Anna entrou radiante, de braço dado com seu pai, usando vestido branco curto, de seda, sem mangas, e com um decote V bem pronunciado. Usava ainda grinalda de flores brancas com um pequeno véu. Seus olhos castanho esverdeados brilhantes estavam fixos em Nicholas, fazendo Lily se lembrar de outro par de olhos semelhantes. As lembranças dos momentos vividos com James invadiram a sua mente, levando seus pensamentos para muito longe do casamento de Nicholas.
Tentou se concentrar nos votos de Nicholas e Anna, mas só conseguia pensar em James. Olhou várias vezes para o relógio, até receber um olhar de censura por parte de Tess. Lily ficou aliviada quando a cerimônia acabou. A banda começou a tocar e as pessoas se serviram do bufe e a ocuparam as mesas. Lily não estava com nenhum apetite. Pegou uma taça de vinho para não ser importunada por ninguém, mas nem mesmo isso a estava apetecendo.
Ela estava feliz pelo irmão, mas queria ir logo para casa, onde poderia ficar a sós com a sua dor. Sabendo que ela tinha uma suíte no hotel à sua disposição e que logo poderia escapar, ela se apressou em cumprimentar os convidados.
Foi até os noivos, esforçando-se para sorrir, apesar da sua tristeza. Depois, pediu desculpas, dizendo que ia falar com a mãe.
Apesar do seu alcoolismo, Lisa ainda estava muito composta, para surpresa de Lily. Lisette devia ter cuidado de tudo. Sua mãe havia perdido um pouco de peso depois da morte de seu pai, e estava parecendo ainda mais frágil.
Jurando para si mesma que não passaria mais do que dez minutos com a sua mãe, ela foi cumprir a sua obrigação de filha e se sentou junto a ela e Tess.
— Belo casamento, não é?
— Não sei por que eles não podiam se casar na igreja como todo mundo — disse Lisa. — A praia não é um lugar adequado para um casamento. — Olhou então para a filha mais demoradamente e disse: — Soube que você aceitou um inimigo da família como sócio no restaurante. Como é que você pôde fazer uma coisa dessas?
— Já discuti isso com Nicholas. Eu não sabia que James era inimigo de nossa família — respondeu Lily, indo embora logo depois.
Ela estava arrepiada, apesar do calor de agosto. Em breve chegaria setembro. "O tempo curava todas as feridas", pensou ela.
Jake cruzou o seu caminho com dois copos na mão.
— Saindo de fininho?
— Pois é. Mamãe está mais ácida do que nunca.
— Eu sei. Ainda não apresentei Heidi a ela e nem sei se vou fazer isso.
— Se eu fosse você, não me preocuparia com isso. Ela não vai gostar dela mesmo. Quando é que você vai parar com esses casinhos e se envolver com alguém de verdade?
— Adoro mulheres bonitas. Se eu quiser conversar com alguém com cérebro, posso procurar por Nocholas ou Matt. Não é isso o que quero de Heidi — disse ele, seguindo em frente, enquanto Lily balançava a cabeça.
— Seu machista!
Ela continuou cumprimentando as pessoas até reconhecer uma mulher alta, de cabelos loiros, usando um vestido azul, que estava conversando com Anna.
Aquela era Rose Eliot.
— Rose — disse Lily. — Eu soube que você voltou para Miami. Que bom encontrá-la aqui.
Rose se voltou para ela.
— Obrigada, Lily. Eu estava dizendo a Anna como ela estava linda.
— É verdade. Nós temos sorte de tê-la na família. Ela transformou o meu irmão num ser humano.
Anna teve de rir.
— Ouvi dizer que você agora é sócia do seu antigo patrão. Meus parabéns — prosseguiu Lily.
— Obrigada mais uma vez. Ainda estou me acostumando com a idéia.
— Eu gostaria de convidá-la para jantar no meu restaurante um dia desses para conversarmos um pouco mais.
— Com certeza. É muita gentileza da sua parte — disse Rose, embora Lily tivesse a impressão de que ela estava sendo apenas educada.
— Aí vem o meu irmão — disse Lily, vendo Matt se aproximar.
Ele havia tirado o paletó e estava com o cabelo levemente despenteado por causa da brisa.
— Foi um prazer revê-la, Lily — disse Rose apressadamente. — Felicidades — disse ela ainda a Anna. — Com licença, preciso falar com uma pessoa — acrescentou ela, desaparecendo em meio à multidão.
— O que foi isso? — perguntou Lily a Anna.
— Ela estava parecendo se divertir até pouco tempo atrás. Deve ter encontrado alguém.
— Aquela não era Rose Eliot? — perguntou Matt, juntando-se às irmãs. — Como é que ela desapareceu assim tão de repente?
— Não sei — disse Anna. — Parece que ela foi falar com alguém.
— Matt, você a contratou para fazer a decoração do Evans Grand?
— Liguei várias vezes para tratar do assunto, mas ela não me retornou a ligação. Com licença.
— E essa agora? — perguntou Lily.
— Eu não faço idéia!
Ao ver Jake caminhando na direção delas ao lado de Heidi, Lily decidiu que já era hora de partir.
— Vou deixá-la com Jake e a sua mais nova conquista, que certamente será substituída em breve por outra — disse Lily.
Ela já estava quase indo embora, quando se deteve, chocada.
— Oh, meu Deus!
Tess se apressou para segurá-la pelo braço.
— O que foi, Lily? Você está bem? Parece que você viu um fantasma.
Lily se desvencilhou da irmã e saiu correndo.
Olá gente! O que será que Lily viu? O próximo capítulo será decisivo para a vida de Lily... e a de James também. Ahhhh Darling Padfoot fiquei emocionada em saber que sirvo de inspiração para você, muito obrigada querida *-* Eu também estava com muita saudade Joana Patricia, muitas vezes tive vontade de jogar cadernos e livros para o alto e vir para cá, sabe também acho que o amor fica, se ele é de verdade, ele fica. A família dela é estranha Ninha Souma? Eles são é fora da casinha mesmo hehe, fica tranquila, também fiquei um tempinho sumida, não é? Muito obrigada meninas pelas reviews, beijos :*
