MOMENTOS - X
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"Ahhh! Sério mesmo que nós vamos ao zoológico?" – Exclamei animada. Faziam anos desde a última vez que eu fui a um. Eu sempre adorei ir neles quando era garotinha. Embora eu nunca tivesse sido realmente uma pessoa que tivesse bichos, os animais sempre me fascinaram.
"Foi você mesmo que zombou de mim por causa do museu pra crianças?" – Ele riu.
"Eu não estava zombando de você, eu só achei engraçado porque você estava todo animado." – Disse tentando me defender, erguendo meu queixo no ar. Embora eu possa dizer que não estava fazendo um trabalho muito bom nisso.
"E qual é a diferença?" – Ele perguntou com uma sobrancelha erguida e um sorriso.
"Hum,... é...bem... Eu acho que não tem. Ok, vá em frente e tire sarro de mim. Eu mereço mesmo." – falei com um suspiro pesado, e fazendo um leve beiquinho.
Ele imitou a minha expressão, e em seguida sorriu, me fazendo rir. Ele se inclinou e capturou meus lábios por um momento, acariciando meus cabelos docemente. – "Eu não vou tirar sarro da sua cara, amor. Você é linda demais para que eu faça isso. Além do mais, eu também estou muito animado ".
Fiquei no colo de Edward dentro do carro, enquanto o carro voava baixo pela auto estrada. Nós estávamos fazendo uma mini viagem até o Texas , para o zoológico em Tyler. Não era um zoológico pequeno, mas não era tão grandes quanto os de Fort Worth ou o de Dallas. Sem contar que era o mais perto - apenas uma hora e meia de Shreveport. Edward não tinha certeza se eu gostaria de passar a noite em Dallas, por isso ele decidiu que a viagem de um dia seria mais fácil. Mas em breve, nós dois iríamos programar um fim de semana por lá também.
Eu não estava tão cansada; muito pelo contrário. Eu estava completamente revigorada e descontraída. Edward me deixou dormir por muito mais tempo do que eu imaginava ontem. Tudo o que ele tinha planejado para aquela noite tinha sido cancelado e em vez disso, passamos mais uma noite relaxante no quarto do hotel. Quando acordei, o jantar tinha sido ordenado e um banho de banheira já estava preparado. Eu reclamei que ele não precisava fazer isso, mas ele apenas me levou para a água e depois me despiu. Eu estava muito mimada. Ele estava me estragando.
Ele sentou-se no chão de azulejo branco do banheiro, com os braços levemente segurando a borda da banheira, me assistindo até que a comida chegou. Depois, ele lavou minhas costas com um pano branco, arrastando-o sobre a minha pele. Eu não podia deixar de fechar os olhos e relaxar com aquele ato. Quando abri os olhos, Edward estava me encarando. Se ele não estivesse me olhando de um jeito tão carinhoso, eu teria ficado envergonhada. Era quase como se ele estivesse me acariciando com os olhos. Isso era algo que eu precisava me acostumar. Embora, isso parecesse justo. Eu passei quase um ano fazendo o mesmo com ele.
"O que você está pensando?" – Perguntou ele, me arrancando dos meus pensamentos. Ele olhou preocupado, um vinco na testa geralmente lisa.
"Apenas no quanto eu amo você." – resumiu a questão para ele. Ele sorriu serenamente e beijou levemente minha bochecha, curvando-se um pouquinho. Eu me aconcheguei mais perto dele, repousando meu rosto em seu baixo ventre. Corri o meu nariz sobre seu abdômen, levantando a camisa um pouquinho. Beijei e lambi sua barriga, fazendo-o a tremer e se contorcer.
"Isso faz cócegas." – disse ele com uma risada, cobrindo a seu rosto com a camisa, efetivamente me dando maior acesso ao seu estômago, o que não era bom para ele. Amassei uma framboesa em seu estômago, sorrindo o tempo todo. Eu me sentia como uma criancinha, completamente feliz como se não houvesse nada de errado com isso.
"Estamos quase lá, meu amor." – ele informou-me com um sorriso suave. Ele abaixou a camisa o suficiente para me olhar, com seus olhos travessos brilhando. Edward fez cócegas nas minhas costelas, e levantou minha blusa também.
Eu quase não acreditei que passamos tanto tempo dentro do carro. Isso não era muito bom. O tempo simplesmente voava quando eu estava ao lado de Edward. Só ele pode ter esse efeito sobre mim, e eu esperava que ele continuasse a me fazer sentir assim até o fim dos tempos
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Depois que pagamos por nossas entradas, começamos a passear pelo zoológico. As primeiras coisas que nos deparamos eram, brilhantes e... rosa? Bem, eu acho que é a cor eles eram. Eram uma espécie de aves, dezenas delas de pé, na água ou na pequena ilha ali perto. Eu olhei para o placa informativa. – "Flamingos." – Ok, isso fazia sentido.
"Eu amo jardins zoológicos." – Bella sorriu, segurando minha mão, e vindo ficar ao meu lado. Ela encostou-se no parapeito, olhando ao longe para as aves. Ela estava na ponta dos pés, esticando o pescoço. Eu sorri, pensando em como ela parecia fofa daquele jeito.
"Na verdade, eu nunca tinha ido a um zoológico antes." – admiti, enquanto andávamos até o próximo animal em exposição. Eu gostei mais deste. Eles eram pequenos e peludos. E tinham caudas longas e mãos engraçadas. Eles lembravam muito os seres humanos. Acho que era algum tipo de macaco. Tirei uma foto deles em sua árvore, que também ficava na ilha. Finalmente li a placa: Macaco Aranha.
"Ah." – Bella sussurrou. Tenho certeza que ela não sabia o que dizer depois disso. Essa era simplesmente uma experiência comum durante a infância – menos pra mim. Fiquei mal por fazê-la desconfortável com isso. Mesmo agora que eu pudesse ver, partes de nossas vidas seriam diferentes por conta da minha cegueira. Pra sempre. Mordi o lábio, tentando encontrar alguma coisa para deixá-la confortável novamente.
"Quando eu tinha nove anos..." – eu comecei, sorrindo com a memória. – "eu fui a uma festa de aniversário de um amigo numa espécie de mini-fazenda. Eu estava acariciando algo, um cordeiro ou algo assim, e estava meio curvado pra frente. Acho que era um bom alvo porque uma cabra deu um coice na minha bunda. Voei para a frente e acabei batendo numa cerca de madeira. Meu pai estava rindo tanto que ele teve dificuldade de me ajudar. Eu posso até dizer que minha mãe estava tentando brigar com ele, só que ela mesmo estava tendo problemas de segurar o riso também." – Eu ri, esfregando a parte de trás do meu pescoço. – "Na época, eu não achei engraçado, mas agora é hilário!"
Lábios de Bella ficaram grudados um no outro e tenho certeza que ela estava tentando não rir com o tom de sua voz. – "Oh, tadinho!" – Um sorriso estrangulado escapou. Ela limpou a garganta, lambendo os lábios. Só que o humor praticamente dançava em seus olhos.
"Vá em frente e deixe sair. Eu sei que você quer." – Eu levantei uma sobrancelha, esperando os comentários. Fomos caminhando por uma passarela cercada de árvores. Pelo menos, nós estávamos sozinhos enquanto eu contava a história. Se bem que, todo mundo do zoológico acharia isso engraçado também.
"Eu prometo proteger sua bunda dessas cabras malvadas." – ela falou entre as risadas. Bella parou em frente a uma jaula. Dentro havia uma espécie de gato grande. Era magro e com manchas. Ele estava recostado preguiçosamente ao sol. Ela parecia bastante confortável. Era um chita.
Eu revidei. – "É bom mesmo, afinal você é a única que vai poder beijar ou massagear, caso aconteça algo com ela." – Eu bati fotos do gato e depois de Bella. Ela mostrou língua pra mim elevando-a até perto do nariz. Mostrei minha língua de volta para ela.
Ela jogou a cabeça para trás, rindo. Uma de suas mãos passaram pelas minhas costas, até segurar a parte de meu corpo que estava sendo alvo de tanta discussão. Eu grunhi, um som muito alto, por conta da surpresa. – "Ah, eu prometo a beijar e fazer o meu melhor por ela." – disse na sua melhor voz de inocência.
Eu segurei sua parte traseira, meio que a arrastando pelo caminho de pedras até a próxima jaula. – "Você se acha muito engraçadinha, não?"
"Eu não acho... Eu sei." – disse ela com um sorriso brilhante e sarcástico. Ela parou de novo, olhando para algum tipo de animal que eu nem imaginava o que era. Eu estava muito ocupado olhando para ela. Ela virou-se , com um sorriso ainda brincando em seus lábios e piscou pra mim.
Eu ri, envolvendo meus braços em volta de sua cintura por trás. Eu beijei levemente a lateral de seu pescoço, e em seguida, descansei meu queixo em seu ombro. Eu estava me divertindo muito. Não importa onde estávamos, apenas a companhia era suficiente. Enquanto estivéssemos juntos, eu ficaria feliz.
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Acho que Edward estava se divertindo mais vendo as reações das crianças com animais, do que assistindo as criaturas em si. Ele tirou um monte de fotos de tudo, porém, incluiu várias minhas também. Ele sempre ficava um pouco mais recuada, observando as crianças imprensando seus rostinhos contra vidraça de proteção para conseguir olhar melhor. Eu consegui ouvi-lo rindo de vez em quando por conta das reações dela.
"Qual é o seu animal favorito até agora?" – Eu perguntei.
"A pantera. Na verdade, acho que todos os grandes felinos." – disse ele com um encolher de ombros.
Isso não me surpreendeu. A pantera negra teve a maior reação junto às crianças. Ela estava dormindo bem de frente a jaula quando chegamos perto. Nós estávamos já passando direto, quando um grupo de crianças com idades entre três e dez anos apareceu. Edward me parou, colocando a mão em meu ombro. Ele acenou com a cabeça para frente e sorriu. A maioria das crianças tinham suas faces paralisadas encarando o bicho. O gato percebeu, e acordou se espreguiçando. Uma das crianças – um dos mais novinhos - fez um movimento rápido, batendo palmas, saltitando para cima e para baixo. Qualquer um podia ver a emoção nos olhos do gato quando sua cauda se contraiu. Ele saltou para frente, fazendo com que a classe inteira, incluindo o professor, desse um salto para trás.
Nós estávamos começando nosso almoço no pequeno café que dava para a " African Savannah".Edward pediu um hambúrguer e eu pedi um cachorro-quente, e decidimos compartilhar algumas batatas fritas e uma bebida. Pegamos uma mesa com uma boa vista para o local. Havia uma meia dúzia de girafas e elefantes entre a areia pedregosa e a grama alta. Era muito bonito. Os prados em ocre e marrom me fizeram lembrar um pouco de Phoenix. Isso fez com que eu sentisse saudade de casa. Nós teríamos que ir lá algum um dia também. Nossa lista estava crescendo.
Eu mordisquei uma batatinha enquanto pensava. Minha vida está tão diferente de um ano atrás. Como as coisas ficariam em um ano partir de agora? De repente, senti como se as coisas estivessem indo rápido demais. Tive a súbita necessidade de escrever. Eu queria escrever tudo o que tinha acontecido comigo e Edward. Eu queria dividir isso com os nossos filhos um dia. Eu não quero esquecer nenhum único detalhe. Meus dedos contraíram com as coisas que eu queria escrever. Mas eu teria que esperar ainda. Assim que voltarmos da nossa lua de mel, ou melhor, voltar pra casa eu teria que começar.
"Tão calada..." – Edward murmurou. – "Eu queria saber o que você está pensando. Antigamente, o silêncio era frustrante, mas agora que eu posso ver seu rosto, é estranho. Você não me parece triste. Eu não sei como descrever isso. "
"Eu estou... pensativa, eu acho." Dei de ombros e tomei um gole do refrigerante que estávamos dividindo. Eu não tinha certeza de como explicar meus pensamentos, ou se eu estava pronta para falar sobre isso. Era uma espécie de epifânia para mim. Fiquei muito contente por ele não querer continuar com o assunto.
Peguei a sua mão e trouxe-a para meus lábios. Eu beijei sua aliança de casamento levemente, deixando meus lábios demorarem sobre o metal frio. – "Só para ter certeza: você está feliz?" – Ele perguntou como os dedos entrelaçados com os meus, puxando a minha mão para sua boca. Ele beijou a minha aliança de casamento em troca.
Eu simplesmente acenei e sorri. Eu não queria que a minha voz quebrasse e meus olhos se enchessem de lágrimas se eu verbalizasse aquilo . E também não queria assustar Edward, ou a qualquer uma das crianças, chorando no meio de um jardim zoológico. Mordi o lábio e olhei para baixo, dando uma olhadinha para ele através das minhas pestanas. Ele sorriu para mim, os olhos brilhando cheios de amor.
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Cerca de vinte minutos antes de chegarmos no hotel, Bella dormiu. Tinha sido um longo dia caminhando ao redor do jardim zoológico e explorando as muitas lojas ao redor de Tyler. Fiquei surpreso com a variedade que a cidade tinha. Nada como Chicago, mas eles tinham mais do que Shreveport, que era surpreendente, uma vez que Shreveport e Bossier, tinham pelo menos, o dobro do tamanho físico.
Bella reclamou o quanto eu gastava com ela, mas eu simplesmente gostava disso. Comprei-lhe várias peças de roupas e joias feitas à mão, junto com alguns livros de uma livraria especializada em edições mais antigas. Eu realmente comprei algumas coisas para mim, como as primeiras peças de roupa que eu adquiri sem alguém escolhendo-as pra mim. Porém, eu ainda tive as opiniões de Bella - a única que me importava. Se bem que eu ainda queria comprar roupas, talvez até criar o meu próprio estilo, no entanto eu sabia que isso iria demorar um pouco ainda.
Carreguei o corpo flácido dela até o familiar elevador. Fiquei surpreso por ninguém parecer se importar. Eu ainda ganhei alguns sorrisos de uns casais mais velhos. Eu acho que eles podiam ver o amor em meu rosto, o amor que eu tinha por Bella. Com cuidado para não acordá-la, eu pressionei o botão para o nosso piso. O movimento ainda que mínimo, fez Bella acordar. Ela respirou fundo, passando a mão sobre o rosto. – "Onde estamos?" – Perguntou mal abrindo seus olhos.
"Estamos quase no nosso quarto." – eu disse-lhe calmamente, segurando-a firmemente contra mim. Eu estava tão pronto como ela para rastejar na cama, mais com ela ainda em meus braços.
"Ah, eu posso andar." – disse ela meio grogue. Ela bocejou baixinho, seus cílios esvoaçando enquanto sua boca se abria num bocejo. Eu não queria deixá-la.
"Eu só quero segurar você em meus braços. Tudo bem?" – Eu sorri para ela. Ela era linda, e era minha. De fato, eu ainda tinha problemas para assimilar isso. Eu era o homem mais sortudo do mundo. Eu nunca quero deixá-la, mesmo que fosse somente por um minuto.
Ela sorriu e envolveu seus braços finos em torno do meu pescoço. – "Sabe, você faz com que eu me sinta a Lois Lane quando você me carrega desse jeito." – provocou ela descansando a cabeça no meu ombro.
"Isso faz com que eu seja o super-homem?" – Eu perguntei com uma sobrancelha erguida. Eu tentei não rir e decidi entrar no jogo dela. Um pouco do meu cansaço ia sumindo enquanto a ouvi-a falar. Bella tinha um jeito de me energizar.
"Talvez ..." – Ela enrugou o nariz enquanto pensava. – "Eu deveria ver por baixo de suas roupas, apenas para me certificar, sabe?"
"Por baixo da minha roupa?"– Eu questioneia, agora rindo. Eu estava confuso com suas palavras – mas não que isso me incomodasse, de forma alguma. Ela não precisa ficar brincando para poder tirar a minha calça. Se bem que, desse jeito era mais divertido.
"Ah, sim, O Superman sempre tem seu disfarce sob suas roupas. Além do mais, você usa óculos como o Clark Kent, é forte e muito bonito. Há uma grande possibilidade de que você seja , na verdade, o Superman." – explicou ela, tentando permanecer completamente séria. Ela ficava adorável quando tentava fazer gracinhas. Eu quase não vi esse lado dela antes. Eu gostei. Muito.
A essa altura, tínhamos chegado ao nosso quarto. Abri a porta, movendo-nos para dentro. Coloquei-a no centro da cama, e me arrastei sobre ela. – "Bem, se você for verificar, e acabar encontrando alguma coisa, será que eu posso saber o que você vai fazer?" – Foi muito difícil manter uma cara séria, mas eu gostava pra onde isso estava nos levando.
"Eu vou ter que dizer a imprensa. A menos que você pense numa maneira de me manter quieta." – ela disse presunçosamente, continuando o nosso joguinho. Ela tirou meus óculos, colocando-os sobre a mesa do lado. Ela devolveu a mão ao meu rosto, acariciando delicadamente. Virei o rosto na hora, para beijar a palma de sua mão.
"Eu posso pensar em algumas coisas pra manter sua boca ocupada, embora eu possa garantir que você não vai ficar quieta." – Eu sorri maliciosamente para ela.
Ela corou intensamente enquanto mordia o lábio inferior. Eu gostava de produzir exatamente isso. Bella parecia se esquecer de onde ela estava quando me encarava desse jeito. Ela quase parecia deslumbrada. Ela balançou a cabeça depois de um momento, tomando uma respiração profunda. – "Bem, Sr. Cullen, e como é que você pretende me manter quieta?"
"Bem, se eu sou de fato, a pessoa que você acha que eu sou, eu serei forçado a fazer muitas coisas horríveis e maldosas com você." – disse eu, tentando não vacilar.
"Ah é? Ser horrível e mal comigo?" – Ela ergueu a sobrancelha enquanto começava a levantar minha camisa lentamente.
"Humhum, horas e horas de tortura. Acho que vou começar tirando toda sua roupa e depois amarrando-a na cama. Vou ter que mantê-la desse jeito por horas, se não dias. Confie em mim, Bella... você vai estar gritando no final" – Disse arrogantemente e orgulhoso de mim mesmo por sua expressão chocada quando eu prendi seus braços acima da sua cabeça.
"Oh, meu Deus." – ela gemeu baixinho.
Me inclinei e comecei a beijar seu pescoço suavemente, deixando a minha língua a deriva sobre sua orelha. – "Sra. Cullen, eu tenho uma tortura especial reservada para... mulheres perversas igualzinhas a você. Está preparada pra isso?" – Eu perguntei, minha voz caindo várias oitavas. Ela estremecia enquanto minha respiração fluía sobre o ponto sensível em seu pescoço.
"Edward, pare de me provocar e me complete. Por favor." – implorou com sua voz arquejante.
"Ah, mas eu estava me divertindo tanto!" – Eu brinquei. – "Eu realmente queria te torturar. Tem certeza de que não está muito cansada?" – Eu perguntei, subitamente preocupado. Ela estava dormindo a alguns minutos atrás.
Sua blusa estava sobre sua cabeça e no chão antes mesmo que eu me desse conta. Como ela faz isso enquanto ainda estava por baixo de mim? As mãos puxaram com força o resto da minha camisa, empurrando-a de vez. – "Confie em mim Edward. Eu tenho energia suficiente para isso."
Ela me puxou de volta pra ela depois de retirar a minha camisa completamente. Nos rolamos e ela montou sobre minha cintura e inclinou-se para beijar meus lábios suavemente. Eu puxei o prendedor dos cabelos dela, deixando as mechas fluírem sobre os ombros. Ela balançou o rosto fazendo soltando ainda mais as mechas e mordendo o lábio.
"Bella." – eu disse suavemente, puxando-a para até o meu nível. Eu beijei seus lábios antes de falar novamente. – "Obrigado." – Seus cabelos pendurados em torno de nossos rostos, servindo de cortina para nos separar do resto do mundo. Nossos olhos se encaravam intensamente.
"Pelo quê?" – Perguntou ela.
"Por me deixar ter isso. Por hoje. Eu me diverti muito. Obrigado por me aturar." – Eu lhe respondi sério. Trouxe uma de minhas mãos até o cabelo dela, empurrando-o para trás da orelha.
"Edward, eu já lhe disse mil vezes: Eu não tenho que aturar você. Ao contrário." – Abri a boca para protestar, mas ela puxou a mão para cima, me sinalizando para parar. – "Não, nós não vamos mais discutir isso. Além do mais, nossa noite ainda não acabou." – E pela segunda vez hoje, ela piscou para mim.
"Bem, eu acho que tem você razão sobre uma coisa. A noite ainda não acabou. "
