N/A: Quase não acreditei quando vi que fazia quase um ano desde a última atualização. Tive meu primeiro bloqueio sério de escritor após o capítulo anterior – e soma-se isso à falta de tempo –, mas não imaginei que ia levar tanto tempo para eu conseguir jogar algo no papel de novo. Bem, como lamentar não vai fazer o tempo voltar, tudo que eu espero é que esse capítulo esteja do agrado de vocês, caros leitores.
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O terceiro cigarro, que agora não passava de uma bituca a instantes de se tornar cinzas, deslizava pelos lábios dele deixando partículas de um gosto deliciosamente amargo pela sua língua, impregnando os dentes, gengiva e garganta.
Fazia um longo e tortuoso tempo desde que ele perdera a noção das horas. Vira o céu escurecer para um negro profundo – noite sem estrelas, ele pensou, puxando da memória e percebendo que não via uma noite estrelada desde que deixara sua querida Nouvelle-Orléans.
Há quanto tempo mesmo? Ele quase se surpreendeu ao perceber que já passava de dois meses; ou talvez apenas não tivesse prestado atenção. Era como se ele tivesse muito tempo de sobra ultimamente, mas nunca parasse para observar o que havia de bonito – salvo em um dia, há mais de um mês, quando estivera em um parque com a mesma garota que agora observava e vinha observando desde que fora àquele lugar de modo nada inocente.
A garota, obviamente, não percebera a presença de seu admirador... Non, ele pensou, espreitador era a palavra certa. No fundo, na parte que tinha vergonha de assumir, ele ficara decepcionado, imaginava que Vampira fosse mais esperta do que se deixar enganar daquela forma.
Ele pendeu a cabeça de leve, sem se dar conta, e olhou diretamente para ela mais uma vez. Sabia estar sendo injusto, ela era mais esperta que isso, apenas tivera mais uma merda de um dia difícil e acabara de sair de um exaustivo encontro com o Professor.
Ele suspirou de leve. Seu dia também não tinha sido dos melhores. Vai ver estava apenas magoado – mesmo se achando incapaz de um sentimento tão patético –, pois a garota o vinha evitando e Remy LeBeau não estava acostumado a ser ignorado.
Antes de olhá-la de longe, ele tentara, como tantas vezes antes, aproximar-se dela. Usou todo o seu charme e conversa. E a garota ainda assim recusara sua presença, pela quarta noite consecutiva. Sem contar todas as outras noites antes destas. E aquelas, nas quais Remy percebera que Vampira aceitara por educação, mesmo estando cansada ao extremo. Ela então agia de modo estranho e ficava em silêncio a maior parte do tempo.
E, contudo, Remy sabia que não era o que ela queria. Vampira era péssima mentirosa, sabia mentir com os lábios e entonação, mas nunca com os olhos, por mais que achasse que estivesse cada vez melhor nisso – talvez por tê-lo observado tão de perto. Ela simplesmente não conseguia, não sentia forças ou ânimo para deixar tudo de lado e ser feliz por um instante.
Mas quem era ele para culpá-la quando fazia o mesmo?
A verdade era que os dois quase não se viram durante as últimas três semanas (estranhamente frias para o período do ano). Vampira saía cedo para ir ao colégio e seu início de tarde era dedicado às atividades escolares. À tarde, ela ia ter com o Professor Xavier. Esses encontros começaram ocorrendo duas vezes por semana, entretanto, foram rapidamente crescendo em número até se tornarem diários. Vampira não gostava de conversar sobre eles, e Xavier, respeitando a vontade da garota, também mantinha sigilo. Ainda assim, pelo olhar cansado e desanimado que Xavier não conseguia esconder, podia-se perceber a falta de progresso. Após esses encontros, de aproximadamente uma hora e meia, Vampira se enclausurava em seu quarto, não querendo ver ninguém.
Kitty, que observava tudo de perto desde o início, dissera a Remy, naquela mesma tarde, o quanto temia que Vampira estivesse regredindo ao seu pior estado, que ocorrera pouco antes de Gambit chegar à mansão – e Kitty nem sequer fazia ideia do que acontecera na noite de sua chegada.
O único ponto que parecia positivo em toda aquela situação desesperadora era o fato de Remy, Kitty e Kurt terem se aproximado. O que significava duas coisas. Uma: a Valley Girl já considerava Remy como parte do grupo. Duas: a animosidade inicial entre o cajun e Kurt não existia mais.
Gambit agora se recordava da conversa com Kitty.
"Eu estou preocupada com ela, Remy" Kitty lhe dissera então, após o jantar do qual Vampira mais uma vez fugira para a prisão de seu quarto.
Remy observou Kitty. Era estranho vê-la demonstrando tanta preocupação, pois sabia que ela tentava escondê-la atrás de muito otimismo. A garota estava sempre cintilando, mas então parecia ter envelhecido com a responsabilidade.
"Quando você chegou aqui" ela continuou "achei que você fosse o que a Vampira precisava pra melhorar. Eu tive tanta esperança de que ela se recuperaria e ela deu indícios disso, quer dizer, ela pareceu bem por um tempo. Mas agora parece que ela regrediu de novo, não sei por quê. Como ela pôde regredir tanto?" terminou de maneira que parecia retórica, mas que na verdade implorava por resposta. "Perguntar nunca ajuda. Às vezes, é como se ela não quisesse melhorar. Mas você precisa continuar tentando..."
Remy a encarava em silêncio. Ela então se voltou para ele e continuou: "Olha, sei que não tenho direito de pedir algo tão grande assim e eu não pediria se não soubesse o quanto você se importa com a Vampira. Eu sei que você gosta dela tanto quanto eu e o Kurt ou o Logan. E eu também sei que você ainda é a única pessoa que consegue se aproximar dela e que pode realmente ajudá-la..." ela parou de repente, segurando-se para não revelar mais do que deveria.
"Olha, Kitty..." ele precisava negar.
Ela o interrompeu. "Eu só posso ajudar a Vampira como amiga, o Kurt como irmão, o Logan como, como pai – um pai meio estranho – e o Professor, bem, como professor, como doutor, mas você é o único que–"
"Kitty" ele a interrompeu mais uma vez e desta ela parou. Aqueles olhos esperançosos olhando para ele eram irritantes. "Eu fiz o que pude" disse lentamente.
Os olhos de Kitty se encheram de lágrimas instantaneamente. "V-você está dizendo que vai desistir de ajudá-la?"
"Não é isso."
"O que é então?" ela quase gritou, esquecendo que tinha pedido para Remy encontrá-la na biblioteca da mansão. Os outros alunos olharam ao redor, alguns pediram silêncio. Os dois então deixaram o aposento e saíram caminhando de cabeça baixa. Só voltaram a falar quando chegaram ao jardim.
"Eu não sei mais o que fazer" Remy confessou. "Eu tentei de tudo" você é um fracasso, Remy LeBeau... você sabe que é verdade. Ele passou as mãos nervosamente pelos cabelos tentando abafar o eco dentro da sua cabeça. O mesmo eco que o culpava por tudo que estava acontecendo "A Vampira não quer ser ajudada. Eu dei tudo a ela, e ela não quis" mentira.
"E você vai só abandoná-la? Você está sendo um covarde..." a palavra escapou, e Kitty arregalou os olhos em remorso instantâneo. "Ah, meu Deus, eu sinto muito... eu não quis dizer isso... eu juro... me desculpe."
Contudo aquela palavra pareceu acordá-lo ao invés de ofendê-lo. "Não, Kitty, eu sei" ele sabia também que era a mais pura verdade. Ele vinha sendo um covarde. Sempre fugindo das responsabilidades, nunca pensando nas consequências, colocando a culpa nos outros, sempre sendo a vítima, achando não ter escolha. E, acima de tudo, querendo fugir até que a oportunidade apareceu e ele a agarrou forte. "Eu, eu tenho que ir."
Kitty piscou, confusa. Ele ficou um tempo em silêncio sem perceber. "Aonde você vai? Vai falar com a Vampira?"
"Vou."
Kitty abriu um sorriso enorme, correu na direção dele e o abraçou.
Gambit voltou para o presente. Transformou em cinzas o que restava do cigarro que acabara de acender e olhou mais uma vez para a garota acabrunhada, encolhida em uma bola.
Agora sempre que observava Vampira, Gambit se perguntava se eram os encontros com Xavier que a estavam esgotando daquela forma. Era perguntada, mas nunca dava indícios de que havia algum avanço no controle de seus poderes.
Todos tentavam ser compreensivos (não sabiam que era pior assim, pois ela odiava ser alvo de piedade), tentavam perguntar com delicadeza, a cumprimentavam com educação e depois se afastavam quando tinham a primeira chance.
Ele a sentira se afastar pouco a pouco e não fizera nada para impedi-la. Como poderia ajudá-la se não conseguia ajudar a si mesmo? ele se indagava. Mas ao mesmo tempo sabia que era o único que conseguiria se aproximar dela o suficiente para tentar.
Com uma determinação repentina, Remy jurou para si mesmo que não permitiria que Vampira voltasse ao estado de quando a conheceu. Decidiu que a melhor abordagem seria a direta. Delicadeza não funcionava com ela, precisava ser confrontada.
Vampira estava sentada no seu lugar favorito no telhado. Apesar de tudo e depois de tudo, ainda gostava dali. Era seguro, mas ao mesmo tempo a altura causava aquela sensação de perigo e insegurança que ela gostava de sentir de vez em quando.
Do outro lado do telhado, em seu lugar nas sombras, Remy saiu e caminhou até ela. Sentiu o vento frio que parecia conseguir penetrar suas roupas e se perguntou amargamente por que esquecera seu casaco – já icônico nos corredores de mansão.
Gambit se aproximou de Vampira tentando não ser tão silencioso, contudo anos de andar de gato sobre o telhado tornava difícil agir ao contrário.
Ele se sentou ao lado dela. Simples assim. Vampira mal o olhou, mal se moveu. Parecia não ter forças. Olheiras roxas e profundas eram visíveis. O cabelo, antes religiosamente liso, estava bagunçado e naturalmente ondeado. Moletom cinza completava sua aparência quase doentia.
"Eu não quero conversar" ela disse, de repente, incomodada por saber que ele a estava olhando de perto. Sua voz era fraca, rouca, parecia não ter sido usada o dia todo.
"Qual é o problema, Vampira? Está brava comigo?"
"Qual parte de eu não querer conversar você não ouviu, cajun?" ela estava evitando chamá-lo pelo nome, ele notara, assim pareceria menos íntimo, sem compromisso. "Nem tudo gira em torno de você, Gambit."
"O que está acontecendo nos seus encontros com o Xavier?" ele perguntou no mesmo tom compreensivo de antes.
"Nada" ela respondeu, e finalmente olhou para ele. "Esse é o problema. Eu continuo na mesma. Meus poderes continuam os mesmos..." não era exatamente verdade. O Professor vinha tentado uma abordagem diferente e pela primeira vez havia progresso. Este, entretanto, era extremamente lento e ela não suportava mais ser paciente. "Vou ser a garota intocável, a garota esquisita, solitária pra sempre."
Ele a puxou para perto, repentinamente, sem pedir permissão, sem lhe dar a chance de protestar. Evolveu-a em um abraço forte.
"Não!" ela disse, tentando se desvencilhar dele. "Eu não quero machucar você" sua voz parecia implorar. "Você não entende o perigo..."
"Eu entendo, sim" ele disse com a voz grave e firme. Sua mão esquerda se prendeu firmemente atrás da cabeça dela, envolvendo os dedos nos seus cabelos emaranhados enquanto o braço direito a segurava firme para que ela não fugisse, trazendo o corpo dela para mais perto do seu.
Gambit sabia que era injusto. Vampira estava sem forças para lutar. Ela simplesmente não tinha chance de fugir. Ele não queria ter de forçá-la a ficar, mas não suportaria vê-la fugir novamente. Ela tinha de ouvir, tinha de encarar a verdade.
"Chega de fugir, Vampira" ele vociferou, fazendo seus pensamentos ecoarem. "Conversa comigo, por favor."
"Por quê?" ela tentou dizer o mais alto que pôde. Começava a reagir. "Eu não sei nada sobre você, NADA! Por que eu me abriria quando você não me dá nada em troca?"
"Eu já te disse, Vampira, você não vai gostar de saber–"
"Besteira!" ele afrouxou o abraço. "Eu não quero que você me conte tudo... eu só esperava que você demonstrasse o que sente por mim" tudo que ela queria era que ele entendesse. Já tiveram aquela conversa antes e não levara a lugar nenhum. Ela só precisava fazê-lo entender. "Eu só queria ter certeza de que você não está fazendo tudo isso por, por pena... ou... eu só quero ter certeza..."
Ele já havia lhe dito que não era pena, não entendia por que ela insistia no assunto.
A voz dela morreu. Sentiu o rosto enrubescer. No fundo, tinha medo de ter confundido os sinais, de estar enganada em relação ao que Remy sentia por ela. Sua cabeça estava cheia, às vezes, ficava confusa, sem saber se era a sua própria voz que ouvia. Desviou os olhos dos dele. Aqueles mesmos olhos que a observavam esperando que ela terminasse.
Ele imaginava o que ela estava prestes a dizer e queria que ela dissesse.
Vampira respirou fundo, juntando forças para continuar. Quando conseguiu encontrar sua voz, ela saiu rouca e fraca. "Eu só queria ter certeza de que você é tão louco quanto eu penso que é..." seu rosto muito pálido ia ganhando um tom carmesim à medida que ela continuava. "louco o suficiente para se apaixonar por mim" ele quase a soltou. "Como eu me apaixonei por você" agora completamente. Ela então se deixou chorar, colocando as mãos enluvadas sobre o rosto.
No início, ela achou que a presença dele tornaria tudo mais fácil, mas tivera o efeito contrário. A proximidade tornava sua situação ainda mais desesperadora, exacerbava o fato de ela continuar sendo intocável.
Ele a envolveu nos braços mais uma vez. "Eu sou... sou completamente louco" ele disse ao pé do ouvido dela.
Vampira ergueu os olhos molhados, mordeu os lábios. O abraço dele se tornou mais forte; parecia ser capaz de parti-la ao meio e, pela primeira vez desde que conseguia lembrar, Vampira gostou de se sentir encurralada. Não apenas isso, mas também segura e não mais sozinha.
Ela havia baixado o rosto de leve, mas lembrou de erguê-lo ao sentir o hálito quente dele na bochecha e perto dos lábios, que mesmo cheirando a cigarro, continuava convidativo, como se fosse seu cheiro natural.
A mão de Remy, que estava deitada sobre as costas de Vampira, subiu mais uma vez até a parte de trás da cabeça dela, a tempo conseguindo evitar a nuca exposta.
Remy sentia que naquele momento parecia desejá-la mais do que nunca. Ela não estava em seu melhor estado, na verdade, estava mais frágil do que ele conseguia se lembrar, tanto quanto no dia em que se conheceram; ainda assim ele a desejava, queria que ela fosse apenas dele e de mais ninguém, queria poder protegê-la e possui-la.
Vampira deixou a cabeça cair para trás expondo o pescoço de marfim, os lábios semiabertos, os olhos fechados, sentindo a barriga gelar em antecipação. Remy simplesmente se esqueceu de todo o perigo, só queria descer a boca e tocar os lábios dela, queria sentir o gosto deles, sua maciez, sua língua úmida contra a dele.
Assim que seus lábios tocaram os dela, Remy sentiu como se esses tivessem levado um leve choque. Ignorando a sensação e o risco iminente, ele a beijou com mais força, puxando o corpo dela contra o seu por completo.
Ela retribuiu com a mesma intensidade. Suas mãos se agarraram na camiseta dele. Pelos primeiros segundos, Vampira achou estar presenciando um milagre. Achou, por uma fração de segundo, que seus poderes não iriam funcionar. Ela implorou para que isso acontecesse e acreditou, acreditou até o próximo segundo, quando os sentiu serem ativados, assim como sentiu Remy, sua essência, tudo o que ele era, ser sugado.
Remy sentiu um puxão doloroso, sentiu as forças se esvaírem e aquela sensação desesperadora de quando se está prestes a desmaiar.
Ele então a soltou, ofegando. Era difícil respirar, era difícil enxergar com os olhos embaçados, difícil ouvir com o zumbido em seus ouvidos, difícil se focar com a cabeça rodando.
Ele caiu de leve para trás, apoiou o corpo fraco no braço fraco. Vampira, por reflexo, foi tentar acudi-lo, mas Gambit indicou que não. As mãos dela então cobriram a boca em aflição. Fitou-o tão pálido.
Da boca, as mãos dela foram para a cabeça, como se ela tentasse abafar o som dos pensamentos dele, das lembranças, das memórias. Seus olhos se tornaram iguais aos dele por poucos segundos, enquanto ela lutava contra a onda que a encobria. As pontas de seus dedos queimavam.
Remy quis abraçá-la, tendo a culpado apenas por um maldito segundo, mas demorou a conseguir se mover. Era como se ela o tivesse drenado. Quando, por fim, conseguiu se recompor, abraçou-a, deitando a cabeça dela contra o seu peito.
"Eu sinto muito" ela disse engasgada, com a voz abafada e pungente. "Eu sinto muito."
"Eu sei. Tá tudo bem, chère. Tá tudo bem" ele a soltou e a fez olhar para ele. "Valeu a pena."
"Você é um louco, Remy LeBeau."
"Foi o que sempre me disseram."
E permaneceram assim até que ficasse frio demais para se sentir confortável.
Gambit levou Vampira para o seu quarto, ignorando todos que os viram pelo caminho. Não se importava se fosse cair nos ouvidos de Logan. O canadense era sua última preocupação no momento.
Eles se deitaram na cama, sobre as cobertas e sem tirar os tênis. Não acenderam a luz, apenas uma luminosidade fraca penetrava no quarto através da janela. Vampira repousou a cabeça no peito dele.
"Remy..." ela começou após alguns minutos de silêncio.
"Shhhhh. Non. Descansa, d'accord?"
"Mas a gente precisa conversar" insistiu sua voz fraca.
"Pode esperar até amanhã, chère."
Vampira se esforçou para esquecer, mas não foi capaz. "Eu não vi nada."
Remy se moveu de leve. "O que quer dizer?"
"Você sabe, as suas memórias, eu não consegui ver nada. Nosso contato não foi longo o suficiente para o que eu vi ficar guardado na minha cabeça... pelo menos não conscientemente. Eu juro."
"Eu acredito em você, Vampira" seu tom se assemelhava ao dela, agora. "Eu escolhi correr o risco."
Ele a viu fechar as mãos em um punho enquanto ela lutava tentando diminuir o peso sobre os ombros. Segundos depois, ele sentiu o corpo dela finalmente relaxar e o sutil movimento da cabeça dela indicando sim. Só então ela conseguiu cair no sono.
Gambit respirou aliviado, logo cairia no sono também. Não tinha com o que se preocupar, pensou.
Mal sabia estar enganado.
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