Cap. 10 – Ultimato.
Disclaimer: Naruto não me pertence [ ainda x risada maléfica x ]
Tempo e Espaço: Uma Inglaterra "inovadora" no séc. XVII
- Hum, acerca da maçã… - ele olhou desconfiado para mim – no outro dia pus uma em cima do tronco de uma árvore e acertei novamente.
Não, há coisas que simplesmente nunca devem ser reveladas.
Estava na hora.
Finalmente (ou não) todos se poderiam distraír na preparação para a batalha.
São seis horas da madrugada, estou no salão com os meus pais, Neji e o comandante militar, Uzumaki Naruto. Sim, exigi participar na reunião, estes dias não tenho desgrudado de Neji em nenhum momento, nem ele de mim. Quanto ao comandante, ele parece-me um pouco infantil e demasiado impulsivo para ter tal cargo, mas o meu pai garantiu-me que a sua coragem, perícia e força são inigualáveis. Eles falam de estratégias e planos, estatísticas de armamento e do número de soldados e essas coisas assim… enquanto eu, enfim, estou aqui prestes a vomitar as tripas.
Para além de que não dormi nada na noite anterior, estou tão ansiosa e nervosa que ainda não parei quieta.
Pois será agora que tudo terá um fim, quer seja para o bom ou para o mau.
- Cá temos, ao todo, mil oitocentos e vinte e três soldados. – dizia o Uzumaki - Os nossos aliados chegaram ontem, e contamos com quinhentos e trinta e sete. Dá-nos um total de dois mil e sessenta homens.
- As armas estão preparadas? – perguntou o meu pai.
- Sim, está tudo preparado, também já abastecemos os aliados com novos recursos.
- Óptimo. E agora… quanto ao resgate, alguma ideia?
- Bem… Se conseguir-mos isolar a Princesa, de qualquer maneira, antes da invasão ao Palácio, podemos atacar sem piedade nem medo que possam fazer chantagem connosco.
- Com certeza, mas como faremos isso? – respondeu.
- Podemos resgatá-la, tenho um soldado de completa confiança a meu dispor, se há alguém que a consiga resgatar, então ele.
- E ele faria isso sozinho?
Ele assentiu – tenho completa confiança nas suas capacidades.
O meu pai ficou pensativo durante um tempo – Mas mesmo assim é demasiado arriscado, pois assim teria que ser apenas um homem a resgatá-la, logo seria fácil para eles atacá-lo.
- Poderíamos usar uma manobra de distracção… Assim que conseguíssemos captar total atenção do Imperador, invadimos o palácio com um grupo restrito de guerreiros e resgatámo-la.
- Creio que é uma opção demasiado volúvel… - disse. Essa ideia não me parece aceitável, é demasiado abstracta. E isto não é propriamente uma situação na qual podemos correr riscos.
- Sim, é volúvel. – apoiou-me Neji, que até agora se manteve calado e observador, como sempre era. – Mas se juntar-mos a essas hipóteses um Ultimato… - e deixou a frase por terminar.
Todos olhámos surpresos para ele, até que Naruto se entusiasmou.
- Sim! Deixe que Pein (N.a. – sim, o nosso lindo renegado Pein é o mau da fita, the Big Bad Boy, o Imperador) saiba dos seus planos de ataque e faça-lhe um ultimato: se eles não devolverem a Princesa, nós atacaremos a sua terra. Mencione que temos aliados, o reino Grego e o especial apoio do próprio Hatake Kakashi. Ou ele terá que ceder, na melhor das hipóteses, ou teremos que invadir o palácio, e então ele não estará preparado. Caso isso aconteça, mandámos o nosso soldado Aburame Shino resgatá-la: ele também é o nosso melhor infiltrado, e com toda a manobra de distracção, não vão conseguir orientar tudo a tempo de o evitar!
- Exactamente. – disse Neji.
O meu pai meditou por um bocado, avaliando os pós e contras da situação, presumo eu, como sempre fazia: jogar pelo seguro. Realmente, é engraçado como ele e Neji, no fundo, são tão parecidos…
- Sim, parece-me o melhor a fazer. – levantou-se da cadeira – vou agora mesmo fazer isso. Creio que uma carta de extrema urgência tratará do caso… - disse, já abstraído nos seus pensamentos.
- Vou falar imediatamente com o e traçar uma estratégia. Até mais, meu Rei, minha Princesa. . – disse Naruto, fazendo uma vénia respeitosa o meu pai e para mim e acenando para Neji.
- Podes ir, mandar-vos-ei chamar quando obtiver a resposta. Vocês também estão dispensados – disse, voltando-se para nós – estes dias têm sido muito cansativos.
- Sim é melhor, a Tenten não tem descansado nada ultimamente e tem andado muito irrequieta. – que lata! O que ele pensa que está a dizer!?
- Não é verdade! Eu tenho descansado bastante, e não andei irrequieta! – lembrei-me que ainda à pouco quis vomitar as tripas fora – Só… só ando um pouquinho stressada, e confusa. Só! Eu tenh-
- Tenten, vai descansar, querida. – disse o meu pai, com um singelo sorriso no canto do lábio.
Suspirei.
Pronto, não vale a pena, pensei.
xXx
Entrei no meu quarto para me preparar para deitar, na verdade, estes dias têm sido sim, muito cansativos, só quero dormir em paz. Rezo para que isto passe depressa, o que mais quero é ter a minha irmã novamente nos meus braços e em segurança…
A resposta ao nosso Ultimato veio já esta noite…
As poucas linhas que constavam na carta eram claras e sem rodeios: O Imperador não cedeu.
Quando o meu pai nos deu a notícia, senti o sangue fugir da minha cabeça… Realmente, e sem mais voltas possíveis a dar, chegamos à Guerra, sem hipótese de negociação.
Para além do medo que sinto por toda a minha nação, cujo amor pela qual agora é que estou a descobrir, sinto muito medo, que algo aconteça ao meu pai e a Neji. Eles sim, são por quem mais temo. E o pior, é que sei que não lá vou poder estar, para os ajudar, para os defender. Não vou poder protege-los, nem a eles, nem a ninguém do meu povo. Vou ter que ficar, como fraca e delicada princesa, no castelo, à espera das notícias das pessoas que morreram a lutar pela minha irmã.
- RAIOS! – deixei escapar um silvo de frustração. Ela é a MINHA irmã, eu é que deveria ajudar, deveria lutar por ela, deveria dar tudo por tudo por ela! Como conseguirei ficar quieta e parada, enquanto as pessoas que mais amo correm perigo?!
Não. Definitivamente, não vou ficar de braços cruzados à espera que todos morram à minha volta.
Vou lutar.
Sim. Está decidido. Não vou ficar aqui coisíssima nenhuma! Vou lutar pela liberdade da minha idolatrada irmã, vou lutar para proteger Neji e fazer os impossíveis para que nada lhe aconteça, vou lutar para ajudar o meu amado Pai a defender a Minha Pátria!
Levantei-me decidida da cama e olhei para o céu infinito. Jamais ficarei quieta enquanto as pessoas que amo correm perigo de vida.
É a isto que eu chamo Fogo da Juventude.
Mas o problema é: como vou fazer isso?
Pois. Raios me partam.
Antes de a minha mente conseguisse procurar uma resolução para o meu dilema, ouvi algo embater na minha janela.
Mas que…?
Levantei-me para ver o que se passa, e ignorando estar só em camisa de noite, fui até à varanda.
Sinceramente, não me surpreendi com o que vi.
Neji estava lá em baixo, a fitar-me com aqueles malditos olhos que ainda hoje me fazem sentir arrepios.
- Importaste que te faça companhia? – perguntou, na maior cara de pau, subindo sem dificuldade o muro e trepando para a varanda.
- Que descaramento! Não sabes que é falta de educação um cavalheiro invadir assim o quarto de uma donzela?
- Mas eu pedi licença. – disse, com um ar inocente.
- Eu sei. – peguei-lhe na mão, arrastando-o para dentro do quarto. Impressionante que Neji conseguiu afastar todos os meus confusos e duvidosos pensamentos apenas com a sua presença.
- Estás bem? – perguntou-me, sinceramente, com o semblante preocupado.
- Estou óptima. – menti.
- Não mintas.
Raios.
- Não quero falar disso agora. Estou cansada. – disse, e bocejei.
- Vai dormir, Tenten.
- Mas tu estás aqui. O que queres, afinal?
- Nada. Vim zelar pelo teu sono. – disse, sorrindo e acariciando o meu rosto.
Deus me proteja, sim, isto vindo de outra boca soaria a maior pirosice de sempre, mas não neste caso. Meu deus, como consegue ele ser tão perfeito?
Pus-me em bicos de pés, ele baixou o rosto, e beijei-o demoradamente, enlaçando o seu pescoço com os meus braços. Ele apertou-me contra ele, enlaçando a minha cintura. Senti, como sempre sinto, a conhecida corrente eléctrica percorrer toda a extremidade do meu corpo.
Este facto só piorou as coisas. Os meus receios estavam a voltar: como vou conseguir viver se algo acontecer a Neji?
Tinha um incontrolado, incondicional e irrevogável medo de o perder. E esse enorme medo alastra-se, cresce, aumenta, come, absorve e destrói-me. Não me consigo imaginar num Mundo sem Neji.
Ele separou-se de mim, fitando-me com aqueles olhos absurdamente… absurdos. E belos. E misteriosos. E perfeitos. E impossíveis de se perderem.
- Tenten, escuta-me. Nada te vai acontecer, eu não vou deixar. E não te preocupes comigo ou com o teu pai. Eu sei defender-me, tal como ele. Havemos de trazê-la de volta antes de sequer dares conta da nossa falta. Isto vai ser rápido, tu tens razão, temos quase nula probabilidade de perder, temos tudo planeado a pormenor. Não te preocupes, vai correr tudo bem. – e em seguida beijou-me a testa.
Sabia que ele apenas dizia isto para me tranquilizar, pois Neji não é do tipo de pessoa demasiado optimista, como eu o sou. Ele vê as coisas das piores maneiras possíveis, tem sempre o medo de subestimar o inimigo e de pagar por isso. Não o censuro, quem me dera a mim ser assim, seria poupada a muitas desilusões.
Suspirei.
- Obrigada… - sussurrei. Dei-lhe outro leve beijo nos lábios e fui deitar-me na minha cama.
- Vais ficar aí especado ou vais-te deitar? – perguntei, elevando uma sobrancelha.
- Aí? – disse ele, surpreso. – aí, ao pé de ti?!
- Claro, querias dormir aonde? Na lavandaria?
- Não, mas… Tenten, não sei se é boa ideia, ainda entra alguém… - abanei a cabeça divertida. Não, o Neji não muda mesmo.
Cruzei os braços e empinei o nariz – E se for uma ordem?
Uma pequena brincadeira agora era o que estavamos a precisar.
Ele percebeu o meu esquema, o que o fez sorrir. Aquele meu sorriso torcido.
- Bem, se é assim… - disse, aproximando-se rapidamente e inclinando-se por cima de mim. – As suas vontades são as minhas ordens, Senhorita.
Não esbocei reacção. Neji vestia apenas uma camisa branca com os primeiros botões abertos e umas calças escuras, sentia o cheiro proveniente do seu peito. Os cabelos estavam soltos, com um brilho raro nos olhos e um sorriso airoso no rosto. Ele estava tão irresistível e belo, que poder-me-ia apaixonar novamente por ele, caso o amor não possuísse já cada fibra do meu corpo.
- Não digas isso muitas vezes, podes vir a arrepender-te. – dito isso, beijei-o novamente, mas com mais fervor e ferocidade.
Ele correspondeu avidamente, envolvendo o meu corpo nos seus braços fortes. Sentia cada contorno do seu corpo perfeito, cada músculo endurecido pelos seus treinos, cada traço dos seus braços, cada dedo das suas mãos. Por momentos, senti-me realmente orgulhosa e convencida por ser merecedora de tal criatura.
Aprofundei mais o beijo, e ele apertou mais um pouco, mas sempre de forma gentil, a minha cintura.
- Mudaste rapidamente de ideias… - murmurei, quando nos separámos.
- Aí vez o maldito efeito que provocas em mim. – disse, sorrindo. Gostei, sinceramente, de ouvir isso.
- Humhum.
Deitei-me, e ele fez o mesmo, sem largar a minha cintura. Encostei a minha cabeça ao seu peito e peguei-lhe na mão, envolvendo-a nas minhas.
Não dissemos mais nada, ele estava mergulhado nos seus pensamentos, acariciando o meu cabelo, enquanto eu brincava com a mão dele nas minhas.
Cada vez mais, senti a necessidade de protegê-lo, de impedir que algo lhe aconteça, fazendo-me ficar ainda mais convicta em lutar. E uma ideia um pouco maluca, mas provavelmente eficaz, começou a surgir na minha cabeça.
Olhei para ele: custava-me esconder-lhe uma coisa dessas. Ele, com toda a certeza, ia passar-se dos carretos, ia ficar furioso e ir-me-ia chamar irresponsável, idiota, sem noção, e mais umas quantas coisas, que são a mais pura das verdades. Mas não posso, como já disse, ficar de braços cruzados enquanto todos correm perigo.
- O que foi? – perguntou, sem desviar os olhos do teto.
Fiquei um momento sem lhe responder. - Nada. – acabei por dizer. Por muito mal que me sentia em menti-lhe, este facto teria que manter em segredo, ele impedir-me-ia se lhe contasse.
- Já te disse, vai correr tudo bem.
- Eu sei. – abracei-o, ficando deitada parcialmente em cima do seu peito.
- Dorme, Tenten. – disse – Eu estou aqui, sempre estarei.
E com estas palavras, mais reconfortantes que aparentam, fechei os olhos e, esquecendo por momento o que nos esperava amanhã, adormeci enquanto Neji velava o meu sono.
People, peço desculpa por este capítulo meio... pobrezinho :s
Mas era importante explicar a táctica dos nossos heróis na batalha, que comecerá apenas no cap 13, porque no próximo será a grande despedida deles (6)
Obrigada novamente a quem leu e deixou review *-*
Nao vou demorar com o próximo capitulo, entao até mais gente :D
