Ola, queridos e queridas!

Desculpa pela demora de atualização, mas acho que finalmente estamos caminhando em alguma direção aqui... hahaha

Muito obrigada por todos os reviews, vocês são maravilhosos e a maior parte do tempo eu não mereço! T.T

Esse capítulo vai especialmente para a Paula, porque sem ela, acho que não tinha saído...

Enjoy ;)


Capítulo 11

Sasuke respirou fundo antes de entrar no quarto de Itachi. Os dois tinham quartos conectados no hotel em Pequim, para que pudessem se reunir com mais facilidade e ter mais acesso um ao outro.

Sabia que a conversa que ia ter com o irmão mais velho seria, no mínimo, bizarra. Itachi podia ser um gênio das finanças e dos negócios, mas era uma absoluta anta quando se tratava de pessoas e sentimentos. Ele chegava a ser desligado. Fora exatamente o que Sasuke tentara explicar para Ino: não que Itachi não gostasse de Hinata, ele só não via razão para ligar para ela sabendo que estava tudo bem.

Empurrou a porta e entrou na suíte do irmão. Itachi, que estava no sofá trabalhando em seu computador, nem olhou em sua direção.

Sasuke tinha chegado em Pequim há algumas horas, ido direto para o hotel, tomado um banho e agora estava diante do irmão para ter uma conversa que nunca pensara que iria que ter. Pelo menos não com Itachi.

-Boa noite, aniki. –falou.

-Ototo. –o outro nem levantou os olhos de sua tela para responder.

Viciado... Sasuke respirou fundo.

-Itachi, me diz que você ligou para a Hinata. –o caçula pediu.

Isso fez Itachi tirar os olhos do computador.

-Por que? Aconteceu alguma coisa? –uma leve preocupação.

-Sim, aconteceu! –Sasuke bufou –A Ino está puta da vida comigo por sua causa! Sabe como isso é injusto?

Itachi arqueou a sobrancelha. Sasuke parecia uma criança mimada que ouvira que não ia ganhar um brinquedo novo. Bom, ele sempre fora o queridinho da mãe deles.

-Não entendi. –Itachi falou por fim.

-Você tem que ligar para a Hinata, faze-la feliz, para que a Ino fique feliz e me faça feliz depois. –Sasuke explicou, como se o irmão fosse um idiota.

-Que tal começar essa conversa de novo, Sasuke? –Itachi pediu calmamente, embora sentisse uma dor de cabeça se aproximando –Porque eu ainda não entendi o que você quer.

Sasuke pareceu pedir forças aos céus e Itachi decidiu fazer o mesmo. Aquela conversa estava muito bizarra e ele não estava entendendo nada.

Sasuke sentou-se de frente com o irmão mais velho.

-Antes de eu vir pra cá a Ino veio me procurar furiosa. –ele começou –Aparentemente a Hinata está achando que você cansou dela e por isso não está ligando. E ela está muito chateada.

Itachi arqueou a sobrancelha.

-Eu não entendo a ligação. –ele falou –Ela sabe onde eu estou e tem o número do meu celular. Eu falei quando ia voltar. Por que ela está assim? E por que ela não me liga?

-Até parece que você não sabe como as mulheres são complicadas. –Sasuke lembrou –A Hinata teve algum problema sério de relacionamento. A Ino deixou escapar uma vez e nunca me deu detalhes, mas o que quer que tenha acontecido deixou-a muito insegura. Ela acha que você cansou dela e que por isso sumiu. Ela não tem coragem de te ligar porque não quer te atrapalhar. –ele suspirou –Vamos, Itachi, você já teve namoradas, sabe como isso funciona.

-A Hinata é diferente. –Itachi falou com simplicidade –Ela não é uma namorada. Ela é muito mais importante que uma namorada.

Isso fez Sasuke brecar.

-Opa, espera ai! O que isso quer dizer? –ele exigiu.

-Só o que eu disse. Que ela é mais importante. –Itachi deu de ombros.

-Ok, mas não fale isso pra mais ninguém ta? Ou vão começar a organizar o casamento de vocês dois. –ele suspirou –Itachi, liga para a Hinata e fala com ela. Se não porque você quer, porque eu preciso.

O canto do lábio de Itachi subiu levemente.

-Ela está te dando tanto trabalho assim?

-Você nem imagina... –Sasuke encarou o irmão –E ai? Você vai ligar?

-O que eu falo pra ela?

-Que você sente falta dela? –o outro sugeriu irônico.

Fazia sentido, ele realmente sentia falta dela. Nem imaginava porque até então não tinha ligado para ela, mas agora que Sasuke falara... Sim, seria ótimo ouvir a voz de Hinata.

-Eu vou ligar para ela. –Itachi declarou levantando-se e indo para o seu quarto, deixando Sasuke sentado, com cara de choque.


O som do celular tocando acordou Hinata. Olhou em volta do seu quarto confusa e viu no relógio que era meia-noite. Quem poderia estar ligando a essa hora?

Tateou o criado-mudo e puxou o aparelho, atendendo sem ver quem ligava.

-Alo?

-Hinata?

A voz de Itachi terminou de desperta-la e a herdeira sentou-se imediatamente.

-Itachi? Está tudo bem? –perguntou preocupada.

-Está. Eu te acordei?

-Acordou, mas tudo bem. –ela falou –Eu... Fico feliz em ouvir a sua voz. –admitiu.

-Eu também. –ele falou, surpreendendo-a –Devia ter ligado antes.

-Devia mesmo... –ela falou numa voz pequena, embora seu coração batesse loucamente.

Itachi suspirou do outro lado da linha.

-Você poderia ter me ligado. –ele falou

-Eu não sabia o que você estaria fazendo. –ela se defendeu –Não queria te atrapalhar.

-Bom, agora você sabe que pode me ligar. –ele falou –Se eu não puder atender, não atenderei, mas te retorno.

Hinata sentia-se uma tonta por ficar feliz com essas coisas, mas cada palavra dele aquecia seu coração.

Durante a ausência de Itachi percebera uma coisa assustadora: estava completamente apaixonada por ele! Fora engraçado como não percebera. Quando se encantara com Naruto fora instantâneo e soubera na hora que estava perdida. Mas não Itachi. Todo o tempo achara que sabia exatamente onde estava com ele, onde seus sentimentos se encaixavam e os dele também. Achara que aceitava que aquilo era passageiro para ambos. Mas estava errada, Porque, por algum motivo masoquista, amava o Uchiha. E não tinha como dar certo. Tirando o fato de ele ser um gênio e ela uma mocinha qualquer, seu pai nunca aceitaria, o pai dele nunca aceitaria, a mídia iria cair em cima.

Isso tudo para não admitir o que mais doía: Itachi não a amava.

Durante a semana que ele não entrara em contato Hinata se convencera que ele não a queria mais. Mesmo agora ouvindo a voz dele, escutando-o dizer que sentira falta dela, Hinata não achava que passaria disso: um caso confortável para ele.

Isso doía mais que tudo.

Só que dessa vez não iria fugir. Iria dar ouvido aos conselhos absurdos de Ino uma vez na vida e iria até onde aguentasse. Se terminasse com o coração partido depois... Bom, sobrevivera ao casamento de Naruto, sobreviveria a isso também.

Pelo menos era o que esperava.

-Você está em casa? –ele quis saber.

-Sim.

-Na sua cama?

-Sim.

-Sozinha?

-Claro que sim. Com quem você achou eu estaria dormindo? –perguntou levemente ofendida.

-Ninguem. É mais uma medida de segurança.

-Segurança? –perguntou confusa –Por que?

-O que você está usando?

-Camisola. O que mais eu usaria para dormir? –ela riu levemente.

-Camisola de seda? –uma nota esperançosa.

Na verdade ela dormia com uma camisola de algodão cor de rosa que tinha uma ovelha bem fofa estampada, mas estava começando a suspeitar onde essa conversa ia terminar, por isso resolveu fantasiar um pouco.

-Seda preta. Como você adivinhou? –perguntou de forma inocente.

Ouviu Itachi respirar fundo do outro lado da linha.

-Tira a camisola.

O coração dela disparou.

-Tem certeza? Ela fica muito bem em mim. –provocou.

-Ela vai ficar melhor no chão do seu quarto. –ele falou –Tira.

Hinata colocou o telefone no viva-voz no colchão e então retirou a camisola.

-Tirou?

-Sim. –sem folêgo –E você?

A risada rouca dele fez um arrepio percorrer o corpo dela.

-Você me quer sem roupa também?

-É o justo, você não acha?

-Eu tiro minhas roupas enquanto você encosta no seu travesseiro e relaxa.

-OK. –ela aceitou, fazendo exatamente isso.

-Você está totalmente sem roupa? –ele quis saber.

-Hum... Sobrou a calcinha. –ela admitiu.

-Pode tirar também.

Hinata riu e deslizou a peça pelo quadril e então pelas pernas.

-E agora? –perguntou sem folêgo.

-Agora eu quero que você pense em mim. –a voz dele comandou. Hinata fechou os olhos e foi como ele estivesse ali ao seu lado, era como se até seu perfume ela pudesse sentir.

-Ponha sua mão sobre o seu coração. –ele ordenou –Como ele está?

-A ponto de explodir. –ela falou, quase sem folêgo.

Mais uma risada rouca do outro lado da linha.

-Sinta a sua pele. Eu sei exatamente o que você está sentindo agora, eu sei como você fica quando está excitada. Os arrepios, a textura, o calor... Aposto que você está corada.

Hinata estava sentindo cada uma dessas coisas, como se as sensações fossem evocadas por Itachi, embora fossem perfeitamente naturais.

-Toque seus seios, do jeito que você fez na nossa primeira noite.

Hinata lembrava-se perfeitamente daquela noite, cada beijo, cada toque e cada sensação. Suas mãos foram parar em seus seios sem que percebesse, envolvendo-os, sentindo seu peso.

-Eu queria estar ai te tocando. Eu sei exatamente como você gosta, como você geme quando eu toco seus mamilos.

Hinata soltou o dito gemido quando seu dedão roçou o mamilo rigido.

-Assim mesmo. Mas eu não iria parar ai.

-Não? –também saiu como um gemido.

-Não. Minha mão ia correr esse seu corpo perfeito, essa sua pele de veludo e mergulhar entre suas pernas. –uma mão dela acompanhou o trajeto descrito pela voz dele, passando por sua barriga e indo além -E eu sei que eu iria te encontrar molhada e quente e minha.

-Itachi... –ela soltou seu nome, quase que em reverencia, quando seus dedos encontraram exatamente o que ele descreveu.

-E dai eu iria te torturar um pouquinho, mas só porque eu sei que você gosta.

-Não gosto. –ela riu sem folêgo.

-Ah gosta sim. –a voz dele estava cheia de arrogância masculina –É assim que você está fazendo não é? Provocando primeiro, certo? Um dedo passeando por fora, enquanto seu dedão encontra seu clitóris...

A mão dela parecia possuída pela voz dele, fazendo exatamente o que descrevia e querendo mais.

-Usando só um pouquinho mais de pressão... –outro gemido escapou dela –Até você não aguentar mais e ter que acrescentar alguma coisa...

-Itachi. –ela gemeu um pouco mais alto, deslizando um dedo para dentro de si.

-Eu também estou pensando em você, Hinata. Pensando que são suas mãos no meu corpo, desejando o seu calor perto de mim. –foi só então que ela percebeu que ele arfava também –Eu sinto saudade do seu cheiro, do seu gosto, da sua voz.

Hinata sentia a pressão crescendo dentro de si e cada palavra vinda de Itachi só a deixava mais perto daquele momento em que se desmancharia.

-Me deixa te ouvir gozar.

E esse foi o limite para ela. O extase tomou conta do seu corpo e foi como se sua visão se enchesse de estrelas. Ainda estava recuperando-se quando ouviu o gemido de Itachi.

-Foi bom pra você? –brincou.

A risada de Itachi foi rouca, mas divertida.

-Hinata?

-Hum? –perguntou sonolenta, um sorriso em seu rosto.

-Eu com certeza vou te ligar amanhã.

A morena riu.

-Eu vou estar esperando.


Na manhã seguinte Itachi tinha um sorriso no rosto enquanto esperava Gaara chegar para a reunião deles. Devia ter ligado para Hinata antes, e não só pelo "sexo", mas pela voz dela. Só ouvi-la o deixara mais leve.

Sentimentos eram complicados para ele, porem o gênio sabia que, quando o assunto era mulher, quanto mais se dava, mais elas exigiam, por isso sempre regulou o tanto de atenção que dava as namoradas. Era seu jeito de deixar claro que não tinha interesse em relacionamentos sérios, apenas diversão.

Com Hinata já não sabia mais onde esses limites estavam. Nunca passou por sua cabeça ligar para ela, porque não ligava para ninguém enquanto estava viajando, a não ser que precisasse de algo. Pensou algumas vezes em ligar, só para ouvir a voz dela, mas e dai o que? Sobre o que falariam? Como ela reagiria se ele ligasse? Será que queria falar com ele?

Com todos esses pensamentos rodando na sua cabeça ele acabava não ligando nunca. Porque pensar em tudo isso era complicado demais. E pensar nada nunca devia ser complicado para um gê precisara vir do Japão falando que Hinata pensava que os dois não tinha mais nada para que ele resolvesse pegar o as palavras de Sasuke incomodavam Itachi. Muito. O que teria acontecido com Hinata para que ela ficasse insegura? Quem era essa pessoa que a magoara tanto?

Odiava não ter respostas.

A porta da sala abriu-se e por ela entrou Subaku no Gaara e sua irmã, Temari.

Gaara era dono de uma empresa gigante de telecomunicação no Oriente Médio e Leste Europeu. Seus negócios vinham progredindo e chegaram até a China. Ele agora buscava apoio de um banco nacional para chegar ao Japão. Itachi queria que esse banco fosse o deles.

Claro que logo os Hyuuga estariam por dentro da transação também, mas Itachi queria ser o cara que trouxe a Subaku Comunicações para eles.

Eles trocaram cumprimentos e apertos de mão, então todos sentaram-se a mesa.

-Eu ouvi falar da fusão com os Hyuuga. –Temari comentou -Como isso está indo?

-Bem, na medida do possível. –Sasuke respondeu de maneira concisa -Eles são complicados.

-Não precisa explicar, eu sei. –a loira riu -Pra todo o sangue azul que eles pensam que têm, ainda são uns babacas. Como vai Hiashi-Sama?

-Na mesma... Atitude de sempre. –foi a vez de Itachi responder com um pequeno sorriso.

-Neji-San?

-Ainda precisa arrumar uma mulher. –Sasuke revirou os olhos.

-E a Hinata? –Gaara perguntou de repente, atraindo toda a atenção de Itachi.

O gênio precisou respirar fundo. Por que Gaara se achava no direito de dirgir-se com tanta intimidade a Hinata?

-Vocês se conhecem? –Sasuke perguntou rapidamente, chamando a atenção para si -Eu achei que ela dificilmente participava de reuniões de negócios.

O plano de Sasuke, de distrair Itachi, falhou miseravelmente diante das próximas palavras de Gaara.

-Ela não participa. Culpa do imbecil do pai dela que não acha que mulheres merecem posições relevantes em empresas. –Gaara, que raramente desmonstrava emoções, falou com desprezo -Mas obviamente eu a conheço. Nós namoravámos.

Sasuke viu o lápis na mão de Itachi envergar e quebrar. Felizmente nenhum dos outros dois pareceu perceber e a expressão de Iachi não alterou-se nem por um segundo.

-Eu nunca ouvi falar disso. –ele declarou com uma calma assombrosa.

-Eu duvido que você leia revista de fofocas, Uchiha. –Gaara continuou -E também já faz um tempo. Uns dois anos.

-O poderoso chefão deixou? –Sasuke perguntou chocado, esquecendo-se momentaneamente de que deveria distrair Itachi do fato que alguém naquela sala já colocara as mãos em Hinata.

-Ele encorajou, na verdade. Acho que pensou que seria ótimo casar a filha com um empresário. Talvez tomar posse do minha companhia. –Gaara reivou os olhos -Mas Hinata é maravilhosa: bonita, inteligente... Namora-la não foi sacríficio algum. Muito pelo contrário. Eu queria pedi-la em casamento.

Itachi estava vendo uma névoa vermelha a sua frente, mas respirou fundo.

-Por que não pediu? –quis saber.

-Ela não quis, para ser sincero. –Gaaara explicou, sem ressentimento algum -Ela foi um anjo o tempo todo, afinal ela tem um coração muito gentil, mas foi firme na hora de falar que, por mais que gostasse de mim, não me amava e só se casaria por amor.

-E o que você fez? –Sasuke perguntou curioso.

-Eu aceitei, porque também não a amava. Eu gostava muito dela e a respeitava muito e para mim isso era o suficiente, por isso achei que seria uma boa ideia. Mas ela é uma romântica. Eu tinha que respeitar os desejos dela, mesmo os achando irreais.

-Quer dizer que ela está em busca do príncipe encantado? –Sasuke não escondeu o sarcasmo.

-Que mulher não está? –Gaara rebateu.

-Eu. –Temari falou na hora.

-Yamanaka Ino. –Sasuke pensou alto, um sorriso no rosto.

Temari deu uma risada baixa.

-Aquela la cai numa categoria bem diferente. –a loira falou e trocou um sorriso com Gaara, que concordou.

-Vocês conheceram a Ino? –Sasuke perguntou, não gostando muito disso.

-De certa forma. –Gaara confirmou -Quando eu namorava a Hinata ela saía com o meu irmão, o Kankuro.

Isso fez Itachi fechar a pasta que fingia estar lendo com mais força que o necessário.

-Que tal deixarmos a conversa para depois e passar aos negócios?


Itachi voltava amanhã. Hinata sentia-se muito feliz com isso. E uma idiota também, mas isso era um detalhe.

Seus sentimentos em relação a Itachi eram confusos e ao mesmo tempo claros como o dia. Sabia o que sentia, mas tinha medo de sentir tanto em tão pouco tempo. Tinha medo do que ele sentia, porque tinha certeza de que era nada.

Tinha que parar de sentir pena de si mesma por essa situação, afinal, se enfiara nela de olhos abertos.

Todos esses dias, desde a primeira ligação, Itachi ligava para ela toda noite e os dois conversavam sobre seus dias, sobre a viagem dele e então... Bom, eles conversavam sobre outras coisas.

Era chocante para ela como Itachi destruía todas suas inibições e barreiras. Quando estava com ele, quando falava com ele, sentia-se outra mulher: sexy, corajosa e infinitamente bonita. Era mágico, e também era assustador.

O telefone em sua mesa tocou e a Hyuuga atendeu.

-Senhorita Hinata, tem uma pessoa aqui querendo te ver. –a voz de sua secretária informou.

-Quem? –ela perguntou confusa, não estava esperando ninguém naquela tarde.

-Ei, espera! Você não pode ir entrando...

A porta da sala de Hinata se abriu e Itachi entrou por ela. O coração da Hyuuga quase explodiu.

-Senhorita Hyuuga, eu tentei... –a secretária veio atrás dizendo, parecendo chocada pelo ocorrido.

-Está tudo bem, Naomi-San. –ela garantiu sorrindo gentilmente para a mulher –Feche a porta, por favor.

A secretária fez o pedido, embora ainda parecesse desconcertada pelo que acontecera. Hinata virou-se para Itachi, sentindo o ar faltar em seus pulmões e desejando que ele não pudesse ler todos seus sentimentos naquele momento, porque tinha certeza que eles deviam ser óbvios.

-Itachi...

O Uchiha venceu a distância entre eles e afundou as mãos nos cabelos dela, puxando-a para um beijo que roubou a capacidade de raciocinio de Hinata. A boca dele devorou a dela sem um minuto de dúvida e cheia de saudade.

Kami, como era bom te-lo ao alcance das mãos, podendo beija-lo e senti-lo daquele jeito.

Os braços de Hinata foram parar em volta do pescoço dele, deixando-o beija-la como quisesse. Provavelmente teria ficado assim um bom tempo, se não tivesse sentido as mãos dele entrando por baixo do seu vestido.

-Itachi! –bronqueou sem folêgo –A porta está aberta, qualquer um pode entrar.

O gênio afastou-se dela, respirando pesadamente e apoiou sua testa na da mulher.

-Então tranca a porta. –ele falou –Porque eu estive tempo demais longe de você.

Hinata não tinha certeza se suas pernas aguentariam até a porta. A voz dele, rouca de desejo, quase a desmanchou ali mesmo.

Ela passou a chave na porta e virou-se, encontrando Itachi com o quadril encostado em sua mesa e a encarando. No tempo que ela levara para fechar a porta, o Uchiha descartara seu paletó e gravata. Quando o olhar de ambos se encontrou ele esticou o dedo e fez um gesto para ela se aproximar.

Hinata pediu forças ao céu. O homem era bonito demais para a sanidade dela. Porém, isso não era motivo para dar a ele tudo o que queria. As vezes se fazer de difícil também tinha seus benefícios.

Então ela encostou-se na porta, olhou para ele e fez que não com a cabeça.

Itachi arqueou a sobrancelha e cruzou os braços diante do peito. Hinata repetiu a pose, passo a passo. O canto esquerdo do lábio do Uchiha levantou e ele desencostou-se da mesa. Pelo olhar dele a Hyuuga soube que estava em problemas.

Um arrepio de antecipação atravessou seu corpo.

Ele caminhou em sua direção em silêncio e Hinata começou a andar para o lado, acompanhando a porta e então a parede. Os dois não tiraram os olhos um do outro e não disseram nada. Palavras eram desnecessárias.

De repente Itachi parou.

-Corre. –ele murmurou.

Hinata nem parou para pensar no porque ela faria isso dentro do próprio escritório, só obedeceu. Mal dera dois passos quando Itachi a alcançou, envolvendo a cintura dela com os braços e puxando-a, colando suas costas ao peito dele.

-Você não corre nada. –ele falou rindo.

-Tenta correr de salto! –ela se defendeu.

-Eu prefiro você de salto. –ele falou, inclinando a cabeça dela para poder beija-la.

Hinata conseguiu jogar um braço para trás para envolver o pescoço dele. As mãos de Itachi soltaram a cintura dela e desceram pelo quadril, até encontrarem a barra do vestido que ela usava e puxa-la para cima.

Sentiu a mão direita dele mergulhar em sua calcinha e tocar eu clitóris levemente. Até leve demais. A mão dela puxou o cabelo dele.

-Itachi... –reclamou num suspiro.

-Eu mal te beijei e você ja está assim? –ele provocou contra os lábios dela –O que aconteceria se eu fizesse isso? –o dedão dele pressionou o clitóris dela, enquanto o dedo médio contornou sua entrada.

-Itachi... –agora num mero gemido –Não é justo.

Ele mordiscou a orelha dele.

-Justo pode não ser, mas com certeza é divertido. –ele respondeu –Eu acho que você é capaz de gozar só disso.

-Provavelmente. –ela respondeu sem folego –Mas eu não quero. Eu quero você dentro de mim.

Essa resposta fez ele beija-la com ardor redobrado e seu dedo afundar-se nela. Um gemido escorreu da boca de Hinata para a de Itachi.

Impaciente, o Uchiha empurrou a calcinha dela para baixo, até a peça escorregar pelas pernas dela e cair no chão. A outra mão dele começou a soltar os botões na frente do vestido de Hinata. Se a herdeira estivesse prestando atenção teria visto a mão dele tremer, mas estava além desses detalhes. A mão dele deslizou para dentro do vestido e do sutiã dela e agarrou-lhe o seio.

-Seu corpo inteiro está pronto para mim. –falou satisfeito, acariciando um mamilo rígido com seu dedo –Você não tem ideia de como foram essas semanas, pensar em você e não poder te ter. Agora que eu estou aqui... –ele pressionou o dedo que estava dentro dela –Eu vou fazer o que quiser com você.

-Por favor... –ela murmurou –Mais.

Ele empurrou-a levemente para a frente e Hinata sentiu o sofá bater em seu joelho. Entendendo o que ele queria a morena ajoelhou-se no estofado e apoiou as mãos nas costas do sofá. Sentiu Itachi apoiar um joelho próximo ao seu.

O Uhciha depositou um beijo na nuca dela, então mordiscou a pele ali.

-Como está sua tarde? –ele perguntou, correndo a mão pelas coxas dela.

-Livre. –ela falou, jogando um olhar por sobre seu ombro –Se eu for embora ninguem vai perceber.

-Então essa vai ser só para aliviar a vontade. –ele falou –Depois eu vou te arrastar para meu apartamento pelo resto do dia.

Hinata não conseguiu não rir.

-Você é afobado.

-Só com você. –ele admitiu.

Ela sentiu as mãos dele passando pela parte de dentro de suas coxas, roçando suavemente em sua feminilidade. Então a ereção dele estava pressionando contra ela, invadindo seu corpo lentamente, preenchendo-a de calor.

Ele penetrou-a com uma calma incomum, como se estivesse saboreando cada segundo. Tremores corriam o corpo de Hinata e ela sentia que não precisaria de muito para gozar ali mesmo.

Quando estava totalmente dentro dela Itachi parou e depositou um beijo no ombro dela, posicionou suas mãos no quadril dela e ai moveu-se.

As mãos de Hinata agarraram-se ao sofá, sentindo cada estocada de Itachi. Profundos e firmes, os movimentos dele estavam levando-a aos céus.

Uma das mãos dele deslizou por seu quadril, indo parar em seu clitóris dela e Hinata soube que estava perdida.

O orgasmo tomou-a de forma tão intensa que teve que morder o lábio, para não gritar. As estocadas de Itachi ficaram mais erráticas e logo ele estava soltando aquele gemido que Hinata tanto gostava de ouvir.

O Uchiha desmanchou-se, caindo no sofá e puxando Hinata consigo. Ela acabou caindo no colo dele. Arrumando-se, de forma que seu ouvido ficasse contra o peito dele, sentiu-se totalmente contente pela primeira vez em muito tempo. Talvez por isso mesmo tenha perdido o controle do que dizia.

Entre tomadas de folêgo e o extase que ainda corria seu corpo, Hinata não tinha mais defesa alguma. Talvez por isso tenha deixado escapar entre expirações:

-Eu te amo.

Sentiu o corpo de Itachi travar na hora.

O silêncio na sala foi sufocante. E uma resposta bem clara.


Ai está! O próximo capítulo será tambem o penúltimo!

Próximo post será em "Na Rua, Na Chuva, Na Cabana"!

REVIEWS, PLEASE!

xoxo