De Agora em Diante
Capítulo 10
Nem mesmo os olhos podiam ser vistos por trás da máscara de hockey. A pessoa que estava ali segurava um longo facão em uma das mãos.
Seifer não pôde se conter, era demais para ele. Sua risada era tão forte que seu estômago doía.
- Por que você tá rindo? Você não teme pela sua vida?
O loiro estava sentindo lágrimas escaparem pelos seus olhos. Ele precisou esperar um longo tempo até que seu riso pudesse parar. Respirando fundo, ele olhou para a figura mascarada... para rir uma vez mais.
Mas em dado momento ele finalmente parou.
- É só que... Como eu posso ficar com medo de um assassino que tem a metade do meu tamanho?
- Eu não sou... – a garota murmurou. – Esquece. – Ela tirou a máscara e colocou a faca de plástico sobre a mesa da cozinha.
- O que você tá fazendo andando pela casa assim? – Seifer perguntou.
- Só experimentando a minha nova fantasia de halloween.
- No meio da noite?
- Eu tava com tédio...
Seifer abriu a porta da geladeira e pegou uma lata. – Você quer cerveja?
- Claro. – A garota sentou-se na cadeira. – Por que não?
- Toma. – O garoto entregou a lata.
Selphie a abriu e tomou um gole. – Estou pensando em fazer uma fogueira amanhã.
- Wooahhh. Toma cuidado. Ou você vai matar a gente.
- Você não confia em mim?
- Não.
- Malvado. – A garota colocou seus antebraços sobre a mesa e repousou sua cabeça neles.
- O que foi? – Seifer acariciou os macios fios castanhos.
- Eu tô me sentindo solitária.
- Há, você? Solitária?
- É... – Selphie fechou os olhos e aproveitou a carícia. Então ela abriu seus olhos novamente. – Você tem notícias da Fujin?
- Ahhhh... Ela tá bem.
- Ela tá vendo alguém?
- Ah... Eu não sei. Ela nunca me conta nada... – Seifer sentou-se do lado da garota. – Mas, espera. Eu pensei que você tivesse a fim da senhorita professora.
- Ahhh... Ela é um sonho. Linda demais para ser verdade. Mas, você sabe, ela é tão hétero, não é justo.
- É... você tá certa, mas... Sabe, depois que a gente descobriu que o Kinneas e o Leonhart... Eu já não sei de mais nada. E olha que eu sou muito bom pra saber essas coisas... – Seifer pausou por um breve momento e refletiu sobre o que dissera. - Pelo menos, era o que eu pensava.
- E você e o Zell?
- Hum...
- Muito sexo selvagem?
- Mais ou menos.
- Você tá vermelho?
- Eu não tô. Eu nunca fico com vergonha. Nunca.
A garota riu. – Tá bom.
- Eu vou falar com a Fujin.
- Verdade? – A garota sorriu. – E como eu posso pagar pelo favor?
- Por favor, nada sexual.
- Vou tentar. – Selphie se levantou. – Entãooo... Agora eu acho que tô com sono. – A garota bocejou. – Boa noite, Seif.
- Boa noite.
E a garota deixou o garoto aproveitando o tempo com a cerveja dele e o resto da dela. Ela subiu as escadas e abriu a porta do quarto devagar, silenciosamente, pelo menos uma vez na vida. A outra garota estava dormindo tão docemente, mesmo com a tempestade ruidosa do lado de fora.
Selphie se ajoelhou ao lado da cama da Quistis e observou ela dormindo, afastando algumas mechas que caiam sobre o rosto bonito.
- Quistis – a garota sussurrou.
A loira não fez sinal algum de que havia percebido a presença da outra.
- Posso beijar você? – ela perguntou em um tom de voz quase inaudível.
Decidindo que se alguém não diz não, é um sim automático, ela pressionou seus lábios aos lábios cheios da loira. Eles eram tão macios e perfeitos. De repente, Selphie sentiu a boca se abrindo levemente e ela poderia ter continuado, não fosse pelo fato de aquilo ter sido um sinal que a outra garota havia acordado.
- Selphie? – Quistis perguntou, um pouco desorientada. – O que você tá fazendo?
A garota olhou para a sua amiga com grandes olhos verdes. – Estou tirando vantagem de você enquanto você dorme, você vai me castigar?
Quistis arqueou uma sobrancelha perfeita e sentou-se na cama. – Não, por que eu faria isso?
- Você sabe que eu acabei de beijar você? – Selphie perguntou corajosamente.
A loira piscou. – E?
- Você não tá brava?
Quistis pensou por um momento. – Não.
- Mesmo?
- Selphie, eu não acho que é nojento ser beijada por você. Garotas são, na maioria das vezes, mais legais que homens. Eu só estou preocupada. Sabe, eu não quero dar esperanças para você. Você sabe que eu não sou disso.
- Mas você nunca se perguntou, como seria?
- Ah, claro! Quem não se pergunta alguma hora na sua vida? Eu não sou hipócrita.
- E então?
- Eu não sei. Eu ainda não cheguei a uma conclusão. Se você me perguntar, eu nunca namoraria uma mulher agora. Mas nunca? Quem sou eu para dizer que eu nunca faria alguma coisa.
- Ah... – Selphie sentou-se na cama e olhou para o chão. – É... eu acho que eu meio que sabia disso.
- Não fica triste, querida.
- Sabe... – Selphie acariciou a coxa de Quistis sobre as cobertas. – Eu não tô triste. Eu pensava que eu ia ficar. Só que eu também não estou feliz... – A garota sentiu a mão da sua amiga acariciar a sua. – Quisty?
- O quê?
- Posso beijar você? Sabe, de verdade. Eu tô morrendo por isso... – A garota pediu.
- Ah, Selphie... – Quistis suspirou. – Tá bom... tenta provar que eu estou errada.
A morena não hesitou em aproximar seu rosto do da outra garota e encostar seus lábios aos outros. Eles se abriram gentilmente, convidando-a e Selphie pensou que era um sonho se tornando realidade. Ela lambeu os lábios lentamente, provando-os antes de aprofundar o beijo e fazer suas línguas se encontrarem languidamente. Selphie gemeu no beijo e o aproveitou pelo máximo de tempo que pôde, sugando e beijando os lábios molhados uma última vez.
- Ah... – Selphie suspirou, ainda sonhando. – Você beija muito bem.
- Não precisa ficar me elogiando. – A garota suspirou.
- Mas é verdade. – Selphie beijou os lábios da loira uma última vez. – Sabe... Eu sempre vou lembrar disso.
- Ok. – Quistis sorriu. A chuva estava caindo pesadamente do lado de fora e o corpo pequeno da garota emanava um calor tão bom.
- Posso dormir aqui? – Selphie perguntou. – Eu prometo que eu não vou molestar você... muito.
- Ah, e eu posso confiar em você?
- Eu prometo que sim.
Quistis suspirou. – Tá bom.
E Selphie sorriu, acomodando-se no calor da outra garota.
xxx
As respirações ofegantes ecoaram pelas paredes da caverna. Eles haviam corrido como loucos quando as primeiras gotas de chuva começaram a cair, mas mesmo alcançando a proteção das paredes de pedra, os dois ainda ficaram um pouco molhados.
Os olhos violetas de Irvine observavam como a chuva caia sobre a floresta, sem misericórdia.
Squall observou o belo rosto de Irvine enquanto ele olhava maravilhado para a ação da natureza. Algumas das mechas de cabelo estavam grudadas ao rosto dele, enquanto pequenas gotas escorregavam sobre os fios. Irvine sempre fora tão incrivelmente bonito.
- Cara, eu acho que a gente vai ficar preso aqui por um tempo. – O garoto de cabelos compridos olhou para Squall.
- É, acho que sim...
- Elas ainda funcionam? – O jovem perguntou sobre as lanternas.
Squall as testou. – Funcionam.
Embora estivesse chovendo, o céu estava curiosamente claro, em parte pelo luar atravessando as nuvens e parte pelo constante relampejar sobre o céu; então a dupla conseguia ver consideravelmente bem na entrada da caverna. No entanto, eles teriam de usar as lanternas na parte interna.
- Você acha que é seguro ir lá dentro? – Irvine perguntou, sem conseguir ver muito do interior da caverna.
- Bom, eu acho que tem os mesmos riscos de antes.
- Você sabe se esse lugar inunda ou alguma coisa assim?
- Hum... – Squall pensou por um momento. – Nós estamos num terreno numa altitude superior a do rio... Acho que não.
- Você acha que tem morcegos ou coisas estranhas lá dentro?
O moreno apoiou uma das mãos em seu quadril. – Não era você quem estava tão ansioso para conhecer aqui?
- É... Mas agora... Eu não sei.
- Você quer ficar aqui?
- Você quer ir lá dentro?
Eles se encararam.
E continuaram a se encarar.
- Tá legal. – Squall finalmente disse. – A gente fica aqui.
- Não. – Irvine pegou no braço dele. – A gente pode entrar lá dentro. Você queria, não queria? Explorar a caverna. Você quer?
Squall olhou profundamente para os profundos olhos azuis. – Quero – ele confessou.
- Então, vamos lá.
Ambos ligaram suas lanternas e avançaram pela caverna. A princípio, eles apenas viram paredes de pedra e folhas secas estalando sob seus pés, mas logo eles começaram a ver pequenos morcegos olhando para eles de ponta-cabeça. Alguns bateram suas asas com raiva pela intrusão e voaram sobre as cabeças deles antes de saírem do local.
Depois de alguns minutos, eles alcançaram uma divisão no caminho.
- O que você acha? Esquerda ou direita? – Squall perguntou.
- Pra trás?
O moreno piscou. – Você quer voltar?
Irvine choramingou. – Eu vou pra onde você for...
Só não me deixa sozinho.
O mais alto entrelaçou seu braço com o do mais baixo e foi guiado para a esquerda. De alguma forma, eles estavam indo para um nível abaixo e um som de gotas se tornou mais presente quanto mais eles avançavam.
A respiração de Irvine ecoou pelas paredes da caverna, mas Squall prestou mais atenção para o jeito que o ar quente acariciava seu cabelo e a parte superior do seu rosto, de tão perto que estavam. Estaria Irvine com medo? Se fosse, Squall estava se aproveitando bem desse temor, tendo a chance de sentir seus corpos tão próximos.
- Irvine?
O garoto parou. – O quê?
- Eu...
- Olha! – O grito de Irvine reverberou uma porção de vezes.
Squall olhou à frente e viu a fonte do som de água. Era um lago subterrâneo. As águas esverdeadas tremeluziam com o reflexo das lanternas.
Irvine soltou o seu braço do de Squall e caminhou na direção do lago. Ele se abaixou e tentou ver o seu reflexo sobre a superfície, mas a água não mostrou nenhum.
- O que você está fazendo? – Squall perguntou ao ver Irvine esticando os dedos para alcançar a água.
- Tentando provar.
- Irvine! – O garoto se abaixou ao lado do outro e pegou o pulso dele. – Não.
- Mas...
- A gente não sabe se pode...
- Squall, nós nunca vamos saber se a gente não tentar. – Ele pegou um pouco da água em sua mão e a trouxe para a sua boca.
O moreno olhou para ele na expectativa. -... Então?
- É estranho – Irvine concluiu.
- Talvez sejam os minerais.
- É... pode ser. – O garoto se levantou e olhou ao seu redor. Havia algumas estalactites e estalagmites em alguns lugares. – É lindo.
Squall concordou. Então ele olhou para o lago mais uma vez. Ele parecia bem profundo.
Depois de algum tempo admirando a arquitetura natural, eles fizeram o caminho de volta até alcançarem a bifurcação outra vez, decidindo então tomar o caminho não explorado. Depois de encontrarem alguns morcegos diferentes e formas de vida estranhas, eles perceberam que quanto mais avançavam, mais as paredes ganhavam tonalidades diferentes. Elas pareciam mudar de cor e ficarem com um tom mais arroxeado.
Os dois continuaram andando até acharem um caminho sem saída.
- Então... Acho que a gente para aqui – Irvine disse.
- Você acha que a chuva parou?
- Não.
Squall tentou dizer algo, mas logo esqueceu o que diria e olhou para o chão.
Irvine percebeu aquilo e olhou na mesma direção.
Havia ferramentas no local.
- Alguém esqueceu aqui.
- É.
Elas pareciam enferrujadas, mas não muito velhas. Entre as ferramentas havia uma grande pá e algumas cordas.
- Tem algo enterrado aqui... – Irvine disse.
- Pode ser.
- Você acha que...
- Irvine, não entra em pânico, não é nada.
- Mas e se...
Squall abraçou o outro garoto com força. – Não é nada...
Irvine queria acreditar no que o outro garoto dizia. Ele realmente queria.
- Pode confiar em mim, Irvine. – Squall acariciou o rosto dele. – Vamos voltar.
- Tá legal – o rapaz respondeu.
Eles voltaram em silêncio. Próximos um do outro. Eles andaram e andaram, ansiosos para achar a entrada da caverna, e quando eles a encontraram, perceberam que seria impossível voltar para casa naquele momento. Ainda estava chovendo torrencialmente.
Embora estivesse frio e eles precisassem permanecer no local, não era tão ruim. Suas mentes ainda refletiam sobre o que estaria enterrado na caverna, mas era inútil pensar naquilo naquele momento. Era de alguma forma agradável ver as gotas de chuva banhando a copa das árvores. Era como se a viagem tivesse valido a pena; só para ver aquele cenário. Só para ficar longe do mundo em que eles costumavam viver. Só os dois.
- Sabe – Irvine começou. – Eu realmente gosto de ficar aqui com você.
O coração do Squall começou a bater mais rápido e ele não teve coragem de olhar para o outro nos olhos.
Você não sabe o quanto eu...
Mas então ele foi pressionado contra a parede, a fria superfície de pedra contra suas costas.
- Eu realmente gosto. – Irvine falou ao seu ouvido. Então ele ofereceu seu pescoço para que Squall mordesse. Ele gemeu suavemente ao sentir o moreno aceitando seu convite e arranhando sua pele com os dentes dele. Irvine apreciava a sensação enlouquecedora da superfície afiada em contraste com a sensação de suavidade quando os lábios acariciavam o mesmo ponto. Ele pegou a nuca de Squall com uma das mãos e o beijou profundamente, provando a boca dele de maneira apaixonada, enquanto ouvia os sons que eles faziam ecoando pelas paredes da caverna.
Quando o beijo acabou, Squall sentiu a boca de Irvine sobre o seu pescoço, sugando e mordendo com entusiasmo. Seus corpos começaram a se esfregar um contra o outro, assim como seus membros cobertos. Squall sentiu o sangue percorrendo seu corpo, indo para baixo, fazendo a sua mente rodar. E Irvine continuava pressionando-o e se movendo contra ele.
Em dado momento, Irvine aliviou um pouco a pressão do seu corpo, para dar mais espaço a si, abrir suas calças e alcançar seu pênis. Ele pegou uma das mãos de Squall e o fez tocá-lo, encorajando-o com palavras sussurradas. Ele amava a sensação da mão de Squall, na verdade, ele amava tudo que pertencia ao conjunto. O moreno era tão incrivelmente lindo.
Achando que era rude apenas receber e não dar nada em troca, Irvine abriu as calças de Squall e decidiu ajudá-lo. Ele olhou para baixo e inspecionou o membro ereto.
- Eu sempre achei que o seu pau era bonito.
Squall não estava esperando aquele tipo de comentário, mas ele não poderia dizer que não estava no contexto.
Irvine moveu sua mão sobre ele algumas vezes. – Você gosta do meu também?
O moreno olhou para baixo. Ele tinha um bom tamanho e formato, um pouco mais comprido que o seu, mas quase da mesma grossura. Ele definitivamente gostava, então
- sim.
Irvine certamente gostou da resposta e gostava ainda mais da mão de Squall trabalhando sobre ele, então não demorou muito para que o garoto gozasse deliciosamente. Ele encostou seu rosto no ombro do moreno e esperou até recuperar seu fôlego. Squall gozou logo depois, pensando que cairia se não estivesse pressionado contra a parede.
- Squall... – A voz sussurrada provocou seu ouvido. Ele sentiu uma das mãos de Irvine subir pela parte de trás da sua coxa, apertando-o por trás.
-...O quê? – O moreno perguntou com a voz trêmula.
- Quando a gente voltar pro quarto – Irvine percebeu que havia parado de chover. – Deixa eu comer você?
Squall respirou fundo, e sentiu-se sua cabeça rodar ainda mais. Como ele poderia dizer não?
A floresta emanava um cheiro úmido de chuva e as folhas no chão criavam um barulho escorregadio toda vez que eles pisavam sobre elas. Estava frio, mas eles não se importavam. Os jovens se ajudaram em locais difíceis e depois que Irvine estendeu sua mão para ajudar Squall a subir uma árvore caída, ele não rompeu o contato, deixando-a segurar a do moreno pelo resto do caminho de volta.
Quando entraram na casa, todos já estavam dormindo há muito. Eles fizeram seu caminho o mais silenciosamente possível pelos corredores e tão logo alcançaram a segurança do quarto e fecharam a porta, Irvine começou a tirar suas roupas. Seguindo o exemplo do mais alto, Squall decidiu tirar as suas também.
- Espera.
O moreno encarou Irvine na expectativa. O que estava acontecendo?
- Deixa as calças de couro.
Squall arqueou uma sobrancelha.
- Eu gosto delas. – Irvine sentou-se na cama. – Eu gosto do jeito que você me chupa também. – O garoto encarou os olhos azuis acinzentados. – Faz de novo.
Squall olhou para o volume nas calças de Irvine e caminhou na direção da cama. Ele se ajoelhou entre as pernas do garoto e massageou suas coxas.
- Vai, lindo. – Ele olhou para baixo ansiosamente.
Squall sorriu maliciosamente por um breve momento, antes de beijar a ponta. O moreno sentiu-se um pouco nervoso. No outro dia ele havia agido quase sem pensar, seus pensamentos confusos em sua mente. Porém, aquela era uma situação diferente. Ele queria tanto agradar.
Tentando afastar as preocupações da sua mente, ele pôs a cabeça em sua boca, soprando ar quente sobre ela, antes de sugar gentilmente. Ele levou uma das mãos até a base e começou a masturbar Irvine, enquanto sua boca ainda estava concentrada na extremidade. Ele decidiu então dar atenção ao resto e sugou um caminho pela parte de baixo do pênis, da base até a ponta. Squall lambeu seus lábios antes de colocar o máximo que pôde em sua boca e chupar. O membro de Irvine estava respondendo bem ao estímulo, e Squall sentiu seu próprio órgão implorando para ser liberto da sua prisão de couro. Ele levou a sua mão livre até lá, mas sentiu Irvine puxando seu cabelo, fazendo-o interromper seu intento.
- Eu tiro ela depois.
Squall quase expressou um gemido de frustração. Ele queria tanto se livrar do couro que ele amava tanto em outras situações.
- Não para... – Irvine disse com a voz rouca de prazer.
E Squall obedeceu. Ele moveu sua boca para cima e para baixo e o chupou uma porção de vezes, antes que a sua mão tentasse alcançar seu membro coberto novamente. Ele estava tão excitado e o pensamento de não ser permitido se tocar o fazia ainda mais desesperado por aquilo. Mas então Irvine o advertiu a não fazê-lo e o moreno não o contrariou. Squall tentou focar sua atenção na sua tarefa principal e fez o que pôde para satisfazer Irvine. Mais uma vez ele o provou quando sua boca foi preenchida e ele continuou a sugar até a última gota ser liberada.
Irvine suspirou de contentamento e tentou se recuperar para que pudesse cumprir seus outros planos. Ele esteve pensando nisso por todo o caminho pela floresta; como seria. Olhando para baixo, ele viu Squall ainda ajoelhado, com uma expressão semelhante à dor no seu rosto bonito.
O moreno esperava.
Bem lá no fundo, Irvine sempre soube do poder que exercia sobre o outro garoto e que ele poderia pedir tudo o que quisesse dele, mas só então ele se deu conta da completa extensão daquilo. Só ele podia fazer aquilo.
- Vem aqui. – Irvine deu uns tapinhas no colchão e indicou para que Squall subisse na cama. – De quatro.
Squall olhou pra ele. -?
- Ah, vem cá...
O moreno suspirou e permaneceu na posição que lhe foi pedida. Ele sentiu vergonha quando percebeu que Irvine estava olhando para ele.
- Eu sempre achei que você ficava bem em calças de couro. – Ele acariciou e apertou as nádegas e as coxas de Squall. Então ele pôs sua mão entre as coxas do moreno e o apalpou por trás. Squall sentiu seus testículos sendo pressionados pela palma da mão enquanto seu órgão era acariciado pelos longos dedos. Se Irvine não o libertasse logo, ele gozaria em suas calças. Mas, graças aos céus, que o garoto as estava baixando após abri-las. Ele estava lutando para tirar o tecido apertado do corpo de Squall, o garoto sentindo as mãos de Irvine pressionando e deslizando sobre ele durante todo o movimento.
Depois de algum esforço, as calças foram baixadas até os joelhos de Squall e já que elas estavam ficando no meio do caminho, Irvine as tirou completamente e as colocou em uma cadeira. Irvine saboreou a visão do corpo nu de Squall por um tempo e deslizou seus dedos sobre a coluna dele, fazendo-o tremer pela sensação de cócegas.
- Eu já volto – Irvine suspirou ao seu ouvido e afastou alguns fios castanhos com seus dedos. Ele revirou seus pertences e voltou. Squall estremeceu quando sentiu uma substância ser passada em sua abertura. Irvine pressionou seu dedo indicador e Squall segurou os lençóis, fechando seus olhos com força. Ele deslizou para dentro e depois se retirou, então deslizou novamente até o fim, fazendo Squall morder seu lábio inferior.
- Cara, você é tão apertadinho... – Irvine falou quase sem fôlego, imaginando seu sexo lá dentro. Ele já estava ereto novamente, controlando-se para não substituir seus dedos com seu membro tão cedo. Em vez disso, ele introduziu um segundo dedo e o deixou ser apertado pelos músculos de Squall. O lubrificante ajudou bem na passagem, mas ele ainda sentia seus dedos serem comprimidos toda vez que ele os movia, restringindo seus movimentos até Squall relaxar. Então ele retirou seus dedos. – Você acha que consegue aguentar agora? – Irvine tinha medo de que ele pudesse ter um orgasmo antes de sentir como era por dentro.
Squall falou com sofreguidão. – Acho que sim.
Prontamente, Irvine se posicionou e passou uma boa quantidade de lubrificante sobre a sua ereção, encostando a extremidade como aviso. Após isso, ele começou a introduzir seu membro, achando difícil continuar.
- Amor, relaxa, ou eu vou machucar você. – Ele deu uns tapinhas de leve no quadril de Squall.
Quando ele sentiu o moreno relaxar com a carícia, ele tentou novamente. Irvine começou a se mover devagar, tentando fazer Squall se ajustar a ele. Então ele se retirou por completo e após ajustar sua posição, ele o penetrou novamente.
- Isso é tão bom... – Irvine gemeu, tentando construir um ritmo. Ele começou a fazer um movimento contínuo, enquanto entrava e saía, entrando cada vez mais fundo. Ele estava gostando tanto que não queria que aquilo acabasse, mas ele foi obrigado a se mover mais rápido, mal podendo se controlar. Sem conseguir parar, ele deixou seu corpo se mover como queria até que ele gozasse dentro de Squall.
Ah, por um bom tempo ele pensou que tinha ido para o céu e levou algum tempo para perceber qualquer coisa ao seu redor. Depois de recobrar a consciência, ele viu Squall respirando com sofreguidão, deitado na cama, desamparado. Irvine tentou alcançá-lo e afastou algumas mechas do rosto do moreno. Olhar para ele o fazia sentir uma estranha dor em seu peito.
- Você está bem? – Irvine perguntou gentilmente.
O moreno apenas assentiu com a cabeça em resposta. Ele sentiu um desconforto no seu corpo, mas de alguma forma ele estava contente em ter satisfeito o seu parceiro.
Irvine estava preocupado. – Você ainda não gozou... – Ele se moveu lentamente para a parte de baixo da cama e se inclinou sobre as pernas abertas de Squall.
- Você não precisa... – O moreno olhou para baixo.
- Você quer? – Irvine perguntou, movendo sua mão sobre o membro de Squall novamente. – Eu nunca fiz isso antes... então eu acho que não vai ser muito bom, mas por você... – O garoto olhou para o órgão, convencendo-se a fazer aquilo. Ele lambeu de forma experimental de início e fez Squall estremecer. Então ele lambeu a extensão algumas vezes, provocando o moreno. Até que Irvine afastou sua boca e apenas olhou enquanto o masturbava um pouco mais. Ele observou sua mão deslizar para cima e para baixo, levando o moreno mais perto do seu clímax e tão logo ele envolveu o membro com sua boca, sugando-o, o moreno atingiu seu ápice. Irvine suspirou, provando o sêmen em sua boca. Ele pensou que se sentiria mal em fazer aquilo com outro homem, mas com o Squall... Por que as coisas sempre tinham que mudar quando era com ele? Por que ele sempre tinha que olhar para o seu melhor amigo de um jeito diferente? – Você tá feliz? – Ele perguntou de repente. – Comigo?
Squall olhou para ele com olhos semi-abertos. Ele piscou uma porção de vezes, tentando recuperar sua habilidade de raciocinar e então assentiu.
Irvine sentou-se na cama e suspirou. – Isso vai mudar alguma coisa, na nossa amizade?
- Eu acho que nada é o mesmo para sempre.
O garoto fechou os olhos. – Eu tô com sono. – E então ele se deitou ao lado de Squall. – Eu acho que só o que a gente pode fazer é deixar isso correr ao seu tempo. – Ele bocejou. – Eu acho que eu não tô falando nada com nada mais.
- Dorme, Irvine.
E ele fez como foi pedido.
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Continua...
