É.
Talvez eu não pudesse parar de pensar nele.
Talvez não fosse realmente possível agir normalmente com Edward.
Edward sorriu e soltou minha mão.
- Vai querer um café? - Ele perguntou e eu fiz uma careta.
- Acabei de tomar um copo imenso de Frappuccino de chocolate. - Falei.
- Starbucks? - Ele perguntou.
- Starbucks. - Concordei e Edward riu baixinho.
E nós começamos a conversar.
E eu me sentia tão bem em poder conversar com ele livremente de novo.
Tudo bem, ainda era impossível esquecer que ele era filho de Carlisle e tals, mas... Eu acho que podia viver com isso.
Tomei mais duas xícaras de café e ainda comi um pedaço de bolo de chocolate que Gary insistiu.
Acho que nunca tomei tanto café num dia só...
Não percebi, mas quando olhei pra fora da janela e parecia que a noite ia chegar, me bateu uma dúvida.
- Que horas são? - Perguntei e Edward e ele olhou no relógio.
- Cinco e vinte. - Edward suspirou.
Como quatro horas passaram e eu não percebi?
- Alice costuma brigar comigo quando chego em casa depois das sete. - Falei e ele riu alto.
- Posso te mostrar uma coisa? - Edward perguntou, um tanto divertido.
- O quê? - Perguntei curiosa.
- Um lugar. - Edward sorriu. - Prometo te trazer de volta antes das sete.
Fingi pensar um pouco e Edward ergueu as sobrancelhas, esperançoso.
- Pode ser. - Falei e ele sorriu.
- Então vamos. - Ele deu uma piscadinha e chamou Gary.
Uma piscadinha pode não ser nada pra ele... Mas pra mim é mesmo um antídoto pra pensamentos.
Impressionante como não passa muita coisa com nexo na minha cabeça numa hora dessas.
Edward fez questão de pagar a conta - mais uma vez - e nós fomos embora.
- Vamos no meu carro. - Edward falou. - Depois eu te trago pra você buscar o seu.
Entrei no volvo prateado e bem cuidado que Edward tinha.
Lá dentro o cheiro bom de menta reinava de forma enlouquecedora e eu imaginei se esse cheio estivesse presente em todo lugar que fosse 'dele'.
Eu suportaria.
Edward foi dirigindo pra um lugar aparentemente distante. Demorou pelo menos uns vinte minutos até chegarmos lá. Entrou no meio de um mato estranho afastado do centro da cidade e parou o carro num lugar sereno e harmonioso.
- Vem. - Edward chamou, dando a volta no carro com pressa e abrindo a porta antes que eu pensasse em terminar de soltar o cinto do meu corpo.
Nos sentamos no capô do carro e eu tive uma bela visão da cidade iluminada pelas luzes coloridas. Afinal, New York é New York.
O sol parecia desaparecer aos poucos, sumindo entre as nuvens alaranjadas e rosadas.
- Isso é lindo! - Murmurei.
- É o crepúsculo. - Edward sussurrou. - De novo.
E eu me peguei olhando o sol se esconder pelos olhos verdes de Edward, que pediam uma atenção absurda.
- Outro final. - Ele continuou, olhando pro nada. - Não importa quanto os dias sejam perfeitos, eles sempre têm que acabar.
- Outros dias perfeitos virão. - Murmurei, voltando minha atenção pro céu e Edward pareceu colar os olhos em mim quando eu fiz isso.
- Assim espero. - Ouvi ele sussurrar baixinho, talvez pra ele mesmo.
- Como você descobriu esse lugar? - Perguntei, o olhando. De repente nós estávamos mais perto sem que eu nem percebesse.
- Dirigindo. - Edward deu de ombros. - Dirigir é meu hobbie pra me livrar problemas. Mas faz um bom tempo que eu não venho aqui;
- Significa que seus problemas diminuiram. - Sorri e Edward olhou pro céu de novo, sorrindo de canto. Eita homem bonito, viu?
- Parece que sim. - Ele falou depois de alguns segundos pensando.
Eu?
Eu me permiti encostar a cabeça no ombro dele, pertinho do pescoço só pra sentir o cheiro bom que inflamava meu pulmão.
- Mas parece que você tem algum problema. - Edward falou, virando o rosto pra me olhar e o queixo dele esbarrou no meu. O dedo indicador passou por debaixo dos meus olhos, onde devia estar aquela olheira terrivelmente roxa!
Bem que Alice pede pra eu sar uns negócios pra esconder isso.
- Muitos. - Corrigi, abrindo um meio sorriso. Suspirei profundamente e olhei pro céu, onde as nuvens quase preenchiam o sol por completo. - A minha vida é complicada.
- Descomplique-a. - Edward disse simplesmente, sorrindo torto.
- Não sei se posso.
- Eu te ajudo. - Edward respondeu, parecendo mesmo disposto a me ajudar.
Eu o olhei e nossos narizes se esbarraram com a proximidade.
Lá estava eu de novo, presa num mar verde claro que me afundava aos poucos numa tentação chamada: Edward Cullen.
- Bella, - Edward começou sussurrando e deixando o hálito quente de menta pinicar meu rosto. - Eu quero te beijar.
Tudo bem, eu também quero, ok?
Tirei meu rosto do ombro, encostei a testa na dele e em menos de alguns segundos, nossos lábios se encontraram, me trazendo uma sensação já conhecida de borboletas no estômago.
Afundei os dedos no cabelo macio de Edward e ele apertou minha cintura com a mão, enquanto a outra apoiava no capô do carro e ele abaixava meu corpo até que eu estivesse deitada ali. Os lábios sempre mexendo nos meus lenta e carinhosamente.
Os lábios de Edward se afastaram dos meus e ele passou a dar leves beijinhos pelo meu rosto. Minhas bochechas, minha mandíbula, meu queixo e por fim minhs palpebras antes de depositar um selo demorado nos meus lábios. Tão carinhosamente...
Abri os olhos e dei de cara com os dele me encarando. Um sorriso singelo nos lábios pareciam chegar com maior intensidade nos olhos verdes.
- Seis e quarenta. - Edward falou baixinho, depois de encarar o próprio braço ao meu lado.
- Hora de ir, Masen. - Falei e ele riu baixinho, provavelmente pelo uso de um sobrenome diferente.
- Hora de ir, Marie. - Edward concordou e eu resolvi aproveitar um pouco mais nossa proximidade pra beijá-lo mais uma vez.
Provar o gostinho de menta de novo, sentir a boca dele moldando a minha...
Eu sei.
Estou abusando da sorte.
- Seis e quarenta e cinco? - Arrisquei contra os lábios dele e Edward olhou pro relógio.
- Seis e quarenta e sete. - Ele falou e eu fiz uma careta.
- Então vamos. - Me levantei depois de Edward e nós fomos pra dentro do volvo.
Edward ligou o rádio numa estação qualquer e manobrou o carro pra saírmos dali enquanto eu olhava o sol desaparecem nas nuvens agora escuras.
A música enchia o ambiente, tocada pelo violão calmo e eu sorri pro nada ao ouví-la.
É, acho que só precisávamos de paciência.
Foi um silêncio confortável até a padaria. Às vezes me pegava olhando Edward dirigir e nem percebi quão rápido tinha passado.
- Sete horas em ponto! - Edward deu uma piscadinha, parando o volvo atrás do meu carro.
- É, você tem palavra. - Disse rindo com ele.
- Toma café comigo amanhã de novo? - Edward perguntou.
- Nove horas? - Perguntei.
- Nove horas. - Ele concordou e eu levei a mão até a porta, mesmo não querendo sair dali. - Bella?
Eu me virei e o rosto de Edward a uns belos vinte milímetros de distância me pegou de guarda baixa. Os olhos dele me prenderam e eu comecei a gaguejar sem que pervebesse.
- Tenha uma boa noite. - Ele falou e me roubou um selinho antes de se afastar com uma cara um tanto envergonhada.
Eu tossi antes de abrir a porta. Me sentia meio zonza e precisei apoiar no carro pra poder sair.
Por Deus! Que poder esse homem tem hein?
Fui pro meu carro e esperei que o carro de Edward saísse da minha visão pra poder finalmente dirigir.
Não queria correr o risco de bater o carro olhando pra ele.
.
- ONDE VOCÊ ESTAVA? - Alice começou a gritar e eu nem tinha fechado a porta ainda... - EU ENTREI EM DESESPERO! FAZ SEIS HORAS QUE VOCÊ SUMIU DE VISTA! QUER ME MATAR? FALA TÁ? EU ME JOGO DA JANELA! AGORA JOGUINHO MENTAIS NÃO CONTA! VOCÊ PODIA TER SIDO ESTUPRADA! SABE O PERIGO DAS RUAS DE NEW YORK ISABELLA? HOJE MESMO SAIU NO JORNAL QUE UMA MENINA FOI MORTA A TIR-
Alice... Sempre Alice.
- Eu estava com Edward. - Resumi e ela estreitou os olhos pra mim.
- Ah é?
- É.
- E NÃO LIGOU PRA ME AVISAR? - Ela perguntou em choque.
- Desculpe. Esqueci. - Falei, me jogando no sofá e Alice continuou andando na sala de um lado pro outro.
- Eu fiquei aqui, desde as cinco horas procurando por notícias suas! Seu pai ligou e-
- Charlie ligou? - Perguntei.
- Ligou! - Alice parou de falar se sentou ao meu lado, respirando com calma. - Parece que você tem outro problema com o Cullen. Charlie não gostou nada-nada da 'amizade' de vocês.
Charlie tinha que aparecer justamente agora, só pra foder tudo de uma vez só!
Fala sério...
Heeeey ! \o/
Meninas, fiquei tão feliz com o número de reviews.
E aí, como vão vocês? ;D
Quase chorei. kkkk *-*
F,- É, com os dois pode ser que sim... Mas Charlie apareceu ;D
Ana Krol,- Kkkkk; É verdade, pelo menos um já foi resolvido. Agora Charlie chegou.¬¬'
Guerrerira Solitária 12,- kkkkk Eita Rafa. Domingo eu esqueci de vocÊ não? Desculpe. kkkkk
Allie,- É, confuso não? x.x kkkkk Hm, eu também queria sair no jornal com ele. kkkkkk
Linii ih,- É, sempre tem um problema não? x.x kkkk Freedom é mesmo muito bom. kkkkkk Suas perguntas serão respondidas com o tempo. ;D E isso pareceu frase de tarô né? x.x kkkkkk
ferpbiagi,- Kkkkk Será? :B
Adriana Paiva,- kkkk Mas é. A 'merda' sempre vem com naturalidade. kkkkkk Você é nova por aqui, e aí ta gostando? *-*
Rh,- Eu também! kkk. Vivo imaginando as pessoas tipo 'Cara, eu to te vendo aí, tirando fotos minhas'. kkkk
Gui,- Parece que a imprensa ajudou não? .-. kkkk ;D
nathy,- Isso mesmo. Sempre seja você mesmo. \o/ kkkk Own, que bom que esta adorando *-*
Finhaa Masen,- Ninguém resiste não é? EU não resistiria. kkkkkk
YasminneMuller,- Ahhh! Obrigada *-* Que bom que tá amando. *-* Cap veio rapidinho não? ;D
Jessy,- AHHH! Obrigada *-* Que bom que gostou. Espero que tenha gostado desse também. ;D
Bom, eu amei as reviews, de novo *-*
Obrigada pelo carinho, fofas*-*
Hm, não esqueçam as reviews e vejo vocês domingo \o
Pra quem lê minha outra fic: Dream of me. Perdão, o cap vem mais tarde porque eu vou precisar saiir.
Beijos lindas, até \o
