DIA SEGUINTE

DIA SEGUINTE

"Que dor de cabeça! Estou tonto, enjoado. O que aconteceu?" Perguntava-se ele enquanto tentava abrir os olhos e enxergar claramente. Esperou mais algum tempo pra ver se conseguia fazer a cabeça parar de girar. Quando virou o rosto no travesseiro algo chamou sua atenção. E sem pensar pegou o objeto na mão. "O que é isso?" Pensava enquanto olhava o objeto em sua mão e tentava clarear as idéias. De repente ele arregalou os olhos "Mais o que significa isso?" Perguntava incrédulo "Isso é uma calcinha!" Exclamou largando o objeto, agora sua mente começava a clarear. Olhou em volta e percebeu que continuava no quarto de Bulma. Nesse momento pareceu prestar atenção em si próprio. "Estou nu? Como?" Sua cabeça era invadida por muitas perguntas. "Que cheiro é esse?" Olhou no chão e viu suas roupas espalhadas pelo quarto. "Não lembro de ter deixado minhas roupas ai! Aliás, não me lembro de ter tirado as minhas roupas!" Pensou quase berrando. A raiva tomando conta dele. "O que aconteceu? O que significa isso? Maldição! Estou lento; minha cabeça dói. Por mais que tente não consigo lembrar de nada" Deitou novamente e fechou os olhos. Seu corpo parecia pesado seus pensamentos eram lentos tinha a boca seca. De repente sentiu o perfume dela, respirou fundo e com medo olhou para o lado. "O que? Não pode ser?" Deu um pulo sentando-se na cama, foi então que ele percebeu que Bulma dormia ao seu lado. "O que ela faz aqui?" Perguntava nervoso. Notou que ela estava enrolada em uma coberta. Olhou para calcinha que tinha acabado de jogar no chão quando uma corrente de medo, perplexidade e incredulidade o assolaram. Olhou novamente para Bulma que parecia dormir profundamente. "Não pode ser! Eu não acredito!" Disse levando as mãos aos olhos e apertando-os como se quisesse enxergar melhor. Ele não podia acreditar naquilo. Que inferno parecia a sua mente. Com cuidado levantou a coberta dela enquanto fazia uma súplica mental "Não esteja nua... Não esteja nua..." foi ai que...

- AAAAAAHHHHHHHH. Berrou ele com todo o ar de seus pulmões.

O grito dado por Vegeta fez Bulma acordar com um salto e sem querer caiu da cama.

- AAAAAHHHH. Berrou ela também por causa do susto. – O que foi? Disse ainda zonza de sono tentando se levantar. Agarrando a coberta em volta do corpo, tentava tirar os cabelos despenteados da frente dos olhos.

"O que significa isso?" Pensava Vegeta atônito ao vê-la em pé só de coberta "Que cheiro é esse?" Sua cabeça parecia que ia explodir.

Ela esfregou os olhos tentando acordar. Deu uma olhada no ambiente. Foi ai que sua mente clareou e ela se lembrou da noite anterior. "Minha vingança" Pensou ela. Teve que se esforçar para não sorrir "É hora de deixar a atriz que vive em mim sair".

- O que foi? Disse pra ele fingindo um susto. – O que aconteceu? Perguntava fingida enquanto fazia cara de preocupada.

- O que significa tudo isso? Perguntou ele com raiva os punhos cerrados.

- Isso tudo? Não entendo o que você está dizendo. Dizia ela continuando com a farsa.

- Ora, não se faça de boba! Respondeu ele com ódio – Me refiro a toda essa situação! Disse ele mostrando o quarto com as mãos.

Ela respirou fundo, sua expressão era de tranqüilidade. – Não vejo situação nenhuma Vegeta. Dizia calmamente – Acho que você teve um pesadelo. Concluiu.

- Pesadelo nada! Disse ele levantando-se e esquecendo que estava nu. – Me refiro a esse cheiro forte no ar, dessas sensações horríveis, essas roupas no chão, você e eu na mesma cama... O que significa tudo isso? Berrou ele enquanto olhava pra ela e esperava resposta.

Ela virou de costas enquanto fingia chorar e soluçar, só então respondeu:

- Eu sabia que isso aconteceria! Homens são todos iguais. Falava enquanto fingia um choro. – Eu disse que você havia bebido e que não era certo... Pausa para um soluço – Mais você me disse que não estava bêbado e que esperava isso há muito tempo e...

- Esperava o que? Berrou ele – Seja mais clara! Podia sentir a raiva que tomava conta dele.

- Ora como assim? Perguntou ela fingindo que estava ofendida. – Nós fizemos amor! Exclamou virando-se para olhá-lo. Precisava ver a cara que ele faria depois dessa resposta e agüentando a vontade que tinha de gargalhar disse:

- Será que não se lembra de nada? Perguntou pra ele fingindo raiva.

- O que? Ele estava com os olhos arregalados e perplexos. – Não posso acreditar. Balbuciava enquanto suas feições estavam pálidas. – Eu não me lembro de nada disso. Eu nunca bebi! Levou as mãos aos olhos como se quisesse enxergar o que havia acontecido naquele quarto.

- Há mais é muito cômodo. Dizia ela tentando confundi-lo. Você entra no meu quarto traz vinho (aponta a garrafa no criado mudo), bebemos; você diz palavras doces no meu ouvido; diz que me quer; diz que eu sou linda; começa me beijar...

- Já chega, não quero ouvir mais nada! Disse ele interrompendo ela. – Não acredito em nada disso! Disse por entre os dentes. – Eu jamais diria essas bobagens! Isso são coisas de vermes fracos como vocês! Não de um sayajin orgulhoso como eu príncipe da minha raça, nascido para ser o mais forte dos guerreiros! Disse ele quase aos berros enquanto gotas de suor começavam a brotar em sua testa.

- E como você explica isso? Pergunta ela apontando pra ele e mostrando que estava nu.

Ficando vermelho ele puxa a coberta de cima da cama e a enrola na cintura.

Ela continua:

- Ou isso? Aponta as roupas dele no chão. Há isso também! Diz ela pegando a camisola rasgada e a calcinha que ele havia jogado no chão. – E isso? Chegando perto dele aponta os arranhões falsos. – E sem falar disso! Abre a coberta que a envolve mostrando pra ele que está nua.

Cada evidencia que ela mostrava o deixava mais nervoso e assustado não conseguia acreditar no que via e ouvia. Não lembrava de nada, apenas que deitou ali naquela cama esperando por ela que tomava banho. Sentia como se sua mente tivesse apagado as últimas lembranças que tinha vivido.

Diante da confusão dele ela fingiu dizer:

- Saia do meu quarto! Fingiu chorar. – E nunca mais me procure ou fale comigo! Disse abrindo a porta do quarto e indicando que o queria fora dali.

Ele saiu sem dizer nada e foi para o quarto dele ainda perplexo e com ódio daquilo tudo. Batendo a porta atrás de si colocou uma roupa e saiu voando pra bem longe em um lugar deserto deixando a chuva que caia molhá-lo. "Como o príncipe dos sayajins podia ter tido ações tão tolas? Como podia ter sido tão idiota a ponto de fazer tudo aquilo? De ser tão afetuoso e até mesmo romântico? Tudo isso parece um pesadelo! E eu quero acordar! Sou um fraco!" Pensava ele enquanto deixava seu ki explodir à medida que seu ódio aumentava.

- Sou um FRACOOOOOOO! Berrava ele.

Assim que ele saiu, ela trancou a porta. Começou a rir sem parar. Dava gargalhada deitada na cama. Mais de repente, as risadas foram diminuindo e a felicidade pela vingança bem sucedida já não tinha o mesmo sabor. Lembrou-se dele, das suas reações, das suas palavras ao perceber que tinham dormido juntos. Sua expressão agora era triste. "Você me abomina tanto assim?" Perguntava como se ele estivesse ali. Olhou no relógio eram 10:30 da manhã o dia estava nublado, decidiu tomar banho e se trocar, iria sair faria compras, iria ao salão de beleza, precisava se distrair "Nada como compras ou um dia de salão pra fazer uma mulher feliz" Disse com meio sorriso. Assim arrumou-se lindamente com um vestido rosa curto e capuz nas costas. O seu preferido. Colocou tênis, precisava ficar confortável porque seu pé ainda doía pelo escorregão. Prendeu os cabelos num rabo de cavalo e notou que já estavam compridos de mais. Tentou disfarçar os arranhões que sofrera na queda ao jardim na noite anterior assim como a batida na testa. Recolocou a tala o braço estava inchado devido ao esforço que fizera para levantar Vegeta. "Realmente, a vingança não compensa" Disse desanimada "Acho melhor tomar algum remédio antes que tudo isso comece a doer pra valer". Assim saiu do quarto.