CAPITULO X
.
.
.
Isabella despertou sozinha.
Depois de uma pontada inicial de desilusão, o alívio a alagou. Não sabia como encarar Edward depois de sua conduta lasciva de ontem à noite. Havia-se sentido tão natural então, mas ao amanhecer do dia, parecia aberrante. Desejava poder convencer-se de que tinha sido um sonho vívido. Um assombroso, se acaso escandaloso, sonho.
Algo exceto a realidade embaraçosa que era.
De verdade participavam homens e mulheres em tais atos como um fato frequente no tálamo? Sem importar se os outros o faziam, tinha a sensação de que seu marido e ela o fariam. Edward não era um homem de negar-se algo que via como dele, pensou Isabella. E se acrescentava a isto a afirmação que Edward lhe tinha feito o dia de suas bodas, ele esperava que ambos encontrassem prazer na cama compartilhada, assim fazê-lo outra vez era definitivamente um assunto assegurado.
Pelo menos até que ele soubesse a verdade de sua aflição.
Só podia estar agradecida de ter experimentado os mistérios de sua feminilidade para então.
O que uma vez a tinha aterrorizado tinha chegado a ser uma viagem que estava ansiosa por seguir. Mas como, tanto como o que tinham feito ontem à noite, mortificava-a.
Era uma verdadeira desavergonhada.
Sem dúvida, não deveria estar tão ansiosa. Não é que a propriedade importasse de uma ou outra maneira. Ela passava muito tempo ocultando sua surdez, não tinha tempo para subterfúgios para mascarar esta necessidade nova. E tampouco nada de estômago para fazê-lo assim.
Com essa verdade ressonando na consciência, incorporou-se e jogou um olhar ao redor. Não havia nenhum sinal de Edward. Outra vez o alívio a assaltou. A lapela da loja estava baixa, mas a luz da manhã se filtrava do exterior. Parecia-se com a luz fria da alvorada. Conhecendo seu laird, ele esperaria fazer com prontidão sua viagem de volta ao norte.
Jogou para atrás a pele que a cobria e se estirou por sua regata mas se deteve e enrugou o nariz. Cheirava como ele. Como a sexo com ele.
Não foram só as bochechas as que se ruborizaram, a não ser o corpo inteiro, quando um desconcerto renovado a alagou. Só podia esperar que os guerreiros não advertissem o perfume a relações sexuais sobre o fedor de cavalos e seu próprio suor.
Daria todo o contrabando de especiarias que havia trazido com ela por um riacho onde lavar-se nesse momento. Não porque tivesse aversão ao aroma da semente do Edward sobre ela, o que provocou outra quebra de onda mais de vergonha. Deveria encontrá-la ofensiva em vez de extranhamente satisfatória, verdade?
Entretanto, apesar de sua estranha reação à situação, logo que queria que outros se inteirassem o que tinha estado fazendo com seu novo marido a noite anterior.
Sentiu a vibração de fortes passados fora da loja e se afundou pela pele. Apenas se havia coberto quando a aba da loja se abriu e Edward lhe franziu o cenho.
— Está acordada.
O terror familiar lhe afundou no estômago como uma pedra. Tinha passado algo por alto. Outra vez.
— Estava-me chamando? Acabo de despertar.
O cenho do Edward diminuiu um pouco.
— Se desejas comer antes de que levantemos o acampamento, deve fazê-lo agora.
— Preferiria me lavar.
— Não há tempo. — Parecia como se esse fato lhe agradasse por alguma razão.
— Cheiro a mmm…
— A mim.
— Sim.
— Assim é como deve ser.
— Realmente é um selvagem, verdade?
— Aye. — Sorriu, claramente imperturbável pela pergunta.
Pelo menos ela não o tinha insultado. Às vezes, falava sem pensar e não tinha tido intenção de ofendê-lo. Ela mesma não estava segura de se estava horrorizada ou encantada pelos primitivos pontos de vista de seu marido.
— Quer que te traga seu mantimentos aqui dentro?
— Isso não será necessário. Vestirei-me agora mesmo. — Bem, logo que ele saísse para lhe dar alguma intimidade.
Não obstante, ele não mostrou sinais de partir.
— Não desejo me vestir diante da aba aberta da loja.
Deixou-o cair para fechá-la detrás dele, entrando completamente na loja.
Desconcertada, olhou-o fixamente.
— Desejas que me vista diante de ti.
— Sabe já como acomodar as dobras de seu plaid?
— Pois… Não?
Ele se encolheu de ombros como se essa fora a única resposta que necessitava.
Ela as arrumou para agarrar a regata e a blusa de debaixo das peles antes de sair e lhe permitir que a ajudasse com o plaid. Foi difícil ficar nos pequenos limites da loja, mas o obteve, com a ajuda dele. Quando esteve vestida e a ponto de deixar a loja, lhe pôs a mão no braço.
Lhe olhou por cima do ombro.
— Verei tudo de ti. Logo.
Ela não respondeu, só saiu engatinhando da loja.
. . .
Essa manhã cavalgou em seu próprio cavalo, uma formosa égua branca a que o semental do Edward parecia lhe ter carinho. Seu marido manteve à égua entre seu cavalo e o do Kellan durante o passeio matinal. Quando se detiveram para dar água aos cavalos e comer outra vez, o sol estava alto no céu. Os dias do verão eram largos e ela não tinha dúvida de que passariam cavalgando enquanto houvesse luz.
Mantiveram um ritmo rápido, que não se viu turvado pela velocidade como no dia anterior. Isabella estava contente. Era uma boa amazona, mas se sentia nervosa ao cavalgar tão rapidamente sem que a rodeasse o forte braço de seu marido para mantê-la plantada no lombo do cavalo.
O descanso foi curto e se forçou a subir sobre a égua sem queixar-se. Não acrescentaria motivos para que Edward acreditasse que era débil.
Tinham estado cavalgando durante uma hora quando lhe agarrou as rédeas e a forçou a encontrar-se com seus olhos.
— Assente, mulher.
— É obvio — disse, antes de poder pensar algo melhor.
— Direi-te quando é seguro falar de novo.
Ah, tinha-lhe ordenado silêncio.
Assentiu.
— Bem. — Assentiu — É uma mulher extraordinária.
Porque falava pouco exceto em uma conversação direta com alguém? Era um rasgo de necessidade somente. Dedicaria mais tempo a falar se pudesse confiar em não trair seu segredo ao fazê-lo. Como fora, seu silêncio no momento equivocado já era malditamente suficiente.
Detiveram-se para dar água aos cavalos outra vez, mas não desmontaram, como no dia anterior. Embora, esta vez, ela notou que ninguém falava. Os guerreiros estavam todos alerta e Edward parecia mais sério do normal.
Encontrou-se com os olhos do Kellan e fez uma pergunta com os seus.
— Território inimigo — articulou.
Ela abriu os olhos de par em par. Não lhe tinha ocorrido que teriam que cruzar território inimigo para chegar a terra Cullen. Não recordou que os soldados de seu padrasto o tivessem feito quando escoltaram Elena às Highlands fazia quase três anos.
De repente, Edward estava ali e foi transladada de seu cavalo ao dele. Aterrissou contra seu peito com um ofego silencioso.
Ele baixou o olhar com uma expressão feroz, como se preparasse para que ela discutisse a mudança. Ela simplesmente se deixou cair sem forças contra ele e fechou os olhos para dormir.
Ela não era um guerreiro, e se ele ia lhe dar a inesperada oportunidade de uma sesta neste passeio que lhe sacudia todos os ossos, ia aceitar.
Sentiu a surpresa dele, mas a ignorou quando o braço a envolveu e a assegurou contra seu peito. Um momento depois caia dormindo.
. . .
Desconcertado, Edward sustentou contra ele a sua mulher adormecida.
Não estava seguro do que lhe tinha incitado a pô-la sobre seu cavalo com ele. Tinha estado cansada, mas sua ação tinha sido uma reação instintiva ao intercâmbio silencioso entre sua mulher e seu guerreiro perto da água.
Edward não tinha tido a menor ideia de que ele e seu lobo pudessem ser tão possessivos com uma mulher, especialmente com uma inglesa. Ele não tinha reagido assim com Elena, mas fazia três anos não tinha tido intenção de casar-se com a inglesa enviada a ele por ordem de seus reis.
Essa devia ser a diferença esta vez. Isabella era indiscutivelmente sua mulher, não uma mulher com a que se supunha que ia casar se.
Sim, isso deve ser.
Ela se moveu em sonhos, mas não fez ruído. Não é que importasse agora. Estavam em território mais seguro e o estariam até manhã ao meio dia quando cruzassem a território Donegal. O povo Donegal não era inimigo do Edward, mas o outro clã não estava feliz com o decreto do rei que cedia a disputada terra fronteiriça a ele.
— Ela é surpreendente.
Edward sentiu que um grunhido se formava em seu peito ante as palavras do Kellan, mas só bufou em resposta ao comentário de seu companheiro.
Não havia razão para os ciúmes que ardiam dentro dele. Kellan estava emparelhado, embora essa pessoa permanecesse inconsciente do vínculo entre eles. Os humanos podiam ser graciosos sobre a maneira natural das coisas.
Apesar de tudo, Kellan nunca enganaria a sua alma gemêa, nem que o guerreiro Chrechte marcado nunca realizasse a autêntica reclamação. Em efeito, era o companheiro mais seguro para a mulher do Edward. Até seu lobo reconhecia isso.
Mas ainda assim, o ciúmes permaneciam.
Se tivesse sabido que tomar uma mulher viria com tais complicações, Edward teria desobedecido a seu rei, recomendando que seu soberano escolhesse um laird diferente para lhe conceder tal honra. Inclusive ante esse pensamento, seu lobo grunhiu viciosamente em resposta à ideia de Isabella casada com outro.
E com isto último Edward soube que suas frustrantes divagações eram mentiras.
— Não me tem medo — disse Kellan, devolvendo a atenção do Edward ao guerreiro.
— Notei-o.
— Acredito que gosta.
Edward teria trocado à forma do lobo e arrancado a garganta do outro homem se pensasse que Kellan o dizia com atrevimento, mas sabia que o desfigurado guerreiro não o dizia desse modo.
— Ela não se fixa nas cicatrizes.
— Nay. — Kellan parecia desconcertado por esse fato.
Edward não respondeu. Não havia nada que dizer. Kellan assustava à maioria das mulheres de seu clã. A maior parte dos homens, também, quando estava perto.
— Dorme em seus braços como se confiasse em ti com sua vida.
— Tem opção? — Era seu marido. Ela não teria melhor amparo.
— Não — reconheceu Kellan — mas não está atemorizada.
— Teme algo. — Tinha advertido sua inquietação em seguida e tinha acreditado que significava que era débil. Agora não estava tão seguro.
— Aye. Mas não a ti.
— Está nervosa sobre o tálamo.
— Reclamou-a ontem à noite. Cada guerreiro Chrechte presente o pôde cheirar. Infernos, inclusive um guerreio humano poderia.
Justo como tinha sido sua intenção.
— Não completamente.
— A que esperas? — Kellan franziu o sobrecenho — Não tratará de anular o matrimônio?
— Crê que é uma companheira apropriada para seu laird?
— Antes de conhecê-la, haveria dito que não. Era inglesa.
— E agora?
— Não te comparou com um bode ainda.
— É certo.
— Então, ficará com ela?
— É minha.
— Mas ainda espera para reclamá-la totalmente.
— Não realizarei o rito de emparelhamento Chrechte em nenhuma terra exceto na minha.
A compreensão apareceu nos olhos do Kellan.
— Por isso cavalgamos tão malditamente rápido. Não mantivemos este ritmo caminho ao feudo Newton.
— Quero chegar em casa — grunhiu Edward.
Isabella se moveu em seus braços e inclinou a cabeça atrás para poder lhe ver a cara.
— Dormi muito?
— Aye.
Ela se ruborizou, mas não disse nada.
— Pode falar — lhe disse ele.
— Estamos fora da terra de seus adversários?
— Aye.
— Os soldados de meu pai não disseram nada de ter que atravessar território inimigo quando estiveram em Escócia escoltando ao Elena.
— Todo o tempo que estiveram fora da Inglaterra estiveram em território inimigo.
— Mas nossos reis são aliados.
Edward se encolheu de ombros.
Ela cruzou os braços e lhe fulminou com o olhar.
— Faz isso cada vez que não quer responder.
— O que?
— Te encolher de ombros.
Fez-o outra vez. Só para ver o que ela faria.
Ela riu, uma música suave e débil que lhe fez querer lhe beijar os lábios.
Isabella chiou quando ele se agachou para fazer justo isso, mas ele também tragou esse som. Tinha sabor de inocência sonolenta.
Quando levantou a cabeça, ela parecia aturdida.
Kellan riu, forte e comprido.
— Acredito que suas maneiras lhe levarão algo mais de tempo para acostumar-se.
Os outros guerreiros Chrechte observaram fixamente ao Kellan como se nunca o tivessem visto antes. Certamente, o homem raramente ria. Bom, até esta viagem, Edward não lhe tinha ouvido fazê-lo em anos, mas isso não era razão para olhá-lo embevecidos como um grupo de mulheres fofoqueiras.
Lançou a seus guerreiros um olhar que lhes dizia justamente isso e estes voltaram a observar o terreno como deviam fazer. Edward nunca perdeu a consciência do que o rodeava, nem sequer enquanto sua boca moldava a da Isabella.
— Estaremos logo no feudo Cullen?
— Estaremos em terras Cullen amanhã pela tarde.
Ele sentiu que a tensão a enchia. Ela sabia exatamente o que isso significava.
— Não crê que seria melhor esperar até que alcançássemos seu torreão?
Ela não disse o que seria melhor esperar, mas ambos sabiam muito bem.
— Não.
— OH.
Seu lobo mataria a alguém se Edward fazia que a besta esperasse para reclamar a sua companheira.
— Por que me tirou de meu cavalo mais cedo? — perguntou.
— Estava cansada.
— Notou-o?
Soou desiludida pela possibilidade.
— Aye. — Tinha-o notado, mas também tinha advertido a maneira em que tinha estado confraternizando com Kellan, e racional ou não, seu lobo tinha insistido em que Edward marcasse sua reclamação.
— Não é como esperava.
— Por que?
— Odeia o inglês e teria matado a meu padrasto sem piscar, mas me mostraste consideração.
— É minha noiva.
— Elena ia ser sua noiva, mas não foi tão considerado com ela.
— Não tive intenção de me casar com Elena.
— Então, por que consente em te casar comigo?
Tinha vivido quase três anos sem companheira e se deu conta de que provavelmente nunca encontraria uma.
— Meu rei ofereceu estímulo suficiente.
— Meu dote.
— Aye.
— Pelo menos consegue algo que desejas deste matrimônio. — Falou silenciosamente, quase como para si mesmo.
— Desejo-te, também.
— Não deseja uma mulher inglesa.
— Não é inglesa.
— O que sou, então?
— Minha.
. . .
Isabella cavalgava uma vez mais sobre seu próprio cavalo no dia seguinte quando Edward fez gestos para que seus soldados se detivessem. Faltava muito para o anoitecer e haviam dado água cavalos recentemente. Tinha sido outro passeio silencioso hoje, e a Isabella não tinha importado no mais mínimo.
Tratar de seguir as conversações ao redor dela sobre o lombo de um cavalo era bastante exigente.
Não perguntou a razão da pausa porque não sabia se era seguro falar.
Edward se balançou para descer do cavalo, disse algo ao Kellan e cruzou para o cavalo da Isabella. Tendeu-lhe as mãos.
— Vêem.
Estirou-se para ele, permitindo que seu marido a levantasse do cavalo. Ajudou-a a ficar de pé, sustentando-a até que seus músculos rígidos começaram a funcionar outra vez.
— Por que nos detivemos? — Não é que se queixasse.
— Você gostaria de um banho? — perguntou.
Ela jogou um olhar ao redor, insegura de onde poderia realizar tal proeza. Não viu nenhum bebedouro, mas não permitiu que essa falta aparente embotasse seu entusiasmo. Se ele o oferecia, tinha um modo de que acontecesse.
— Sim!
Ele riu, deu-se a volta e se afastou. Ela assumiu que se supunha que tinha que lhe seguir, assim que o fez. Guiou-a à entrada de uma cova. Tornou-se para trás quando ele entrou na cova.
Ele se deteve dentro da entrada e lhe tendeu a mão.
— Vêem.
Isabella sacudiu a cabeça.
Ele assentiu.
— O que acontece se há animais selvagens aí dentro?
— Deve confiar em mim.
— Não é de ti de quem desconfio.
— Que então?
— Animais selvagens. — Tragou, tratando de molhar a seca garganta — Não faço amigos facilmente.
Em realidade, não tinha feito nenhum desde que descobriu o que a febre lhe tinha roubado. Mas sua amizade com Jacob, o filho de Billy, o ferreiro, tinha sido anterior à febre. E ele não tinha permitido que o apartasse depois. Inclusive tinha farejado em seu segredo, embora ela não soubesse como. Mas o moço lhe havia dito que não lhe importava e insistiu em ser amável com ela.
— Então? — perguntou Edward.
— Havia um moço com o que jogava de menina. O filho do ferreiro de meu pai. Foi despedaçado por um lobo. Vi seu corpo. — Tremeu ante a lembrança horripilante, não desvanecido nenhum pingo nos anos que tinham transcorrido — Foi horrível. A morte vem muito facilmente.
Edward ficou curiosamente imóvel.
— Não tem nada que temer dos lobos.
— Acredita nisso?
— Eu te protegerei.
— O que tem que os ursos?
Ele arqueou os lábios em um meio sorriso, sem rastro de impaciência ante sua reticência.
— Não tem nada que temer quando estiver comigo.
Ela assentiu e isso pareceu agradá-lo.
— Mandei um guerreiro a explorar.
— Ah.
Isabella lhe permitiu que a empurrasse à cova e advertiu imediatamente que em vez do ar úmido e frio que associava com as covas, estava morna com um débil aroma de enxofre. Guiou-a por um comprido túnel a uma caverna iluminada por tochas e pela iluminação ambiental de algum lugar de acima. A luz se refletia na água de um grande manancial no centro. Ao lado do manancial, as peles onde tinham dormido as passadas duas noites estavam amontoadas atrativamente ao lado da água.
Isabella percorreu com o olhar a caverna maravilhando do calor desta.
— Uma fonte termal? — perguntou com admiração. Tinha ouvido delas, mas nunca tinha visto uma.
— Sim. É uma das razões pelas que lutamos por esta seção de terra. As fontes têm propriedades curativas.
— De verdade?
— Assim se acredita entre minha gente.
— E estas covas são tuas agora? A causa do presente de seu rei?
— Aye. — Edward sorriu grosseiramente — Embora seja minha responsabilidade as manter.
— Estabelecerá um posto avançado? — Seu pai tinha postos de guarda nos quatro rincões de suas terras.
Edward se encolheu de ombros.
— Simplesmente não quer responder ou não sabe?
— Sei que está atrasando o inevitável com falatório.
Homem preparado.
— Estou nervosa.
— Eu não.
Ela abriu a boca, mas honestamente não soube o que responder a tal arrogância, assim que a fechou outra vez.
Ele sorriu, esta vez quase brandamente, e tirou um pedaço de sabão.
— Pode ter um banho apropriado.
— Eu… — Este era o Edward do que sua irmã tinha escrito em suas cartas? Isabella não podia acreditá-lo — Obrigado.
Teve que piscar para conter as lágrimas. Ninguém exceto Elena tinha estado jamais tão preocupado pelo consolo de Isabella.
Ele jogou um olhar ao redor da caverna com satisfação.
— É um lugar conveniente para um emparelhamento Chrechte.
— Emparelhamento?
Ah, significava a união de seus corpos. O calor se arrastou por sua pele quando as imagens da conversação que tinham mantido no feudo Newton assaltaram sua mente.
Por alguma razão, ele parecia desiludido por sua própria eleição de palavras.
— Quis dizer simplesmente a Reclamação do matrimônio.
Ela assentiu, sem ter nenhum desejo de discutir, embora não via nada simples na consumação física do matrimônio. Embora ele parecia como se esperasse que sim.
Indicou-lhe o manancial.
— Banhará-te agora.
— Diante de ti? — Tinha aprendido já que ele tinha um sentido da modéstia muito diferente do dela, e que o céu a ajudasse, parecia esperar que ela se ajustasse a ele. Mas não esperaria realmente que se banhasse diante dele?
— É assim como se faz em seu clã? Seus homens e mulheres se banham juntos? — perguntou, escandalizada até o mais profundo.
— Não me ofereci a me banhar contigo, mas se for o que prefere, consentirei-lhe isso.
Antes de que ela pudesse pronunciar um horrorizado não pela tensa garganta, ele já soltou o plaid.
Olhou-lhe fixamente com mudo assombro enquanto ele se despia diante dela, como o tinha feito as passadas duas noites na intimidade da loja, de noite.
— É só meio-dia. Certamente não planeja levar a cabo o de deitar-se agora mesmo? — De verdade tinha acreditado que era considerado? Era pior que o bode com a que lhe tinha comparado sua irmã… era um bode brincalhão sem nenhum sentido do decoro nem da modéstia. Ou… ou… ou outra coisa.
— É a hora.
— Não… não… deveríamos esperar até esta noite. Disse que poderia me lavar, com sabão.
— Eu te lavarei. — Fechou a distância entre eles antes que ela se desse conta de que se estava movendo — Me deixe te ajudar com isto.
Ela se tornou para atrás, mas foi muito tarde. Já lhe tinha desatado o cinturão. As dobras do plaid simplesmente caíram, deixando que o objeto escocês pendurasse do ombro como uma manta larga. Ele atirou e está caiu em uma cascata de tecido ao redor dos pés.
Ela girou e saltou à segurança relativa do manancial, agradecida que a diferença de sua irmã maior, tivesse aprendido a nadar. O manancial era mais profundo do que esperava, e mais quente que qualquer banho que tivesse tomado jamais. A cabeça se inundou antes que os pés golpeassem o fundo. A água se formou redemoinhos ao redor dela com a entrada do Edward ao manancial quando chutou para cima e longe de onde lhe havia sentido entrar.
As mãos dele se fecharam na cintura feminina e ela surgiu na superfície diante dele. Edward a olhava interrogativamente.
— Banham-se os ingleses com roupa, então?
FELIZ ANO NOVO!
Seja bem vindo 2014 \o/
Quero agradecer os reviews da bruangel, JOKB, Kaah Malfoy e Theslenn Urils!
Bem, o que acharam do capitulo?
Beijinhos e até amanhã povo!
