Hello, guys :D

Estou aqui com mais um capítulo, o penúltimo poir sinal. Está sendo um prazer postar essa fanfic aqui, junto com Ternura, sabendo que afinal de contas tem mais de uma pessoa lendo :D

Obrigada por acompanhar (Capítulo 3 de Ternura online também :D), e espero que continuem me acompanhando após o término dessa fanfic!

Nai, obrigada pelo comentário e espero que goste desse capítulo!

Bá, obrigada *O* Seu comentário me deixou super "*O*"

Cosette, valeu pelo review e espero que curta bastante essa reta final *O*. Paramore é uma das minhas bandas favoritas, ha. No tempo em que eu planejava uma fanfic sobre músicos, seria praticamente toda a trilha sonora. Agora eu também curto muitas outras bandas, but, a fanfic planejada foi pro saco.

Sem mais enrolações, espero que gostem desse penúltimo capítulo. Não vou soltar o nome do ultimo porque perderia a graça. Há. A música é do Plus 44 (+44), porque o Tom Delonge foi abduzido. Ah, sim, estranhei o fato de ninguém ter ficado desesperado quando a Sango desmaiou. Será que vocês não tem coração? D: Brinks. Me vingarei de vocês nesse capítulo. Fikdik. Brinks²

ENJOY!

Uma Marca no Mundo
Thirteenth Key

Capítulo XI - When Your Heart Stops Beating

Estava escuro.

O ar tinha um cheiro estranho, e ela não conseguia se levantar. Sango tossiu. Estava se sentindo tonta. Olhou para a mão que pusera sobre a boca e percebeu que ela estava manchada. Outro ataque. Que hora mais estúpida para desmaiar! Ela se ajoelhou e ergueu o braço para desligar o fogão, que vazava gás lentamente. O cheiro já estava insuportável. Mal tocou o botão, uma nova onda de tontura a envolveu.

-Droga... –praguejou ela, antes de tombar no chão sobre o braço estendido. Um choque pareceu atravessar seu corpo, e ela começou a tremer. Frio intenso, calor insuportável. Os sentidos dela começaram a se bagunçar. A cabeça começou a doer como se fosse explodir.

-Miroku...

Não chegou a ser um grito. Não chegou a ser realmente um chamado, não mais do que um sussurro tremido. Mas ele ouviu.

Deitado na cama no andar superior, Miroku olhava a janela tranquilamente quando ouviu seu nome. Saindo da cama imediatamente, ele desceu correndo e a encontrou estendida no chão. O cheio de gás o entorpeceu, mas ele ficou calmo. Desligou o fogão e pegou Sango no colo. Ela ainda estava consciente.

-O que aconteceu? –perguntou ele, levando-a para fora, em direção ao carro. –Outro ataque?

-É... –sussurrou ela, entre dentes. Ainda tremia. Uma dor indefinível começava a se espalhar por dentro dela, por debaixo da pele. Uma dor insuportável. Era como uma serpente rastejando por entre seus músculos, preparada para dar o bote. E, chegando à espinha, o bote foi dado. Sango soltou um grito abafado de dor quando uma explosão de agulhas pareceu perfurar-lhe a coluna, arqueando-a e retesando-a ao máximo. Miroku parou, preocupado. Colocou-a no banco da frente do carro. Ao girar a chave, porém, tudo o que conseguiu obter foi um engasgo do motor, gelado depois do tempo frio e da chuva.

-Pega, droga! –ele socou o volante, desesperado. E, assim que o fez, ouviu uma buzina.

-Eu, Miroku, cadê a...

Ao ver a amiga estendida no bando do passageiro, Kagome correu até ela. Sango sorriu, pálida.

-Você demorou... Mas veio, não é?

-Amiga é pra essas coisas. –Com a ajuda de Miroku, ela colocou Sango no banco de trás de seu próprio carro. Ou melhor, do carro de Inuyasha, que tinha acordado para ajudar a abrir as portas e colocar a garota doente dentro do veículo.

-Dirige, Miroku. Eu vou aqui atrás com ela. –Kagome colocou a cabeça da amiga no colo. Sem discutir, o outro se pôs ao volante e acelerou.

***

O tempo parecia não passar. As vozes estavam distantes. Sango respirou fundo, e acabou tendo uma crise de tosse. Mais sangue escorreu-lhe pelos lábios. Ela não ligou.

-Kagome...

A amiga baixou o rosto para ela, pronta a ouvir o que seria dito.

-Não conta pra ele, certo? –disse ela, referindo-se a Miroku.

-Segredo. Prometo. –disse a amiga, sorrindo em meio às lágrimas de preocupação.

-Acho que chegou a hora.

O coração de Kagome falhou. A hora. Sango estava dizendo que achava que era a hora?

Que hora?

-Acho que... Eu fui bem, não é? –sussurrou Sango.

-Muito bem. –disse Kagome, com lágrimas escorrendo e caindo sobre o rosto da amiga, lavando lentamente o sangue. –Você foi a melhor, Sango.

-Você vai seguir em frente, não vai? Ficar como InuYasha, e tal... –o escuro começava ficar denso.

-Vou. Mas você vai ver isso por si mesma.

-De onde quer que eu esteja. –disse Sango, fechando os olhos.

-Você vai estar aqui.

-Não faz diferença... Eu fiz, não fiz? Deixei minha marca. O Miroku me disse.

-Então é verdade. Ele nunca mentiria pra você. –Kagome controlou os soluços e os tremores. Sango estava aos poucos ficando inerte em seus braços. Miroku parou em frente ao hospital, onde já havia para médicos esperando. Inuyasha ligara do carro e providenciara tudo. Eles a colocaram numa maca quase imediatamente, e ligaram-na a algumas máquinas assim que entraram no hospital. Um bip constante monitorava os batimentos cardíacos da garota.

Acompanhando a correria dos homens que levavam a maca, Kagome escutou Sango sussurrar:

-Se cuida...

O restante das palavras foram abafadas pelo grito de um dos para médicos.

-Apenas um acompanhante, de preferência parente!

Inuyasha e Kagome pararam. Sabiam que quem mais tinha direito de estar ali era Miroku. Ele deu um passo a frente e seguiu com os outros.

***

-Ela está bem? –Kohaku entrou correndo na sala de espera, acompanhado dos pais. Eles estavam, por algum motivo estranho, de mãos dadas. Kagome chorava. Inuyasha abraçava-a.

-Está com Miroku, indo para a emergência. –respondeu o hanyou.

-Mas ela vai ficar bem? –perguntou a mãe de Sango.

A pergunta arrancou um gemido estrangulado de Kagome. Ela enterrou o rosto no ombro do namorado. Kohaku sentou-se e enterrou o rosto nas mãos. Uma outra pessoa entrou na sala quando os pais de Sango se sentaram junto do filho.

-Pai! –Kagome abraçou o homem. Ele acariciou os cabelos negros da filha e acenou com a cabeça para Inuyasha. Depois, virou-se para a família.

-Ela já contou, então.

-Já passava da hora. –disse o pai da garota. –E então, o que pode ser feito por ela?

-Sentem-se, esperem. Farei o possível. Parece que ela está tendo um ataque mú combinação de todos os que ela já teve. Se passar por eles, deve sobreviver.

-Então, não podemos fazer nada... –concluiu Kohaku.

-Podem, sim. Rezem. –E, com isso, o médico saiu.

***

Os corredores brancos refletiam a luz intensa que saía das lâmpadas no teto. Sango fechou os olhos. A dor sumia aos poucos, dando lugar a um torpor enorme.

-Fica comigo, Sango... Fica.

A voz de Miroku era sua única âncora à realidade. Ela sentiu a mão dele, incrivelmente quente, sobre a sua. Ou, talvez, fosse sua mão incrivelmente gelada.

-Miroku... –chamou ela. Tão escuro... –Guarda um segredo?

-Qualquer um. –disse ele.

-Eu não queria voltar pra casa. Não queria ter que olhar meus pais e ver que não podia ajudá-los. Agora, eu simplesmente não me importo. Sei que, se eles quiserem se ajudar, vão fazer isso sem mim. –ela tossiu. Um filete de sangue escapou. –Queria sair daquele lugar. Daquela confusão. Você me salvou. Nunca vou esquecer isso.

-Você me paga saindo dessa, o que acha? –disse ele. Por trás da brincadeira havia uma verdade dolorosa. Não queria, não podia... Não tinha condições de perdê-la.

-Prometo tentar. –disse ela.

As mãos se apertaram com força, ou toda a força possível naquelas condições. Miroku continuou seguindo em silêncio ao lado dela. Quando chegaram à porta da emergência, onde ele teria que deixá-la, palavras começaram a escapar-lhe pelos lábios.

-Faça isso... E, Sango... Eu te...

Ele não terminou a frase. Suas palavras foram, de repente, bruscamente cortadas por um barulho agudo e contínuo vindo do aparelho que acompanhava a freqüência cardíaca de Sango.

Ele quase tropeçou. A mão dela amoleceu. Os gritos de ordens médicas começaram, mas Miroku só ouvia o ruído agudo que arrancava fora seu coração, aos poucos.

O ruído que dizia que o coração de Sango estava parado.