Não. Você não está sonhando. Não, não é um aviso. Sim, isso é um capitulo. *a plateia aplaude*
Oiii, gente!
Tudo bom com vocês?
Ahhh, me desculpe pela demora!
Nesse pequeno espaço de tempo, eu mal tive tempo para escrever, apesar do capitulo ter ficado me atormentando noites e dias.
Bem, eu sei que vocês estão morrendo de vontade de ler, então eu vou deixar as respostas às reviews lá embaixo, depois do capitulo!
E, bem ele está maior que a maioria, então, aproveitem!
Capítulo 9 – Aturdidos
O despertador tocou, aquele barulho irritante enchendo o cérebro de Edward. Ele estava cansado. Muito cansado. Não fisicamente, longe disso. Era um cansaço diferente. Ele estava cansado de tentar entender os outros, ou até mesmo o destino.
Ele havia pensado muito em sua vida depois do que Jasper lhe dissera. Percebeu que tinha perdido tanto tempo tentando não ser julgado por causa de Christian, que esqueceu o que realmente importava: seu filho. E agora, a coisa que mais importava na sua insignificante vida, estava longe de estar bem.
Não tinha como negar que a verdade lhe dava arrepios. Ele pensara da primeira vez, que isso era somente uma maneira que Isabella tinha de se afastar de todos, sendo grosseira. Mas, quando Jasper lhe disse, não pode evitar sentir medo. Por ele, pelo seu filho.
Ele não queria isso. Justamente agora, quando ele realmente tinha criado coragem para se aproximar de Christian, parecia que tudo começara a cair aos pedaços. Edward sabia que tinha errado. Tinha errado quando ficou com medo de se aproximar de seu filho, de não ser aceito.
Também quando Tania contara que estava gravida, e ele simplesmente se afastou. Depois, numa tentativa absurda, tentou voltar, mas era tarde demais. Ele tentou explicar, que estava com medo. Ele só era um garoto na época que engravidou Tania. Tinha dezoito anos, acabara de entrar na faculdade, estava assustado, com medo que um filho pudesse estragar seu futuro. Mas isso não era importante para Tania. Ela queria que Edward não abandonasse, porém, ele o fez. Não por muito tempo, é claro. Depois de duas semanas lá estava ele, batendo desesperado na porta do quarto de Tania, implorando que ela o perdoasse.
- Tania! Por favor, abra! – Edward pedia, seu tom de voz alterado, batendo freneticamente na porta do dormitório
- Edward, me deixe em paz! – Tania respondeu, o grito abafado pela porta
- Tania, me perdoa! Eu, eu não queria! Eu só estava com tanto medo!
- Você estava com medo? – Tania perguntou enquanto abria a porta abruptamente – Olha aqui, Edward. Não é você que esta carregando uma vida em sua barriga. Não é pra você que vão olhar enquanto caminha pelo corredor com o dobro do peso. É pra mim, ok? Você fez a sua escolha, Edward. Você escolheu largar a mim e ao meu bebe quando saiu por aquela porta há uma semana. Foi a partir daquele momento que você saiu da minha vida. Esse filho não é seu, Edward. Não mais. – Ela fechou a porta novamente, não esperando a próxima reação de Edward.
Ele apenas sentiu seu corpo escorregar contra a parede, a dor tomando conta dele. Colocou o rosto entre as pernas, abraçando seus joelhos. Ele amava Tania. Desde o primeiro dia em que a viu. E ele também amava seu filho, mesmo este quase não existindo.
Seu coração estava rasgado, a dor de ter perdido duas pessoas que ele amava tomava conta de seu peito. Ele em nenhum momento queria aquilo. Quando Tania contou que estava gravida, ele se desesperou. Não sabia o que fazer, como sustentar a ela e seu bebe. Então, ele simplesmente saiu. Ele precisava pensar, e fora o que ele fez. Mas, Tania não admitiu isso. Era de imaginar que ela não o faria.
Sentiu alguém tocar o seu ombro. Levantou o rosto, percebendo que Emmett o olhava preocupado.
- Você está bem? – O irmão perguntou
- O que você está fazendo aqui? – Edward perguntou, se desviando da pergunta.
- Vim encontrar Kate. E você. O que esta fazendo aqui? – Emmett perguntou, não deixaria essa passar em branco.
- Tania me deixou. Junto com meu filho – Edward respondeu, se dando por vencido.
Edward, desde então, evitava falar disso. Continuou sua vida, como se Tania não tivesse existido. Não contou para sua mãe ou seu pai que Tania estava grávida de um filho seu. Ele apenas esqueceu. É claro que não por muito tempo. Até hoje se lembrava de quando encontrara Tania com um garotinho de dois anos no Central Park. E Deus, aquele era seu filho.
De repente, toda aquela dor, toda a historia que ele fazia questão de esconder e esquecer, voltou para ele. E, mais do que nunca ele queria conhecer Christian.
Mas, Tania não deixou. Primeiramente, Edward ficou chocado. Tania estava tão diferente. Não era a pessoa que ele conhecera quando mais novo. Ela estava mais arrogante, mais mesquinha.
Uma prova era a maneira com que Tania o chantageava. Toda vez que tentava se aproximar de Christian, ela ameaçava contar a Esme. Edward sabia o quanto sua mãe queria ter um neto. Ela não podia engravidar. Não mais. E seu sonho sempre fora ter crianças correndo por toda a casa, porem, tinha somente a Edward e Emmett.
Edward sabia o quanto machucaria sua mãe se Tania contasse a ela. Se alguém fosse contar, essa pessoa seria ele.
Por isso, ele sempre recuava.
Mas, chegou um momento em que Edward não aguentava mais observar Christian de longe. Era simplesmente demais pedir algo assim para ele.
Edward planejava contar a verdade para a mãe. E ele faria isso, assim que tornar-se pai de Christian fosse algo concreto.
Mas, antes de tudo, ele precisava contar a Christian quem era seu pai.
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- Ashley, por favor, desmarque minhas reuniões até às duas da tarde.
- Mas, Senhor Cullen, e as reuniões de ontem? – A secretaria perguntou, visivelmente nervosa com os acontecimentos
- Fique tranquila, eu cuidarei disso. – Edward desligou o celular assim que entrava pelos corredores do hospital
O lugar estava calmo, o que não era surpreendente para um hospital. Bem, isso era o que ele pensava. Assim que adentrava mais o espaço, ouviu gritos. Curioso, virou à direita, procurando pelo suposto escândalo.
O que ele não esperava era encontrar a Doutora esfregando o indicador na cara de Tania enquanto a loira a olhava, espantada. Edward observou as feições de Isabella. Sua cara estava fechada e, pela postura que mantinha, ela parecia ser capaz de matar a primeira pessoa que visse pela frente, nesse caso, Tania.
Tania pareceu responder algo que Isabella não gostara, pois, no segundo seguinte, a Doutora já tinha pulado em cima de Tania.
Ela realmente poderia matar alguém.
Edward correu. Ele não poderia deixar que a mãe de seu filho fosse morta, ou até mesmo hospitalizada. Ele segurou Isabella, enquanto a mesma tentava se desvencilhar do aperto. Ela estava irada.
Isabella ainda não tinha acreditado no que Tania lhe dissera. A maldita tinha a culpado pelo estado de Christian. Se tinha alguma pessoa que era culpada por tudo, era Tania. Fora ela quem tinha autorizado o novo tratamento. Ela não estava ali quando Christian precisava. Ela não merecia alguém como Christian.
Bella teve certeza de tudo quando Tania havia a afrontado para culpar o pai do garoto pela doença. Ela havia afirmado que isso era um castigo de Deus para tudo que Edward fizera com ela. Isabella explodiu. Ela não conseguia acreditar que Tania não tinha um mínimo de preocupação pela criança. Ela simplesmente acusava o ex-marido porque ele tinha a abandonado. A ela, não ao seu filho.
Isabella, naquele momento, viu vermelho.
A primeira coisa que veio a sua cabeça era que Tania necessitava de uma lição de moral. A segunda era que ela já estava em cima de Tania, lhe dando uma boa surra. E logo, para a infelicidade de Bella, braços a afastavam de Tania. Tentou se soltar. A maldita merecia um olho roxo. Ela era louca, só podia!
Bella continuou se debatendo, com a fraca esperança de se soltar e voltar a puxar os cabelos de Tania. É claro que não conseguiu.
- Bella! – Alice chegou à cena da briga, horrorizada.
A amiga de Isabella parecia querer fazer companhia aos mortos, já que correu para acudir Tania. Alice logo pediu para que a enfermeira arrumasse alguns curativos. Tania tinha um arranhado das unhas de Isabella em seu rosto, estragando a face da Barbie. Bem feito, diria Isabella.
Enquanto Tania choramingava pelos cantos e Alice tentava passar o antisséptico em rosto, Isabella se deu conta que Edward que a segurava. Ela não estava pronta para não correr para Tania e surrá-la novamente, mas o constrangimento era maior. A Doutora se separou – envergonhada – de Edward, assumindo uma postura rígida ao seu lado.
Isabella se manteve concentrada na presença de Edward ao seu lado e em vários motivos para que Tania não fosse jogada do quinto andar do hospital até que Jasper a puxou pelo pulso. A Doutora, por um milésimo de segundo, ficou nervosa. Primeiramente, porque sabia que Jasper não era de fazer o que estava fazendo agora. Ele tentava ser o menos agressivo possível para com as mulheres, já que sua mãe fora, por muitos anos, maltratada pelo pai. E segundo, porque Isabella sabia que estava errada. Mas, o orgulho era maior e ela não se permitiria admitir isso.
- Você está louca, Swan? Louca? – A voz de Jasper soou baixa e fervorosa.
- Defina louca.
- Talvez voar pra cima da mãe do paciente porque ela veio saber noticias sobre o filho? – Jasper insinuou, tentando manter a voz baixa, para que não chamassem atenção.
- Jasper, olha aqui. Você sabe que eu não fiz isso por fazer. – Isabella tentou se explicar – Eu estava na garagem entrando em meu carro, extremamente exausta das duas cirurgias que realizei nesse plantão e a megera veio me importunar. Você sabe o que ela falou para mim? Que o Cullen era o culpado de tudo. Que se Christian estava doente, a culpa era dele e...Jasper, a mulher está louca! – E a Doutora continuou com milhares de explicações.
Jasper entendia. Assim como ele tinha uma superproteção para com as mães naquele mundo, Isabella sentia o mesmo para com os pais. Pois, fora Charlie quem a tinha criado, mesmo não sendo o verdadeiro pai dela. E ela admirava aquilo. Muito. E era por isso que ela defendia o Cullen. Mas, esse motivo não era o suficiente para mantê-la impune.
- Ok, Bella. – Jasper suspirou, derrotado – Vou fazer o possível para que Tania não entre com um processo contra você. Mas, você vai ter que passar duas horas por dia na Clinica. Por duas semanas.
Jasper não esperou uma confirmação ou, como sempre, uma reclamação vinda de Isabella. Logo ele saia pelo corredor do hospital, voltando para o seu escritório enquanto Isabella continuava ali, parada, olhando para o vazio. E zangada, é claro. Parte dela ainda queria arrancar todos os fios de cabelo de Tania.
- Você está bem? – Bella pulou ao som da voz aveludada ao seu lado. Era Edward, se intrometendo. Como sempre.
- Sim
- Não está doendo? – Ele ignorou a resposta da Doutora.
- Me desculpe...Como? – Isabella retribuiu, desconcertada.
- O machucado. Eu não sou um médico, mas acho que isso vai te valer alguns pontos. – Ele esboçou um sorriso.
Uma luz pareceu se acender na cabeça de Isabella. A maldita havia a machucado. E o pior de tudo era que Isabella não podia fazer nada.
A Doutora suspirou, colocando a mão em sua bochecha, que parecia formigar. E lá estava o maldito. E, estava sangrando. Mais do que imaginava. Ela correu até o primeiro espelho a vista, examinando o próprio rosto. Percebeu de relance, que Edward a acompanhava. Ignorou-o, pois não estava com paciência para mais uma discussão.
Foi até a Clínica, o local que Isabella seria mais intima nas próximas duas semanas. Pediu para a enfermeira lhe trazer uma maleta de socorros e logo arrumava o próprio curativo.
Felizmente, não seriam necessários pontos. Fora somente um arranhão que, feito com uma unha postiça, tinha resultado em um estrago maior.
- Christian está bem? – Edward perguntou.
- Sim – A Doutora respondeu, apesar de parece concentrada no curativo – Ele está relativamente mal, por causa do ultimo surto. Mas, felizmente, ele estará livre dos aparelhos hoje.
- Obrigada. Por estar cuidando dele, sabe?
- Você quer vê-lo? – Isabella perguntou enquanto colocava o ultimo pedaço de esparadrapo no rosto. Não iria admitir, mas a loira morango tinha feito um bom estrago. Sua bochecha latejava, o que dificultava as chances de uma conversa agradável.
- Eu não sei se é uma boa ideia.
- Sabe Cullen, quando eu estava apagada em uma cama no hospital, a primeira coisa que eu fiz quando acordei foi procurar alguém pelo quarto. E acredite, eu fiquei feliz em saber que existia uma pessoa que realmente gostava de mim e que ela estava ao meu lado. Venha.
Aquelas palavras encorajaram Edward. Poderia parecer absurdo, mas, naquele momento, Edward gostava de Isabella. E a curiosidade o corroía, pois, toda vez que Isabella falava um pouco sobre si mesma, mesmo que indiretamente, ela acabava por revelar grande parte de seu passado.
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Isabella deixou Edward com Christian. O garotinho ainda estava desacordado, mas Edward insistiu em ficar. Ele queria conviver com Christian e, naquelas circunstancias Isabella sentia pena dele. Ela não tinha duvidas que Edward faria o possível e impossível para ser aceito por Christian e que não seria necessário tanto investimento como o Cullen pensava. Christian tinha um bom coração – ao contrario da mãe – e aceitaria Edward facilmente. Isabella poderia até apostar que, no final da tarde os dois estaria brincando juntos com a coleção de carrinhos de Chris. Seria adorável, mas Isabella estava muito cansada para aguentar assistir àquilo.
Então, a Doutora fez umas das coisas que fazia de melhor. Assim que chegou em casa, pegou o primeiro remédio de dor que vira em sua frente e deitou em sua cama. Logo, Isabella estava dormindo.
- Sabe, eu acho que uma aspirina cairia bem agora. – Alice gemeu, sua cabeça parecendo querer explodir em milhares de pedacinhos.
- Sabe, eu acho que, se você não tivesse acabado com o estoque do pub, você não precisaria de uma aspirina – Bella comentou não contendo uma gargalhada
- Bella! Pare de rir da desgraça alheia e vá comprar o remédio para mim!
- E o que eu ganho com isso?
- Eu prometo não te empurrar para fazer compras por uma semana – Alice colocou o travesseiro por sua cabeça, abafando sua voz.
Bella riu da amiga, colocando o copo de agua com açúcar no criado mudo e logo saia pelo apartamento em busca do remédio de Alice.
Ela estava feliz pela proximidade da farmácia e também pelo dia ensolarado. Aquele clima fazia bem a sua pele. E ao seu bem estar.
Comprou o remédio de Alice, não resistindo em passar na Starbucks no caminho de volta. Após alguns minutos, Bella saia da cafeteria tentando equilibrar os dois copos de cappuccino com chocolate e a sacola do remédio em mãos.
- Bom dia... – Alguém murmurou atrás de Bella, fazendo com que a mesma quase derramasse os cafés, tamanho era o pulo que dera.
- Oh, olá. – Bella corou – Você quase me mata de susto – Ela riu desconcertada e incrivelmente com o efeito dos dentes brancos do garoto.
- Isso seria uma pena. Você. Morrer de susto.
Ela riu. A situação era tão embaraçadora. Simplesmente porque o cara pelo qual era havia quase derrubado na noite anterior.
- Wow. Essa foi péssima. Mas, de qualquer maneira, obrigada pelo elogio, Hunter
- Não foi nada demais. Mesmo – Ela riu.
A conversa acabou se tornando ainda mais agradável. Bella se sentia tranquila e segura na presença dele e aquilo só a deixava mais confusa.
- E como é fazer Medicina na CUNY?
- Complicado. Eu tento dividir meu tempo com o futebol, já que é a maneira de manter meus estudos lá. – Ele foi interrompido pelo toque do celular de Bella.
A morena pegou o celular rapidamente, digitando alguma coisa de volta.
- Eu tenho que ir.
- Foi bom te ver novamente, Bella.
- Eu digo o mesmo. Tchau. – Ela deu um beijo delicado na bochecha dele, enquanto se afastava extremamente feliz por dentro.
- Sabe, eu acho que esse tipo de barulho devia ser proibido. – Alice argumentou enquanto tentava desarmar o despertador de Isabella.
- Deixe o coitado em paz, Alice. – Isabella murmurou contra o travesseiro
- Já que você insiste. – Alice devolveu a buzina irritante para o lugar – Ah, só mais uma coisa. Você está atrasada.
Isabella levantou em um pulo, enquanto Alice saia de seu quarto. A amiga gritou que já estava indo, Isabella insistentemente tentando colocar a calça social branca. Após muito esforço, a calça estava em seu devido lugar. Olhou o despertador, confirmando que dormira quase um dia inteiro. Era sete e meia da manhã. Era esse o horário que ela devia estar atendendo, e não se arrumando.
Mas, a parte de Isabella que realmente queria se vingar de Jasper, resolveu enrolar mais um pouquinho. E, lá estava ela. Comendo o café da manha na cozinha quinze minutos depois do surto depois que acordara. Jasper provavelmente ia arrancar sua cabeça afora e pendurá-la na porta do hospital, mas Isabella não se importava. Pois não existia nada melhor que irritar Jasper Hale. Colocou a xicara de café na pia, simplesmente feliz por estar atrapalhando a vida de alguém. Podia imaginar a fila se formando na clinica e Jasper ficando irritado com ela.
Sendo assim, Isabella resolveu se dirigir ao local de trabalho. Ela gostava de fazer uma entrada triunfal e coisas do tipo, mas não estava nem um pouco animada no caso de seu atraso se transformar em uma catástrofe maior.
Pegou sua bolsa e antes de sair, retirou o curativo do rosto. Onde antes tinha um machucado, agora, felizmente, era só um arranhão.
Alguns minutos depois, Isabella estacionava seu carro na garagem do hospital. Como sempre, a contra gosto, pegou o jaleco e caminhou até o elevador. Logo, estava na recepção do Hospital.
Passou diretamente por Ângela, não se preocupando em responder a saudação que Ângela fizera. A Doutora chegou em seu escritório, colocando suas tranqueiras em cima da mesa e voltando para seu local de trabalho. Mas, antes, tinha que ver Christian.
Refez seu caminho até o quarto do garotinho. Esperava que ele estivesse bem. Imaginou que ele estivesse bem, caso contrario, Alice teria avisado. Com um leve toque, Isabella abriu a porta.
Talvez a Doutora não tivesse preparada para ver a cena, mas foi como previsto. Christian havia, pelo jeito, aceitado muito bem Edward. Os dois estavam sentados, um ao lado do outro, assistindo um canal de desenhos. Os dois se divertiam claramente. Christian tinha um novo brilho no rosto. Pela primeira vez, em muito tempo, ele parecia realmente feliz. Assim como Edward.
O garotinho desviou sua atenção da televisão, acenando animadamente para Isabella.
- Hey tia Bells!
- Oi, Chris – Isabella saudou com um sorriso no rosto – Como você vai?
- Eu estou bem – Christian respondeu animado. Edward não havia a cumprimentado, porem, sabia que ele já havia visto. Ele, provavelmente, só não queria se intrometer no assunto, que parecia um pouco particular demais, apesar de ser uma conversa simples.
- Que bom, meu anjo! – A Doutora recebeu um sorriso de alegria de Christian – Esses pontos não estão doendo? – Ela perguntou, passando levemente a mão pelo pescoço do garoto.
- Não. – Ele respondeu verdadeiramente – Tia! – Christian pareceu se lembrar de algo – Eu tenho que te apresentar alguém! – Ele gesticulou com os braços para que Isabella se aproximasse.
Foi o que Isabella fez. Ela se acomodou na poltrona ao lado da cama, onde Christian e Edward estavam. Christian pegou na mão do pai, falando em seguida, com um tom orgulhoso na voz.
- Esse aqui é o meu pai, o Edward!
- Prazer em conhecê-lo, Edward – Isabella respondeu educada, internamente feliz por ter ouvido palavras como aquelas saindo da boca de Christian. Agora ele tinha uma família.
- O prazer é meu, Doutora. – É, Isabella pensou. Se ele parasse com as provocações, eles até poderiam se dar bem, por Christian.
- Bells, o pai Edward disse que assim que eu melhorar, eu vou morar com ele! – Christian falou animado – Ele disse que tem um quarto só pra mim na casa dele! Aí, tia Bells, você vai poder me visitar todo dia lá, não é mesmo?
O coração da Doutora estava apertado. Era tão bom ouvir Christian falando daquela maneira, mas ela não sabia se ele melhoraria. Isabella o conhecia há anos, e a sua doença era tão instável como o tempo. Uma hora o garotinho parecia bem, mas em outra, ele estava trancado dentro de um quarto o hospital, com tubos em seus braços.
Ela não entendia, de certa maneira. Sabia que Christian tinha leucemia, mas nunca vira um paciente durar tanto tempo. A LMA, geralmente era agressiva, o paciente não durava muito. Mas, em Christian ela não parecia ter efeito. Ela crescia lentamente, tomando parte do sistema dele, mas às vezes simplesmente parava. Não era normal. Mas, a LMA também não era muito normal em crianças. Era por isso, que Bella tinha medo. Porque era imprevisível. E o imprevisível, talvez, não seja tão bom como se imagina. Ainda mais nesses casos.
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- Ele está bem?
- Bem é pouco para descrevê-lo, Edward – Isabella respondeu, revirando os olhos.
- Eu não falo psicologicamente, Doutora. Fisicamente. Eu quero saber se ele está bem fisicamente – Edward exigiu.
- Cullen, essa doença...ela, ela é muito improvável. Nós não sabemos o que pode acontecer. Não tem como prever essas coisas. Ele pode estar bem agora e, daqui a alguns minutos, estar sofrendo algum problema consequente da doença.
- Mas...ele está bem agora, não está? – Edward perguntou, a insegurança transparecendo em sua voz.
- Sim, Cullen, ele está bem agora – Isabella respondeu, revirando os olhos.
Edward suspirou, frustrado.
- Sabe, você pode me chamar de Edward, se quiser.
- Não é porque eu sou a medica de seu filho que temos que tratar com formalidade, Cullen – Isabella respondeu, a máscara retornando, escondendo aquela mulher que parecia ter um pouco de compaixão.
Mas, Edward não podia deixar que aquilo acontecesse. Ele vira parte da Isabella que todos falavam e acreditavam. E, ele também passou a crer nisso. Ela era uma boa pessoa. Só tinha perdido a vontade de fazê-lo. E, de certo modo, ele entendia.
Edward pegou delicadamente o pulso da Doutora, forçando que a mesma diminuísse os passos. Estavam em frente a clinica, o local de trabalho de Isabella pelas próximas semanas. Ela se virou, irritada com Edward. Não era porque ela tinha sido, por dois segundos, indiferente a ele, que ele deveria começar com os toques. Estava pronta para praguejar Edward, mas sua feição a surpreendeu.
- Obrigada, Doutora. Por tudo – Ele agradeceu, os olhos transbordando agradecimento e verdade.
A atitude desconcertou Bella. Ela demorou um pouco para entender realmente o significado daquelas palavras, pois havia muito tempo que alguém falara isso para ela.
Antes que pudesse reunir palavras para respondê-lo, uma voz conhecida interrompeu o momento constrangedor.
- Olha só. Edward Cullen em carne e osso!
Bella estremeceu. Aquela voz era no mínimo, familiar demais.
Edward desviou seu olhar de Isabella, procurando por quem o chamara. Abriu um sorriso ao ver seu amigo, soltando o pulse de Isabella e indo até ele cumprimenta-lo.
Bella se virou lentamente, observando quem interrompeu a conversa.
Talvez Bella não estivesse preparada para ver o que via. Talvez fosse muito para ela. Não talvez. Era realmente muito para ela. Era no mínimo assustador. A maneira que tudo voltava para ela, em um pequeno espaço de tempo, era dolorosa. Ela não conseguiria suportar aquilo. Era...demais.
Bella se apoiou na parede, em frente ao hall de entrada do hospital. Estudou as feições do homem que Edward abraçava. Era ele. Um pouco diferente, mais maduro, mas ainda era ele. Não fazia ideia de como ele conhecia Edward, e por mais que quisesse descobrir, a única coisa que faria naquele momento era fugir. Fugir do seu passado, enterrar a dor, como havia feito durante aqueles cinco anos.
A Doutora reuniu forças, suas pernas travadas com a surpresa e a dor que fora desenterrada de seu peito. Virou-se, o mais silenciosamente possível, se preparando para fugir dali, do seu passado. Mas, talvez fosse tarde demais. Talvez ela tivesse passado muito tempo pensando no que fazer, pois, assim que deu o primeiro passo, aquela mesma voz de anteriormente soou curiosa.
- Swan? Bells Swan?
Isabella derrotada, virou-se novamente. Levantou o rosto, olhando naqueles olhos que não via há cinco anos. Respondeu então, da maneira que fazia com todos, depois que a vida resolvera pregar uma peça nela.
- Ah, olá Jacob.
Continua...
Uhhh, e agora? rs
Jacob está na area e ele promete trazer muitas coisas de volta!
Primeiramente, não terá Jacob&Bella aqui. Um, porque eu não gosto do shipper, entao eu vou fazer o que a Meyer deveria ter feito, que é colocá-los somente como amigos.
Lembram de quando eu havia dito que ele seria importante? Pois é. Ele vai ser um dos responsáveis por trazer Bella de volta. E, outra coisa. Vocês percebram que ele conhece Edward. Mas, de onde ele o conhece?
Pensem, peeeensem! hehe
Detalhe. Tudo por aqui ta relacionado ao nosso querido finado Hunter, então, pensem com carinho!
Resposta às reviews de quem não tem conta no FF!
arynanyna - nyna, serio, voce precisa descarregar sua raiva em outro lugar! UHAHAHUAHUAUHHAUAHU
Miriam Lima - Miriam, primeiramente, obrigaada pelos reviews, floor! *-*, e bem, eu estou aqui e com um capitulo novo!
Thays - Tatá, voce me deixou toda me axando agora! *cora* Obrigada pelos elogios, amore! *-*
Jacqueline A. Domingues - Sabe, eu nunca tive esse odio da Tania. Eu gosto dela, mas a minha Tania é uma vadia. Sim, mate-a! UHAHUAHUAHUAUAHUHAU Obrigada pela review, Jacque!
bella - UHAHUAUHAHHAUAHUA Pra voce ver o que a gente não faz por uma review! :S Enfim, obrigada por ter deixado uma! *-*
Agatha - Hey Agatha! Fico feliz em saber que esta gostando, me desculpe pela demora, falando nisso! xD Sobre mais Beward, enfim: eu, no capitulo passado, deixei esse caso dos dois de lado, simplesmente porque foi necessario. O capitulo estava pequeno e eu tentei nao inserir muita coisa. Em compensação, esse ta grande e tem Beward nele! Espero que tenha gostado! ;D Beeijos e obrigada pela review!
Dannie - UAHUAHUAUAHUAHUAHUHAU Dannie, eu definitivamente me inspirei no House para fazer aquela cena! xD
Ok, agora me matem. Não, peraí, matem a Tânia. Ela é a vadia.
UHAHAUHUAHAUHUAUHAHUAHU
Gente, me desculpem por não ter narrado a cena na visão da Bella, mas eu não tinha gás pra isso!
Achei que se eu tivesse feito isso pela visão do Edward, Bella sairia mais grandiosa! xD
E, que bonitinho o Edward e o Christian, não?
Eu adooooro os dois juntos, e ainda terão momentos muito fofos deles! (com a Bella, também, claro!)
Enfim, espero que tenham gostado!
Me desculpem pela demora! Eu realmente nao tinha planejado isso!
Maaaas, apesar de tudo, espero que não tenham me abandonado.
Então, como sempre, eu quero pedir as reviews, pois não é nada muito dificil apertar esse botãozinho ai embaixo e escrever se voce gostou ou não do capítulo.
E, além de tudo isso, a fic ja esta chegando aos 100 reviews. Custa fazer esse favor pra mim?
Além do que sao as reviews que me ajudam a escrever!
Ok, chega de apelação. Farei o proximo capítulo o mais rápido o possível e o postarei aqui!
Beeijos, pessoal!
Atéé!
Ana.
