LEGENDA:

Itálico - pensamentos

Negrito - sonhos/lembranças

By Kinomoto Sakura

Estávamos Syaoran e eu na biblioteca da Kyodai. Eu estava quebrada. Tinha chegado de Tomoeda pela manhã e agora, no finalzinho da tarde Syaoran resolveu que precisava pegar alguns livros. Não sei para quê! O período nem começou ainda.

— Por que você precisa pegar esses livros? – Perguntei enquanto esperava ele pegar as referências dos livros no computador da biblioteca.

— Eu sei que esse não é um ato muito comum seu, mas a biblioteca disponibiliza livros para que alunos interessados em estudar, como eu, possam ter acesso a um conhecimento complementar ao que é ensinado em sala de aula. – Ele respondeu todo cínico. Arg! Odeio quando ele faz isso. Algum dia eu ainda vou tirar esse sorriso cínico do rosto dele, nem que seja a tapa! Respirei fundo, tentando me controlar e perguntei da forma mais calma e civilizada que a minha paciência permitia naquele momento.

— Só quero saber o 'por quê' de pegar esses livros agora, sendo que as aulas só começam segunda.

— Alguns professores já mandaram a referência do material que vamos usar. Não tive tempo de procura-los nas livrarias, então enquanto isso, vou pegar os da biblioteca. – Ele disse seguindo em direção à escada que levava para o andar onde os livros ficavam.

— Tive uma ideia. Por que você não deixa metade da lista comigo? Nos separamos para procurar. Vai ser bem mais rápido. – Perguntei parando ao lado dele.

— Até que enfim você teve uma ideia boa, nanica. – Ele disse sem olhar para mim. Rasgou o papel em dois e me entregou uma das metades.

Segui na direção indicada e rapidamente achei os dois livros, que estavam perto um do outro. Legal, já achei os meus e nem combinei com Syaoran um lugar para gente se encontrar... O jeito é ter que procurá-lo. Pensei triste, a única coisa que eu queria era estar no apartamento, quietinha, deitada no sofá e assistindo televisão.

Comecei a vasculhar cada canto daquela biblioteca atrás dele e nada. Por fim, quando eu consegui avistá-lo, ele estava na outra ponta da biblioteca, a quase cinco estantes de distância, ou seja, um corredor infinito de livros e livros. Quando estava quase chegando perto, percebi que ele estava vindo em minha direção olhando fixamente para o pedaço de papel na mão, foi quando Meiling chegou. Encostei-me no final da estante em que Syaoran estava.

— Olá, Xiao Lang. Perdido por aqui? – Perguntou Meiling já se jogando e pendurando no pescoço de Syaoran.

— Meiling, por favor. – Disse ele enquanto tirava os braços dela de si.

— Ah, então só a Sakura pode ficar assim é? – Ela perguntou maldosa.

— Eu não sei do que você está falando. – Syaoran desviou do assunto enquanto olhava para cima, cada vez mais chegando perto de onde eu estava. Entrei no corredor de livros atrás deles, mas ainda conseguia vê-los. Tomara que eles não percebam que eu estou aqui. Ainda bem que essa parte da biblioteca é mais afastada e menos iluminada.

— Não se faça de sonso, Syaoran. Você sabe muito bem do que eu estou falando. Naquele dia na lanchonete vocês ficaram dançando agarradinhos por um bom tempo. – Fiquei vermelha com o comentário. Ok, ela até pode até estar certa, mas não precisava falar daquela forma! – Além do mais, sua mãe é só elogio à Sakura. Todos da família estão comentando que os anciãos estão cogitando a ideia de solicitar a presença dela lá em Hong Kong para conhecê-la.

— O quê? – Ele olhou assustado para ela.

— Ah, Syaoran. Corta essa! Não adianta fingir que está surpreso. Essa era a sua tática. Fazer com que Sakura conquistasse a tia Yelan, com aquele jeito 'boa moça' dela, para que assim sua mãe ficasse do seu lado na hora de você escolher Sakura como futura Matriarca do Clã.

— Isso é impossível! Os anciãos não permitem casamentos com estrangeiros.

— Para você ver como sua namoradinha impressionou ela.

— Sakura não é minha namorada.

Alguns segundos se passaram e eles ficaram em silêncio. Percebi que eles haviam chegado mais perto de onde eu estava, então resolvi me esconder no final de uma das inúmeras estantes, longe o bastante para não ser vista, mas perto o suficiente para ouvir o que eles estavam falando.

— Quando é que você vai admitir que gosta dela? – Perguntou Meiling.

— Gosto de quem? – Syaoran se fez de desentendido, enquanto folheava um livro.

— É falta de educação responder uma pergunta com outra.

— Não quando não se entende a frase. – A ouvi bufando.

— Quando você vai admitir que gosta da Sakura?

— Eu não gosto dela da forma como você está insinuando. Gosto dela como amiga.

— Sei... Então você não ligaria se soubesse que existe uma fila de caras querendo sair com ela?

— Como? – Ele falou surpreso. Como assim? Uma fila de caras?

— Ciúmes priminho? – Ela alfinetou.

— Eu? Nunca.

— Uhum... Sei... Então os rapazes da engenharia mecânica podem tentar sair com ela?

— Ela já é maior de idade, já responde por si própria. – Ele respondeu ríspido. Então decidi que aquela era a minha deixa.

Andei alguns metros para trás, comecei a cantar baixo uma música qualquer e fui em direção a eles. Quando passei pelo corredor onde eles estavam, eu dei uma guinada e parei.

— Ah! Até que enfim te achei. – Disse enquanto entrava no corredor. Parei ao lado dele e entreguei os livros que havia pegado. – Olá, Meiling. Tudo bom?

— Tudo. – Ela não parecia constrangida. Me lançou um rápido e simples sorriso. – Bom, eu vou indo. – Ela chegou perto e beijou Syaoran no rosto. – Tchau Xiao Lang. Até Kinomoto. – Ela saiu e eu continuei no encalço de Syaoran, esperando que ele achasse tudo o que precisasse.

Alguns minutos depois ele já estava com os 4 livros que queria e com isso nós fomos para a fila dos guichês de empréstimo automático. Questionei como ele pegaria 4 livros se o limite máximo por aluno eram 3 livros. Ele se lembrou desse detalhe e começou a escolher qual livro deixaria de levar. Ele escolheu e me entregou o livro que sobraria.

Quando chegou a vez dele continuei na fila esperando algum outro guichê desocupar. Poucos segundos depois um ficou vago, eu fui até ele e fiz o empréstimo do livro em meu nome. Logo depois que terminei, fui em direção onde Syaoran estava, coloquei o livro junto com os outros e disse um 'de nada' bem implicante. Ele me deu aquele sorriso torto que eu amava e fomos buscar nossas coisas para irmos embora.

— Não sei por que nós viemos a pé... – Comentei a contra gosto.

— Para você deixar de ser preguiçosa. – Disse Syaoran andando ao meu lado. Mostrei a língua para ele e um carro dos bombeiros passou correndo ao nosso lado.

— Nossa! Aonde será o incêndio? – Perguntei preocupada.

— Parece ser naquele alojamento ali. – Indicou Syaoran.

Reparei que já havia várias pessoas observando o trabalho dos bombeiros, foi quando eu vi Meiling no meio da multidão e avisei a Syaoran. Nós fomos em direção a ela, que se encontrava bastante apreensiva.

— O que houve Meiling? – Syaoran perguntou.

— É o meu dormitório.

— Nossa... – Comentei ainda olhando para o prédio a nossa frente. Aparentemente as chamas só estavam nos dois primeiros andares.

— Você mora em qual apartamento?

— No oitavo, Xiao Lang. O fogo não chegou lá, mas aposto que, quando eles controlarem as coisas, não vão nos deixar subir e vão interditar o prédio todo.

— Você tem onde ficar? – Syaoran perguntou.

— Não se preocupe priminho, vou ver se fico com alguma das meninas do meu curso.

— Se quiser, pode ir lá para o apartamento, Tomoyo não chegou da França ainda. – Ela me olhou surpresa.

— Agradeço a oferta, mas não obrigada. – Meiling falou em um tom neutro. Não consegui identificar realmente o que ela queria dizer.

— Você não está em posição de negar ajuda, Meiling.

— Pode deixar que eu me viro, Xiao Lang.

— Bom, de qualquer forma – tentei amenizar o clima –, eu moro no mesmo prédio que o Syaoran, no apartamento 602 do bloco A. – Ela apenas confirmou com a cabeça e voltou a olhar para o prédio em chamas.

Depois disso nós fomos embora. Durante o percurso Syaoran foi reclamando que a prima era muito cabeça dura, que deveria, desde o início, ter ido morar com o Wei, que agora ela não ficaria de favor na casa de ninguém e etc. Homens... Tudo igual...

Chegamos ao nosso prédio e todos por lá já sabiam do ocorrido. Maki-sama tentava controlar a entrada dos alunos que chegavam para ficar por ali enquanto a situação não voltava ao normal. Despedimo-nos e cada um foi para o seu apartamento.

Tomei um bom banho. Até que enfim vou poder descansar. Tomara que Syaoran não invente de sair. Quando estava colocando algumas roupas para lavar, a campainha tocou. Que estranho. Tomoyo tem a chave, não bateria na porta... Syaoran entraria pela janela... Se fosse alguém estranho Maki-sama avisaria... Então quem será? Pensei enquanto abria a porta.

— Meiling!? Que surpresa! Entra. – Ela continuava sem falar nada, a puxei para que entrasse. Ela ficou parada no meio da sala.

— Obrigada, Sakura. – Ela falou tímida, o que me surpreendeu, porqueesse tempo todo que eu a conheço, nunca tinha a visto com vergonha.

— Não há de quê. – Sorri. – Vou te mostrar o quarto, aí você deixa suas coisas lá.

Entramos no quarto e indiquei a minha cama para ela. Ela colocou sua bolsa lá e olhou em volta.

— Vem, vou te mostrar o restante. – Mostrei cada cômodo do pequeno apartamento. Aos poucos ela foi se soltando, fazendo alguns comentários, por fim ela resolveu tomar um banho. Emprestei a ela uma muda de roupa, pois o prédio continuava interditado. Voltei a lavar a roupa.

Quando ela estava no banho resolvi mandar uma mensagem para Syaoran pedindo que ele não aparecesse no apartamento porque Meiling estava lá, mas não adiantou muito. Segundos depois ele respondeu a mensagem dizendo que agora que ele apareceria assim mesmo. Tentei convencê-lo, mas ele não me respondeu mais. Minutos depois ele estava na cozinha indo na minha direção.

— O que você está fazendo aqui? – Disse sussurrando enquanto tentava empurra-lo para a sala.

— Já disse que não iria deixar você sozinha com Meiling. – Ele falou no tom de voz normal. Dei um tapa no braço dele e voltei a empurrá-lo para a janela. – O que deu em você Sakura? – Tampei a boca dele com uma das minhas mãos enquanto olhava na direção do corredor.

— Você está maluco? – Sussurrei com certa raiva. – Se Meiling te pega aqui, ela pode te dedurar para Maki-sama. – Ele me olhou como se eu fosse maluca. Tentou falar alguma coisa, mas minha mão ainda estava tampando a boca dele. Tirei-a de lá, um pouco envergonhada, mas pedi que ele fizesse silêncio.

— Ela não vai fazer isso.

— Quem me garante?

— Eu.

— Não me faça rir, Syaoran. – Tentei empurrá-lo novamente, mas dessa vez ele não se moveu. – Vai Logo. – Disse enquanto o empurrava com toda a minha força. Ele riu. Desequilibrei-me e quase cai, mas ele me segurou. Foi quando escutei a porta do banheiro sendo aberta. Arregalei os olhos e fiquei congelada na mesma posição.

— Xiao Lang? – Ela o chamou e apareceu na entrada da sala. Reparei que ela nos olhava de forma séria. Foi quando percebi que Syaoran estava me segurando ainda por conta do quase tombo, ou seja, parecia que estávamos abraçados. Desvencilhei-me de seus braços e dei um passo de distância.

— Olá, Meiling. – Disse Syaoran tranquilamente sem mover um músculo se quer.

— O que você faz aqui?

— Vim fazer uma visita a vocês. – Disse ele enquanto se dirigia ao sofá e se sentava de modo relaxado, como se fosse de casa. Olhei nervosa para Meiling. Eu não sabia exatamente o que ela faria.

— Você está com fome? – Perguntei a ela.

— Um pouco. – Ela respondeu.

— Eu estou morto de fome! Vamos pedir uma pizza? – Sugeriu Syaoran enquanto ligava a televisão.

— Folgado. – Disse enquanto dava um tapa na cabeça dele. – Quem disse que você vai ficar? Pode voltar para o seu apartamento. – Tentei pegar o controle da mão dele. Ele escondeu o objeto trás de si e me lançou um olhar de desafio. Respirei fundo e fui até a televisão desligando-a. Ele levantou uma das sobrancelhas e, sem sucesso, tentou ligar o aparelho pelo controle.

— Sabe Sakura, você é uma péssima anfitriã. – Syaoran disse enquanto se dirigia a cozinha.

— Ah não! Pode voltar Syaoran. – Fui atrás dele e assim foi o restante da noite. Eu e Syaoran implicando um com o outro e Meiling mais observando do que participando.

...

— Ah, até que enfim! Eu estou morta. – Disse enquanto me jogava na cama e abraçava o travesseiro. Meiling já estava deitada olhando para o teto.

— Você conheceu Xiao Lang período passado, não foi?

— Sim. – Ficamos quietas por um tempo. – Por quê? – Ela demorou a responder.

— Ele age diferente com você.

— Diferente bom ou ruim?

— Bom... Eu acho... – Ela olhou em minha direção. – Ele te trata da mesma forma que trata as irmãs. E isso vindo dele é um milagre, porque com todos ele é sempre frio, irônico e rude. Mas com a mãe, as irmãs e você, não. – Fiquei quieta por um tempo processando a informação. - Ainda está acordada?

— Sim. – Respondi.

— Você gosta dele? – Aquela pergunta me pegou de surpresa.

— Eu... Eu não sei. – Eu sei que isso é meio idiota, mas é o que sinto.

...

— Bom dia. – Saudei Meiling assim que a encontrei na cozinha. Ela havia se levantado antes de mim.

— Bom dia. – Ela nem olhou para mim, continuou mexendo no fogão, destampando panelas e provando coisas.

— Por que não me acordou? Poderia estar te ajudando. – Cocei o olho.

— Não era preciso. – Ouvi a voz de Syaoran e tomei um susto. – Bom dia, nanica. – Fiquei um pouco constrangida por estar de camisola e cruzei os braços. Ele estava na área de serviço esse tempo todo? Idiota!

— Bom dia. – Falei de forma mal-humorada. – O que faz aqui?

— Ele já estava aqui quando eu acordei. – Meiling lavou as mãos e se virou para mim. – Só Kami-Sama sabe o porquê disso. – Ela mexeu os ombros e voltou a vigiar as panelas. Respirei fundo, estreitei os olhos e olhei para ele, e como esperava, aquele sorriso torto e convencido estava lá.

— Sorte sua que hoje é sábado e as aulas só começam segunda. – Ele passou por mim e eu o segui para a sala. – Caso contrário você estaria atrasada.

— O que foi dessa vez? – Perguntei com uma voz mais baixa.

— Nada. – Ele levantou uma almofada, pegou o controle remoto e colocou no lugar. Segurei seu braço, obrigando-o a olhar para mim. – É sério, não é nada. Acordei cedo, como de costume, treinei, fui para casa tomar um banho e vim para cá. – Ele falou como se realmente aquilo não tivesse significado nenhum. Respirei fundo e, por impulso, prendi meu cabelo em um nó. – Acho melhor você ir trocar de roupa, Sakura. – Parei de prender o cabelo e corri para o quarto. Idiota! Idiota! Idiota!

...

Hoje foi de dia de faxina. Sugerido, é claro, por Syaoran. Passamos a manhã e parte da tarde, varrendo, limpando e lavando coisas. Relembrei os quão mandões os Li são, principalmente quando se trata em organizar coisas.

— Quando Tomoyo chega? – Syaoran perguntou assim que terminou de lavar o banheiro.

— Amanhã à noite. – Respondi enquanto terminava de lavar a louça do café da tarde. – E Eriol?

— Por volta das 15h. – Ele seguiu com as coisas de limpeza para a área de serviço. – Vou busca-lo no aeroporto.

— Bem que os dois poderiam chegar em horários próximos, facilitaria a nossa vida. – Terminei com a louça e enxuguei minhas mãos. Ele entrou na cozinha e se sentou em um dos banquinhos que ficava ao lado da geladeira.

— Sim, mas como isso não será possível, pensei em buscarmos Eriol e matar tempo ali por perto. Ir a alguma lanchonete, assistir algum filme, não sei. Só não voltar para casa.

— Acho uma boa ideia. – Sentei no outro banquinho, encostei minha cabeça na parede e fechei os olhos. – Ah, amanhã nós vamos limpar o apartamento de vocês, ok?

— Não há necessidade. – Ele respondeu.

— Você já fez a faxina?

— Não, mas eu tenho o costume de manter as coisas limpas e no lugar. E Eriol tem aquele perfeccionismo irritante. Então está arrumado.

— Que gracinha vocês dois. – Ouvi a voz de Meiling e olhei em sua direção. – Eu lá, terminando de arrumar o quarto e vocês dois aqui, batendo papo. – Ela estava com os braços cruzados e cara de poucos amigos.

— Eu já terminei o meu. – Syaoran se levantou.

— Eu também. – Voltei a fechar os olhos. Estava cansada.

— Mas isso não quer dizer que vamos dormir cedo. – Syaoran cutucou minhas costelas e eu quase caí pelo susto. – Vamos fazer alguma coisa. Sugestões?

— Cama. – Falei de forma arrastada.

— Cinema e depois restaurante. – Meiling pareceu animada com a ideia.

— Dois contra um. Nós vencemos Sakura. Vamos ao cinema e depois comer. – Syaoran decidiu o que faríamos e assim foi feito.

...

— Cadê Eriol? – Perguntei assim que voltei do banheiro. Já era domingo, havíamos pegado Eriol e estávamos em uma pequena cafeteria próximo ao aeroporto, esperando Tomoyo.

Meiling havia conseguido voltar para o alojamento dela no domingo pela manhã. Graças a Kami-Sama tudo correu bem. Esse final de semana junto com ela me fez perceber coisas, como a diferença entre o modo como Syaoran tratava a mim e Tomoyo, com relação à própria prima, por exemplo. Não que ele fosse frio com ela, mas era perceptível que o tratamento era diferente. Bem que Meiling falou.

— Está no telefone. – Ele se mexeu na cadeira e eu prestei mais atenção nele.

— Algum problema?— Perguntei. Ele respirou fundo.

— Você pode dormir lá no apartamento hoje? – Franzi a testa. – Sim, no meu. – Continuei com a expressão confusa. – Eriol quer fazer uma surpresa para Tomoyo. Está tentando entrar em contato com uma floricultura para entregarem as flores por lá.

— Tudo bem. Até aí eu entendi, mas por que eu tenho que dormir lá em cima? – Ele rolou os olhos e finalmente minha ficha caiu. Kami-Sama!

— Pela cor das suas bochechas acho que já descobriu o motivo. – Syaoran riu de mim e eu balancei a cabeça constrangida. – Então, ele vai busca-la no aeroporto e leva-la para jantar enquanto arrumamos tudo.

— Entendi. Acho melhor irmos logo então.

— Deixe-o voltar. Assim saberemos dos detalhes.

...

— Olá, meus amores! – Tomoyo abraçou a todos, deixando Eriol por último propositalmente. – Ai, saudades de vocês! – Ela voltou a me abraçar, apertando meu pescoço em um abraço de urso e eu ri de sua empolgação. – Vamos passar em algum restaurante, pedir comida para viagem e comer no apartamento? Por favor! Estou cansada da viagem. – Ela fez bico.

— Na verdade Sakura combinou comigo de irmos à livraria do shopping aqui perto, procurar uns livros para mim. – Syaoran começou a pôr em prática o plano que arquitetamos. – Vocês podem ir e depois encontramos vocês.

— Sério? – Ela parecia um pouco desanimada com a recente divisão.

— Não se preocupe – tentei amenizar a situação –, vai ser coisa rápida. Já, já nos encontramos. – Ela mexeu os ombros.

— Se vocês dizem. – Eriol pegou o carrinho das mãos dela e começou a guia-la rumo ao estacionamento, sem antes dar uma leve piscadela em nossa direção. Ela entrelaçou seu braço no dele e apoiou sua cabeça em seu ombro.

— Se algum dia eu agir assim, você pode cortar a minha cabeça fora. – Syaoran disse.

— Digo o mesmo. – O imitei, cruzando os braços. Ok, talvez seja ciúme por eu não ter um namorado, mas eu realmente não sabia que ser tão romântico ou meloso era necessário em um relacionamento. — Vamos. – Descruzei os braços e bati as costas da minha mão no abdômen dele. E QUE COISA DURA! KAMI-SAMA!— Antes que eles cheguem ao alojamento antes de nós.

— Sim, senhorita.

...

— Do que você está rindo? – Perguntei. Eriol havia pedido uma quantidade grande de rosas e outras flores, então estávamos fazendo um caminho da sala, passando pelo corredor e seguindo para o quarto, com as pétalas.

— Das suas expressões. – Ouvi a risada de Syaoran e corei mais ainda. Respirei fundo.

— Não sei o que tem de engraçadas nelas. – Fiz muxoxo e ele riu mais ainda.

— Você é muito inocente, Sakura. – Aquele tom de pena e a frase dita, fizeram com que eu ficasse levemente brava.

— O único relacionamento que acompanhei de perto até hoje foi o do meu irmão, e a não ser que eles transassem fora de casa, Kaho nunca dormiu lá em casa ou ele na casa dela.

— Mas aqui não é casa de família Sakura, aqui é uma universidade. E além do mais, eles são namorados, precisam de um tempo só deles.

— Será que dá para terminarmos logo? Tenho que pegar minhas coisas ainda. – Não sei o que deu em mim para cortar o assunto tão bruscamente, mas Syaoran balançou a cabeça concordando e assim fizemos.

...

— E então – eu havia acabado de entrar no apartamento, durante o intervalo do almoço, quando Tomoyo me abordou –, livraria... – Ela levantou uma das sobrancelhas. Sorri sem graça, mas pela expressão de felicidade dela, a noite havia sido boa. Mexi os ombros.

— Amigos são para essas coisas. De nada. – Mostrei a língua para ela e segui para o quarto.

— Obrigada, Sakura-chan. – Ela me deu um abraço de urso.

N/A: Olá pessoas! *-*

Descobrimos alguns boatos que andam rolando no Clã Li, sentimentos começaaaaaando a serem descobertos e surpresas! s2 Sakura ficando encabulada pela situação é ao mesmo tempo fofo e tosco kkkk Porém segundo semestre está aí para novas descobertas kkkk

Ane Whitlock Malfoy : vai pegar fogo... Daqui a pouco Estou preparando o terreno ainda #RisadaMaléfica

Ninha Souma : Leitora nova?! *-* #OhMeuDeus Alguém me belisca! \o/ Sim, eu tentei seguir um pouco, pelo menos estou tentando, da linha de personalidade dos personagens... Acrescentei algumas, porque eles não têm mais 10 anos, mas a essência está ali ainda . Talvez eu seja meio 'à moda antiga' quanto à questão de relacionamentos, mas acho a conquista uma das partes mais gostosinhas kkkk E se colocarmos esses dois teimosos pra fazer isso kkkk Quanto ao Touya AHUSDHAUSH Também espero ansiosamente por esse dia! P.s.: AMEI a review enorme! s2 Ou seja, não odiei kkk Na verdade aceito mais, muito mais! Kkk

P.s.: Mais um capítulo lindamente revisado e atualizado! *-*