A Guarda-Costas

Disclaimer: A história não pertence a mim, é da Naobi Chan que me permitiu a tradução. Os personagens aqui citados pertencem a Stephenie Meyer.

Sinopse: Edward Cullen, o presidente de uma importante companhia, está ameaçacado de morte, contacta uma empresa de segurança e eles lhe enviam sua melhor guarda-costas: A agente Bella Black.


Capítulo 11 – Volta a realidade

Na manhã seguinte Bella acordou com uma sensação de paz que fazia muito tempo que não sentia. Se mexeu entre os lençóis e se desesperou tampando seu rosto com uma mão segundos depois. Se pos de pé e saiu de seu quarto, encontrando Edward na sala enquanto assistia televisão e desfrutava de um café.

- O café ainda está quente – Edward disse sem olhá-la.

Ele tinha acordado alguns minutos antes dela havia tomado banho e tinha café da manhã para os dois. Decidido agir como se a noite passada não tivesse acontecido, conhecia Bella o suficiente para saber que ela se sentiria envergonhada pelo que tinha acontecido entre eles, mas sobretudo por ter adormecido em seus braços. A melhor coisa era agir como sempre, esperar que o relacionamento entre eles amolecesse um pouco, mas era apenas uma esperança vã.

Sabia que o coração de Bella ainda não estava recuperado como para curar, ao menos ainda para deixar alguém entrar, ainda que fosse um amigo. Mas algo lhe obrigava a insistir, algo dentro dele lhe pedia que tentasse uma e outra vez até que Bella abrisse por fim e não somente lhe deixasse entrar em sua vida, queria que o suplicasse. Não a tantos extremos, mas queria que ela fosse quem pedisse para ser amigos e não só chefe e empregado.

Bella sentou no sofá ao seu lado e se serviu com um café, mordeu uma torrada e olhou para Edward entre seus cílios. Franziu a testa enquanto tentava decifrar o que aconteceu na noite anterior teria sido um sonho ou teria acontecido de verdade. Nunca pensou poder sentir-se tão bem entre os braços de outro homem que não fosse Jake. No fundo do seu coração se sentia culpada... tinha dormido com outro homem, havia compartilhado a cama com outro pessoa que não era ele. Também tinha dormido com Emmett muitas vezes depois do acidente, mas não era igual. Edward não era Emmett, Emmett a conhecia desde muitos anos, Edward era um estranho na sua vida. E não entendia porque sentia essa espécie de conexão com ele, como falar de sua vida resultava tão simples.

- Obrigada por ontem a noite – sussurrou ela olhando para o chão.

Edward desviou o olhar da tela da televisão e olhou durante uns segundos suspirou, e um ligeiro sorriso apareceu em seus lábios.

- Não foi nada.

O resto da viagem passou sem contratempos. Edward a cada noite passava um tempo conversando com Bella, sobre eles mesmos, o que ajuda que ela dormisse melhor, sem pesadelos, ainda que a culpa continuava pesando em seu coração, mas colocava esse sentimento de lado, já se repreenderia e pagaria pelas conseqüências de entregar-se e confiar quando o caso estava fechado e Aro Volturi atrás das grades.

Não poderia descansar até vingar a morte de Jake, ainda que ninguém tenha tanta culpa como ela e sua vingança começava por infringir dor a si mesma. Estar perto de Edward lhe ajudar a deixar essa sede de vingança de lado e só desfrutar... desfrutar da quente brisa da Espanha na primavera, desfrutar dos raios de sol aquecendo sua pele... de encher os pulmões de ar e respirar fundo, de dormir uma noite inteira sem pesadelos.

Quando voltava no avião para os Estados Unidos de novo, Bella passou a maior parte do tempo calada e fechada em seus pensamentos. Como fazia muito tempo que não tinha lembrança em cada instante ao lado e de Jake. Era algo que se obrigava a fazer para não esquecer, para não esquecer nenhuma recordação importante, para que nenhum dia especial ao seu aldo se perdesse em algum lugar da sua memória.

Ela recordou seu primeiro encontro, quando juntos foram para tomar um sorvete em pleno janeiro. Lembrava que sentada naquela sorveteria, com um lenço no pescoço, vendo pela janela, como os flocos de neve deixavam as ruas brancas, enquanto ela desfrutava de um frio de sorvete, em seguida, tomar um chocolate quente fazendo seu rosto corar.

Jake sempre admirou como suas bochechas coloriam, era tão típico dela. Algo que quase nunca tinha voltado a fazer desde que Jake se foi para sempre. Ele adorava correr os dedos quentes por suas bochechas os fazendo ficar mais vermelhas do que estavam, fazendo com que Bella sorrisse e se perdesse em seus profundos olhos negros. Jake devolvia com aquele sorriso quente e ela sentia como se seu coração derretesse com isso.

Era débil diante Jake, ele era a única pessoa capaz de destruí-la.

Devido ao seu trabalho Bella era forte, sabia defender e atirar. Mas Jake, compartilhando seu trabalho, sendo duas vezes mais forte do que ela só tinha uma forma de fazer-lhe dano... não amá-la. Era tudo que precisava para ser feliz, o amor de Jake.

Emmett sempre zombava deles, sempre dizia que pareciam siameses. Os superiores sempre os enviavam juntos as operações, procuravam que trabalhassem lado a lado porque se compenetravam com perfeição. Emmett, o mulherengo de corpo, o que havia passado por todas as garotas, exceto Bella, ele que sempre tinha um sorriso e uma brincadeira para alegrar o ambiente. Ele e Jake eram amigos desde crianças, se conheciam perfeitamente e Bella foi adotada como irmã de Emmett em questão de dias.

Bella suspirou enquanto olhava pela janela do avião. Fechou os olhos tentando dormir, mas não conseguiu, as lembranças continuavam chegando um a um na sua mente. Agora era o dia de seu casamento. Ainda podia sentir seus nervos, podia notar como seu estomago se apertava em antecipação. Fazia uns meses que seus pais haviam falecido, ela esperava compartilhar esse dia com eles, e lhe entristecia não poder fazer, ainda o compensava o fato de unir-se a Jake para sempre, até o fim dos seus dias.

A Bella do presente sentir amargura em sua boca, que pouco durou a felicidade... perdeu seus pais... perdeu seu marido... ela não foi feita para amar... ela não poderia querer limpamente sempre teria algo que a atrapalharia.

- Está bem? – Edward sussurrou.

Bella o olhou surpresa, achava que Edward estava dormindo. Seus olhos verdes mostravam cansaço, e como o cabelo bagunçado parecia quase outra pessoa, mais jovem, mais atraente...

- Estou bem – Bella respondeu com um murmúrio.

Edward levantou sua mão e secou uma lagrima da bochecha de Bella, ela estremeceu diante seu contato, e sentiu que suas bochechas ardiam. Arregalou os olhos, estava surpresa. Não somente por chorar sem notar... estava corando? Edward Cullen havia conseguido que ela corasse?

Seus lábios franziram em uma linha fina e olhou para a janela novamente. A culpa aumentou de peso, tornando-se quase o dobrou sobre si mesma para a frente e abraçou seus joelhos enquanto ela chorava como uma criança. Ela não podia ser a mesmo de sempre, ela não poderia voltar a ser a Bella alegre feliz e sorrir de outrora. Jake merecia respeito, Jake que merecia que ela guardasse luto até o último dos seus dias.

Ela quase riu de si mesma quando se lembrou que quando era adolescente não parava de ler Romeu e Julieta, ela sonhava em ter um amor… ela ansiava por sentir um amor verdadeiro que a fizesse arder com apenas um toque. Mas quando sentiu, acima de tudo, quando o perdeu, não tinha o mesmo valor como Julieta para acabar com sua vida e unir pela eternidade com seu amado.

Ela tinha tentado... mas não teve forçar para apertar o gatilho. Se acovardou ao pensar na dor... a dor que sentiria ao morrer seria muito pouco, ela merecia uma vida de sofrimento quase de tortura pelo o que havia feito. Ela havia afastado Jake de seu lado e ainda que ninguém a culpava ela sim o fazia.

Quando pôs um pé no chão de Chicago suspirou aliviada, agora poderia voltar a ser a Bella que era antes de ir para a Espanha. A rude, a reservadA, que estava sempre trancada em sua bolha, apenas fazendo seu trabalho e se escondendo do mundo.

Tinham enfraquecido naquela noite na Espanha, tinha deixado que Edward se aproximasse muito dela. Havia sido fraca, tinha cometido um erro grave. Edward era a pessoa para quem ela trabalhava. Quando o caso acabasse, quando tudo fosse resolvido e os culpados de sua miséria atrás das grades e pagando por cada um de seus crimes, ela poderia estar tranqüila.

Poderia se trancar em sua casa em Forks, onde seus pais viveram, poderia adotar vinte gatos e viver como uma louca por gatos desde que todos se afastassem. Poderia refugiar-se na sua própria miséria, se redimir com sua própria solidão, uma solidão auto-imposta.

Edward colocou seu braço em volta da cintura e puxou-a contra o seu peito, Bella não percebeu até que sentiu sua respiração em seu pescoço, fazendo-a arrepiar. Tentou se afastar de Edward com um empurrar, obrigou seus braços a se moverem e afasta-lo dela. Mas ao invés disso ela o abraçou de volta e ela soluçava contra seu peito.

Ela estava fraca... era uma fraca e como muitas humanas. E Edward era o seu apoio por mais que quisesse negar. Essas noites conversando, e deixando-se consolar por suas palavras... aqueles dias em que inclusive compartilharam a cama. Haviam sido muito significativos para negá-lo.

- Hey... – sussurrou Edward – Emmett veio nos buscar.

Bella se separou um pouco dele e olhou em seus olhos. Podia ver neles algo estranho estava mais escuro do que aqueles dias em Madrid, mostrava algum desconforto. Algo em Chicago incomodava Edward e Bella pensava que era por voltar à sua realidade, em que toda a família estava pendurada em fios, uns fios que Aro Volturi manejava à vontade.

Mas isso estava longe da verdade... Edward tinha endurecido os olhos quando viu o grande corpo de Emmett a distância, tinha um braço em torno de sua irmã Rosalie, enquanto os esperava, mas soltou Rose e avançou dois passos para frente esperando que Bella se aproximasse dele.

Isso irritou Edward, ele a havia tido para ele quase por completo, havia sentido que a Bella que tinha conhecido na Espanha era quase a Bella que era realmente, e agora, ao voltar para Chicago voltava a ser a Bella de Emmett, a que corria para seus braços para chorar.

Tão pouco gostou do gesto que escureceu o rosto de sua irmã quando Emmett e Bella se abraçaram, ela também havia criado uma dependência de seu guarda-costas pessoal. Ele compartilhava tantas horas a seu lado lhe havia demonstrado para um Emmett que desconhecia. Emmett, o guarda-costas corpulento, forte e brigão, o que tinha uma fama de mulherengo, também tinha um lado terno e infantil.

Rosalie havia rido como uma menina quando ele contou suas aventuras com seu melhor amigo de infância, também tinha notado a tristeza que emanava de seus olhos, enquanto falava dele. Também foi surpreendida quando um dia ele a acompanhou no seu trabalho no hospital e o perdeu de vista por um momento. Encontrou-o no chão de oncologia brincando com dois meninos que tinham leucemia.

Emmett era como uma criança em um corpo adulto com responsabilidades de adulto e também com ações de adulto. Mas sempre que podia deixava sair a criança que se escondia em seu interior e Rosalie o admirava cada dia mais.

Emmett e Bella estavam alheios a todas as emoções que despertaram ao seu redor com um simples abraço. Bella precisava de Emmett, um pouco de sua realidade para manter-se afastada do encanto de Edward Cullen e sentir-se um pouco mais de si mesma, se sentindo um pouco mais forte. Emmett se sentiu ansioso ao se separar de sua irmã, havia visto a tristeza nos olhos dela desde que Leah a lembrou de seu passado. E não sabia que tão bem estava, porque sabia esconder muito bem seus próprios sentimentos.

Todos foram a mansão Cullen no mesmo carro, o gesto de Rosalie não se suavizou por todo o caminho, e Edward estava em silêncio e olhando pela janela. Bella só percebeu o gesto estranho de Rosalie, mas não lhe passou despercebido o silêncio de Edward e sua mudança tão radical de atitude. Emmett olhou para sua suposta namorada com a testa franzida, sabia que algo estava errado, Rose não era das mulheres que se calavam com o pensavam, e agora ela estava fazendo, assim, seja lá o que era lhe estava doendo.

Eles chegaram ao seu destino, com cada um imerso em seus próprios pensamentos. Em silêncio e olhando para seus próprios pés, enquanto lhe buscava sentido do que estava acontecendo. Tudo era tão… confuso.

Alice recebeu-os com abraço caloroso e sem perder nenhum segundo solicitou os seus presentes, fazendo um biquinho. Edward riu e deu-lhe um pacote que tinha comprado para ela, e, em seguida, distribuiu presentes para toda a sua família.

Edward e Rose compartilharam um significativo olhar... os dois temiam o mesmo, embora por razões diferentes. Rosalie estava convencida de que Emmett estava despertando nela algo que nunca tinha sequer imaginado, Edward não sabia de nada. Bella o atraia mais do que qualquer mulher que tivesse conhecido até então, mas recusava a buscar uma razão para isso. "É apenas atração física" se repetida quase como um mantra.

- Como foi na Espanha? – perguntou Esme com seu característico tom de alegria e carinho.

Edward ficou em silêncio proposital, esperando que fosse Bella quem respondesse e saber o que pensava, ainda que não ajudava em nada, facilmente podia mentir.

- Foi fantástico, é um país lindo – respondeu Bella com um sorriso cordial.

- Fizeram turismo? – perguntou Carlisle.

- Muito pouco, Edward tinha trabalho – voltou a contestar Bella.

Alice estava admirando um lindo par de sapatos que Edward tinha lhe dado, não passou despercebido que eram do tipo de sapatos que Bella usava. Olhou para seu irmão desconfiado e nesse momento Edward olhava para Bella com intensidade, ainda que ela parecia perdida na conversa que levava com Carlisle e Esme.

O olhar de Alice foi para a sua irmã Rosalie, ela tinha a testa franzida e estava de braços cruzados, olhando a Emmett de soslaio e parecia conter um bufo cada poucos segundos. Alice conhecia a sua irmã... e estava irritada com alguma coisa.

Depois se fixou em Emmett e Bella, que pareciam alheios a toda agitação que haviam formado na família Cullen, Bella estava encostada no ombro do Emmett e este beijava sua cabeça de vez em quando em gesto carinhoso. Alice sabia ler entre as linhas e para ela isso não era nada mais do que um gesto de irmãos, como eles fingiram ser. Mas conhecendo Rosalie e Edward, e também a sua estranha predisposição para formar idéias preconcebidas sobre tudo. Então, era fácil ver que ambos estavam interessados em seu guarda-costas, e ao mesmo tempo irritados porque eles acreditavam que entre eles havia algo mais do que eles queriam demonstrar.

Um sorriso curvou seus lábios e suspirou.

- Eu também quero um guarda-costas – murmurou com voz sonhadora sem perceber.

Seis pares de olhos a olharam surpreendidos e ela corou por ter pensado em voz alta.

- Digo... Edward tem Bella e Rosalie tem Emmett... quem vai me proteger? – perguntou em tom casual disfarçando seu nervosismo – O que acham de um cara alto e loiro?

Todos estouraram em gargalhada, inclusive Bella e Emmett, e que estavam a pouco tempo lá, mas tinham aprendido a amar a pequena dos Cullens e suas ocorrências.

A tarde passou sem maiores contratempos. Até que alguém bateu na porta e entregou uma carta urgente em nome de Edward. O referido abriu nervosamente, ele sabia o que era um novo aviso, algo mais que se preocupar.

Quando Emmett viu o conteúdo daquela mesma, tirou seu celular do seu bolso sem ouvir os apelos de Bella.

- Garrett – diz com voz solene – quero Stefan e Vladimir aqui amanhã.

- O que esta acontecendo? – perguntou seu chefe confuso.

- Agora Bella está no ponto da mira.

- Estarão ai amanhã na primeira hora... disse ao senhor Cullen que vai sendo agora sair do armário e mostrar que estava tomando medidas – informou Garrett.

- Quer que Bella e eu nos delatemos? – perguntou Emmett surpreendido.

- O que faça Bella já não esta baixa minha jurisdição, mas você continua como até agora. Vladimir e Stefan já não irão de incógnito. Direi ao Cullen que os serviços que prestem já estavam pagados, Bella forma parte da minha família.

- De acordo – disse Emmett desligando o telefone, virou-se até Bella e Edward, este último estava em pleno ataque de nervos segurando com força uma das mãos de Bella – Vladimir e Stefan virão amanha, estarão atrás de seus passos dia e noite.

- Emmett McCarthy você vai me pagar – Bella murmurou entre dentes.

- Só cumpro ordens.

- Sei cuidar de mim mesma! – gritou furiosa.

- Sabe? – perguntou Emmett elevando também o tom de voz. – E como é que tiraram essas fotos sem que percebesse? Se no lugar do objetivo de uma câmera fotográfica fosse o de um rifle não estaria falando aqui contigo.

- Não seja melodramático – disse Bella levantando os braços – como noiva de Edward era óbvio que alguma ameaça teria que cair sobre mim, se supõe que também sou seu calcanhar de Aquiles.

- Não Bella... – disse Emmett com a voz abafada – me nego a perder você também de acordo? Deixara que te protejam, vai fingir ser uma civil desamparada. Não quero estar sem você também.

A família ficou em completo silencio, com o som da respiração acelerada de Emmett que lutava para conter as lagrimas.

- Stefan é alto e loiro? – perguntou Alice.

Todos a olharam com uma sobrancelha arqueada.

- É que assim, se Bella não quiser eu fico com ele – finalizou sorrindo e arrancando algum outro sorriso do resto da família.


Rose e Edward com ciúmes e uma Alice bem observadora.

Ameaças a Bella... tenso... O próximo é bem pequeno então pretendo postar no sábado.

Obrigada pelas reviews e comentem por favor.

Beijos