Sasuke entrou no salão principal do palácio, onde o casamento seria realizado. Todos ali presentes, cerca de duzentos convidados o saudaram com uma reverência.

Com suas expressões frias de sempre, parou na frente do altar budista ao lado do monge.

_Estou tão nervosa. –dizia a si mesma.

_Ei, Sakura.

_Tsunade-sama?

_Estarei ao fundo te vendo.

_Arigatô. –era bom saber que a loira estaria lá, ela fora sem dúvidas à pessoa que mais lhe apoiara nos últimos tempos, como uma segunda mãe.

Então respirou fundo pensando se aquela era mesmo a escolha certa á fazer, lembrou-se da mãe e por mais que doesse, da irmã, era o melhor a se fazer mesmo.

Adentrou o lugar caminhando lentamente, seu olhar baixo depois o subiu, sendo surpreendida por todos que a olhavam admirados, outros sorrindo simpaticamente, alguns olhavam maliciosamente ou simplesmente fecharam a cara.

Sua mãe chorava e Mikoto também, ela queria muito aquele casamento. Ino tinha um sorrisinho sarcástico nos lábios e Itachi um sorriso reconfortante e a face serena.

Pairando seu olhar mais á diante o viu parado no altar lhe esperando, sua beleza magnífica de sempre, o costumeiro olhar distante e superior.

Estendeu-lhe a mão que ela segurou gentilmente. Pararam diante do monge para começar a ouvir suas sábias palavras, enquanto a família dos noivos: Mikoto e Itachi, Ino e Kurenai olhavam uns para os outros como era a tradição.

Shikamaru levou as alianças até Sasuke que pegou a menor, que pertencera à mãe, e colocou delicadamente na pequena mão de Sakura. Ela repetiu o processo com ele, colocando a mais larga em sua máscula mão.

Em seguida oraram aos deuses diante á escultura de Buda.

Após as orações, os noivos foram direcionados a uma mesa pequena onde se sentaram e foram servidos de sakê, olhando um nos olhos do outro, beberam e colocaram os copos em cima da mesa no mesmo momento, ouviram-se murmúrios dos convidados: pelo menos nenhum morreria antes do outro.

Agora oficialmente casados, partiram para a troca de trajes enquanto na falta do pai do noivo e contradizendo os costumes Mikoto iniciava a recepção.

Sakura voltou trajando um quimono vermelho, com uma maquiagem um pouco mais pesada marcando mais os olhos e deixando os lábios mais avermelhados, os cabelos agora estavam quase soltos ainda com enfeites em ouro. O Uchiha mudou para o quimono preto.

Quando caminhavam para a mesa do banquete foram surpreendidos por um grito:

_Sakura-san! –e uma figura de quimono verde pulou á sua frente. _Sakura-san, onegai não faça isso, não acabe com a fonte de juventude do meu coração se casando com outro. –seus olhos eram pidões.

_Chegou tarde de mais, baka! –um dos convidados gritou.

_Lee? –Sakura perguntou surpresa. Sasuke apenas observava pronto para dar a pena de morte aquele sobrancelhudo atrevido.

_Homens. –o Imperador chamou.

_Espere. –disse ao marido. _Lee, não convém mais ficar aqui, por que não vai pra casa antes que algo lhe aconteça? –sugeriu gentilmente.

_Não posso! Seria como arrancar meu coração e abandoná-lo. –Lee continuava cheio de paixão.

Sem paciência Sasuke bufou e os guardas não tiveram outra saída a não ser segurar o intruso esperando uma ordem do Imperador.

Sakura olhou para ele, que com uma expressão cansada ordenou:

_Prendam-no no calabouço até que se acalme depois o soltem bem longe daqui.

E assim os homens obedeceram. Sakura foi de encontro a Sasuke e agradeceu:

_Arigatô, por não matá-lo.

_Parece que você tem vários admiradores. –disse sem dar atenção ao agradecimento da esposa.

Depois do fim do escândalo e com o casal Imperial sentado á parte mais elevada da mesa, o banquete foi servido.

Alguns convidados iam até a frente deles e os reverenciava. Um loiro acompanhado de uma ruiva foram os primeiros seguidos de um outro loiro bem sorridente.

_Este é Namikaze Minato, dono de um dos principais feudos, sua mulher Kushina e aquele é o filho baka deles Naruto. –apresentou discretamente á rosada.

Mais três pessoas se apresentaram, aqueles Sakura já conhecia eram Hiashi, Neji e Hinata Hyuga.

Um homem sozinho apareceu dessa vez, tinha cabelos prateados, mas não dava para saber se era velho, uma máscara lhe cobria quase todo o rosto deixando apenas um olho á mostra, ele se curvou e mesmo não mostrando todo o rosto Sakura ficou sem graça com a maneira como ele lhe olhava, parecia estar vendo um fantasma do passado.

_Esse é Hatake Kakashi, senhor feudal.

Outras pessoas de menos importância vieram, a maioria Sasuke desconhecia.

Mais tarde foi a hora de cortar o bolo, Sakura segurando a mão de Sasuke que com a faca na mão partiu a primeira fatia.

Muitos convidados já estavam bêbados quando o brinde aos noivos foi feito, Naruto como sempre falou de mais irritando o Uchiha.

Após mais uma troca de roupas, dessa vez trajes ocidentais e com um guarda-sol significando que são amantes, os noivos reapareceram.

Deram uma volta pelo Reino para que as pessoas celebrassem o mais novo casal Imperial se encantando com a beleza da Imperatriz. Ao voltarem Sakura entregou um buque de flores á Mikoto e Sasuke á Kurenai, dando fim as tradições e as celebrações daquele dia.

_ADEUS TEME! Bela noiva você conseguiu hein? –berrava o loiro escandaloso.

_Espero que esse adeus seja pra sempre dobe. –respondeu o Uchiha seco.

_Ah, quer se mostrar machão para a sua mulher né? Pode confessar que não vive sem mim, aliás, Sakura eu e o teme somos melhores amigos! –disse abraçando, ou melhor, o sufocando.

Ela se perguntava como alguém como Sasuke poderia ter um amigo daquele jeito tão... oposto quando foi surpreendida por uma fina voz:

_Parabéns Sakura foi lindo. –parabenizou Hinata.

_Menos o escândalo daquele esquisito sobrancelhudo. –dizia Temari, sua guarda-costas mal humorada.

_Adeus querida, por favor vá nos visitar. –despediu-se emocionada Kurenai.

_Felicidades irmãzinha, qualquer dia venho eu mesma te fazer uma visita, pois sei que irá sumir agora que se tornou a Imperatriz. –falou Ino.

_Claro que não Ino, irei sim mamãe. Obrigada por virem meninas. –falando com Hinata e Temari.

E assim Sakura foi levada a uma suíte para que pudesse se arrumar para a lua de mel.

_Tenho mesmo que fazer isso Tsunade? –perguntou com cara de nojo.

_Foram essas as ordens de Sasuke e bem, sabes como ele é. Por mais estranho que pareça, é algo normal entre marido e mulher. –disse com um sorrisinho fraco tentando acalmá-la.

_Sei não...

Sakura dessa vez entraria no verdadeiro quarto do Uchiha vestindo uma camisola preta coberta por um yukata da mesma cor. Os cabelos soltos e o perfume leve.

Batendo na porta levemente abriu-a devagar e entrou.

Lá estava ele apenas com uma calça preta em um tecido delicado, as feições perfeitas iluminadas apenas pelas luzes de algumas velas e um pouco da luz do luar que invadia o quarto por uma janela.

_Você demorou. –falou sem olhá-la enquanto se sentava no canto da cama.

Ela estava parada ainda na porta já fechada, quando ele fez um sinal com a mão para que viesse até ele. A rosada obedeceu, não era a primeira vez que se deitaria com Sasuke, mas nessa em especial estava muito nervosa.

Ficou diante dele que tirou o yukata devagar, depois a sentou entre suas pernas e puxou-a para um beijo cheio de luxúria.

Segurando seus cabelos para trás para que pudesse ter seu pescoço livre para seus beijos e mordicadas. Ele mesmo desceu as alças de sua camisola, fazendo que seu colo ficasse á mostra para que pudesse apreciar e tocar seus seios.

_Agora me mostre o que Tsunade lhe ensinou. –sussurrou em seu ouvido e pôde perceber que ele se divertira com aquilo.

Sakura levantou-se tirando totalmente sua camisola e a calça e a cueca box preta do Uchiha, preferindo não olhar em seu rosto que provavelmente estaria estampado com aquele sorriso sarcástico que só ele sabia dar.

Agachou-se entre as pernas dele primeiro massageando depois lambendo e chupando seu membro, ouvia os roucos gemidos masculinos enquanto segurava seus cabelos. Não demorou muito e ele gozou.

Ela se ergueu enquanto Sasuke se deitou e puxou-a junto a ajeitando sobre ele, então ela compreendeu o que ele queria. Sentou-se sobre ele e com a ajuda do Uchiha com uma mão de cada lado de seus quadris começou com movimentos de sobe e desce.

Pouco depois ele rolou invertendo as posições, com as coxas dela envolvendo sua cintura, penetrou-lhe com vontade até que os dois chegaram ao seu limite.

Deitou-se ao lado dela ofegante, mas logo depois adormeceu envolvido pelos delicados braços femininos.