Capítulo 10 – A Passagem da Dispensa.

Na quinta-feira, Tom não teve muito tempo para procurar os cogumelos, pois seria seu primeiro treino de quadribol do ano. A quantidade que pegou foi pouca e provavelmente não teriam líquen roxo.

Apesar de não ligar para quadribol, tinha que confessar que Scar era um capitão mil vezes melhor do que William McKenzie jamais seria. Não possuía pulso firme e às vezes gaguejava ao falar.

Quando alguém contradizia McKenzie, em vez de mandá-lo calar a boca como Scar faria, falava: "Bem...pode ser...talvez esteja certo".

Tom pensou que a Sonserina tinha que lembrar muito bem das vitórias anteriores, pois com ele não pareciam que iam ter muito sucesso esse ano.

Subiram em suas vassouras e cada um foi para sua posição. Após uns cinco minutos, o artilheiro Patel veio emburrado até Tom.

- Sua namoradinha sangue-ruim está aqui, Riddle.

Tom olhou em direção à arquibancada e viu Coline comendo pipoca e acenando para ele. Com ela estavam mais duas grifinórias que pareciam nem um pouco satisfeitas por estarem assistindo ao treino da Sonserina.

- E daí? – Tom perguntou.

- Ela e suas amiguinhas podem ser espiãs e contar nossas táticas aos grifinórios.

- Que táticas, Patel? Hoje é o nosso primeiro treino e o primeiro jogo é daqui a um mês.

- Mesmo assim...o cheiro de sangue podre me enoja. – ele fez uma careta e Tom puxou a varinha.

- Você quer que sua língua enrole como a do Bones Júnior?

Patel pareceu irritado com a ameaça, mas não ousou dizer mais nada. Resmungou algo como "qual o problema desse garoto?" e se afastou.

No final do treino, Tom foi até Coline que o cumprimentou com um beijo na boca.

- Você estava ótimo, Tom.

- Obrigado. – olhou de Coline para as meninas. – O que fazem aqui?

- Eu queria vir assistir você treinando e elas não quiseram me deixar vir sozinha. – revirou os olhos. – Acham que meu namorado pode me matar. – riu.

- Eu não duvidaria nada... ano passado aquele sonserino não matou a namorada? Que aliás, namorou o Riddle também. – uma das garotas, negra e de cabelos cheios, falou. A outra, branca, cabelos pretos e grandes óculos redondos, concordou.

- Com tantos garotos bonitos e inteligentes na Grifinória, você tinha que escolher um da Sonserina? – sua voz era chorosa.

- Chega, Clarice e Louize. Se não gostam dele, é direito de vocês, mas não falem mal dele na minha frente. Vem, Tom. – Coline o puxou para longe e caminharam pelo gramado. A garota o olhou e soltou uma risadinha.

- O que foi?

- Você fica tão bonito corado por causa do esforço e com os cabelos bagunçados por acabar de sair de uma vassoura. Parece até o do meu irmão. – ela mexeu em seus cabelos.

- Você também está muito bonita. – era verdade. Ela havia se arrumado para encontrá-lo e Tom sempre achara o tom de pele dela, que lembrava chocolate ao leite, bonito. Pensou que não era tão ruim assim namorá-la. Era uma menina muito bela e que em breve lhe daria total acesso a qualquer coisa na Grifinória. Ainda não sabia o que poderia precisar, mas quando precisasse teria Coline.

Tom deu um beijo longo nela. Quando se separaram, ouviu um casal rindo atrás de uma das arquibancadas. Foram ver e Tom encontrou Leah e Alexei com os braços em volta do corpo um do outro e rindo de alguma coisa. Leah o viu e se afastou, mas ainda sorrindo.

- Ah! Oi, Milord.

Tom fechou o semblante e se afastou irritado. Largou Coline e os outros dois para trás e saiu, batendo com o pé tão fortemente na grama, que alguns pedaços se soltavam e prendiam em seu tênis.

Leah o alcançou e perguntou:

- Lord...fiz algo do seu desagrado?

- Não. Volte para seu namorado.

- Mas...

- Vai! – a garota o obedeceu e logo em seguida surgiu Coline.

- Tom...o que foi aquilo? O que deu em você?

- Nada. Me deixe em paz.

- Você está bem?

Irritado, Tom se virou e exclamou:

- Garota, só porque namoramos isso não quer dizer que lhe devo satisfação de cada passo que dou! E pare de ser tão grudenta. Ninguém gosta de uma pessoa assim! Se quiser continuar comigo, é assim que deve ser.

Os olhos de Coline se encheram de lágrimas e suas amigas, que ouviram os gritos, vieram correndo ajudá-la.

- Eu disse, Coly. Eles não prestam. – Clarice a abraçou.

Tom não estava com paciência para aguentar aquilo, então virou as costas e voltou para seu dormitório. Tinha muito o que fazer e mimar namorada chorona não estava na sua lista.


Passou-se um mês sem que algo novo acontecesse. As reuniões na Floresta Proibida continuaram sem nenhuma solução para que chegassem até ela de forma mais rápida; ainda procurava o maldito líquen roxo nos malditos cogumelos sem um maldito resultado sequer; e ele e Coline não se falavam desde o dia em que dera aquele ataque.

Ainda não entendia o que tinha acontecido. Por que ficara tão furioso ao ver Leah com o garoto? Eles eram namorados...isso era normal.

Era a lembrança de Erin.

Havia matado a maldita, mas não a tirara totalmente de seu coração. Será que realmente a amava? Mas o psiquiatra havia dito que era um psicopata. Psicopatas não amam... gostam das coisas de forma possessiva.

Bem, talvez fosse tão obsessivo por Erin que não conseguia esquecê-la. Poderia ser isso.

Mas estranhamente, sentiu falta de Coline nas últimas semanas. O jeito irritante da menina sempre a perturbá-lo quando queria ficar sozinho, as frases melosas e idiotas que adorava dizer para ele...

O que estava acontecendo com o frio Tom? Era isso que se chamava puberdade ou ele simplesmente era humano, apesar de sempre ter pensado o contrário?

Os Comensais perguntaram sobre Coline, já que tinha dito que ela passaria a frequentar o Clube, mas não aparecera e foi aí que Tom lembrou que ela sabia do seu "Clube" secreto e poderia contar sobre isso com alguém. Resolveu que a briga já tinha ido longe demais.

Foi até a entrada para a Torre da Grifinória, em uma tarde de sexta-feira, e parou em frente ao quadro da Mulher Gorda.

- Senha? – ela perguntou, mas Tom não sabia a senha.

- O que está fazendo aqui? – era uma das amigas de Coline, a de óculos e nome Louize.

- Louize...eu quero falar com a Coline.

- Depois do que fez e de ter passado um mês sem pedir desculpas?

- Bem, vim pedir agora.

- Ela merece coisa melhor do que você.

- Talvez mereça, mas o que posso fazer se gosto dela?

- Se gosta dela porque a trata tão mal?

- É o meu jeito...tento mudar, mas é difícil. Eu estou mudando aos poucos e por causa dela... – se fingiu de triste e a olhou nos olhos. – Por favor, chame-a.

A garota pareceu decidir que ele falava a verdade e disse:

- Tudo bem. Vou chamá-la, mas se não tratá-la bem, você terá que se ver com a gente.

Nossa.

Ter que lidar com duas menininhas grifinórias? Tom estava apavorado!

Seus olhos brilharam por alguns segundos com a ameaça, mas voltou a falar tristemente.

- Isso não vai mais acontecer.

Louize disse a senha para a Mulher Gorda e, após entrar, o quadro se fechou atrás dela. Alguns minutos depois Coline apareceu.

- O que quer? – perguntou secamente.

- Quero te pedir desculpas.

Coline riu de forma fria e olhou em volta.

- Percebeu que essa é a segunda vez que você vem aqui para isso?

- Se te procuro tantas vezes é porque gosto de você, ora. – a resposta foi um pouco mais brusca do que pretendia. Rapidamente consertou. – Senti sua falta nesse mês que passou.

- E aquelas coisas que você me disse? Que tenho que seguir as suas regras e parar de ser tão melosa?

- Bem, eu sou um pouco mandão. – falou fingindo estar sem graça. – Esqueça isso. Vamos voltar?

Ficaram em silêncio por um tempo e então ela sorriu.

- Tudo bem. Eu te perdoo. – se beijaram.

Sorrindo, Tom disse:

- Agora tenho que ir estudar. Não conseguia me concentrar. – aquilo pareceu agradar os ouvidos de Coline.

- Ta bom, meu nerd. Estude bastante. Nos vemos depois.

- Nos vemos amanhã, no Clube. – falou em voz baixa. – Não esqueça que não pode falar para ninguém.

- Claro.

Saiu dali satisfeito consigo mesmo. Era um ótimo ator!

Andou em direção à cozinha para pegar algumas coisas com os elfos. Antes que pudesse fazer cócegas na pêra para entrar pela porta, um garoto, lotado de bolinhos nos braços, esbarrou em Tom e o fez cair.

Era Foster, um sonserino do segundo ano e que fazia parte dos Comensais.

- Milord! Sinto muito. – largou os bolinhos no chão e ajudou Tom a se levantar. Pediu desculpas mais umas vinte vezes. Tom tentou se livrar dele, quando o menino o segurou. Olhou para manga que Foster segurava e ele rapidamente a soltou. – Desculpa. – pediu como um disco arranhado. – Milord...queria conversar com você.

- Conversar sobre o que?

Foster olhou em volta para ver se alguém os ouvia e abaixou a voz.

- Descobri uma passagem secreta que leva à Floresta Proibida.

- Mesmo?

- Sim. Venho sempre aqui pegar comida com os elfos e acabei descobrindo, por eles, que existe uma dispensa, aqui perto da cozinha, onde os elfos-domésticos guardam as coisas para fazer comida. Lá tem um galpão, tipo um porão, que leva à Floresta Proibida, porque uma parte da Floresta é bem rica em frutas. Além da horta de Hagrid e das estufas que ficam ali perto com verduras e legumes. É um pouco fora daquele nosso trajeto, mas acho que chegaremos mais rápido do que como estamos fazendo.

- Pode me levar lá?

- Agora não. Como ainda está cedo, os elfos entram e saem da dispensa o tempo todo. Mas se me encontrar aqui na Sala Comunal meia noite, podemos ir. Só teremos que tomar cuidado, pois o dormitório da Lufa-lufa é aqui perto. Só não sei bem onde...eles guardam segredo, mas sempre vêm em direção à cozinha.


Quando deu meia-noite, Tom desceu as escadas em silêncio para que Malfoy ou algum outro ser acordasse. Chegou à Sala Comunal e não viu ninguém. Sentou na poltrona para esperá-lo.

Já era meia-noite e meia e Tom já estava pensando numa tortura bem interessante para Foster quando ouviu o barulho de uma porta se abrindo.

O garotinho apareceu.

- Desculpa a demora. Uns garotos do meu dormitório não queriam dormir!

- Tudo bem. Vamos logo.

Foram para o corredor e desceram as escadas silenciosamente. Alguns quadros abriam os olhos e os observavam curiosos. Outros os mandavam apagar a luz da varinha.

Teriam que continuar usando o feitiço de desilusão, mas pelo menos não precisariam demorar tanto para chegar ao local.

Passaram em frente à entrada da cozinha e viraram à esquerda. Havia duas portas de madeira que se fechavam. Tom sussurrou "alohomora" e elas se abriram com facilidade.

A dispensa era enorme e continha uma grande variedade de comida. Iluminaram o chão e ali viram uma portinha que caberia apenas uma pessoa por vez.

Foster a abriu e entrou. Tom o seguiu. Andaram por um grande túnel que depois de quinze minutos terminou em outra pequena porta, dessa vez no teto e com uma escada para que subissem.

Ao passar por ela, Tom se viu dentro da Floresta Proibida e de fato aquela área era repleta de árvores frutíferas.

- Eu já saí para caçar com meu pai, então sou bom em localização. O lugar onde nos reunimos é a cinco minutos daqui andando naquela direçã cinco minutos daqui andando naquela direçbida utra pequena porta, dessa vez no teto e com uma escada para que , o. – apontou para a direita.

- Então...ao todo são apenas 20 minutos. Economizamos tempo à beça.

Foster concordou com a cabeça. Tom se virou e sorriu para ele.

- Muito bem, Foster. Não esquecerei disso. Você foi de grande utilidade.

O garoto sorriu, cheio de orgulho.


Oi, gente! Desculpa ter sumido por duas semanas. Na primeira semana do meu sumiço, a nota já estava quase pronta e eu ia postar quando meu pc travou e reiniciou sozinho T_T Aí fiquei com raiva e como estava tarde, resolvi desligar e ir dormir. Na outra semana foi o casamento da minha prima e no dia seguinte dia dos pais...então meu fim de semana foi cheio. Foi mal, meu povo.

Mas agora, eis que estou aqui e estou MUITO preocupada porque a fic 5 ta atrasada... vou acabar de postar essa e é capaz de não ter terminado a outra.

Bem, não vou me prolongar muito. Vai que o pc resolve reiniciar de novo? (ele tá uma merda. Preciso de um novo urgentemente)

Vamos logo aos reviews:

Neuzimar - Concordo totalmente com você! Tendo banheiro, comida e água...poderiam me esquecer numa livraria sem nenhum problema!
Também aprecio pessoas inteligentes. Beleza e muitas outras coisas não importam se a pessoa é inteligente.
E o Tom tem que ser um ótimo estrategista, né? Afinal, um dia conquistará o mundo bruxo (vai ser derrotado, mas isso são detalhes rs)

MarjorieLouize - Pode deixar! Eu usei só nome Louize tá?
Amo mesmo. É divertido, mas às vezes me sinto mal rs acho que eu entro demais nos personagens.
Machucou o pé como?
Eu também achei a cena meio fraca em comparação com a descrição do livro, mas até que gostei... só achei o último episódio um lixo! Foi muita encheção de linguiça e aquele final da Dany foi muito idiota...sei lá, meio exagerado e clichê. Eu não gosto muito dela. Passei a respeitá-la mais quando ela queimou todo mundo com os dragões, mas depois ela ficou chata de novo. Fica com essa mania de Castro Alves, Pai dos Escravos, em vez de ir logo pra Westeros e tomar o que é dela por direito. Coisa irritante.

Vitoria - Também adoro *.* vai ser muito triste escrever a parte em que ele é expulso...
Olha, sinto te desiludir, mas o Joffrey não gosta da Sansa. Ele não gosta de ninguém. Ele é pura maldade u.u e não, eles não se casam (pra sorte da Sansa)
Ah...os dothraki são meio que selvagens das antigas. Onde cada um tem seu lugar. E o das mulheres é obedecer aos guerreiros u.u mas o Khal Drogo é muito lindo e fofo.
Olha! Não lembrava dessa fala! Muito boa mesmo. Essa série é muito boa!
Tem três personagens que eu gosto muito: o Caçador, o Chapeleiro Maluco e, é claro, o mais lindo dos lindos: o Capitão Gancho.
A personagem feminina que mais gosto é a Emma mesmo. E o Henry é um fofo. Quero ter um filho que nem ele rs.
Ah! Gosto também da Bela. Adoro a atriz e a personagem.

Bem, é isso. Beijos e, mais uma vez, desculpem pelo atrasado.