Censura: Nc-69 ( Crianças, os gibis da Turma da Mônica são melhores que isso, mas nada de Hentai hein? Heheeh )
Mi querida obrigada por betar aquele pedaço, vc é demais ( gente se tiver erros a culpa não é dela ok, ela não betou o cap inteiro!!), e Licinha obrigada por ler! Amo vcs!
Nani...parabéns hoje é o seu dia, vamos comemorar daquele jeito! heheheh
Capítulo 11 – A despedida
Princeton Hospital
Havia chegado o dia da cirurgia, Wilson estava nervoso, afinal, House não era apenas mais um paciente, era seu melhor amigo. House havia obrigado Wilson a realizar a cirurgia, sob o indubitável pretexto de ser a única pessoa em quem ele realmente confiaria a própria vida.
- Minhas mãos estão tremendo...Disse Wilson a Cuddy, enquanto preparavam House para cirurgia.
- Eu confio em você, tudo vai dar certo. Falou Cuddy, tentando fazer com que Wilson se acalmasse, mas ela mesma não podia conter seu nervosismo.
Quarto de House
Ele estava deitado, aguardando ansiosamente para a cirurgia. A mente de House estava longe, depois daquele dia ele não sabia o que seria de sua própria vida. A dúvida nunca fora uma grande amiga de Gregory House, ele odiava o fato de não ter controle sobre a vida, ou a morte.
- O que você está pensando papai? Perguntou Claire, fazendo-o voltar a realidade.
A criança entrou pela porta, com o rosto terno e cheio de vida. A possibilidade de nunca mais vê-la, fez com que House ficasse ainda mais perturbado.
- Ei, pesadelo, venha aqui...Pediu ele.
Ela subiu na escadinha, e sentou-se na cama ao lado do pai.
- Mamãe me disse que você vai ser operado, minha boneca já foi operada, lembra quando eu quebrei a perna dela e mamãe mandou operá-la para colocar a perna de volta? Contou Claire.
- Claro que lembro, eu preferia a boneca sem perna, inclusive. Brincou House.
- Você vai operar a perna também, igual a minha boneca e vai voltar a andar, não é mesmo House? Perguntou Claire, curiosa.
Ele esticou os braços e abraçou a filha, o mais forte que conseguia.
- Tem uma coisa que eu quero que você saiba...Começou House.
- É um segredo? Eu adoro segredos! Prometo não contar pra ninguém! Prometo, prometo! Disse a menina, beijando os dedos enquanto os cruzava sobre os lábios.
- Não é um segredo, é só uma coisa idiota. Eu quero que você saiba, que não importa o que aconteça, eu...eu...Quero que você seja feliz. Falou House, tentando segurar as próprias lágrimas.
- House, porque você está chorando? Você sempre me disse que homem não chora. Questionou Claire, limpando uma das furtivas lágrimas que escorreram dos olhos de Gregory House.
- Eu não estou chorando, é um cisco no meu olho...Mentiu ele.
A menina sorriu para ele, acreditando na mentira e abraçando-o intensamente.
- Você vai ser sempre minha garota. Afirmou ele.
- E você vai ser sempre o meu pai. Respondeu ela, beijando-lhe o rosto.
Nesse instante, Cuddy entrou no quarto, e segurou uma das mãos de House.
- Está tudo arrumado, você está pronto? Perguntou Cuddy, apertando fortemente a mão de House.
- Não se pergunta a um animal se ele está pronto para o abate, claro que eu não estou pronto! Respondeu House, nervoso.
- Acalme-se House, vai dar tudo certo. Disse Cuddy.
- É House, tenho certeza que o tio Wilson opera muito melhor do que o cirurgião da minha boneca! Respondeu Claire ingenuamente.
- Querida, vá brincar lá fora, me deixe falar com seu pai. Pediu Cuddy.
Assim que a criança saiu do quarto, Cuddy dirigiu-se a House.
- Eu sei que você está assustado, eu também estou. Por favor, faça isso, por nós. Pediu ela, deixando que as lágrimas escorressem.
- Em algum momento passou pela sua cabeça que eu estava fazendo isso por mim mesmo? Respondeu ele.
Cuddy mordeu o lábio inferior, e abraçou House, apertando-o contra seu corpo, sentindo seu cheiro e seu calor, enquanto ele estava ali ao seu lado.
- Você vai ficar bem...Sussurrou ela, ao pé do ouvido dele.
- Me escute Cuddy, mesmo que eu não fique, você vai ficar bem, me prometa isso? Pede House, encarando-a fixamente.
- Não me faça prometer uma coisa que eu não posso cumprir. Afirmou ela, retribuindo o olhar.
Ele coloca seus lábios sobre os dela, sentindo um suave sabor, ainda mais quando comparado ao gosto metálico dos remédios que havia tomado. Ela abriu os lábios, dando-lhe acesso, e suas línguas se encontraram, travando uma batalha, tamanha a ansiedade que tinham, uma pela outra. Quando a batalha terminou, House continuou com seus lábios ainda sobre os de Cuddy, beijando-a repetidamente, como se não conseguisse mais parar de faze-lo. Ele começou a sentir um gosto salgado enquanto a beijava, e percebeu que as lágrimas que caiam sobre seus lábios não eram as de Cuddy, mas as suas. House se afastou dela, virando o rosto para se esquivar.
- Saia daqui, eu não quero que você me veja desse jeito! Ordenou House.
- Mas House eu...
- Saia daqui! Agora! Gritou ele, com todas as forças.
- Boa sorte. Foi só o que Cuddy conseguiu dizer, ela deu as costas e saiu do quarto, colocando as mãos sobre os olhos inchados.
Centro Cirúrgico
- House, eu vou fazer o possível, prometo. Disse Wilson, colocando uma das mãos sobre o ombro do amigo.
Antes de coloca-lo para dormir, House pediu a palavra, puxando o braço de Wilson com o pouco de força que lhe restava.
- Eu quero te pedir uma coisa...se isso não funcionar...Falou House, sonolento.
- Vai funcionar. Completou Wilson.
- Se não funcionar...me dê uma dose maior de morfina...Eu não quero...Sentir dor...Morrer aos poucos...Continuou House.
- Você não vai morrer, House. Afirmou Wilson.
- Me promete? Pediu House, quase fechando os olhos.
- Eu não posso, isso é eutanásia, House...Por favor. Pediu Wilson.
- Eu não me importo...Foram as últimas palavras de House antes de perder a consciência.
A cirurgia iria durar horas a fio, Cuddy esperava ansiosamente do lado de fora da sala, enquanto Claire dormia com a cabeça apoiada em seu colo. Ela passava as mãos sobre os cabelos da filha, sem tirar o pensamento do homem que estava dentro do centro cirúrgico.
Enquanto Cuddy andava de um lado para o outro da sala se espera, Claire acordou.
- Mamãe, pare de andar assim, você ta parecendo uma barata tonta! Brincou Claire.
- A mamãe está preocupada, volte a dormir querida.
- Esse sofá é ruim, quero ir pra casa. Pediu a garota.
- Nós já vamos para casa, eu prometo. Afirmou Cuddy, sentando-se ao lado dela.
Nesse momento, Wilson saiu da sala de Cirurgia, com cara de poucos amigos.
Cuddy se afastou de Claire para que eles pudessem conversar.
- Me desculpe Cuddy...mas o tumor, nós tentamos retirar, ele está tão infiltrado...É inoperável. Não há mais nada que possamos fazer. Sussurrou Wilson, para que Claire não ouvisse.
Cuddy colocou as mãos sobre a face, seu mundo havia desabado, ela queria gritar, fugir e se esconder. Mas Lisa Cuddy jamais faria isso, ela tentou manter-se calma, abraçou Wilson e chorou, timidamente por fora, enquanto o sofrimento a percorria internamente.
- Nãoooooooo! Exclamou ela, enquanto abraçava o amigo.
As lágrimas de Wilson caíram ao mesmo tempo em que as de Cuddy, saber que não havia mais nada a ser feito era incrivelmente torturante.
- Nós podemos fazer com que o tempo que ele tem de vida seja o melhor possível. Afirmou Wilson.
- Eu não posso viver sem ele Wilson...Eu simplesmente, não posso! Contou ela.
Enquanto Cuddy encostava a cabeça no ombro de Wilson para se consolar, Claire se afastava da sala de espera Ela percebeu que não deveria estar ali, e saiu caminhando pelo hospital, à procura de um lugar especial para se refugiar.
Capela do Hospital
Quando a pequena Claire decidiu entrar na capela, ela sentou-se na primeira fileira, já que não havia mais ninguém ali. A menina ajoelhou-se, ergueu as mãos em posição de prece e olhou para cima, como se procurasse alguém.
- Eu sei que não fui uma boa menina, fiz muitas travessuras ultimamente. Briguei com as meninas da escola, derrubei uma freirinha safada, fugi de casa...Mas, senhor aí de cima, porque você está sendo tão mal comigo? Questionou Claire, com os olhos marejados.
A pequena continuou a conversar com Deus, como se ele estivesse ao seu alcance.
- Papai do céu, eu prometo ser uma boa menina, não vou desobedecer, prometo fazer tudo como manda o figurino...mas eu quero que o House fique bem e volte a brincar comigo, contar histórias, falar palavrões...Juro que quero cair mortinha se alguma coisa acontecer com ele! Posso fazer esse acordo com você? Ah, e eu posso também ficar 1 mês sem jogar videogame, sem comer chocolate, sem ver Tv, sem tocar guitarra, sem bater nas coleguinhas chatas, e sem brincar com Adam também! Por farvorzinho, faz com que ele fique bom, porque ele é a pessoa que eu mais amo nesse mundo...Só não conta pra mamãe senão ela vai ficar com ciúmes, tá? Amém. Terminou Claire, fazendo em nome do pai e levantando-se do chão.
A criança começou a caminhar em direção à porta da capela, mas parou um instante e deu meia volta, olhando novamente para cima.
- Será que eu posso tirar a parte de ficar um mês sem brincar com o Adam? Talvez diminuir para uma semana? Eu não sei se vou conseguir...e ficar sem comer chocolate também.Tentou Claire, inocentemente.
A filha de House deixou a capela e começou a caminhar pelo hospital, que ela conhecia muito bem, desde que era bebê.
Centro Cirúrgico – Sala de Espera
-Cuddy, nós precisamos combinar uma coisa, House não pode saber disso, Ele tem que acreditar que a cirurgia foi um sucesso, senão...Afirmou Wilson.
- Senão o que? Como nós vamos fazer isso Wilson, e o laudo da cirurgia, House não é nenhum idiota! Exclamou Cuddy, tentando se controlar.
- Eu tenho medo da reação dele se descobrir. Enquanto nós estávamos lá dentro, ele me disse que se alguma coisa desse errado, que era para eu...acabar com a vida dele, que ele não queria sofrer. Contou Wilson.
Cuddy olhou para Wilson, indignada com o que havia acabado de ouvir.
- Nós podemos forjar um laudo. Faremos qualquer coisa...Continuou Wilson.
- Ok..se eu já menti por ele num tribunal, por muito menos que isso...o que eu tenho que fazer? Questionou Cuddy.
- Por enquanto, haja como se tudo estivesse bem. Pediu Wilson.
- Vou tentar...Afirmou Cuddy, forjando um sorriso, quando internamente ela queria gritar.
Quarto de House – Alguns dias depois
- Pronto para voltar para casa? Perguntou Cuddy.
Ele estava em sua cadeira de rodas, olhando fixamente pela janela, perdido e claramente debilitado.
- Tem uma pessoa aqui que está louca para levar você...Contou Cuddy.
Claire saiu de trás da mãe e correu na direção de House. Por alguns segundos ele até pareceu esboçar um sorriso ao vê-la, mas permaneceu inerte, sem dizer uma palavra sequer.
- Eu quero empurrar a cadeira! Exclamou Claire, levantando as mãos para empurrá-lo.
A menina fez força e não conseguia tirar House do lugar.Ele então decidiu dar uma mãozinha, e empurrou as rodas lentamente, ajudando a menina.
Quando eles saíram do quarto, se depararam com outro paciente em uma cadeira de rodas. Era como se House estivesse se olhando no espelho.Ele não conseguia admitir que mesmo depois da cirurgia não poderia voltar a andar. Cuddy e Wilson haviam falado sobre fisioterapia, mas ele era uma das pessoas mais pessimistas que existia e não acreditava em sua própria recuperação.
Enquanto isso, Claire olhou para o paciente na cadeira de rodas e continuou "empurrando" seu pai.
- House, vamos apostar corrida? Brincou a menina.
Ao ouvir as palavras da filha, era como se House tivesse acordado de um transe, e a realidade não aparentava ser agradável.
- Sua criança idiota, não está percebendo que eu estou numa cadeira de rodas e não posso correr? Exclamou House, assustando a menina.
Nesse instante Cuddy se aproximou e abraçou Claire, que correu para os braços dela, chorando.
- Eu estava falando de apostar corrida, de cadeira de rodas! Exclamou Claire, com a voz abafada pelo choro.
- House, porque você tem que ser tão estúpido? Ela é apenas uma criança. Questionou Cuddy, insatisfeita com a situação.
E os três permaneceram em silêncio durante todo o trajeto até chegarem em casa. A vida não iria ser fácil para nenhum deles.
Casa de Cuddy
- Você não vai me contar uma história antes de dormir? Pediu Claire, com tristeza no olhar.
- Eu não estou com vontade. Vá dormir. Respondeu House, secamente.
Claire deu às costas ao pai e beijou a mãe antes de dirigir-se ao seu quarto, cabisbaixa.
- Boa noite querida! Disse Cuddy, beijando-lhe a testa.
Assim que a menina se afastou, Cuddy se aproximou de House.
- A sua vida não acabou porque você está numa cadeira de rodas, House. Afirmou Cuddy, tentando consolá-lo.
- Você diz isso porque não é com você. Respondeu ele.
- Você acha que eu não estou sofrendo? Que a Claire não está sofrendo? Questionou Cuddy, tentando fazê-lo entender.
- Não são vocês que estão condenados a passar o resto de suas vidas em cima dessa maldita cadeira de rodas! Agora me deixe em paz! Gritou House, com toda a fúria que estava sentindo, por si mesmo.
Ela decidiu se afastar, seguiu para o quarto e deitou-se em sua cama. Cuddy abraçou os joelhos com as mãos e começou a chorar. Aquilo tudo talvez fosse demais para ela, a verdade que ela jamais poderia contar a House, e a atitude dele para com ela e Claire. Tudo que Lisa Cuddy desejava era dormir, e acordar daquele horrível pesadelo que sua vida havia se tornado.
House escutou o choro abafado de Cuddy vindo do quarto e decidiu se redimir Ela não merecia isso, nenhuma das duas merecia. Ele empurrou a própria cadeira até ficar ao lado dela , perto da cama.
- Me desculpe, eu não queria fazer você sofrer...É que, isso tudo...Disse ele, sinceramente.
- Eu sei...nós vamos superar isso, juntos. Respondeu ela, esticando os braços na direção dele.
House inclinou o corpo e eles se abraçaram. Ele se moveu e com a ajuda de Cuddy e sentou-se-se na cama, ao lado dela. Beijou-lhe o rosto, sentindo o perfume de seus cabelos. A barba mal-feita de House roçava suavemente sobre o pescoço de Cuddy, enquanto ele a beijava, fazendo com que cada pelo de seu corpo ficasse arrepiado.
- Esses dias no hospital...longe de você, foram horríveis. Contou ele.
Ela se deixou levar pelas carícias dele, tentando esquecer o passado, a verdade, e o que estaria por vir.
House continuou beijando-lhe o pescoço e foi descendo os lábios até seu decote, quando sentiu uma fisgada nas costas.
- Ai! Exclamou ele.
Quando ele se virou, suas pernas pareceram se mover junto com ele, quase involuntariamente.
- Você viu isso? Perguntou House.
- Eu...não vi House, desculpe. Disse Cuddy, preocupada.
- Minha perna se mexeu sozinha! Exclamou House, feliz.
Cuddy sabia de toda a verdade e não queria desanimá-lo, mas no fundo, ela também queria acreditar que as coisas estavam melhorando.
House tentou novamente mover as pernas, mas não obteve sucesso, e acabou ainda mais frustrado. Na tentativa de reanimá-lo, Cuddy resolveu entretê-lo.
- Não vai continuar o que estava fazendo? Pediu ela, esboçando um sorriso.
- Mas como você é insaciável, eu acabei de fazer uma cirurgia! Posso abrir meus pontos! Brincou ele.
- Quem disse que precisa ser selvagem...Continuou Cuddy, beijando-lhe os lábios.
- E quando não foi selvagem com você? Você parece uma Tigresa no cio! Exclamou ele.
- House! Isso é mentira! Retrucou ela.
- Claro que não é, eu estou numa cadeira de rodas, acabei de fazer uma cirurgia e você está aqui...me seduzindo. Contou ele.
Cuddy sorriu para ele, no final das contas, ele estava agindo como seu House novamente. O homem que ela amava acima de todas as coisas.
- Eu não estou seduzindo você...estou apenas...beijando você, não tenho culpa se você se deixa seduzir facilmente. Continuou ela, ofegantemente, enquanto beijava-lhe a nuca.
- Você pensa que é fácil resistir a uma mulher como você? Não há paraplégico que agüente! Brinca ele, deixando-se levar por ela.
- Cale a boca House, agora eu falo, e você faz! Feche os olhos, e conte até 5...Ordenou ela.
- Cuddy, eu acho melhor você me deixar ler o Kama Sutra para paraplégicos primeiro, isso tudo é muito novo pra mim...Avisou ele.
Ela colocou um dedo sobre a boca de House, mandando que ele se calasse.
- Até 5...Ordenou ela novamente.
E ele fechou os olhos, começando a contar.
- Um...Começou ele.
Então, Cuddy beijou-lhe o tórax exposto, descendo até seu abdome e percorrendo-o com a língua, até a altura do umbigo.
- Dois...
Ela realizou movimentos circulares sobre o umbigo de House, com os lábios e a língua, em seguida, abaixou a calça e a roupa íntima que ele usava, lentamente para não machucá-lo.
- Posso pular direto para o 5? Pediu ele ansiosamente, entendendo a brincadeira.
Ela continuou a brincadeira ao redor de seu umbigo, fazendo com que House começasse a enlouquecer.
- Ok...Três...Continuou ele.
Cuddy beijou a lateral das coxas de House, perdendo um longo tempo na região de suas nádegas. Ela mordiscou um pedaço da pele da área, fazendo com que ele colocasse as mãos sobre sua cabeça, guiando-a diretamente ao local onde ele tanto a queria. Mas ela parou na metade do caminho.
- Você ainda não chegou no 5...Afirmou ela.
- Você quer me deixar louco! Eu fui operado! Dá pra andar mais depressa? Quatro! Disse ele, ansiosamente.
Nesse instante, Cuddy direcionou os lábios para a cicatriz na coxa de House, beijando toda sua extensão, inicialmente com os lábios e depois com a língua. Ela observou que as pupilas dele estavam dilatadas, e seus olhos semi-fechados, enquanto suas pálpebras abriam e fechavam incessantemente, demonstrando o desejo que ele sentia por ela. A sensação de estar deixando-o louco foi o incentivo para que ela continuasse. Gregory House, impetuosamente, pegou uma das mãos de Cuddy e colocou sobre ele, obrigando-a a massageá-lo. Ele não havia resistido, estava pronto e rígido, enquanto Cuddy esperava ouvir o sinal para prosseguir com o jogo.
- Você consegue agüentar mais um segundo? Indagou ela, massageando-o firmemente, enquanto sorria maliciosamente para ele.
- Cinco...Foi a única coisa que os lábios dele conseguiram pronunciar.
Finalmente, Cuddy parou seus movimentos com as mãos, e usando apenas os lábios, deixou traços de saliva em toda a extensão da perna de House, até atingir sua virilha. Ela percorreu a região, sem esquecer de nenhum pedaço, primeiramente do lado esquerdo, depois do lado direito, provocando-o, antes de finalmente dar a House o que ele realmente queria.
- Oh Deus...Eu posso morrer agora...não me importo...Dizia ele, ofegantemente, enquanto Cuddy continuava o que havia começado.
House apoiava os braços sobre a cabeça de Cuddy, mantendo-a na exata posição que lhe dava mais prazer. Sua respiração foi se tornando ofegante, até que o momento em que decidiu esquecer de respirar. House queria mover as pernas, pegá-la nos braços e fazer amor com ela, naquele instante. Mas isso não seria possível, e ele acabou entrando em desespero. Ao perceber isso, Cuddy colocou-o totalmente na boca, fazendo movimentos circulares com a língua ao seu redor. Ele relaxou o corpo diante dela e soltou um alto gemido de prazer, aceitando sua situação. Esse era o único momento em que House gostava de perder o controle. Então, ele se entregou totalmente a ela, como se nada mais importasse. Cerrou os olhos e apertou ainda mais as mãos sobre os cabelos de Cuddy, sentindo os espasmos que seu corpo lhe enviava.
- Cuddy, eu vou...páre...Disse ele, perdendo o ar e revirando os olhos.
Entretanto, ela não queria parar. Cuddy olhou para House, e percebendo o que estava fazendo a ele, continuou ali, saboreando cada gota que ele despejava em sua boca, como se fosse a melhor coisa que já havia experimentado.Quando ele derramou sua última gota, ela lambeu os lábios e o encarou fixamente, esperando que ele olhasse finalmente para ela.
- Ainda bem que você não me mandou contar até 10...eu teria um infarto antes. Disse ele, abrindo os olhos e beijando-a provocativamente nos lábios.
- Eu deixei você esperar na medida certa. Falou ela, sarcasticamente.
- Quando eu fizer isso com você, vou te mandar contar até 100 e você vai ver o quanto é bom ...Brincou ele.
Ela se aninhou nos braços dele, deitando-se na cama. A "inocente" brincadeira havia deixado House ainda mais exausto.
- Você não precisava fazer isso por mim. Afirmou ele, sonolento.
- Quem disse que eu fiz isso por você? Não posso ser egoísta de vez em quando? Respondeu ela.
House beijou-a na testa, ternamente, em agradecimento. Então, ajeitou-se na cama e acabou pegando no sono, abraçado a ela. Cuddy permaneceu acordada, apenas observando enquanto ele dormia. Ela seria capaz de fazer qualquer coisa para vê-lo feliz. Daquele dia em diante, apenas ele importava, e ela iria aproveitar todos os dias ao seu lado, como se fosse o último dia de suas vidas. Mas a triste dúvida pairava sobre sua mente, quanto tempo eles ainda teriam juntos? Somente o destino sabia a resposta. E finalmente, Cuddy caiu no sono, mas não sem antes derramar uma lágrima, que teimou em escorrer pela lateral de seu olho esquerdo. Essa era a sua única maneira de sofrer em silêncio.
