XI – Sacrifício: encontros.
Exagerei...
"Sou um animal sentimental me apego facilmente ao que desperta meu desejo. Tente me obrigar a fazer o que não quero e 'cê' vai logo ver o que acontece." – Renato Russo. In: Sereníssima.
Gaara POV*s
- E porque você não impediu que o ato fosse consumado? – por mais que o Kazekage tentasse interrogar a shinobi rastreadora que mandara em missão, era o Sabaku quem falava mais alto, na voz exaltada.
Traição... Era só nisso que eu pensava! Todos me traíram.
- Gaara-sama... Eu... Eu... – ela tremeu como nunca fizera ante meus olhares. Matsuri sempre foi forte.
- Você? – arqueei a sobrancelha procurando ser justo com a resposta que me daria.
- Eu... – falava tão baixo, que fui obrigado a aproximar meu rosto do dela. – Fiz isso porque te amo sensei... – eu poderia esperar qualquer coisa, menos aquilo. Matsuri me envolveu pela nuca colando a boca na minha.
Ao mover a língua, os sugando lábios que continuavam cerrados, ainda a sentia tremer. Onde estava meu frio soldado? Minha aplicada e imaculada aluna, que eu tratava como uma irmã, ou talvez algo parecido com isso? Quem era aquela mulher, que me apertava rente à boca molhada, suplicando carícias? Matsuri confundira os sentimentos que eu mantinha por ela, aquilo não estava certo e eu não precisava de mais uma flor... Bastavam-me as cerejeiras e rosas, talvez lírios ou orquídeas... Eu ainda não sabia quem era Ino, e pouco me interessava saber quem seria Hana Matsuri. Afastei-me lentamente enquanto ela me olhava incrédula.
- Gaara-sama o senhor já... – uma outra voz entrou no pronto-socorro. – Ah... Go-Gomen! – Sakura apareceu bem na hora que eu me levantava. "Kuso!"
- Essa conversa ainda não terminou Matsuri, não saia daqui sem nos falarmos. – despedi-me e ela ainda me chamou:
- Senpai!!! Não vá! Há algo que preciso contar sobre os... – eu já corria atrás de Sakura pelos corredores e, pude jurar ouvir bayakas. Com toda certeza, não seria novidade alguma, mais do que as informações de Ishida-san... Como pude me enganar tanto.
Se eu tivesse ficado trinta segundos a mais e escutado o que a Hana me falaria, quem sabe, teria evitado horas mais tarde que aquele pronto-socorro vazio, específico pra shinobis, abarrotasse de gente. Meus aldeões. Minha Vila.
Aquela não era minha querida aluna Matsuri, era uma outra mulher, ousada, inconseqüente que tentou me seduzir com palavras ditas a esmo. Mas de algo eu sabia, ela jamais mentiria pra mim. Desnorteado com as informações postas em bombardeio na mente, eu procurava Sakura no hospital... Ela tinha visto o "beijo"; Ino me traíra; Matsuri enlouquecera e os bayakas me pressionavam. Por segundos, senti o mundo ruir por entre aqueles ladrilhos brancos; estava desesperado, como nunca ficara antes. Como os sentimentos podem ser tão cruéis e arrebatadores?! Eu nunca saberia disso se não os sentisse queimando a pele e, me fazendo suar no calor de Suna.
"Encontrei!"
- Sakura-san... – escancarei a porta entre aberta da sala dela, usando o sufixo como desculpa.
- Pois não, Kazekage-sama? – passei os olhos pelo local, não havia ninguém. Entrei e tranquei.
- Porque me trata com tanta formalidade se estamos sozinhos? – aproximei-me e a fiz virar-se, encarando. – Porque está chorando? – instinto: levei os dedos nas lágrimas.
-... – ela agarrou minha mão que a acariciava. – Matsuri? Ela também Gaara-sama?
- Pare de me chamar assim! – irritei alterando o tom da voz. – Não tenho nada com ela Sakura, aquilo foi... Nem foi... Não sei como explicar... – raramente, algo me fazia desconcertar. E eu estava sem reação diante da minha flor de cerejeira aos prantos.
- Basta Kazekage! Eu não posso mais viver de mentiras... Eu preciso de alguém que seja só meu, entende?! E você não é essa pessoa... Nunca será.
- O que você está... – ela não ousaria.
- É isso mesmo! Eu voltarei pra Konoha... Ao lado de Sasuke! Não posso mais sacrificar minha vida por você! Não vou projetar a felicidade em outras pessoas!
- Tola! Você não sabe o que diz. – a agarrei pelo braço, e descarreguei todo aquele peso que me consumia, desde as palavras ferinas e embargadas de Matsuri. – Eles nos traíram... O Uchiha e Ino estão juntos!
-Co-como? – assustou-se como eu previ.
- Matsuri acaba de me contar. Eles dormiram juntos, no Distrito que você um dia sonhou ter como lar... – aquelas palavras cruéis saíram impensadas. Fui recebido por um tapa, dado em força incomum, me ardendo a pele.
- Nunca mais ouse debochar de mim! – ela me olhava furiosa e eu devolvi meus verdes na mesma ira. Mas Sakura não era uma mulher indefesa e, não tremia diante de minhas ameaças. – Você não sabe nada de sentimentos... Mal pode definir a realidade, duma mentira escabrosa!
- Está me criticando Haruno-san? Acha que sabe melhor em quem eu devo ou não devo confiar?
- Sim eu acho! – confesso que era excitante quando ela me desafiava. – Não percebeu o quanto sua aluna é apaixonada por você, Gaara? Ainda não aprendeu que as mulheres apaixonadas são capazes de cometer loucuras? De sacrificar as próprias vidas em nome de um grande amor? Que são capazes até... De mentir?! – tive a certeza que naquelas lágrimas, naqueles cabelos se movendo em frenesi e naqueles punhos cerrados, Sakura falava dela mesma e não de Matsuri.
Sem palavras e sem reação, eu apenas a abracei. Nunca pensei que sentiria tanta dor ao vê-la chorar daquela maneira... Nunca pensei que aquele romance "uma noite de amor", há anos atrás, pudesse nos levar pra tal momento. Estava mais preocupado em acalentar o sofrimento da minha Sakura, do que ponderar sobre as atitudes de Ino.
Talvez Matsuri estivesse mesmo mentido, mas eu não queria pensar naquilo... Eu não conseguia pensar em mais nada, estava diante de minha dose de veneno com cheiro doce e de nuances mais cor-de-rosa do que as cerejeiras não existentes no deserto de Suna. Com Sakura, eu nunca era o Kazekage... Mas aprenderia a ser.
- Você quis saber por que eu não voltei pra Konoha? – suspirou me tocando a tatuagem. – Pois bem Gaara, eu não voltei porque te amo... – ela abaixou os olhos. – Entende agora?
Hora errada pra compreender um sentimento tão forte... Quem sabe eu a amava também? A tomei pelas costas, empurrando o que havia sobre a mesa, deitando-a por baixo de meu corpo, que a desejava sempre e mais uma vez nos amamos, controlando os gritos e sussurros... Menos o calor dos corpos... Sakura me incendiava. Éramos dois inconseqüentes aproveitando cada minuto que passávamos juntos. Aos poucos, nos despíamos. Loucura transarmos na sala da médica-chefe do Hospital de Suna... Quem se importa? Aquela mulher consumia minhas forças: a vital e a do coração.
Naruto POV*s
- Ta com medinho SASUKE?! – que merda cara! Eu já tinha derrubado uns três ninjas vindos Kami sabe da onde! E ele continuava estático, visualizando um bando de no mínimo, dez inimigos, nos atacarem.
Então eu comecei a afundar no meio daquela areia toda... Movediça? Sei lá! Só me lembro de ter visto Ino descendo porrada num cara que tentava acertá-la em vão... Ela estava viva! Sorri diante da cena, quem diria chakra do tipo Vento também. Reconheci as lâminas do falecido Sarutobi Asuma sendo direcionada pro pescoço de mais um shinobi morto.
- Vai ficar parado teme! A Ino ta viva! – então ele se mexeu, numa rapidez que me fez lembrar as histórias que ouvira de meu pai, no passado. Um raio.
Em meio segundo Sasuke estava parado do lado dela, ajudando-a, abatendo mais uns ninjas eletrocutando-os num Chidori que estalava descargas refletidas no sol, descendo junto no horizonte, cegando quem ousasse encarar aquele jutsu tão poderoso, enquanto os outros malditos sumiram da mesma forma que deram às caras: rasteiros, no meio da areia, que repentinamente parou de tragar minhas pernas. Foi então que eu tive certeza das palavras de Shikamaru:
FlashBack Naruto On:
- Porque a tal Tatsuki-san queria tanto saber sobre construção de dutos e vias subterrâneas, em terreno arenoso? – o estrategista apertava os lábios caminhando com o Uzumaki pro Ichiraku.
- Ora, me diga você... No que está pensando? – o loiro respondeu interessado na opinião do outro.
- Em nada demais... Só que isso seria de muita utilidade pros Bayakas, não acha?
- Certamente Shikamaru. Há alguns meses eu e a Godaime andamos investigando os movimentos desses ninjas, e não me saíram coisas boas dos relatórios. Esses caras estão se movendo! – ele cerrou os punhos. – Pior que o Gaara nada pode fazer, já que o conselho ta no pé dele... Conselheiros às vezes só fazem atrapalhar!
- Você ta ficando esperto mesmo em Naruto. Quem diria.
- Er... – o Uzumaki coçou a cabeça sorrindo despojado, no mesmo jeitinho de menino de sempre. – Eu preciso me aprumar se quiser o cargo de Hokage, não acha?
- Estamos "achando" coisas demais... – os dois riram, e o moreno continuou. – O fato é que o irmão mais velho dela é líder do Bayakas, pode haver alguma ligação.
- Eu sei como descobrir isso Shikamaru. – sentando-se na cadeira da barraca, o loiro pediu sua porção extra de lámem regada à carne de porco.
- Sou todo ouvidos. – o Nara curvou o rosto em atenção.
- Um tal de Kyoku, que faz a guarda pessoa da Ino... Aquele shinobi me cheira à confusão, e você sabe que eu conheço confusão de longe. Sem contar, que ele é esperto e já o vi conversar muito com a Hana mais nova...
- Confio em você Naruto, mas a Ino nem pode sonhar que andamos espiando os guardas do noivo dela, se não já dá pra saber a tempestade que ela vai armar.
- Quem sou eu pra discordar do parceiro de time dela! – sorriram juntos, mirando atenções pra refeição fumegante.
FlashBack Naruto Off.
- Não podemos parar agora! Precisamos partir pra Suna o mais rápido possível, sinto informar, mas estamos oficialmente em missão: – peguei no bolso o papel das instruções dadas pela obaa-chan pra mim, em segredo, entregando pro teme e pra Ino lerem.
- O que significa isso? Kyoku? Co-como? – a loira me fitou incrédula.
- No caminho eu explico o porquê de tudo isso... O Kazekage precisa dessas informações o quanto antes. – sem mais intervalos, partimos e chegamos às fortificações de Suna no começo da noite.
O deserto gela quando a lua dá as caras... Mas àquela noite, ah... Àquela noite prometia mais que tempestade de areia, bayakas nos atacando covardemente ou informações militares. A noite esquentou, literalmente, eu diria.
Ino POV*s
- Você está bem? – ele me perguntou, tomando-me num dos ombros. Preocupado? Será?
- Estou... Obrigada por hesitar. – debochei sem intenção de magoá-lo. Ora! Ele era um shinobi! Por que demorou tanto tempo pra entrar na luta?
- Gomem. – eu não esperava aquele pedido de desculpas. – Eu achei que você...
- Que eu estivesse morta?! – o interrompi – Ora essa Uchiha Sasuke! Eu sou uma kunoichi e não uma mocinha indefesa! Acorde! – por que eu estava tão irritada com aquelas palavras calmas dele?
- Tem razão Ino, você é mais forte do que eu esperava... – num lampejo, ele estava atrás de mim, sussurrando aos ouvidos, me tocando com a ponta dos dedos e trazendo as lembranças do calor da nossa transa. – E é por isso que não vou desistir de fazê-la minha.
Tenho que confessar, Sasuke sabe MESMO como seduzir uma mulher. Como se não precisasse da simples proximidade, aquelas palavras carregadas na voz grossa, eriçaram-me os pêlos e eu não pude disfarçar os sentidos que ele embaralhava. O único caminho que eu queria seguir estava perdido nos músculos daquele maldito.
Ultrapassar as fortificações de Suna, nunca fora tão dolorido pra mim, como fora dessa vez. Cumprimentei os shinobis de guarda com um pesar grande no sorriso. Eu não tinha a mesma dignidade de sempre ao pisar naquele solo, ao dar diversos "boa noite" pra todas as pessoas que cruzavam comigo no caminho. Querendo ou não, eu já era muito respeitada em Suna e, mesmo algumas pessoas não aceitando a união do Kage delas com uma kunoichi sem aristocracia alguma de Konoha, outras eram extremamente gentis comigo.
Senti-me uma mulher vil, ao cruzar olhos com ele, saindo do Hospital, sorrindo mesmo que discretamente pra mim.
- Kombawa Ino... Senti sua falta. – Gaara me tomou nos braços num carinho singelo. Eu esperava um beijo e não um coração descompassado.
Automaticamente, o meu disparou e lágrimas me queimavam as têmporas. Eu não podia chorar ali, e as marcas dos chupões de Sasuke teriam que ser encobertas, pelo menos por hora:
- Kombawa... Precisamos muito conversar. – não pude disfarçar o cenho franzido: Ele cheirava a sexo... Ou seria eu?
- Eu sei... Vamos agora, não tenho muito tempo. – aqueles grandes olhos verdes tinham uma determinação incrível, que mudou, quando cruzou com negros os mirando num desafio insano. – Então você veio Uchiha... – era ódio que pairava no ar.
Um frio incomum me cortou a espinha ao meio... O chakra de Sasuke tencionou se aproximar e em frações de segundos eu estava há metros de distancia dos dois, que se olhavam fervendo. As mãos do Uchiha atiçaram à kusanagi, não perdendo um movimento sequer da areia que escorregava discreta pra fora daquele jarro. O ambiente mudara e o ódio parecia estalar em partículas, os fazendo suar, mesmo na fria noite que desenhava o céu... Minha garganta secou no automático e eu estalei os pulsos, decidida: iria usar o Shindanshin no Jutsu.
- Nipou... – quando eu gritei, o Naruto pôs-se no meio deles dois com um ho sushin igual do Kakashi-sensei e sorriu pra Gaara.
Seria extremamente ridículo o Kazekage iniciar uma briga com um visitante de Konoha, na rua, com pessoas à nossa volta.
"Atitude digna de um Kage, Naruto!"
- Isso não é hora... Temos muitas informações que devem ser compartilhadas. – aquele que o Sasuke chamava de dobe a todo instante, mostrou-se mais inteligente que os demais.
Antes que qualquer um dos dois pudesse dizer alguma coisa, uma figura rosada surgiu na porta do Hospital Central de Sunakagure no Sato. Então eu me desesperei ao ver o semblante de Gaara ferver ainda mais, quando Sasuke balbuciou junto com Naruto a frase mais celebre deles dois, quando a viam, em qualquer circunstância:
- Sa-Sakura-chan...
Naquele pequeno momento, compreendi as palavras de meu pai: "Escolha um caminho, e siga por ele, sem pensar, sem olhar pra trás". Contudo, o brilho nos olhos de um Gaara fervendo de... Ciúmes e, de um Sasuke encantado, deram-me a certeza de que eu escolhera o tal caminho, tarde demais.
- Kombawa, Sasuke-kun... Naruto! Você veio! – eles se abraçavam e por incrível que pareça, os verdes da minha amiga não tremeram diante da figura do Uchiha.
Mas eu devia estar sonhando... Seria bom demais que ela não o amasse... Seria bom demais que Sakura não sentisse nada por Sasuke... Ou por Gaara.
- Venha Ino... – o Kaze me enlaçou nas mãos. – Vamos pra casa. – da mesma forma que o senhor Inoshi me disse, eu segui, sem olhar pra trás.
Por dentro, eu só fazia chorar.
Sakura POV*s
Conversei um bom tempo com Naruto, que logo se afastou, alegando que devia falar urgente com o Baki taichou e com Kankurou-dono já que Gaara estaria "ocupado demais", me deixando sozinha, na frente de Sasuke. E foi como eu previra. A excitação de vê-lo tão belo frente a frente, não me tremeu os olhos; não disparou o coração e não me gelou as entranhas. Eu estava feliz de vê-lo bem, vivo e livre... Valeu a pena tudo que fiz por ele, afinal.
- Sasuke-kun... – aquele shinobi sempre fora parte de mim, igual meu amigo barulhento, e com o coração feliz, o abracei, deixando-me tocar pela palma das mãos quentes.
- Senti sua falta... – ele falou de uma forma tão cúmplice, tão delicada, que mal pude acreditar que o frio Uchiha Sasuke estivesse escondido ali, naquele rosto tão sereno.
Ainda abraçados, vi Gaara se afastar com Ino enlaçada aos dedos, que me haviam me tocado, minutos atrás, com tanto amor. Sorri pro rumo fantástico de minha vida, sempre cheia de emoções e perdas inestimáveis. Pensando em verdes, mirei negros lindos e urgentes. Pensando em esmeraldas, fitei ônix, como em meus sonhos de menina.
Sasuke POV*s
Ver Sakura me trouxe uma força que eu jamais pensaria existir. Aqueles cabelos róseos, aquele sorriso sincero, aquele cheiro e aquelas palavras tão polidas, me deram à certeza de que todo amor que um dia nutri por ela, tornara-se uma coisa mais forte: ela era parte de mim, como Naruto. Sakura era minha irmã. Mesmo linda e sensual... Mesmo sendo tão mulher e tão capaz de me fazer desejá-la em noites tórridas como a que tive com Ino, eu não pude olhá-la de outra forma.
Eu nunca seria alguém melhor, se dependesse eternamente do sacrifício das pessoas que eu amava. E como Itachi, Sakura deu a vida pra me salvar... Ino não faria isso. Sorri, abertamente fitando os verdes divertidos:
- Do que está rindo? – ela parecia não acreditar em me ver sorrindo.
- Do nosso destino... – meneei a cabeça. – Eu não tinha o direito de lhe pedir tanto, você mudou sua vida por mim. Pensei que estivesse morta!
- Tchhh... Ora essa! Acha mesmo que essa sua espadinha iria me tirar à vida?! Madara foi um tolo em ter feito aquele genjutsu pra cima de nós dois... – falava comigo, como se me contasse algo qualquer. Sakura realmente superara uma dor que aos poucos, eu superaria também. – Sem querer Sasuke-kun, você me deu um novo rumo, não se lamente.
- Não vou me lamentar, vim lhe pedir desculpas e te levar de volta pra casa, Sakura. Vamos pra Konoha. – tomei as mãos que tremiam e, o semblante de alegria mudou.
- A-a-anou... Eu não posso ir...
- Como? – ora essa, eu fui pra buscá-la!
- Tem uns minutos? – voltou a me olhar naquele carinho que só ela sabia passar. – Preciso te contar uma história... Que envolve sacrifícios, mais do que você possa imaginar.
Assenti, e partimos caminhamos pra um parque em silêncio. No caminho, eu pensava nas minhas novas certezas, sem escutar uma única palavra do que ela me contaria - mais tarde - sobre o romance proibido... Tive a plena certeza, olhando pro céu que escurecia mais do que prevíamos, de que eu, realmente, não precisava de mais um sacrifício. Sasuke queria Ino, mas a queria completa, sem arrependimentos, sem meias palavras e o que ela decidisse, seria definitivo. No final, eu teria que me conformar.
Aprendi caminhando lado a lado, vendo minha amiga sorrir e não tencionar beijar-me como mulher, que o mundo não girava em torno de mim, muito pelo contrário, fui eu uma das grandes peças que desarticulou o equilíbrio de quatro destinos, que pareciam certos: Sabaku no Gaara, Yamanaka Ino, Haruno Sakura e Uchiha Sasuke.
Por causa de duas flores, eu quase pus tudo a perder.
"Deixa o copo encher até a borda! E eu quero um dia de sol no copo d'água!" Renato Russo. In: A Montanha Mágica.
Continua...
Ta chegando!!!
Resolvi tirar a cena da Matsuri "pós Gaara a abandonando o hospital" porque tinha ficado com 5 mil palavras! hahahah
Mas no prox. detalhes e segredos serão revelados! A Ino não é assim tão desapegada às coisas que gosta.
A Sakura nem quis saber de Sasuke (eu no lugar dela tbem não rsrsrs) E o Sasuke se deu conta de que toda aquela loucura de Haruno ficou no passado. Obrigada, sempre!
bjOs, delícias.
RESPONDENDO REVIEWS POR AQUI:
Brii: Foi com tal surpresa que a gente se conheceu, né flor?! Adoro seu carinho aqui comigo! Meu, se não tem dó da Matsuri não? Ehuaeuauhe. Coitada da Sakura, ela só ta procurando um lugar nesse mundo pra ela ehauehaueha, vai saber, tbem não gosto mto da rosada. Hentai agora vai demorar um cadinho, mas vai rolar, acho que mais 3 até o fim! Espero que continue gostando, te amo delícia!
Liivia: Pois é, um segredo! Ehuaehaue Espero que goste desse novo cap! bjOs
Lust Lotu's: FLORRRRRRRR ^agarra^ Jura que você não ficou com pena dela? Quero que sinta isso no prox cap ehauehaeuha, espero que consiga! Opa, um tanto atrasada, mas um feliz 2009 pra ti, gata! bjOs sempre.!
Deby20: Yoo Deby! Pois é... Esse negócio foi meio violento, eu tbem acho que ela não mereceu viu! Uma parte do encontro já veio aqui, mas a que eu mais gosto é GaaIno, e espero que vc goste qndo eu postar! bjOs sempre! Feliz 2009 ^^
