Galera, obrigada pelos reviews! Que ótimo que vocês estão gostando da história. Pra quem está curiosa, esta fic vai até o capítulo 18.

Bem, mais um update!

dai86


CAPÍTULO 11

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Sasuke apenas queria dizer a Sakura que encontrara o verdadeiro pai de Megumi. Afinal, passara todo o fim de semana procurando por ele. Voltara correndo para casa, ansioso para dizer a verdade tanto para sua mãe quanto para Sakura, colocando fim àquele mal-entendido. Também planejava oferecer uma generosa quantia de dinheiro para Sakura e a criança. Assim, sua consciência não viria a incomodá-lo mais tarde.

Chegara à mansão desesperado para fazer tudo isso antes de ir para a cama, para tentar ter uma noite de sono decente, talvez a primeira desde a sexta-feira. E o que tinha acontecido? Mikoto tinha saído, e Sakura não queria falar com ele. Aonde tanta impaciência o levara? Agora estava no quarto, com uma quase nua Sakura olhando-o de uma maneira como nunca o olhara antes. Pior, ela na verdade estava tocando com suas mãos quentes a pele que Sasuke tentara, desesperado, acalmar e manter sob controle com um banho gelado.

Por poucos segundos, Sasuke tentou lutar contra a nuvem de desejo que obscureceu suas idéias. Mas era difícil conseguir aquilo quando Sakura era tão desejável. Seus vistosos cabelos róseos caindo de forma selvagem sobre os ombros nus, os mamilos rígidos projetando-se através do fino tecido de seda azul, os lábios carnudos e sensuais, abertos da maneira mais provocante que existia...

O que devia fazer? Parar e procurar compreender o que estava acontecendo? Recusar-se a tocá-la até que Sakura ouvisse e acreditasse que ele não era o rato que ela acreditava que fosse? Com qualquer outra mulher Sasuke teria sabido como agir, com a maior facilidade. Mas com aquela, ele não podia sequer pensar com clareza. Tinha de tocá-la de imediato, necessitava fazer amor com ela. Precisava disso!

Tais sentimentos impulsivos não eram aceitos com facilidade por Sasuke. Ele ainda não gostava daquela perda das rédeas no que dizia respeito a Sakura. Ou da confusão que ela provocava nele. Mesmo rendendo-se ao inevitável, sentia-se irritado consigo mesmo. E com ela.

Sakura viu os olhos de Sasuke estreitarem-se, brilhantes. Sabia o que iria acontecer. O ar que os cercava parecia carregado de eletricidade.

Fechando a porta com um chute, Sasuke segurou Sakura pelos pulsos e colocou seus braços para trás. Seu corpo arqueou-se e ela arfava, observando quando a cabeça dele inclinou-se, não para capturar seus lábios, mas indo direto para o fino tecido que cobria seus seios. A boca de Sasuke se apossou do mamilo já inchado e começou a sugá-lo com força e ânsia surpreendentes que fizeram Sakura deixar escapar pequenos gemidos de prazer.

Ele parou por um instante e a observou. Era um homem selvagem, com olhar selvagem. Sasuke largou os pulsos de Sakura e então, num gesto abrupto, livrou-a da camisola, retirando as alças dos ombros e deixando a peça cair ao chão. Sakura ficou rígida, mas não se moveu. Ficou ali, nua, enfeitiçada.

Sasuke examinou-a por um longo momento antes de despir-se rápido. Houve pouco tempo, apenas um breve relance para que Sakura contemplasse o impressionante corpo de Sasuke antes que ele a tomasse nos braços e a carregasse para a cama.

E então, lá estavam eles, beijando e abraçando um ao outro. Suas línguas se tocavam, suas pernas se entrelaçavam. As mãos exploravam frenéticas. Sasuke gemeu quando os dedos dela roçaram a ponta de seu membro, e voltou a fazer isso quando a carícia tomou-se ainda mais íntima.

Ele murmurou algum tipo de protesto e tomou-a pelos braços, segurando-os logo acima da cabeça de Sakura com uma mão firme. A outra escorregou por todas as curvas de Sakura, até alcançar seu ponto mais íntimo, e então a invadiu com os dedos.

Em toda sua vida, Sakura jamais experimentara algo mais excitante ou elétrico. Movimentava-se enlouquecida querendo mais e mais. Seu coração batia cada vez mais forte. As sensações se sucediam enquanto aqueles dedos impiedosos a exploravam e excitavam.

- Ah... por favor, Sa.. ah... suke! Ah...

Cada fibra de Sakura implorava por ser satisfeita. Queria ele, não suas mãos. Suas pernas se moveram, separando-se de forma convidativa. E então lá estava Sasuke, posicionando-se, obedecendo sua necessidade de se dar por inteiro.

Ao sentir a força e o poder da intrusão dele, Sakura deixou escapar um gemido de surpresa e dor, e então suspirou quando Sasuke começou a se mover. Inspirada por um instinto primal, ela acompanhava o movimento com os quadris. Não demorou muito tempo e uma pressão começou a se formar dentro dela. Sua mente rodopiava, e o ar parecia mais denso do que o normal.

Sakura começava a pensar que poderia ter um ataque cardíaco, quando, de súbito, algo pareceu explodir dentro de seu corpo. Ondas de espasmos sucederam-se com violência, trazendo consigo uma sensação atordoante de prazer enquanto Sasuke continuava a penetrá-la num ritmo selvagem. Gemendo, apertou os olhos com força. Mas o grito torturado de Sasuke fez com que tornasse a abri-los, e Sakura observou-o chegar ao êxtase, arqueando as costas e se dobrando para trás. Sentia-o inteiro dentro de si, pulsando, derramando sua essência. Apreciava seu calor, e uma satisfação tão absoluta a invadiu que a fez temer o desejo de experimentar aquilo de novo, e repetir sempre.

Foi então que um pensamento sombrio e amargurado a acometeu. Sasuke fizera Ino de tola. E agora, faria dela uma tola se ela permitisse.

Sasuke desabou sobre Sakura, exausto. Por um breve momento, não pôde raciocinar, tomado pelas sensações que ainda percorriam seu corpo. Levando em conta toda sua experiência sexual, nada podia se comparar ao que ele e Sakura haviam compartilhado. Por Kami! Onde fora parar seu juramento de evitar Sakura a todo custo? Pouco a pouco Sasuke ergueu-se sobre os cotovelos e a encarou. Quando, porém, percebeu a frieza dos olhos verdes, sentiu um arrepio percorrer sua espinha.

- Fico feliz em saber que você sempre usa preservativo - ela disparou.

Um murmúrio escapou dos lábios de Sasuke. Sua credibilidade estava ainda mais abalada. Qualquer coisa que dissesse sobre o misterioso namorado de Ino não seria aceita naquele momento. E o pior é que agora existia a possibilidade de que ele realmente tivesse concebido uma criança sem querer. Desde que encontrara Sakura, sua vida tornara-se bastante complicada...

- Isso significa que estamos com um grande problema? - ele perguntou, parecendo calmo.

- Por sorte... não.

Sasuke não conseguiu esconder seu alívio. - Isso é ótimo! Está tomando pílulas, eu presumo...

Sakura lançou-lhe outro longo e frio olhar. - Certo. Diferente de Ino.

A princípio, Sasuke pensou em dizer algo em sua defesa, mas concluiu que não valia a pena se incomodar. Aquela questão em particular seria respondida quando o resultado do teste de DNA chegasse. Sabia que só aí poderia contar-lhe a verdade. Mas, nesse meio tempo, o que fazer sobre o que tinha acabado de acontecer?

- Nós precisamos mesmo conversar, Sakura - ele observou, com seriedade.

- Não, não precisamos. - Ela o empurrou para o lado e rolou para a ponta do colchão. Sua expressão era desafiadora, e as pupilas cintilavam. - Falar sobre o quê? Que nós fizemos sexo? Grande coisa... Você queria, eu também. Resolvemos fazer, e fim da história.

Sasuke ficou chocado por perceber que a atitude dela o feria demais. Se Tayuya tivesse dito a mesma coisa, não teria se sentido ofendido. Teria dado risada. Mas aquela atitude fez com que um fino ressentimento queimasse seu peito. Como Sakura ousava reduzir de tal modo aquilo que haviam experimentado? Nada além de sexo? Podia não ter sido amor, mas fora mais do que dois animais acasalando-se. Havia algo emocional acontecendo ali. Algo complexo e muito humano.

- Não fale uma bobagem dessas Sakura! Se essa é mesmo sua opinião, devia ter me deixado fazer sexo com você na cama de Ino na sexta-feira, porque lá também queria tanto quanto eu. Em vez disso, me impediu, e acho que estava certa. Aquilo não teria sido de muito bom gosto.

- E creio que não é de muito bom gosto de sua parte transar comigo depois de passar o fim de semana na cama de outra mulher, não acha?

- Eu não fiz isso. Fui ao apartamento de Tayuya na noite de sexta, mas saí em seguida. Para ser franco, Tayuya e eu concordamos em terminar tudo. Passei o fim de semana num hotel. Descobri que não podia fazer amor com outra garota quando era você que eu desejava. Só você, Sakura.

Por um segundo, Sasuke vislumbrou algo maravilhoso no olhar dela. As íris verdes brilhavam de surpresa, prazer e...

Mas então aquela luz morreu, sendo substituída por uma ira implacável.

- Sinto muito, Sasuke, mas não acredito em você. Assim como não acredito que usou preservativos com Ino. A única coisa que posso fazer é rezar para que não tenha o hábito de praticar sexo inseguro como hoje. Agora, se não se importa, vou até o banheiro.

Sasuke ficou estendido na cama, esperando pelo retorno de Sakura, furioso por se importar tanto com a opinião dela. Enquanto os minutos passavam, sentia-se cada vez mais tentado a revelar os fatos que descobrira havia pouco. Mesmo sem ter prova nenhuma.

Ainda iria convencer Sakura de que ele não podia ser o pai de Megumi e que Ino não tinha pedido sua ajuda. E aí talvez... bem, podia ser que...

"Talvez o quê?", uma voz interior perguntou. "Você, na certa, não pretende chegar a lugar nenhum com isso, não é?" A irritação dominou-o por inteiro.

Quando Sasuke ouviu o barulho do chuveiro, uma forma diferente de frustração feriu seu ego. Era como se Sakura não pudesse esperar para lavá-lo do próprio corpo. Como se estivesse se sentindo suja, ou algo do gênero.

Em sua opinião, nada de errado acontecera ali, naquela cama. Fora uma experiência muito especial para ambos, e seria melhor que Sakura reconhecesse isso logo. Melhor ainda se reconhecesse que Sasuke não era um canalha sem sentimentos.

Sakura demorou muito no banheiro, mesmo depois que o chuveiro foi desligado. De fato, demorou tanto que Sasuke ficou tentado a ir até lá e escancarar a porta.

Estava prestes a fazer isso quando ela voltou ao quarto com uma expressão zangada, carregando o bebê nos braços.

- Acho que o barulho do chuveiro a acordou - explicou, corando um pouco. - Droga! Vou ter de fazer uma mamadeira, agora. Incomoda-se de segurá-la por um momento enquanto vou até lá embaixo?

Lembrando-se da última vez que segurara Megumi, Sasuke experimentou um breve momento de pânico, mas conseguiu escondê-lo, tentando redimir-se perante Sakura.

- Claro - assentiu, fingindo casualidade e ajeitando-se de maneira confortável ao mesmo tempo em que arrumava os travesseiros. - Traga-a aqui.

- Você se incomodaria de colocar alguma roupa primeiro, por favor? - Sakura pediu, encarando-o.

Sasuke duvidava que um bebê de três meses se incomodasse com sua nudez, mas era melhor não discutir. Saindo da cama, pegou a calça do pijama e vestiu-a. Achando que já havia satisfeito o pudor de Sakura, voltou a sua posição anterior.

- Pronto.

Sakura fitou de relance seu peito nu, mas não disse nada, limitando-se a suspirar. Avançou e entregou-lhe a criança.

- Vou tentar não demorar muito. Se Megumi chorar, embale-a ou ande devagar pelo quarto. E cante para ela.

- Certo.

Muito embora Sasuke estivesse se lembrando de como sua voz grave assustara a criança da última vez. Com um pouco de sorte, não precisaria fazer nenhuma daquelas coisas, muito menos cantar. Na verdade, era tão desafinado que não fora nem mesmo aceito no coro da escola.

Mas, como se fosse uma coisa do destino, bastou Sakura partir para que o bebê desse uma boa olhada no homem, pondo-se a chorar no mesmo instante. Mais uma vez Sasuke tentou de tudo, embalando-a, andando pelo aposento e tomando cuidado para não fazer movimentos muito bruscos. Aquilo funcionou um pouco, até que a pequenina criança percebesse quem a estava embalando e começasse a chorar de novo.

- Não adianta Megumi, eu não vou cantar de jeito nenhum. Também não sou muito bom em contar histórias... Ei, lembrei-me de uma coisa! Dizem que nessas horas é bom falarmos sobre algo que conhecemos. Muito bem, então lá vai. Sasuke começou a fazer uma descrição de seu trabalho, fazendo uma pausa para respirar, logo depois. Só aí se deu conta de que Megumi havia se aquietado. Na verdade, seus grandes olhos azuis estavam fixos nele, como se prestasse atenção. Quase como se pudesse entender aquilo que ele dizia e esperasse por mais.

- Ora, ora, quem diria? - Sasuke sussurrou, aliviado. -Ela gosta de me ouvir falar sobre negócios... Mas que garota esperta você é! - elogiou-a, contentíssimo por ter encontrado uma maneira de aquietá-la. - Veja bem - continuou, voltando a sentar-se na cama com a criança nos braços - a área de comércio exterior é como uma grande arena internacional de esportes. É um jogo muito complexo, disputado 24 horas por dia. Tem milhares de regras diferentes, e muitas armadilhas. Mas, quando nos tornamos mestres nesse jogo, passamos a saber como evitá-las. Não há nada mais excitante que isso! Sei que tem muito para aprender, Megumi, mas, se quiser se dedicar a isso em particular, minha menina... Bem, por onde eu começo?...

Sakura ouviu Megumi começar a chorar quando estava descendo a escada, mas não voltou porque sua necessidade de estar longe de Sasuke era maior do que a preocupação com o bebê.

Megumi não ia morrer por chorar um pouco. Mas, se Sakura continuasse no mesmo quarto que Uchiha Sasuke, tinha a impressão de que poderia esganá-lo. Quanta petulância a daquele homem! E a arrogância e falta de sensibilidade, então?

Será que Sasuke conseguiria entender como o fato de ter ido para a cama com ele a estava afetando? Como aquilo feria seu orgulho, seu respeito próprio? "Claro que não", Sakura concluiu, irritada. Homens como Sasuke não pensavam em nada disso. Mulheres eram apenas objetos sexuais para se brincar. Que mentiroso! Dizer que não tinha ido para a cama com a namorada no fim de semana... e ainda mais, que rompera com a tal Tayuya por causa dela. A próxima coisa que Sasuke iria dizer era que ainda acreditava em Papai Noel.

E ainda havia mais: ele não usara preservativo. Algo que assegurara nunca fazer. Certo. Talvez costumasse usar para se proteger, a maior parte do tempo. Mas naquela noite provara ser tão fraco quanto qualquer um.

Sakura perguntava-se o que teria acontecido se ela lhe dissesse a verdade, que não estava usando pílulas. Não sabia por que mentira sobre o assunto. Seria divertido ver a expressão no rosto dele!

Não disse nada não para deixá-lo tranqüilo, mas por não sentir necessidade de explicar que conhecia seu corpo como um relógio, e sabia que estava em uma época segura. Graças a Kami não haveria nenhum bebê como resultado do que acontecera no quarto.

Depois de soltar um suspiro, decidiu que o verdadeiro motivo que a fizera mentir sobre a pílula era seu desejo de fazê-lo achar que era uma mulher sexualmente ativa. Não queria que Sasuke desconfiasse que alguns anos já se haviam passado desde seu último encontro sexual. Assim seria mais fácil fazê-lo acreditar que o que acontecera entre os dois fora apenas sexo.

Uma coisa nada especial para ela...

Porque Sasuke era apenas uma... uma aberração. Gente assim gostava de ter poder sobre o sexo oposto. Lembrava-se muito bem do brilho triunfante nos olhos negros de Sasuke ao vê-la atingir o clímax. Ele também gostara de vê-Ia implorar por mais, e só ficara um pouco aborrecido quando Sakura deixara a cama tão de repente.

Bem, ela não iria implorar da próxima vez. Sakura respirou fundo. A próxima vez... Já estava pensando nisso? Céus! O que acontecia com ela? Com a mão trêmula, apanhou a mamadeira do banho-maria e testou sua temperatura no pulso.

Hora de subir, tirar Megumi dos braços tentadores de Sasuke e escapar para o santuário do quarto do nenê. Pôs-se a subir os degraus, apressada, quando o silêncio a surpreendeu. Não havia um único som vindo do andar superior. Arqueando as sobrancelhas, apurou a audição. Nenhum sinal de choro de criança.

Quando atingiu o corredor, pôde escutar uma voz grave insinuando-se pela fresta da porta. Sasuke falava de maneira firme, como se estivesse lendo uma história para Megumi. Sakura aproximou-se e ouviu, arregalando os olhos ao distinguir o que ele dizia. Não era Alice no País das Maravilhas, Branca de Neve e os Sete Anões ou Cinderela. Sasuke contava para Megumi tudo sobre comércio exterior!

Aturdida, Sakura aproximou-se, pé ante pé, da soleira, e observou a cena. Sasuke continuava sentado na cama, com os joelhos um pouco erguidos. Megumi encaixara-se com perfeição em seu colo, e ele segurava a menina com ambas as mãos. O contraste entre o tamanho de ambos o fazia parecer ainda mais um urso enorme.

Megumi o encarava, fascinada, corno se estivesse diante de um dos deuses do Olimpo. Como a mãe, a pequena menina se deixava cativar com toda a facilidade por um homem. Muito zangada, Sakura entrou, parando no meio do aposento para enfrentar Sasuke. Ele a ignorou, e continuou a educar sua filha sobre os vários truques que aprendera no mercado internacional nos últimos anos.

- Os espertos sempre vêem sinais QS, Megumi. Nunca podemos esquecer a Bolsa de Valores. Falarei sobre isso em detalhes outro dia, pois sua mamãe já chegou com a mamadeira. Vou ter de deixar o resto para depois, doçura.

Sakura percebeu urna estranha sensação na boca do estômago ao ouvir Sasuke chamá-la de "mamãe" e Megumi de "doçura". O mesmo ocorreu quando o viu retirar a pequena Megumi de seu colo e ajeitá-la com todo o carinho entre seus braços.

- Posso alimentá-la, se você quiser, Sakura – ele se ofereceu, estendendo o braço. - Assim, você poderá descansar um pouco.

Sakura engoliu em seco. E, com relutância, entregou-lhe a mamadeira.

Sentia-se confusa. Sonhara ver Sasuke aceitando seu papel de pai, e, agora que aquilo parecia acontecer, por que será que a incomodava tanto? Como continuar a odiá-lo vendo que era capaz de tanta ternura? A criança começou a mamar e levou sua pequena mãozinha até o rosto dele, num gesto afetuoso. A visão era muito comovente. Sasuke ergueu a cabeça, com urna estranha expressão no semblante.

- Sabe, Sakura, eu jamais negaria ser o pai de Megumi se eu imaginasse que era. Você precisa acreditar nisso.

Pela primeira vez, ela sentiu uma dúvida real, e Sakura sentiu-se enjoada. Sasuke voltou a olhar para Megumi, mas continuou falando, numa entonação grave e controlada: - Acho que sei quem é o pai. Passei todo o fim de semana tentando descobrir.

- Você fez isso? - ela indagou, num murmúrio.

Mais uma vez ele a fitou.

- Sim, eu lhe disse que não fiquei com Tayuya. Kami! O que tenho de fazer para você acreditar em mim? Raciocine, mulher! Que motivo eu teria para mentir? Concordei em fazer o teste de DNA amanhã, mas já sei qual será o resultado. Sei também que você acha que o que aconteceu aqui hoje prova que sou irresponsável, mas juro, Sakura: essa foi a primeira vez em doze anos que me esqueci de usar preservativos. Isso é um ponto de honra para mim.

Sakura estava inclinada a crer. Pelo menos quanto aos preservativos.

- Comigo sempre foi assim, também. Até então, nunca havia me descuidado.

- Acho que foi a primeira vez para nós dois em vários sentidos, não é? - Sasuke perguntou, com suavidade.

- O que você quer dizer?

- Que foi algo muito especial, Sakura. Algo único. Não sei sobre você, mas eu nunca me senti assim com outra mulher. Para ser honesto, nem sei se estou gostando da sensação. Vivi minha vida de forma bastante ordenada. Gosto de estar no controle de tudo. Uma paixão maluca não estava nos meus planos. Mas não sou o único a...

- Não é amor - interrompeu-o com firmeza, atordoada com o rumo que aquela conversa começava a tomar. - Foi apenas desejo.

- Você parece certa disso.

- Tenho certeza absoluta. Já experimentei a mesma coisa várias vezes.

Sasuke parecia surpreso.

- Quer dizer que o que houve não teve significado para você? Já havia sentido a mesma paixão antes?

- A primeira vez com uma pessoa é sempre muito excitante.

Sasuke apenas encarou-a, e naquele momento Sakura sentiu-se a pior entre as piores: barata e envergonhada.

- Pode terminar de alimentá-la? - Sasuke pediu, erguendo-se e estendendo o bebê para ela. – Estou perdendo meu tempo aqui com vocês duas.

- Mas não ia me dizer o que descobriu?

Os olhos negros estavam turvos pelo desgosto. - De que adiantaria? Não tenho nenhuma prova, apenas evidências. Só espero que, quando o resultado do teste de DNA chegar, minha mãe não esteja muito ligada a essa doce menina, porque ela não merece ser ferida. Já passou por muito sofrimento. A meu ver, seria bom se você pensasse nisso um pouco em vez de ficar apenas com seus preconceitos e hipocrisias. E eu realmente espero que tenha gostado de sua primeira vez comigo, doçura, porque ela também foi a última!

Apanhando seu robe do chão, Sasuke saiu do quarto, batendo a porta atrás de si. Assustada com o barulho, Megumi começou a chorar.


Feitos cão e gato... nem depois do rala e rola eles se entendem. Por enquanto... rs.

E aí? Estão curtindo?

dai86