Nota da autora: Obrigada pelo incentivo para continuar escrevendo. Acho que estou me sentindo um pouco emo. :) Também gostaria de agradecer aos meus betas geniais GeezerWench e ShynaMends.

Obrigada por ler!


Renesmee

Jacob. Meus pensamentos estavam voltados pro Jacob enquanto via o céu de Seattle desaparecer até que houvessem apenas nuvens brancas ao redor do jatinho privado que meus avós fretaram para nossa viagem pra Inglaterra. Não estava nervosa em viajar pela primeira vez, mas meu estômago estava em parafuso, preocupada com o Jacob.

Sabia que ele ficou chateado e em vez de explicar pra ele como eu me sentia e porque tinha que ir, fui covarde e o deixei alí, sozinho na floresta. Foi uma atitude imatura, correr daquele jeito, ao invés de enfrentar a realidade. Sabia que tinha que enfrentar isso algum dia, pois não queria me distanciar totalmente da nossa amizade. Mas, ao deixá-lo, estaria lhe dando mais espaço. Ele merecia isso. Precisava disso. Tudo girou ao meu redor, eu ,eu ,eu, a minha vida toda. Não era justo pra ele que monopolizasse o seu tempo. Sempre notei como ele ficava feliz quando estava com o bando e outros Quileutes. Ele merecia ser feliz.

Espero que quando eu voltar, minha atração sobre ele tenha desaparecido, e possa ver Jacob e sua namorada sem ter nenhuma crise de ciúmes.

Londres foi nossa primeira parada. Ficamos no hotel The Lanesborough e hospedamos na suíte real, que tinha uma vista incrível do Palácio de Buckingham. Nos dias seguintes, visitamos a Abadia de Westminster, a Torre de Londres, o Big Ben, A praça Trafalgar, e o Circo Piccadilly. Fizemos compras na Harrords e tomamos o chá da tarde no Ritz. Passamos horas e mais horas no National Gallery. Já que meu avô havia nascido na Inglaterra, tinha vivido por tando tempo e era inteligentíssimo, tive o meu próprio guia turístico para me contar muitas das histórias mais interessantes de todos os lugares que visitamos.

Na outra semana, deixamos Londres. Meu avô alugou um carro e dirigimos até o interior, visitamos Stonehenge e depois Stratford-upon-Avon, a cidade natal de Shakespeare. Minha avó ficou tão animada quanto eu quando fomos visitar o Jane Austen Center em Bath.

Sentia falta do Jacob, terrivelmente, escrevi um postal pra ele todos os dias. Sabia que ele não tinha meu endereço, já que estava viajando, mas não queria que esquecesse de mim totalmente enquanto estava longe. Sentia saudade dos meus pais também. Eles estavam numa segunda lua-de-mel, mas não ficaram longe por muito tempo. Para a minha surpresa, eles se juntaram a nós quando chegamos na Escócia.

Passeamos por Edinburgh e vimos um monte de castelos. Fomos ao Lago Ness e fiquei surpresa em como era lindo. Minha mãe tirou uma foto minha do lado da placa do Centro de Visita do Monstro do Lago Ness, pedi pra ela enviar pra todos da família, já que esta era uma piada antiga com o meu nome. Queria mandar pro Jacob também, mas estava com vergonha de mencionar seu nome. Ele provavelmente nem ligaria, apesar de que foi ele mesmo quem me apelidou desse jeito.

Nosso próximo destino foi a Irlanda. Paramos em Dublin primeiro, e fiquei impressionada em como a cidade era vibrante e enérgica. Meus pais queriam fazer o city-tour do U2, então paramos em todos os pontos históricos da banda e até hospedamos no Hotel Clarence, mas não vimos Bono, infelizmente.

Depois do passeio pelo lado campestre, castelos belíssimos, vilas e jardins, meus avós seguiram fazendo uma viagem a dois, enquanto meus mais e eu viajamos pra Paris (em outro avião particular), para nos encontrar com tia Alice e tio Jasper. Demos entrada no Hotel George V e novamente nos hospedamos na suíte real. Fiz um comentário sobre ficarmos em hoteis tão luxuosos e meu pai respondeu dizendo que eu era a sua princesa, portanto claro que ficaríamos em suítes reais.

Tia Alice ficou mais do que feliz em nos ver. Paris era a cidade favorita dela por causa da moda e entendi porque. Todos os que víamos no hotel ou nas ruas, nos bistrôs, nas calçadas eram bem sofisticados. Jacob com certeza ia fazer piada dizendo que eram todos cheios de frescura, e esnobes com essa atitude francesa de se achar melhor que os outros. Mesmo assim, eu adorava. Finalmente podia praticar meu francês conversando com nativos da língua. Para mim, todos quem encontramos foram muito simpáticos.

Por quase uma semana inteira, tia Alice nos levou pra fazer compras pelo dia inteirinho, pegando nossas roupas especialmente desenhadas para nós. Vestidos, chapéus, bolsas, sapatos...Imaginava como a gente iria levar de volta todas essas compras pra América. Tia Alice teria que fretar o seu próprio jatinho pra carregar tudo isso.

Meu pai disse que por ela a gente só ia fazer compras, mas com certeza tinha mais coisas pra conhecer. Minha mãe também nunca tinha ido a Paris antes, então a gente planejou os museus e catedrais que queríamos visitar. Passamos alguns dias visitando o Louvre e papai até deixou que eu passeasse sozinha. Sabia que estava observando cada passo meu, mas ao menos deu um pouco de espaço pra mim. E amei cada segundo.

Paris à noite era o lugar mais romântico do mundo. Quando a Torre Eifflel acendeu à noite, fiquei emocionada. Em vez de feliz, estava incomodada. Queria Jacob aqui comigo, segurando a minha mão, me fazendo rir. Mas, ele não era mais meu e eu simplesmente tinha que lidar com isso.

Depois de algumas semanas em Paris, comecei a ficar mal humorada. Não era por causa da menstruação. Por mais incrível que pareca, minhas duas últimas vezes não foram tão dolorosos e não fiquei mais com vergonha de sair em público. Estava incomoda, pois estava na Cidade do Amor, mas sozinha. Meus pais, tia Alice e tio Jasper, todos estavam de bom humor, então, tentei segurar minha chateação pra mim mesma.

Notando meu cansaço e irritação, tio Jasper teve a ideia de alugar um chalé no campo. Escapar da excitação da cidade grande e tomar um ar mais tranquilo da vida que estou acostumada a viver. E foi uma ótima ideia. Tia Alice achou o lugar perfeito pra gente, uma vila bem segura. Tinha um jardim nos fundos da propriedade, cercado de árvores.

Fizemos piqueniques juntos, com os membros da família protegidos por guarda-sóis e tendas, é claro, para bloquear o sol, e tivemos longas conversas sobre a vida. Senti que meus pais e tios estavam começando a me tratar como uma igual. Tia Alice contou a historia da vida dela antes de se tornar uma vampira, até o tio Jasper contou um pouco do seu passado, mas acho que ele não contou todos os detalhes pois estava um pouco evasivo. Foi um dia perfeito pra ficar junto em família, curti bastTirei um tempo pra ficar sozinha no campo. Aproveitei o dia pra dar uma volta, sentir o sol, mas meu pai insistiu que usasse chapeu, óculos de sol e protetor solar, só por precaução. Era calmo e muito relaxante. Estava adorando, mas não podia dizer que estava feliz de verdade. Ainda sentia saudade do Jacob. Nunca passamos tanto tempo assim longe um do outro. Já havia passado quase dois meses desde que nos despedimos. Eu sei que podia ligar pra ele, mas acho que isso vai me deixar com mais saudades dele. Continuei enviado um postal pra ele todos os dias, contando o que estávamos fazendo. Em todos eles assinei, "Queria que estivesse aqui. Saudades. Com amor, Ness."

Depois de algumas semanas de descando, meus pais me surpreenderam de novo. Tia Rosalie e Tio Emmett apareceram do nada e anunciaram que íamos pra África. Um grito saiu da minha garganta, surpresa. Sabia exatamente o que isso significava...caçar! Tia Alice e tio Jasper continuaram com a gente, ao invés de voltarem pra casa. Acho que estavam animados com a oportunidade de caçar também.

Viajar na África era diferente do que na Europa. O sol constante e o céu azul definitivamente nos limitou de ir pra qualquer lugar durante o dia. Voamos para o Quênia e diriigimos várias horas pela savana e chegamos a cabana que a família comprou anos atrás. Havia todas as conveniências dos Cullens que estávamos acostumados, mas era isolado e bem privado.

Do pôr do sol até a madrugada, rastreávamos leões, búfalos, elefantes, leopardos e rinocerontes na selva. Nem sempre a gente corria pra matar, tio Emmet gostava de brincar com a comida, e às vezes a gente só observava os animais. Foi a melhor educação sobre a selva que qualquer pessoa podia ter. A gente também fez rafting, já que a família toda gostava de esportes de aventura, e mountain biking na savana.

Não dava pra acreditar que meus pais estavam deixando que eu praticasse tantos esportes radicais, mas sabia que estava cercada por seis vampiros que fariam qualquer coisa para me proteger. De certa forma, era uma sensação falsa de liberdade, mas acho que meus pais estavam tentando facilitar meu caminho pro amadurecimento, pro meu bem e para o deles, também. Uma noite, a minha mãe ,do nada, beijou minha testa e sussurou, "É tão dificil ver minha garotinha crescer."

Com o passar das semanas no Quênia, fiquei extremamente exausta. Era muita diversão e aventura pra uma humana/vampira híbrida experimentar. Sentia falta do Jacob todos os dias, mas não era possível escrever nenhum postal enquanto estivéssemos dentro da selva. Pensava nele constantemente. O que estaria faendo? Será que estava feliz?

A última surpresa da nossa viagem foi quando minha mãe e meu pai disseram que nossa última parada seria um lugar que ouvi falar a minha vida toda. Onde meus pais passaram a lua-de-mel e fui concebida. Vamos para a Ilha de Esme!

Meus avós encontraram com a gente no Rio de Janeiro. Passamos o dia visitando a cidade, então pegamos um barco até a ilha. A ilha de Esme me deixou boquiaberta. Era encantadora. A definição perfeita de um paraíso tropical.

"Férias em família!" meu tio Emmett gritou, quando chegamos no píer e eu ri muito.

Era tão legal que toda minha família estava junta. Queria que o Jacob estivesse com a gente, ele praticamente era parte da família mesmo. Quase pedi pro meu pai se podia buscar ele pra vir até aqui, mas decidi que não. Eu o veria em breve. Ele provavelmente estava curtindo não ter que ficar cuidando de mim o tempo todo.

A ilha é bem isolada, permitindo liberdade à minha família vampiresca. Numa manhã jogamos futebol americano na praia e eles brilhavam bastante no sol. Mesmo os conhecendo tão bem, a visão deles brilhando era incrível. Fomos nadar, escalar, andamos de jet ski, tomamos muito banho de sol. Eram as férias perfeitas com muita risos e muito carinho. Como pude ser tão sortuda em nascer numa família tão extraordinária? Pensei.

Depois de mais ou menos um mês, meus avós voltaram pra casa, seguidos por tia Alice e tio Jasper e finalmente por tia Rosalie e tio Emmett. Meus pais e eu ficamos na ilha por mais seis semanas. Conversamos muito sobre meu futuro e objetivos de vida que quero conquistar. Meu pai quer que eu viva o máximo de experiências "humanas" possível. Ele queria que eu tivesse uma vida "normal". Pela televisão, ví shows em que a família sempre tinha um animal de estimação. Perguntei pra minha mãe se a gente podia ter um cachorrinho, e ela sorriu dizendo que a gente já tinha o Jacob, me provocando lembrando da época que brincava desse jeito com ele. Fiquei vermelha.

Depois de seis meses longe de Forks, finalmente voltamos pra casa em uma manhã enevoada de dezembro. Apenas algumas semanas antes do Natal. Estava feliz em estar em casa e ansiosa demais pra ver Jacob. Estava um pouco nervosa, já que fazia tanto tempo que não o via, mas, tinha certeza que minha quedinha boba já era coisa do passado.

"Renesmee, importa se dermos uma passadinha na casa do seu avô Charlie antes de ir pra casa?" minha mãe perguntou, quando passamos da entrada da cidade.

Balançei a cabeça. "Adoraria. Senti falta dele."

Quando chegamos na casa do meu avô, meu pai estacionou o carro e abriu a porta do carro pra gente, como sempre fazia. Ele era um cara à moda antiga mesmo. Quando nos chegamos na casa, imaginava quando podia ir ver Jacob. Devia ligar pra ele? Será que estaria muito ocupado pra me ver?

A porta da frente se abriu, e vi que tinha um monte de gente dentro casa.

"Surpresa!" gritaram.

Recuei, sorrindo, mas em choque. Alcancei a mão do meu pai.

"O que está acontecendo?" perguntei, projetando meus pensamentos.

"É uma festa de boas vindas pra você," falou baixinho.

"Pra mim?"

Ele sorriu e deu um beijo no meu rosto.

Meu avô Charlie foi o primeiro a me dar um abraço, depois minha avó Sue, Seth, Claire, Leah, Sam, Quil, Embry...a matilha inteira, sem brincadeira. Abracei cada um deles individualmente e quase todo mundo comentava como eu tinha crescido. Emily estava na varanda, organizando a comida, ela acenou sorrindo. Quando me virei pra cumprimentar o tio Billy, dei uma olhada geral pra ver se Jacob estava lá. Se não estivesse, ia ficar derrubada. No entanto, se ele estivesse aqui com sua namorada, ia me destruir do mesmo jeito. Sim, eu tinha superado a minha atração pelo Jacob, mas não queria ver o namoro dele sendo jogado na minha cara.

Abaixei e dei um abraço no tio Billy, quando levantei, lá estava ele. Meu Jacob.

Por um momento, apenas olhamos um pro outro. O tempo parou, era como apenas existisse nós dois. Mas não estava nervosa, como achei que ficaria. Quando ele me puxou em seus braços pra um abraço. Senti como se finalmente estivesse voltado pra casa.