Trust
Apreciava o silêncio quando era menor. Porque dividir um dormitório com outros quatro rapazes e morar em uma escola com crianças demais, adolescentes demais, gente demais, era enervante, às vezes.
Apreciava o silêncio, apreciava aqueles que sabiam ficar em silêncio sem se sentirem incomodados.
Apreciava. No passado.
Porque há meses não conseguia ficar em silêncio absoluto sem ouvir os ecos dos gritos que ele mesmo infligira em outras pessoas, o sibilo do homem que tornou sua vida um inferno, o choro escondido do pai, quando ele pensava estar sozinho e o tom de desespero permanente que a voz de sua mãe costumava ter. Os gritos, e os sussurros do vento e a agonia que retumbava nele.
E Draco Malfoy já não gostava do silêncio. Mas se via agora com um garoto que ele mesmo achava que havia odiado e via que conseguia ficar em silêncio porque a presença de Shadow o induzia a confiar e se sentir bem. Não por ser reconfortante, não por fazê-lo ter vontade de sorrir ou achar que tudo ia dar certo no fim, mas por saber, por ter a certeza de que Shadow confiava nele, e apenas nele. Porque Shadow não duvidava da sua capacidade ou das suas atitudes, ao mesmo tempo em que não o pressionava. Porque Shadow era o líder que aquele mestiço desgraçado só poderia sonhar em ser. Porque ele tinha a confiança e a força, sem ter de inspirar medo. Shadow, mesmo calado e sentado em silêncio, parecendo exatamente o garoto de dezoito anos que era, inspirava respeito. Projetava calma. E Draco se descobriu querendo lutar aquela guerra. Querendo fazer parte daquela nova ordem, da reconstrução do seu mundo, querendo estar ao lado de Shadow em cada passo do caminho porque ali, ao lado dele, ele teria mais do que um lugar secundário, ele faria parte do poder. Porque ele poderia fazer a diferença. Porque havia alguém ali que acreditava nele como ninguém nunca havia acreditado.
E Draco Malfoy redescobriu seu gosto pelo silêncio no mesmo instante em que descobriu o exato significado da palavra 'lealdade'.
"Como foi ano passado?", perguntou Draco absolutamente do nada, depois de uns bons vinte minutos em silêncio, enquanto jogavam xadrez na sala de estar, após Shadow ter se vestido e ambos terem tomado um café da manhã.
"Como assim?", indagou Shadow, sem levantar o olhar do tabuleiro de xadrez, onde suas peças estavam sendo arrasadas pelas de Draco.
"Ano passado, como foi? Por que você fez o que fez?"
"Que outra escolha eu tinha?"
Silêncio.
"E você?", perguntou Shadow, depois de longos minutos de silêncio confortável, em que Draco se preparava para dar um xeque-mate.
"Hum?", devolveu o loiro, distraído.
"E você? Como foi o seu ano passado? Por que você fez o que fez?"
"Porque a minha família já havia feito as minhas escolhas muito antes de eu nascer. E eu não tive coragem para mudá-las."
"Você se arrepende?"
Draco sorriu, presunçoso, quando sua rainha arrastou o rei de Shadow para fora do tabuleiro, e levantou o olhar, encarando o outro que não desviava os olhos do seu rosto, aguardando uma resposta.
"Não sei... Eu não me orgulho de nada do que eu fiz. Eu não tenho nada do que me orgulhar pelo que eu fiz. Porque o que não foi induzido por medo, foi induzido por covardia, e embora eu não me envergonhe de dizer que eu fui movido por esses dois impulsos, não posso dizer que me orgulho, que me arrependo, que faria outra vez, que mudaria tudo... Eu não tenho como querer mudar ou manter escolhas que nunca foram minhas. Se fosse a minha vida no sexto ano, se fosse apenas a minha dor ano passado, eu não sei o que eu teria escolhido. Mas éramos eu, minha mãe e meu pai. E eu faria tudo outra vez por eles. Mas não sei se teria feito por mim. E também não sei se isso é algo de que eu possa me orgulhar, não ter amor próprio suficiente para não se importar de se ver cair tão fundo. Não se importar em cair para ajudar alguém."
"Não foi covardia. Foi sua família. Eles devem valer à pena."
"Família sempre vale."
Shadow deu um sorriso amargo naquele momento e Draco conseguia ver as palavras que ele não havia dito pairarem no ar entre eles. Ele nunca saberia. Ele nunca havia tido uma família. Ao menos, não uma da qual pudesse se lembrar. Não uma da qual valesse a pena se lembrar.
"Weasley e Granger valeram a pena?"
Shadow desviou o olhar para a janela e Draco deixou o assunto morrer, vendo o outro rapaz acender mais um dos estranhos cigarros trouxas que ele parecia ter adquirido o hábito de fumar. Torcendo o nariz por causa do cheiro amargo e irritante, Draco se distraiu olhando também a garoa fina que caía lá fora, uma tarde chuvosa de fim de verão.
"A primeira coisa que eu achei quando pus o pé nessa casa ano passado foi uma carta da minha mãe para Sirius. Uma foto minha, quando eu era bebê. Coisas... idiotas, se se pensar bem, mas que fizeram diferença para alguma parte de mim. O primeiro lugar que eu queria ir quando saísse da casa dos Weasley era Godric's Hollow. Meus pais estão lá. A família de Dumbledore estava lá. Eu queria ir e... me sentir parte deles, talvez, ver o túmulo dos meus pais que eu nunca havia visto. Me sentir mais próximo de Dumbledore, já que ele já havia morrido...", ele ficou em silêncio e Draco notou o quão fria parecia ser a voz dele enquanto falava nos pais, como se ele não se importasse.
Ou como se se importasse e não quisesse queninguémsoubesse disso, disse uma vozinha para Draco.
"Você foi?"
Shadow riu baixo, expelindo fumaça de maneira distraída e um tanto amarga. Cigarros combinavam com a personalidade dele, concluiu o rapaz.
"Hermione foi contra. Desde o início. Porque eu entendo, eu sempre entendi, que a prioridade era a guerra, mas eu queria tanto poder ir até lá... Mas ela foi contra e Ron foi contra, porque não podíamos arriscar nossas vidas por causa de uma idiotice sentimental como ver os túmulos dos meus pais...", ele fez uma pausa e deu de ombros, "Mas Hermione desenfeitiçou os pais assim que chegou em casa, e ela sempre teve um lugar para voltar no verão. E os Weasley são uma família, no sentido mais puro da palavra. E nenhum deles, por um segundo, conseguiria entender o que ver os túmulos deles significaria pra mim porque eles não conhecem a dor do não-ter. Eles sabem o quanto dói perder alguém próximo, Ron muito mais que Hermione, porque ele perdeu um irmão, mas eu perdi tudo. Eu já não tinha coisa alguma quando eu cheguei nesse mundo. Nada. Eu não tinha uma família, ou poderes além do comum. Eu tinha uma cicatriz estranha, gente demais me olhando, amigos de menos nas horas em que eu realmente precisei. E tudo que eu conquistei aqui, eu perdi aqui. Eu perdi meu padrinho, um companheiro de escola, os únicos dois adultos responsáveis que se importavam realmente comigo, a oportunidade de ter conhecido alguém que realmente amava minha mãe e a minha juventude toda. Por um mundo que eu não conhecia e pelo qual eu decidi lutar para ver melhor. E no dia que Hermione disse que nós não devíamos ir, e no dia em que eu concordei, eu lembrei... Eu lembrei de você."
Draco olhava para Shadow um tanto espantado, entre temeroso e admirado com o rumo da conversa.
"De mim?", ele repetiu. Shadow acenou com a cabeça, concordando.
"Você. Porque eu podia ver, às vezes, o que Voldemort estava fazendo. E eu vi você, torturando para não ser torturado, e eu lembrei que eu te vi pálido e magro para ajudar a sua família, e eu sei o que eu vi na Torre de Astronomia, porque eu estava lá, e eu sei que se fosse por você Dumbledore não teria morrido àquela noite. E eu também sei que você fazia parte do plano dele, que você foi usado naquela noite tanto quanto eu, ou Severus Snape. E eu me lembrei de você, porque você entendia o que era o medo de perder tudo. E você correu riscos. E você venceu no fim, porque você está aqui, inteiro. O que é algo que eu já não posso dizer de mim.", Shadow riu um pouco, baixo, e Draco se permitiu um sorriso. "E essa, Draco, é a razão pela qual eu confio em você. E eu não confio em Ronald, ou Hermione, nem mesmo Rabastan, tanto quanto eu confio em você. Porque você esteve no inferno e de volta, e saiu de lá inteiro. E eu confio que você vai conseguir me manter vivo até o fim. E eu confio que você vai poder ajudar Harry a me entender, porque você sempre teve o que ele sempre quis ter, e eu acho que você pode dar exatamente o que ele precisa agora. Não amigos superprotetores, ou alguém que sempre acha que sabe o que é melhor para ele, mas o que ele realmente quer e o que ele realmente precisa. Porque nós, Draco, eu e você, nós já perdemos parte das nossas vidas para sempre. Mas nós vamos construir um mundo novo, nosso, melhor e justo como recompensa.", a intensidade do olhar de Shadow era algo que Draco jamais havia visto e ele não conseguiria desviar o olhar mesmo que quisesse. Draco acenou positivamente com a cabeça, sentindo seu queixo se erguer de orgulho, e sorriu, sendo seguido por Shadow, que sorriu em resposta, "Eu confio em você, Draco, porque eu sei que eu posso confiar."
E pelo líder que Shadow era, e pelo mundo que eles iriam reconstruir de maneira justa, e pelo poder que teriam, Draco jurou que não trairia aquela confiança.
Porque Draco também confiava em Shadow.
Com a sua vida.
-x-
Kingsley não sabia o que esperar quando se dirigiu para Grimmauld Place àquela noite. Simplesmente não sabia.
Porque conhecia Harry vagamente, sempre o achara um menino extrovertido, bastante barulhento e... comum.
Confiara nele como todos os membros da Ordem, sentira orgulho dele quando ele conseguira acabar com Voldemort, achara que aquele era o final feliz de uma história macabra, mas agora... Já não sabia.
Porque o garoto que ele havia conhecido rapidamente não começava guerras, simplesmente porque não queria vivê-las. O garoto que conhecia era surpreendentemente comum para alguém com tanto a fazer. O garoto que conhecia o surpreendera quando cumprira sua missão, exatamente por ser normal.
E agora, Kingsley começava a imaginar o quanto de toda aquela normalidade era real. O quanto era forçado. O quanto do fingimento era proposital e o quanto era simplesmente uma defesa para que ninguém esperasse nada demais de alguém que já fizera muito mais por aquele mundo do que seria humanamente justo pedir, mas que era pedido, de qualquer maneira. Mais e mais e sempre mais.
E, pela primeira vez desde o dia em que Harry havia aparecido em seu gabinete, exigindo explicações sobre os trouxas, ele pensou que não deveria tê-lo tratado como um garoto comum, porque comum era tudo o que Harry Potter jamais fora.
E agora a guerra estava lá fora. A um descuido de seu estopim. Uma mágica, uma desaparatação, uma faísca de uma varinha de brinquedo, e tudo que eles haviam mantido em segredo durante séculos seria mandado pelos ares, por causa de Voldemort.
Ele realmente havia sido tolo o suficiente para imaginar que só porque um homem havia caído, o mundo viveria em paz?
Grimmauld Place já não era mais o mesmo lugar. Não havia mais aquele ar de morte rondando a cada canto, nem teias de aranha espalhadas no telhado, nem um elfo psicopata xingando qualquer um que aparecesse na casa. O lugar tinha um ar de dignidade antiga, de sangue puro, mas também de calma, embora uma atmosfera fria fosse presença constante em qualquer cômodo.
O elfo que fazia Sirius ter vontade de assassiná-lo tagarelava alegremente sobre 'Mestre Shadow e Mestre Malfoy' estarem esperando na sala de estar, com uma fronha imaculadamente branca e um ar alegre, de quem gosta de servir a quem serve.
E quando Kingsley finalmente entrou na sala e encontrou Harry e Draco Malfoy jogando xadrez, xícaras de café espalhadas pela sala, que o elfo fez desaparecer rapidamente, substituindo-as por copos de whisky, o ar casual da cena, ele não conseguiu deixar de pensar que aquele não era Harry. O mesmo cabelo negro, amarrado frouxamente na nuca de tão longo, os mesmos olhos verdes, o mesmo rosto, o mesmo corpo, mas... Não era Harry.
Não havia alegria juvenil no olhar, não havia excitação nos seus gestos, não havia brilho em volta dele, como costumava haver.
Havia uma postura fria e... antiga. Havia um brilho de aço no olhar outrora tão alegre, e deliberação em cada gesto, até mesmo no sorriso que ele agora lhe dava, enquanto fazia um gesto para que se sentasse.
E o garoto Malfoy também não era o mesmo garoto nervoso, de cabeça baixa e lágrimas fáceis que havia julgado apenas semanas atrás. Era um homem seguro, de porte ereto e elegante, frio como Lucius, mas com algo que Lucius jamais havia tido: Draco Malfoy estava simplesmente confortável ao lado de Harry Potter. Não com um ar superior de quem quer dominar mesmo quando não tem esse direito, arrogância pura e desnecessária, ou de alguém que vai fazer qualquer coisa para alcançar o que quer, mas o comportamento exato de quem está onde quer, sem esforço, e se sente bem ali.
E Kingsley se sentiu perdido e subitamente velho neste mundo de jovens salvadores de dezoito anos e cúmplices tão jovens quanto. E sentiu, de repente, que não tinha nem mesmo vontade de iniciar a discussão que sabia que teriam porque eles jamais concordariam, e ele tinha plena consciência de que praticamente nada no universo demoveria estes rapazes do que quer que estivessem planejando. E o pior era que Kingsley Shacklebolt, Ministro da Magia, naquele exato instante, não sentia vontade alguma de discutir com Harry Potter. Porque se o garoto levasse sua discussão à imprensa, não havia um único resquício de dúvida a quem a opinião popular favoreceria, e política é algo controlado pela mídia, e isso era triste e patético, porque por mais que ele quisesse o bem deste mundo, sem o apoio da mídia ele seria jogado para fora de seu gabinete mais rápido do que conseguiria dizer 'injustiça'.
E esse era o preço que eles haviam pagado por deixarem o peso de todo um mundo nas costas de alguém tão jovem e achar que agora, depois de todo o trabalho sujo feito, bastaria um tapinha nas costas e um 'muito bem, Harry' e tudo ficaria como deveria ser outra vez. Como se as cicatrizes da guerra fossem deixar o garoto e ele conseguiria voltar à Hogwarts, e terminar a escola e namorar e casar e arrumar um emprego mais tarde. Como se isso fosse possível.
Eles jogaram o seu mundo nas costas dele. E agora ele queria fazer parte dos que tomavam decisões no mundo que ele salvara.
E o pior de tudo era que isso era o mínimo que poderiam fazer.
E Kingsley sabia que por mais justo e certo que isso fosse, era algo que ele não poderia fazer.
Começou a sentir os princípios de uma enxaqueca se formando.
Seria uma noite longa. Muito longa.
"Como vai, Ministro?"
"Com dores de cabeça maiores do que eu acho que conseguiria aguentar, Harry. E você?", respondeu King, com um sorriso cansado, aceitando um dos copos que Kreacher havia trazido para a sala.
"Preocupado. Porque uma guerra está prestes a acontecer e eu não ouço falar sobre planos de defesa, ou ataque. Porque as únicas coisas que eu leio nos jornais são reações absurdas dos trouxas contra eles mesmos por julgarem que alguém do nosso povo está entre eles. Porque, além disso, o que está nos jornais ou é mentira ou são exageros e isso me passa a impressão que os tempos de Fudge naquele gabinete nunca realmente acabaram. Porque o Ministério está tentando mais uma vez tapar o sol com uma peneira rasgada e vai ser tarde demais quando vocês decidirem agir."
King suspirou. Não esperara que ele fosse ser tão direto. Respirou fundo antes de responder.
"O que está nos jornais não são necessariamente mentiras ou exageros. Os trouxas realmente estão tendo problemas entre eles mesmos neste momento, e eles realmente estão tentando encontrar uma maneira eficaz de conseguir nos identificar. Mas por enquanto, são problemas deles. Nem um único bruxo foi ferido, ou machucado, ou estava perto de qualquer destes incidentes."
"E o assalto àquele banco trouxa, Ministro?", indagou Malfoy, com uma sobrancelha erguida e sarcasmo pingando a cada sílaba, se referindo a uma matéria que saíra na manhã anterior, "O roubo onde eles entraram usando galhos e camisolas e todos os trouxas de dentro do banco entraram em pânico? E o dano que isso causa à nossa imagem? E o tipo de reação que isso vai causar quando nós, finalmente, tivermos que sair do nosso buraco onde estamos nos escondendo e enfrentar o mundo, Ministro? Porque eu não vejo outra solução que não enfrentá-los - e quanto mais cedo, menos dano à nossa imagem eles terão feito e menos pânico nós vamos causar.", o garoto fez uma pausa e teve a desfaçatez de sorrir um sorrisinho cínico e de lado para King, "A menos que o Ministério tenha descoberto uma maneira de fazer uma obliviação em massa? Fazê-los esquecer tudo, inclusive os seus filhos mortos, perdidos, presos ou torturados, e assim nos deixar em paz?"
"O que, exatamente, é o seu objetivo com essa... reunião, Harry? Apenas criticar as ações do Ministério? Fazer um acordo para que você nos apóie? O que é que você quer?"
"Atitudes, Ministro.", o rapaz devolveu, de maneira seca.
"Você fez muito por esse mundo, Harry, muito. Mais do que qualquer um poderia pedir. Mas eu não posso me deixar ser comandado ou cobrado por um menino de dezoito anos. Eu sei o que nós estamos fazendo no Ministério, eu sei as atitudes que estamos tomando. Não me tome como ingrato, mas você já salvou nosso mundo uma vez. Por favor, viva a sua vida agora, como o garoto que você deveria ser."
E no exato instante que terminou de falar, Kingsley soube que iria se arrepender. Porque Harry não estava demonstrando raiva, ou pronto para fazer um escândalo como costumava fazer quando era chamado de muito jovem para fazer algo.
Não.
Ele sorria. Como se tivesse acabado de ouvir exatamente o que estava esperando ouvir.
"É ótimo poder ouvir a sua opinião, Ministro. Era só isso que eu desejava com essa reunião. Acho que realmente não resta nada mais a ser dito.", ele se levantou, assim como o garoto Malfoy e dirigiu-se para a porta, parando exatamente ao lado de King, olhando para cima para poder encará-lo e mesmo assim conseguindo ter um olhar superior, "Mas a próxima vez que o mundo estiver prestes a entrar em colapso, Ministro, eu vou estar lá. E certamente não do seu lado. E se eu fosse você, isso seria algo com que me preocupar.", e com isso os dois garotos deixaram a sala, com um Ministro cansado além dos seus anos para trás, pensando que ele havia acabado de cometer um erro e simplesmente não sabendo como tudo aquilo estava acontecendo.
-x-
"Bem, se era isso que você queria, Shadow, nós temos. O que me intriga é em qual lado, exatamente, nós estamos agora?"
Shadow sorriu da sua poltrona na biblioteca, de uma maneira contagiante, que Draco acabou correspondendo mesmo sem sentir.
"Do nosso lado, Draco. Do nosso."
R E V I E W !
Revisado em: 16/04/2011
