Bom dia queridos leitores que acompanham a fic, estou gripada co 38º graus de febre e a garganta irritada, mas estou aqui postando o segundo capitulo do dia
Beijos, tentarei portar o mais rápido o capitulo seguinte.
Capitulo XI
— Oh, milorde parece não ter dormido nada! — Bella apiedou-se e a custo resistiu à vontade de acariciar o rosto de lorde Cullen. Depois fitou o irmão com expressão reprovativa. — Emmet, e a promessa de não mantê-lo acordado até tarde?
Um pequeno exército de funcionários do hotel entrava e saía do quarto de Emmet, carregando caixas e mais caixas até a carruagem.
— Sou inocente, eu juro — Emmet protestou com um rápido sorriso. — Após a sua saída, Bella, não fiquei mais de dez minutos no quarto de lorde Cullen.
— É verdade. — Edward anuiu e disfarçou um bocejo. — Nos meus dias de cavalaria, eu era capaz de dormir ao relento e debaixo de chuva. Agora estou muito mimado. Não consigo ter uma noite de sono decente se não for na minha cama em Cullen's house Espero que não lhes tenha acontecido isso.
— Eu caí sobre o colchão como uma pedra. Só mais tarde acordei para cobrir-me. — Emmet balançou o corpo de um lado para outro, ansioso para começar a sua nova vida.
— Eu também passei muito tempo acordada. — Bella fingiu concentrar-se nas luvas que calçava. — Eu também estranhei a cama.
Aquela era apenas uma parte do problema. Por isso conservava a cabeça baixa, para Lorde Cullen não ver-lhe o rosto. Por ser muito perceptivo, ele poderia imaginar que a despedida constrangedora da noite passada causara-lhe a inquietação.
O último funcionário saiu do quarto de Emmet, e Carmen apareceu no corredor atrás dele.
— Suponho que já terminamos tudo.
— Será uma longa viagem de volta a cidade Northamptoshire — lorde Cullen murmurou e consultou o relógio de bolso.
Ele, Emmet e Bella seguiram Carmen e os funcionários que desciam a escadaria ampla do Hotel Clarendon.
— Não leve Carmen a mal — Bella pediu a Edward. — Ela é muito preocupada com Emmet e comigo. Nem todas as pessoas têm a mesma maneira de demonstrar as emoções.
Carmen precisava fazer um alvoroço a respeito do conforto físico daqueles a quem amava e ficava irritada com qualquer um que, em sua opinião, pudesse representar uma ameaça para eles. O conde expressava suas emoções guiado pela intuição, algumas vezes lisonjeiras, críticas em outras. E lorde Cullen?
Milorde parecia disposto a esconder todas as emoções, talvez por não poder dominá-las. Seria possível que elas mudassem sem ninguém notar?
Eles deixaram o Clarendon alguns minutos depois e Bella franziu o nariz diante do nevoeiro londrino malcheiroso.
— Que dia melancólico!
Com o irmão amado pronto para abandoná-la, Bella não precisava de mais nada para ficar desanimada.
— Um dia nebuloso para a senhorita é o ideal para mim — lorde Edward lembrou-a, enquanto a ajudava a subir no coche.
Seria ilusão de Bella ou milorde segurava-lhe a mão mais do que o necessário?
— Se a senhorita quiser, podemos abrir as cortinas, Para ver por onde passamos. Embora se possa distinguir muito pouco em um tempo como o de hoje.
O veículo carregado rodou pelas ruas de Greenwich até as docas da Companhia Inglesa das índias Orientais, onde estava atracado o navio de Emmet. Depois de conhecer Londres, Bella não podia entender por que suas primas gostavam tanto da cidade e nem por que Carmen considerava um absurdo os Crowley nunca a haverem trazido para a capital junto com eles.
Bella ficava satisfeita porque o irmão não teria de passar a vida naquele lugar, em alguma situação desagradável promovida por seu tio. Mesmo assim...
Foi preciso reunir cada grão de energia para costurar um sorriso alegre no rosto, quando chegou o momento de dizer adeus a Emmet. E ficava ainda mais difícil mostrar animação ao ver Carmen piscar para controlar as lágrimas.
— Não esqueça de ir regularmente à igreja. E não arruine seu estômago empanturrando-se de comidas estranhas. — Carmen deu a Emmet uma pequena caixa. — Pus aí dentro alguns biscoitos. Não coma demais, se ficar enjoado.
— Eu comerei... quero dizer, não comerei. — Emmet abaixou-se para beijar a bondosa senhora no rosto. — Obrigado, Carmen. Cuide-se.
Ao despedir-se, lorde Cullen enfiou no bolso de Emmet uma porção de guinéus. — Tente não perder tudo nas cartas, antes de chegar à índia.
Emmet pôs a caixa de Carmen debaixo do braço e cumprimentou milorde calorosamente.
— Muito, muito obrigado por tudo, senhor. Procurarei seguir seus conselhos e não o decepcionarei. Espero ser um oficial à altura do que o senhor foi.
Depois foi a vez de Bella.
— Tenha um casamento esplêndido, irmãzinha. Terá de ser uma esposa muito especial para retribuir a lorde Cullen tudo o que ele fez por mim!
Bella abraçou Emmet pelo pescoço e apertou-o com toda a força. Se tentasse falar, desmoronaria em lágrimas.
Um apito agudo soou através da estação. Emocionado, Emmet beijou-a no rosto, desvencilhou-se da irmã e correu para a prancha de acesso. As lágrimas contidas a custo começaram a deslizar pela face de Bella e ela virou-se de costas, para não ver a embarcação. Precisava evitar que Emmet a visse chorando, caso ele olhasse para trás.
Ela percebeu que a seguravam. Imediatamente, foi puxada de encontro ao peito largo de lorde Cullen e envolvida por seus braços musculosos.
Bella procurou resistir à segurança e ao conforto oferecidos, sabendo que se tratava apenas de uma ilusão. Mas precisava muito daquilo, que lhe parecia tão sincero.
Seria possível que o sentimento de lorde Cullen houvesse mudado sem que ninguém notasse?, ela tornou a perguntar-se.
Nem ele mesmo?
