Jasmin

Ginevra tinha decidido por decorar seu casamento com jasmins. Aquilo soava ao mesmo tempo esperançoso e irônico: a pureza daquelas pétalas brancas há muito tempo não guardava mais a menor semelhança com a mulher que ela tinha se tornado. Não havia mais nela nada da pureza que deveria estar escondida por debaixo do véu, do vestido virginalmente branco, e no entanto, ele sabia que era a forma dela de pedir perdão, de se fazer novamente pura. Draco sabia que ela jamais tinha sido pura, que seu próprio pai tinha uma dose de culpa nisso. Ao mesmo tempo o cheiro afrodisíaco das flores no ar tinham em sua essência algo do encanto dela, da graça feminina que em cada um de seus movimentos, da sensualidade nata que vinha da forma como ela andava. Mas a pureza, a brancura, a simplicidade, ele sabia, tinha se perdido quando tinham se deixado levar para os braços um do outro.