Título: Enquanto A Chuva Caía

Autora: Lab Girl
Categoria:
Bones, B&B, 5ª temporada, romance, sexo
Advertências:
Linguagem e situações adultas. Conteúdo inapropriado para menores. Por favor, leve em consideração o alerta antes de prosseguir com a leitura!
Classificação: NC-17
Capítulo: 11/11
Status:
Completa

Linha do tempo: Esta história se situa na 5ª temporada da série, alguns meses após os acontecimentos do episódio 100

Sumário: Uma noite de álcool, chuva e solidão acompanhada…


Deixe-a cair...
Por favor, não pare a chuva


Precipitações Finais

A língua macia dela passeou por seu torso, arrepiando gostosamente a pele no caminho. Suas pernas se enlaçaram, enquanto seus corpos deslizavam um contra o outro. Foi o suficiente para trazer à sua mente imagens vívidas de meia hora atrás, quando seus membros haviam se encontrado daquela mesma forma pela primeira vez.

As sensações de seu corpo abrigado pelo dela, peles e músculos se encontrando, se envolvendo, roçando, deslizando e se completando ainda reverberavam por suas veias...

E mesmo depois de tudo aquilo, ele ainda se sentia faminto. Incrivelmente excitado. Parecia que nunca teria o suficiente dela, quanto mais provava, mais desejava de Temperance Brennan.

Lentamente, ela ergueu uma das mãos até seu pescoço, emaranhando os dedos por entre os cabelos na base de sua nuca. Ela então inclinou a cabeça ligeiramente, o suficiente para pressionar os lábios contra os seus.

Ao mesmo tempo, Brennan deu um pequeno solavanco de quadris em direção a uma de suas mãos. Booth sorriu levemente e moveu um dos dedos contra a maciez do sexo dela. O corpo de sua parceira arqueou-se em resposta, de uma forma tão forte que em segundos sentiu uma nova ereção, quase como num reflexo.

Deslizou as mãos sobre os quadris dela, viajando um pouco mais abaixo, deslizando sobre os músculos do belo traseiro de Temperance. Sua respiração era quente, arfando contra o pescoço dela quando ergueu uma das pernas da parceira e posicionou-a sobre seu próprio quadril, ganhando melhor acesso ao ponto de encaixe. E então seus corpos estavam unidos novamente. A firmeza contra a suavidade. O calor e a umidade formando uma mistura intensa e deliciosa.

Sua boca fechou-se sobre a dela, língua, lábios e dentes trabalhando na doce e úmida cavidade que o recebia com avidez e entrega.

Seus quadris começaram a mover-se como de comum acordo, e suas mãos viajaram pelas costas dela, segurando-a contra seu corpo, enquanto ambos se moviam na direção inevitável da loucura.

Ela puxou seus cabelos num gesto desesperado, nitidamente desligada de qualquer pensamento racional naquele momento, perdida no redemoinho de prazer no qual se jogavam sobre aquela cama pela terceira vez na madrugada chuvosa.

Ao sentir-se a poucos milímetros de um novo êxtase, Seeley diminuiu o ritmo, e pôde ouvi-la gemer em frustração. Queria controlar o próprio corpo, mas percebeu que ela também estava perto de uma nova onda de satisfação. Então, retirou-se alguns centímetros de dentro dela para, em seguida, preenchê-la por completo novamente.

Ela gemeu. Ele ficou parado por um breve momento, apenas admirando-a. O rosto suado e a expressão de puro prazer de Brennan o atingiram em cheio, fazendo insurgir toda a necessidade e paixão que sentia por ela – e sim, amor... o amor que os havia levado até ali depois de tantos anos, naquela chuvosa e bendita madrugada.

Brennan estendeu os braços, agarrando-o de modo urgente, trazendo-o para mais perto do corpo quente e delicado. Podia senti-la tremer, novamente à beira da satisfação, movendo-se agitada e ritmadamente contra seu corpo.

Seeley sentiu as unhas dela afundarem em suas costas, enquanto ela envolveu seus quadris com as pernas, agarrando-se a seu corpo como se ele fosse a última esperança de salvação.

Ele afundou-se dentro dela, os quadris movendo-se com urgência, buscando dar a Temperance a libertação que ela ansiava. Contra toda a lógica com que cientistas poderiam descrever a junção de dois corpos, Booth sentia que naquele momento não eram mais dois... porém um só. Percorrendo um só ritmo, uma só cadência. E de alguma forma, quando os dedos dela se perderam em seus cabelos ao atingir o clímax, segurando sua nuca de forma tão carinhosa, apesar da violência das sensações que a percorriam e a faziam estremecer, Seeley soube que ela sentia da mesma forma... ela não estava pensando nas regras da física naquele momento, mas simplesmente se deixando levar pela magia produzida por seus corações, batendo no mesmo ritmo.

Deslizou seus dedos pelos cabelos de Brennan, beijando-lhe a cabeça enquanto sentia a respiração dela recobrar a calma. Ela o envolveu em um abraço quente, aninhando o rosto em seu pescoço. Naquele instante, Seeley sentiu tamanha ternura no toque dela, que suas mãos a trouxeram para mais perto de seu corpo, e inexplicavelmente lágrimas arderam em seus olhos. Inspirando, piscou para afastá-las, e levando os lábios aos cabelos macios, beijou-a gentilmente.

Em resposta, Brennan ergueu a cabeça, e os lábios dela encontraram os seus, num toque suave. Booth a recebeu, numa lenta exploração. Ela tinha o melhor gosto que podia se lembrar já ter provado na vida. Muito melhor do que qualquer torta, mais delicioso do que da última vez em que a havia beijado minutos atrás, se aquilo era possível.

Repentinamente, com alguma surpresa, sentiu as paredes internas dela se contraírem outra vez contra seu membro em uma nova série de trêmulos espasmos. Prazer correu por suas veias em fluxos cada vez mais fortes. Ela estava gozando novamente, e dessa vez Seeley a seguiu. Ao senti-la arquear as costas contra si, perdeu a última amarra que o prendia à realidade. E a seguiu rumo à insanidade de um novo êxtase.

Booth ficou rígido nos braços dela, e a onda se quebrou... um gemido rouco e alto escapou-lhe da garganta.

Ambos permaneceram abraçados durante o que pareceu uma eternidade, embalados serenamente pela cadência de suas respirações. Lentamente a irregularidade de seus batimentos foi se ajustando, e eles começaram a relaxar em harmonia, até um ponto em que seu peito subia e descia em uníssono ao dela, colado aos seios macios. Aquele era um tipo completamente novo de intimidade para ele, compartilhando os ritmos de seus corações e suas respirações... de suas vidas.

Temperance então se moveu, erguendo a cabeça para olhar em seus olhos. Naquele instante em que seus olhares se encontraram, o coração de Seeley deu um leve salto, e ele se perguntou se não teria desafiado o destino e agora teria de pagar o preço.

Mas logo reconheceu que o destino estava a seu lado quando ela sorriu para ele.

Sim, tinha que acontecer. Se assim não fosse, nenhum dos dois estaria ali agora, os corpos colados e suados, saciados e ainda assim unidos como se fosse cedo demais para se separarem.

Ele então ergueu ligeiramente o queixo delicado dela com uma das mãos. Os lábios de Brennan se partiram, como se o esperassem em silencioso convite. Sua boca moveu-se lentamente sobre a dela, outra vez. Suavemente. Saboreando o momento. Mas logo não era o suficiente. O ritmo de seus lábios se tornou sôfrego, exigente. Ela moveu-se contra seu corpo, pressionando a boca mais firmemente contra a sua. Os braços de Brennan envolveram-lhe o pescoço, mantendo-o ainda mais junto a ela.

Deus, isso era bom! Realmente muito bom.

Logo suas mãos estavam novamente vagando sobre ela. E em toda parte que conseguiam alcançar - quadris, costas, nádegas, seios… Dois de seus dedos circundaram um mamilo enrijecido, arrepiando levemente a sedosa pele nua.

Ela gemeu dentro de sua boca, arrancando-lhe um murmúrio satisfeito em resposta, enquanto sua língua deslizou sobre a dela em uma carícia longa e lenta... preenchendo a boca ... como seu corpo havia preenchido o dela pouco antes.

Booth sentiu-a inspirar profundamente em meio ao beijo, tomando fôlego por um momento. Ele então diminuiu o ritmo e se afastou delicadamente dos lábios dela, retirando-se também do abrigo quente do sexo úmido de Brennan, sentindo-a estremecer diante da separação.

Ele próprio sentiu frio diante da sensação de perda. Por isso tornou a abraçá-la, mantendo-a junto a si em seus braços. Fechou os olhos, suspirando e acariciando as costas macias. Sentiu-a aconchegar a cabeça contra seu peito.

"Booth?"

"Hmmm?" sua voz saiu num murmúrio preguiçoso, apertando-a um pouco mais contra si.

"Obrigada."

Levou alguns segundos para que as palavras rompessem a nuvem de satisfação que ainda o envolvia e fizessem registro em sua mente. Quando finalmente fizeram, perguntou, confuso "Por que?"

"Por bater à minha porta de madrugada, e pelo seu plano de insistir em me arrancar da minha solidão."

Ele sorriu. Estava nas nuvens.

Estava se sentindo induvidosamente nas nuvens. Macias, aconchegantes e perfeitas nuvens.

Booth sentiu os quadris se arquearem sem planejar. Simplesmente aconteceu. Assim como a mão direita dela pareceu encontrar seu traseiro sem aviso, apertando-o ligeiramente.

"Céus, Bones! Você é insaciável" murmurou, sem conter o riso.

"Você me deixou assim, Booth. Fazia muito tempo que eu não tinha uma relação sexual e você me despertou a libido adormecida."

"Você e sua boquinha desenfreada" ele riu, divertindo-se do modo como ela falava com tanta naturalidade a respeito dos próprios desejos. "E a propósito, só para constar... eu não planejei nada, Bones. Simplesmente... aconteceu."

"Eu acredito em você" ela disse, solene, enquanto deslizava uma das mãos em seu peito.

"Só queria saber uma coisa..." comentou, deslizando os dedos distraidamente pelas costas dela.

"O que?"

"Como, por todos os santos, não acordamos o cachorro com... você sabe..." gesticulou, sem conseguir ser tão direto quanto ela.

"Ah! Você fala sobre quando estávamos no sofá, e o sexo or..."

"Bones!" exclamou, dando-lhe um leve tapa nas nádegas perfeitas.

Ela riu, divertida.

"Eu acho que o Thunder deve estar exausto. Ele teve uma noite e tanto" Brennan o beijou no queixo, aconchegando-se em seu peito.

"Acho que não só ele" murmurou, sorrindo.

"Certamente" ela sorriu também.

"Espera..."

"O que?" ela ergueu a cabeça de seu peito para encará-lo.

"Como você o chamou?"

"Quem? O cachorro?"

"É..." Booth arqueou as sobrancelhas, provocativamente. "Eu ouvi você dizer Thunder, foi?"

Ela pareceu ficar um tanto constrangida, procurando uma resposta.

"Você gostou da minha sugestão, afinal. Admita!" provocou-a, beliscando levemente o traseiro dela.

"Eu só achei apropriado já que você o trouxe numa madrugada de chuva e..."

"A verdade é que eu sou o melhor com essas coisas de nomes e apelidos... Bones!" sorriu, somente para provocá-la mais.

"Convencido!" dessa vez ela o beliscou travessamente.

Em meio aos risos, trocaram mais um lânguido beijo, acomodando-se nos braços um do outro em seguida.

Os olhos de Booth avistaram a luz do relógio de cabeceira dela, que marcava 5:35 da manhã de sábado. Um sorriso tomou conta de seu rosto. O dia estava só começando. Assim como ele sabia que uma nova relação entre os dois acabava de começar.

Fechando os olhos, respirou profundamente, aspirando o suave perfume dos cabelos de Brennan. Ela aninhou-se melhor contra seu peito, ronronando. E Seeley Booth soube que não poderia se sentir mais feliz enquanto tinha em seus braços a mulher que amava.

Abraçados, os dois adormeceram embalados pelo som da chuva que continuava a cair lá fora.


* Esta história foi inspirada em uma antiga fic de Arquivo-X, lida há muitos anos atrás por mim, na qual o agente Fox Mulder batia à porta de sua parceira, Dana Scully, de madrugada, bêbado e molhado de chuva. Essa ideia, um belo dia, ficou martelando na minha cabeça: o que aconteceria se o agente Seeley Booth estivesse na mesma situação e aparecesse deliciosamente ensopado de chuva, depois de uns tragos, de madrugada, na porta de uma certa antropóloga forense? Bem, este é o resultado =)

Espero que os que acompanharam esta fan fic tenham gostado; espero realmente que tenha sido uma boa leitura. Mesmo em se tratando de NC-17, creio que uma boa história é importante. Assim, espero que a leitura tenha sido um bom entretenimento ;)

Mais uma vez, obrigada pela receptividade, pelos comentários divertidos e elogiosos que recebi ao longo do processo, e que foram um grande incentivo para que eu seguisse até o último capítulo desta história.

Ah, embora não tenha sido uma song fic, como amo música, sempre escrevo ouvindo alguma coisa. No caso desta fan fiction, a música de fundo que ajudou na inspiração foi "Please, don´t stop the rain", na voz de James Morrison, da qual foram usados alguns versos no início de cada capítulo.

Já os versos recitados por Booth são trechos da poesia "Petal by Petal" do poeta norte-americano, Edward Estlin Cummings. *