Disclaimer um: Os personagens não são meus, mas sim da Jk eu só me divirto com eles.

Disclaimer dois: Esta fic também não é minha é uma tradução da maravilha autora Utena Puchico que gentilmente me cedeu a autorização para traduzi-la. Se alguém quiser ler esta historia no original é só acessar o site Slashheaven onde ela foi postada.

Aviso: Esta é uma historia slash (homem/homem/ homem/elfo), que contém Mpreg, cenas de sexo explicito é também um AU

Esclarecimentos: palavras entre // estão em idioma elfico.

Personagens: Ah gente tem um monte, eu não vou ficar escrevendo todos, o melhor é vocês lerem pra descobrir.

Resumo: Quando Lily Potter convocou a magia de proteção para seu filho, antes de morrer nas mãos de Voldemort, conseguiu não só salva-lo, mas também o enviou para outra dimensão. Esta dimensão não é outra senão a Terra Media, neste lugar dois elfos, os gêmeos Elladan e Elrohir serão os encarregados de converter o chibi Harry em um perfeito elfo humano.

Beta: Gi black que faz um excelente trabalho, como sempre é claro...

Acho que é só por enquanto...O que esperam...? Vão ler...


Capitulo onze: Viajem a outra dimensão

-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-

Remus Lupin chegou devastado na casa que compartilhava com seus amigos, por sorte só encontrou com Neville no caminho de seu quarto, pois este stava brincando no corredor perto das escadas. O menino o olhou espantado o rosto cheio de lágrimas de seu padrinho, tentou chamá-lo para averiguar o que acontecia, mas o maior o ignorou e se fechou dentro do seu quarto rapidamente. Com movimentos furiosos começou a tirar as túnicas de seu guarda-roupa para colocá-las em seu baú de viagem.

Quando terminou, foi até seu pequeno escritorio e juntou todas as suas notas já traduzidas, que tinha terminado há algum tempo e começou a ler. Passaram as horas e já era de noite quando ouviu uns sons vindos do primeiro andar, deixou sua leitura de lado e foi tomar um banho para relaxar seu corpo e limpar seu rosto da dor que estava sentindo.

Reunindo toda sua determinação, saiu do quarto para procurar seus amigos e então anunciar as decisões que tinha tomado neste mesmo dia, depois de terem quebrado seu coração. Pôs uma de suas mãos em seu ventre ainda plano, pensando que se não fosse por esta vida que crescia dentro dele... talvez já tivesse perdido a vontade de continuar vivendo.

- Hei Moony, a gente achou que você ainda não tinha chegado – foi a saudação de Sirius, quando chegou no living da casa.

- Eu estava no meu quarto fazendo uma coisa importante – respondeu mexendo no cabelo de Neville e lhe pedindo com o olhar que ficasse calado. O garoto pareceu entender e assentiu.

- Ah é? E é sobre os manuscritos? – James quis saber.

- Sim, mas antes tenho uma coisa importante para contar pra vocês – se sentou em um dos sofás e seus amigos estranharam ao ver sua atitude desanimada.

- Está tudo bem Remus? – Longbottom perguntou preocupado.

- Mais ou menos – sorriu de lado – eu terminei com Lucius... para sempre.

- Maravilha! Eu sabia que mais cedo ou mais tarde você ia criar juízo Moony! – Sirius gritou.

O lábio inferior do castanho tremeu e ele girou seu rosto para que ninguém a visse. Os outros adultos vendo isto fulminaram Black com o olhar.

- Eu acho que Moony não gosta de seus atos infantis neste momento Paddfoot – James resmungou – tenha um pouquinh de respeito.

- Ah...? – perguntou Sirius estúpidamente. Girou sua cabeça para olhar onde estava seu amigo e Frank acariciava suas costas – oh merda. Eu sinto muito Moony... mas você sabe o que sinto a respeito desse sonserino. Eu estou feliz que vocês tenham terminado...

- Sirius Black! Cala a boca de uma vez! – Frank grunhiu.

- Tudo bem – murmurou o lobo secando algumas lágrimas traiçoeiras que escapavam de seus olhos. Tinha deixado de chorar desde que entrou esta manhã em seu quarto e se prometeu não voltar a fazê-lo. No entanto a ferida estava muito recente, para deixar de doer – Isso já é passado agora, na verdade eu desci para contar uma coisa importante – olhou para James – Faz um tempinho que terminei de traduzir todos os manuscritos e acho que sei onde Harry está e como ir buscá-lo.

Seus amigos estavam em choque.

- ...o que? – disse Potter – Você está falando sério Remus...?

- Sim, seu bebê logo estará com você – sorriu acariciando de maneira inconciente seu estômago.

Um sorriso radiante apareceu no rosto do animago em forma de cervo. Sirius sorriu do mesmo modo e palmeou as costas de seu amigo. Não conseguia acreditar, a esperança sempre esteve ali, pouca... mas estava. Definitivamente se desejavam trazer de volta, de onde quer que estivesse seu afilhado, Moony era que poderia encontrá-lo.

- E onde ele está?

- Talvez pareça estranho o que vou dizer, mas... segundo as memórias de Godric, nosso filhote está em... outra dimensão.

- O que? É piada não é?

- Não Sirius – o homem lobo grunhiu com seus olhos dourados brilhantes – Não poderia brincar com uma coisa dessas seu idiota – suspirou para se acalmar – Segundo Gryffindor o lugar se chama "Terra Média" e ali vivem os Altos Elfos de diferentes raças, criaturas chamadas orcs, anões, hobbits, trouxas, mas com carecteristicas diferentes... ele os nomeou de Dúnnedan e Rohirin e eles têm cinco magos que se distinguem por cores. Bom pelo menos era assim na época que Godric Gryffindor viajou para lá.

- E como se chega a este lugar? James perguntou com impaciência.

- Ele descobriu um feitiço quando tentava achar uma maneira de entrar em uma dimenssão que estave conectada com a nossa no passado. Depois de muita investigação conseguiu fazer um feitiço que o levou ali – procurou em suas notas – Isto que vêem aqui são as Runas que ele usou para fazer parte dele...

- Parece difícil – Sirius murmurou.

- E é muito difícil, mas não é impossivel... – Remus murmurou – só que... precisa de um mago muito poderoso para poder fazer – ao ver o rosto de James acrescentou – Mas eu achei uma maneira e acho que se nós quatro convocamos o portal podemos conseguir.

- Sério...? – James sorriu – E quando vamos fazer? Pode ser agora...? Quero ver meu filho o quanto antes!

- Todavia não Prongs – sorriu com ternura – Devemos descansar para que nossa magia se acúmule, pelo menos temos que fazer isso durante três ou quatro dias antes de tentar.

- Sim vamos ver Prongslet! – Sirus gritou abraçando su amigo de ocúlos.

- Há mais uma coisa... – Remus murmurou mordendo seu lábio inferior. Seus amigos pareceram desinflar e o olharam com desespero. Ele sorriu – não é nada de mal...

- Então o que é? – Potter grunhiu finalmente pareceu perde a paciência – Fala tudo de uma vez Moony!

- As notas dizem que somente um mago pode cruzar o portal, mais de um poderia ser perigoso... então só um de nós pode ir.

- Não há o que discutir eu vou – James declarou.

- E seu trabalho? – disse Frank – Pensa um pouco, por favor. Você vai a um lugar deconhecido e ninguém garante que você vai aparecer na frente de Harry. Não é como se você fosse às compras James.

- Eu concordo com Frank. Além do mais não sabemos como ele é agora... quando pequeno se parecia com você, mas ele pode ter mudado Prongs (NA: Lembrem-se que eles NÃO SABEM da cicatriz em forma de raio). E isso nã é tudo... há uma enorme possibilidade de que ele tenha sido adotado por alguém... e ...

- Eu não tinha pensado nisso – gemeu.

- Não fique triste James. De todos nós eu sou o que tem menos responsabilidades e sendo assim, me ofereço voluntariamente para ir atrás de Harry. Se você for, o mais certo é que iria pressioná-lo demais. Tem que ser alguém que conte para ele sobre sua vida de outro ponto de vista, alguém que possa convencê-lo de vir te conhecer sem se desesperar. E eu sou o indicado para isso.

- Você tem certeza...? – Frank perguntou sério o olhando preocupado.

- Absolutamente... – suspirou largamente – Eu preciso ir. Não vou contar pra vocês o que aconteceu, mas preciso um espaço entre ele e eu. Isso somado as razões que eu já te disse antes, me fazem o candidato perfeito.

- Bom... se você está tão decidido. Eu confio em você para trazer meu filho novamente para o meu lado Moony.

- Conta comigo Prongs.


Os dois dias passaram rapidamente e os animagos pediram permissão especial para se ausentar do trabalho pelo prazo de uma semana. Eles só necessitavam de um dia para fazer o feitiço, este ia drenar sua magia e nescessitavam de um tempo para se recuperar. Neville foi passar esses dias na casa de um amigo de confiaça para o caso de que algo saísse mal.

Remus revisou novamente seu baú, cuidando para que não faltasse, escondido de seus amigos comprou roupas para seu bebê. Era melhor para a saúde mental de seus amigos não saberem, embora...

- Remus? – Frank chamou colocando sua cabeça pela porta – James me falou que você queria falar comigo...

- Sim, por favor, entra – lhe indicou a cama para que este se sentasse e o licantropo sentou-se do seu lado – Eu preciso te contar uma coisa importante, mas quero que entenda que se te chamei separado dos outros é porque se trata de um segredo que só você deve saber. James e Sirius não iam gostar...

- Você está me assustando...

- Ah não precisa ficar – sorriu pegandoi suas mãos – Estou grávido Frank... de Lucius – levantou uma mão para calar o outro – me deixa terminar – suspirou – O motivo de nosso rompimento foi justamente por essa causa... porque ele não quis aceitar um filho com a minha maldição – murmurou não querendo entrar em detalhes – É por isso que quero a sua promessa de que se Lucius vier a essa casa... coisa que eu duvido... diz que não quero nada dele, este bebê é só meu a partir do momento em que ele o deserdou.

- Entendo – abraçou o castanho ao ver que este estava aponto de chorar – A viagem não vai fazer mal para o bebê Remus? Não seria perigoso?

- Eu não acho – negou com a cabeça sacndo algumas lágriams rebeldes – Tudo vai ficar bem. Então você promete fazer esse favor?

- Claro que sim, mas não entendo por que James e Sirius não podem saber?

- Ah, por favor, Frank. Você sabe como eles reagiriam diante disso e não quero que se metam em problemas por alguém que não merece, Lucius Malfoy de agora em diante não deve existir para nenhum dos Marotos, ele está morto e enterrado.

Longbottom se surprendeu ao ver o rancor, ódio e dor na face do sempre tão amável Remus Lupin. Fosse o que fosse que tenha pasado, deve ter sido muito forte para que alguém como ele pudesse sentir essas sensações tão negativas.

- Se você está dizendo – levantou da cama – Tudo está pronto para começar o feitiço. Vamos Moony?

- Sim, vou diminuir minhas coisas – suspirou profundamente – Chegou a hora de ir, por Harry.

Eles elegeram a parte descampada que estava em frente à fonte que rodeava sua casa, já tinham tudo preparado, os feitiços afastavam tanto trouxas como magos para evitar que alguém soubesse o que estava acontecendo naquele lugar. Principalmente Albus Dumbledore, pois todos sabiam que ele teria impedido que eles fizesssem uma coisa assim, sem ter em conta o perigo.

As runas e as frases em élfico estavam escritos em um circulo pintado de branco. Tinha quatro pontos pintados de vermelho, onde cada mago parou. Quando todos estavam em seu lugar indicado eles começaram a recitar sua parte do feitiço, com sua varinha no alto. Demorou uns trinta minutos até que o Portal por onde o homem lobo ia atravessar começasse a se formar. Viram com muita surpresa, como o ponto branco no centro do circulo ia aumentando até se tornar do tamanho do portal de uma porta.

A luz os cegou por um momento, mas quando abriram os olhos... tudo estava pronto. O Portal brilhava com luzes de várias cores, o centro parecia ser feito de água. Suspiraram nervosos e se olharam entre eles. Finalmente Remus falou.

- Bom acho que está tudo pronto – disse sorridente – Nos despedimos?

Somente neste momento é que se deram conta que seu amigo ia para um lugar desconhecido, um lugar aonde não se sabia se ele ia voltar, mas se conseguisse seu intento, trazer de volta uma pesoa que era muito amada por muitos e que com sua ida marcou um antes de um depois na vida dos Marotos.

Os abraços foram fortes e prolongados, trocavam palavras de apoio, brincadeiras e, sobretudo... esperança.

- Volta com meu bebê Moony. Por favor.

- Farei isso – depois de um último sorriso, Remus Lupin atravessou o Portal. Desaparecendo envolto em uma grande luz.

*Terra Media: Lotholorien...*

Galadriel sorriu olhando pela janela, fechou seus olhos e voltou a abri-los. Um brilho de entendimento estava neles e caminhou até a porta.

//Aonde você vai minha amada?// – Celeborn quis saber – //Só falta uma hora para ir-mos rumo a Valfenda para o casamento de nosso neto//

//Estarei aqui para isso...// – respondeu ela com um sorriso, olhando para um ponto que somente ela conhecia – //Eu tenho o pressentimento de que alguém mais partirá com a gente...//

Seu marido a olhou com uma sobrancelha levantada, mas negou com um sorriso, sabendo que os estranhos poderes de sua esposa poderes sempre traziam surpresas para sua vida.

A loira platina caminhou devagar até onde estava seu famoso espelho que lhe servia para ver o passado, presente e futuro. Desde as escadas perto da grande árvore que estava em frente a seu lugar preferido e já sentia a enorme quantidae de energia que ela conhecia como magia. Mas... Por que agora? Por estes tempos aquele rapaz divertido chamado Godric já tinha morrido, era impossivel que fosse ele novamente. Algum outro tinha feito o mesmo que ele...? Um novo aventureiro? Isso era o que seus sentidos lhe diziam... e este novo aventureiro não vinha só.

Como naquela vez, uma luz branca deu lugar as outras diferentes graus, em seguida um corpo caiu no chão sem cerimonia. Era sem dúvida um corpo masculino pequeno. O homem ofegou e levou uma mão ao estômago, um gesto horrizado se formou em seu rosto.

- Você está bem...?

Remus olhou assustado para o lugar de onde vinha a voz e congelou. Em frente de si estava a mulher mais linda que já viu em toda sua vida, o que lhe chamou a atenção era que dela parecia irradiar uma luz própria e... suas orelhas eram pontiagudas. Uma elfa...?

- Eu... – murmurou para depois voltar a se assustar. Ele tinha caido duramente no chão! Isso pode ter afetado seu filhote! – Meu bebê... – murmurou com temor.

Ela se aproximou apressadamente e usou alguns de seus conhecimentos médicos para revisar o recem chegado. Suspirou e sorriu com amabilidade para o castanho.

- Sua pequena carga está muito bem – assegurou – Agora me fale... Por que você está aqui viajante de outras dimenssões?

Elrohir suspirou novamente, enquanto via os preparativos do casamento de seu irmão ficarem prontos. Há uma hora que os convidados estavam chegando, mas ele não tinha vontade de ir saudá-los. De alguma forma, o fato de que seu irmão gêmeo se casava antes dele o deixava com ciúmes. Depois de tudo, todos diziam que ele era o mais responsável dos dois, ele quem teve os relacionamentos mais duradouros e, muito a seu desgosto, ele era o mais "maternal". No entanto era Elladan que havia encontrado seu companheiro e quem se casaria dentro de algumas horas.

Podia sorrir e felicitá-lo, mas por dentro estava deprimido. Até tinha chegado a pensar que nunca encontraria um companheiro. E além do mais, as coisas não seriam como antes não é mesmo? Sabia que era não justo, mas estava cansado, Elladan teria responsabilidades para com seu companheiro e não poderiam se divertir como antes. É claro, isto também indicava que agora somente ele ficaria responsável por Ezellahen, mas o menino também cresceria e o abandonaria.

//Sou um idiota...//

- Adar! – Harry entrou gritando nos aposentos de seu mãe com sua Mokona correndo atrás dele. Ao ver o rosto de Elrohir, perguntou em seguida – //Por que você está tão triste?//

//Não é tristesa... é melancolia// – murmurou abraçando o menino pela cintura. O corpinho de seu filho irradiava o cheiro da inocência, esse aroma de seu pequeno sempre conseguia reparar seu dolorido coração. A pequena Mokona olhou com tristesa o pai de seu amo, suas orelhinhas caidas demostravam seu estado.

//E como se cura isso?// – perguntou seriamente, tomando o rosto do elfo entre suas mãozinhas – //Eu não gosto quando seu rosto fica quando está... melancolico//

Elrohir não pode deixar de sorrir diantes dessas palavras. Ezellahen sempre encontrava um jeito de lhe arrancar um sorriso com suas palavras.

//Eu já melhorei// – sorriu para dar crédito as suas palavras – //E para que estava me procurando meu amor?//

- Ah! – sorriu – //Meus avôs de Lothlorien acabam de chegar e trouxeram um senhor com eles! Você devia ter visto como ele ficou quando viu o profesor Morë! Acho que eles se conhecem do passado... Não é mesmo Mokona?//

- POO! POO!

. outro lugar.:.

Remus ainda olhava como se estivesse vendo um fantasma. E isso se devia ao fato de estar vendo o supostamente assassinado por Comensais da Morte Regulus Black.

Depois de sua chegada um pouco calamitosa, só precisou ver a mulher elfa para saber que estava no lugar certo. Algumas perguntas lhe foram feitas e ele foi aceito como hóspede desse impressionante lugar que lhe disseram chamar-se Lothlorien. O trataram com muita amabilidade e ele pode conversar com os que pareciam reis do lugar (a elfa e seu esposo) sua investigação comprovando tudo o que Godric Gryffindor dizia nos manuscritos era verdade. Não que duvidasse... mas como dizia o ditado trouxa "ver para crer".

Conversaram uns momentos na lingua dos elfos, pois o castanho tinha aprendido esse idioma a medida que traduzia, mas logo disseram que tinham um compromisso em outra cidade de elfos e que tinham que partir. Ele ficou horrorizado, pois não sabia onde começar a sua busca. Embora, quando disse aos elfos a quem estava procurando, eles compartilharam um olhar que para um homem inteligente como ele, lhe pareceu suspeito. Ela tinha sorrido misteriosamente, então o convidou a vir com eles para a festa. Ele aceitou, já que tinha um pressentimento que lhe dizia que nesse lugar havia uma pista para encontrar Harry Potter.

A viagem foi tranquila... e a cavalo. Não pode negar que esteve aterrorizado no inicio, principalmente porque o animal parecia saber de sua condição de homem lobo e como tal um predador. Temia que pudesse machucá-lo e ferir seu bebê, mas os elfos tinham sussurrado palavras que acalmaram o animal e assim a égua na qual estava montando o aceitara. Logo estava conversando com os elfos como se os conhecesse toda a vida, lhes contou sobre seu passado e suas expectativas para o futuro.

E quanto a seu bebê, eles o felicitaram, mas graças a Merlin não perguntaram mais nada, talves por notarem sua tristeza com respeito a esse assunto.

Cavalgaram por muito tempo, logo chegaram a um bosque belíssimo tanto quanto o primeiro onde tinha caído. A Dama Galadriel disse que esse lugar era o lar de seu genro e netos, e se chamava Valfenda . Ali foram recebidos por outros da mesma raça, embora estes tivessem cabelos um pouco mais escuros que os de Lothlorien.

Eles foram recebidos com muito respeito. Ali havia muitas pessoas, que o olharam com curiosidade e ele não conseguiu evitar se sentir incomodado. Havia um casal que lhe chamou atenção, pois estavam rodeados de três meninas entre quatro e oitos anos. Lhe foram apresentados como Aragorn Telcontar e Legolas Greenleaf, o primeiro era rei de Gondor e o elfo seu consorte, as meninas eram suas filhas (os olhos de Remus se arregalaram ao saber que os elfos masculinos também podiam ter bebês e olhando atentamente o elfo pode deduzir que ao que parecia estava esperando outro filho. Ao menos foi isso que achou ao ver a curvatura do ventre do elfo) e que faltava o mais velhos de seus filhos, rapazinho de nome Eldarion, que tinha desaparecido.

- Remus..?

Seu choque aumentou quando escutou o homem dizer seu nome. Ele só assentiu e o moreno se aproximou dele, o tomou pelo braço e o levou até um aposento perto dali.

Todos os convidados ficaram perplexos sem saber o que fazer, Elladan encontrava-se na mesma posição, seu noivo não lhe tinha feito o menor caso e ainda por cima saia com um desconhecido.

Este episódio tinha acontecido há três horas e agora Lupin tinha a certeza que estava em frente à Regulus Black, que por alguma estranha razão estava vivo na Terra Média e não morto como todos pensavam. Sentaram-se para conversar e Remus foi quem primeiro explicou tudo, pode ver como as noticías iam devastando o menor, mas parecia conformado ao saber que Voldemort estava morto e seu querido irmão estava vivo

- Entendo... – Morë murmurou – Então Lily usou o feitiço também... sabia que ela podia decifrá-lo.

- Do que você está falando...?

- Fui eu quem deu esses manuscritos à ruva. Eu somente tinha traduzido o feitiço e lhe dei o resto para que ela traduzisse as memórias que Godric tinha escrito sobre este lugar, para que depois pudesse publicar um livro ou algo assim. Nunca falei para ninguém... mas eu tinha paixão por arqueologia e, em um leilão trouxa comprei estes manuscritos que forma encontrados em um terreno próximo a Hogwarts. Qual não foi a minha surpresa ao saber que esses manuscritos eram as memórias de Grodric Gryffindor e escritos em Quenya... – sorriu – Mas logo, quando só tinha traduzido um pocuca coisa, o Senhor Tenebroso solicitou meus serviços e tive que atender.

- Assustado com o fato de poder perder uma descoberta tão preciosa recorri a Lily. Não a conhecia, mas sabia que era tão curiosa como eu e que aceitaria traduzir os manuscritos se lhe dissesse de quem eram. Nos reunimos e lhe pedi que me jurasse que não contaria para ninguém. Se fossem descobertos os pergaminhos deveriam ser queimados. Um feitiço como este não poderia cair em mão erradas...

Estiveram um longo tempo em silêncio, cada um perdido em seus próprios pensamentos meditando no que acabaram de descobrir.

- Então você chegou fugindo de Voldemort... – Regulus por incrivel que pareça não se estremeceu ao ouvir esse nome – E agora encontrou o amor de sua vida que é nada mais nada menos que um Alto Elfo – sorriu – Parabéns...

- Sim, bom.. – murmurou ruborizado – Nem eu creio, mas eu o amo e sou mais feliz do que jamis pensei que seria... principalmente sendo um Black – suspirou sonhador e Remus não pode evitar de sorrir ao ver o amor refletido nesse incriveis olhos – E você...? Não há ninguém te esperando na Inglaterra?

O sorriso de Remus desbotou e uma profunda tristeza se formou em seu rosto, uma de suas mãos foi até seu ventre o massageando. Regulus percebeu esse gesto e não teve que usar muito sua inteligencia para somar os pontos e saber o que se passava.

- O pai do seu filho te abandonou?

O lábio inferior do castanho tremeu perigoso e Black se aproximou rapidamente para abraçá-lo, lhe dano conforto. Foi assim que Elladan os encontrou e não pode evitar levantar uma sobrancelha e deixar que um pouco de ciúmes crescesse em seu interior.

- Interrompo algo?

- Oh meu amor! – Regulus pulou e rapidamente se encaminhou para abraçar seu noivo – Somente estava me atualizando com meu amigo as noticías do meu mundo. É maravilhoso, achei que nunca mais veria um rosto familiar... – sorriu olhando o llicantropo – Deixe-me te apresentar... Este é Remus Lupin, meu amor... ele é amigo do meu irmão mais velho. Remus este é meu noivo Elladan da casa de Valfenda.

- Muito prazer – o elfo se arqueou respeitosamente e apertou com mais força a cintura de seu noivo e futuro consorte. Remus viu isso e só pode sorrir divertido. Isso demostrava que o amor que Regulus tinha por esse homem era correspondido.

- O prazer é todo meu.

-E você Remus? – o mago menor perguntou repentinamente – Por que veio...?

- Ah... eu, quero dizer, nós achamos que Lily conseguiu mandar seu filho para cá. Eu vim buscar Harry.

O silencio seguiu aquela confissão.

**********************************************************************

*Mansão Malfoy*

Lucius voltou a esvaziar seu copo de uisque de fogo, em um momento de fúria, jogou o copo contra a parede, olhando com prazer como este se rompia em mil pedaços. No entanto, sua satisfação durou muito pouco ao ver como o feitiço anti-quebra do copo o voltava a normalidade. Grunhiu rancoroso e girou sua cabeça para olhar pela janela.

Hoje fazia uma semana que Remus e ele tinham se separado. Não podia negar que esta situação o estava devastando, estava distraido em seus negócios, não prestava atenção em seu filho e o buraco estava cada vez maior. Tanto que às vezes lhe custava respirar quando invocava a imagem de seu terno e sorridente lobo.

O dia em que dicutiram ele estava tenso, teve alguns problemas com um importante negócio o que o levou a perder uma grande importancia de dinheiro, odiava o fracasso mais do que a perda de dinheiro, e isso somado a que Remus tinha faltado ao seu encontro... tudo estava predisposto para que ele estivesse de péssimo humor, por isso reagiu daquele jeito quando Remus apareceu sorridente para lhe contar que estava... grávido.

Te odeio!

Desde então, a cada momento se torturava relembrando essas palavras que resumiam toda dor que ele causou ao grifinório. Mas ele não era homem de pedir perdão, não imaginava o que poderia dizer para Remus para que o perdoasse. Estava conciente que passara dos limites e sabia que tinha uma minima possibilidade de ganhar o perdão de seu lobo.

E essa possibilidade talvez fosse pelo pequeno que este carregava... o filho de ambos. Sorriu ao pensar nisto. Quando Draco nasceu, uma enorme emoção o embargou, apesar de que seu casamento foi arranjado com alguém que nem conhecia, pois para ele um filho era algo muito importate. E agora ia ter um filho com uma pessoa que conhecia, que apreciava, que... talvez amava. Muito diferente da primeira vez...

Por isso tinha decidido deixar um pouco de tempo passar para que as coisas se acalmasse e iria buscá-lo, usando o bebê para convencer o lobo que precisavam ficar juntos, pelo bem do bebê.

Enquanto isso, tomaria as medidas nescessarias para que pudesse se casar com um homem lobo, para anunciar que ia ter um filho antes que a imprensa descobrisse, refazer seu testamento e principalmente, dizer para seu filho que a familia ia aumentar.

Lucius Malfoy estava seguro que Remus Lupin voltaria para ele. No entanto o que ele não sabia é que passaria muitos anos antes que tornasse a ver seu ex-namorado e pudesse enfim conhecer seu filho.

Continuará...


Nota da tradutora: Mais um capitulo para vocês... Que tla Lucius vai sofrer ou não?

Besitos

A gente se vê antes do ano que vem.