Nota: Pois é galera! Não aguentei esperar até sexta-feira! E imagino que nem vocês estejam aguentando! Aqui está mais um capítulo de BitterE (Como eu carinhosamente apelidei minha própria fic! LoL!)! Obrigada pela compreensão de vocês, e pelas palavras de incentivo! Lyra, Grazi, Rogue, Guest(?) e todo mundo que tem acompanhado a fic desde os capítulos anteriores... Obrigada mesmo!

Outra coisinha! Gostaria de anunciar que estou escrevendo outra fic com o Draco (meu xodó, minha sina!). É dele com a Rose Weasley (uma Rose de 18 anos, pelo amor de Merlin!) E gostaria que se vocês pudessem, dessem uma lida nela e me dissessem se gostaram ou não! (Chama-se A Rosa e o Dragão!) Essa fic vocês não vão sofrer tanto com a espera porque mais da metade dela está pronta já! Eu irei postar semanalmente para dar tempo de terminá-la certinho também!

Enfim, é isso, amores mios! Vamos ao capítulo onze!


Capítulo Onze

-Pansy, você vai comigo para o baile. – anunciou Draco após ter puxado a amiga de supetão no corredor, a afastando das amigas tagarelas.

-Quê?! Mas a ideia não era eu ir com o Blaise? – quis saber a garota ainda um pouco confusa da situação toda. – Aliás, não era pra você me ajudar com isso?

-Justamente. – adiantou-se o garoto, jogando os cabelos loiros pra trás, num gesto de impaciência. – Você vai comigo, o Blaise vai ficar com ciúmes de você e vai ficar tudo certo.

-Não é tão simples assim, Draco, e você sabe disso. – declarou Pansy, se desvencilhando da mão que ainda lhe agarrava o braço com força. – Até agora nada aconteceu entre eu e o Blaise. Eu não consigo ter uma conversa completa com ele, porque ele costuma me ignorar e ir embora.

-Vai dar certo, eu tenho certeza. – continuou o garoto, voltando a segurá-la pelo braço, sem se importar com a careta de desprazer que a amiga fez. – Deixe comigo.

Pansy desviou o olhar dos olhos insistentes de Draco. Ele sabia que ela estava pensando sobre o assunto, mas que logo, logo cederia, pois não tinha outras opções. Ele bem sabia que Blaise não iria chamá-la para o baile, já que achava que Draco estava "empurrando" ela para ele. Além do mais, Draco passara a noite anterior em claro fazendo uma lista de garotas que ele poderia chamar para o baile, e se vingar de Hermione Granger por trata-lo daquele jeito. O problema era: nenhuma garota parecia ideal para a situação. Umas eram tagarelas demais, outras eram feias demais, e havia aquelas que não iam parar de pegar no pé dele depois que fossem convidadas para baile; iriam alegar que ele havia as pedido em casamento e que elas já estariam grávidas de sete meses.

Por isso Pansy Parkinson era a escolha ideal: ela era uma amiga antiga, a qual ele podia controlar sem ter problemas futuros, e – principalmente – não estava apaixonada por ele. No fim das contas ela também sairia ganhando, pois não precisaria aceitar o convite do primeiro remelento que avistasse, para não ir sozinha para o baile. Tudo daria certo.

-Ok, você venceu. – murmurou a garota num tom cansado. Draco sorriu e finalmente a soltou, deixando que a garota massageasse o braço.

-Vai dar tudo certo! – repetiu Draco para a amiga que revirou os olhos. – Ah, Pansy, não se esqueça de me mostrar as suas opções de vestido, para que nada dê errado. Você tem a péssima mania de usar babados em excesso.

Pansy, que já havia dado as costas e caminhava em direção às amigas que a esperavam no fim do corredor, voltou-se rapidamente para lançar um olhar mortal para o garoto que agora piscava para ela com malícia. Draco riu alto quando ela lhe mostrou o dedo do meio e deu as costas com rispidez para marchar com força na outra direção.

Iria dar tudo certo, ou seu nome não era Draco Lucius Malfoy.

DMHGDMHG

O castelo estava cada vez mais entupido de decoração de Halloween, e todos os estudantes estavam com uma crescente ansiedade no peito. Diziam aqui e ali que haviam contratado a banda de rock mais famosa do mundo bruxo pra tocar na festa e que até mesmo Dumbledore estava escolhendo uma fantasia adequada para a festa. Diziam muitas coisas, em fato, mas para Hermione Granger a aproximação da data da festa só a fazia sentir borboletas nos estômago.

Não tinha mais apetite e estava praticamente se sustentando apenas à base de água e pedacinhos de chocolate meio-amargo, apesar dos esforços de Ginny de fazê-la se alimentar adequadamente.

-Desse jeito você vai para a enfermaria, e não para a festa! – dizia a amiga, alarmada, forçando-a a comer abóbora cozida e arroz num almoço. – Mione, eu sei que está ansiosa, mas precisa ficar em pé!

Mas ela não esta ansiosa. A grifinória estava apreensiva. E se tudo desse errado? Draco Malfoy, que antes lhe lançava olhares cortantes pelos corredores quando ela pedira Ron leva-la para a festa, agora lhe ignorava em tempo integral. Até quando tiveram a segunda aula de Poções em dupla, ele não lhe dirigiu um olhar. Apenas trocara palavras necessárias com a garota e no resto do tempo, ficara trocando bilhetinhos voadores com Pansy Parkinson; que volta e meia soltava risadinhas irritantes.

"Você precisa se acalmar!" gritou seu eu interior, em indignação. O plano era dela afinal, não de Malfoy. Era para ele ficar irritado, não ela. Mas a pior coisa que o estresse estava lhe causando era a habilidade de brigar com Ron a cada segundo. Se ele respirasse de forma descompassada, lá estava Hermione Granger pronta pra lhe lançar um feitiço de corpo-preso, e ela sabia que se continuasse assim, era bem capaz que o garoto voltasse atrás e não quisesse mais ir a lugar nenhum com ela.

-Te trouxe uma empanada de jiló, que eu sei que você adora. – Ginny depositou um prato quentinho de comida bem em frente à amiga.

Hermione estivera sentada na mesa da Sala Comunal de Grifinória desde que as aulas haviam encerrado no dia. Sentara-se ali e mergulhara num buraco de livros sobre Runas Antigas e Aritmancia. Tudo para ver se esquecia do dia que se aproximava, mas parecia impossível. Passara metade do tempo lendo o mesmo parágrafo do primeiro livro, enquanto na segunda metade, tentara escolher um outro texto para ler. Obviamente, tudo em vão.

-Obrigado, Ginny... –suspirou ela, afastando os livros e puxando o prato para si. Aspirou o aroma do jiló. Sorriu e mergulhou o garfo na empanada.

Quando o primeiro pedaço desceu por sua garganta, ele sentiu a primeira vez em muitos dias que estava realmente com fome. Seu estômago reclamou mais fortemente e ela deu outra garfada. Estava tão entretida em comer que mal viu quando a amiga lhe beijou a cabeça e se retirava para o dormitório. Terminou de comer. O dia seguinte estava cada vez mais próximo.

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Draco acordou com o burburinho do dormitório da sonserina. Muitos garotos já estavam em pé naquela manhã de sábado, todos ansiosos para a noite do baile. Entre eles não havia outra conversa que não fossem; com que fantasia iriam, com quem iriam. Claro, alguns deles, como Crabbe e Goyle, estavam apenas interessados em qual tipo de comida iriam servir no banquete e se eles poderiam levar um pouco para o dormitório; mas o quadro geral era o mesmo: estavam todos ansiosos.

Draco se arrumou com tranquilidade e tentou se manter imune aos comentários dos colegas e às suas perguntas inconvenientes. Na verdade, o sonserino só deixou palavras escaparem da sua boca quando avistou Pansy em frente à lareira da Sala Comunal.

-Deixe-me ver suas opções de roupa. – murmurou. A garota franziu o cenho emburrada, mas saltou do aconchegante sofá depois que se viram sozinhos. Voltou minutos depois com quatro vestidos em mãos.

-Babado de mais, dourado demais, horrível demais... É esse. – contou Draco, apontando para um vestido azul-noite de seda que tinham costas nuas. Era aquele e não teria discussão, mas – graças aos ossos de Salazar – Pansy pereceu feliz com a escolha do amigo, pois sorriu discretamente.

-Vou usá-lo com uma máscara veneziana. – anunciou a garota, testando-o na frente do corpo.

Com certeza ela ficaria incrível, pensou Draco. E ser incrível era essencial naquela noite, por isso mesmo, ele próprio voltou para o seu dormitório para analisar mais uma vez o próprio traje. Um smoking preto com abotoaduras de prata, com uma capa de golas altas e fundo aveludado verde-escuro. Era impecável. Draco sorriu consigo mesmo. Granger não perdia por esperar.

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Quando ela desceu as escadas do dormitório com Ginny ao seu lado, como uma boa e leal escudeira, não deixou de reparar que muitos olhares se voltaram para ela, quase que imediatamente.

-Uau! – ouviu algumas pessoas exclamarem bem baixinho, enquanto algumas garotas se perguntavam quando ela havia ficado tão bonita.

-Você está bem... – resmungou Ron quando também a avistou. Ela sorriu ligeiramente encabulada. Só se lembrava de terem olhado assim pra ela no quarto ano, durante o baile do Torneio Tribruxo.

Ela hoje usava um vestido longo branco, que possuía faixas que caiam-lhe dos ombros. Suas costas estavam ligeiramente a amostra, mostrando-se ora sim, ora não de acordo com a transparência do vestido. Ali nas costas também estavam asas prateadas, e para completar a fantasia de fada, um ponto luz estava colado ao meio de sua testa, e seus cabelos estavam presos num coque que deixavam algumas mechas se desprenderem com sutileza.

-Está linda, Mione. – comentou Harry que agora se abraçava a Ginny que por sua vez estava fantasiada de gatinha.

Ron parecia estar fantasiado de cadáver, enquanto Harry apenas vestia roupas comuns.

-Estou vestido de trouxa... – Hermione o ouviu dizer, quando Ginny o questionou, depois ouviu o amigo rir e falar que ele estava sem vontade de se arrumar para a festa.

Todos prontos, e os quatro amigos desceram para o Salão Principal que estava totalmente transformado. As mesas haviam sumido, e no lugar da mesa dos professores havia um grande palco com vários instrumentos montados ali. Havia muita gente e Ron teve que se esticar para ver através do grande mar, se encontrava algum espaço – com cadeiras – disponível. Assim que avistou, chamou os amigos e os guiou através do tumulto.

Hermione, muito cautelosa com o vestido, puxou-os para cima e acabou ficando um pouco para trás. Tentando apressar o passo, acabou tropeçando em alguns pés, mas antes que fosse de encontro ao chão, uma mão lhe segurou pelo braço com firmeza, a puxando de volta.

Olhos cinzas perfuraram os seus, enquanto ela ainda arranjava palavras para agradecer. E Draco Malfoy estava lindo de vampiro, com um fio de sangue falso lhe escorrendo pelo canto da boca. Tudo combinava com a fantasia, seus cabelos platinados e sua pele pálida. Tudo caía perfeitamente.

-Tenha mais cuidado. – ouviu o garoto murmurar e logo se virar e desaparecer no meio da multidão, e Hermione ficou ali, com um ar de exaspero e solidão. Ele estava ganhando o jogo que ela mesma havia planejado. E ela estava gostando.