aiolos gritou a todos, abraçando Sheila de maneira terna e protetora. Aquela maluca havia salvo sua vida novamente...
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Porém, quando o pequeno grupo adentrou a sala do trono, viram que Mestre Ancião os aguardava. Tinha um sorriso no rosto enrugado e um certo ar de zombaria em seus olhos.
-Mestre, eu preciso lhe agradecer pelo que fez... Se não fosse por seu feitiço, não teríamos ganho esta guerra.
-Ah, sim, Majestade, o feitiço foi meu, mas de nada adiantaria se os corações desses jovens não estivessem prontos a viver uma grande aventura...
Encarou a todos, de um por um. Sheila estava de mãos dadas à Aiolos, certa do que o Mestre diria a seguir. Marin e Fernando estavam ao seu lado, abraçados, assim como Shura e Julia. Mais afastados, estavam Mitie, Shaka e Camus, assim como Angel apoiando saga com seu corpo e Aiolia, encostado em uma das paredes.
-Mas... – Mestre Ancião pigarreou – Receio que este seja o fim de sua aventura... Meu feitiço duraria apenas até a vitória ser obtida, o que significa que vocês, meus jovens, deverão voltar para seu tempo e suas famílias...
-O quê? Como assim, voltar? Voltar... Para casa?
Confusão, vozes alteradas que falavam todas ao mesmo tempo, um misto de alegria e tristeza, abraços que se tornaram mais apertados. Aiolos encarou Sheila por instinto, mas a jovem mantinha o olhar firme e impassível, sem demonstrar nenhuma reação.
-Mestre! - ela o chamou, após alguns minutos sem sequer se mexer – Se bem me lembro, o senhor disse que a vitória dependeria da minha decisão, não foi?
-Claro, minha filha... – ele respondeu com um sorriso, já certo do que ela diria a seguir.
-Então, sendo assim... Seis que por mais louco que pareça, meus pais e minha irmã vão entender... Eu não vou voltar... Eu vou ficar... – ela então se virou para Aiolos – Eu aceito ser a sua rainha, Aiolos...
Um beijo foi a resposta do rapaz, misturado à surpresa dos demais à sua volta. Fernando sorriu ao ver aquela cena, apertando ainda mais o corpo de Marin em seu peito. Ele também já havia tomado uma decisão.
-Eu também ficarei... Não faço idéia de como meus pais e minhas irmãs vão receber essa notícia, mas não posso voltar... Eu quero ficar e... Me casar com Marin, se o Aiolia deixar...
Um grunhido se fez ouvir, vindo justamente do rapaz, que parecia não ter gostado muito. Julia, soltando-se do abraço de Shura, olhou bem fundo nos olhos negros do rapaz e lhe deu um beijo, com um certo gosto de despedida.
-Eu... Eu preciso voltar para casa... Eu te amo, Shura, mas não posso ficar... Minha mãe e meus irmãos precisam muito de mim, eu... Por favor, entenda...
-Julia... – ele disse, sentindo o coração apertar. Deu um beijo na testa da jovem e a abraçou novamente, sorrindo para Mestre Ancião.
-Mestre?
-O que quer, Shura?
-Se nosso rei assim permitir, eu... Eu irei com eles... Não acho que será tão difícil me adaptar, com Julia me ensinando tudo que preciso saber...
-Tem a minha permissão, Shura...
-MItie? – Sheila perguntou, ao ver a amiga em um estado crítico de petrificação – Mitie?
-Eu... Eu... – de repente a japonesa deu um salto- Claro que vou voltar! Vou voltar a usar calça jeans e tênis, dormir até tarde e na minha cama quentinha! – ela gritou, mas então se lembrou de Shaka – Mas e a Barbie oxigenada?
-Eu vou ficar, Mitie... – ele disse, rindo, achando graça no apelido que por um momento detestara – Meu lugar é aqui e o seu é em sua época, não se adaptaria à nossa vida...
-Vai sentir minha falta?
-Muita... Mas sei que vamos nos reencontrar um dia...
-E você, Camus? – perguntou Angel ao rapaz, encarando-o nos olhos, Saga virou o rosto para não presenciar o que viria seguir.
-Eu vou voltar com Julia e Mitie... E você, Angel... Deve ficar... Aqui existem pessoas que realmente precisam de você... E alguém que pode fazê-la feliz...
Com um abraço, ele deixou Angel junto de Saga e se postou ao lado de Mitie. Mestre Ancião, então, pigarreou novamente.
-Tenham em ente que a decisão que todos tomaram é irreversível... Quando o feitiço que Oe levará de volta for concluído, não poderá jamais ser desfeito...
-Espera só um momento... Quem vai ser a nova chefa? – perguntou Mitie, agora visivelmente preocupada.
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A mesma luza branca e muito intensa. Quando se deram conta, estavam novamente na tenda principal da escavação em Lake District, com a caixa de ferro aberta à sua frente. Esfregando os olhos, Camus conferiu o relógio que estava preso em uma das colunas, não era possível! Não haviam se passado sequer dez minutos desde que tudo acontecera.
Era como se aquela viagem no tempo houvesse acontecido em uma dimensão paralela.
-Estão todos bem? – perguntou Julia, ao ver que realmente estavam na tenda.
-O que é isso? – perguntou Shura, ao ver um estranho aparelho vibrar e se acender sobre a mesa, chamando sua atenção.
-É o celular da... – ela sorriu, de um ajeito meio triste – ... Sheila...
-Ela e Fernando vão ficar bem , Julia... – disse Mitie, abraçando a amiga.
-Ei, vejam isso... – Camus disse, tirando de dentro da caixa dois pequenos rolos, com um sinete real cada um – Isso já estava dentro da caixa?
Julia pegou um dos rolos e sorriu, ao reconhecer a letra da frase escrita na lateral.
-Este aqui foi a Sheila quem escreveu... E este aqui foi o Nando...
-Abra logo, queremos saber o que estão dizendo! – pediu Mitie, curiosa que só ela...
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E aqui foi a batalha final, espero que tenham gostado... Não sou muito boa pare descrever lutas, mas gostei da idéia que a Sheila da fic teve...
Bem, esse foi o último capítulo de "The Time Line" e... Como assim, último? Mas caba assim, sem mais nem menos? Pois é... Último capítulo porque...
Epílogo não é capítulo, oras! E o próximo, o derradeiro, assim o será...
Beijos e desculpem por não responder os reviews, é que não deu tempo...
