Nota da Autora: Oi! Espero que gostem. E obrigada por terem comentado o capítulo anterior. Bjs :D
S.L.
Capitulo 11
A Crise de Choro de Hermione
Severus estava exausto. Hermione só estava grávida de seis meses, mas o estava matando com seus desejos. Dessa vez, tinha sido acordado às quatro da manhã, para comprar figos com queijo. "Onde é que irei arranjar figos com queijo?" – Pensou Severus, em choque, enquanto se vestia. Fechou a porta do quarto, devagar e desceu as escadas. Se dirigiu para a cozinha e pegou em uma garrafa de água, pois sabia que sua procura ia ser longa. Estava quase aparatando, quando Penny apareceu na porta e lhe perguntou:
-Algum problema, Senhor Snape? – Severus respirou fundo e puxou uma cadeira, se sentando de seguida. Olhou para a elfa, que o olhava com curiosidade e respondeu:
-Hermione quer figos com queijo. Onde irei arranjar figos com queijo às quatro da manhã?
-Eu sei. – Disse Penny, se dirigindo de imediato para um armário e retirou de lá meia dúzia de figos. De seguida, os lavou e os cortou ao meio. Pegou em uma frigideira antiaderente, ligou o lume e a colocou em cima do fogo. Adicionou açúcar á frigideira e juntou os figos com a parte cortada virada para baixo. Olhou para Snape, que a fitava espantado, e disse:
-A Senhora Snape me ensinou a fazer essa receita no ano passado. Ela me contou que, quando era criança, amava essa comida. – Snape acenou afirmativamente e ficou á espera que os figos ficassem prontos. Penny deixou os figos caramelizarem e ficarem com uma cor dourada. De seguida, retirou os figos da frigideira e os colocou em um prato. Se dirigiu para a geladeira e retirou o queijo. Cobriu cada meio figo com queijo e esperou que, com o calor, o queijo derretesse.
Penny viu que Snape tinha umas olheiras profundas, mas nada disse. Se sentou a seu lado e começou a falar do que tinha lido no Pasquim. Snape a escutava com atenção. Por fim, ela perguntou:
-Acha que esses animais que tanto eles falam, existem mesmo? – Severus negou com a cabeça, convictamente e respondeu:
-Duvido, Penny. Nenhum livro, nem uma pesquisa falam sobre esses animais que os Lovegood tanto referem. – Penny olhou para o prato e viu que o queijo já tinha derretido. Se levantou, com Snape a imitando, e foi buscar o prato. Lhe entregando, disse:
-Veja lá se dorme um pouco. Está com uma cara terrível. A ultima vez que o vi assim foi quando fazia o papel de espião para Dumbledore. – Snape pegou no prato e nada disse. Sempre que se lembrava de Dumbledore, ficava triste e cheio de raiva. Não perdoava o diretor por o ter mandado matar. Mas também não se perdoava por ter aceitado essa insanidade, embora falasse sempre com seu quadro.
Subiu as escadas e entrou para o quarto. Como sempre, Hermione estava dormindo. Revirou os olhos e se aproximou dela, a abanando.
-Hermione, querida. – Disse calmamente – Aqui está o que você pediu.
Hermione acordou e olhou para o prato. Beijou o marido no rosto e pegou no prato, começando a comer. A expressão de êxtase de Hermione era o suficiente para que Severus ficasse mais descansado. Ele, no casamento tinha prometido fazer Hermione feliz, para sempre. E tentava, a todo o custo, cumprir sua promessa, embora fosse difícil. Quando Hermione terminou de comer, lhe entregou o prato e disse:
-Obrigada. – E se deitou, adormecendo de seguida. Severus pousou o prato no criado mudo e pensou, enquanto retirava a roupa com um feitiço: "Essa mulher me vai matar de cansaço mesmo antes do bebê nascer. " – Vestiu o pijama e se deitou ao lado de Hermione, adormecendo de imediato.
OoOoO
Severus abriu os olhos e piscou várias vezes, sob a claridade que invadia o quarto. Se virou e olhou para o relógio, que estava em cima do criado mudo, e viu que eram sete e meia da manhã. Se levantou de imediato e pensou: "Droga, estou atrasado!". Se dirigiu para o banheiro e começou a fazer a barba. De seguida foi tomar banho. Quando saiu do banheiro, se vestiu rapidamente e desceu as escadas. Penny já tinha feito seu café da manhã.
-Bom dia, senhor Snape. – Disse Penny, enquanto colocava o café e as torradas na mesa.
-Bom dia, Penny. – Disse Snape, afastando uma cadeira e se sentando. Comeu rapidamente, sob o olhar reprovador da elfa, que detestava que ele comesse depressa, pois fazia mal ao estômago.
Por fim, se levantou, lavou as mãos e a boca na pia, se limpou a um pano limpo e se despediu da elfa:
-Até logo, Penny.
-Até logo, senhor Snape. – Respondeu a elfa, enquanto levantava a mesa. O moreno entrou na sala e se dirigiu para a chaminé. Atirou pó de flú e aparatou nas masmorras. Ia dar aulas de Poções aos Gryffindor e Hufflepuff do quinto ano e aos Slytherin e Ravenclaw do segundo. Entrou em seu gabinete e pegou nos materiais. Saiu do gabinete, se preparando mentalmente para a aula quando, de repente, ouviu a voz de Minerva, o chamando:
-Severus, espere. Quero falar com você. – Severus olhou para trás e viu Mc Gonagall correndo até ele. O moreno parou e esperou que a diretora o alcançasse. Quando Minerva parou á sua frente, Severus perguntou, se preparando para o pior:
-O que se passa, Minerva? Algum problema?
-Nada, Severus. – Respondeu a diretora, com um sorriso – Só quero saber como está Hermione.
-Está ótima. E o bebê também. – Minerva hesitou um pouco, mas depois retirou do bolso um saco com feijões de todos os sabores e disse:
-Apanhei um aluno a comer na minha aula! – Severus fez uma expressão de indignação e Minerva continuou:
-Como castigo, ele vai limpar a sala de transfiguração, sem magia. Mas eu não sei o que irei fazer com esse saquinho. Você quer? – Perguntou, ansiosa por se livrar do saco. Severus hesitou um pouco. Ele gostava de feijões de todos os sabores. Principalmente de caramelo. Mas nunca comentou com ninguém, exceto a Lily, Dumbledore, Hermione e Penny. Vendo a hesitação de Severus, Minerva lhe colocou o saco nas mãos e perguntou:
-Vai ter aulas, agora? – Severus olhou admirado para a diretora e demorou a responder:
-Bom…sim, sim, vou ter.
-Muito bem, Severus. Não o aborreço mais. – E Minerva se afastou do colega. Severus guardou o saquinho e abriu a porta da sala, se preparando para dar aulas aos cabeças ocas. Em sua opinião, os alunos, cada ano que passava, estavam cada vez mais desatentos e, alguns, malcriados. Quando terminou as aulas da manhã, estava desejoso para que o dia acabasse e ir para sua casa. Almoçou e foi dar um passeio perto da Floresta Proibida. Passou pelo Lago Negro, se sentou na areia e começou a ver o ondular da água. Era relaxante. E o vento que batia em seus cabelos negros, os bagunçando, lhe dava uma sensação de liberdade. De vez em quando, olhava para o relógio que tinha no pulso. Tinha sido um presente de aniversário de Penny, quando ele tinha feito trinta anos.
Quando viu que três horas, se levantou calmamente e se dirigiu para Hogwarts, para assistir a mais uma aula de Poções do Professor Peterson. Caminhava devagar, aproveitando a sensação libertadora da natureza antes de entrar em uma sala abafada. Entrou em Hogwarts, observando os alunos correndo para suas aulas, mas decidiu não retirar pontos. Ele também estava um pouco atrasado, o que era raro nele, já que era sempre pontual. Entrou nas masmorras e, quando chegou á sala, viu que os alunos estavam pegando nos materiais. Peterson veio ter com ele e lhe entregou um papel, dizendo:
-Estive fazendo uma pesquisa e encontrei dados interessantes sobre a Poção Mata Cão. Pode confirmar. – Se dirigiu para a ponta da sala e começou a dar a aula, sob o olhar atento dos alunos. Se sentando no fundo da sala, Severus começou a ler a pesquisa. Explicava uma das formas de realizar a poção com mais rapidez. Na opinião de Severus, estava excelente.
Começou a fazer as anotações dessa aula. Vendo o modo como Peterson ensinava, Severus teve a certeza que ele seria um excelente mestre de Poções. Observou as anotações anteriores que realizou e, pegando em um pergaminho, começou a escrever uma carta de recomendação:
"Excelentíssima Diretora da Academia de Beauxbatons,
O Senhor Edmund Peterson trabalhou sob minha supervisão durante algumas semanas como Mestre de Poções. Seu trabalho incluía dar aulas e realizar estoques para a enfermaria.
Fiquei impressionado com sua capacidade de dar as aulas e de como realizava as poções. Me provou ser um conhecedor de poções e um bom pesquisador. Suas pesquisas sempre foram minuciosas e claras e os fatos sempre verificados.
Aliás, suas pesquisas poderão até ajudar as pessoas a melhorar sua vida.
Ele é um mestre de Poções consciente e capaz. Tenho a certeza absoluta que virá a ser um excelente professor.
O recomendo vivamente para o cargo de Poções,
Severus Snape, mestre de Poções da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts"
Quando terminou de escrever a carta, Severus sorriu. Sabia que Edmund ficaria extasiado ao saber que seu estágio terminou. Quando a aula terminou, se dirigiu a Edmund e lhe entregou a carta e a pesquisa. Edmund, confuso, abriu a carta e leu. Um sorriso se formou em seus lábios e abraçou Snape, dizendo:
-Obrigado. Muito obrigado. – Snape o abraçou de volta. Quando se afastaram, Edmund pegou em seus materiais e saiu da sala. Severus saiu da sala e fechou a porta. Se dirigiu para o seu gabinete, pegou em pó de flú, atirando para a chaminé. Labaredas verdes apareceram e ele gritou, depois de fechar os olhos:
-Mansão Snape.
OoOoO
Quando sentiu que a sensação de rodopio tinha terminado, abriu os olhos e limpou a fuligem que tinha na roupa. Às vezes os elfos domésticos de Hogwarts se esqueciam de limpar as chaminés e ele ficava sempre com a roupa suja. Entrou na sala e viu sua mulher, sentada em uma cadeira e escrevia um pergaminho em cima da mesa. A morena levantou os olhos e sorriu para ele, pousando a pena. O moreno se aproximou dela e lhe deu um selinho nos lábios. Olhou para o pergaminho, percebendo que tinha vários nomes e perguntou:
-O que está fazendo?
-Escrevendo nomes para o nosso filho. – Respondeu a morena. Severus puxou uma cadeira e se sentou ao lado de sua mulher. Retirou do bolso o saquinho com os feijões, o colocando em cima da mesa. Hermione parou de escrever e abriu o saquinho, começando a comer, um a um, os feijões. Enquanto ela comia, Severus olhou para a lista. Hermione já tinha escrito vários nomes: Albert, Anthony, Harold, Jackson, Christian, Colton, Cory, Larry, Harry, Ronald, Malcolm, Peter, Ralph, Wilson… eram alguns da lista.
-Se Lily estivesse aqui, ela nos ajudaria. – Confessou Snape. Hermione parou de comer um feijãozinho castanho, com sabor a canela e olhou para o marido, com os olhos brilhando. Severus percebeu que não deveria ter dito isso. Hermione respirou fundo e perguntou, com as lágrimas começando a cair pelo seu rosto:
-Você ainda a ama? A mãe de Harry? – Severus hesitou a responder, observando a reação da mulher. Hermione, vendo que ele não respondia, começou a soluçar. Ele a abraçou e começou a fazer carinho em seus cabelos, enquanto dizia:
-Lily foi a pessoa mais importante para mim. Eu a amo muito. – Os soluços de Hermione aumentaram e Severus a afastou de si. Os olhos de Hermione estavam vermelhos e ele se recriminou por isso. Completou:
-Pensei que estava apaixonado por ela, mas estava enganado. Quando demos o nosso primeiro beijo, Hermione, eu percebi que Lily era como uma irmã para mim. Eu a amo, mas como uma irmã. – E beijou Hermione nos lábios. Um beijo intenso, que dava a sensação que todo o desejo por ela estava inserido ali. Quando se afastaram, Hermione estava ruborizada e sorria. Snape fitou seriamente sua mulher e admitiu:
-Você é a pessoa mais importante para mim, Hermione. Se lhe acontecesse alguma coisa, eu nunca me perdoaria.
-Eu te amo. – Falou Hermione. Severus se levantou e ergueu sua mulher da cadeira. A beijou no pescoço, a fazendo suspirar. De mãos dadas, subiram as escadas e foram para o quarto. Penny, que estava na cozinha fazendo um bolo de chocolate, olhou para as escadas e disse:
-Pronto. Já não vai haver jantar. – Colocou o bolo no forno e foi para a sala. Se sentou no sofá e começou a ler "Os Miseráveis", de Victor Hugo.
Continua….
Nota da Autora: Oi! Espero que tenham gostado desse capítulo. Reviews serão bem vindos. Bjs :D
