Capítulo 10 – Esclarecimentos

Quando acordei era nada mais nada menos do que 14 horas da tarde, Charlie não estava em casa, tudo estava silencioso. Levantei, escovei meus dentes e lavei o rosto, então desci para improvisar algo para comer e me sentar no sofá para tentar fazer a lição de casa atrasada. Quando estava descendo a escada ouvi a campainha, corri feito louca e abri a porta.

- Oi Bella. – Disse Edward.

- Oi, não pensei te ver tão cedo. – Respondi ao comprimento.

- Posso entrar? – Perguntou Edward.

- Sim. – Respondi abrindo a porta.

- Bella, peço desculpas a você por ter atropelado toda a sua vida. – Disse Edward.

- Nada, nunca fui normal mesmo. – Respondi abrindo a geladeira.

- Alguma pergunta? – Perguntou Edward.

- Todas possíveis – Respondi fechando a geladeira.

- Primeira. – Disse Edward sentando-se na cadeira da mesa.

- Como conheceu minha mãe? – Perguntei dando uma mordida em meu pão com mortadela.

- Sua mãe caçava a família do Volf, e ele me pegou como refém, ela tentou me livrar, mas a mãe dele me mordeu e me deixou lá tremendo. Eu não sabia o que estava me acontecendo e sua mãe veio tentar me ajudar, ela sugou grande parte do veneno e cuspiu fora, mas não tinha mais jeito, o veneno tinha chegado ao meu coração e eu já estava assim como sou hoje. – Respondeu Edward em um tom calmo. – Próxima. – Disse Ele me apressando.

- Depois disso você começou a trabalhar com ela? – Perguntei dando outra mordida no pão.

- Sim, eu declarei guerra a família do Volf por ter me dado esta maldição de presente, então comecei a ajuda-la, mas ela tinha que dizer algo ao Charlie, então ela disse que eu seria padrinho da filha dela, caso ela tivesse uma um dia, Charlie acreditou e eu comecei a freqüentar esta casa todos os finais de semana. – Edward pausou para respirar e voltou a falar – Depois matamos a mãe do Volf e todo o resto da família dele só sobrando ele. Em seguida você chegou e sua mãe deixou o Charlie, eu fiquei por aqui para protege-lo, mas Volf veio me atentar com sua força de persuasão e conseguiu, eu acabei matando um homem. – Terminou ele.

- Quem você matou? Como aprendeu a mexer com arco e flecha? – Perguntei preparando outro pão.

- Matei um dos quileutes, depois disso todos daquela aldeia declararam guerra aos vampiros e delimitaram locais pelos quais eu poderia andar e eu aceitei. Quanto ao arco e flecha, desde novo eu participava de competições da escola, depois de transformado, não dormia mais e nem queria machucar humanos, então me aperfeiçoei e comecei a caçar animais assim, mas quando estava sozinho me deixava tomar pelos instintos e caçava até sem armas, então aprendi o poder que tenho. – Respondeu ele.

- Essa "irmã" que você tem, como ela tem a chave? – Perguntei mordendo o pão recém preparado.

- Bom, depois que saí daqui descobri outros vampiros como eu, vegetarianos, o "pai" da família é Carlisle, um médico muito conhecido, eles me acolheram e me ensinaram tudo que sei hoje e Alice nos encontrou de uma forma bastante estranha, e ela já tinha esta chave, só fez me dar e dizer que eu encontraria a dona do livro estranhamente. Eu não sabia que sua mãe tinha este livro, então continuei com a chave guardada até aparecer você. – Respondeu Edward.

- Não explica muito mais tudo bem. – Respondi levando os pratos sujos a pia.

- A forma estranha dela é que ela vê o futuro, foi assim que ela nos achou, ela nos via em seu futuro, quanto à chave eu não sei como ela a tem, mas isso posso descobrir e quem sabe te dizer. – Disse Edward com um sorriso torto.

- HÁ – HÁ – Respondi com um sorriso da mesma forma que o dele.

Depois de toda essa conversa, ficamos sem papo algum, ai foi a vez dele de perguntar sobre a minha vida.

- Fale-me sobre você agora – Disse Edward.

- Nada de interessante, mas o que quer saber? – Perguntei calmamente.

- Namorado? – Perguntou ele.

- Não. – Respondi.

- Por quê? – Perguntou ele.

- Não sei, só sei que isso pra mim está fora de cogitação. – Respondi.

- Vai assumir a posição de sua mãe? – Perguntou ele.

- Com você agora aqui quem sabe, você poderia me ajudar. – Respondi.

- Talvez não Bella, não quero correr o risco de machucar você. – Disse ele.

- Você nunca machucou minha mãe, por quê me machucaria? – Perguntei me virando para olha-lo.

- Machuquei aquele senhor, posso machucar você sim. – Respondeu ele se levantando.

- Se você não vai me ajudar farei tudo sozinha. – Falei me aproximando dele.

- Não vou deixa-la sozinha, vou ajuda-la, mas por favor não sei o quanto consigo me controlar ao seu lado, não fique muito perto e fique sempre atenta. – Disse ele.

- E se você me atacar? – Perguntei – Só por precaução. – Eu disse.

- Leia o livro do seu avô deve dizer algo. – Disse ele indo em direção a porta – Tenho que ir, Alice me chama. – Disse ele saindo pela porta.

- Espera, como ela te chama se não ouço nada? – Perguntei olhando os lados da rua.

- Posso ler mentes Bella, quando ela mentaliza para mim consigo me concentrar e perceber seu chamado. – Respondeu ele. – Tchau! – Disse ele desaparecendo na rua.

Depois de toda essa conversa fiquei um pouco zonza e com dores de cabeça, me deitei no sofá e acabei cochilando, só acordei quando ouvi o barulho da porta da frente abrir. Levantei atordoada e vi Charlie entrando e correndo para me segurar.

- Calma queria. – Disse Charlie me segurando.

- Obrigada pai. – Agradeci colocando a mão na cabeça.

Charlie me deixou na cama e apagou a luz desejando boa noite. Dormi o resto da noite sem pesadelos ou lembranças, eu estava realmente muito enfadada.