Disclaimer: Esta história não me pertence. Todos os créditos vão para Slytherin Kunoichi, a autora original em inglês. Apenas a tradução me pertence, e nada mais.
Capítulo revisado e editado em: 06/02/13
O Segredo Uchiha - Capítulo XI
Sai olhou para o seu braço esquerdo enquanto contava os cortes e hematomas, comparando-os com os machucados do seu recente descoberto irmão. Eles haviam gasto as últimas doze horas treinando. E embora tenham feito algum processo no uso do Sharingan, era evidente que Sasuke tinha a maior vantagem – ele tinha dez ferimentos a menos.
Kakashi se levantou.
- Bom trabalho, mas eu realmente não estava esperando que vocês dois se segurassem quando lutaram um contra o outro. – ele pausou, esperando que eles recuperassem o fôlego. – Amanhã nos encontraremos aqui por volta das 10 da manhã, e vamos focar mais no trabalho em equipe. – sua cabeça se inclinou quando ele deu um pequeno sorriso. – Ja ne.
Com isso, o copy-ninja desapareceu de vista, deixando os dois irmãos em um silêncio desconfortável.
Sai encarou Sasuke mais uma vez, incerto do que falar ou fazer naquele momento.
- Provavelmente será nós dois contra ele amanhã. – com isso, Sasuke se levantou do chão.
Sai balançou a cabeça em entendimento.
- Se nós-.
- Não fique no meu caminho. – Sasuke interrompeu.
- Diz o Jounin para o Anbu. – Sai retalhou.
A cabeça de Sasuke virou bruscamente, seus olhos queimando de raiva devido à resposta. Porém, seus olhos se arregalaram e se suavizaram por alguns segundos, e Sai se perguntou o que possivelmente teria causado aquela mudança em seu gêmeo.
- Sakura...
O nome dela fez com que ele se virasse, apenas para encontrar a sua companheira de time a poucos metros dali. Sua pose era desafiadora, e seus olhos desagradáveis quando se estreitaram para o chão em completo desconforto, enquanto seus punhos permaneciam fechados ao seu lado. E, de repente, ambos os irmãos sentiram um peso incômodo no peito. Era a primeira vez que ele se sentiu mal ao olhar para ela. Seu estômago afundou, e chame isto de instinto, mas ele tinha um forte pressentimento de que não iria gostar do que ela estava prestes a dizer.
- De agora em diante, – a voz dela vacilava e os ombros tremiam um pouco. – nós somos apenas companheiros de time.
Ela girou em seus calcanhares e caminhou de volta para a vila.
Ambos os homens se encararam, incertos se o comentário dela era direcionado para um deles ou para os dois. E em sincronia, mais uma vez, ambos abriram seus lábios para protestar:
- Sakura-.
- Eu não sou uma diversão para Uchihas!- ela gritou brutalmente para eles com se suas palavras fossem kunais. Enquanto se mantinha de costas para eles, seu orgulho ferido não aceitava nada que pudesse vir deles. E antes que pudessem retrucar, ela desapareceu mais rápido do que qualquer ataque que eles tinham dado um no outro durante todo o dia.
Mas o ataque surpresa dela não deixara nenhum hematoma ou corte que se pudesse mostrar.
Sai moveu seu olhar do local em Sakura estivera para o seu novo irmão, tentando ler as emoções em seu rosto. Mas Sasuke era a última pessoa que deixaria tais pistas.
Parecia que esconder emoções era uma característica dos Uchihas, já que ambos conseguiam fazer isto muito bem.
O problema era que Sai não tinha experiência na área dos sentimentos ou com mulheres.
Sasuke finalmente se virou e começou a caminhar na direção oposta da casa da Sakura.
Não ter experiência com mulheres aparentemente também corria pela família.
Naturalmente, estando perplexo, Sai se encontrou indo em direção ao único lugar que ele sempre ia à procura de respostas – a biblioteca, que, ironicamente, estava fechada já que era quase 9 horas da noite. Então, ele prosseguiu para o Ichiraku, onde ele esperava encontrar Naruto.
Mas ele não estava presente em seu restaurante favorito, nem em casa.
E Kakashi-sensei sempre tinha sua cabeça em um livro – então, ele não estivera muito atento à natureza de Sakura e, portanto, provavelmente não seria de grande ajuda.
E Yamanaka Ino talvez fosse a maior aliada de Sakura no momento, o que significava que, ao menos que lhe fosse dada a permissão diretamente da Hokage para torturá-la, ele não iria conseguir nenhuma resposta dela.
Então, quando ele apareceu à porta de Nara Shikamaru, aquela fora simplesmente a sua única opção restante, mas, sendo uma simples conclusão, não fazia a situação mais fácil. Sai havia construído relacionamentos desde que havia sido colocado no time sete, no entanto, ele dificilmente se encontrara sozinho com o Nara, ao qual revelara sua mais nova incômoda situação, quando o famoso gênio o recebeu com uma sobrancelha erguida.
- Boa noite, Nara-san, eu estava esperando que você pudesse me ajudar em estabelecer uma boa estratégia de fuga. – seu rosto reproduziu o mesmo sorriso que ele sempre mostrava.
- Tudo bem. – o ninja bocejou rapidamente e cutucou Sai para que o seguisse para dentro. – Qual é a situação?
Sai se sentou no sofá ao lado do ninja de cabelos espetados. Ele piscou, tentando se lembrar especificamente de tudo que havia acontecido para dar a Shikamaru uma detalhada visão da situação.
- Dois homens estavam treinando quando foram atacados por uma kunoichi conhecida. Depois que ambos os homens foram colocados em confusão, ela se foi.
Shikamaru acenou com a cabeça, absorvendo a informação.
- Genjutsu?
Sai balançou a cabeça.
- Ela não estava tentando esconder a raiva.
- Eh? – Shikamaru se inclinou contra o sofá. – Estou confuso, qual era a técnica da kunoichi?
- Ela gritou massivamente em um volume intimidante. – ele respondeu abruptamente.
Shikamaru levou sua mão ao queixo.
- Então, o Genjutsu dela é induzido pelo som?
- Não, eu não acho que a Sakura possua tal técnica.
- Heh. – Shikamaru inclinou sua cabeça para trás para descansar contra o encosto do sofá. – Então é sobre a Sakura-san. – ele suspirou para a pergunta retórica. – Olha, eu não sou bom nesse tipo de situação, mas se ela estiver brava com você ou qualquer outra coisa como a Ino, o melhor é que você dê espaço a ela.
- Você passa muito por esta situação com a Yamanaka-san? – ele estava curioso com a experiência dele nesta área.
- Teh. – Shikamaru ridicularizou a pergunta. – Pode-se dizer isso.
Sai balançou a cabeça em entendimento.
- Então, é comum para Yamanaka-san beijar você em um dia, e depois gritar para ficar longe dela no outro?
Um fraco tom rosa se espalhou pelo rosto do gênio.
- O-o quê? B-beijar? Ino? – Shikamaru estava esfregando seu pescoço nervosamente. – Por que diabos... O que te faz pensar... – Shikamaru tossiu. – Não, nós nunca-.
Os olhos dele se desviaram para o lado.
- Ino e eu somos apenas companheiros de time. Você não consegue ver o jeito dela quando está perto de você?
- Mas você tem ciúmes, certo?
Os olhos de Shikamaru se arregalaram.
- Huh?
Sai deu de ombros.
- Quando o time dez e o time sete saem juntos, eu percebo. Você age como o Uchi-.
Sai pausou antes de terminar o seu sobrenome, e houve um momento de silêncio desconfortável.
- Sasuke age do mesmo jeito toda vez que eu tenho a atenção da Sakura...
Shikamaru ergueu sua sobrancelha.
- Baseado em como o Sasuke age, você acha que eu tenho ciúmes?
- Não, eu estou me baseando em você ficar com ciúmes no fato de que toda vez que a Ino-san sorri para mim, você inventa uma desculpa para sair. – Sai inclinou sua cabeça um pouco. Quando o manipulador de sombras apenas o encarou em resposta, ele sentiu um sorriso verdadeiro formando em seus lábios. Talvez ele estivesse ficando melhor em ler emoções, pelo menos as do sexo masculino.
Mulheres eram mais complicadas de se interpretar.
Se ele estivesse em uma missão e com uma inimiga kunoichi, ele poderia interpretá-las. Ele fora treinado pela Raízes. Ele podia reconhecer ameaças.
E Shikamaru desviou da conversa anterior.
- Eu daria espaço para a Sakura, ela tem amado o Sasuke desde que era criança, e vocês dois não estão fazendo as coisas mais fáceis.
- Heh. – ele fechou os olhos e se levantou. – E se Sasuke não der espaço para ela?
Shikamaru deu de ombros.
- Ela provavelmente bateria nele e o mandaria de volta ao hospital.
- Obrigado, Nara-san.
- Não diga isso. – Shikamaru o acompanhou até a porta. – Nada sobre isso.
Sai encarou a porta por um momento depois de ter sido fechada, tentando decifrar o pedido do amigo. Ele tinha aparentemente abalado o mundo dele com algo que dissera. E desde que ouvira que mexer com um cervo traria a você as galhadas, ele decidiu que iria dar atenção ao aviso sutil.
Pelo menos ele estava começando a entender a maioria de seus amigos. Os de sexo masculino.
Desde que era tarde, ele decidiu ir para casa e preparar uma pequena refeição para si, enquanto contemplava sua estratégia para os treinos do dia seguinte, desde que ele não estaria recebendo nenhuma ajuda de seu novo irmão.
Era uma noite fria e agradável, comparada ao dia quente de apenas algumas horas antes, e ele tinha lido em alguns livros que as pessoas freqüentemente davam um volta por aí quando estava particularmente agradável lá fora, para clarear a mente.
Pessoalmente, ele preferia clarear sua mente pintando.
Mas não era nenhuma surpresa que seu gêmeo não pensava o mesmo.
Apesar da aparência, da falta de emoções, e de serem ninjas, os interesses e hobbies em comum entre eles se detinham apenas a essas três coisas. A menos que você conte com Haruno Sakura no topo da lista também.
Era por isso que ele não deveria ter ficado surpreso ao se encontrar com Uchiha Sasuke no caminho de casa, quando passava inocentemente pelo hospital.
Ele se encontrava do outro lado da rua, na frente dele e do hospital, entre dois outros prédios, mas não completamente nas sombras. E, julgando pela forma como os olhos dele se estreitaram, Sasuke o havia percebido também.
Sai suspirou intimamente, não procurando por um conflito, decidido em continuar andando. Logo, continuou seu caminho.
- Eu deveria saber que você estaria aqui.
Sai parou e se virou.
- Eu só estou de passagem.
- Convenientemente quando ela deveria estar terminando o plantão dela? – o sarcasmo na pergunta de Sasuke soou alto.
Sai rolou os olhos.
- Eu sei que sou um Anbu e bom em rastreamento... mas é você quem mais me parece o maníaco perseguidor, Sasuke-san.
Sai não tinha esperado que Sasuke reagisse tão violentamente ao comentário, então era certo de que ele não teve tempo de se esquivar quando ele apareceu de repente, esmagando-o contra a parede de um dos prédios de Konoha.
- Eu estava apenas no caminho de casa depois de dar uma olhada na velha estação de Polícia da minha família. – ele rosnou, quase expondo os dentes.
Sai abriu a boca, prestes a falar, quando uma voz interrompeu sua linha de pensamento:
- Muito obrigado, Sakura-san.
Sasuke, também ouvindo a voz, se virou, permitindo que Sai tivesse uma visão melhor da cena.
Ela estava caminhando para longe do hospital, na direção oposta da deles, felizmente, com outro homem andando juntamente com ela. Ele era alto, usava uniforme, com cabelo escuro e desgrenhado, com uma bandagem no rosto.
- Você não precisa me agradecer, Kotetsu. – Sai a ouviu falar, muito familiarizada com o outro.
Ele balançou a cabeça em resposta.
- Sério, me deixe te levar para comer fora como agradecimento.
Ela riu ligeiramente, rejeitando.
- Eu estava apenas fazendo o meu trabalho.
Ele sorriu largamente para ela.
- Vamos, Izumo vai ficar aí por pelo menos mais dois dias, e você e eu geralmente temos a mesma hora de folga, e a Hokage-sama provavelmente irá me mandar para o hospital trazer a papelada para você de qualquer jeito.
E agora ambos os rapazes não podiam mais ouvir uma palavra que ela estava dizendo, pois eles continuaram a andar, descendo a rua, agora completamente fora da audição deles.
Eles roubaram um olhar um do outro e, num entendimento comum, foram em direção às árvores, escondendo seus chakras enquanto seguiam Sakura.
Kakashi estava, coincidentemente, indo para casa depois de um compromisso com Genma, quando ele encontrou os gêmeos indo atrás de Sakura e Hagane Kotetsu.
Ele balançou a cabeça e sorriu desdenhosamente.
- Então é isso que os faz trabalhar em equipe.
