Capítulo dez
No dia 27 de fevereiro, o aniversário de Reneesme foi comemorado na Casa della Nonna. Foi um dia muito feliz para a menina: ela estava completando 7 anos e se sentia uma mocinha. Orgulhosa, Isabella bateu palmas e tirou fotos enquanto a pequena assoprava as velas do bolo acompanhada do irmão e do resto das crianças.
Edward ficou sabendo do aniversário no dia seguinte.
— Mas por que você não me disse nada? — reclamou ele.
— Edward, nunca pensei que o aniversário de uma menina de 7 anos fosse te interessar — respondeu Isabella, surpresa, sem entender qual era o problema.
— Porra, Bells, era o aniversário da Reneesme!
— E daí?!
— A Reneesme é a minha garota! — rebateu sem querer deixar transparecer os sentimentos que aquela criança provocava nele.
— Ah, bem, o senhor me perdoe! Não sabia que a coisa fosse tão séria. — Riram e ela continuou: — Podemos remediar. No sábado à tarde eu dou uma festa na minha casa com a minha família e amigos e lá você pode dar os parabéns a ela.
— Maravilha, o que posso dar de presente?
— Sem dúvida alguma um kit de cabeleireiro, ela vai adorar.
Edward nem pensou a respeito; estava decidido a comparecer. No sábado chegou às três da tarde na casa de Isabella para ajudar com os preparativos. Dez minutos depois, um homem veio trazer um tanque de gás e disse, antes de ir embora:
— Bells, quando acabar, me ligue que venho buscar, está bem?
Ela fez que sim e, quando ficou a sós com Edward, explicou:
— É o Rosendo. Ele tem uma loja de doces aqui perto e pedi o tanque pra encher as bolas. Penduraram os enfeites em meio a risadas e, quando terminaram, começaram a encher as bexigas. Isabella colocou na boca uma das que tinha acabado de encher, sugou um pouco e disse com uma voz igualzinha ao do Pato Donald:
— Que tal a minha voz? Sexy, não acha?
Edward deu uma gargalhada e ela continuou com voz estridente:
— Você me comeria agora?
Edward soltou a bexiga que tinha nas mãos, pegou Isabella no colo e enquanto caminhava até o quarto, cochichou, provocando seu riso estrondoso:
— Como você… do jeito que for.
— Uooou… — riu Isabella. Jogou-a na cama, tirou a camiseta cinza que vestia e quando ela abriu os braços para recebê-lo, se jogou sobre seu corpo de forma cômica. Risadas, beijos, abraços e roupas por todos os lados.
Necessitavam fazer amor com urgência, queimavam de desejo um pelo outro, mas a campainha tocou na hora H. Entreolharam-se. A campainha voltou a tocar, e instantes depois, ouviram a porta se abrir.
— Bells, querida, está em casa?
— Smurfette?
— Caraca, meus pais! Mas que horas são? — sussurrou Isabella, levantando-se às pressas.
Os dois se vestiram depressa enquanto Isabella gritava:
— Um segundo, já vamos!
Edward soltou um palavrão. Teria dado qualquer coisa para que Swan não os pegasse no flagra. Dois minutos depois, quando saíram do quarto, assim que o viu, Edward soube exatamente o que ele pensava.
A mãe de Isabella o cumprimentou com um grande sorriso. Imaginou que aquele deveria ser o homem que deixava sua filha tão ocupada. Via sua menina feliz e isso era a única coisa que importava. Porém, ao se concentrar no marido, não gostou da expressão que viu em seu rosto.
Juntos, os quatro terminaram os preparativos para a festa de Reneesme. Isabella e sua mãe conversavam sem parar enquanto Edward e o pai dela mal trocavam uma palavra. A tensão entre eles era evidente.
Às cinco da tarde a campainha começou a tocar repetidas vezes. A maioria das pessoas se surpreendeu ao ver o jogador ali, embora imaginassem que era um convidado do pai de Isabella.
A campainha não parou de tocar até que a casa se encheu de adultos e, principalmente, de crianças. Renee, muito contente, fazia questão de que todos tivessem algo para beber, enquanto Swan batia papo amigavelmente com o resto dos convidados. Com todos, exceto Rubén, algo que não passou despercebido para Isabella. Às seis da tarde, a campainha voltou a tocar: era Rosalie com Reneesme e Antony.
A menina entrou na casa e ficou louca de felicidade quando todos gritaram "Parabéns!". Antony abraçou Edward assim que o viu, apertou sua mão como se fossem velhos amigos e não se afastou mais dele. Nervosa, Reneesme beijou a todos e, quando chegou à Isabella, abraçou-a de tal maneira, agarrando-a por um longo tempo, que todos ficaram arrepiados. Aquilo era adoração.
Também ficou muito entusiasmada ao ver Edward, arregalando os olhos ao máximo e se atirando em seus braços. Ele a pegou no colo, comovido por aquela demonstração de carinho.
— Como está minha garota aniversariante?
— Contente… já tenho 7 anos! — confessou, toda orgulhosa.
— Parabéns, linda!
— Obrigada! — gritou ela feliz, agarrando-se com força ao pescoço dele.
Isabella e Antony se aproximaram deles e a criança disse algo que fez os quatro rirem ao mesmo tempo. Emocionada, Renee disse para o marido:
— Que casal lindo eles formam, não acha?
O técnico respondeu coçando a cabeça:
— Não acho nada.
Renee sabia o que não abandonava a cabeça do marido, por isso chegou mais perto e o repreendeu:
— Charlie Suan, eu te conheço e sei o que está pensando.
— Sabe, é? Que surpresa!
Em resposta à ironia, ela o beliscou no braço e ele se afastou.
— Renee, pelo amor de Deus, se não gosto… não gosto, mulher. Esse homem está todos os dias nas revistas, e todo dia com uma mulher diferente. Não quero algo assim pra minha filha.
Sem se surpreender, ela continuou, olhando fixo para ele:
— Esse homem é um bom moço.
— E um mulherengo.
— Ora, como você.
Charlie se virou para ela perplexo e respondeu, ofendido:
— Isso foi há anos, antes de te conhecer. Por que está dizendo isso agora, Renee?
Muito satisfeita com a resposta, Renee o agarrou pelo braço.
— Eu sei, Grande Chefe… eu sei — murmurou, sorrindo. — Por acaso não se lembra do que diziam sobre você quando tinha a idade dele? Se eu tivesse levado em consideração tudo o que falavam do Exterminador, não estaria aqui agora. Lembre-se que eles inventavam…
— Renee…
— Esse jogador é como você, tem tudo: mulheres, dinheiro e sucesso, mas analise o olhar dele e preste atenção em como ele olha para a Bells. Ele a olha como você me olhava quando me conheceu e se apaixonou por mim. — Swan olhou para Reneel, que prosseguiu: — Não seja tão crítico com o que a imprensa diz sobre ele e veja você mesmo o carinho que tem pela nossa filha, assim você vai perceber a verdade. Portanto, pare de pegar no pé dele e seja gentil com o moço.
Charlie ficou pensativo. Sua esposa costumava acertar nos assuntos do coração, mas mesmo assim, era muito difícil dar o braço a torcer. Isabella era importante demais para ele.
Dez minutos depois, todos estavam comendo sanduíches, salgadinhos de queijo e batatas fritas, regados a litros de Coca-Cola e suco de laranja. Depois de cortar o bolo, os convidados começaram a entregar os presentes a Reneesme, que estava tão feliz, que não conseguia parar de saltitar. Aquela era sua festa e ela estava contente, muito contente.
Em um dado momento, Charlie se aproximou de Edward e começou a conversar:
— Minha filha está feliz, obrigado!
O jogador fez menção de responder, mas o técnico continuou:
— Mas você não está à altura do que ela precisa. Sei que essa felicidade durará pouco e não exatamente porque ela não goste de você. Você está agindo mal, rapaz, muito mal.
Dito isso, se afastou e deixou Edward sem saber como reagir. Queria conversar com Swan, mas sabia que não era nem o momento, nem o lugar. Era melhor deixar aquela conversa para outro dia. Assim que terminaram de entregar os presentes, Isabella colocou música e a voz de Elvis Presley cantando One-Sided Love Affair começou a ressoar.
Ela deu uma piscadinha para Edward, que devolveu o sinal com um sorriso, e se aproximou do pai.
— Grande Chefe, dança comigo a nossa música?
Charlie sorriu e, surpreendendo os convidados, tirou a jaqueta e começou a dançar com a filha um rock and roll que deixou a todos perplexos. Renee aplaudia, adorando ver seu marido e sua filha dançarem, sem perder o ritmo. No fim, todos aplaudiram e Charlie beijou a filha.— Te amo, Smurfette — sussurrou.
— Eu também te amo, papai.
Os convidados dançaram ao som de Elvis durante horas até que, por volta das nove e meia, a festa acabou. Reneesme pediu para dormir na casa de Isabella, que fez a surpresa de permitir que ela ficasse.
Swan e a esposa levaram Israel para a Casa dela Nonna. O menino preferia voltar, pois na manhã seguinte tinha marcado de jogar futebol com colegas do colégio.
Naquela noite, quando finalmente conseguiram fazer Reneesme dormir, Edward e Isabella se esticaram no sofá da sala, esgotados, e ele disse de uma vez, sem conseguir aguentar nem um segundo mais:
— Por que seu pai acha que não estou à altura do que você precisa?
Sem palavras, Isabella tentou aparentar normalidade e o beijou quando sentou em seu colo.
— Sabe, príncipe?
— O que foi, atacadinha?
Passeando a boca pelos lábios dele, ela sussurrou:
— Eu te comeria agora mesmo.
— Então me come — respondeu Edward, esquecendo-se de sua pergunta e soltando um gemido de prazer.
...
Na manhã seguinte, enquanto Edward dormia placidamente na cama e Isabella tomava uma chuveirada, Reneesme acordou e deu de cara com o jogador. Edward sorriu ao abrir um dos olhos e ver a menina, que já estava se enrolando no lençol.
— Por que você está dormindo na cama da Bells?— Ficou tarde e decidi ficar pra dormir aqui.
— E por que não dormiu no outro quarto vazio?
— Porque preferi dormir neste — respondeu sem saber realmente o que dizer.
Reneesme tocou o cabelo dele com jeito infantil e insistiu:
— Os namorados dormem com as namoradas. Você é namorado da Bells?
— Não.
— E por que dorme com ela?
— Porque fiquei com muito frio à noite — respondeu Isabella , saindo do banheiro — e pedi pra ele dormir comigo. Vamos, Edward, levanta. Já pro chuveiro!
O jogador desapareceu de imediato para que a menina não lhe fizesse mais perguntas. Assim que ficaram sozinhas, Isabella tentou se explicar:
— Escute, querida. Edward não é meu namorado, mas às vezes gostamos de dormir juntos porque eu…
— Porque você gosta dele?
Isabella pensou. Na realidade, não podia dizer a uma criança que dormia com alguém sem gostar da pessoa, por isso baixou a voz para continuar.
— Claro que sim… mas não conte pra ele, isso vai ser nosso segredo, tá?
— Você gosta dele daqui até o infinito e mais além?
Aquela frase era uma brincadeira que seu pai tinha começado com ela quando, assustada, tinha que ir ao hospital. Agora Isabella a usava com Reneesme, que olhava para ela à espera de uma resposta.
— É você que amo daqui até o infinito e mais além, bruxinha.
— Mas no dia que o Antony ficou doente com tosse e dormimos todos juntos na cama, você disse que na sua cama só dormiam as pessoas que você amava daqui até o infinito e mais além, por isso acho que você gosta do Edward desse jeito, mesmo que não fale.
Isabella ficou sem palavras e tentou cortar o assunto com um sussurro:
— Acho que você é uma bruxona.
— Você uma vez me disse que as bruxas sabiam de tudo, não disse?
Isabella deu uma grande risada e Reneesme a abraçou.
— Quando você for a minha mamãe, vai me amar ainda mais.
Isabella olhou para ela, emocionada, e sussurrou, afastando o cabelo dos olhos da menina:
— Acho que é impossível te amar mais do que já amo. — E acrescentou, dando um beijo em sua cabeça: — Agora vamos… vá se vestir que vamos tomar café da manhã.
Reneesme, contente de ter um segredo com Isabella, saiu do quarto sem dizer mais nada.
Quando Edward terminou de tomar banho, vestiu a roupa depressa e foi até a cozinha, onde Isabella e Reneesme estavam tomando café. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, a menina se dirigiu a ele:
— Você gosta de biscoito com Nutella?
Sentando-se junto dela, Edward pegou o biscoito que ela oferecia e deu uma mordida com gosto.
— Hummm… adoro.
Achando graça, Isabella serviu-lhe um café.
Quando ele terminou, a menina passou a mão em seu cabelo ainda úmido e propôs:
— Posso fazer um penteado com o kit de cabeleireiro que você me deu de presente?
— Claro que sim, linda.
Uma hora depois, os três estavam na sala em paz e harmonia. Isabella e Edward estavam lendo jornal enquanto a menina continuava penteando o jogador.
De repente, Edward sentiu um pequeno puxão e gritou apalpando a cabeça:
— Mas o que você fez?
Totalmente desconcertada quando viu o que tinha acontecido, Isabella deixou escapar uma gargalhada. Reneesme estava com a tesoura em uma das mãos e na outra… um tufo de cabelo.
— Caramba, Edward! Seu cabelo! — riu Isabella.
O jogador se levantou rapidamente e foi até o espelho. Ficou horrorizado de ver seu querido cabelo todo picotado.
— Pelo amor de Deus! — gritou. — Por que você cortou meu cabelo?
— Foi sem querer — sussurrou assustada a menina.
— Sem querer? Porra, Reneesme…!
O tom severo de Edward e a expressão em seu rosto deixaram a menina muda. Isabella foi até ela depressa e tirou as tesouras de suas mãos enquanto Edward gritava como um louco.
— Droga… droga… droga!
— Calma, Edward — Isabella tentou colocar panos quentes. Ele estava perdendo a cabeça e ela sabia que, quando Edward a perdia, ficava insuportável. — Chega, acho que você está passando dos limites.
— Como assim estou passando dos limites?
— Edward, chega!
— Porra! A menina cortou meu cabelo, você ri e ainda tem a cara de pau de me dizer que estou passando dos limites!?
Isabella entendia a irritação, mas ao ver a cara da menina pediu tranquilidade com o olhar.
— Não se preocupe, a gente arruma.
— O que você pretende? Colar meu cabelo com cola?
— Edward … respira e pensa, por favor.
Mas ele continuava fazendo uma tempestade em um copo d'água.
— Porra… tenho um comercial pra gravar daqui a três dias, como vou aparecer com esse cabelo picotado?
— Edward … não exagere, não é pra tanto!
— Como não é pra tanto? — gritou, com o chumaço de cabelo na mão.
Isabella o encarou. Ele tinha perdido a cabeça, estava irracional.
— Me desculpa… eu… — Reneesme sussurrou.
— Cala a boca, Reneesme! Agora é melhor você ficar de bico calado — repreendeu, furioso.
— Não fale assim com a menina — berrou Isabella, com cara de poucos amigos.
Enfezado, ele continuou se olhando no espelho, e voltou a gritar:
— Mas você viu o que ela fez comigo?
Ela via e via muito bem, mas ele estava exagerando. Para acalmar os ânimos, propôs:
— Tenho um amigo cabeleireiro e…
— Seu amigo não serve — protestou Edward. — Tenho minha própria cabeleireira.
— Perdão, senhor, não está aqui quem falou — respondeu com irritação.
— Sou uma boba… — murmurou a menina.
Ouvindo aquilo, Isabella sentou ao lado de Reneesme e passou a mão por sua cabeça para tranquilizá-la.
— Não, querida, você não é boba, foi um acidente e isso acontece com qualquer um, não é, Edward?
Mas ele não ouvia. Só se preocupava com seu cabelo e, sem responder, pegou o celular, discou um número e segundos depois, o ouviram dizer:
— Oi, bella! Você pode aparecer lá em casa daqui a uma hora?
Quando desligou, Isabella tinha vontade de lhe dar um chute na bunda. Que insensível! O cabelo arruinado era visível, mas dava para disfarçar com um corte diferente. Reneesme não desviava os olhos muito arregalados, espantada de ver Edward tão transtornado. E quando ele foi embora batendo a porta, sem se despedir, ela disse entre soluços:
— Sou uma boba e agora o Edward… ele…
Isabella, vendo aquela tristeza toda, ficou desesperada e tentou consolar a menina no colo.
— Não foi nada, querida, não é grave, essas coisas acontecem. Já, já você vai ver como…
— Mas eu não achei que a tesoura cortasse tanto e agora o Edward ficou bravo com a gente e eu não quero que ele fique bravo.
— Não se preocupe, isso passa, você vai ver. E quanto a…
Mas não conseguiu acabar a frase. A campainha tocou e Isabella se levantou com a criança aconchegada em seu pescoço. Abriu a porta e ficou sem palavras ao ver Edward. Entenderam-se sem necessidade de falar: o rosto dele dizia tudo, e ela suspirou aliviada.
Envergonhado pelo show que tinha dado, ele tocou no ombro da menina para que ela o olhasse. Quando ela reagiu, ele viu sua carinha triste e seus olhos cheios de lágrimas. Sentiu um aperto no coração: era um completo idiota.
Durante uma fração de segundo, nenhum dos três disse nada, apenas se olharam.
— Vocês me perdoam por eu ter me comportado como um bobo? — perguntou Edward, por fim.
Reneesme olhou para Isabella , que, apesar da quantidade de coisas que teria gostado de dizer, pediu:
— Diga você, querida.
Reneesme piscou várias vezes, secou as lágrimas e começou a se justificar:
— Eu estava brincando, não sabia que a tesoura cortava de verdade, pensei que era de brincadeirinha. Me perdoa, por favor.
Sua voz e sua tristeza em dizer aquilo fizeram Edward pegar a menina no colo e a abraçar. Ele a beijou no rosto.
— Está perdoada, linda, claro que está perdoada, mas agora preciso saber se você me perdoa. Eu não tinha que ter ficado bravo e muito menos ter gritado. Nem com você, nem com a Isabella.
Durante uns minutos, Edward se esqueceu do mundo e se concentrou na criança. Ela era a única coisa que importava naquele momento. Finalmente, a menina sorriu e respondeu:
— Eu te perdoo.
— Obrigada, linda.
— Você é o meu garoto e gosto muito de você.
— Pra mim é muito importante que minha garota me perdoe. Muito importante — murmurou, emocionado ao sentir o carinho que a criança tinha por ele. Abraçaram-se e, quando se separaram, a pequena olhou para Isabella .
— Você também perdoa o Edward, né, Bells?
Ela, que tinha permanecido muda enquanto os dois trocavam carinhos, não pôde evitar e se aproximou, para que Edward a abraçasse também.
— Claro, mas só se o Edward prometer que nunca mais vai falar assim com a gente.
— Prometo — afirmou o jogador.
...
Os dias se passaram e, depois desse episódio, Isabella tentou afastar o jogador das crianças, pois ele estava começando a se apegar demais, ter sentimentos, e isso a assustava. Mas foi impossível. Edward não permitiu.
No dia 12 de março, ele se reuniu com amigos e vários colegas de time num restaurante para assistir ao jogo do Milan contra o Barcelona. O Barça ganhou com quatro golaços. Ver a derrota irremediável do arqui-inimigo do Inter de Milão os alegrou.
— Experimenta essa pizza, o que você acha? — perguntou Edward a Isabella.
Depois de uma mordidinha e de saborear com gosto, ela arregalou os olhos e deu seu veredito:
— Maravilhosa, uma das melhores que já provei na vida.
Edward riu e, sem se importar com os olhares de alguns de seus amigos, beijou Isabella, que correspondeu com prazer. Todos conversaram durante o jantar. Era um grupo de 15 pessoas, cada uma mais animada do que a outra, e quando terminaram o jantar, propuseram tomar uns drinques no Santofredi, uma balada da moda. De início Edward recusou, mas cedeu ante a insistência de Emmett. Isabella decidiu convidar Rosalie e marcaram de se encontrar direto lá.
Chegando ao Santofredi, Edward se admirou de não ver os paparazzi na entrada. Isso era maravilhoso, mas uma vez lá dentro, a irritação surgiu: todos queriam tirar fotos com ele, o que depois de um tempo passou a ser um problema, embora ele continuasse aceitando com bom humor.
Isabella entrou na área VIP com o resto do grupo. Em seguida, quando viu Rosalie chegando, deu um aceno para cumprimentá-la e a fez entrar.
— Uhuu, área VIP?
— É isso que a gente consegue acompanhando os astros do futebol — brincou Isabella, abraçando a amiga.
Conversaram animadas durante um tempo. Emmett, que tinha se entretido dando autógrafos, entrou na área VIP naquele instante e viu Rosalie.
— A gente se conhece, não? — perguntou, dirigindo-se a ela.
— Sim, nos vimos na Casa della Nonna.
— Posso te convidar pra um drinque?
— Não. — E acrescentou quando viu a cara dele:
— Melhor que sejam dois.
Isabella e Rosalie trocaram um olhar cúmplice e deram risadinhas. Quando ficou sozinha, olhou com curiosidade para o salão onde Edward ainda estava. Ela o viu sorrindo e tirando fotos com centenas de jovenzinhas que morriam por uma foto com ele, até que o dono da casa atendeu a um sinal de Edward, foi resgatá-lo e dispersou a multidão, escoltando o jogador até a entrada da área VIP.
Isabella o esperava com um sorriso espetacular.
— Tudo bem?
Edward beijou-a nos lábios, confirmou e aproveitou sua companhia. Porém, à medida que a noite avançava e a área VIP começava a se encher de meninas desejando as atenções dos deuses gregos do futebol, Isabella e Rosalie começaram a se sentir incomodadas. Edward se divertia com Emmett e outros jogadores e parecia ter jogado Isabella para escanteio, a fim de conversar com um grupo de mulheres, como ele diria, tecnicamente perfeitas.
— A verdade é que o Emmett é um gato — confidenciou Rosalie. — Me deu o telefone dele, mas não vou ligar.
— Por que não?
— Sou ciumenta demais pra suportar um caso desse tipo. Passo… passo…
Isabella fez que sim, entendendo o que sua amiga insinuava.
— Veja você, já sabe no que vai dar sair com ele.
— E você que está saindo com o Edward, como estão as coisas?
— Não estou saindo com o Edward, de onde você tirou isso?
Rosalie balançou a cabeça e suspirou:
— Tenho olhos e sei que desde o dia em que você deu o primeiro passo e dormiu com ele, quase não se separaram mais. O que significou aquela viagem pra Toscana, o aniversário da Reneesme, tantas noites que vocês passam juntos… entre muitas outras coisas? Posso fazer uma lista.
— Temos uma amizade colorida — respondeu ela, na defensiva, sabendo que sua amiga tinha razão.
— Não me faça rir. Ha, ha, ha.
— Você sabe o que está acontecendo, Rosalie— sussurrou. — Vai ser por pouco tempo. Como pode ver, ele não tem tempo pra mim e sinceramente eu não acho que aguento esse ritmo de vida.
Naquele momento, uma daquelas mulheres sentou no colo de Edward para tirar uma foto. Ele a agarrou pela cintura achando graça, e Isabella não gostou nem um pouco.
— Acho que o que temos vai durar ainda menos do que eu imaginava. Não suporto ver como essas belas sentam no colo dele, o apalpam e, principalmente, não suporto que ele ache que está tudo bem.
— Ciumenta?
Isabella confirmou. Não tinha por que fingir para Rosalie.
— Muito. E fica pior a cada dia.
Começou a tocar Jesse James e Rosalie pegou a amiga pela mão, obrigando-a a se levantar, e a conduziu até a pista.
— Venha, vamos dançar. Isabella seguiu sem falar nada. Precisava se distrair, pois se continuasse olhando aquela cena ridícula, ia explodir.
Dez minutos depois, Edward viu que Isabella não estava em seu reservado na área VIP e se levantou para ir procurá-la. Onde teria se metido? Com expressão confusa, começou a procurá-la com o olhar por todo o lugar, e então Emmett se aproximou.
— A morena que está no balcão do bar quer te conhecer.
— Agora não.
— Mas, caraaa, aquela belezinha é de deixar louco, você viu?
Edward olhou na direção indicada pelo amigo e, ao ver que a moça sorria, enfatizou:
— Agora não posso. Você viu a Isabella? Sem entender, Emmett o encarou.
— Ué, cara, mas o que você está fazendo?
— Procurando a Bells, não sei onde ela se enfiou.
— Não me diga que você está interessado na fisioterapeuta? — Edward não respondeu e Emmett insistiu, bufando: — Você está fazendo papel de idiota, Edward, a Isabella não é o que você precisa. Ela é uma boa moça e…
— … eu sou um bad boy — terminou a frase pelo amigo.
— Não estou dizendo isso, cara, só digo que as boas moças vão pro céu e as más vão aonde quiserem! E você sempre gostou das meninas más. Vamos… a morena te espera.
Ouvindo aquilo, Edward sorriu, porém agarrou o grande amigo pelo colarinho e gritou em seu ouvido para que não restasse dúvida de que tivesse ouvido:
— Sabe de uma coisa, Emmett? Se gostou, pegue a morena pra você.
— Mas, caraaa…
Ignorando a resposta, ele saiu da área VIP em busca de Isabella.
Depois de dançarem várias músicas, muito animadas, na companhia uma da outra, saíram da pista e contentes cumprimentaram alguns amigos que encontraram. Isabella sentiu que alguém pegava em sua mão e, quando olhou, viu que se tratava de Edward, olhando-a de cara fechada. Isabella se assombrou com seu jeito sério:
— Que foi?
— Me diga você — respondeu ele. — Viro as costas e quando me dou conta, você desapareceu. Depois te encontro aqui, de risadinha com esses caras.
— Esses caras são meus amigos, alguma coisa contra? — Ele não respondeu e ela rebateu: — Olha, não se irrite pelo que vou te dizer, mas não estou a fim de ficar te esperando como uma idiota durante a noite inteira enquanto você se diverte com suas amiguinhas.
Irritado com aquela resposta, ele chegou mais perto dela.
— Do que você está falando?
— Você já sabe a que me refiro, não se faça de inocente que somos bem grandinhos.
Edward balançou a cabeça e, percebendo que estavam sendo observados, disse, puxando Isabella pela mão:
— Vem, vamos pra área VIP.
— Não.
— Não?
— Exato, não!
Entretanto, sem se importar com as palavras dela, ele a puxou, deixando Isabellaa sem opções a não ser acompanhá-lo debaixo de demasiados olhares atentos. Não queria armar um barraco. Quando entraram no reservado, o jogador caminhou com passo decidido até uma lateral onde não havia ninguém.
— Escuta, Bells, o que foi?
Incapaz de esconder o que pensava, ela respondeu:
— Quando você vai se dar conta de que eu não sou uma delas? Só porque dormimos juntos não quer dizer que você pode me tratar como apenas mais uma. E se te digo isso é porque você fez eu me sentir mal agora há pouco com a sua atitude.
— Minha atitude?
Levando as mãos à cabeça, Edward tirou o cabelo do rosto.
— Só fui gentil com as pessoas, sou uma figura pública e essas coisas são assim. Se eu quiser ter uma boa imagem, tenho que ser gentil com aqueles que me cercam. Não quero que a imprensa fale mal, nem que diga bobagens sobre mim.
— Pois então não reclame que te apontem mil namoradas. Seu comportamento esta noite com essas mulheres deixa muito a desejar.
— Mas do que você está falando?
Isabella se sentia cada vez mais desconfortável no rolo no qual estava se metendo.
— Vejamos como posso te explicar isso sem parecer que exijo ser sua namorada, ou qualquer coisa que você acha que eu sou, ou não. Não é isso que eu quero. A questão é: se você sai pra jantar comigo, fica comigo e não se fazendo de bobo com outras mulheres bem debaixo do meu nariz, porque se você fizer isso, eu tenho duas opções: olhar pra você fingindo que sou idiota, ou me divertir e esquecer que você existe. Neste caso, escolhi a segunda opção e sabe por quê? — Ele negou com a cabeça e ela continuou: — Porque temos apenas uma "amizade colorida". Então, se você quer continuar flertando com essas mulheres tecnicamente perfeitas, bola pra frente! Não se importe comigo, mas também não venha pra cima de mim dando uma de machinho latino porque eu não vou permitir, entendeu?
Quando acabou o sermão, Isabella respirou. Tinha sentido um gostinho tão bom!
Mas Edward ficou com cara de ponto de interrogação.
— Saí pra jantar com você e estou com você. E volto a repetir que, se tirei fotos com aquelas mulheres é porque tive que tirar, nada mais. Minha vida é assim. Se você quiser aceitar, ótimo, senão, você é quem sabe!
Boquiaberta com a explosão, Isabella fez que sim e respondeu sem mudar de expressão:
— Acho que quero é ficar com meus amigos. Pelo menos eles não se acham e têm um pouco mais de bom senso do que você. Sinceramente, Edward, você acabou de me decepcionar com a sua resposta. Acho que deveria ter pensado um pouquinho mais antes de falar.
Dando um passo para trás, Edward sibilou, todo arrogante:
— Olha quem fala.
A grosseria a atingiu em cheio e, estreitando os olhos, ela rebateu antes de ir embora:
— Exatamente… é o que eu falo!
Edward a observou se afastar, mas foi incapaz de ir atrás dela. Seu orgulho o impedia. Iabella tinha o descaramento de lhe dizer sempre o que pensava, quer ele gostasse ou não, e esse episódio, aliás, era um dos que ele não tinha gostado.
Disfarçadamente, da área VIP, ele a viu se divertir com os amigos durante algumas horas. Mulheres tecnicamente perfeitas o rodeavam, fazendo charme e tentando atrair sua atenção, mas ele não podia deixar de observar sua atacadinha. Quando viu que ela se preparava para ir embora, Edward agarrou pela mão a primeira que apareceu ao seu lado, puxou-a consigo e alcançou a saída da balada junto com Isabella. Sem olhá-la, passou por ela e, quando saiu, a imprensa se jogou indiscriminadamente sobre ele e sua acompanhante, que sorria para os flashes com cara de boba.
Surpresa pelo que acabava de ver, Isabella pensou em protestar, mas Rosalie a interrompeu com um puxão no braço.
— Vamos entrar de novo, acho que você não está preparada pra voltar pra casa.
Duas horas mais tarde, por volta das cinco da manhã, Isabella se despediu dos amigos que a acompanharam até a porta de seu prédio. Entrou, subiu no elevador e tirou os sapatos de salto. Seus pés a estavam matando. Quando o elevador parou no seu andar e as portas se abriram, ela ficou sem palavras: sentado no chão em frente à sua porta, estava Edward.
Ao vê-la, ele se levantou, e ela deu um passo para entrar no hall.
Entreolharam-se em silêncio durante alguns segundos, até que ele, por fim, começasse a falar:
— Você disse que sou caliente, possessivo e passional, não disse? — Ela concordou e ele continuou: — Pois então quero que saiba que minha parte possessiva não admite que você esteja, na minha presença, com outros homens além de mim, por isso te peço desculpas. Sei que pisei na bola.
Isabella respirou, fechou os olhos e se xingou em silêncio: o que estavam fazendo?
— Não sei bem o que acontece comigo, mas gosto de você e por isso… — acrescentou, ao ver a expressão dela.
— Não, não continue.
Surpreso com as palavras ditas de forma categórica, Edward quis continuar falando, mas ela se adiantou:
— Peço desculpas por ter me irritado, mas minha parte possessiva sentiu o mesmo que a sua quando vi você com outras e…
Não pôde dizer mais nada. Edward chegou junto dela e a beijou com paixão. Aquilo estava saindo de seu controle e eles sabiam, porém, não podiam impedir.
Isabella jogou a bolsa ao chão e o agarrou. Beijar Edward era uma delícia e decidiu se deixar levar pelo momento. Se tinha uma coisa clara, era que necessitava daqueles beijos. Continuaram assim alguns minutos no hall do elevador até que a coisa começou a esquentar e ele tirou as chaves da mão dela.
— Vamos entrar.
— Vamos — disse ela, sem forças para pensar nem para se opor a nada.
Lá dentro, com as luzes apagadas, Edward a apoiou contra a porta e voltou a beijá-la. Sem soltar Isabella, tirou seu casaco e depois o dela. Alguns beijos e mil carícias depois, a temperatura entre eles continuava subindo até que ela finalmente decidiu fazer o que tinha vontade: desabotoou a camisa dele, deixou que caísse no chão e num segundo, suas mãos já tinham voado para o botão da calça jeans dele.
— Impaciente.
— Muito.
Quando seus olhos se acostumaram à escuridão, Edward olhou Isabella fixamente e confessou:
— Gosto muito de você, Bells, muito.
— Também gosto de você e isso não é bom.
— O que não é bom? Por quê?
— Porque acho que isso não vai nos levar a lugar algum.
Aproximando a boca do ouvido dela, excitado, ele arriscou:
— Isso vai nos levar aonde a gente quiser.
— Disso eu não duvido, principezinho.
Riram e ele acrescentou:
— Você é passional, doce, possessiva, caliente e muito… muito bonita.
— Tira a roupa.
Edward sorriu e murmurou, em meio a um beijo: — E mandona. Você gosta muito de dar ordens.
— Tira a roupa — insistiu, excitada.
Ele atendeu à exigência enquanto Isabella o observava, apoiada no batente da porta. Sem enxergar direito, ele tirou os sapatos, as meias, a calça jeans e finalmente, a cueca. Edward era sexy, um pedaço de mau caminho, um deus grego musculoso… a respiração de Isabella foi se acelerando pouco a pouco. A única luz que existia na sala era a da lua que entrava pela janela. Observar como ele tirava a roupa nessas circunstâncias o fazia parecer quase uma aparição, algo irreal. Quando por fim ele se mostrou como ela queria, ficou parado e pediu:
— Agora tira a sua roupa.
Ela obedeceu sem demora. Enquanto isso, ele pegava e abria uma embalagem de camisinha da carteira. Apoiada na porta, ela tirou a meia-calça e depois o vestido e, quando foi tirar o fio dental e o sutiã, ele a deteve:
— Disso cuido eu.
Sem dizer mais nada, ele a pegou nos braços e a levou até o sofá da sala. Sentou-se pelado, colocou Isabella por cima e percorreu as costas dela com as mãos para puxá-la mais para perto. Os seios dela encontraram sua boca e ele deu mordidinhas por cima do sutiã. Os mamilos ficaram arrepiados e, com desejo de chupá-los, Edward passou a boca ardente por cima deles até que deu um puxão na lingerie e eles apareceram diante de seus olhos.
— Seios lindos…
Com prazer, ele os enfiou na boca e deu mordidinhas. Isabella fechou os olhos e jogou a cabeça para trás. Desejo e prazer: o que Edward lhe dava era prazer em estado puro. Havia um magnetismo que os atraía um para o outro e cada vez os envolvia mais e mais.
Sem parar para tirar a calcinha dela, excitado como ela sempre o deixava, Edward apenas puxou o tecido de lado, levantou Isabella um pouco e a penetrou, fundindo-se a ela pouco a pouco até tê-la totalmente encaixada.
O gemido que ela soltou ao se sentir preenchida fez com que ele procurasse sua boca. Encontrou-a e beijou com sofreguidão, apertando o corpo dela contra o seu em busca do prazer. Gemidos. Sentada em cima dele, Isabella começou a se mexer. Primeiro devagar, mas a cada segundo que passava, a urgência crescia. Mexeu os quadris para frente e para trás e notou como sua vagina sugava o pau de Edward, arrancando fortes gemidos dele. Repetiu os movimentos uma vez depois da outra, até que ele não aguentasse mais e a agarrasse pelos quadris, apertando-a contra ele, e provocasse mais gemidos.
Sem parar, Edward se fundiu nela repetidas vezes e, quando gritaram a uma só voz, souberam que tinham chegado ao clímax ao mesmo tempo.
Nus, abraçados e suados, continuaram na escuridão do sofá durante alguns minutos. Aquilo tinha sido fogo puro, ou assim lhes parecia.
— Onde você estava até uma hora dessas? — perguntou ele, sem se mexer.
— Com meus amigos.
Edward balançou a cabeça e preferiu não perguntar mais.— Me desculpa pelo que aconteceu, às vezes eu me comporto como um imbecil.
Sem olhar para ele, mas sabendo a que ele se referia, ela perguntou:
— Sobre o que você está falando?
O jogador deu risada.
— O que eu quero dizer é que, se saio com você, devo ficar com você. Você tinha razão e eu queria te pedir desculpas por…
A boca dela procurou a dele para silenciá-lo e dar mais um beijo apaixonado.
— Está desculpado.
— Eu queria ver seu rosto agora, pode acender a luz?
Sem sair do colo dele, ela se esticou até um abajur ao lado da poltrona de leitura. Edward, percorrendo seu rosto com a ponta dos dedos, sorriu com delicadeza. Então se aproximou dos lábios dela e os beijou.
— Quer jantar comigo amanhã?
— Não posso.
— Depois de amanhã — insistiu.
— Impossível.
— Na sexta?
— Desculpa, mas tenho planos.
Surpreso, a expressão em seu rosto se alterou.
— Como assim você tem planos pra semana inteira?
— Bom, Edward …
— Planos com quem?
— Edward … acho que a gente precisa se afastar um pouco.
O olhar dele se tornou sombrio.
— Não quero me afastar de você de jeito nenhum — respondeu num sussurro. — Gosto de estar com você, não percebe?
Isabella estava se convencendo de que aquilo não estava tomando um bom rumo.
— Escuta, eu…
— Não, escuta você — interrompeu ele. — Preciso de você perto de mim e, mesmo que você não admita, sei que sente o mesmo. Por que quer que a gente se afaste?
Isabella desejou contar a verdade, mas não podia.
O certo é que não queria. Tinha medo da reação dele e de não poder superar depois.
— Edward, simplesmente tenho coisas pra fazer esta semana. Sinto muito de verdade, não fique bravo, mas tenho certos compromissos que…
— Podemos jantar no sábado?
Ouvindo aquilo, ela esteve a ponto de soltar uma gargalhada.
— Não posso. Vou passar o fim de semana fora e…
— Vai viajar no fim de semana?
— Vou.
— Com quem?
— Edward, não vamos entrar nesse jogo. Não quero que…
— Com quem você vai passar o fim de semana? — insistiu.
— Tenho coisas pra fazer. Desculpa o pé na bunda — respondeu ela saindo de cima dele. Edward olhou para ela de mau humor.
— Está me dando um pé na bunda?
— Estou.
Incrédulo, ele se levantou e caminhou até a porta, onde sua roupa estava espalhada. Ninguém recusava um encontro com ele. Sem olhar para trás, começou a se vestir. Ela fez o mesmo. Discutir sem roupa a deixava insegura, e quando colocou o vestido, foi até Edward para tentar resolver o assunto.
— Escuta…
— Não, não vou escutar. Fico aqui te esperando mais de duas horas sentado na porta da sua casa com a bunda congelada como um imbecil pra, depois de fazer amor e te pedir desculpas por hoje à noite, você me dê o fora? Isso é inacreditável.
— Desculpa, não era o que eu pretendia, mas…
— Te disse que gosto muito de você, algo que nunca disse a nenhuma outra mulher, o que mais você precisa?
Isabella passava a mão no rosto e no cabelo, nervosa, tensa por ver Edward tão alterado.
— Também gosto de você, mas não estou procurando uma relação estável e, se me permite o comentário, acho sinceramente que isso também não funciona pra você. Seu estilo de vida não permite. Você é Edward Masen, "o touro espanhol", o queridinho das belas, não se esqueça disso!
Seu jeito irônico fez os cantos dos lábios dele se curvarem. Aquela mulher era incrível: quanto mais tentava afastá-lo de seu lado, mais ele queria ficar perto. Ela o fazia passar da fúria ao riso em décimos de segundo.
— Isabella, vamos deixar isso pra lá. — Ela tentava conter o riso. — Faça o favor de não rir, atacadinha, ou vai me irritar ainda mais.
— Sabia que adoro ser a atacadinha?
— Que máximo! — respondeu ele com ironia.
Quando ele começou a fechar a camisa, ela se aproximou mais e começou a beijar o nó de seus dedos até conseguir que ele olhasse para ela.
— O que acha de ir me buscar na terça lá em casa e me acompanhar no meu compromisso às sete?
— Agora quer que eu fique segurando vela?
— Não.
— Então que diabos você quer que eu faça?
— Me acompanhe, tenho certeza de que você vai gostar. — Boquiaberto, ele pensou em responder, mas ela disse antes: — E agora pode parar com o mau humor, com as paixonites e as bobagens e vamos pro meu quarto. Quero que você tire a roupa e que passe a noite comigo. A ideia te agrada?
Espero que gostem!
Acho que não preciso agradecer pelas reviews né! Mesmo assim, Obrigada! Simplismente amei cada comentário.
Beijos, até.
