Esplendor da Honra
Capitulo 9
Isabella ficou horrorizada pela visão que permanecia imóvel ante ela. Reconheceu Rosalie imediatamente, pois se parecia notavelmente a seu irmão, Jasper. Tinha seus mesmos cabelos castanhos claros, e seus olhos também eram castanhos. Não era menos tão alta que Jasper, e era muito magra, com feições cansadas e triste que pareceram para Isabella que ela estava doente.
Rosalie usava um vestido que em algum dia fora de uma cor muito pálida. Agora se achava tão coberto de pó e sujeira que sua verdadeira cor não era reconhecível. Seus cabelos, longos e ressecados, pareciam tão sujos como seu vestido. Bella pensou que podia haver algo mais que sujeira vivendo naquele pegajoso abandono.
Uma vez que a comoção inicial se dissipou, Bella já não se sentia tão repelida pela presença de Rosalie. Podia ver a expressão morta que havia nos olhos da pobre moça. Ali havia dor, e um desespero que fez que Isabella sentisse desejos de chorar. Santo Deus, seu irmão tinha causado aquilo! Então Isabella soube, sem mais dúvidas, que Caius arderia nas chamas do inferno durante toda a eternidade.
Edward passou o braço pelos ombros de Isabella e apertou-a até deixá-la imóvel junto a ele. Bella não entendeu o motivo que o tinha impulsionado a fazer aquilo, mas deixou de tremer quando se viu envolvida por seu abraço.
- Irei matá-la, Edward ! –disse Rosalie, gritando a ameaça.
Edmond apareceu de repente. Isabella o viu correr para sua irmã e agarrá-la o braço.
Rosalie se deteve e logo seguiu lentamente a seu irmão para a mesa. Edmond estava lhe falando, mas o fazia em um tom muito baixo para que Bella não pudesse ouvir o que lhe estava dizendo. Mas o que dizia pareceu acalmar a sua irmã. Rosalie parecia não concordar com o que o irmão dizia.
Quando Rosalie sentou junto a Edmond, de repente voltou a gritar sua ameaça.
- Tenho direito a matá-la, Edward!
Havia tanto ódio naqueles olhos que Isabella teria dado um passo para trás se Edward não a estivesse segurando tão firmemente.
Não sabia como responder à ameaça. Finalmente assentiu, indicando a Rosalie que entendia o que tinha prometido fazer, e logo lhe ocorreu que aquele assentimento podia ser interpretado como se ela concordasse com que cumprisse sua ameaça.
- Pode tentar, Rosalie –respondeu.
Sua resposta pareceu deixar Rosalie com mais raiva. A irmã de Edward se levantou, movendo-se com tal rapidez que o banco caiu da plataforma e se estatelou contra o chão de pedra.
- Quando me der as costas, então eu...
- Basta - A voz de Edward criou ecos nas paredes. A ordem obteve uma reação imediata de Rosalie, que pareceu murchar-se ante os olhos de Isabella.
Edmond, obviamente, não tinha gostado nada da maneira em que Edward tinha gritado a sua irmã, porque dirigiu um feroz franzimento de cenho a seu irmão mais velho antes de recolher o banco de Rosalie e ajudá-la a sentar-se.
Edward resmungou um juramento. Deixou de envolver os ombros de Bella, mas a manteve prisioneira agarrando-a a mão. E logo saiu da sala, rebocando-a detrás dele. Isabella teve que correr para não ficar atrás.
Edward não diminuiu em nenhum passo sua presa até que tivessem chegado ao pequeno patamar que havia diante do dormitório da torre ocupada pelo Isabella.
- Como pudeste permitir que ela chegasse a esse estado? –quis saber Isabella
- Teu irmão é o responsável pelo estado de Rosalie –respondeu Edward.
Bella, sabendo que cairia no choro a qualquer momento por causa da lamentável cena que acabara de presenciar, ergueu os ombros e disse:
- Estou muito cansada, Edward. Eu gostaria de ir à cama.
Entrou no aposento andando muito devagar enquanto rezava para que ele não a seguisse. Quando ouviu suas botas ressonando sobre os degraus, soube que Edward a tinha deixado. Bella se voltou e fechou a porta, e quase conseguiu chegar à cama antes de começar a chorar.
Edward voltou imediatamente para a sala. Tinha intenção de exigir a cooperação de seus irmãos no plano que traçara para Isabella. Edmond e Jasper ainda estavam sentados à mesa, compartilhando uma jarra de cerveja que havia entre eles. Rosalie, graças a Deus, já se tinha ido da sala.
Quando Edward tomou seu lugar, Jasper lhe passou a jarra de cerveja no mesmo instante em que Edmond o interpelava.
- E agora os Cullen vão ter que proteger à irmã de Caius de um de nós?
- Isabella não fez nada a Rosalie –Jasper a defendeu - Ela não se parece em nada a seu irmão, Edmond, e tu sabes muito bem. Tratamo-la de uma maneira vergonhosa, e mesmo assim Isabella nunca chegou a dizer uma única palavra de protesto.
- Não venhas te fazer de protetor de Isabella comigo –replicou Edmond – Lady Isabella é valente, certo – admitiu com um leve encolhimento de ombros - Já contaste a história de como te salvou a vida durante a batalha, Jasper. Deus, de fato tornaste a contá-la tantas vezes que sei de cor! –acrescentou, passando a olhar por Edward - Mas agora não estamos falando do caráter de Isabella. Sua presença deixa Rosalie nervosa.
- Sim – exclamou Edward - E isso me deixa satisfeito.
- O que disse? –demandou-lhe Edmond
- Edmond, antes que te afoites, me responda. Desde quando Rosalie não fala contigo?
- Desde Londres, desde que a encontramos – respondeu Edmond. Sua voz tremia de irritação, mas Edward não se sentiu ofendido por ela.
- Jasper ? Quando foi a última vez que tua irmã te dirigiu a palavra?
- Meu caso é o mesmo que o de Edmond – respondeu Jasper, franzindo o cenho – Rosalie me contou o que tinha ocorrido, e isso foi todo. Tu sabes que ela não diz uma única palavra desde aquela noite.
- Até esta noite – lembrou Edward - . Rosalie falou com Isabella.
- E te parece que isso é um bom sinal? – perguntou Edmond com incredulidade – Rosalie por fim falou, isso é certo, mas falou unicamente de assassinato. Santo Deus, nossa doce irmã jura que matará Isabella. Eu não vejo como uma recuperação.
- Rosalie está voltando para nós – explicou Edward - . Agora nela só tem ira, uma ira tão intensa e abrasadora que virtualmente consome sua mente, mas acredito que, com a ajuda de Isabella , Rosalie começará a curar-se.
Edmond sacudiu a cabeça.
- Quando nossa irmã Esme veio nos visitar, Rosalie nem sequer se dignou olhá-la –disse - Por que pensas que Isabella pode chegar a ajudar Rosalie quando sua própria irmã não pôde?
Edward descobriu que era muito difícil expor seus sentimentos como uma explicação. Não estava acostumado a discutir nada, que fosse realmente importante, com seus dois irmãos mais novos. Não, seu hábito era limitar-se a dar ordens, esperando que cada uma delas fossem levadas a prática a sua completa satisfação. Edward governava sua casa da mesma maneira que governava a seus homens, e de uma maneira muito parecida como tinha feito seu pai antes que ele.
Não cabia dúvida de que aquela não era uma circunstância habitual. Seus irmãos mereciam saber o que Edward pensava em fazer. Rosalie também era sua irmã. Sim, e também tinham direito a expressar suas opiniões.
- Eu acho que deveríamos trazer Esme de volta – interveio Edmond, com os queixos teimosamente apertados.
- Não é necessário –declarou Edward – Isabella ajudará Rosalie. Só temos que lhe indicar o caminho a seguir – acrescentou com a sombra de um sorriso – Isabella é a única que entenderá o que está ocorrendo dentro da mente de Rosalie. Cedo ou tarde, nossa irmã terminará procurando-a.
- Sim, Edward – replicou Edmond - Rosalie procurará por tua Isabella, certamente, mas com uma adaga na mão e um assassinato na mente. Veremo-nos obrigados a tomar todas as precauções possíveis.
- Eu não quero que Isabella corra nenhum perigo –observou Jasper - Penso que deveríamos havê-la deixado lá onde ocorreu o ataque, e dessa maneira Caius não demoraria muito em encontrá-la. E não é a Isabella de Edward, Edmond. Todos somos igualmente responsáveis por ela.
- Isabella é minha, Jasper –anunciou Edward. Sua voz era suave, mas o desafio se achava presente na rigidez de seus ombros e na maneira como olhava a seu irmão.
Jasper assentiu a contra gosto. Edmond, que não havia gostado do tom possessivo da voz de Edward , contemplou a troca de olhares que tinha lugar entre os dois irmãos.
De repente Edmond estava totalmente de acordo com Jasper, o que era uma raridade, pois Jasper e Edmond adotavam pontos de vista opostos em quase todos os assuntos.
- Isabella possivelmente deveria ter ficado no caminho –disse, pensando que chegaria a conclusão de devolvê-la o mais breve possível.
O punho de Edward atingiu a mesa com a força suficiente para derrubar a jarra de cerveja. Se Jasper não tivesse reagido tão rapidamente como fez, esta teria caído da mesa para estatelar-se contra o chão.
- Isabella não vai a nenhuma parte, Edmond –disse Edward - Não voltarei a lhe perguntar isso irmão. Conto com seu respaldo nesta decisão?
Um longo momento de silêncio foi prolongando-se entre os dois irmãos.
- Então é assim? – disse Edmond finalmente.
Edward assentiu. Jasper os olhou com perplexidade. Era evidente que algo lhe tinha passado, mas não conseguia entender o que era.
- Sim – conveio Edward - Pensa me desafiar nisto?
Edmond suspirou e sacudiu a cabeça.
- Não –disse finalmente - Pode contar comigo, Edward, embora eu gostaria de te advertir a respeito dos problemas que trará esta decisão.
- Isso não me fará mudar de idéia , Edmond.
Edward não parecia disposto a explicar a conversa. Jasper decidiu esperar até que pudesse falar com Edmond a sós, e então descobrir o que estava ocorrendo. Além disso, outro comentário deveria ser feito antes o impulsionou a formular uma rápida pergunta.
- Edward ? O que queria dizer quando disse que Isabella só necessita que lhe indique o caminho a seguir para ajudar Rosalie?
Edward se voltou para Jasper. Sentia-se muito comprazido por poder contar com o apoio de Edmond, e isso tinha feito que seu humor melhorasse bastante.
- Isabella teve experiências que a ajudarão com nossa irmã –disse - Proponho que façamos que as duas estejam juntas o mais freqüentemente possível. Edmond, você terá que trazer a tua irmã ao jantar toda noite. Tu, Jasper, trará Isabella. Ela não tem tanto medo de ti.
- Ela tem medo de mim? –perguntou Edmond com incredulidade.
Edward passou por cima da pergunta, embora lançou um olhar de irritação a Edmond para lhe mostrar o pouco que gostava que o interrompessem.
- Se Rosalie ou Isabella negarem o convite pouco importa. As tragam pela força se for preciso, mas jantarão juntas.
- Rosalie destruirá a nossa delicada Isabella – se apressou a dizer Jasper - OH, a doce Isabella nunca poderá fazer frente a ...
- A doce Isabella tem mais temperamento que uma leoa, Jasper –disse Edward em um tom bastante exasperado - Só temos que estimular-lhe o temperamento
- O que está dizendo? – quase gritou Jasper, claramente assombrado –Isabella é uma donzela muito doce e delicada por que ...?
O franzimento de cenho habitual no Edmond o abandonou, e de fato começou a soltar uma gargalhada.
- Também tem um soco de esquerda muito doce e delicado, Jasper – disse - E todos estamos inteirados de quão terna e carinhosa donzela é. Isabella gritou o bastante forte para que toda a Inglaterra pudesse ouvi-lo.
- Naquele tempo a febre regia sua mente – replicou Jasper - Disse que teríamos que lhe cortar o cabelo para deixar sair os demônios, Edward. Isabella não era ela mesma, asseguro-lhe isso. Nem lembra que causou o olho roxo de Edmond.
Edward sacudiu a cabeça.
- Não é necessário que defenda Isabella para mim –disse.
- Bom, o que é que vais fazer com ela? – perguntou Jasper sem poder conter-se.
- Vamos proporcionar a ela um refugio seguro aqui, Jasper – disse, depois do qual se levantou e já se dispunha a sair da sala quando o comentário do Edmond chegou até ele.
- Não será seguro até que Rosalie recupere o juízo. Isabella vai ver-se submetida a uma prova terrível.
- Vai ser uma prova terrível para todos nós – disse Edward - Mas se Deus quiser, logo terá terminado todo.
Edward despediu-se de seus irmãos e foi ao lago para fazer tomar seu banho noturno.
Seus pensamentos voltavam uma e outra vez para Isabella. Não podia negar a verdade. Um irônico capricho do destino tinha feito que Isabella não se visse manchada pela negra natureza de Caius. Era uma mulher a que terei que ter em conta. Isabella oculta seu verdadeiro caráter a si mesma, pensou Edward com um sorriso. Mas a ele lhe tinham proporcionado inapreciáveis espionagens de qual era a autêntica lady Isabella. Mesmo assim, fazia falta uma febre galopante para tirar a luz seu apaixonado espírito. Sim, Isabella era muito sensual e tinha uma sede de vida que comprazia grandemente a Edward.
Possivelmente, pensou, Rosalie também ajudará Isabella. Sem que ela saiba, sua irmã podia ajudar Bella a tirar umas de suas varias capas.
As gélidas águas finalmente incomodaram Edward o suficiente para que deixasse a um lado todo pensamento. Terminaria de nadar e logo iria ver Isabella. Aquele motivo tão singular o ajudou a passar pelo ritual ainda mais depressa do que era habitual dele.
Bella acabava de abrir as persianas de sua janela quando viu Edward indo para o lago. Dava-lhe as costas, e Isabella o viu tirar até a ultima peça de roupa e mergulhar na água.
Não sentiu nenhuma vergonha ao vê-lo sem sua roupa. Sim, a nudez de Edward não a incomodava. Isabella se sentia muito atônita pelo que estava fazendo, para ruborizar-se ante sua nudez. Além disso, as costas de Edward estavam voltadas para ela, então a impedia de que sentir-se realmente incômoda.
Bella não podia acreditar que ele fora mergulhar no lago, mas isso foi precisamente o que fez, e sem um único instante de indecisão.
A lua cheia proporcionava suficiente luz para que pudesse seguir, com os olhos, Edward através do lago e de volta. Isabella não o perdeu de vista em nenhum instante, mas um súbito sentimento de modéstia a impulsionou a fechar os olhos quando Edward subiu à margem. Bella esperou durante o que lhe pareceu um período de tempo adequado e logo voltou a olhar.
Edward estava de pé junto à borda do lago, com a metade inferior de seu corpo coberta. Parecia um vingador divino filho de Zeus, porque se achava dotado com um corpo do mais magnífico.
Não se incomodou em voltar a colocar a túnica, mas sim a jogou descuidadamente em cima de um ombro. Acaso não sentia o frio? Isabella já estava tremendo devido à brisa que entrava pela janela. Mas Edward se comportava como se fizesse um cálido dia da primavera. De fato, voltava para seu lar andando sem nenhuma pressa.
O coração de Isabella acelerou progressivamente seus batimentos conforme Edward ia aproximando-se. O barão Cullen tinha um corpo bem-feito. Era alto e forte. A força que havia na parte superior de seus braços ficava claramente delineada pela luz, e Isabella pôde ver músculos que virtualmente ondulavam através de seu peito. O poder irradiava dele mesmo daquela distância, atraindo Isabella e enchendo-a de inquietação ao mesmo tempo.
Então Edward se deteve de repente e, elevando o olhar, surpreendeu Bella observando-o. Ela levantou instintivamente a mão em um gesto de saudação, mas logo fraquejou em seu intento. Isabella não podia ver a expressão que havia no rosto de Edward, mas supôs que estaria franzindo o cenho. Bem sabia deus que essa era sua expressão habitual.
Isabella deu meia volta e retornou a sua cama, esquecendo de fechar as persianas em sua pressa.
Ainda estava muito zangada. Cada vez que a imagem de Rosalie aparecia em sua mente, sentia vontade de gritar. Mas o que a fez foi chorar, durante quase uma hora, até que teve as bochechas em carne viva e os olhos inchados.
A razão inicial de sua fúria não foi outra que Rosalie. A pobre moça tinha passado por uma prova realmente terrível. Isabella entendia muito bem o que sentia ao achar-se a mercê de outra pessoa. Conhecia a raiva que havia dentro de Rosalie e compadecia a jovem. Mas também estava furiosa com os irmãos Cullen. Eles tinham piorado muito mais a situação ao tratar Rosalie com muita piedade.
Isabella tomou a decisão de que aceitaria assumir toda a responsabilidade referente à Rosalie. Não pensava que queria ajudar à irmã de Edward porque Caius lhe tivesse causado tanto dor. Apesar de ser Isabella a irmã de Caius, não ia sentir-se culpada por causa do parentesco. Ajudaria Rosalie precisamente devido ao estado vulnerável e perdida que se achava a irmã de Edward. Seria o mais amável possível com a jovem, e também a trataria com carinho. Certamente com o passar do tempo Rosalie terminaria aceitando seu consolo.
Sem que pudesse evitar, começou a chorar de novo. Isabella se sentia terrivelmente presa. Achava-se muito perto da fronteira e do lar de sua prima Alice, mas agora teria que esperar algum tempo antes de que pudesse levar a cabo sua fuga. Rosalie necessitava de amor e compreensão, e os bárbaros de seus irmãos não sabiam como lhe dar nenhuma daquelas duas coisas. Sim, pensou Isabella, sua presença era necessária ali, pelo menos até que a irmã de Edward pudesse recuperar uma parte das forças que tinha perdido.
O ar se tornou gelado dentro do aposento. Isabella se aconchegou debaixo dos cobertores, tremendo até que se lembrou de que as persianas estavam totalmente abertas. Levantando-se da cama, jogou uma pele de animal em cima dos ombros e correu para a janela.
Tinha começado a chover, algo que Isabella decidiu que funcionava realmente muito apropriado para seu estado de ânimo atual. Jogou um rápido olhar ao lago com a única intenção de assegurar-se de que Edward não estava ali, e então seus olhos foram mais à frente do lago para contemplar o topo da colina mais baixa que podia divisar-se por cima dos baluartes.
Então foi quando encontrou o animal. Bella ficou tão surpreendida por aquela súbita visão que ficou nas pontas dos pés e apoiando-se no vão da janela, não atrevendo-se a se separar o olhar, embora só por um instante, porque temia que aquela enorme animal se desvanecesse ante seus mesmos olhos no caso de que piscasse.
O animal parecia estar olhando-a. Foi nesse momento que Bella soube que sua mente tinha perdido o juízo, como tinha ocorrido a Rosalie. Santo céu, aquele animal parecia um lobo. E Por Deus, era realmente magnífico!
Sacudiu a cabeça, mas mesmo assim continuou olhando, fascinada por aquela visão. Quando o lobo arqueou o pescoço jogando-o para trás, Isabella pensou que possivelmente estivesse uivando. Mais o som nunca chegou até ela, provavelmente engolido pelo vento e a chuva que açoitava as pedras.
Bella não soube quanto tempo chegou a permanecer junto à janela contemplando ao animal. Passado um momento fechou os olhos, deliberadamente e sabendo muito bem o que fazia, mas o lobo ainda se encontrava ali quando voltou a abri-los.
- Não é mais que um cão – murmurou, falando consigo mesma - Sim, é um cão, não um lobo. Um cão muito grande – acrescentou.
Se Isabella tivesse sido dada a ter uma natureza supersticiosa, em seguida teria chegado à conclusão de que o lobo era um presságio.
Isabella fechou as persianas e voltou para a cama.
Sua mente estava cheia de imagens do animal selvagem, e passou muito tempo antes de que o sonho a reclamasse. Seu último pensamento se negou tercamente a desvanecer-se, insistindo em que não tinha visto um lobo depois de tudo.
Em algum momento da fria noite, Isabella se estremeceu o suficiente para chegar a despertar. Então sentiu como Edward a envolvia com o braço e a atraía para seu calor. Sorriu ante aquele sonho tão fantástico e voltou a ficar adormecida.
Fim do capitulo
Bom, foi isso o capitulo. Vou tentar postar o capitul dez ainda hoje, mas não posso prometer nada.
E esse lago? Uii queria ser a agua que banha o Edward... taparey. Bom, só para avisar, nesse lago o Edward e a Bella vão fazer...
Bejinhos
Pandora: A Bella e o Edward não vão chegar a brigar de verdade, mas no próximo capitulo a Bella é de dar medo, ela vai ficar muito louca e vai ''limpar'' a Rosalie, é muito massa.
Ana Karol: No fim do próximo capituo a Bella e a Rose ja vão ser melhores amigas, a Bella vai dar um super banho na Rose, falar umas verdades para ela, e vai fazer a Rose contar a verdade para ela, no fim das contas elas vão ser amigas, e a Bella vai deixar a Rose no quarto dela, e a Bella vai ter que procurar um canto pra mimi... pode ter uma ideia de onde é, não?
Angel Blue Cullen: Ele não vai chegar a salvar, porque ela vai ta muito longe... mas o Sileno ta só brincando com ela, mas o Edward fica tipo, SUPER NERVOSO pensando que ela vai morrer,é muito engraçado. É no capitulo 15, eu acho.
Isa Stream: O Edward vai ficar mais claro depois do casamento, ele vai perceber que ama ela, então não vai precisar esconder o que sente de verdade. Bom, a Bella é uma leao, tem que agir como.
Angel Cullen McFellou: Pena do Edmond mesmo, mas eu gosto dele. Sim, essa casa é muito bagunçada, mas depois que a Bella se tornar a dona da casa, tudo vai mudar, e ela nem vai pedir pro Edward, vai mudar ate a maneira que os soldados se comportam. É engraçado.
Lariis Star: Shopping é realmente chato, eu odeio ir, evito o máximo que eu posso. Mas sou menor de idade, e aqui não tem uma grande variação de lugares para ir... O que eu gosto mesmo é só ir no cinema.
