CAPITULO 11: Perceba que te amo

Tudo parecia acontecer em câmera lenta. Enquanto Snape inconsciente não via Agatha ajudar a ruiva, um patrono em forma de um falcão saiu voando em direção a diretoria.

Quando Lilian estava ainda suja de sangue na Ala hospitalar, desacordada numa cama enquanto Madame Pomfrey lhe aplicava várias poções e fazia vários feitiços com a ajuda de Dumbledore, Tiago juntamente com os marotos, Mila, Frank e até mesmo Alice vieram correndo.

- CADÊ ELA? – gritava Tiago desesperado enquanto Sirius tentava segurá-lo.

- Silêncio! Isso aqui é uma enfermaria! – mandou Madame Pomfrey

- E ESSA É A MULHER DA MINHA VIDA. – berrou Tiago empurrando a enfermeira

Assim que viu Lilian na cama, suja de sangue e mais pálida que a neve Tiago desabou na cadeira e em estado de choque permaneceu até que Dumbledore lhe aplicou uma poção calmante e o fez dormir.

Somente quando Tiago dormiu que os outros olharam para um canto da enfermaria no qual havia uma Sonserina, de cabelos negros, olhos mel e a pele branca coberta de sangue. Seu olhar estava fixo, porém perdido e desses olhos lágrimas não paravam de descer.

Mila e Alice se aproximaram e sem pedir licença ou esperar reação abraçaram a menina.

- Obrigada. – disse Mila chorando

- Não tem nada do que me agradecer. Ela ainda pode morrer. – falou Agatha num fio de voz

- Você a salvou. – disse Alice

- Ainda não. – murmurou Agatha abaixando a cabeça – Ela pode ainda...

- Não pense isso! – repreendeu Mila

- Professor. – chamou Agatha

- Não. Não será necessário fazer isso Agatha. – disse Dumbledore sem se virar

- Estou disposta Dumbledore. – falou Agatha

- Disposta a que? – perguntou Sirius

- A dar a minha vida pela Lilian. – respondeu Agatha friamente

- O que? – disseram todos

- A Agatha é capaz de realizar uma magia na qual ela troca a vida dela pela de alguém. – explicou Dumbledore – Mas já disse que não será preciso.

- A ruiva vai melhorar. – falou Sirius

- Se não melhorar eu já fiz a minha escolha. Não tem como me impedir. – disse ela sem olhar as pessoas.

Frank e Remo se aproximaram da menina dando-lhe apoio também. Sirius ia se aproximando aos poucos enquanto Rabicho matinha os olhos vidrados em Lilian.

Sirius parou de frente para Agatha e quando ela levantou a cabeça para encará-lo, Dumbledore falou.

- Acho melhor você ir Agatha.

- Olha o estado dela! Ela não pode sair desse jeito. – protestou Sirius

- Algumas pessoas não podem ter sentimentos, mas apenas por falta de escolha. – disse Agatha se levantando e saindo sem ao menos olhar para alguém ou até mesmo para Lilian.

Sirius ficou com o olhando a menina sumir.

- Vocês todos precisam ir. – disse Dumbledore

- O senhor já avisou aos aurores o que o Snape fez? – perguntou Alice

- Não posso. Se disser que foi o Snape terei que colocar Agatha em evidencia. E isso não está nos planos. – respondeu o diretor

- Enquanto isso ele vai ficar fora, livre e pronto para tentar contra a vida da ruiva de novo? – perguntou Sirius

- Ele tentará contra a vida de todos. – murmurou Mila

- A Lilian foi só a primeira. – completou Remo

- Vocês ainda podem desistir. – avisou Dumbledore

- É claro que não. Estamos juntos até o fim. – disse Sirius

- Fico feliz. O treinamento de vocês se intensificará após as férias de natal. – falou Dumbledore

- Mais detalhes só mais tarde. Agora precisam ir. – disse Madame Pomfrey

- Por favor...

- Não poderão fazer nada por ela. É melhor irem descansar. – falou a enfermeira

- Dumbledore – chamou Sirius e o diretor o olhou curioso – Não vai deixar ela fazer isso não é?

- Mudou tão rápido de opinião? – perguntou Dumbledore

- Só me prometa que não permitirá. – pediu Sirius encarando-o seriamente

- Prometo que eu não permitirei, embora ela não precise da minha permissão e a Lilian vá melhorar. – respondeu o diretor

Ambos saíram em silencio. Ninguém ousava falar alguma coisa, apenas quando chegaram ao Salão Comunal precisaram falar.

- Eu vi a Agatha suja de sangue indo para o Salão da Sonserina. O que houve? – perguntou Manu assim que eles chegaram

- O Snape atacou a Lily. – falou Mila indo chorar (falsamente) nos braços da loira

- Ele o que? – perguntou Manu

- Atacou ela com uma magia negra. Não sabemos bem qual. – respondeu Remo

- Então a Agatha a salvou? – perguntou Manu traiçoeiramente

- Não. Snape foi Estuporado pelo Frank, para ajudar aquele ranhoso a sair, aquela cobra acabou tendo que chegar perto da Lilian que jorrava sangue. – respondeu Sirius

- Traidora. – esbravejou Manu

- Dumbledore a partir de hoje não marcará mais reuniões importante que ela esteja presente. – mentiu Remo

- Dumbledore é realmente um gênio. – falou Manu

Mila levantou-se com a falsidade e sarcasmo que foi dito, mas Remo a segurou pela mão.

- Mila, preciso falar com você. – disse Remo

- Claro. – respondeu a menina sendo guiada para fora da sala comunal

- Eu vou comer. – falou Pedro

Sirius estava deitado num sofá com o olhar perdido quando sentiu um corpo sobre o seu.

- Ela vai ficar bem não é? – perguntou Manu enquanto chegava perigosamente perto do pescoço do maroto.

- Espero que sim. – respondeu Sirius sentindo uma pequena onda de repulsa correr pelo corpo.

Manu então se deitou por completo em cima de Sirius e apoiou a cabeça no ombro do maroto.

- Cansei de brincar Sirius. – disse ela se aproximando da boca do maroto.

Sirius pareceu pensar por um minuto, mas quando viu que a menina lhe olhava com um que de interrogação trocou de lugar com ela e ficando em cima dela a beijou profundamente.

"Sou o maior galinha de Hogwarts, não posso esquecer isso" – pensou ele

...

Remo e Mila caminharam até uma sala vazia, sem perceber que ainda estavam de mãos dadas. Quando deram em si, largaram-se rapidamente envergonhados.

- Obrigada por ter me tirado de lá. Não agüentaria mais tempo perto daquela sínica. – disse Mila

- Eu te conheço Mila. E concordo com você. É muito difícil ficar perto de tanta hipocrisia. – falou Remo

Mila acenou com a cabeça concordando, mas ficou quieta durante muito tempo.

- Mirella Danes quieta? – perguntou ele

- Sei que você não está bem Remo. Não precisa tentar conversar comigo só para me deixar melhor – respondeu Mila indo em direção à janela.

Remo olhou a menina confuso. Como ela poderia abrir mão de desabafar só porque ele está estressado? Ele começou a andar na direção onde Mila se encontrava indefesa, temerosa, triste. Mostrando ser mais delicada do que realmente era. Algo dentro dele o mandava parar de se aproximar, mas seu corpo pedia o calor do corpo dela, como se fosse a cura para o seu mal.

Take time to realize

That your warmth is

Crashing down on me

Leva tempo para perceber

Que seu calor está

Caindo sobre mim

Ele colocou a mão no ombro da menina, mas para sua surpresa ela não se virou. Apenas suspirou pesadamente e sentiu um arrepio percorrer seu corpo.

That I am on your side

Well didn't I, didn't I tell you

But I can't spell it out for you

Leva tempo para perceber

Que eu estou ao seu lado

Bem, eu não, eu não te disse?

Mas eu não posso soletrar para você

Remo mais uma vez havia perdido o seu controle perto de Mila. Naquele momento nada pareceu importar a ele, apenas sentir Mila, tê-la em seus braços, protegê se quisesse que ela soubesse que ele a amava, embora não pudesse ficar com ela.

No it's never gonna be that simple

No I can't spell it out for you

Não, nunca será simples assim

Não, eu não posso soletrar para você

- Acha justo me torturar assim? – perguntou Mila segurando as lágrimas

- Não posso te dizer tudo o que sinto. – respondeu Remo

If you just realize

What I just realized

That we'd be perfect for each other

And we'll never find another

Se você percebesse

O que eu acabei de perceber

Que nós somos perfeitos um para o outro

E nós nunca encontraremos outra pessoa

- Mas podemos perceber tudo o que nos envolve. – disse Remo beijando o pescoço dela.

- Pra que brincar comigo Remo? – questionou Mila se virando pra ele

- Não é brincadeira Mila, sabe disso. – respondeu Remo encarando-a

- Porém você ainda quer que eu acredite que preciso encontrar alguém, mesmo não sendo possível? – falou Mila

- É. – disse ele

- Pois bem Remo John Lupin, se é assim que você quer... – falou Mila indo em direção a porta

- Aonde você vai? – perguntou Remo

- Tentar achar uma pessoa que não se menospreze ou que pelo menos não espere a vida passar na frente de seus olhos e não faz nada. – respondeu Mila

Mila olhou Remo por mais uma vez, na esperança de que ele fizesse algo, mas ele permaneceu parado, de cabeça baixa. Então deixando finalmente as lágrimas que estavam presas por tanto tempo saírem.

Just realize

What I just realized

We'd never have to wonder

If we missed out on each other, now

Apenas perceba

O que eu acabei de perceber

Nós nunca teríamos que nos perguntar

Se nós perdemos nossa chance, agora

Não tinha mais motivos para Mila olhar para trás, muito menos Remo de olhar para frente. Havia sido definitivo para ambos. Tinham escolhido pelo caminho mais fácil. Abdicar um sentimento por medo de tentar.

Quando Mila chegou na Sala comunal da Grifinória viu uma cena que ela não esperava. Sirius e Manu estavam aos beijos no sofá. (tipo não dá pra saber quem é o que?). Ela não conteve o som de espanto, mas logo ficou quieta. Porém os dois ouviram e se afastaram ofegantes.

Mila olhou para Sirius sem entender muito bem o que ele estava fazendo, mas como havia chorado resolveu subir antes que Manu resolvesse perguntá-la sobre algo. Sirius por sua vez se levantou quando Manu investiu para ele novamente.

- Preciso ver o Remo agora. – falou ele

- Por quê? – perguntou Manu

- Se você não percebeu a Mila estava chorando. Devem ter brigado. E hoje é véspera de lua cheia. Ele fica muito estranho. – respondeu Sirius grossamente. – Depois a gente conversa melhor. – falou ele mais brandamente beijando a menina rapidamente

Manu ficou vendo o maroto sair pelo buraco do retrato da Mulher Gorda.

- Idiota. Por via das dúvidas será bom eu ter você em minhas mãos. Galinha do jeito que é, será mais fácil do que parece. – murmurou Manu para si mesma antes de subir até o dormitório.

Assim que saiu o Sirius abriu o Mapa dos Marotos. Ele não foi procurar Remo. Poderia, mas resolveu deixar o amigo sozinho um tempo. Pensou em ir até a enfermaria, mas quando olhou no mapa viu que o ponto de Tiago estava próximo demais ao ponto de Lilian. Presumiu que o amigo teria acordado e resolveu não atrapalhá-lo. Sentiu-se então sozinho, sem ter ninguém para conversar. Até que sentiu alguém atrás de si.

Quando olhou no Mapa já puxando a varinha se surpreendeu.

- Noite difícil não? – perguntou Dumbledore se aproximando com o que parecia ser um roupão se não fosse pela cor roxa berrante e os planetas espalhados pelo tecido.

- Bastante. – respondeu Sirius, mas seus olhos não estavam observando o roupão do diretor.

Uma jovem com uma longa trança negra caindo por cima de um roupão verde esmeralda estava parada de braços dado com o diretor. Os dois se encararam por um momento.

- Venha conosco. Vamos tomar um chocolate quente no meu escritório. – disse Dumbledore

- Tem noticias da Lily? – perguntou Sirius

- Ela ainda não acordou, mas está melhorando. O Tiago acordou, porém mostrou bastante motivação em querer se vingar de mim caso eu tentasse lhe dar mais uma poção do sono. – respondeu Dumbledore sorrindo

Sirius deu um sorriso fraco e cansado.

- Vamos meu caro. Só não espera que eu lhe dê o braço também? – brincou Dumbledore

Sirius sacudiu a cabeça negativamente a os três foram caminhando até o escritório do diretor.

...

Quando Sirius e Agatha chegaram ao escritório do diretor sentaram-se enquanto eram servidos pelo próprio Dumbledore. A menina parecia indefesa, mesmo com o seu costumeiro olhar frio e distante. Sirius não pode deixar de ficar hipnotizado por um beleza tão angelical.

- Conversei com Madame Pomfrey, não precisam ficar assim. Lilian vai viver. – falou o diretor tirando o maroto de seus desvaneios.

- Sobreviveria de um jeito ou de outro. – disse Agatha enquanto tomava um gole do chocolate

- Não percebeu ainda que não iríamos permitir isso? – perguntou Sirius

- Ainda não percebeu que eu faria isso com ou sem a sua permissão? – rebateu Agatha friamente

- Por que você tem que ser sempre tão fria assim? – questionou o maroto

- Criação.

- Você já deve ter conhecido a minha adorável mãe, e sabendo como ela é isso não é desculpa. – protestou Sirius

- Você pode traçar o seu futuro. Eu não. – disse Agatha desviando o olhar

- Você é livre!

- Sou uma condenada! – falou Agatha alterada

- Que crime você cometeu afinal?

- Nasci. –disse ela voltando ao seu tom normal

- Posso aconselhar uma coisa? Vamos mudar de assunto. Um dia você saberá de toda a verdade sobre a Agatha, Sirius. Na hora certa. – falou Dumbledore calmamente

- Preciso lhe falar uma coisa muito séria – disse ele

- Fale

Sirius relatou todo o acontecido, e no fim Dumbledore pareceu pensar por um momento.

- Seria muito bom se continuassem assim. – falou o diretor

- Continuar ficando com ela? – perguntou Sirius espantado

- Sua fama te persegue Sirius. Se recusá-la, na certa irá desconfiar. – respondeu Dumbledore

- E se eu tiver apaixonado por outra? Quem sabe assim...

- Pensei que Sirius Black não se apaixonasse. – brincou Dumbledore

- E não se apaixona! Mas para ela eu poderia até estar casado!

- Casado? – repetiu Agatha ironicamente

- Com sete filhos e a mulher esperando mais um. – falou Sirius ignorando Agatha

- Difícil saber quem é a lebre da situação. – ironizou Agatha

- Mas ela...

- Vai me dizer que não quer? Ela é bonita, deve beijar bem e ser o tipo de garota que você gosta. – falou Agatha

- E que tipo de garota eu gosto?

- Das oferecidas que se entregam no primeiro olhar.

- Há pessoas que se entregam com um olhar e não são oferecidas. – disse ele

Agatha o encarou por um segundo, mesmo não querendo, ambos se entregaram naquele segundo

- Você vai saber o que fazer Sirius. – falou Dumbledore tentando evitar uma discurssão mais séria entre eles.

- Preciso ir. – disse Agatha – Obrigada Dumbledore.

- Boa noite – desejou ele

- Boa noite. – gritou Sirius

- Tenha pesadelos com a Emanuelle senhor Black. – falou Agatha saindo

Assim que a Sonserina saiu, Sirius também se retirou. Mesmo que estivesse bufando de raiva precisava tentar descansar. Mas em compensação sua mente estava uma bagunça.

negrito Sirius maroto, itálico Sirius maroto confuso. Afinal Sirius Black não tem uma parte decente.

Ser ou não ser. Eis a questão.

Tá fazendo esse drama todo por quê? Pelo menos ela não é a Murta

Muito animador.

Qual é! Você é SIRIUS BLACK, o irresistível, o conquistador, o incomparável.

E ela é uma comensal suja e nojenta

Aproveita o momento. Ela é muito gos....

Ela vai querer que eu aproveite a vida só com ela

Quantas já quiseram a mesma coisa e você enrolou?

Mas tem a Agatha

O que a Lestrange tem a ver com isso?

Quem falou em Lestrange aqui?

Você teu cachorro burro;

Ouviu errado

Ah claro, Agatha é diferente de AGATHA LESTRANGE

Esquece isso! Devo ter pensando rápido, ela é uma insuportável. Não sei pra que tanto alvoroço

Talvez porque ela seja uma SONSERINA, irmã de um dos maiores admiradores do maluco de cobra, cunhada da sua amada prima e algo muito valioso para Voldemort.

E talvez porque ela tenha salvado a Lily, avisado a Dumbledore sobre a Manu, dito para ele quando e aonde serão os ataques....

Xingou e agora defende?!

Você está me confundindo

Está parecendo o Remo falando. Acorda MAROTO, você nasceu pra confundir.

E você nasceu pra me perturbar quando o Pontas não está

Faço o melhor que posso

Então está bem. Vou levar esse caso com a Manu adiante, mas vai ser do jeito Sirius Black de ser

Isso quer dizer que ainda teremos as mulheres que quisermos aos nossos pés.

Isso quer dizer que preciso ir dormir. Amanhã todos vamos ficar na enfermaria esperando a ruiva melhorar e ainda por cima temos noite de lua cheia com o Remo

Essas partes eu prefiro não comentar

Se eu demorei sorry! Aproveitem o cap, pq eu AMEI!Continuem lendo a fic.

BJS