Disclaimer: As personagens pertencem a J. K. Rowling
Capítulo 11
Na mira das investigações
A porta dupla da enfermaria já estava à sua frente, bastaria mais uns passos e encontraria Malfoy em uma das camas. Hermione olhou para trás e descobriu Ginny a olhar nervosamente para ela. Esperaria que esta não mudasse de opinião, tinha demorado alguns minutos a convence-la de que precisava mesmo de fazer um interrogatório a Malfoy e que não o podia fazer sozinha.
-Não acho que seja uma boa ideia Mione. – declarou a ruiva. –Primeiro, não creio que o Draco faria uma coisa assim, quer dizer, o que ganharia ele com o teu casamento com Snape? E segundo, entre mim e Draco já não existe nada, não vejo como posso ser de ajuda.
Não era a primeira vez que Ginny dizia aquilo. Tinha dito quando lhe contou as suas suposições a respeito do loiro e de como ele andava estranho, tinha dito quando saíram da sala comum e quando se encontravam a caminho. E Hermione não sabia bem qual a melhor resposta a dar. Era do seu conhecimento que Malfoy tinha acabado o seu namoro secreto com a sua amiga e que isso era um ponto negativo no seu plano mas não podia falar com Malfoy sozinha, aí sim é que ele não lhe diria nada. Hermione contraiu o rosto numa careta. Pensando assim parecia que estava a utilizar Ginny… A careta que tinha feito aumentou. Vendo bem as coisas, sim, estava a utilizar Ginny. Isso fazia dela uma má pessoa? Talvez não a estivesse mesmo a utilizar mas sim a solicitar a sua ajuda. Isso soava bem melhor.
-Ginny, acho que não estamos a falar do mesmo "Draco" pois aquele que eu conheço é capaz de fazer coisas ainda piores e o facto de já não namorarem não significa que não confiem um no outro, certo? – inquiriu.
Hermione não estava confiante a respeito do que tinha dito pois nem sempre era verdade que quando duas pessoas acabavam continuavam a confiar uma na outra. Às vezes não era exactamente por duas pessoas não confiarem uma na outra que a relação de ambas acabava?
Ginny baixou o olhar e apertou os punhos.
-Não sei se ele confia em mim mas tenho a certeza que ele não é o monstro que dizem que é. Quantas vezes tenho de dizer que ele só age arrogantemente pois não pode agir de outra maneira? Pensava que tinhas acreditado em mim, Mione.
-Desculpa, Ginny. Não é que eu não confie em ti mas tens de perceber que depois de todas as coisas que Malfoy aprontou contra mim, Harry e Ron, não poderei deixar de pensar que Malfoy é capaz de fazer coisas cruéis.
Custava-lhe dizer aquelas coisas a Ginny. Parecia que a ruiva realmente amava Malfoy e que era capaz de defende-lo de tudo e de todos. Todavia não havia maneira de adivinhar se Malfoy era digno de toda a confiança de Ginny. E se ela estivesse enganada e o loiro fosse mesmo o que aparentava? O amor podia fazer com que se perdesse a capacidade de julgar a pessoa amada. Era a mesma coisa que ela, Hermione, se apaixonasse por Snape e passasse a dizer que ele era a pessoa mais carinhosa e amável do mundo.
Hermione suspirou e proferiu:
-Não vou exigir que entres, talvez seja difícil para ti encontrar-te com Malfoy.
Ginny levantou a cabeça e respirou fundo. Devia ter acabado de tomar uma decisão.
-Não posso dizer que seja fácil – riu nervosamente – mas está na altura de enfrentar as coisas por isso vamos lá conversar com ele.
Hermione sorriu e admirou a sua amiga. Gostava de ter a mesma coragem para resolver as coisas com Viktor. A situação entre eles os dois estava a ficar insuportável e se esperasse que Viktor tomasse a iniciativa de vir falar com ela podia estar condenada a esperar eternamente.
Juntas entraram na enfermaria. O silêncio era apenas quebrado pelo som de respirações ritmadas e calmas. Não existia praticamente luz nenhuma mas aquela que entrava pelas janelas altas era suficiente para se conseguir distinguir as camas e os contornos daqueles que nelas dormiam. Não havia sinal de Madame Pomfrey em lado nenhum, o mais provável é que já estivesse no seu quarto, continuou à enfermaria. Hermione fez sinal a Ginny com o dedo indicador em frente aos lábios para que fizessem o menos barulho possível. Não convinha acordarem a enfermeira.
Tentou ver onde estava Malfoy mas a menos que se aproximasse a todas as camas para ver os rostos de perto, não conseguia identifica-lo. Já se começava a arrepender do seu plano excessivamente apressado. Ao final de contas o que pretendia? Que Malfoy confessasse ter alguma coisa a ver com o seu casamento com Snape? Mesmo com Ginny ao seu lado começava-lhe a parecer muito improvável "arrancar" qualquer confissão do loiro. Era em alturas como aquela que adorava saber legilimencia ou ter um frasco cheio de Veritasserum. Como não era dotada de ambas as coisas o mais certo era ter trazido Ginny para ali por absolutamente nada. O casamento estava a afecta-la ainda mais do que pensou, ela não era de fazer aquele tipo de coisas. Quem agia sem pensar era Harry e agora ela, que sempre criticava o seu amigo por ser demasiado impulsivo, encontrava-se na enfermaria à 1 da manhã para fazer um interrogatório a Malfoy e cujos resultados seriam, quase de certeza, absurdos.
Sentiu alguém a tocar-lhe no ombro e virou-se na direcção de Ginny.
-Já sei onde está o Draco. – sussurrou a ruiva e apontou em direcção a uma das camas.
Hermione franziu os sobrolhos para tentar ver melhor a pessoa que dormia nessa cama mas a única coisa que distinguiu foi um vulto. Olhou novamente para Ginny como se ela fosse um género de Trelawney. Como sabia ela que quem estava naquela cama era Malfoy? E ia perguntar exactamente isso quando Ginny se adiantou:
-Só Malfoy poderia dormir com aquele urso de peluche. Fui eu que lhe ofereci.
Hermione voltou a olhar para a cama em questão e assim era. Ao lado do vulto estava um pequeno urso de peluche castanho claro. Esperem aí! Malfoy dormia com um urso de peluche??? Era impossível conciliar Malfoy, dormir e urso de peluche na mesma oração. Hermione fez o único que se lembrou: riu.
-Shiu, ainda acordas alguém, Mione. – avisou Ginny rigidamente.
-Desculpa mas como é possível que Malfoy… MALFOY durma com um urso de peluche e ainda por cima na enfermaria onde qualquer um possa ver?!
Era ridículo, isso, ridículo.
Ginny mostrou-lhe um sorriso triste.
-Eu ofereci-lhe o urso no seu aniversário. Estávamos especialmente felizes nesse dia… Ele confessou que nunca lhe tinham feito um gesto tão bonito e que apesar de toda a fortuna que os seus pais possuíam não lhe tinham oferecido nada durante todos os seus 17 anos. Draco tentou, como é lógico, esconder a desilusão que sentia pelo pai e pela mãe com um comentário sarcástico mas eu sei que ele não teve uma das melhores infâncias. – Ginny suspirou com pesadez e prosseguiu –Sei que a ideia de oferecer um urso de peluche é muito "melosa" mas bem, às vezes fazemos coisas estúpidas quando estamos apaixonados. – declarou.
-Malfoy ainda tem o urso… - foi tudo o que Hermione conseguiu dizer.
-Pois e isso significa que talvez houve alguma razão mais forte e exterior a ele que fez com que Draco acabasse o seu namoro comigo. Se já não sentisse nada por mim não estaria a dormir com o urso, certo?
Hermione assentiu. Ginny devia estar certa. Se Malfoy, um Slytherin chegou ao ponto de dormir em "público" (estava na enfermaria qualquer pessoa… mais precisamente um Gryffidor podia o ver) com o urso de peluche que Ginny lhe tinha oferecido então era porque a ruiva não lhe era completamente indiferente, muito pelo contrário, devia ser alguém muito especial para ele. Quem diria… Um Malfoy e um Weasley.
Bem, isso não tirava o facto de Malfoy ser o "Culpado". Hermione aproximou-se da cama onde começou a distinguir o cabelo loiro platinado para nada normal. Ginny aproximou-se também e colocou-se ao seu lado ao mesmo tempo que abanava ao de leve Malfoy.
-Pára Blaise! Quero dormir, estúpido. – grunhiu Malfoy entre sonhos e acomodando-se mais nas almofadas.
-Draco acorda. – sussurrou Ginny ao ouvido do loiro.
Hermione viu como os olhos de Malfoy se abriram de repente e como este se sentou rapidamente. Ele pareceu confuso por um momento mas depois fixou o olhar em Ginny e elevou uma sobrancelha sorrindo. Sim, ele estava mesmo a sorrir… foi estranho…
-Ginny? Mas…
Foi então que Hermione mordeu o lábio inferior com nervosismo. Malfoy tinha acabado de reparar em ela. Agora era só pegar na varinha e mandar-lhe, a ela, algum feitiço bastante doloroso, mas em vez disso, Malfoy apenas abriu a boca, fechou-a e voltou a abri-la.
-…mas o que faz aqui a sangue-de-lama?! – perguntou a Ginny.
-Hum…
-Preciso de te fazer umas perguntas. – disse Hermione interrompendo Ginny.
Malfoy encostou-se nas almofadas descontraidamente e forneceu-lhe um sorriso muito diferente do que Hermione tinha visto antes: o famoso sorriso sarcástico.
-E o que te faz supor que eu darei as respostas? – inquiriu.
-Por favor Draco, trata-se de Snape, eu sei como o admiras. – insistiu Ginny sentando na berma da cama.
-Vão-se embora daqui, estou farto de Gryffindors e não me encontro de muito bom-humor. Ah e só ver esta sangue-de-lama sinto náuseas. – disse a Ginny.
Hermione cerrou os dentes. Malfoy estava a ignorá-la.
-Alguém realizou a mim e a Snape o ritual de casamento. – proferiu gravemente.
-Eu sei. – ripostou Malfoy olhando desta vez para ela.
-Foste tu? – perguntou.
-Até parece que acreditarias se dissesse que não.
Hermione considerou. Realmente como podia saber se o que diria Malfoy era verdade ou não? Agora tinha a certeza de que falar com Malfoy, alguém em quem não confiava, tinha sido uma muito má ideia.
-Não foi o Draco, Mione. Isso é impossível, Snape é seu padrinho e foi como um pai para ele! – exclamou Ginny de súbito fazendo com que tanto Hermione como Malfoy fixassem os olhos nela. – Diz-lhe Draco, diz-lhe que nunca farias uma coisa assim a ele…
Malfoy fechou os olhos e esfregou as pálpebras com uma das mãos.
-Não fui eu está bem? Também tenho feito umas investigações e creio que o mais provável é que tenha sido um dos vossos. – declarou Malfoy depois de uns segundos de silêncio.
Malfoy estaria a dizer a verdade? Hermione olhou para o outro lado da enfermaria como se pudesse encontrar a resposta aí.
-Estás a ver Mione, não foi o Draco. – Ginny apertou a mão pálida do loiro.
-Não sei porque me dou ao trabalho de falar com alguém como tu. – disse Draco olhando para Hermione como se esta fosse algo muito inferior. Talvez algo ainda mais inferior que um animal. – Nem porque estou a dar-te explicações mas de uma coisa tenho a certeza quem quer que obrigou o meu padrinho a passar a vida unido a ti vai pagar muito caro.
Talvez não fosse mesmo Malfoy o "Culpado" mas se não era ele então quem poderia ser? Estava a ficar desesperada… Será que nunca chegaria a descobrir quem originou tudo aquilo?
-Draco… - uma voz que não pertencia a Ginny tirou-a das suas meditações e Hermione procurou com os olhos de onde tinha provindo a voz estranhamente conhecida.
-É Pansy, tem estando a murmurar o meu nome desde que aqui chegou… Não te preocupes, ela está a dormir. – esclareceu Malfoy a Ginny.
-Eu vou matá-la! – a ruiva levantou-se de repente mas Malfoy agarrou-a pelo braço.
-Não agora. – retorquiu Malfoy.
Hermione lembrou-se da poção de amor.
-Como é beber uma poção de amor, Malfoy? – perguntou ironicamente.
-É definitivamente melhor do que te ver a ti, ao mend… - olhou para Ginny. – ao Weasley ou ao idiota do Potter. Muito melhor, acredita.
-Não percebo… - declarou Ginny. – Aquela estúpida… odeio-a… como é que ela se atrev…
-Com ciúmes? – Malfoy sorriu com sarcasmo.
A ruiva ficou com o cabelo da cor do cabelo e Hermione teve de se controlar para não rir.
-Ela não está interessada em mim. A traidora gosta do idiota do Potter. É estúpida em escrever um diário e ainda mais estúpida por deixá-lo em qualquer lado. – revelou o loiro friamente.
Hermione sentiu os neurónios a começarem a juntar os dados. Se Parkison gostava de Harry e não de Malfoy porque tinha feito e dado uma poção de amor a este último? Alguma coisa ali não encaixava. Não havia nenhuma razão para ela o ter feito a não ser que…
-Alguém a utilizou. – afirmou Hermione firmemente. – Pode ter sido vítima de uma maldição Imperius o que acho pouco provável tendo em vista que além de ser uma maldição difícil de efectuar ela começaria a agir de uma maneira estranha…
-Pansy tem agido como sempre, eu teria suspeitado se houvesse alguma mudança nela. – comentou Malfoy.
-Existe alguma outra maneira de controlar alguém? – questionou Ginny.
-Sim, várias até. São muito menos eficientes que a maldição Imperius que controla a pessoa completamente mas que podem ser utilizadas para persuadir e convencer as vítimas a fazerem determinadas coisas. – explicou Hermione. – Já li a respeito disso.
-Então podem ter feito isso a Parkinson. – disse Ginny mais aliviada.
-Parkinson comeu alguma coisa esquisita ou foi atingida por algum feitiço ultimamente? – perguntou Hermione.
-Bem, ela comeu umas verduras que mais pareciam musgo à uns dias atrás e quanto ao ser atingida por um feitiço, a única coisa que a atingiu foi a máquina fotográfica desse tal Creevey.
-Hum…
-Há uma coisa que não percebo. – revelou Ginny. – Porque quereriam que Parkinson desse uma poção de amor a Draco?
-Malfoy estava a fazer investigações sobre o "Culpado" do meu casamento com Snape. Talvez este o quisesse tirar do caminho. – meditou Hermione.
-Mas como uma poção de amor? – Ginny parecia pouco convencida.
-Queria me distrair. E que melhor distracção do que andar atrás de Parkinson como um animal de estimação? – declarou Malfoy com seriedade.
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Snape acordou tarde nessa manhã. Tinha sido chamado de madrugada e o seu encontro com o Lord das Trevas não fora muito tranquilizador. Não é que esperasse outra coisa, sabia distinguir muito bem o que era ou não possível. O tema da conversa tinha sido: o seu suposto filho com Hermione. E Snape não tinha uma boa resposta para dar o que lhe fez optar por uma mentira. Dissera que Hermione estava grávida e que tudo estava a correr bem.
Teria de apressar as coisas. Se o Lord descobria que não tinha contado a verdade... bem, nem queria pensar. Cautela permanente como dizia Moody, um passo em falso e zás. O problema residia em falar com Hermione. Chegaria ao pé dela e diria "esta noite faremos o combinado"? Não, não soava de todo bem mas que outra coisa poderia dizer?
Snape vestiu-se com as habituais roupas negras e encarou o seu reflexo no espelho acima do lavatório da casa-de-banho.
-Já não tens dezassete anos, age como alguém da tua idade, por amor de Merlin!
Podia tratar qualquer situação. Podia matar outros seres humanos num ápice e sem remorsos, podia inventar novas poções e feitiços, podia ser um dos poucos feiticeiros que controlavam a Oclumencia e Legilimencia com mestria, podia ser alguém em quem podiam confiar mas não, não podia nem conseguia lidar com emoções. Era um campo em que se sentia como um peixe fora de água. Nunca tivera qualquer oportunidade de poder expressar o seu amor e agora nem sequer sabia o que significava essa palavra. Para si era como um mito. Nascido de uma verdade mas que se tornava numa mentira. A única vez em que acreditou que sentia amor no final apenas restou angustia e frustração. Será que amor era apenas uma ilusão para iludir os fracos e fazê-los desejar morrer?
Snape agarrou num dos frascos vazios em cima do lavatório e atirou-o ao espelho. Estava farto de pensar naquelas coisas! Porque estava a pensar no amor? Lily já não se encontrava ali, não precisava de se torturar com isso. E não tinha que se preocupar em encontrar uma forma suave de dizer a Hermione que tinham de ter sexo! O que lhe importava os sentimentos da Gryffindor depois de tudo?
Já não se conseguia enganar mais. Hermione começava a preocupá-lo, não queria que ela sofresse. Se ela tinha de passar a vida ao seu lado queria que pelo menos essa vida não fosse tão má. Gostava quando ela se irritava, ria ou se concentrava em alguma coisa. Era uma rapariga forte e determinada. Podia considerar que Hermione era parecida com ele em algumas coisas. Ambos não desistiam facilmente e lutavam mesmo quando o mais provável era perderem a luta.
Saiu da sua habitação perto da hora do almoço. Era sábado não tinha de dar aulas e, como todos em Hogwarts faziam questão de o lembrar, havia um jogo de Quidditch entre os seus Slytherins e os desesperantes Gryffindors.
Cachecóis verdes e prata e vermelhos e doirados vagueavam por todo o castelo numa festividade "à priori". Só esperava que não terminasse humilhado perante os outros chefes de equipa mais uma vez. Desde que Potter tinha colocado os pés em Hogwarts uma maldição abatera-se na equipa de Quidditch dos Slytherins. Só poderia ser isso! Mesmo com o jogo sujo das suas serpentes a vitória escapavam-lhes das mãos. Custava muito agarrarem-na?
-Severus, preparado para mais um jogo?
-Claro. – respondeu.
Dumbledore sorriu, acertou os passos com os seus e deu-lhe uma pequena bandeira com umas letras grandes e brilhantes que formavam de tempos a tempos as palavras: "Os Slytherins são os campeões!" e "Força Slytherin!".
Snape ergueu uma sobrancelha confuso. Dumbledore não esperava mesmo que ele andasse com uma bandeira pelos corredores, certo?
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-Por quanto será que os Slytherins perderão desta vez? – inquiriu Dean.
-Não podemos fazer a festa antes do tempo. E se perdemos? – contrapôs Neville temeroso. Apertava Trevor nervosamente.
-Se perdermos seguimos em frente, é só um jogo! O mundo não vai acabar! – declarou Hermione pela enésima vez nessa manhã.
Encontravam-se a caminho do campo de Quidditch. Gryffindor contra Slytherin era sempre um jogo recheado de tensões e a maioria delas não se passava propriamente em cima das vassouras. Por todo o lado os alunos da casa das serpentes e os alunos da casa dos leões batalhavam fragorosamente com palavras. Quanto mais humilhantes eram estas mais poderosos se sentiam.
Hermione não conseguia perceber onde estava a graça. Preferia milhões de vezes estar na biblioteca ao calor de uma lareira a ler um bom livro de História da Magia. Mas Harry e Ron condenariam-na à fogueira…
-O Seamus está a vender qualquer coisa. Já venho! – avisou Dean perdendo-se entre a multidão.
Hermione seguiu-o com os olhos até se deparar com a imagem de um rapaz com um chapéu enorme e em forma de leão que retirava outros chapéus de dentro de um saco e os distribuía aos outros alunos recebendo em troca galeões. Seamus fez-lhe lembrar os gémeos Weasley. Só esperava que se limitasse a chapéus.
-Como estás Mione?
Hermione virou-se para Neville e sorriu.
-Estou bem Neville, e tu?
-Também. Ontem não foste às aulas de manhã, pensei que te tivesse acontecido alguma coisa.
Sentaram-se numa das bancadas altas.
-Tive de falar com o professor Snape. – declarou.
Ao longe viu Harry e Ron a montarem as respectivas vassouras. Acenou-lhes e eles devolveram-lhe o aceno. Mais uns minutos e teria de aguentar outro jogo. Quanto tempo faltaria para terminar?
-Deves estar a viver um pesadelo. – comentou Neville pensativamente. – Se estivesse no teu lugar acho que me atirava de uma vassoura abaixo.
Hermione riu e Neville imitou-a.
-Tonto. – disse Hermione carinhosamente. – Não está a ser assim tão horrível como pensei.
-Não? – indagou Neville confuso.
-Não? – questionou outra voz atrás deles.
Tanto Hermione e Neville quase saltaram do assento com o susto.
Snape estava de pé com os braços cruzados e uma sobrancelha erguida nas bancadas dos Gryffindors. Das duas uma: ou não tinha reparado ou estava-se a lixar para isso. Hermione optou pela segunda.
-P-professor? – inquiriu Hermione observando-o de cima a baixo.
-Há uns segundos atrás ainda o era. – respondeu este.
-O que está a fazer aqui? – Hermione olhou para Neville mas este encolheu os ombros nervosamente.
-Venho assistir ao jogo, pensei que fosse óbvio.
-Mas aqui?
-Porque não? – Snape descruzou os braços e sentou-se do lado direito de Hermione.
Hermione desejou evaporar. Todos os Gryffindores que andavam por ali perto olharam para ela como se tivesse a culpa de Snape estar ali. Bem, agora podia ir para a biblioteca sem temer arder na fogueira, os outros Gryffindors fariam isso com prazer quer ela ficasse ali ou fosse embora.
-Depois do jogo acompanhe-me até aos meus aposentos. Temos certas coisas para tratar. – disse Snape junto ao ouvido dela fazendo com que Hermione sentisse um arrepio ao logo da coluna. Estava a ficar doente?
-S-sim. – respondeu.
O que queria Snape?
Aqui está o capítulo!! O que acharam? Isto está a tornar-se complicado para Hermione e para Snape!! Quem é o(a) famoso(a) e anónimo(a) "Culpado"? Hum… eu sei! Eu sei! Eu sei!!!!!! Eh eh eh… Acho melhor contratarem algum detective para os ajudar…
Para o próximo capítulo tinha planeado um Lemon mas… sim, mas… o problema é que eu nunca escrevi um Lemon na vida e nem sei como o escrever. Preciso de ajuda!! Please!! Caso contrário não o farei… e se fizer será o Lemon mais estúpido e horrível que já leram!! Estão avisados!! Eh eh… :P
Quero agradecer os comentários que me deixam. Fazem-me mesmo muito feliz!! É mesmo muito agradável ver que estão a gostar. Obrigada, obrigada, obrigada!!!! Beijocas para todas!!!!
