Notas do Autor
Yukihana e Vishnu ficam surpresos, quando...
Indra fica estarrecido, quando...
Ashura decide...
Capítulo 11 - Vishnu Vs Indra
- Sim. Viemos alertar vocês. – Tsukiko (月子 – filha da lua) fala.
Yukihana e Vishnu se entreolham, sendo que Okikaze (秋風 – brisa do Outono) fala:
- Não é somente o sonho dos sapos que é premonitório. Nós, as raposas, vimos nas folhas e os gatos viram olhando para a lua. Nós duas tivemos fragmentos de uma visão e ao comentarmos entre nós, sentimentos que tem relação ao que irá acontecer no futuro.
Yukihana fala preocupada e pergunta:
- Bem, como eles são?
- Eu vi uma jovem de cabelos alvos enfrentando um ser estranho. – Tsukiko fala pensativa.
- No meu fragmento, um ser todo negro, olhava para uma batalha, escondida dentre as rochas. Havia um ser colossal. Seres rodeavam um jovem de cabelos loiros e olhos azuis. – Okikaze fala.
- Não parecem ter relação a primeira vista. – Vishnu comenta pensativa.
- Mas, nós sentimentos que há uma relação e quando comentamos com Gamamaru, ele também sentiu essa relação e inclusive, havia visto um menino de olhos azuis. – Tsukiko fala.
- Entendo... Nós agradecemos por nos avisar. – Yukihana fala sorrindo.
- Provavelmente, iremos nos ver de novo. – Okikaze fala.
Então, eles desaparecem na mata, enquanto que Yukihana e Vishnu voltavam para a vila, com os gatos de ambas as seguindo.
Mais tarde, no entardecer, Indra se dirigia para fora da vila e Ashura, que o esperava na batente do enorme portão duplo vai até ele, sorrindo.
- Nii-san! Você vai treinar nas montanhas, de novo?
- Sim. É o que pretendo.
- Posso ir junto com você?
- Este Indra quer treinar sozinho. Com você...
- Ah, é mesmo. Nossos níveis são muito diferentes!
Ele sorri tristemente, para depois se virar e exclamar:
- Nii-san!
- Hum?
- Bom... Eu acho que seria bom se você pegasse um pouco mais leve com as outras pessoas durante os treinos. Quando você leva a sério os treinos, todos se machucam, nii-san.
- Vou pensar sobre isso.
Após alguns minutos, na montanha, ele interrompe o treino, enquanto olhava para o lado, falando:
- Saia. Este Indra sabe que você está aqui.
- Como eu esperava... – Zetsu negro aparece todo coberto, sentado em um pedaço de tronco – Há quanto tempo, hein?
- Este Indra é diferente do que era no passado.
- É o que parece. Já se acostumou com esses olhos?
Ele olha seriamente para Zetsu, que fala:
- Não me olhe assim. Eu só queria um pouco de sua gratidão.
- Por que este Indra deveria ser grato a você?
- É que fui eu quem despertou os seus olhos. Aliais você viu algo com esses olhos? Como o futuro do Ninshuu? Ou os seus próprios ideais? Você já percebeu, não é? Que você é especial. Que você tem o poder de mudar o futuro do Ninshuu... Você tem poderes incríveis. Você herdou a maior parte do poder do Hagoromo. O Ashura não chega aos seus pés e você é superior a Vishnu. Afinal, ela não tem os seus olhos e você é mais velho do que ela. Quanto a Yukihana, ela não almeja liderar o futuro do Ninshuu, embora seja estranha. Ou seja, somente você, poderia levar o Ninshuu a um novo futuro.
Então, ele some em um vento intenso, com ele ainda ouvindo a voz do Zetsu negro que fala:
- Um dia, o seu poder será rival ao poder do Hagoromo, seu pai. Não há como Yukihana ter o mesmo poder dele. Com certeza, Hagoromo é mais poderoso. Quando o seu poder rivalizar com Hagoromo, ninguém conseguirá competir com você. – depois de falar, ele ri, enquanto se afastava do local, sendo que a aranha negra de antes, observava atentamente a cena, oculta dentre as folhas.
No dia seguinte, Indra não havia abrandado a sua luta e havia chegado ao ponto de todos terem medo de enfrenta-lo, quando o entardecer surgiu no horizonte.
Indra pergunta:
- Mais alguém?
Ao ver que ninguém ousava ir em direção a ele, sendo que todos exibiam olhares repletos de medo, com exceção de Ashura e Vishnu, que estavam terminando de lutar um contra o outro, o mesmo fala:
- Ninguém quer ser o adversário deste Indra?
Então, quando Indra chegou perto da porta corrediça para sair, Ashura vai até ele, sendo que a luta dele com a sua imouto terminou quando Vishnu o enviou ao chão, com o mesmo se levantando, indo até Indra:
- Nii-san! Por quê?
- Por que o quê, Ashura? – ele pergunta, friamente.
- Você disse ontem que pensaria a respeito!
- Ashura, você que não tem o sharingan e assim como Vishnu, não entenderiam. Poder é o que domina o mundo. Poder mantém a ordem – nisso, ele faz surgir o sharingan em seus olhos – Com o tempo, este Indra assumirá o Ninshuu e tornarei meus ideais em realidade.
Vishnu, que torcia os punhos, indignada com o tratamento de Indra para com os outros e inclusive contra Ashura, vai até ele e assume uma postura ofensiva.
- Vejo que a minha imouto quer lutar. Saiba que não terei misericórdia por ser menina e por ser a minha irmã. Não vou cumprir com nenhum pedido de nossa mãe. Não vou abrandar a minha luta para adequar a você que é uma mera menina, mesmo sendo um gênio. Afinal, mulheres são mais fracas do que os homens.
- Nii-san...! – Ashura vai reclamar, quando é cortado por Indra.
- Cale-se, Ashura!
- Nii-san... – ele murmura.
- Não me lembro de pedir para você abrandar a luta em relação a mim. Não me lembro de pedir que fosse mais gentil comigo e se nossa haha-uê pediu algo assim em relação a esta Vishnu, ignore. Quero que use todas as suas forças, para que não tenha arrependimento. Vou lhe mostrar o poder dos laços que esta Vishnu e Ashura, temos com todos. Laços que você não compreende, pois, se acha um Deus e que por isso, esta acima do bem e do mal, ou seja, acima de qualquer julgamento humano. É incapaz de compreender sobre o amor, pois, em seus olhos há somente a visão de alguém egocêntrico e que se acha melhor do que qualquer um, achando-se superior aos demais, sendo este pensamento demonstrado em seu olhar de superioridade mesclado ao ódio, vendo todos nós como seres inferiores. Esta Vishnu fará você beijar o chão, Indra! Vou mostrar que o amor é poderoso e une todos. O poder por si só, somente trará o ódio e o sofrimento! A dor e a desolação! A raiva e o ódio fomentado pela inveja e pela discórdia. Esta Vishnu lutará pelo amor. O amor sim é o verdadeiro poder que une as pessoas e traz a esperança. O Ninshuu forma laços entre os corações das pessoas. Você está deturpando o Ninshuu, o transformando em uma ferramenta de ódio e de guerra!
- Você fala demais, piralha. Pelo visto, terei que ensinar a você o seu lugar. Vou fazê-la pagar por tudo o que me disse. Se prepare. Vou esmagar o seu pretenso amor e esses tais laços que você tanto defende, demonstrando a essência do verdadeiro poder.
Então, eles avançam um no outro, começando uma troca feroz de golpes, com ambos se defendendo e contra atacando, deixando Indra estarrecido ao ver que ela conseguia manter seu ritmo, mesmo sendo mais nova e uma menina, sendo que após alguns minutos, ele exclama:
- Sua bastarda! Agora faço questão de esmagar esse tal de amor e seus ridículos laços!
- Nunca! O amor é mais poderoso e vou defender todos de você! Pois, o amor é o sentimento mais poderoso de todos e com o poder mais misterioso de todos, agindo de formas surpreendentes e inclusive, misteriosas!
Ela exclama determinada a proteger aqueles todos de Indra, assim como, aqueles que ela amava.
Então, todos ficam estarrecidos quando observam o despertar dos mesmos olhos de Indra, sendo que o irmão se distrai estarrecido com o despertar do sharingan, para depois ser golpeado consecutivamente no abdômen, diversas vezes, até que recebe um chute lateral no rosto, o jogando contra o chão, sendo que Vishnu finaliza com o seu calcanhar no abdômen dele, fazendo Indra se encolher pela dor, enquanto vomitava, levemente, para depois, ficar ofegante com a perda de ar momentânea.
Ela se aproxima e fala, com o sharingan que despertou pelo amor, frente ao desejo de proteger quem amava, sendo que os olhos de Indra foram despertados pelo ódio, orgulho ferido, frente a iminência de perder para um reles animal e desejo de poder:
- Essa dor que você está sentindo, não é nada comparada a dor que proporcionou aos outros ao longo dos anos com golpes brutais. Mesmo com você sendo assim, esta Vishnu tem esperança que essa derrota abra os seus olhos. Se bem que, em relação a você, tenho as minhas dúvidas.
Os outros notaram que os olhos de Vishnu, apesar de serem do mesmo tipo de Indra, não eram gélidos, transmitindo também ódio como os dele e sim, nos olhos de Vishnu havia calor neles, além de bondade. Era um olhar diferente e os que olhavam para ela não eram tomados pelo medo que sentiam ao olharem nos olhos de Indra. Aqueles olhos transmitiam, estranhamente, uma sensação confortadora. Eles não sentiam medo dos olhos dela.
De fato, o coração de ambos era o oposto um do outro e o coração de Vishnu era igual ao de Ashura, sendo refletido em seu sharingan.
- Sua bastarda... Como ousa... – ele fala arfante.
- Haha-uê me ensinou que sempre devo jogar o lixo no lixo.
Ao falar isso, ela faz selos e reúne chakra de vento em suas mãos, direcionando a Indra, que é empurrado pelo vento, até cair das escadas, sendo que no chão, do lado de fora, é amparado por alguns que passavam, sendo estes fascinados pelos seus olhos e poder, contendo a todo o custo o desejo de fuzilarem pelo olhar Vishnu, já que ela era filha de Hagoromo, o líder deles, assim como aquele que ajudavam a levantar, sendo depois afastados, rispidamente por Indra, não se alarmando com o tratamento dispensado a eles, pois, mesmo assim, continuavam idolatrando ele.
Ashura fica triste pelo irmão, vendo que o mesmo exibia uma face de ira, provavelmente por ter sido derrotado daquela forma pela caçula, que também era uma mulher, não tendo pior derrota para o orgulho e machismo de Indra, um sexista assumido, do que teve perante Vishnu, que o derrotou, além de enxotá-lo do doujo, usando fuuton, como se fosse lixo.
Ashura sorri ao olhar para a sua irmã mais nova, indo até ela, falando com admiração e orgulho:
- Isso é incrível! Os seus olhos são diferentes dos de Indra! Você foi formidável, imouto!
- Obrigada, Ashura nii-chan! – ela exclama, sorrindo meigamente.
- Estou pensando se a nee-chan me treinaria. Chichi-uê comentou que ela tem um treinamento diferente.
- Vamos treinar juntos, nii-chan!
- Não acho que você precisa de um treinamento especial. Você é uma gênia.
Ela nega com a cabeça e fala:
- Vamos treinar juntos, nii-chan!
- Obrigada, imouto. – ele agradece, sorrindo.
Mais tarde, Yukihana estava em posição meditativa, quando ouve, batidas na porta e ao abrir, encontra os seus irmãos, sendo que Ashura pergunta:
- Gostaria de fazer o seu treinamento especial. Chichi-uê comentou sobre um treinamento diferente que você faz. Talvez seja o mais adequado para este Ashura, já que o treinamento convencional não parece ser o ideal no meu caso.
- Já esta Vishnu, quer treinar junto do nii-chan!
- Claro. Posso treiná-los. Mas, saiba que esta Yukihana exige bastante no treinamento. Vocês estão preparados para isso?
- Sim! – eles exclamam em usino.
- Excelente. Irei avisar ao tou-chan que irão treinar comigo.
Eles agradecem e voltam para casa, sendo que Yukihana se concentra e some em um redemoinho de neve, aparecendo em uma espécie de campina.
Rapidamente, invoca uma parede de cristais de neve em torno do local, sendo especial, pois refletia por causa dos seus inúmeros cristais a paisagem em volta, ocultando o que quer que esteja dentro dessa parede circular que rodeava aquela área.
