O Ed vampiro é da Meyer, o casado é da JustFork. Mas a danny e eu nos contentamos fácim, fácim com um Jasper que derruba até a Esme.


Eu sobrevivi ao mês com serviços de enfermagem da Esme praticamente incólume. Quer dizer: é claro que nós discutimos - principalmente quando ela fazia comentários rudes sobre a escolha das minhas lingeries - ou, como ela mesma disse, "essas roupas satânicas." E eu meio que quis estrangulá-la quando ela decidiu reorganizar todos os meus armários da cozinha só para facilitar a vida dela. Mas, na maioria das vezes, eu fingia dormir, enquanto ela metia o bedelho por nossas coisas.

O Dr. Michaels tinha acabado de me dar alta para que eu voltasse às minhas atividades normais - se bem que, eu ainda precisaria usar uma bota ortopédica. A boa parte é que isso significava que a maldita da Esme iria embora hoje. Louvado seja o Senhor.

"Quando é que sua mãe vai sair?" Perguntei enquanto olhava por cima do ombro a porta dos fundos da casa. Quando Edward colocou a última mala de Esme na parte de trás do seu carro, eu me perguntei por que alguém precisava de cinco malas pra um único mês. Isso ia além da minha imaginação.

Ele fechou o porta-malas e respondeu: "Ela disse que iria esperar até que a Yadira chegue. Esme pediu para que ela viesse limpar a casa antes de ir embora."

"Edward" eu disse, começando a interrompê-lo, mas ele me cortou.

"Bella, ela realmente quer ajudar. Basta, por favor deixe-a fazer isso." Quando eu olhei, ele sorriu e inclinou-se beijando a ponta do meu nariz. Eu sabia que isso tinha sido difícil para ele. Ele tentou manter a paz entre nós duas e não tomar partido.

Eu suspirei enquanto seus polegares traçavam a lateral do meu rosto, sabendo que ele estava pensando a mesma coisa que eu estava. Nós dois finalmente, finalmente, estaríamos sozinhos outra vez. Sem mais Esme nós verificando dez vezes por noite. Sem mais preocupação de que sua mãe nos pegasse no flagra. E FINALMENTE haveria sexo outra vez. Sujo, quente, pesado e daqueles que faz seu pé dobrar na hora do orgasmo. Mas antes que pudéssemos trocar nem sequer um beijinho casto fomos interrompidos por um motor alto e alguém gritando.

"LIBERDADE, AFINAL! GRAÇAS A DEUS, VOCÊS ESTÃO LIVRES!!!" Alice gritou, colocando a cabeça pra fora da janela do Covert 1956 do Jasper.

Apontei meu queixo, indicando que o carro da Esme ainda estava na garagem, mas Alice não notou o gesto. Ela saltou do carro a cantarolando a letra da canção do Mágico de Oz Ding Dong, a bruxa já morreu, eu gemi, na esperança de que Deus fizesse a Esme não escutá-la.

"Sem mais muletas! Sem mais passar horas na cama! Sem mais sogra!" Alice travou e olhou para a porta da frente, e agora com um olhar de pura diversão e nenhum traço de constrangimento em seu rosto. "Bem, é bom vê-la outra vez, Sra. Cullen."

"Merda...". Sussurrei sob minha respiração. Alice e Esme já entraram em duas brigas sérias antes. A primeira aconteceu na nossa festa de noivado que minha mãe tinha promovido, e a segunda foi cerca de trinta minutos antes do meu casamento começar.

Eu olhei devagarzinho para trás, e Esme ainda estava de pé na varanda da frente com um olhar de repugnância no rosto.

Edward - felizmente - intercedeu, indo até Alice e envolveu o braço em torno de seu ombro. "Mãe, você se lembra da Alice e do Jasper, não é?"

Esme olhou entre Alice e Edward e apenas meneou a cabeça. "Que surpresa, vê-la por aqui" disse ela, usando sua marca registrada: o sorriso falso.

"Alice está levando a Bella para almoçar junto com a noiva do Emmett, enquanto Jasper e eu vamos ajudar o Ben," Edward explicou enquanto Alice continuava a encarar a Esme.

Eu quase podia ver as engrenagens na mente de Alice girando. Ela podia passar da Alice-Legal para Alice-A-Vadia; a garota que podia até mesmo rasgar a garganta de qualquer um.

"Bem, Sra. Cullen" Um sotaque do sul profundo flutuou pelo ambiente. "Já faz um longo tempo que nós não temos o prazer de nos vermos"

Quatro pares de olhos se voltaram para Jasper que estava acabando de pisar na varanda da frente. Jasper Whitlock era como criptônita para Esme Cullen. Ela ficava caidinha pelo charme cavalheiresco sulista e com a natureza fácil da personalidade dele. Tudo que o Jasper tinha que fazer era lhe lançar um de seus sorrisos preguiçosos, e a velha virava geleia em suas mãos. Se isso não fosse tão repugnante poderia até ser cômico.

"Jasper! Definitivamente isso sim é que é uma agradável surpresa! Você está mais alto?" Esme perguntou, segurando a mão dele quando Jasper chegou à varanda.

"Não, madame." disse ele, certificando-se de acentuar ainda mais seu sotaque para o nível extremo.

Tanto Alice e eu olhamos um para o outra, quando ele ergueu as mãos dela e as beijou antes de piscar para ela. Eu mordi meu lábio para não rir enquanto Alice apenas revirava os olhos e balançava a cabeça.

"Vamos Bella. Vamos antes que eu acabe socando alguém na garganta." Alice pegou minha bolsa antes de olhar para Edward e dizer: "Desculpa."

"Não se preocupe com isso" respondeu ele, dando-lhe um abraço rápido antes de se voltar para mim. "E você se comporte."

"Eu???" Perguntei com um sorriso brincalhão. "O que você acha que eu vou fazer?" Eu passei meus braços em torno de seus ombros enquanto Edward delicadamente me puxava para ele.

"Eu só quero que você saiba que eu tenho planos para hoje à noite, portanto, não se canse muito nesse almoço, nem ande como uma louca atrás de uma Alice viciada em comprar, ou seja lá o que essa maluca esteja planejando." Ele me lançou um olhar, me dizendo que ele não estava brincando. Se eu não estivesse na frente da mãe dele e com nossos amigos a menos de dez metros de distância, eu teria rasgado as roupas dele para transarmos logo ali na frente de casa. Eu podia sentir meu rosto começar a esquentar quando ele me deu um rápido beijo e me pôs de volta no chão.

"Se você continuar me provocando, vou logo dizendo que você vai se arrepender" eu disse, estreitando os olhos e tentando o meu melhor olhar ameaçador. Ele apenas sorriu e abriu a porta do carro para mim.

Entrei no carro e percebi como Alice puxou o banco do condutor ao limite que quase batia no volante. Ainda assim, ela teve que se sentar na borda do assento para realmente alcançar os pedais.

"Pronta?" perguntou ela. Simplesmente assenti e ela sorriu dando a marcha ré e fazendo o motor roncar. Jasper, que ainda estava falando com a Esme, nos encarou ao abaixar os óculos escuros até a ponta do seu nariz. Alice somente acenou e seguiu seu rumo, acelerando como uma louca ao atingir a rua.

Alice dirigiu o carro do Jasper tão rápido como o diabo se afastaria da cruz, por isso, chegamos ao restaurante muito mais rápido do que deveríamos. Ela culpou o carro, e o fato dele ter sido criado para ir sempre acima de todos os limites legais de velocidade. Foi ótimo ela não ter pegado uma multa – de novo. Se bem que nas três últimas vezes que ela recebeu uma, ela tinha conseguido se livrar delas. Alice sabia exatamente o que dizer para o Charlie e fazer com que ele tomasse conta disso. Seu jeitinho falso de ser doce e inocente sempre dava certo com ele.

Durante o almoço, Rosalie implorou para que Alice a ajudasse a planejar o seu casamento – se bem que "implorar" não fosse realmente necessário. Alice não precisa de uma desculpa para agir como uma chefa-da-máfia em torno das pessoas. Rose também me perguntou se eu poderia ser a dama de honra, e eu fiquei tocada com o gesto.

Todos estávamos meio surpresos por Rosalie e Emmett decidirem se casar em maio, não sobrando muito tempo para preparar tudo. Mas nada podia parar Alice quando ela tomava a frente de algum projeto.

"Bem, vamos ver. Antes de tudo, precisamos encontrar o seu vestido, os vestidos das damas de honra, o fotógrafo e o local", Alice disse começando a escrever furiosamente num bloquinho.

Rosalie assentiu com a cabeça, mas retorceu suas mãos no colo. Ela continuou me disparando algumas olhadas nervosas, enquanto Alice continuava a divagar e falar sobre as cores e opções de tecido.

Quando o celular de Alice começou a tocar eu me inclinei até Rosalie e perguntei: "Você está bem? Você parece um pouco distraída."

"Bella, eu ... Eu preciso te fazer uma pergunta", Rosalie sussurrou.

Meneei a cabeça, esperando que seja lá o que fosse, não envolvesse questões envolvendo sexo e meu irmão na mesma frase.

"Bem, minha melhor amiga do colegial vai ser minha dama de honra, e isso significa que eu terei duas damas de honra," ela começou.

Eu balancei a cabeça, me perguntando onde diabos ela estava querendo chegar.

"Bem, Emmett vai pedir que o Edward seja seu padrinho, mas ele acha que seria um gesto muito bonito se o Jacob pudesse ser um dos homens no altar também."

Aí, puta que pariu...

"Se você é contra isso, posso dizer ao Emmett que isso não vai dar certo ..." Rosalie disse, mas parou assim que viu a hesitação em meu rosto.

"Rosalie, não" eu comecei, negando com a cabeça e sorrindo. "Este é o seu casamento. Se Emmett quer que o Jacob esteja no altar, então vamos encontrar uma maneira. E eu tenho certeza absoluta que isso significaria muito para os meus pais."

"Eu só não quero ter uma briga no meu casamento. Emmett me contou sobre o que aconteceu com a mãe do Edward no casamento de vocês."

"Não haverá briga alguma no seu casamento!" Alice disse, voltando a conversa. "O Edward me conhece muito bem, e Jacob Black morre de medo de mim."

Rosalie riu, mas eu pude perceber que ela ainda estava muito nervosa. Ela provavelmente não acredita que Alice poderia, de fato, meter medo num cara adulto três vezes maior que ela. Puta merda, Alice assustava vários homens feitos - Jacob, Edward e Emmett só pra citar alguns.

"Agora, Rosalie, o que você acha da cor coral?" Alice perguntou voltando a anotar em seu caderno novamente. Depois que alguns detalhes do casamento tinha sido definidos, peguei uma carona de volta com Alice até minha casa.

"Bella você vai ficar linda nessa cor! E eu preciso que você me ajude a convencer o Edward a deixar que toquem uma de suas composições no casamento. Isso vai dar um toque muito mais pessoal", comentou ela, pisando fundo no acelerador ao chegar ao meu bairro.

Eu estava apenas consciente, enquanto ela continuava tagarelando sobre as coisas que precisávamos fazer. Quando chegamos à minha casa vazia e abri a porta da entrada, nós duas paramos quando vimos o hall diante de nós.

"Estou na casa certa, não é?" Eu perguntei num sussurro alto. O hall de entrada não parecia nada com aquele que eu deixei quando saí de casa no começo da tarde.

Alice passou pelo hall e meteu a cabeça na entrada da sala. "O que diabos ..."

Sua bolsa caiu no chão e as mãos voaram para a sua boca.

Fiquei a encarando, torcendo para que não houvesse um corpo morto estendido no chão. Mas quando ela recuperou sua bolsa e começou a tentar me empurrar pra fora de casa, decidi que precisava ver isso por mim. Segui firme em direção ao local, mas imediatamente estanquei ao ver no que minha sala tinha se transformado. Abri minha boca para gritar, mas absolutamente nenhum som saiu.

Era como se alguém tivesse colocado todos os malditos padrões florais por toda a minha sala de estar. Meu sofá de couro e o centro rústico de madeira-de-lei, foram substituído por um sofá medonho com um floral vermelho e rosa, e as novas mesas estavam cobertas de rendas brancas. Minhas janelas agora estavam revestidas por uma super brega e cheia de babados cortina rosa-bebê.

"Será que você contratou alguém com péssimo gosto para redecorar a sua casa?" Alice perguntou calmamente enquanto eu percorria a sala, percebendo todas as diferenças. "O Edward não faria isso, faria?"

Eu balancei minha cabeça, e quando meus olhos pousaram sobre o terrível vaso de cristal que tinha sido nos dado por Tanya, eu soube exatamente que somente uma pessoa poderia ter feito isso: ESME-PUTA-MÓR-CULLEN.

Eu comecei a tremer, e quando me afundei no sofá, minha cabeça começou a girar. "Esme" sibilei, encarando o vaso que outrora estava na cristaleira e agora estava em exposição bem em cima da lareira. "Nenhuma outra pessoa podia ter feito isso."

Fechei os olhos e me concentrei em não vomitar. Como ela pôde fazer isso? Quer dizer, eu sei que Esme era doida, mas redecorar totalmente nossa casa sem falar conosco? Isso era mais do que doidice - Era loucura! Ela é completamente maluca!

Eu ouvi a porta da frente ser aberta e senti alguém se afundar ao meu lado no sofá.

"Eu acho que ela pode estar em estado de choque." Alice murmurou com a voz baixa.

"Bella? Você está bem?" Jasper perguntou, enquanto balançava suavemente o meu braço.

Pisquei devagar e o encarei. "Ela redecorou minha sala."

Ele me deu um sorriso hesitante e disse: "Nós podemos consertar isso, Bella."

"Todos os meus presentes de casamento foram embora. O porta-retrato de prata que minha avó me deu está desaparecido."

Alice olhou ao redor da sala e quando ela soltou uma respiração pesada eu me voltei para encará-la.

"O quê?" Eu perguntei, olhando entre ela e Jasper, só que ele parecia estar tão confuso quanto eu.

"A mesinha entalhada pelo seu bisavô desapareceu." disse ela em voz baixa e cortada.

Empurrei-me pra longe do sofá e olhei ao redor freneticamente. Quando percebi que ela não estava lá, sai mancando pela casa inteira, rezando e torcendo para que Esme não tivesse sido tão estúpida. Eu ouvi Jasper e Alice seguindo atrás de mim, e quando percebi que o último quarto no qual eu procurei estava na verdade vazio, senti um soluço começar a inundar o meu peito.

"Onde está o Edward?" Eu perguntei, batendo com força a porta do closet.

Girei para encarar Jasper, e ele olhou nervosamente entre Alice e eu dizendo: "Hum, ele tinha algumas coisas pra resolver."

Fechei minhas mãos trêmulas em punhos e disse: "Por favor, ligue pra ele. Peça para ele ligar pra porra-louca da mãe dele e descubra onde está a minha mesa" sibilei enquanto Jasper assentia silenciosamente. "E então avise que ele precisa voltar para casa. Agora."

Deixei Jasper e Alice em pé no quarto parecendo totalmente atordoados e voltei para a sala. Quando passei pela área de serviço, peguei a lixeira. Pousei-a do lado da janela, e embora soubesse que o que eu estava fazendo era extremamente estúpido, montei em cima de uma das cadeiras e comecei a puxar as cortinas horríveis. O som do tecido se rasgando fez com que eu me sentisse um pouco melhor.

"Bella!" Ouvi Alice gritando enquanto jogava as cortinas no lixo. "O que você está fazendo? Você pode cair e quebrar a perna de novo!"

Eu a ignorei e continuei agarrando o tecido até onde eu alcançava. Puxei-o com tanta força quando poderia.

"Jasper!" Ela o chamou enquanto ficava atrás de mim para me apoiar, caso eu caísse.

Ouvi os passos dele pelas minhas costas e antes de perceber o que estava acontecendo, ele me carregou e me tirou de cima da cadeira. "Bella, eu sei que você está puta-da-vida e transtornada, mas se você cair e se machucar outra vez, só vai piorar as coisas."

Ignorando suas advertências, perguntei se ele tinha conseguido encontrar o Edward.

"Eu não achei o Edward, mas eu liguei pra Esme. Ela doou as suas coisas para a Goodwill¹", disse ele.

"Você tá brincando?" Alice gritou revoltada.

"Eu preciso das chaves.", eu disse, erguendo minha mão.

Jasper sacudiu a cabeça e, em vez de dar-me as chaves, ele falou: "Venha, eu te levo."

Peguei minha bolsa e caminhei tão rápido quanto podia para a garagem. "Por que você está no carro do Edward?" Eu perguntei, fuzilando Jasper com os olhos.

"Eu irei te explicar mais tarde. Agora entra." Jasper passou por mim ao abrir a porta do carro.

Eu fiz uma careta para a falta de explicação, mas entrei no carro de qualquer jeito. Alice gritou lá da porta da frente que iria se livrar das muito repugnantes adições florais da Esme enquanto estivéssemos fora.

"Vai ficar tudo bem, Bella. Iremos explicar o que aconteceu e então você terá suas coisas de volta", Jasper disse com uma voz calma.

"Eu não ligo pro sofá e os tapetes. Eu nem sequer me importo com todos os presentes de casamento que ela simplesmente entregou. Eu só quero minha mesinha de volta antes que minha mãe descubra e me mate." Eu mordi meu lábio inferior nervosamente. "O avô dela quem fez com suas próprias mãos."

Ele assentiu, mas não disse nada. Essa era uma das melhores coisas sobre Jasper. Ele sabia quando falar e quando apenas oferecer seu apoio silencioso.

Quando chegamos na loja da Goodwill, Jasper me ajudou a sair do carro. Assim que entramos, meus olhos imediatamente começaram a vasculhar a loja a procura da minha mesa.

"Posso ajudar?" a vendedora perguntou, mas passei por ela sem lhe dar o mínimo de atenção, e me voltei a passar por todas as sessões da loja. Ignorei as outras pessoas fazendo compras e murmurei um pedido de desculpas apressado, quando eu colidia com as mesmas. Quanto mais eu procurava e não a via, mais apavorada ficava.

"Jasper, não está aqui", eu gritei dos fundos do armazém. Eu respirei fundo para impedir o choro. Quando ele não respondeu, me virei para olhar para a frente da loja e o vi discutindo com um homem muito baixinho e careca.

Comecei a seguir na direção deles, lá na frente da loja e percebi que, pousada entre os dois estava a minha mesa.

"MINHA MESA!" Eu disse, sorrindo e aplaudindo entusiasmada assim que cheguei perto deles. "Ah, muito obrigada!"

Eu abracei forte o Jasper e soltei um suspiro de alívio.

"Eu odeio ter que lhe informar senhorita, mas eu acabei de comprar essa mesa. Então, tecnicamente ela é minha." disse o homem pequeno, atirando um olhar irritado para Jasper e eu.

"Não, não, não. Você não entende..." eu disse rapidamente. "Esta mesa foi feita manualmente pelo meu bisavô e a maluca da minha sogra a doou sem o meu consentimento. Sinceramente, eu preciso pegar essa mesa de volta, porque é uma relíquia de família."

Encarei-o suplicante, mas ele apenas balançou a cabeça. "Eu acabei de comprá-la como um presente de casamento, então, sinto muito." disse ele, pegando a mesa. Enquanto ele passava entre Jasper e eu, ele comentou: "Agora, se vocês me derem licença."

Agarrei seu braço e balancei minha cabeça. "Senhor, por favor. Por favor! Eu pagarei o que você quiser. O dobro, o triplo do que você acabou de pagar por ela. Só por favor, me deixe levar minha mesa de volta!"

Ele arrancou meu braço do seu, fazendo com que eu me desequilibrasse e esbarrasse no Jasper. "Eu não estou vendendo esta mesa, senhorita. Agora, saiam daqui!"

Agarrei as pernas da mesa, enquanto Jasper tentou segurar minha cintura. Puxei –a pelas pernas, me recusando a deixar que este imbecil saísse da loja com algo que era meu. Quer dizer, quem diabos compra um presente da Goodwill pra porra de um casamento?

"Bella, deixe-o ir e vamos lidar com isso mais tarde.", Jasper disse, tentando afastar minhas mãos das pernas da mesa. Eu o ignorei e mantive puxando-a para mim.

"Esta mesa é minha!" O velhote gritou, puxando a mesa de volta para ele.

A essa altura dos fatos, a vendedora e vários outros clientes se reuniram em torno de nós. Minha outrora, articulada e calma conversa se transformou numa gritaria, com o baixinho fazendo minha mesa de refém, trovejando para que eu a largasse, enquanto o Jasper tentava desesperadamente acalmar a situação.

"SE VOCÊ NÃO SOLTAR ESSA MESA VOU BATER EM VOCÊ. JURO POR DEUS QUE EU VOU!" Eu gritei no alto de minha frustração.

"Bella você tem que se acalmar", Jasper disse, enquanto colocava a mão no meu ombro. Recusei-me a ouvir e continuei a puxar na minha mesa.

"Senhor, se você não pode acalmá-la, vou ter que chamar a polícia." disse a jovem vendedora, olhando entre nós três. "Ela está ameaçando os clientes."

As mãos Jasper finalmente se afastaram pra longe da mesa e seguraram firmemente meus braços contra a lateral do meu corpo. Eu tentei me afastar dele, mas mesmo com todos os meus esforços, não consegui impedir que o ladrão executasse seu crime e fugisse da loja o mais rápido que pôde.

"Vamos, Bella", Jasper disse. Suas mãos se tornaram menos dominadora se transformando no mais suave dos toques, a medida em que as lágrimas que tentei segurar começaram a transbordar pelo meu rosto. "Vamos, eu vou te levar pra casa e Edward e eu iremos resolver isso."

Eu balancei minha cabeça e empurrei suas mãos dos meus ombros. Enquanto fazia meu caminho pra fora da loja, pensei como tudo tinha chegado a esse ponto.

Eu odiava Esme. Definitivamente eu a odiava. Ela era uma vadia. Ela foi rude e indulgente. Eu poderia, eventualmente, perdoá-la pelas outras loucuras e simplesmente esquecê-las. Mas agora, ela tinha tomado algo meu que nunca poderia ser substituído, e por isso acho que jamais poderei perdoá-la.

Sentei na calçada ao lado do carro de Edward e coloquei minha cabeça entre os joelhos. Meus braços instintivamente se enrolaram ao redor do meu corpo, enquanto o vento frio do inverno soprava meu cabelo por cima de meus ombros. Nunca na minha vida eu estive tão devastada e revoltada ao mesmo tempo.

"Bella?" Jasper perguntou suavemente quando ele se sentou ao meu lado. "Você quer que eu te leve pra casa?"

Balancei a cabeça lentamente e deixei que ele me ajudasse a ficar de pé. Eu realmente não estava a fim de ir para casa e ser forçada a lidar com minha sala de estar toda vomitada de floral, só que eu estava exausta.

"O resto da sua mobília que não foi vendida será entregue amanhã", disse ele calmamente.

Assenti, imaginando todas as outras coisas que já tinham sido vendidos. Embora isso não importe. Todo o resto poderia ser facilmente substituído. Tudo, exceto a minha mesa.

"Vou te passar um cheque quando voltarmos para casa", eu sussurrei.

"Sinceramente eu não estou preocupado com o dinheiro", disse ele.

Eu olhei para o céu enegrecido que ameaçava uma tempestade, e eu sorri apesar de tudo. Jasper era tão bom ouvinte quanto o Edward. E justo nesse momento eu precisava do meu marido mais do que nunca.

"Cadê o Edward?" Perguntei mais alto do que pretendia.

"Imagino que agora ele esteja em casa, levando algum esporro da Alice, ou pendurado no telefone com a mãe dele, ameaçando nunca falar com ela – de novo." Jasper respondeu sem me olhar.

"Onde ele estava hoje? Por que ele não voltou para casa junto com você?" Cruzei os braços e notei como o Jasper se recusava a olhar para mim.

"Ele estava resolvendo umas coisas", disse ele. "Eu te disse".

"Então, ele estava planejando fazer algo cujo você não está autorizado a me contar. Bem eu sinto muito por esse segredinho de vocês, mas seja lá o que ele planejou isso não vai mais acontecer."

Ele assentiu e entrou na nossa rua. "Eu sei, mas a partir de agora temos novos planos."

"O que você quer dizer?" perguntei curiosa.

Mas Jasper apenas revirou os olhos e estacionou na frente de casa. Ele buzinou – algo que me assustou - e quando eu saí do carro percebi que ele não estava se movendo.

Edward e Alice saíram da casa. Alice passou por mim e foi para o lado da janela onde estava o Jasper enquanto o Edward me puxava para um abraço que me ergueu do chão.

"Me desculpe, Bella", ele sussurrou de encontro a lateral da minha cabeça enquanto eu o abraçava de volta com força.

"Não é sua culpa que sua mãe seja fodida da cabeça, Edward."

Ele me colocou pra baixo e gentilmente, colocou meu cabelo atrás das orelhas e sorriu tristemente.

"Eu vou corrigir isso, prometo." E então ele se inclinou e me beijou, seus lábios se movendo lentamente contra os meus. Quando ele se afastou, eu gemi e apenas desejei que pudéssemos começar o dia mais uma vez.

Ele beijou o topo da minha cabeça, e depois de pular no carro, saíram Jasper e ele em disparada, deixando Alice e eu olhando uma para outra na frente do jardim.

"Vocês sabe o que ele vão fazer?" Eu perguntei enquanto Alice vinha em minha direção.

"Sim". Ela enrolou um braço em volta do meu ombro e voltamos juntas para dentro. "E antes que você pergunte, não. Eu não vou dizer o que eles vão fazer."

"Eles vão matar a Esme?" Eu perguntei. "Porque na verdade, isso só iria piorar as coisas. Eu odiaria ter que salvar Edward e Jasper da cadeia." Sorri para a minha tentativa patética de fazer piada e joguei minha bolsa no meu novo e horrível sofá floral.

Fiquei encarando aquela maldita sala, e como isso estava me deixando ainda mais chateada, resolvi sair dali e ir direto pro quarto. Alice seguiu logo atrás de mim, e assim que expulsei meus sapatos e cai na cama, ela apagou a luz e se juntou a mim. Nós ficamos lá, sem falar absolutamente nada, apenas escutando o som da chuva que finalmente tinha chegado.

"Você acha que ela é uma espécie de dependente química?" Alice perguntou, finalmente quebrando o silêncio. Ela rolou de lado para me fitar, já que eu não tinha respondido.

Olhei para o teto sem realmente ignorar a Alice, apenas querendo saber como lhe responder essa pergunta. Se eu acho que a Esme tenha algo realmente errado na mente?Sim. Se eu acho que metade das maluquices que ela apronta é por conta de não gostar de mim? Sim.

Dei ombros e rapidamente enxuguei os olhos na esperança de que Alice não percebesse o fato de que estava chorando.

"Bella, não chora. Nós encontraremos uma maneira de obter aquela mesinha de volta. Eu te prometo." Sua mão encontrou a minha me dando um aperto tranquilizador.

"Não é apenas sobre a mesa. Quer dizer, isso foi golpe baixo, mas no fundo a mesa foi o mínimo." Soltei com um suspiro trêmulo e balancei a cabeça.

"Bella, não há nada de errado com você. Se ela não vai com sua cara, então isso é problema dela, não seu".

Soltei uma risada sarcástica e me esforcei para compreender o gesto genuíno de Alice para me sentir melhor.

"Isso é problema meu sim, já que ela está deliberadamente tentando arruinar o meu casamento. Isso é um grande problema, Alice. Um problema enorme."

Ela não disse mais nada, e eu não podia culpá-la. Os pais de Jasper amaram a Alice desde o primeiro dia. Ela não precisa se preocupar com sua sogra tentando sabotar seu casamento, ou achar que a velha a considere uma vadia golpista que só quer saber de dinheiro.

"Isso nunca vai ter fim. Ela sempre vai fazer alguma coisa pra me deixar com raiva, e então o Edward irá conversar com ela, pra depois ela fingir que será boazinha. E assim ela apronta outra coisa e eu faço algo estúpido como vomitar o jantar em cima dela. Está ficando cada vez pior."

Suspirei e continuei. "A pior parte disso tudo, é que depois de passar anos ouvindo que você não é boa o suficiente, você começa a acreditar nisso"

"Bella, não...", Alice sibilou raivosa, mas mesmo assim continuei.

"Eu não estou dizendo que o Edward não me ame, ou que não deveríamos ficar juntos. Mas, eu não posso deixar de me perguntar se a vida dele teria sido mais fácil se nós nunca tivéssemos voltado. Ele teria se casado com Tanya, a Esme ficaria feliz e assim, o relacionamento com sua mãe não estaria por um fio."

"Se o relacionamento de Edward com a mãe dele está em perigo, não é culpa de ninguém, além dela mesma. Tudo o que você vem tentando fazer é com que o Edward seja feliz! Se ela não consegue ver o quanto vocês dois se amam, então ela é uma idiota de merda." Alice sentou-se e me encarou. "Entendeu, Bella? Nada disto é culpa sua."

Meneei a cabeça em aceitação, sem realmente acreditar nela; Apenas não queria continuar a discutir isso. Eu concordo que a Esme fazia um monte de loucuras. Ela elabora as coisas mais estúpidas só para enlouquecer alguém que ela não goste. Mas houve vezes que eu não pude deixar de pensar se ela fazia essas coisas comigo era para que Edward e eu começássemos a nos afastar.

A verdade era a seguinte: Esme e eu tínhamos que chegar a algum tipo de acordo. Não havia maneira de nós duas continuarmos desse jeito sem afetar o relacionamento de Edward com ambas. Sem contar que, no futuro nós gostaríamos de ter filhos. E como seria isso então? Eu não posso me recusar a deixar que Esme e Carlisle vejam seus netos, mas ao mesmo tempo, eu nunca confiaria em Esme ficando sozinha com um filho meu.

Um de nós teria que recuar. Isso não é normal, e com certeza nem um pouco saudável pra mim. Mas, era a única chance que tínhamos. Uma das minhas opções era deixar que Esme montasse nas minhas costas e se referisse a mim como se eu não valesse nada. Eu teria que abaixar minha cabeça para todas as atitudes dela – deixar que ela julgasse todas as escolhas que eu fizesse, e quando ela expressasse sua opinião, eu não diria absolutamente nada. Ou, eu poderia continuar lutando até que ela desistisse ou finalmente morresse.

"Edward ficou péssimo, quando vocês terminaram.", Alice disse, quebrando o silêncio outra vez.

"Eu sei".

Alice deitou-se de volta e olhou para mim. "Se você desistir e deixar que ela te faça de capacho, então você não será a Bella pela qual o Edward se apaixonou. Você não será minha melhor amiga desde a segunda série. Não seria a mulher cujo sua mãe criou. Você não seria você, Bella."

Concordei novamente, mas não necessariamente concordando. Parte de amar alguém era colocar as necessidades de seu companheiro à frente das suas. Ao brigar com Esme, eu estava colocando minhas prioridades antes das do Edward. Eu estava praticamente, fazendo-o escolher entre sua mãe e eu. Como no mundo isso poderia ser justo?

Nós duas voltamos a um silêncio tranquilo o que eventualmente, me fez adormecer. Eu me lembrei vagamente do telefone tocando e Alice atendendo-o, mas ela sussurrou baixinho tentando evitar que eu acordasse. Acabei caindo num sono profundo.

Senti uma leve mudança na cama ao meu lado e alguns segundos o toque de dedos frios afastando o cabelo da minha testa. Lentamente abri os olhos e vi Edward sentado ao meu lado na beira da cama, sorrindo para mim.

"Por quanto tempo eu dormi?" Eu perguntei com uma voz rouca, que estava grossa por conta do sono.

"Só algumas horas", ele respondeu, correndo sua mão pela minha face e arrastando-a pela lateral do meu corpo até atingir meu quadril. "Alice e Jasper acabaram de sair."

"Oh, eu nem me despedi." Sentei-me lentamente, esfregando os olhos. "Precisamos pagar ao Jasper pela mobília.

"Eu já cuidei disso." A mão de Edward ficou no meu quadril, esfregando o polegar delicadamente no pequeno pedaço de pele que estava exposto entre minha blusa e meu jeans. "Há alguém aqui que quer vê-la."

Meus olhos se arregalaram quando minha mente imediatamente imaginou que ele tivesse drogado a Esme, trazendo-a até aqui para pedir desculpas.

"Não é minha mãe", Edward disse rindo da minha reação, mas ajudou-me a sair da cama.

"Quem é?" Eu sussurrei, sem saber se quem estava aqui para me ver podia me escutar.

"Meu pai".

Olhei para Edward, imaginando o porque do Carlisle estar aqui, mas ele apenas sorriu e acenou para que eu me levantasse. E assim o fiz, e uma vez que cheguei na sala, encontrei Carlisle de pé ao lado da mesa do meu bisavô.

Engoli em seco e joguei as mãos sobre minha boca. Quando Edward e Jasper disseram que iriam resolver isso, eu nunca imaginei que eles estavam indo resgatar minha mesinha.

"Como você fez isso?" Sorri amplamente, passando a mão levemente sobre a superfície lisa da madeira.

"Jasper falou com a vendedora e conseguiu o endereço do cara que a tinha comprado. Fomos até lá e depois de uma discussão bastante longa, ele concordou em me vender de volta" Edward explicou enquanto Carlisle continuou me fitando com uma expressão um meio triste em seu rosto.

"Bella, eu só quero que você saiba que eu sinto muito", Carlisle sibilou. Sua voz estava triste e muito apologética.

"Carlisle, não é culpa sua. Nós conseguimos a mesa de volta, e isso é tudo que importa pra mim."

"Não", ele começou novamente. "Eu lhe devo um pedido de desculpas há algum tempo. Eu só... Eu sempre pensei que as coisas pudessem se acertar com a Esme. Eu achei que talvez ela só estava achando difícil aceitar a realidade de que o Edward cresceu. Mas depois de hoje, eu percebi que é algo muito maior que isso."

Concordei, aceitando as suas desculpas. Sinceramente, eu não sabia o que dizer, então fiquei apenas calada.

"Eu sempre achei que forçando você e Edward a passarem mais tempo conosco, eu poderia, no futuro, alterar as atitudes de minha esposa com vocês. Eu te amo Bella, como minha própria filha. E eu acho que, eventualmente, Esme irá perceber o quão boa você é para o nosso Edward, e quanto você significa para ele."

Enxuguei os olhos e meneei a cabeça mais uma vez enquanto ele abria seus braços. Dei um passo a frente e abracei-o ao mesmo tempo em que ele suavemente acariciava minhas costas.

"Não posso lhe prometer que as coisas um dia ficaram perfeitas, mas eu acredito sinceramente que irão melhorar." Ele sorriu enquanto me soltava e do fundo do meu coração quis acreditar nele.

Nos despedimos, e assim que Carlisle se foi, Edward me arrastou para que sentássemos naquele terrível sofá floral. Ele me puxou para seu colo, e eu fechei meus olhos descansando minha bochecha contra seu peito.

"Você estava planejando algo grande para esta noite, não foi?" Eu perguntei ao mesmo tempo que a ponta dos seus dedos acarinharam pra cima e pra baixo minhas costelas.

"É, eu estava". Ele rolou os olhos e beijou o topo da minha cabeça.

"O que era? Deve ter sido algo importante, já que você pediu pro Jasper não contar nada pra mim." eu comentei, inclinando a cabeça para trás e sorrindo para ele.

"Bem, há uma suíte em um dos melhores hotéis de Seattle, repleta de rosas, champanhe e morangos cobertos de chocolate esperando por nós agora", disse ele sorrindo e beijando a ponta do meu nariz.

Fiz uma careta e respondi: "Desculpe por ter arruinado seus planos."

"Bella, eu não me importo nem com o hotel, ou as flores, nem nada. Tudo que eu quero está aqui - eu e você, juntos e sozinhos. O resto era apenas um bônus para tentar fazer com que você transasse comigo."

Eu ri alto enquanto ele me embalava em seu colo, estando completamente envolvida pelos seus braços fortes.

"E tem algo que eu preciso te dizer." Seus olhos se escureceram e eu assenti, num pedido silencioso para que ele continuasse. "Alice me contou sobre o que vocês duas conversaram esta tarde."

Comecei a me desvencilhar dele, me preparando mentalmente pro sermão cujo não estava nem um pouco afim de ouvir, mas ele me impediu. "Bella, há um monte de razões pela qual eu amo você, mas existem ainda mais motivos para que eu te admire." Ele atou os dedos entre os meu enquanto continuava a me olhar. "Eu amo o fato de poder ser eu mesmo quando estou com você, como sempre que estou ao seu lado eu me sinto em casa. Eu admiro como você se doa incondicionalmente para as pessoas que gosta. Eu amo como você é ferozmente protetora sobre sua família e amigos. E principalmente: eu te admiro por nunca permitir que as outras pessoas a passem para trás."

"Se nós não tivéssemos nos acertados e nem nos casado, minha vida não estaria completa. Durante os cinco meses que ficamos separados, eu fiquei vazio. E hoje eu sei que estar ao seu lado é a coisa certa pra mim. Eu não quero nunca mais ouvi você se perguntando se minha vida teria sido mais fácil caso eu tivesse me casado com outra pessoa; até porque eu sei que minha vida seria incompleta com alguém além de você."

Passei meus braços em volta do pescoço de Edward, ficando tão próxima a ele quanto humanamente possível. Edward estava coberto de razão. Nossas vidas não seriam pra sempre perfeitas. Esme sempre seria uma maluca, e eu seria sempre considerada por ela a segunda opção. Mas nós nos amávamos um ao outro, e isso sim, valia mais do que qualquer outra opinião vinda de fora do nosso relacionamento.

"Quer ir dormir?" Edward perguntou num sussurro abafado enquanto suas mãos corriam suavemente pelas minhas costas.

Eu me inclinei para longe dele e neguei com a minha cabeça. "Eu quero ir para a cama, mas dormir não está nos meus planos pelas próximas horas."

"Horas?" perguntou ele com uma risada, e gentilmente me carregando em seu colo enquanto saíamos do sofá.

Cruzei minhas pernas em volta da sua cintura e sorri. "Bem, eu posso deixar que você descanse por alguns minutinhos entre cada round."

Ele gargalhou nos levando direto para o corredor que dava acesso ao nosso quarto. Pela primeira vez em mais de um mês, eu me senti realmente empolgada por ficar na cama por um longo período de tempo.

1- Goodwill: = Rede de lojas americanas onde, recompram-se ou leiloam-se, móveis e utensílios domésticos usados por um preço muito abaixo de mercado


Eu sei, eu sei.... demorei né?! Mas foram um monte de broncas que me impediram de postar esse capitulo antes!

E aí? Particularmente eu achei que a Esme não aprontou nada, gente! Super normal sua amada sogra gentilmente trocar seus móveis por uma mobília brega! Dji um tudo... Er.... FAIL

Bem, esse capitulo aqui tá louco pra receber um monte de comentários de todas vocês! Sejam as brasileiras ou as portuguesas que estão por aí também!!! (Oi pessoal da Terrinha!!!!)

Então cliquem no Azulão aí e nos digam o que vocês acharam!!

Um xero do tamanho da arrogância de Satanás!