Por favor, clemência. Estive meio doente nessa última semana, por isso não postei logo. Não me matem! (recebi ameaças)
Anyway, desculpem pela demora, e obrigada pelos reviews. Espero que vocês se divirtam.
Disclaimer: Nada é meu...
11: Prima Roxie
Carrie ficou tão distraída naquela noite contanto para os pais tudo sobre as aulas e sua nova e excêntrica amiga, enquanto os gêmeos tagarelavam incoerentemente sobre o seu priemiro dia, interrompendo um ao outro no meio das frases e discutindo sobre detalhes insignificantes, quando ela menos esperava, Carrie já estava sendo mandada para a cama. E ela só se lembrou do planejamento quando o viu sobre sua mochila da escola, enquanto descia correndo as escadas para tomar um copo de suco e comer uma torrada antes que os gêmeos fosse para a escola sem ela. Ela não pode perder tempo olhando pra ele, no entanto, já que tinha ficado tempo demais encarando o espelho, maravilhada com o fato dos seus machucados terem desaparecido.
E foi só mais tarde, quando já estava acomodada em sua carteira para a primeira aula de Inglês que ela teve a chance de olhar para o seu planejamento com calma. Folheando o libreto até chegar ao mapa da escola, Carrie respirou fundo em antecipação...
...e imediatamente mordeu a língua numa tentativa desesperada de não deixar escapar um grito de entusiasmo e surpresa.
"E então, funcionou?" disse uma voz familiar à sua direita, e a cadeira ao seu lado foi afastada da carteira, Carrie fechou o planejamento rapidamente e o colocou de lado, seu estojinho de cabelo de Teddy propositalmente colocado sobre ele.
"O que?" ela murmurou apressada enquanto se virava para Cleo, que estava imersa em sua mochila procurando o seu próprio estojo e planejamento.
"Minha poção secreta!" Cleo esclareceu, parando sua procura para olhar para Carrie como se fosse óbvio. "Até o ralado sumiu! Eu te disse, não disse?"
"Ah..." Carrie forçou um sorriso entusiasmado. "É, funcionou perfeitamente! Obrigada, Cleo..." Ela ficou aliviada por ser poupada da conversa sobre as maravilhosas habilidades curativas de Cleo pois nesse momento srta. Fisher, a professora, entrou na sala e pediu silêncio à turma. Depois de pedir para que dois meninos das fileiras da frente distribuísem uma pilha de livros de exercício, srta. Fisher escreveu o seu nome em grandes letras vermelhas no quandro branco.
"Então, pessoal," ela disse enquanto se virava para a sala, oferecendo-lhes um largo sorriso cor de rosa, os dedos gorduchos ajeitando o cardigan combinando. "Bem vindos ao Sétimo Ano de Inglês!" Ela fez uma pausa, como se esperasse por alguma resposta, mas as crianças simplesmente a encaravam, alguns sorrindo timidamente. "Meu nome é srta. Fisher, e eu tenho certeza de que conseguirei lembrar do nome de todos vocês logo, logo. Então, vamos ao trabalho? Hoje nós vamos falar sobre a composição de estórias. O que precisamos para fazer uma estória? O que a faz uma boa estória? Agora, eu vou fazer a chamada e, enquanto isso, eu quero que cada um escreva um pequeno parágrafo para mim. Eu quero saber qual o seu livro preferido, o que é bom nele, e porque vocês gostam dele mais do que dos outros livros que já leram. Alguém tem alguma pergunta?" Quando a única resposta que recebeu foi o farfalhar de folhas e os zips dos estojinhos se abrindo, a professora foi para a sua mesa e começou a chamar os nomes, começando com Georgina Andrews.
E enquanto escrevia seu nome no novo livro de exercícios, Carrie meio que desejava não ter olhado o seu planejamento de tarefas até a hora do intervalo, porque se concentrar em qualquer coisa agora era quase impossível.
Principalmente quando ela estava morrendo de vontade de dar outra olhada, só para ter certeza de que não estava imaginando coisas. Para ver se realmente haviam inúmeros pontinhos se movendo magicamente pelo mapa da escola.
Alguma coisa estava cutucando o seu ombro.
"Alo? Planeta Terra chamando Carrie!"
Carrie piscou para afastar seus pensamentos e se virou para Cleo.
"O que?"
Cleo deu um suspiro exasperado enquanto escrevia um título no topo da primeira página do seu próprio livro.
"O que, o que, o que? Sinceramente, dá pra pensar que alguém te deu água barafunda.*"
"O que?" Carrie disse de novo, estupefata. "Qeur dizer...o que é...água barafunda?"
Cleo abriu um sorriso, se inclinando na direção de Carrie conspiratóriamente enquanto explicava:
"É uma poção mágica que faz as pessoas ficarem confusas!"
"E do que é feito?"
"Minhocas amassadas e Coca-Cola."
"Coca-Cola...?"
"É. Eu li sobre isso na Internet. É bem útil, a Coca-Cola. Antes que fosse inventada, as bruxas tinham que juntar todos os ingredientes por conta própria. O cara que inventou, John Pemberton, era secretamente um feiticeiro."
"E ela disfarça o gosto das minhocas?"
O rosto de Cleo ficou extremamente irritado.
"Sabe," ela disse enquanto Carrie se voltava para o livro de exercícios, em uma tentativa de manter o rosto sério. "Pra alguém que diz acreditar em magia, você não sabe muito a respeito, não é?"
Na hora do intervalo, Carrie se escondeu em um dos reservados do banheiro feminino para olhar para o seu planejamento de tarefas em paz. Sozinha, ela se permitiu um sobressalto animado quando abriu a página do mapa e se maravilhou com a ordem dos pontinhos lentamente se movendo pela página, como um enxame de pequenos insetos. Quando olhou mais de perto, Carrie pode ver letras minúsculas ao lado de cada ponto...
Nathan Rider, Hannah Lucas, Tamara Lemon, Joshua Stokes...
E um pequeno ponto parado no banheiro feminino do primeiro andar com o nome Caroline Winters...
"Nossa..." Carrie suspirou, segurando o livro colado ao rosto enquanto se levantava e abria a porta do reservado. Ela começou a andar de um lado para o outro em frente à fileira de lavatórios.
E no mapa, o ponto com o nome Caroline Winters se movia pra lá e pra cá no espaço confinado entre as paredes impressas do banheiro feminino.
Carrie parou bruscamente, o coração batendo forte de empolgação.
Quandoeuchegaremcasa, ela decidiu enquanto continuava a encarar o mapa,euvoubaternaportadosLupins.EquandoopaidoTeddyatendereuvoudarneleoMAIORABRAÇODOMUNDO...
Foi então que ela percebeu alguns papéis que estavam acomodados na capa de trás do livrinho, e ela voltou para o reservado para ver o que eram. O primeiro, ela descobriu, era um bilhete, e o segundo era um envelope que parecia já ter sido aberto.
Carrie
Em hipótese alguma alguém além de você pode ver esse mapa. Ao contrário da sua cópia de Hogwarts, que eu e meus amigos criamos na escola, as marcas sobre ele não podem ser magicamente escondidas. Mais especificamente, você não pode fazer a mágica que faria isso. Tenha isso em mente e seja muito cuidadosa.
Mais importante, certifique-se de se divertir muito com ele! Se preferir, pode chamá-lo de presente de Natal adiantado de mim e da Dora.
Teddy nos escreveu ontém e mandou uma carta para você também. Nos esquecemos completamente ontém à tarde, então eu a anexei aqui.
Se cuide,
Remus
Querida Carrie
Eu sou da GRIFINÓRIA!
O Chapéu Seletor levou um tempo pra decidir, foi por pouco, mas finalmente sorteou para a mesma casa que o meu pai.
Carrie se sentiu estranhamente desapontada com essa notícia. Ela estava esperando que Teddy fosse ser sorteado para a Lufa-Lufa. Ela gostava da idéia dele ser da casa daqueles que eram leais, isso a fazia sentir que o seu melhor amigo iria permanecer exatamente assim, não importando as maravilhas que Hogwarts oferecia para distraí-lo, não importando o quanto o mundo trouxa parecesse chato.
Hogwarts provavelmente é o lugar mais legal que eu já vi, e eu mal posso esperar pras aulas começarem hoje. Elas vão ser incríveis. Eu vou escrever pra te contar tudo sobre elas! Eu acordei super cedo para poder escrever pra casa antes do café da manhã. Café da manhã, Carrie! Eu não vejo a hora do café da manhã! A comida aqui é maravilhosa! Eu queria que você pudesse ter visto o banquete de boas vindas, tinha tanta comida que eu não sabia o que experimentar primeiro! Eu divido quarto com algus meninos do mesmo ano que eu, ontém a gente quase não dormiu porque estávamos conversando. O garoto da cama ao lado da minha ficava fazendo piadas enquando a gente tentava dormir, nós rimos bastante, isso acabou nos mantendo acordados. O nome dele é Joshua Henderson, ele disse que é nascido trouxa, ou seja, os pais dele são trouxas como você. Nós conversamos sobre a Interweb. Eu acho que os outros pensaram que nós somos meio loucos.
Tem um aviso no quadro do salão comunal sobre um Clube de Duelos, eu acho que vou me inscrever, mas só sei alguns poucos feitiços de Defesa Contra as Artes das Trevas. Essa era a matéria que o meu pai ensinava, eu já te falei?
Como é na Oakhurst Manor? Você fez algum amigo legal? Eu espero que você me escreva e me conte tudo, eu prometo que escrevo de volta!
Com muito amor,
Teddy
Mesmo contente por Teddy estar feliz em Hogwarts, Carrie não conseguia evitar de sentir um pouco de inveja do primeiro dia maravilhoso que ele teve, muito mais proveitoso do que o dela, e as notícias sobre Joshua Henderson a fizeram se sentir ainda pior.
Como ele pode ter sido tão sortudo?
Carrie dobrou as cartas e as colocou no bolso do seu blazer, e cruzou os braços.
Ela não tinha mais qualquer chance como melhor amiga, ela pensou, com alguem como Joshua Henderson para competir. Quem ela iria querer como amigo? A garota trouxa chata ou o garoto que tinha o melhor dos dois mundos? Não era uma competição muito justa, disso ela tinha certeza...
Carrie ficou feliz ao ouvir o sinal para o início do terceiro período e rapidamente colocou o planejamento de volta na mochila e se apressou à procura da sala da aula de ciências.
O segundo dia de Carrie na escola secundária foi, como o primeiro, cheio de altos e baixos. A descoberta do seu mapa mágico foi, de longe, o ponto alto do dia, mas ela não sabia em que categoria colocar a carta de Teddy. Ela também ficou contente na hora do almoço quando Cleo a convidou para ir na casa dela jantar no dia seguinte depois da escola.
E o pior momento do dia de Carrie biggest veio quando o sinal de saída tocou e ela foi para a frente da escola, olhando em volta procurando pelos irmãos.
"Carrie!"
Ela quase não ouvir a voz de Thomas chamando por ela no meio do barulho e conversa do resto dos estudantes à sua volta, e levou um bom tempo para ela avistar os gêmeos, que estavam acenando para ela com os braços pra cima, tentando chamar a sua atençao. Ela mal tinha levantado o braço para acenar de volta quando Thomas gritou:
"Nós vamos jogar futebol com o Mark e o Jordan! Te vemos em casa, tá bom?"
O medo caiu sobre ela em segundos enquanto Carrie disparava atrás dos garotos, que já estavam correndo em direção aos portões.
"ESPERA!" ela gritou pra eles, mas sua voz se perdeu no meio da multidão. Ela parou derrotada, olhando miseravelmente para os irmãos que iam embora...
...passando pelo grupo de garotas que estavam paradas esperando exatamente como fizeram no dia anterior.
Carrie se perguntou por quanto tempo elas ficariam ali, se ela não poderia simplesmente esperá-las ir embora ir embora, mas sua mãe estaria em casa hoje e ficaria preocupada se Carrie não chegasse no horário.
Ajustando a mochila no ombro, Carrie respirou fundo para se acalmar.
Euvouconseguir, ela falou para si mesma com convicção, euconsigo,eusótenhoqueandar,manterosolhosnosmeuspés...
Ande.Simplesmenteande...
E assim Carrie Winters se aproximou dos portões da escola, o olhar fixo nos pés. Exatamente como da última vez, as valentonas pareciam estar a ignorando...
Elas a estavam ignorando! Ela já tinha passado por elas, ninguém a fez tropeçar, um passo, dois passos, três, quatro...
Tão preocupada ela estava em ohar para os pés, que quando Carrie sentiu as mãos de alguém em seus ombros ficou tão surpresa que não conseguiu reagir. Ela foi empurrada violentamente pra frente, os pés tropeçando...
Até que outra mão a segurou pelo braço, à tempo de salvá-la de cair de cara no chão.
Carrie olhou para cima e se viu cara a cara com sua salvadora, e deu um pequeno passo para trás quando a viu. Em sua frente estava uma garota alta que Carrie achou ter por volta de 18 anos de idade. Ela tinha os cabelos curtos repicados e loiros esbranquiçados, as pontas tingidas de verde como se o processo de clareamento tivesse dado errado. Seu rosto era cheio de piercings, de uma argola de metal escuro em uma das narinas até um pino de aparência pesada no lábio inferior. Carrie a viu voltar os olhos pesadamente maquiados para as valentonas, e Carrie não consegui evitar de ficar extremamente grata por não estar no lugar delas nesse momento.
A adolescente intimidadora deu alguns passos para frente, e Carrie se virou para ver as valentonas olharem mortificadas para cada passo que os coturnos pesados davam. Elas foram encaradas de maneira acusadora por outro longo momento enquando a adolescente feroz mascava um chiclete de meaneira bem barulhenta antes de olhar de novo para Carrie. Quando retomou seu olhar silencioso para o grupo de garotas, ela começou a dedilhar uma grossa corrente de metal.
"O que ela fez pra vocês?" ela finalmente perguntou, mas Carrie não conseguia ver o porque, elas estavam muito mortificadas para dar alguma resposta. "E então? Alguém?" Quando as valentonas simplesmente deram uma passo para trás quando a adolescente deu mais um passo na direção delas, ela deu um sorriso irônico. "É... foi o que eu pensei." a adolescente murmurou sombriamente, as unhas pintadas de verde ácido tamborilando ameaçadoramente nos seus anéis.
Carrie também foi um pouco para trás e quando fez isso viu que uma aglomeração começava a se formar em volta dos portões. Os alunos da escola Oakhurst Manor olhavam enquanto a garota feroz deu outro passo à frente, o rosto a meros centímetros do da Boca de Peixe com quem Carrie tinha trombado no primeiro dia.
"Eu estou de olho em você." a garota sussurrou, fazendo com que os olhos da Boca de Peixe se arregalassem em pânico, e com isso a garota se virou e foi andando empinada e atravessou a rua, parando para cuspir o chiclete na grama.
Houve um longo silêncio enquanto os estudantes a viam ir embora, e Carrie estava dividida entre olhar para ela e olhar para as caras de arrasadas das valentonas.
"Quem diabos era aquela?" uma delas finalmente guinchou, e a Boca de Peixe engoliu seco, ainda olhando para a rua.
"Não tenho a menor idéia..." ela finalmente suspirou, e foi então que uma idéia passou pela cabeça de Carrie, ela deu um passo corajoso à frente e anunciou:
"Aquela é minha prima!"
As valentonas se sobressaltaram, e, sem querer permanecer ali, Carrie se virou e disparou atrás da garota punk, escolhendo um nome do nada:
"Ei, Roxie!" ela gritou, ignorando o fato da garota ter, aparentemente desaparecido de vista, "Espera aí!"
Um doce pra quem adivinhar de onde surgiu essa prima.
*barafunda quer dizer confusão, mas eu achei mais legal colocar um nome esquisito... rs
