Capítulo 11 – Reconhecimento
Durante o pequeno percurso que eles andaram até o mercado, Jensen olhava para os lados discretamente, lançando olhares de poucos amigos para as pessoas que cochichavam enquanto Jared andava devagar ao lado dele.
Jensen, ao perceber que Jared estava mais nervoso a cada segundo, passou seu braço pelos ombros do moreno, mostrando que ele estava ali e não ia deixar que nada acontecesse.
Entraram no mercado e Jared respirou fundo, secando o suor da testa. Jensen segurou a mão suada do moreno e a apertou entre as suas, olhando sorrindo para o moreno.
"Você foi ótimo! Está tudo bem agora..." Jensen acariciou os cabelos do moreno e sorriu.
Jared assentiu e tentou sorrir.
Viram Alona entrando no mercado pelos fundos e sorriram para ela.
"Jensen! Jared! Que surpresa!" Alona disfarçou e sorriu dando um beijo no rosto de Jared e se deliciando com o beijo no rosto lindo de Jensen. "Nem tive a chance de agradecer mais uma vez pelo que vocês fizeram naquele dia!"
"E nós queríamos nos desculpar por praticamente te expulsar de lá, mas é que fiquei tão preocupado com o Jen que..." Jared falava e olhou para Jensen.
O loiro sabia que teria que cooperar para não desagradar Jared e suspirou.
"Isso mesmo Alona!" Jensen falou sorridente. "Eu não sei o que aconteceu comigo naquele dia, mas agora está tudo bem!"
Alona sorriu aliviada por saber que Jensen estava bem e olhou para Jared, imaginando se ele já tinha lido o que Jeffrey havia lhe enviado.
Jensen pegou a mão de Jared entre as suas e viu quando a loira percebeu e não gostou da cara que ela fez.
"Algum problema Alona?" Jensen perguntou cínico, sorrindo.
"Problema? Não, nenhum problema. Por que?" A loira disse sorrindo também, percebendo que Jensen tinha visto sua cara de desagrado quando o loiro pegou a mão de Jared.
"Não sei... Você ficou séria de repente..." Jensen apertou a mão de Jared, que se virou para ele e sorriu. "Bom, agora temos que ir. Só passamos aqui para falar com você."
"E você Jensen? Pretende ficar até quando aqui pela cidade antes de voltar para casa?" Alona alfinetou o loiro e percebeu o sorriso sumir do rosto do moreno.
"Ainda não sei. Talvez eu não vá embora tão cedo quanto algumas pessoas imaginam, mas enfim..." Jensen respondeu e acariciou o cabelo do moreno.
"Eu queria oferecer um jantar para vocês dois lá no meu restaurante. Um pequeno agradecimento pelo que fizeram por mim." Alona convidou, notando que Jared estava sério e olhava para Jensen.
"Claro! Pode marcar que nós iremos, não é amor?" Jensen se virou para o moreno, que o olhava espantado.
"Jen... eu não acho que seja uma boa idéia..." Jared falou baixo. "A gente pode conversar sobre isso depois?"
"Claro Jay!" Jensen se virou para Alona e sorriu da forma mais sexy que conseguiu. "Depois te damos a resposta se poderemos ir, tudo bem?"
"Tudo bem, Jen! Tchau Jared!" Alona sorriu e acenou para os dois que deixavam o mercado.
Jared e Jensen estavam saindo do mercado quando um homem passou por eles correndo.
"Pelo amor de Deus! Minha filha precisa de um médico urgente!" O homem gritava e Jared o reconheceu.
Era o homem que o tinha empurrado e humilhado por ele estar falando com a sua filha.
Alona saiu do mercado correndo e foi saber o que estava acontecendo.
"Mas o que aconteceu Mark?" A loira perguntou para o homem que parecia desesperado.
"A Rose está ardendo em febre e delirando! Eu fui até o posto e eles disseram que não tem médico por lá!" Pellegrino disse e colocou as mãos na cabeça.
Jared assistia com Jensen de longe, já perto do Impala e o moreno passou a mão pelos cabelos. Rose era a menininha que havia falado com ele naquela manhã. Ele não podia deixar que nada acontecesse com ela, mas aquele homem não o deixaria chegar perto de sua filha de jeito nenhum.
"O Jared é médico Mark!" Alona falou apontando para o moreno. "Ele é pediatra e vai saber o que fazer!"
"O que?" Mark falou olhando para Jared, que a essa altura estava o encarando sério. "Isso é verdade?"
"Claro que é verdade!" A loira correu até onde Jared estava e segurou em seu braço. "Por favor Jared! Ajude a Rose!"
"Alona, eu não sei se o pai dela vai querer... da última vez, você lembra o que aconteceu..." Jared estava suando muito e querendo ajudar, mas tinha receio da reação do homem.
"Mark!" Alona o chamou e ele passou as mãos pelo cabelos, andando na direção do moreno.
"Jay... tem certeza disso?" Jensen que até agora estava calado, se manifestou. "Calma... Eu vou ficar com você o tempo todo."
Mark Pellegrino era um homem muito orgulhoso e ele se lembrava muito bem do que havia feito no dia que encontrara sua filha conversando com aquele monstro. Mas, naquele momento, o que mais importava era a saúde de sua pequena Rose e nada mais. Sendo assim, engoliu seu orgulho e se aproximou de Jared, que o olhava com receio.
"Olha, eu sei que não agi de maneira correta naquele dia, mas se você é mesmo médico, por favor, faça minha filha ficar boa!" Mark falou e segurou a mão de Jared. "Por favor, Jared?"
Era a primeira vez que ele ouvia seu nome na boca de alguém da cidade que não fosse Alona e sorriu.
"Onde ela está?" Jared perguntou e Mark sorriu aliviado.
"Ela está em casa com a minha esposa." Pellegrino respondeu.
"Vai na frente, que a gente te segue!" Jensen falou entrando no carro. "Mas o Jay precisa passar em casa e pegar a maleta dele, tudo bem?"
Jensen estava no comando e Jared, mesmo nervoso, sorriu da atitude do loiro. Ele era mandão mesmo!
"Tudo bem. Eu sigo vocês até a casa do monst.. quer dizer... desculpe. Até a casa do Jared e depois a gente segue lá pra casa. Pode ser?" Mark perguntou e sentiu que ficou vermelho por quase ter chamado Jared de monstro.
"Esse cara é um babaca Jay! Tem certeza que você quer fazer isso?" Jensen perguntou enquanto entrava na estrada que daria na casa de Jared.
"Não estou fazendo isso por ele, Jen..." O moreno disse e olhou para Jensen. "A Rose é a menina que eu conversava naquele dia em que o pai dela humilhou na cidade..."
"Filho da puta!" Jensen xingou baixo e apertou o volante com as mãos. "Mas o que importa é a garotinha. Depois eu cuido desse babaca!"
Jared teve que rir das palavras do loiro.
"Você não vai fazer nada Jen! E acelera esse carro por que eu tenho uma paciente me aguardando!" Jared falou e Jensen pisou fundo.
Jared entrou o mais rápido que pode em casa para pegar sua maleta e mais algumas coisas enquanto Mark o aguardava com Jensen do lado de fora.
"Então foi você que humilhou o Jay na cidade?" Jensen perguntou sem conseguir se conter.
"Eu... desculpe... Não era a minha intenção, mas ele estava com a mão em cima da minha filha e eu me descontrolei!" Mark disse se sentindo nervoso com aquela conversa.
"Em primeiro lugar, o Jared não estava com a mão em cima da sua filha! Ele apenas conversava com ela e mexeu em seu cabelo por que a sua filha era parecida com a dele que morreu queimada enquanto ele tentava salvá-la!" Jensen falou chegando bem perto de Pellegrino, que se encolheu. "Ele se queimou e machucou a perna tentando salvar a mulher e a filha naquele incêndio. O Jay não merece ser tratado como se fosse um animal, um monstro ou um psicopata por vocês!"
"Eu não sabia disso... eu... me desculpe..." Mark estava abismado com o que aquele loiro acabara de contar e tapou a boca com as mãos quando imaginou o sofrimento daquele homem, que além de perder a família tinha ficado desfigurado e manco.
"Eu vou ser bem sincero Mark. Se dependesse de mim, ele não iria porra nenhuma na sua casa e você teria que se virar para salvar a sua filhinha!" Jensen finalizou e viu que Jared saía de sua casa, vindo na direção dele. "Espero que você se desculpe com ele depois..."
"Já peguei tudo! Vamos?" Jared perguntou e Mark assentiu, entrando no carro.
Jensen olhou para Jared, que parecia muito concentrado. O moreno era realmente um homem admirável, pois apesar de tudo que tinha acontecido, em nenhum minuto ele ficou na dúvida se iria ou não.
"Ok. Acho que chegamos!" Jensen parou o carro ao lado do de Mark e olhou para Jared que já abria a porta do carro. "Jay? Vai correr tudo bem..."
"Obrigado por estar ao meu lado Jen!" Jared falou e sorriu para o seu loiro.
"Eu amo você Jay..." Jensen depositou um selinho nos lábios do moreno e o deixou sair do Impala.
"Sr. Pellegrino, por favor, me conte o que aconteceu?" Jared perguntou ao pai de Rose enquanto caminhavam até a humilde casa de Mark.
"Por favor, me chame de Mark, Jared." Mark falou abrindo a porta da casa e convidando Jared e Jensen para entrarem. "Ela pegou chuva quando voltava da escola ontem e quando acordou hoje, não quis levantar da cama. Quando coloquei o termômetro vi que ela estava com 41 graus de febre."
"Jen, espere aqui. Eu já volto!" Jared falou para o loiro, que assentiu apreensivo.
Jared então seguiu pelo corredor atrás de Mark.
"E você deu algum remédio para ela ou não?" Jared perguntou parando na porta do quarto que devia ser o de Rose.
"Dei um analgésico, mas não adiantou. Ela não quis comer nada e vomitou um pouco." Mark falava desesperado. "E agora ela começou a delirar e não respondia mais as minhas perguntas nem as de Helen.
"Entendi..." Jared analisava as possibilidades enquanto Mark falava.
"Helen, meu bem. Eu trouxe o médico para ver a nossa Rose." Mark abriu a porta e a mulher cobriu a boca para não gritar quando viu a figura de Jared atrás do marido. "Não precisa se preocupar. Esse é o Jared, ele é médico pediatra e vai nos ajudar, querida."Ele vai examinar a Rose agora."
"Boa tarde Sra. Helen. Meu nome é Jared Padalecki e conforme seu marido falou, sou médico e gostaria de examinar sua filha." Jared estendeu a mão e Helen, mesmo com um pouco se medo, a apertou.
"Fique a vontade doutor." Helen falou sentindo uma coisa boa emanar daquele homem , que mesmo com aquela aparência horrível, parecia ser uma ótima pessoa e nessas coisas, Helen nunca se enganava.
Jared assentiu e se aproximou da cama onde a pequena Rose estava deitada, coberta até o pescoço e suava, balançando a cabeça de um lado para o outro.
"Rose? Consegue me ouvir princesa?" Jared falou colocando o estetoscópio no ouvido e ouvindo o peito da menina. O moreno percebeu que o peito dela chiava e ela ainda estava com febre.
Colocou o termômetro novamente embaixo do braço de Rose e passou a mão pelos cabelos suados da menina.
"Rose?" Jared chamou novamente e a menina abriu seus olhinhos azuis e, por incrível que pareça, sorriu ao ver que era seu amigo Jared.
"Você não é o Tio Jared?" Rose sorriu um pouco e tossiu.
Jared se emocionou com o fato de Rose ainda se lembrar dele e sorriu enquanto retirava o termômetro, vendo que a febre estava em 39 graus.
"Sou eu mesmo! Mas a sua memória é muito boa Rose!" Jared sorriu e tirou os inúmeros cobertores que cobriam a menina.
"A febre dela está em 39 graus e não está tão alta assim." O moreno se virou para Mark e Helen que o observavam calados no canto do quarto. "Ela não pode ficar coberta com essa quantidade de coisas, precisa tomar uma banho quase frio e depois eu vou examiná-la."
Mark assentiu e Helen pegou Rose nos braços, a levando para o pequeno banheiro.
"Mas o que ela tem é grave, doutor?" Mark perguntou apreensivo e Jared sorriu de maneira simpática.
"Ela está com uma gripe muito forte, que pode se tornar uma pneumonia se não for cuidada." Jared falou abrindo a sua maleta e retirando um bloco, caneta e seu carimbo de médico. "Mas acho que se ela seguir o tratamento correto, em uma semana vai estar nova em folha correndo por aí."
O moreno sorriu ao ver a expressão de alívio do pai de Rose.
"Fica calmo Mark, vai ficar tudo bem agora." Jared colocou a mão no ombro do homem, que assentiu agradecido.
Helen voltou com Rose enrolada numa toalha e um pouco mais desperta agora. Assim que viu Jared, sorriu e esticou os braçinhos para o moreno.
"O tio Jared é médico?" Rose perguntou quando Jared a pegou no colo e a colocou sentada na cama.
"Sou sim, Rose." Jared sorria para a menina que o analisava inteiro. "Mas agora vamos ver como estão os seus pulmões mocinha."
Jared recolocou o estetoscópio e o colocou nas costas da menina, pedindo que ela respirasse pela boca. Felizmente o pulmão estava limpo.
Depois que terminou, pediu que ela abrisse bem a boca e examinou a garganta de Rose.
"É mocinha... a senhorita está com a garganta inflamada e com uma gripe danada!" Jared sorriu e indicou para que Helen a vestisse enquanto ele prescrevia a medicação. "Agora, eu quero que você dê esse antibiótico de 8 em 8 horas por dez dias."
Jared escrevia a receita e explicava para Mark e Helen tudo que deveriam fazer.
"Eu vou ganhar bombom?" Rose perguntou sorrindo, se deitando na cama novamente.
"Hoje só tem pirulito. Serve?" Jared se aproximou da cama e sentou na beirada, estendendo o doce para a menina. "Mas você tem que ficar de repouso, tem que tomar o remédio direitinho pra ficar boa. Combinado?" O moreno piscou para a menina, que piscou de volta.
"Combinado!" Rose falou e deitou, dormindo cinco minutos depois.
"Não se preocupem. Ela vai ficar bem." Jared falou enquanto guardava seu material e estendia a receita e algumas caixas de remédio para Mark. "Preciso que
ela comece a tomar o remédio hoje e por isso trouxe essa amostra grátis comigo. Amanhã você pode ir até a farmácia e buscar o restante."
Mark e Helen olhavam para Jared enquanto ele retirava duas caixas de dentro de sua maleta.
"Não precisa Jared. Amanhã eu compro tudo!" Mark sorriu com a generosidade daquele homem.
"Eu faço questão Mark! Amanhã vocês passam lá na farmácia e apenas pegam os remédios. O tratamento da Rose será por minha conta." Jared sorriu e olhou para a menina adormecida. "É um presente meu pra ela."
"Muito obrigada, doutor... Eu nem sei como agradecer!" Helen pegou a mão de Jared e sorriu.
"Não precisa agradecer Sra. Helen. E qualquer coisa que precisarem, podem me chamar a qualquer hora que for." Jared disse e saiu do quarto sendo seguido por Mark e Helen.
"E aí Jay? Tudo bem com a menina?" Jensen se levantou do sofá com um pulo quando os três entraram na sala.
"Só uma gripe forte e uma amigdalite. Ela vai ficar bem!" Jared respondeu sorrindo para o loiro.
"Você tomam um café conosco? Por favor... será um prazer doutor." Helen falou e foi para a cozinha sorrindo.
"Jared, eu preciso conversar com você..." Mark falou e indicou para que o moreno sentasse no sofá ao lado de Jensen. "Sinceramente eu queria me desculpar pela minha atitude naquele dia na cidade..."
"Tudo bem Mark. Já passou." Jared disse e Jensen colocou a mão em cima da mão do moreno.
"Não. Não está tudo bem. Ninguém merece ser tratado daquela maneira e eu peço que me perdoe pela minha total falta de sensibilidade e ignorância... por favor..."
"Mark, está tudo bem. O que importa é que a Rose não tem nada grave e tudo deu certo no final."
"E quanto lhe devemos pela consulta?" Mark perguntou imaginando o preço que Jared cobraria e se ele teria esse valor em casa.
"Como eu falei antes..." Jared sorriu ao falar. "É um presente para a Rose. Então eu não vou cobrar nada!"
"Mas Jared..." Mark ainda tentou argumentar, mas o moreno foi irredutível e insistiu em não cobrar nada.
Helen entrou na sala com uma bandeja que tinha café fresco e alguns biscoitinhos caseiros.
"Por favor, doutor... deixa que eu sirvo o senhor." Helen sorriu e serviu Jared de uma xícara e estendeu o prato de biscoitos para que ele se servisse de alguns.
Jared era educado demais e não teve alternativa a não ser aceitar. E não se arrependeu, pois os biscoitos realmente estavam uma delícia.
"Por favor, podem me chamar de Jared e não de doutor." Jared falou e bebeu um gole de café.
Jensen continuava mudo diante da atitude daquelas pessoas. Eles estavam gostando da companhia de Jared e Jensen suspirou aliviado com a possibilidade de que se um dia tivesse que se afastar, teria alguém para olhar por seu moreno enquanto ele não voltasse.
"Jared, como poderei te agradecer por tudo, meu filho?" Helen perguntou e pegou a mão do médico entre as suas. "E você pode me chamar de Helen."
"Helen, somente cuide da Rose do jeito que vocês fazem e a amem mais que tudo." Jared falou meio emocionado e sorriu para a mulher.
Jensen estava com vontade de chorar também diante daquela cena inusitada.
"Bem, agora vamos deixar vocês descansarem também e amanhã eu passo aqui para ver como ela está." Jared se levantou devagar, ajudado por Jensen e apertou a mão de Mark. "E não se esqueçam que podem me chamar a hora que for. Se sentirem que ela não está bem ou reclamando de alguma dor, me chamem que eu venho correndo."
"Obrigado Jared. Muito obrigado por tudo!" Mark falou e acompanhou os dois homens até a porta.
Enquanto Jensen dirigia, Jared não conseguia parar de sorrir.
"Ela se lembrou de mim Jen!" O moreno disse de repente. "Você acredita que ela se lembrou de mim?"
"Quem? A Rose?" Jensen se virou para Jared e viu a felicidade estampada no rosto do moreno.
"Ela se lembrou do meu nome e tudo! Perguntou se o tio Jared era médico!" Jared sorriu ao lembrar da menina perguntando isso para ele.
"Mas você é inesquecível mesmo Jay... e é por isso que a cada dia eu te amo mais." Jensen parou em frente a casa de Jared e olhou para o seu amor.
"Eu estou me sentindo tão bem por ter ajudado aquela menina Jen... Eu não sei, mas me senti diferente, como seu pudesse realmente ajudar alguém..."
"Mas você ajudou aquela família Jay... Eles viram que você é uma boa pessoa, competente no que faz..." Jensen saiu do carro e ajudou Jared a sair, pois sentiu que o moreno estava com dor. "Vem... Vamos tomar o seu remédio, amor."
Eles entraram na casa e Jared sentou no sofá fazendo uma cara de dor. Jensen se preocupou, pois Jared já havia tomado o remédio antes deles saírem para a cidade.
"Acho que teremos que deixar o nosso passeio para outro dia." Jared sorriu e Jensen lhe entregou o vidro de comprimidos e um copo com água.
"Jen, você contou pra Alona que eu era pediatra?" Jared perguntou de repente.
"Que eu me lembre, não. Eu achei que você tinha falado pra ela." Jensen respondeu intrigado.
"É... Eu devo ter comentado por alto, mas não estou lembrando." Jared concluiu e fez uma cara de dor quando sentiu uma fisgada forte na coxa.
"Jay... eu estava pensando. E se a gente fosse num médico que eu conheço lá em Nova York pra ver essa sua perna?" Jensen sentou no sofá ao lado do moreno e de leve começou a massagear a coxa e o joelho dele.
"Jen... eu tive um dia tão bom. Não vamos estragar com uma conversa que não vai levar a lugar nenhum, por favor." Jared se recostou no sofá e fechou os olhos enquanto Jensen continuava a massagem. "Eu não vou para Nova York ver médico nenhum..."
"Nem por mim?" Jensen perguntou e parou a massagem, fazendo com que Jared abrisse os olhos e o encarasse sério.
"Não faz isso comigo..." Jared esticou o braço e tocou o rosto do loiro. "Não me coloca numa situação dessa. Você sabe melhor do que ninguém que se eu for, não vai dar certo Jen. Eu sei que você pensa que sou ingênuo e tudo mais, mas eu sei muito bem que na sua vida em Nova York não tem, nem nunca vai ter lugar pra alguém como eu."
Jensen se calou e recomeçou a massagem na perna de Jared. Realmente, o moreno estava coberto de razão. Mas Jensen não queria pensar assim, não queria imaginar que não poderiam ser felizes juntos. E como todo bom pisciano, o loiro sonhava que poderia ser feliz com Jared em qualquer lugar do mundo. Até na sua casa em Nova York, com seus amigos e sua família.
"Jay... eu te amo tanto..." Jensen falou e beijou Jared nos lábios. O moreno correspondeu prontamente e abraçou o loiro, segurando em sua nuca.
Jensen desceu sua boca pelo pescoço de Jared e levantou a camisa do moreno, mordiscando sua pele de leve, fazendo Jared gemer baixo.
"Jen..." Jared gemeu o nome do seu loiro, que continuava aquele caminho prazeroso alternando sua língua quente, mordidas leves e beijos.
"Não se mexe amor... Deixa eu cuidar de você... deixa eu fazer a sua dor passar..." Jensen disse olhando para Jared e tocou sua ereção por cima da calça do moreno, tirando o cinto e depois abriu o zíper, fazendo-o arquear as costas quando tocou com a boca por cima da boxer, a sua ereção.
"Eu... amo... v-você... Jensen..." Jared gemeu enquanto Jensen abocanhava de uma vez o pênis do moreno. "Ah... Jen..."
Jensen chupava com uma vontade incrível e não demorou muito tempo para que Jared gozasse gostoso na boca do loiro.
As notícias chegaram rápido no ouvido de Alona e ela soube que além de Jared não ter cobrado nada pela consulta, ainda iria pagar os remédios da menina. Os Pellegrino estavam muito agradecidos e falando maravilhas do moreno pela cidade.
A loira sentiu um frio na barriga ao pensar no que estava planejado para Jared. Jeffrey já tinha tudo arquitetado em sua mente e Alona não tinha mais como voltar atrás.
No fundo ela gostava de Jared, mesmo sabendo que jamais se envolveria com ele. Mas o moreno parecia ser uma pessoa boa e talvez se ela contasse todo o plano que Jeffrey tinha arquitetado contra ele, Jared conseguisse livrá-la de tudo e ainda sairia eternamente agradecido no final.
É... Até que não era uma má idéia...
Jensen acordou no dia seguinte e viu que Jared dormia tranqüilo. O loiro já estava tão acostumado com o rosto de Jared que nem via mais marca nenhuma, mas pensou internamente que Misha poderia dar um jeito naquele rosto.
Sorriu com essa possibilidade e saiu da cama sem fazer barulho. Foi andando até a biblioteca e ligou para o moreno, que era um de seus melhores amigos.
Misha era um dos melhores cirurgiões plásticos que Jensen conhecia e o loiro já visualizava em sua mente como Jared ficaria se por acaso aceitasse viajar com ele.
"Misha? Sou eu!" Jensen falou quando o amigo atendeu. "Preciso de um favor seu!"
Continua...
