Capítulo 10
If tommorrow never comes, will she know how much I loved her? (Parte II)
(Se amanhã nunca vier, ela saberá o quanto a amei?)
I have never known the like of this (Eu nunca soube como isso funcionava)
I've been alone (Eu tenho estado sozinho)
And I have missed things (E eu tenho perdido coisas)
And kept out of sight (E mantido-me longe de)
But other girls were never quite like this ( Outras garotas que nunca foram assim)
Da-da-n'da-da'n'da.
Falling, yes I am falling ("Entrando nessa", sim eu estou "entrando nessa")
And she keeps calling Me back again (e ela continua me ligando entusiasmada)
I´ve just seen a face - The Beatles
N/A- Eu sei que a tradução da música está estranha, mas todo lugar que eu procurei na internet dizia isso.
Roma, atualmente
As velas estavam quase no final, quando Draco decidiu que já era uma hora segura para saírem. Gina estava adormecida, ainda abraçada a ele. E a vendo ali, ela ainda parecia a mesma de tantos anos atrás, quando não havia ninguém mais além deles. Quando ela não estava noiva de outro homem. E o pior, o outro sendo Potter.
Cuidadosamente ele se levantou sem acorda-la, e retirou o pesado pedaço de madeira da porta. Quando saiu, viu que a rua estava deserta e escura. Todas as pessoas haviam ido embora. Ele esperou mais um pouco, checando as casas e as esquinas. Tudo parecia seguro. Voltou para a capela, que do lado de fora parecia apenas uma pequena casa velha, esprimida entre duas lojas. Não havia como adivinhar o que tinha por dentro, apenas uma placa de bronze do lado de fora informava que ela tinha mais do que mil anos.
-Gina.- ele sussurou, a cutucando, dentro da capela.- Já podemos ir.
-Que horasão?- ela enrolou, sonolenta.
-Sete horas.- ele informou.- Ficamos duas horas aqui dentro, acho que já foi o bastante.
Ela se sentou, se espreguiçando com um bocejo.
-Duas horas?- perguntou surpresa.
-Sim.- ele a ajudou a se levantar.- Já é seguro sair, e ainda temos que voltar para o hotel. Então, vamos logo.
Eles saíram da capela, olhando em volta para conferir se estavam mesmo sozinhos. Draco tirou grande capa de chuva que estava vestindo, e a colocou em Gina, como forma de disfarce. Eles andavam com uma calma fingida, atentos a qualquer movimento, tentando não chamar atenção.
-Eu estava pensando.- ela murmurou, quando estavam à apenas alguns quarteirões do hotel, o que era bom, já que grossas novens escuras recomeçavam a tomar o céu.- Precisamos voltar mesmo para o hotel?
-Você tem que estar de brincadeira. É claro que temos que voltar, esse lugar está infestado de Comensais da Morte, doidinhos para pôr as mãos na noivinha do Potter.
-Oh, eles nem devem saber que estamos noivos!- ela abanou a mão- Eu fiz o Harry prometer que não contaria nada a ninguém até eu voltar de Roma. Tirando eu e ele, você é o único a saber.
-Que consolador.
-Eu me lembro quando comecei a namorar o Harry, parece que foi tanto tempo! Eu sei exatamente o que ele vai falar ou fazer, todas as vezes. Nem o pedido de casamento foi uma surpresa. Tão diferente de você e eu, parece que nos conhecemos à apenas uma semana, conversar com você, ficar com você, sempre parece uma novidade.
-Então por que você está com ele?
-Você não se lembra?- ela sorriu.- Da nossa briga, a primeira vez que a gente se falou, depois do fim do namoro?
-É claro que lembro.
Abril de 1997, Castelo de Hogwarts
-Você vai lá e agora!- Draco rosnou para Crabbe. Este o olhou com os pequenos olhos chorosos da garota do segundo ano, de quem haviam pego um fio de cabelo para a poção polissuco.- Você faltou naquele teste estúpido de aparatação para fazer isso. Agora vai na frente, que eu já estou indo.
Mal Crabbe havia saído, muito emburrado, uma outra garota apareceu no corredor, andando na direção de Draco.
-Você não deve ser muito conhecido por tratar bem suas namoradas, Malfoy.- ela falou, com as mãos nos quadris.
-Isso não é da sua conta, Weasley.- ele respondeu na maior frieza possível.- Além do mais, onde está o seu namorado idiota, para impedir você de se intrometer na vida amorosa dos outros?
-O Dino está no teste de aparatação, porque ele tem idade suficiente.- e parecendo pensar uma segunda vez, acrescentou.- E ele não é um idiota!
-Não era isso que você dizia dele, antes.
-E falando de aparatar. Como aquela garotinha pode ter perdido o teste dela, se tem apenas uns 11 ou 12 anos?
-Ela tem 11 anos até onde você sabe. O que não deve ser muito, não é Weasley?- doeu nele, dizer aquilo para ela. Mas, Draco tinha que ser cruel, parecer indiferente, como era antes.
-Idiota!- Gina gritou, parecendo furiosa, e virou de costas indo embora.
Com um nó na garganta Draco a viu se distanciar.
Roma, atualmente
-Mas, o que isso tem a ver com você e o Potter?- Draco perguntou confuso.
-Aquele dia você me deixou tão magoada, e brava, que terminei o namoro com o Dino.
-Por minha causa?- ele perguntou cético.
-Ele tinha a péssima mania de achar que eu precisava de ajuda para fazer tudo. Isso me deixava tão irritada! Parecia até que eu não era capaz nem de respirar sozinha. Naquele dia, ele tentou me ajudar a entrar no Salão Comunal da Grifinória, acredita? Como se eu não estivesse acostumada a fazer isso, depois de cinco anos. Eu fiquei furiosa, já estava brava por sua causa, e aquilo foi a gota de água. Terminei tudo com ele, aquela noite mesmo.
-E começou a namorar o Potter?
-Um tempo depois, quando ele me beijou depois de ganharmos a Taça de Quadribol. Antes eu fiquei chata por uns dias, porque ainda estava brava. Ficava criticando e tirando todo mundo. Mas, ele parecia achar engraçado. Até quando era dele que eu ria, o idiota.
-Você... você foi feliz com ele?- Draco perguntou.
-Fui.- ela respondeu sincera.- O Harry é o tipo de garoto dos sonhos de qualquer menina. Afinal, ele é o 'Menino-Que-Sobreviveu'. Foi por isso que gostei dele da primeira vez, para começar. O herói da comunidade bruxa, melhor amigo do meu irmão! Era mais do que qualquer menina podia desejar.
-E ainda é assim?
-Não posso dizer que é ruim estar com ele. Ele é engraçado, atencioso, e gosta de mim...
-Certo. Já entendi.- ele a interrompeu, morrendo de ciúmes.
-Draco, eu...
-O que você estava dizendo sobre hotel mesmo?- ele a interrompeu novamente.
Gina teve que engolir o que ia dizer, sabia que com ele era melhor não discutir. Então, fazendo um esforço, retomou a conversa.
-O que estava querendo dizer é que o hotel é provavelmente o primeiro lugar em que eles vão procura-lo. E se te acharem lá, vão me achar também.
-Eu não tinha pensado nisso...- ele disse furioso consigo mesmo.- Vamos ter que mudar de hotel!
-Provavelmente. Então, por que não vamos, por enquanto, para outro lugar? Dar uma volta? Um lugar em que Comensais da Morte não freqüentam normalmente.
-O quê? Uma maternidade trouxa?- Draco riu.
-Não, um bar.- ela sorriu, apontando uma placa logo em frente.- Ainda temos quatro horas antes que tudo feche, vamos!- ela o puxou.
-Espere, mas e o Blaise?- Draco perguntou, a parando.- Ele tem cara de quem freqüenta um bar.
-Blaise Zabini? Em um bar na periferia trouxa de Roma?- Gina riu.- Não me faça rir. Deixe de ser medroso Draco, não vai ter ninguém aí.
E com isso, ela o puxou para dentro do bar chamado "Dom Rafael". Eles precisaram descer três degraus, para entrarem no lugar, que os surpreendeu. O bar era grande, maior do que parecia do lado de fora, esfumaçado, com luzes de néon, com música ao-vivo, gente dançando ou sentadas em pequenas mesas, com um bar lotado.
-Talvez eu estivesse enganada, e o Zabini venha aqui!- Gina teve que gritar por causa do som.- Esse lugar é bem badalado!
-Mas, também é lotado e escuro!- Draco gritou, por sua vez.- O que significa que é mais difícil de encontrarmos um Comensal em meio a tantos trouxas, e mesmo que tenha um, será difícil nos reconhecer!
-Eu disse que era uma boa idéia!- ela exclamou feliz, o puxando mais para dentro, perto do bar.- Eu vou no banheiro Draco. Não é bom ficar horas trancada em uma capela antiga. Você vai pedindo bebida para a gente!
Draco se aproximou do bar, enquanto Gina tentava chegar ao banheiro, passando pela multidão. A bartender era uma moça muito bonita e grandona, que foi logo perguntando o que Draco queria.
-Due acqua, favore.- Draco pediu.
A moça o olhou de cima abaixo, tentando segurar a risada. Então, estendeu a ele o que fora pedido.
-Graziare.- Draco respondeu.
-Sei euros- ela respondeu.
Ele pagou, pegando as moedas do bolso, e se afastou para o meio da multidão. A bartender o olhou, sacudindo a cabeça e exclamou:
-Inglese.
Quando Gina saiu do banheiro, Draco já a esperava do lado de fora da porta, segurando as bebidas.
-Nossa, que susto! Parece até meu guarda-costas.
-Pior, sou seu ex-namorado.- ele sorriu.
-O que você pediu?- ela perguntou risonha, tomando um gole.
-Água.- ele respondeu e ela revirou os olhos.
-Quando eu disse bebida, quis dizer algo com álcool!
-Você sabe que eu não bebo!- ele retrucou.
-Não pode ser assim tão ruim!
-Me dê duas garrafas de cerveja amantegada, que eu já estou declarando meu amor pra meio mundo!
-Meio?!- ela riu.
-Só a metade feminina!- ele sorriu.
-Engraçadinho, fique com a água então! Eu vou pedir alguma coisa de verdade.
-E você sabe falar italiano?- ele perguntou com ironia.
-Macchiolina vai bevanda una cosa.- ela respondeu sorrindo. (Sardas vai beber alguma coisa.)
-Macchiolina...- ele riu - Ei, espere por mim!- ele gritou, mas ela acenou para ele sem se virar, já no meio da multidão.
Lutando para não ser agarrado pelas garotas do lugar, realmente precisando empurrar duas dela para longe, Draco voltou para o bar, aonde Gina já tomava alguma coisa de coloração rosa.
-Quer?!- ela gritou.
-O que é?- ele perguntou desconfiado.
-Batida de morango. Tá bem fortinha.- ela riu, e ele percebeu que ela não estava muito normal.
-Tem certeza que você pode beber?
-É só uma batida.- ela riu. - Ei, vamos dançar!- e o puxou para o meio da multidão.
Se havia algo que Draco não gostava, era de multidões. Ainda mais multidões dançantes. Gina, no quarto ano, resolvera seu problema com a valsa. Mas, nunca o ensinara a realmente dançar. E ali, no meio de corpos rebolantes, ele se sentia mais perdido do que nunca, espremido entre as pessoas, quase sem ar.
-Gina, vamos sentar e comer alguma coisa.- ele opinou, tentando mover o pés no ritmo, sem sucesso. Já podia sentir seu rosto corando, estava um completo idiota parado ali no meio. O pior era que, mesmo que dançasse, ele apenas se embaraçaria mais. - Você não pode beber de estômago vazio.
-Eu tô ótima.- ela riu, dançando graciosa e feliz.- Apenas siga o ritmo da música, não é difícil.
E para ela não devia mesmo ser, pois ela não parava, sem derramar uma gota da bebida. Haviam poucas vezes, que ele podia se lembrar, que se sentira tão embaraçado. E a música tocava, cada vez mais animada:
"Always when we fight (Sempre quando brigamos)
I kiss you once or twice (Eu a beijo uma ou duas vezes)
And everything´s forgotten (E tudo é esquecido)
I know you hate that (Eu sei que você odeia isso...)
Maio de 1997, Castelo de Hogwarts
-Não.- a voz da fantasma dizia desesperada, mas Draco mal ouvia. Tudo estava dando errado, absolutamente errado. Quando ele achava que tinha conseguido superar seus problemas, eles apenas aumentavam. Mas, a fantasma não parava de falar:
-Não... me diga o que está errado.. eu posso ajudar...
-Ninguém pode me ajudar!- Draco respondeu, já não tentando esconder as lágrimas e os soluços. Como ela poderia ajuda-lo, especialmente estando morta? Ela não podia tirar a marca em seu braço, não podia faze-lo voltar no passado para recuperar Gina, fazer com que tudo voltasse a ficar bem! Murta não podia resolver sua missão, e assim pagar a dívida que seu pai tinha com o Lorde das Trevas. - Eu não consigo fazer... não consigo... e não vai funcionar... e a não ser que eu faça funcionar rápido... ele diz que vai me matar.
Idiota. Ele estava sendo um idiota! Precisava parar de pensar nela de uma vez, e voltar ao trabalho, se quisesse viver para ver seu aniversário de 17 anos. Respirando fundo, e tomando coragem, levantou a cabeça. E ali, refletido no espelho, estava a pessoa que causara todos os seus problemas, o olhando chorar. Potter! Ele nunca sentira tanta raiva e vergonha quanto quando pegou a varinha de seu bolso, se virando furioso para a porta. Potter o vira chorar, vira como ele era fraco! Não iria deixar as coisas assim.
Roma, atualmente
Gina dançava vendo Draco ali parado, se esforçando para dançar, mas sem conseguir. Teve que segurar uma risada, ele era uma pessoa maravilhosa! Como podiam pensar mal dele? Como podiam fazer mal a ele? Então, lembrou-se de algo que acontecera a muito tempo atrás, algo que quase a fez perde-lo. Algo que Harry causara.
I love you (Eu te amo)
Sunday sun (Sol de Domingo)
The week´s not yet begun (A semana ainda não começou)
And everything is quiet (E tudo está quieto)
And it´s always...(E sempre é...)
Maio de 1997, Castelo de Hogwarts
Gina ouvia apenas meio atenta, a briga de Harry e Hermione, sobre o estúpido livro de Poções. Ela estava muito preocupada para prestar atenção. Dois sentimentos se misturavam dentro dela, ambos igualmente confusos e fortes. Tudo estava indo tão bem! Ela havia terminado com Dino, brigara de vez com Malfoy, não havia mais dúvidas de que ele a despresava, e se isso no começo a incomodava, serviu para pôr um fim na relação ridícula dos dois. E para completar, estava passando um tempo maravilhoso com Harry!
Ela era finalmente uma nova Gina, livre de Dino e da memória de Draco. Estava mais amarga, verdade, fazendo apenas piadas que humilhavam as pessoas conhecidas. Mas, elas não pareciam se importar, todos riam e achavam graça no final. Ela estava se sentindo mais leve, ansiosa para rir com todos os outros, compartilhar toda aquela alegria, esquecendo o passado que só a fazia sofrer.
Então, veio a notícia de que Malfoy quase morrera em um acidente, um acidente envolvendo Harry! E ela sentiu-se desesperada de preocupação, com Malfoy, mesmo sabendo que ele já estava bem. E o pior, chegara a sentir raiva de Harry! Mas, aquilo não estava certo! Ela não podia se deixar sentir aquilo! Não podia! Tinha certeza que, o que quer que tivesse acontecido, a culpa era de Malfoy, e não de Harry.
-Dê a ele um descanço, Hermione.- Gina interrompeu irritada, querendo acabar de vez com o assunto.- Pelo som da coisa, parecia que Malfoy estava tentando usar uma das Maldições Imperdoáveis, você deveria estar agradecida que Harry tinha algo pronto na manga!
-Bem, é claro que estou grata por Harry não ter sido amaldiçoado! Mas, você não pode dizer que Sectumsempra é um bom feitiço, Gina, veja onde isso o mandou, na detenção! E eu pensei que, vendo o que ele fez com as chances do jogo...
-Oh, não finja que entende de Quadribol.- Gina respondeu grossa. Havia ali muitas mais coisas envolvidas, para ela, do que uma partida de quadribol.- Você só vai embaraçar a si mesma!
Roma, atualmente
A verdade é que Gina ficara muito preocupada com Draco. Mas, como poderia não ficar? Ela quase morrera, junto com ele, ao receber a notícia, pela primeira vez. Ela chegara ao ponto de ir até a Ala-Hospitalar, para tentar dar uma olhada em Draco, ver se ele não estava muito machucado. Mas, assim que chegou, viu outra pessoa sentada do lado da cama dele. Pansy Parkinson, segurando a mão Draco e o reconfortando. E para piorar a situação, Draco passando a mão no braço dela, assegurando que tudo estava bem. Foi quando ela, Gina, percebeu que era tarde demais. E se odiou por ter sido fraca, preocupando-se com ele.
Fora mesmo uma sorte Harry ter chegado logo depois. Era com ele que ela deveria ficar, ao lado dele! Lembrava-se dele nervoso, justificando-se a ela, dizendo que não sabia o que o feitiço podia fazer. Que Malfoy tentara amaldiçoa-lo com uma maldição imperdoável. Foi o bastante para Gina consolar Harry, e virar para seu lado, deixando Draco com Pansy. Hoje, ela se arrependia disso.
Alguns rapazes começaram a reparar naquela ruiva, que dançava tão bem, ao lado do loiro alto e parado. Draco, para provar que estava com Gina, pegou-a de repente pelo braço, afastando-a de seus pensamentos, e começou a dançar uma espécie de valsa meio animada com ela. Sorrindo, e para apoia-lo, Gina encostou a cabeça do ombro dele, acompanhando-o mesmo que a dança não tivesse nada a ver com a música. Ela se sentia maravilhosa ali, nos braços dele. Segura, porque nada poderia acontecer com ela, enquanto Draco estavesse ali. Ele jamais a deixaria se machucar.
You and me always, and forever (Eu e você para sempre)
You and me always, and forever (Eu e você para sempre)
ba ba ba ba, it was always (Ba ba ba, sempre foi)
You and me always... (Eu e você, sempre)
Junho de 1997, Castelo de Hogwarts
Não querendo esperar os Comensais da Morte, e louco para completar sua missão de uma vez, Draco saiu da Sala Precisa, concentrado no que teria que fazer, e em como fazê-lo. Foi quando saiu e olhou o corredor que achava estar vazio, que sentiu como se tivesse sido atingido por um feitiço atordoante. Do lado de fora, esperando, estavam Weasley, Longbotton e Gina! Seu coração disparou imediantamente, e ele olhou pela porta que deixara aberta atrás de si, os Comensais avançavam ameaçadores pelas estantes em sua direção, e depois seus olhos voltaram para a ruiva a sua frente.
Tudo aconteceu muito rápido. Lembrando de seu Plano B, o de fuga caso algo saísse errado, Draco lançou o Pó de Escuridão Instantânea, que comprara na loja de Logros Weasley. Imediatamente o corredor ficou em completa escuridão, tão profunda, que nenhum feitiço ou vela poderia iluminar. Era uma sorte ter sua Mão da Glória já preparada. O lugar ficou todo iluminado para ele, como se uma vela muito forte tivesse sido acesa. Mas, era evidente que nenhum dos outros podia ver.
Os Comensais da Morte estavam se reorganizando, sabendo do Plano B, segurando com as mãos, nos ombros uns dos outros, para não se perder. Draco então se virou para Gina. Ela, Weasley e Longbotton pareciam perdidos, ali parados no corredor, tentando ouvir alguma coisa. Weasley e Longbtton pareciam furiosos, mas não Gina. Ela estava apenas pálida, com uma expressão preocupada, como se visse o mesmo que Draco. Amigos do Potter e Comensais, no mesmo corredor, sem saber um do outro. Mas, Draco sabia que era apenas necessário um pequeno barulho ou um encontrão no escuro, para isso mudar.
-Vocês, me sigam em silêncio.- ele cochichou aos Comensais da Morte, em fila atrás dele.- E se ouvirem alguma coisa, não lancem feitiços! Os ruídos serão provavelmente vocês mesmos, e não vamos querer matar uns aos outros. Se alguém aparecer no corredor, alguém que não deveria estar aqui, eu aviso.
E como se guiasse um bando de cegos, com o coração na mão, nervoso como jamais estivera, Draco começou a percorrer lentamente o corredor. Tentando ao máximo, puxar os Comensais para a parede oposta, Draco contornava o lugar onde os outros três ficavam parados em silencio. Quanto mais cedo terminasse aquilo, mas cedo os levaria para longe dela.
"O que Gina faz aqui?" perguntou, encontrando-se preocupado. Achava que o que quer que ainda sentisse por ela, havia acabado. Mas, ao vê-la ali, correndo risco por causa dele, tudo mudara. Ele precisava protege-la, cuidar dela, mesmo que assim arriscasse a si próprio. Ele a amava realmente, no final. Porque aquele seria mesmo o final. Pois, mesmo que não morresse tentando, Gina jamais voltaria a falar com ele, por ser o assassino de Dumbledore.
Roma, atualmente
-Foi quando eu descobri que você ainda me amava!- ela gritou, para ser ouvida.
-O quê?!- ele perguntou, quando ela o tirou de seus pensamentos.
-Eu estava lembrando, e acho que você também estava, pela sua cara, sobre aquele dia que os Comensais entraram em Hogwarts! Você saiu da Sala Precisa, me viu, e de repente tudo ficou escuro!
-Como sabia que eu pensava nisso?!- ele perguntou surpreso.
-Eu não sei! Apenas sabia!- ela gritou em resposta. - Aquele dia você podia ter deixado os Comensais verem a mim, meu irmão e o Neville! Seria tão fácil e lógico, com poucos feitiços eles poderiam nos matar, ou seqüestrar! A namorada de Harry Potter e dois de seus melhores amigos! Seria um presente para Voldemort, e três a menos para lutar! Ao invés disso, você me salvou, não deixou que eles me machucassem! Por mais arriscado que fosse para você! Poderíamos fugir dali e avisar os outros sobre a chegada dos Comensais, como nós realmente fizemos! Você não tinha nenhum motivo para fazer tudo aquilo, a não ser que ainda gostasse de mim!
-Tem alguma coisa sobre mim sobre a qual você ainda não saiba?!- ele perguntou rindo.
-Um monte! Como por exemplo, como consegue dançar tão mal?
XXX
Gina sentiu sua cabeça doer. Levantou-se sobre algo fofo, apertando os olhos apesar da escuridão. O que tinha acontecido? A última coisa que lembrava era de Draco, e os Comensais... Comensais! Pulou de pé, procurando sua varinha em todos os bolsos, desesperada, mas ela não estava em parte alguma. Uma luz se acendeu, o que a fez gemer de dor.
-Ai, minha cabeça.- Gina deixou escapar, bloqueando a luz com as mãos.
-Pois é, Macchiolina, parece que você bebeu demais.- a voz de Draco soou, parecia que ele estava sorrindo.- Tome isso aqui, vai te ajudar.
Gina sentiu Draco lhe passando um copo, e bebeu o líquido em um gole só. O gosto era amargo, mas sua dor de cabeça começou a sumir aos poucos, até desaparecer.
-Pensei que os Comensais...- ela começou, tentando abrir os olhos, a luz parecia cega-la.
-Você pensa demais quando está de porre.- ele riu, pegando o copo da mão dela e o pondo na mesa de cabeceira.
-O que aconteceu?- ela perguntou confusa, se sentando na cama. Estavam de volta ao quarto de hotel, do lado de fora ela via a cidade iluminada pelas luzes elétricas dos trouxas, a lua ainda brilhava com força.
-Nós dançamos, e você bebeu mais do que deveria. Bebida de trouxa não é igual a cerveja amantegada. Você ficou tonta, e dormiu.
-Eu não vomitei, não é? - ela perguntou embaraçada.
-Para nossa sorte não. Apenas caiu no sono a caminho do bar. Eu te trouxe de volta ao hotel, e te deixei dormindo enquanto preparava algumas coisas. Isso já faz umas duas horas. Sua sorte é que a poção contra bebedeira pode ser feita em meia hora. Se não, teríamos que te drogar com remédios trouxas, e aí é que você estaria perdida.
-Obrigada. Eu sei que não devia ter bebido tanto.- ela murmurou ainda confusa. - Que horas são?
-Não muito tarde, um pouco mais do que meia-noite.
-Ah. Será que o serviço de hotel ainda está funcionando? Estou faminta.
-Eu tenho uma idéia melhor.- ele sorriu, puxando-a de pé e a levando para fora do quarto.- Como disse, enquanto você roncava, fiquei preparando outras coisas.
-Por que você insiste que eu ronco?- ela revirou os olhos, enquanto ele trancava a porta.
Draco não respondeu, rindo, então pegou a mão dela novamente e começou a puxa-la.
-Draco, para onde está me levando?- ela perguntou surpresa, ao ser arrastada para as escadas de incêndio do hotel.
-Para cima.- ele respondeu, sem olhar para trás.
-Para cima?- ela perguntou mais confusa.
-Eu estava tentando enxergar algum Comensal lá de cima, e tive uma idéia.
-Mas, o que isso tem a ver com a escadaria de incêndio?- ela insistiu.
Draco não respondeu, apenas abriu a porta da escada de incêndio e a puxou. Gina, que havia desistido de tentar entender qualquer coisa, olhou em volta surpresa.
-É uma maneira de nos despedirmos de nosso hotel.-ele respondeu.- Temos que nos mudar, lembra?
Eles estavam no telhado do hotel, que era plano e que possuía uma vista maginífica. Dali era possível se avistar toda Roma, cada telhado, e cada janela iluminada. Ao longe, se erguia o Vaticano, imponente e belo, com sua cúpula de São Pedro. Acima deles, apenas a luz da lua e de milhares de estrelas.
-Uau...- foi tudo o que ela conseguiu falar.
E ele se aproximou, apontando um canto do telhado. Foi quando Gina notou uma mesa de madeira, iluminada por velas, com um grande jantar para dois no aparador ao lado. Com direito, inclusive, a sobremesa.
-Isso... isso é para nós?- ela gaguejou.
-Você perguntou sobre o serviço de hotel. Eu descobri que é uma porcaria. Só funciona até as dez. Então, encomendei algumas coisas, para que quando acordasse tivesse algo coisa para comer. Tinha certeza que estaria com fome. E achei aqui bem mais fresco, do que nosso quarto. E mais difícil para os Comensais da Morte nos acharem, pensando agora.
-E você preparou tudo isso sozinho?- ela perguntou maravilhada, se sentando na mesa. Estava com muita fome.
-Quem mais poderia ajudar? - ele respondeu, sentando-se na cadeira em frente a ela.- A única que conheço aqui, com excessão dos Comensais, é você. Que estava um andar abaixo, roncando.
-Eu não ronco!- ela exclamou, servindo-se de macarrão.- Hum, isso parece estar uma delícia.
-Imaginei mesmo que estaria com fome.- ele sorriu, servindo-se calmamente, enquanto Gina devorava o macarrão.
-Ai, estou tão envergonhada.- ela riu, bebendo um gole de água.- Eu não devia ter bebido. O pior é que não me lembro de nada. Você devia ter ficado de olho em mim!- ela o acusou de brincadeira.
-Você não bebeu muito, duas batidas foram o suficiente. - ele respondeu, se defendendo- Qual é a última coisa de que se lembra?
-Nós estávamos dançando juntos. Então, começamos a conversar sobre Hogwarts. Daquela noite em que você salvou minha vida.
-Ah, aquela noite. É, nós conversamos sobre isso, acho que foi a última coisa sobre o que falamos.- ele disse, abaixando os olhos, tentando desviar do assunto. Então, com um aperto na boca do estômago, ouvi-a dizer exatamente o que temia.
-O que aconteceu aquela noite? Na Torre, quero dizer? - ela perguntou, séria.
-Você quer mesmo saber?- ele perguntou, encarando a água em seu copo.
-Se você quiser me contar. O Harry nunca falou nada, sempre desviando do assunto. Oh, ele estava lá, sob a capa de invisibilidade.- acrescentou.
-Potter estava lá?- Draco ergueu os olhos surpresos.
-Estava. - Gina respondeu triste.- Dumbledore lançou um feitiço sobre ele, para que ficasse imobilizado. Harry só pode assistir ao que quer que tenha acontecido, sem poder fazer nada.
-Não havia o que fazer.- Draco murmurou, voltando sua atenção para o copo.
-Ele me contou sobre você.- foi a vez dela de desviar os olhos para o prórprio copo.- Que você não pode mata-lo.
-Não.- Draco concordou.
-Isso apenas me mostrou o erro que eu havia cometido, quando briguei com você.
-Não foi sua culpa.- ele respondeu.
-Se não quiser contar...- Gina começou, depois do longo silêncio.
-Não, tudo bem, eu conto.- ele disse, erguendo os olhos, e reencostando-se na cadeira.- Só não acho o melhor assunto para a hora do jantar. Mas, se você quer mesmo saber... Engraçado, aquilo que mais queremos esquecer, é justamente o que mais nos lembramos.- ele riu amargo, olhando nos olhos curiosos e atentos dela.
(N/A -grande memória, mas tem sua mudanças, lembrem-se que é o ponto de vista do Draco e não do Harry! E que é a tradução do inglês, então se tiver alguma diferença, bem... eu não inventei nada. As traduções são ao pé da letra, por isso expressões podem mudar. Mas, eu só copiei a JK! Podem conferir no livro em inglês!!! Mas, eu sei que vocês confiam em mim!)
Junho de 1997, Torre de Astronomia de Hogwarts
Draco estava sozinho, encarando Dumbledore. Suas mãos tremiam de nervosismo e medo, e ele tentava se controlar ao máximo para não demonstra-lo.
-Draco, Draco... você não é um assassino.- Dumbledore disse calmamente.
-Como você sabe?- ele perguntou, então notando o quanto infantil fora, acrescentou.- Você não sabe do que sou capaz, você não sabe o que eu fiz!
-Oh, sim, eu sei.- Dumbledore respondeu, e para sua surpresa ele sabia das tentativas de Draco para mata-lo.- Mas, elas foram tentativas fracas... tão fracas, para ser honesto, que eu me pergunto se seu coração estava nisso.
-Ele estava!- Draco afirmou veemente. Não era a primeira vez que Dumbledore parecia saber sobre... bem, Gina. Encarava os olhos do diretor, parecia que este sabia exatamente o que pensara o ano inteiro. Que matando Dumbledore ele garantiria sua segurança, mas acabaria com a de Gina. Mas, ele não deixaria que o diretor visse isso nele, que encontrasse seu ponto fraco.- Eu trabalhei o ano inteiro nisso, e hoje à noite...
De repente, do castelo, Draco ouviu um grito. 'Gina!' foi a primeira coisa que pensou. Talvez ela tivesse sido atingida e estivesse machucada... e ele preso ali! Olhou a porta, talvez pudesse apenas checar se ela estava mesmo bem ou não...
-Alguém está lutando uma boa luta.- Dumbledore continuou, Draco mal ouvindo.- Mas, você estava dizendo... sim, você conseguiu trazer Comensais da Morte para minha escola, o que, eu admito, achava impossível. Mas, como fez isso?
Draco não respondeu, paralisado, sem saber o que fazer. Voltar e salvar uma pessoa que o odiava, e morrer junto com toda sua família, ou ficar e terminar seu serviço, sabendo que se algo acontecesse a ela, se odiaria para sempre?
-Talvez você devesse continuar o trabalho sozinho.- Dumbledore continuou.- E se sua ajuda ficou presa por causa de minha guarda? Como você talvez tenha percebido, membros da Ordem de Fênix estão aqui esta noite, também.- e com isso Draco relaxou um pouco, se a Ordem estivesse mesmo ali, eles iriam proteger Gina. Ela era muito nova para uma luta como a que estava acontecendo. Então, voltou sua atenção para Dumbledore, se perguntando se este lhe fizera o último comentário de propósito, para acalma-lo.- E além disso, você não precisa de ajuda... Eu não tenho minha varinha no momento... Eu não posso me defender. Você está com medo de agir até eles se juntarem a você.
-Eu não estou com medo!- Draco gritou, tentando esconder o fato de que estava com medo. Não só por ele, mas por ela. E matar... Matar, de repente, parecia uma coisa tão repugnante. Mas, não podia ser, ele tinha que mata-lo!- É você quem deveria estar com medo!
-Mas, por quê? Eu não acho que você irá me matar, Draco. Matar não é tão fácil quanto os inocentes acreditam... então, me diga, enquanto espera por seus amigos... como chegou aqui? Parece que você levou um bom tempo para faze-lo.
Draco estava se sentindo enjoado, mesmo assim não abaixou a varinha. Tudo estava tão errado, como ele chegara àquele ponto? Era isso que Dumbledore perguntava? Se ele ao menos soubesse... O enjoô foi passando, conforme contava a Dumbledore o que fizera, o diretor fazia suas próprias perguntas, ouvindo-o com atenção e por vezes até com admiração. Uma ponta de orgulho crescia em Draco, mas não o suficiente para faze-lo tomar alguma atitude. Ele apenas continuou conversando com Dumbledore.
A única coisa que Draco não conseguia era convence-lo da dupla-identidade de Snape. O diretor se daria mal por isso, um dia, e até poderia prejudicar todos os outros, convencendo-os a acreditar em Snape também. Gina mesmo, não havia lhe dito, que Snape muitas vezes passava a tarde no Quartel da Ordem de Fênix? Um Comensal da Morte astuto e fiel ao Lorde das Trevas, andando livremente em meio a Ordem, perto de Gina! Por que Dumbledore não acreditava nele?
-Mas, você deve ter tido um cumplice de qualquer forma.- Dumbledore continuou.- Alguém em Hogsmead, alguém que pode dar a Katie... o... ah... é claro, Rosmerta. Desde quando ela está sob a maldição Imperius?
-Chegou lá afinal, hein? - Draco falou, mas foi interrompido por outro grito. Sem se conter, olhou por cima do ombro como se assim pudesse ver o que acontecia lá embaixo. Mas, se forçou a olhar novamente para Dumbledore, quando este recomeçou a falar, deduzindo o óbvio, até que uma pergunta o pegou desprevinido.
-... me diga, como você tem se comunicado com Rosmerta? Eu achei que todos os métodos de comunicação com a escola estavam sendo monitorados.
-Moedas encantadas. Eu tinha uma e ela outra, e eu podia mandar mensagens para ela...
-Esse não é o metodo de comunicação secreto que o grupo, que se auto-nominava Armada de Dumbledore, usava ano passado?
-É, eu peguei a idéia deles.- Draco respondeu, sem conseguir conter de todo um sorriso, ao pensar em Gina.- E eu peguei a idéia da bebida envenenada com a Sangue-Ruim Granger também, eu a ouvi falando na biblioteca sobre Filch não reconhecer poções...
-Por favor, não use essa palavra ofensiva em minha presença.- Dumbledore pediu educadamente, embora com firmeza.
Draco mal podia acreditar que Dumbledore estava ali, conversando com ele, e sendo ameaçado de morte ao mesmo tempo. Mas, de certa forma, era uma alívio para Draco falar, desabafar sobre tudo o que passara nos último meses. Ou quase tudo, ele não falou sobre Gina, para não lhe criar problemas, embora parecesse que Dumbledore suspeitasse de algo. Como, ele não podia imaginar. Eles pareciam estar discutindo aquilo por horas, e não por meros minutos. Houve um enorme barulho nas escadas, e Dumbledore falou apressado.
-Temos pouco tempo, de um jeito ou de outro. Vamos discutir suas opções, Draco.
-Minhas opções!- Draco exclamou, ele não podia acreditar no que ouvia.- Eu estou aqui com minha varinha... prestes a mata-lo.
Mas, Dumbledore apenas insistiu que Draco não iria mata-lo. E que ele, Dumbledore, entendia a situação em que Draco estava. E apenas não o desmascarara antes, para sua segurança. E, para sua surpresa, Dumbledore lhe ofereceu auxílio, lhe dando uma chance de mudar de lado. Mas, para que Draco mudaria? Sua família iria se envergonhar dele, e não havia ninguém que não o odiasse do outro lado. Por que então? Apenas Gina o faria mudar de lado, mas agora ela o odiava também. E pior, estava apaixonada pelo Potter. O melhor seria esquece-la e continuar em frente.
-Mas, eu cheguei até aqui, não cheguei?- Draco falou, ainda incerto do que fazia- Eles acharam que eu morreria tentando, mas eu estou aqui e você está sob meu poder... Sou eu quem está com a varinha... você está sob minha mercê...
-Não, Draco. É a minha mercê, e não a sua, que importa agora.
Draco não sabia o que responder. Parte dele queria desesperadamente aceitar a proposta de Dumbledore. Começar de novo, sem ser ameaçado ou obrigado a fazer coisas que não queria, e talvez, até tentar algo com Gina novamente! Estava abaixando a varinha, pronto para aceitar a ajuda oferecida, quando foi empurrado para fora do caminho e quatro pessoas entraram. Seu coração quase parou, eram os Comensais da Morte. Ele tentava ouvir alguma coisa no andar de baixo. 'Eles não podem ter matado todos os outros' Draco pensou desesperado 'Eles não são tantos para ganhar tão fácil!'
-Faça!- a voz de Greyback ( nome do lobisomem em inglês) comandou, e Draco voltou para a realidade, ainda atento à ruídos e movimentos no andar de baixo à procura de sobreviventes.
-Bem, eu não posso fingir que não esteja um pouco enojado.- Dumbledore dizia, e se virou para encarar Draco.- E sim, estou um pocuo chocado que Draco aqui o convidou, de todas as pessoas, para vir a escola onde seus 'amigos' vivem...- disse olhando significativamente para o loiro.
-Eu não convidei.- Draco respondeu na defensiva.- Eu não sabia que ele vinha.
E a discussão recomeçou, mas voltava sempre ao mesmo ponto. Ele, Draco, teria que matar Dumbledore. Mas, ele não queria. Agora que chegara a hora, a idéia de matar o repelia. E matar justamente Dumbledore, isso diminuiria as chances de, um dia, o Lorde das Trevas ser derrotado. E se o Lorde triunfasse, não haveria chance para Sangue-Ruins e nem traidores de sangue. Traidores de Sangue como os Weasley.
De repente, sons vieram da escada. Vozes! Draco respirou fundo, seu coração batendo com menos força. Os Comensais da Morte não haviam matado todos os outros.
-Agora, Draco, rápido.- Amycus disse.
Mas, Draco não podia, simplesmente não podia! Greyback, porém, não compartilhava do mesmo sentimento. Mas, felizmente, foi impedido. Draco deu um ou dois passos na direção de Dumbledore, como para protege-lo, mas incerto do que estava fazendo, com medo que notassem sua intenção e o matassem também.
-Draco, faça ou saia do caminho para que um de nós...- Alecto foi interrompida, quando a porta se abriu mais uma vez e Snape entrou. O coração de Draco acelerou novamente. Aquilo não era bom! Dumbledore havia dito que Snape estava do seu lado, mas havia a promessa que Snape fizera a sua mãe! Draco mal podia respirar, o que Snape iria fazer?
-Nós temos um problema, Snape.- Amycus disse.- O garoto não parece ser capaz.
Snape não disse nada. Empurrando Draco para o lado, avançou para Dumbledore. E sem parecer pensar duas vezes, ou ter o mínimo de remorço, falou o feitiço para que todos pudessem ouvir:
-Avada Kedrava!
E em choque, Draco viu o clarão de luz verde que atingiu Dumbledore, e este caindo da Torre pela janela, como uma boneca de pano velha. Mas, não houve tempo para lamentar. Rapidamente, puxando-o, Snape o arrastou para fora da Torre. A briga, lá embaixo, continuava sem descanso, como se nada de errado houvesse acontecido. Estavam todos condenados.
Roma, atualmente
-Eu realmente ia virar para o seu lado, entrar na Ordem de Fênix, como você. - Draco comentou, Gina acariciava gentilmente sua mão, por cima da mesa.- Mas, de repente a situação saiu de controle, quando Dumbledore morreu e todas as minhas esperanças com ele. Até te ver, lá embaixo. Foi quando descobri que não me odiava como eu pensava.
-Eu me lembro bem disso.- Gina sorriu
Junho de 1997, Castelo de Hogwarts
Gina mais desviava dos feitiços do que tentava acertar os Comensais da Morte. E ela tivera sorte até ali. Se não fosse a poção Felix Felicis, achava que não teria durado dois minutos em uma batalha aberta como aquela. O que afinal estava acontecendo? Como os Comensais da Morte haviam entrado? Provavelmente Draco os havia trazido. Mas, como Harry poderia saber que eles viriam? E por que...
-Petrificus Totalus!- gritou para um Comensal, que caiu de cara no chão. Mas, não pode comemorar muito, se abaixando para desviar de um jorro de luz verde.
'Mas, por que Draco me escondeu dos Comensais da Morte?' ela pensou novamente. Teria sido mais vantajoso para ele, se ela, Rony e Neville tivessem sido capturados. E muito mais fácil também. 'Mas não. Ele me protegeu, me deu uma chance de fugir e avisar a Ordem. Mas, se foi assim, isso significa que ele ainda... gosta de mim? '
Então, houve um barulho e das escadas da Torre, apareceu Snape arrastando Draco com ele. Os dois passavam pela batalha como se mal a notassem. Gina reparou que Snape tinha uma espressão sombria, que lhe deu calafrios. E Draco parecia mais pálido do que de costume, e surpresa, notou que ele parecia apavorado. Por um segundo, a luta, os gritos e explosões desapareceram. O que teria acontecido para deixa-lo daquela maneira?
E nesse momento seus olhos se encontraram. O coração dela acelerou, livre para sentir o que quissesse, diante da expressão de carinho nos olhos dele. Ela deu um passo na direção de Draco, mas ele sacudiu a cabeça em negativa, lançando um olhar para Snape, e movendo os lábios, dizendo algo que fez o coração dela quase parar. 'É muito tarde' ela entendeu, e antes que pudesse dizer qualquer coisa, Snape gritou:
-Está acabado, é hora de ir.
E com isso, sumiu ao dobrar o corredor, arrastando Draco com ele. Que, antes de desaparecer, lançou um olhar de tristeza para Gina. Mas, ela não teve muito tempo para lamentar, o efeito da poção Felix Felicis devia estar no fim, porque um feitiço a errou por centímetros, explodindo a parede atrás dela. A sua frente, estava um novo Comensal da Morte, que sorria ameaçador.
-Olá, beleza. - ele disse, erguendo a varinha mais uma vez.
Roma, atualmente
-Então, foi isso que aconteceu.- Gina disse triste.- 'É muito tarde.'. Na hora eu não entendi, mas depois soube sobre Dumbledore.
-Era muito tarde para nós. Se eu tivesse agido antes!- ele exclamou, e para sua surpresa Gina viu lágrimas em seus olhos. Ela nunca o vira chorar antes.- Tudo poderia ser tão diferente!
Ela se levantou e o abraçou com força, beijando-o no topo da cabeça. Ele a enlaçou pela cintura, com força, tentando se controlar. Não era digno chorar, seu pai sempre lhe dissera que homens nunca podiam chorar, que era patético. Mas, ele não podia segurar as poucas lágrimas que escorriam, no seu choro contido de arrependimento.
-Ei, não foi culpa sua.- ela afirmou, acariciando-lhe a cabeça.- Você fez muito mais do que podia, aquela noite. Me ajudando e não matando Dumbledore. Só que não estava em suas mãos.
-Agora você entende, Gina? - ele perguntou, se levantando e a olhando, sem chorar mais.- O que sinto por você é maior que tudo isso, maior que essa guerra! Por isso, não me julgue mal. Tudo o que fiz e tenho feito nos últimos anos, desde aquele beijo, foi porque você entrou na minha vida. E fique certa que, mesmo com todos os problemas, com essa guerra e nossa separação, ela está melhor do que jamais poderia ter sido sem você.
-Draco.- ela falou, o abraçando novamente.
-Que foi?
-Eu também te amo.- ela sussurou.
E aquela simples frase teve o poder de faze-lo sorrir de verdade. Ele estava feliz ali, ao lado dela, aquela noite. E a abraçou com mais força, beijando-a no topo da cabeça. E assim, não viu a expressão no rosto dela, quando Gina pensou tristemente 'Você me ama, Draco. Mas, isso será o suficiente?'
De algum lugar, um violino começou a tocar uma triste melodia. Gina olhou por cima da mureta do telhado e viu uma janela aberta no prédio vizinho, bem próximo ao hotel, de onde vinha a música.
-Parece que tudo dá certo quando estamos juntos.- ela sorriu.
-Por causa da música?
-E esses últimos dias, que têm sido maravilhosos.
-Não fale assim, como se fosse embora. Nos resta ainda um dia, não se lembra?
-Lembro muito bem. Assim, como me lembro de minha agonia, quando me deixou, indo atrás do Snape.
-Eu não fui por escolha.- ele respondeu, puxando-a pela mão para dançar com ele.
-Sei disso.- ela sorriu, eles estavam realmente dançando em um telhado sob as estrelas, poderia ser melhor?- É que tudo ficou tão difícil depois que você foi embora.
Junho de 1997, Castelo de Hogwarts
-Alguém que nós conhecemos morreu hoje?- Rony perguntou a Hermione, que estava lendo o jornal. O estômago de Gina se contorceu inconfortavelmente.
-Não.- Hermione respondeu e Gina relaxou um pouco, até a outra garota recomeçar a falar.- Eles ainda estão procurando pelo Snape, mas parece não haver sinal dele...
Toda vez que o paradeiro de Snape era discutido Gina sentia-se mal. Seus pensamentos voavam rapidamente para Draco, que também estava desaparecido. Se por um lado estava triste e preocupada por não saber como e onde ele estava, de outro estava absolutamente feliz que os aurores também não soubessem. Como Draco estaria? Ela o veria novamente? E se visse, ele estaria mudado? A voz revoltada de Harry a trouxe de volta de seus pensamentos.
-É claro que não tem! Eles não vão encontrar Snape até encontrarem Voldemort, e vendo como eles têm lidado com isso até hoje...
-Eu vou para a cama.- Gina interrompeu, fingindo um enorme bocejo. Não suportava mais pensar no assunto. Estava preocupada demais com Draco. Se antes tinha raiva dele, pelo menos tinha a segurança de encontra-lo nas horas das refeições, à salvo no Castelo. Mas, agora... sua cabeça parecia girar ao tentar imaginar o que estaria acontecendo com ele, e o que aconteceria se fosse capturado pelos Aurores.- Eu não tenho dormido bem desde...- ela parou, por uma momento ia dizer 'desde que Draco desapareceu com Snape'.- Bem... dormir não me faria mal.
Ela beijou Harry maquinalmente, acenou para os outros dois, e subiu correndo as escadas para o dormitório feminino. No dia seguinte, após o funeral de Dumbledore, Harry se virou para ela, que encarava perdida em pensamentos, Crabbe e Goyle sentados sozinhos.
-Gina, ouça... Eu não posso mais ficar com você. Nós temos que parar de nos ver. Não podemos ficar juntos.
-É por uma estúpida e nobre razão, não é? - ela sorriu triste, até seu romance com Harry estava acabando.
-Tem sido como se... como se fosse a vida de outra pessoa essas últimas semanas com você. Mas, eu não posso... nós não podemos... eu tenho uma coisa para fazer sozinho.
Ela continuou o olhando. E para sua surpresa, um enorme alívio cresceu em seu peito ao ouvir aquilo. Mas, ela precisava manter a aparência de tristesa, embora fosse traída pela falta de lágrimas. Gastara todas com Draco.
-Voldemort usa as pessoas mais próximas de seus inimigos. Ele já usou você, só porque era a irmã de meu melhor amigo. Pense em quanto perigo você ficaria se ele descobrisse sobre nós. E ele irá descobrir. E irá me atingir através de você.
-E se eu não me importar?- Gina perguntou firme. Pobre Harry. Ela jamais poderia retribuir todo aquele amor. Mas, não iria magoa-lo, diante de tão grande declaração.
-Eu me importo. Como você acha que eu me sentiria se esse funeral fosse seu... e ainda seria minha culpa.
Ela olhou para o lago, o pensamento longe. Sabia como ele se sentiria. Da mesma forma que ela, se fosse o funeral de Draco, que por causa dela não conseguira completar sua missão. E se Voldemort descobrisse sobre os dois e o matasse? Ela se sentiu gelar. Se esforçou para focar sua atenção em Harry, que estava a seu lado.
-Eu nunca realmente desisti de você... não de verdade. Eu sempre esperei...- ela parou, percebendo que aquelas palavras pareciam dirigidas mais para Draco do que para Harry, já se fora o tempo em que ela se sentira assim por Harry. Era de Draco que ela não havia desistido, apesar de todo o seu esforço. Mas, continuou o que dizia para Harry
-Nós poderiamos ter tido mais tempo... meses... anos talvez...- ele lamentou.
-Mas, você estava muito ocupado salvando o mundo mágico. Eu sabia que você seria infeliz a não ser que fosse atrás de Voldemort. Talvez seja por isso que eu goste tanto de você.- ela deixou escapar.
Harry então se levantou e foi embora, ela o observando se afastar. Ele não percebera, ele não entendia o amor sem motivo, um amor incondicional. Ela o amava pelo que ele era para ela desde criança, o 'Menino-Que-Sobreviveu', o grande herói Harry Potter, que se tornara o melhor amigo de seu irmão. Talvez, se ele não tivesse a cicatriz, se nunca tivesse ouvido falar dele antes de Rony conhece-lo em Hogwarts, ela nunca o teria amado. Talvez ele não tivesse percebido o sentido do que ela dissera, porque a amava por um motivo também, com uma condição. Tão diferente dela e de Draco, que sem razão nenhuma, sem motivo nenhum, em lado opostos da guerra, continuavam juntos. Por quanto tempo ela não saberia dizer. Lágrimas começaram a escorrer por seu rosto e Hermione se aproximou, a abraçando.
-Isso vai acabar um dia.- a amiga disse suavemente.- E ele vai voltar.
-Eu sei, Hermione. Ele sempre volta.- Gina respondeu pensando em Draco, sabendo que a amiga não conhecia o real motivo de sua tristesa, mas mesmo assim falando a coisa certa.
E sorrindo para conforta-la, Hermione se afastou com Rony, na direção em que Harry desaparecera no meio da multidão.
Roma, atualmente
-Essa é a diferença do que sinto por você e do que sinto pelo Harry.- Gina explicou.- Quando ele me pediu para ir, eu entendi e aceitei. Quando você me pediu para ir, eu me esqueci de mim mesma, e apenas pensei em nós. E por isso fiquei.
-O Potter foi mesmo corajoso, fazendo isso por você.- Draco admitiu.- Não sabia que ele gostava tanto de você.
-O Harry me ama. Somos perfeitos um para o outro, já disse. Mas, não é isso o que importa. É muito fácil amar quando se tem tudo a favor, quando todos aprovam. Amor de verdade é aquele que dura apesar de todas as diferenças. Como o nosso. Já fazem tantos anos, não é Draco?
-Alguns.- ele sorriu, rodopiando-a.
-E tem algumas coisas que ainda não sei sobre você. -ela falou, então pareceu exitar.- Você se importaria se eu fizesse uma pergunta?
-Não, pergunte o que quiser.
-O que você tanto sonha? Todas as noites, desde que nos reencontramos aqui, eu o escuto gemer enquanto dorme. O que você sonha, que parece lhe causar tanta dor?
Ele sentiu um aperto na garganta, por isso não respondeu. Ela pareceu achar que ele ficara bravo com a pergunta, por isso se apressou em acrescentar.
-Muitas perguntas para uma noite! Não precisa dizer nada...
-Sonho com isso.- ele respondeu, apontando o próprio peito, que ela sabia estar coberto de cicatrizes, assim como as costas dele.- De quando fui torturado por não ter conseguido cumprir minhas ordens até o fim. Acharam que eu era muito fraco, e queriam me testar, saber até onde ia minha força. Lembro-me de estar quase morto em uma masmorra, nunca senti tanta dor na vida! E tudo o que pensava era em você. Que jamais a veria novamente e aquela foi a única coisa que lamentei. Você me perguntou, dias atrás, o que eu ouvia e via perto dos dementadores. É isso, o que escuto e vejo, a certeza de que jamais a veria novamente. Às vezes, em meu delírio, eu podia ouvi-la dizendo meu nome e isso me animava. Eles me libertaram em algumas semanas, e eu continuei o trabalho, tentando descobrir como você estava, te vendo em Hogwarts sem poder tê-la por perto, e meses depois teve uma batalha na qual quase morri. Foi então que decidi ir te visitar.
-Aquela noite na Toca?- ela perguntou corando levemente.
-Aquela noite. Entende, Gina? Ao mesmo tempo que ficar com você me traz sonhos sobre morte, foi você quem me devolveu a vida. Você me salvou duas vezes mesmo sem saber.
-Duas vezes?
-Dessa em que não me deixou desistir naquela masmorra, e a segunda quando se apaixonou por mim.- ele disse, acariciando as bochechas sardentas dela, que sorriu.
-Eu ficava me perguntando o que os Comensais da Morte faziam com você. - ela falou tristemente.- Hoje eu sei.
-Isso não importa mais. - ele respondeu, e a beijou docemente.
-Merlin.- ele sussurrou, parecendo meio envergonhado.- Esse tempo todo eu nunca deixei de amar você.
Lágrimas vieram aos olhos de Gina, que abraçou Draco com mais força do que jamais abraçara alguém. E naquele momento ela soube, que o que quer que acontecesse durante a guerra, mesmo lutando em lados diferentes, eles estariam ligados de um jeito ou de outro.
N/A- Sinceramente, guys, que outra explicação teria para o fato de o Draco saber das moedas encantadas, e que foi a Hermione que as inventou, além da Gina? Quero dizer, a Marieta não falou nada disso para a Umbridge, podem checar! Nem a mais leve menção à moedas. Quanto mais à Hermione. Mistérios... Bem, me desculpem ter demorado tanto para atualisar, mas eu viajei, ainda estou em aula, o aquecimento global não me deixa em paz, e uma coisa levando à outra... Bem, quero agradecer aos comentários.Valeu guys! Espero que tenham gostado desse capítulo também. Ah, a música no meio do capítulo é 'You and Me- Wannadies', do filme Romeu e Julieta. (com o Leonardo DiCaprio e a Claire Danes, só que só passa 1 minuto da música... hunf...)
Juliana - Ah, eu faço as pessoas chorarem? Mas, isso é bom, não é? (cara de não tenho certeza). Você também gosta de desenho! E tem 19?! Não acredito!!!!! Eu sou viciada em Avatar e em Jovens Titãs (só não espalha isso por aí). Adoro o Mutano e a Ravena!!!! Ontem eu até assisti o filme dos Jovens Titãs em Tóquio! A que ponto cheguei? Meu irmão queria me matar! Enfim, desculpe a demora. Espero que, pelo menos, tenha valido um pouco a pena, e você possa me desculpar. Eu quase chorei quando você disse que a fic te faz ficar aos prantos! Eu fiquei muito feliz por tem alguém que goste! Beijão e até o próximo capítulo!
Ana Gabi - Oi! Ah, obrigada pelo elogio! Que bom que está gostando da minha fic! Sobre sua pergunta, se eles vão ficar juntos... bem, o que posso dizer? Hum... Com a chegada do livro sete eu tive que reescrever os últimos dois capítulos da fic. Então, não posso te contar o que acontece. Mas, logo (eufemismo para algum-tempo-um-mês) você vai descobrir! Faltam só mais dois capítulos. Espere por qualquer coisa (voz misteriosa e olhos cobertos por uma sombra ainda mais misteriosa... Sério, porque quando aguém é sinistro está sempre na sombra? E o que faz a sombra?!) Bjos e até mais!
Beijos, Mary Campbol
