Notas autorais...

Oi meus queridos e minhas queridas leitoras!

Nesse capítulo eu resolvi deixar as notas em cima para um simples aviso: Eu estou mantendo um Live journal para explicações mais apuradas sobre as minhas fanfics. Um exemplo: Eu postei algumas explicações sobre os objetos que os deficiêntes visuais utilizam e imagens também. Tais como Reglete e Punção, Máquina de escrever, e também sobre a escrita que eles utilizam, o Braille. Postei uma imagem com os caracteres também ( o alfabeto Braille).

-x-

Sobre a fic... beeem... Eu queria pedir desculpas pelos erros do capítulo passado, e concertar um erro: O que a Rin tinha não era um câncer e sim um nódulo... eu ia mudar, mas eu postei o capítulo com pressa e deu no que deu... peço mil desculpas por isso... vou ficar mais atenta!

Neste capítulo teremos uma grande surpresa! Espero que gostem...

Descupem a demora para postar...

Beijos e até a próxima


11 – A luz de uma nova vida

No hospital, Kagome ainda um pouco abalada com o que tinha lhe acontecido, adentrou o quarto de Rin, e preocupou-se ao ver a prima desmanchando-se em lágrimas.

- Rin... o que foi que houve?

- Kagome... – chamou-a em meio os soluços, e a garota aproximou-se e segurou na mão da prima. - ...eu não quero sofrer mais.

- E porque esta sofrendo? Se você o ama, o aceite, será o melhor para vocês dois...

- Eu não posso fazer isso. – comentou em um sussurro.

- E porque não Rin?

- Porque por mais que eu o queira, não quero o ver sofrendo por minha causa. Ele vai ser chacoteado como você foi por todos esses anos... e eu me envergonho de provocar isso...

- Você esta sendo egoísta Rin, não esta pensando nos sentimentos dele...

- Não Kagome, eu estou fazendo isso para proteger o coração dele de sofrimentos piores, será melhor ele sofrer agora e me esquecer, do que... sofrer comigo, quando estiver comigo...

- Rin... eu entendo que queira o proteger, sua atitude é bonita, mas você já pensou se ele quer ser protegido assim? Pense bem, se ele a ama ele não vai se importar com o que as outras pessoas pensam, ele só vai querer estar com você, e te amar...

A garota levou as mãos na altura do peito, sentindo o coração apertado e triste, sabia que tinha sido dura demais com ele, mas será que aquilo era mesmo necessário.

- Rin... fale com ele antes que seja tarde...

- Eu... não posso Kagome...

Kagome deu um pesado suspiro, e após virou-se para sair, mas Rin a chamou e ela olhou. Sentiu um pouco de receio do que a prima diria, mas teve forças para ouvir.

- Eu estou condenada a ficar sozinha para sempre Kagome, e não quero trazer ninguém para as trevas junto comigo... quando o vir Kagome... diga para esquecer que eu existo... para o próprio bem dele...

Kagome entristeceu consideravelmente com aquilo, não podia fazer nada a não ser aceitar a decisão da prima. Saiu do quarto muito deprimida, e seus amigos estranharam aquele comportamento.

- O que aconteceu Kagome? – Sango preocupou-se com o estado da amiga, aproximou-se dela e tocou-a no ombro.

- Eu quero ir pra casa, tenho que conversar com minha mãe sobre uma coisa...

- Maldição, o idiota do Sesshoumaru me deixou aqui e foi embora mas que... – Inu-Yasha parou de súbito ao ver a tristeza visível nos olhos da garota. – Kagome o que aconteceu?

- Inu-Yasha eu preciso conversar com você... – ela aproximou-se dele.

- Vamos ate a lanchonete que tem aqui próximo...

- Kagome, nós vamos para casa, se precisar de nossa ajuda, não hesite em nos chamar. – Sango comentou séria.

- É verdade... – Miroku passou um braço pelos ombros da garota.

Após Kagome acenar positivamente com a cabeça, saiu do hospital acompanhada de Inu-Yasha. Logo, o casal chegou a lanchonete, e Kagome ainda estava muito deprimida.

- Kagome...

- Eu estou muito preocupada com a Rin...

- E não é para menos, sua prima esta em um estado muito delicado e...

- Tem outro motivo além desse, e que esta me preocupando muito mais.

- E que problema é esse?

- O amor... – Inu-Yasha fez uma expressão confusa e preocupada ao mesmo tempo, mas a garota logo esclareceu. - ... Rin esta apaixonada...

- Isso é bom Kagome, não tem com que se preocupar...

- Sim eu deveria não me preocupar mesmo – Kagome virou o rosto para o lado, continuando após. – se caso ela não estivesse sofrendo por causa disso.

- Sofrendo? Como isso pode estar acontecendo, o homem não corresponde?

- Sim, ele corresponde, mas ela não quer que ele se aproxime dela, não quer causar sofrimento a ele por ela ser cega... – Kagome baixou o rosto, olhando para as mãos postas no colo.

Logo, um garçom apareceu, e Inu-Yasha pediu dois sucos de laranja, e logo foi servido.

- E você sabe quem é essa pessoa por quem ela se apaixonou?

- Inu-Yasha, você é cego, ainda não percebeu?

- Ei não fale assim, acho que não é tão óbvio assim, só se fosse o idiota do meu irmão, mas eu acho que ele levou um fora dela exatamente por estar apaixonada por outro...

- Inu-Yasha, seu irmão é a pessoa... – Kagome disse de súbito, o que fez o rapaz engasgar-se com o suco e começar a tossir freneticamente. – ... Inu-Yasha! Você esta bem? – ela preocupou-se, levantando-se e dando leves tapinhas nas costas do rapaz, que estava com os olhos cheios de lagrimas por ter engasgado com aquela notícia.

- Como ela conseguiu se apaixonar por aquele ogro? – após se recompor, Inu-Yasha ainda surpreso perguntou e Kagome fez uma expressão de não muito satisfeita com aquele comentário.

- Seu irmão não é tão monstruoso assim Inu-Yasha, ele pode ser frio, mas tem seu lado dócil também, ou não teria se apaixonado por ela também.

- Eu fico muito surpreso com isso também, ele sofreu muito no seu último relacionamento...

- O que aconteceu?

- A garota por quem ele se apaixonou no passado engravidou e o enganou por muito tempo dizendo que o filho era dele, então depois que o cara com quem ela traia meu irmão conseguiu uma moto eles fugiram e a garota morreu, a moto se desgovernou e bateu de frente com um caminhão.

- Seu irmão sofreu tanto assim... e agora esta sofrendo por causa da rejeição da Rin...

- Não esquenta, daqui a alguns dias ele estará bem... o problema é que o mau humor dele dói muito, qualquer coisa é motivo para me dar uns socos... ainda bem que você me contou isso, eu já fico preparado para ficar bem longe dele...

- Não exagere Inu-Yasha... – Kagome levantou-se e Inu-Yasha a seguiu, deixando pago os dois sucos.

Ao contrário do que Inu-Yasha pensava, Sesshoumaru estava sofrendo, ainda mais do que sofreu por causa da Kagura, não conseguia entender os motivos de Rin o rejeitar daquela forma.

Quando resolveu ir para casa, já eram quase meia noite. Abriu a porta de vagar, pensando que o irmão já estava dormindo, mas Inu-Yasha estava na sala, assistindo televisão, e virou-se para tráz ao ouvir o irmão adentrar em casa.

- Chegou...

- Não enche.

- Eita seu humor esta péssimo...

- Cala a boca antes que eu te arrebente... – Sesshoumaru olhou-o com desprezo e logo seguiu para seu quarto.

- Acho que vou passar alguns dias na casa do Miroku... – Inu-Yasha resmungou.

Alguns dias depois, Sesshoumaru caminhou decidido ate o mural onde estariam os nomes dos aprovados do vestibular, parou ao ver a multidão se matando para ver os resultados, e ficou uns minutos esperando. A expressão era passiva, mas por dentro estava ansioso.

Após o alvoroço ter terminado, o rapaz se aproximou, e tocou a lista, correndo o dedo indicador ate a letra s e estreitou os olhos.

- Passou? – uma voz feminina soou atrás dele, e ele virou-se para olhar a dona dela.

- Passei... – respondeu com um tom frio.

- Pensei que tinha sido reprovado, você fez uma expressão estranha... – ela comentou. - ... meu nome é Sara, desculpe te importunar...

- Não tem problema...

- Não quer beber um refrigerante, tem uma lanchonete aqui perto...

- Eu tenho que resolver um problema... desculpe mas não vai dar... – ele começou a caminhar e a garota o acompanhou.

- O que você vai fazer? – ele olhou-a com uma sobrancelha arqueada. – eu falo do curso...

- Psicologia...

- Ah... eu também... – ela parou um instante para pegar algo na bolsa, e logo correu para alcançar Sesshoumaru. - ... Aqui – ela estendeu um pequeno papel. – meu telefone, quando não tiver um compromisso me liga...

Ele pegou o papel e observou a garota se distanciar, logo seguiu para seu carro, e após adentrá-lo, deu um sarcástico sorriso, após seguiu para a casa, parando no mercado antes para comprar algumas coisas. Passeava distraidamente pelos corredores do supermercado, pegou alguns produtos em uma seção e logo passou a outra, e nesta viu barras de chocolates, lembrando que Rin gostava daquele doce. Pegou duas barras e logo direcionou-se para o caixa, onde depois de pagar pela compra foi para o carro. Deu um pesado suspiro após adentrá-lo, logo seguindo para casa realmente.

Ao chegar, colocou as compras na cozinha, foi ate seu quarto deixou lá sua carteira e alguns papeis. Logo voltou a cozinha, onde começou a organizar as coisas para fazer o almoço.

Inu-Yasha ainda não tinha chego do colégio, mas em breve chegaria. A paz reinava enquanto os irmãos estavam separados, principalmente quando Sesshoumaru estava de mau humor como nos dias que se seguiram depois de Rin o rejeitar no hospital.

Ele cortava os legumes tranquilamente, a faca estava bem afiada e ele gostava de cozinhar, ao lembrar do acontecido com Rin, passou a fatiar com fúria, ate que em um descuido, a lamina passou em dois dedos, fazendo um corte profundo. A primeira reação foi o susto, depois alguns xingamentos. Viu seu sangue escorrendo em cima da pia e logo abriu a bica, deixando a água lavar a mão cortada, o ferimento ardia e não parava de sangrar.

Saiu da cozinha deixando um rastro de sangue respingado no chão seguindo para o banheiro, onde pegou uma pequena caixa de primeiros socorros. Em uma atadura, ele enrolou os dedos, e como os cortes eram muito profundos, ele preferiu ir ao hospital. Decidido, apagou o fogo da água, a qual prepararia a sopa, e em seguida saiu. Dirigiu tranquilamente ate o hospital próximo, e lá logo foi atendido. Ganhou sete pontos ao total nos dedos.

Enquanto isso, Inu-Yasha adentrou a casa, e estranhou do irmão ainda não ter chegado, convidou as visitas para entrar, sua namorada e uma relutante Rin, que ao entrar assustou-se um pouco.

- Fique tranqüila Rin-chan, meu irmão não esta...

- Eu não estou me importando com isso Inu-Yasha, eu quero ir pra casa logo, estou com fome.

- Rin... – Kagome a chamou com tom de aviso, sabia que a garota estava mentindo.

- Kagome o que ele vai pensar se me vir aqui depois de ter pedido ara se distanciar de mim? – Rin sussurrou e Inu-Yasha seguiu para a cozinha e arregalou os olhos ao ver o piso sujo de sangue.

- Sesshoumaru não esta, mas deixou um rastro de sangue na cozinha, ele deve ter se cortado e saiu para comprar algum anticéptico...

- Sangue?! – Rin arregalou os olhos.

Instantes depois, ouviram a porta se abrir. Inu-Yasha conversava com Kagome na cozinha, enquanto terminava a sopa, e Rin estava sozinha na sala lendo seu livro, mas o fechou quando sentiu o cheiro de um perfume conhecido.

Sesshoumaru fechou a porta de vagar, e arregalou os olhos ao ver Rin no sofá, parecia olhar para ele.

- Rin... o que...?

- Eu estou acompanhando a Kagome, mas já estamos indo...

- Você esta bem? – perguntou o rapaz se aproximando de Rin.

- Es...tou sim... e você, parece ter se cortado, tinha sangue no chão...

- Não foi nada, o medico me deu sete pontos, esta só ardendo um pouco...

- Como não é nada, se você levou pontos é porque foram cortes profundos... - ele deu um fraco sorriso, e sentou-se perto dela.

- Eu estou bem Rin... não se preocupe...

- E quem disse que estou preocupada? – comentou corada.

- Tudo bem, eu não vou discutir mais com você... eu quero que saiba que eu ainda a amo, e vou esperar ate o fim da semana que vem para você me dar uma chance...

- Eu já disse que não posso... eu não o amo...

- Eu passei no vestibular e vou para outra cidade cursar minha faculdade...

- Você vai embora?

- Sim... eu não tenho nada que me prenda aqui, eu voltarei quando...

- Eu espero sinceramente... que consiga tudo o que quer... Sesshoumaru... – comentou com extrema tristeza na voz.

- Eu posso conseguir tudo, mesmo assim – ele segurou nas mãos de Rin, com as duas mãos, e ela sentiu os curativos feitos na mão dele.- serei infeliz, porque eu não terei você do meu lado...

Rin levantou-se devagar, e segurou nas mãos dele com carinho, e com uma das mãos estendeu e tocou o rosto do rapaz.

- Me perdoe Sesshoumaru... eu não posso deixar você afundar nas trevas junto comigo, eu sou cega e você um homem saudável, bonito... seria muito injusto com você...

- Rin eu não me importo se você é cega, eu gosto de você do jeito que é, talvez se você enxergasse não seria tão encantadora. – ele tocou-a no rosto e segurou-a delicadamente por este. – Deixa eu te ajudar... a superar esse medo de ser feliz Rin... deixa... – ele aproximou-se lentamente enquanto falava e tocou seus lábios delicadamente nos de Rin, deu suaves beijos nos lábios macios dela. Sentiu a respiração da garota se alterar e apertar suavemente forte a mão dele, o que o fez dar um gemido, pois ela estava apertando os cortes, o fazendo sentir mais dor no local. Mas não parou de beijá-la, ate ela mesma tomar a iniciativa de aprofundar os beijos, e deixando que ele tocasse a boca dela por dentro com sua língua.

- Rin... minha Rin... – chamou-a entre beijos.

Rin soltou as mãos dele, enlaçando o pescoço com os delicados braços, deixando se envolver, deixando-se levar por aquele maravilhoso momento que estava vivendo.

Pode sentir novamente o gosto dos lábios do rapaz, e a paixão que sentia a fez ceder-se cada vez mais. Sentiu os braços fortes dele a envolver, parecia protegê-la, e era tão gostoso sentir aquilo.

- Eu ouvi meu irmão abria a porta, será onde ele esta?

- Ele deve estar conversando com a Rin, eles devem estar se entendendo... – ela comentou num sussurro e acompanhou Inu-Yasha que ficou da porta da cozinha, olhando. Mas Kagome o puxou de volta, quase o derrubando.

- Kagome...

- Não vai atrapalhar Inu-Yasha... – comentou em tom baixo.

- E você acha que eu vou, pelo menos assim o mau humor dele passa. – sorriu, e viu Kagome abafar as risadas nas mãos.

Enquanto isso, os dois continuaram a se beijar, ate que ambos separaram-se por falta de ar. Ele olhava para ela e carinhosamente ainda a abraçava.

Rin sentia os lábios inchados e ardia calorosamente por causa do atrito com os lábios de Sesshoumaru. Era uma sensação boa.

- Você esta bem? – Sesshoumaru preocupou-se, vendo os olhos dela com um brilho especial.

- E porque não estaria...? –ela sorriu anda abraçada nele, e Sesshoumaru se encheu de esperança ao ouvir aquilo, e ver aquele sorriso. Rin tocou no rosto dele e sentiu que ele estava sorrindo, e sentiu muita vontade de não apenas sentir, mas também vê-lo. Com esse pensamento, o sorriso da garota se esvaiu e ela se desvencilhou do rapaz carinhosamente, e virou-se de costas para ele, fechou os olhos e levou a mão fechada a altura do coração.

- Rin? – ele ficou confuso com aquela repentina reação.

- Estou confusa...

- Você quer... podemos dar uma saída, talvez precise de ar livre para pensar melhor...

- Eu não sei... – ela virou-se e estendeu as mãos para tocar nos móveis, mas Sesshoumaru a segurou pela mão e a levou ate o sofá, onde ela sentou-se de novo.

- Eu vou falar com a Kagome... – ele avisou e seguiu para a cozinha, onde olhos curiosos o observava mexer em uma das sacolas que estavam sobre a mesa, tirando dela uma das barras de chocolate.

- Kagome... – começou olhando-a.

- Sim?

- ... Eu vou levar a Rin para dar um passeio nos jardins... é bem perto daqui eu não vou me demorar com ela...

- Não se preocupe Sesshoumaru... – ela sorriu, olhando-o, e com isso ele direcionou-se para a sala novamente, mas parou novamente para ouvir Kagome. - ... você esta bem? – ela perguntou, e ela a olhou confuso. – Eu me refiro a sua mão...

- Não foi nada... só um corte... – voltou a caminhar e logo estava na sala, onde Rin o esperava. Ele aproximou-se e a tocou nas mãos juntas no colo, segurou-as delicadamente e puxou-a do mesmo jeito para que ela levantasse.

- Vamos Rin...

- Mas e a Kagome?

- Eu já falei com ela, e nós não vamos muito longe...

Rin levantou-se e sentiu Sesshoumaru segurar em sua mão, e a guiar para fora dali. Logo os dois estavam no carro. Os dois permaneceram em silencio durante um tempo, mas este foi quebrado por Rin.

- Como esta sua mão?

- Parou de doer... eu estou bem...

- Que bom... – ela baixou o rosto, sentindo depois o carro parar.

Sesshoumaru desceu do carro e logo abriu a porta para Rin, e segurou na mão dela, para a guiar. Imediatamente, Rin sentiu o cheiro da grama e caminhou confiante sendo guiada, segurando no braço de Sesshoumaru.

- Para que você me trouxe aqui?

- Eu quero te mostrar que é normal como qualquer outra garota...

- Eu sei que sou normal, a única diferença é que eu estou nas trevas... – ela parou e direcionou o rosto para o dele.

- Você é linda, é a mais perfeita para este Sesshoumaru...

- Você não merece ter alguém como eu – Sesshoumaru arregalou os olhos ao ouvir essa frase, e seu coração acelerou. - ... merece alguém melhor que eu, que possa ver e admirar sua beleza com os olhos e elogiar você por isso.

- Elogios não me elevam Rin, eu quero ser amado e respeitado...

- E você acha que eu posso te amar e respeitar... sendo cega...

- Tenho certeza que sim...

Rin baixou o rosto, sentindo se envergonhada, mas Sesshoumaru levantou-o apoiando-a pelo queixo.

- Deixe-me olhar em seus olhos...

- Eles são vazios, eu não posso o ver...

- Eu não me importo... eu a amo desse jeito... Rin... – ele olhou-a nos olhos, mas preferiu aproximar-se de um dos ouvidos dela, e segurou-a pela nuca. - ...você quer namorar comigo...

A garota arrepiou-se ate o ultimo fio de cabelo, sentiu muito carinho na voz dele, ficou sem fala, sem reação, sentiu o corpo amolecer quando ele deu um beijo suave no pescoço.

- Olha só Kojiro a invalida conseguiu um namorado! – alguém gritou de longe.

- Não é que ela ficou com o Sesshoumaru... – Kari ironizou, aproximando-se com os outros dois.

- Fique calma Rin, deixe que eu resolvo isso... – Sesshoumaru sussurrou ao ouvido dela com uma voz calma e plácida, mas por dentro, ele estava extremamente nervoso.

- Não deveria ter ficado com ela cara, você é um homem saudável, vai ficar servindo de bengala a vida toda para essa invalida? – Kojiro não perdoou, fazendo sua irmã e Ayume darem risadas.

- Quem é você para me dizer com quem devo ficar, não passam de arruaceiros...

- Ei, eu não sou arruaceira... – Ayume defendeu-se olhando furiosamente.

- Por favor, vamos embora... – Rin pediu com a voz tremula, mas Sesshoumaru a abraçou, e ela escondeu o rosto em seu peito, sentindo-se protegida aquele momento.

- Saiam daqui antes que eu perca a paciência de vez...

- Você esta doido de ficar com essa inválida... com tantas garotas bonitas e saudáveis por ai, você foi escolher logo essa... – Kari olhou-o com um sorriso que revelava interesse no rapaz.

- Pode ser, mas tais moças não têm o caráter que a Rin tem – Sesshoumaru pronunciou-se e kari ficou séria e levemente frustrada com a resposta que ele lhe dera. – nem a delicadeza, e se privar de certas insinuações ridículas, como você esta fazendo agora.

- Você enlouqueceu, acha que eu estou me insinuando para você... uma pessoa que não valoriza a perfeição, assim como você faz ficando com essa... cega invalida, não merece minha atenção...

- Não repita essas ofensas a ela ou eu irei...

- Não!!! – Rin gritou separando-se do rapaz e apertando os olhos com força deixou lagrimas saírem desses. – Eu não posso o fazer sofrer por minha causa... eu o amo demais para isso... – ela disse dando passos para traz, e Sesshoumaru estava surpreso com o que ela dissera.

- Rin... – ele deu alguns passos, mas parou ao ouvir o que ela disse após.

- Não Sesshoumaru... eu não quero fazer ninguém mais sofrer por minha causa, por isso...

- Rin não... me ouça... – pediu com certo medo de ouvir o que ela diria.

- Fique longe de mim... pelo seu bem... fique... longe... – Rin deixou as lagrimas molharem seu rosto, sentiu imensa tristeza, e virou-se estendendo as mãos para se guiar em algo, mas não havia nada ali.

Sesshoumaru correu ate ela, e nisso os três importunistas afastaram-se, os deixando sozinhos de novo.

- Rin espere, me ouça... – ele parou frente a ela, e uma brisa passou pelos dois e esta jogou os leves cabelos longos do rapaz para frente e Rin os sentiu, e pegou uma das mechas podendo sentir vivo o cheiro que ela sonhava em ter sempre perto para sentir.

- Eu... o amo demais para que o faça sofrer assim...

- Se me ama Rin, porque não me dá uma chance... me de uma chance minha Rin... – ele tocou as mãos dela e seu coração bateu apertado no peito, sentindo-o doer.

Rin tocou o rosto do rapaz, e sentiu uma lagrima molhar sua mão, e virou o rosto para o dele.

- Não faça isso... não chore por mim...

- Eu amo você...

Ela estreitou os olhos, e sua respiração se intensificou, seu coração, que ate então sentia-se amedrontado, ficou confiante e a vontade, batia levemente acelerado. Sentiu um arrepio na pele e de repente um raio de luz invadiu seus olhos, e ela os fechou rapidamente, levando as mãos no rosto.

Sesshoumaru assustou-se com aquela reação, e aproximou-se mais tocando-a no ombro, ficou muito preocupado, pois a garota curvou-se um pouco, parecia sentir dores, mas não reclamava destas.

- O que esta sentindo Rin? O que aconteceu? – preocupou-se mais.

- Esta... tudo bem... – ela comentou assustada, levantando o rosto, mas permaneceu com os olhos fechados.

Sesshoumaru olhou a ainda mais preocupado, sentiu que ela tremia. E deslizou a mão pelo braço dela e a segurou na mão, sentindo-a gelada e suada.

- O que aconteceu? Abra os olhos Rin...

A garota direcionou o rosto para o do rapaz e vagarosamente abriu os olhos, a respiração acelerou e o tremor aumentou. Ela não via escuridão como sempre, e sim uma imagem desfocada da expressão preocupada de Sesshoumaru. Fechou os olhos os apertando e logo abriu novamente.

- Rin o que há?... Você esta gelada e tremendo... – ele segurou no rosto dela com uma mão de cada lado, mas delicadamente.

- Eu... estou te vendo. – a imagem que via dessa vez era bem definida, e o rosto de Sesshoumaru estava bem vivo, não era um sonho.

- Rin... – ele surpreendeu-se, parecia não acreditar.

- Seus olhos são dourados, estou vendo como da outra vez, eu estou vendo... – ela sentiu o corpo amolecer, e logo caiu nos braços dele, desfalecida.

Sesshoumaru segurou-a firme nos braços e levou-a para o carro. A pois nele, e em seguida adentrou-o. seguiu rapidamente para o hospital. Logo que chegou com ela desmaiada nos braços, um médico desconhecido atendeu-a.

- O que aconteceu jovem?

- Ela desmaiou depois que me viu e... – viu o medico dar uma irônica risada. – qual é a graça?

- Ela desmaiou depois que viu você? E porque isso iria acontecer, por acaso você acha que foi emoção?

- Seu grande idiota, ela era cega... – ele fitou o medico com um mortífero olhar e logo este ficou serio.

- Vou examiná-la agora, ponha ela nessa maca... – ele indicou, e ele cuidadosamente a pois nesta, e arrumou a cabeça da garota acariciando o rosto dela depois.

Logo o medico a levou, e fez alguns exames, verificou os olhos e neste viu que as pupilas se retraiam com a luz. Estes exames levaram quase uma hora e Sesshoumaru caminhava freneticamente na recepção do hospital. Ate que o médico, com um sorriso satisfeito no rosto apareceu, e ele caminhou rápido ate ele.

- E então?

- Ela esta bem, e os exames que fiz, bem... – ele parou por um momento e olhou para o rapaz que esta sério demasiadamente. - ...os olhos dela reagiram normalmente, retraiu com a luz...

Ainda sério, Sesshoumaru acompanhou o medico ate onde Rin estava, e aproximou-se rápido quando viu que ela estava começando a acordar.

- Rin... – ele ficou na expectativa, esperando alguma reação.

- Sesshoumaru... – ela tentou levantar-se, mas ele a impediu.

- Fique deitada... – ela olhou-o e dessa vez mais calma. Ficou com os olhos fixos no rosto dele e estendeu a mão, tocando-o, e o rapaz deu um fraco sorriso, e viu ela fazer o mesmo.

- Você é tão bonito, é mais do que eu imaginava que fosse... – ele tocou a mão dela e fechou os olhos, sentindo a carícia e uma imensa felicidade no coração. - ...obrigada Sesshy.

- Pelo que? – ele abriu os olhos, arqueando uma sobrancelha.

- Por causa de seu amor eu consegui a confiança necessária para superar o medo que sentia de ficar sozinha... e pela vontade de ver seu rosto eu pude voltar a enxergar.

Um tempo depois, o médico deu alta para ela, ela muito confusa parecia estar entrando num mundo novo, era tudo tão estranho, tudo era novidade para aqueles olhos que ate algumas horas atrás eram completamente cegos.

Sesshoumaru segurou-a pela mão e saiu do hospital, os dois caminhavam lado a lado, e Rin tentava controlar a ansiedade de olhar tudo que podia.

- Como esta se sentindo?

- Estou bem, estou com você... – ela olhou e deu um sorriso aberto. Transmitia muita felicidade.

Ele sorriu também, e os dois seguiram para o carro, onde Rin sentou-se ao lado onde Sesshoumaru em breve estaria.

As árvores estavam sem flores, mas Rin olhava-as admirando o verde das folhas, tudo era tão estranho, e maravilhoso ao mesmo tempo.

Ele dirigiu de vagar e chegando frente a sua casa, Rin estranhou, ficou séria, e ficou tensa e ele percebeu tal reação.

- Fique calma... – ele tocou na mão dela, e logo olhou para a porta de onde saíram Inu-Yasha e Kagome.

A garota parecia muito preocupada, e um pouco furiosa com Sesshoumaru, que havia dito que não demoraria.

Rin deu um grande sorriso ao ver a prima, ela era tão bonita, em 12 anos tinha mudado consideravelmente.

Sesshoumaru saiu do carro, e Kagome chegou perto dele, e despejou sua fúria em cima dele.

- Eu pensei que fosse mais responsável Sesshoumaru... eu estava morta de preocupação... – ela quase gritava e ele mantinha-se sério, e encostou-se no carro. - ... você não vai dizer nada? – neste momento, Rin saiu do carro, e Kagome a olhou, vendo que ela caminhava sem tentar tatear algo para se guiar.

- Kagome não seja tão rude com ele... – ela sorriu, olhando a prima, não entendendo o que estava acontecendo. Rin caminhou ate Sesshoumaru e o abraçou.

- Você sabe que não gosto que fique muito tempo longe de mim, eu me preocupo com você, e porque esta tão abraçada a ela Sesshoumaru?

- Kagome... – Rin virou-se para ela, que estava ao lado de Sesshoumaru e olhou-a, e Kagome arregalou os olhos com aquela reação.

- Rin como você sabe que estou aqui? – viu a prima sorrir, e corar um pouco.

- Deixe que eu explico Rin... – a garota assentiu com a cabeça, e Sesshoumaru continuou. - Kagome, me desculpe não era minha intenção demorar, nós tivemos que passar num hospital, porque ela desmaiou...

- E você diz isso com essa naturalidade?!!!! – Kagome se alterou um pouco, e uma gota desceu no rosto de Rin.

- Calma Kagome...

- Como eu posso ficar calma, eu cuido de você desde que éramos crianças, e você é cega se esqueceu disso...

- Eu era cega Kagome... – ela disse de uma vez, e Kagome quase caiu pra traz ao ouvir aquilo.

- C-como assim? – as lagrimas vieram nos olhos da moça e Inu-Yasha aproximou-se e segurou a pelos ombros carinhosamente.

- Eu não sei como aconteceu, mas de repente a luz voltou aos meus olhos e eu acabei desmaiando...

- E por isso fomos para o hospital, para ver se não tinha acontecido alguma coisa com ela... – Sesshoumaru terminou e Kagome sentiu o corpo fraquejar com tamanha novidade.

- Então – ela começou num fio de voz. – você esta enxergando?

- Estou sim...

- Como pode? – Inu-Yasha também estava estático, e observava atentamente os olhos da garota.

- Vocês estão mentindo para mim não é, vocês dois ensaiaram tudo isso...

- Kagome, eu não brincaria assim com ninguém... – Rin caminhou ate ela e a abraçou forte.

- Rin... – Kagome desmanchou-se em lagrimas, abraçava forte a prima e ela fazia o mesmo acariciando os cabelos da garota com ternura.

- Vamos entrar, esta quase escuro e esta esfriando muito... – Inu-Yasha pediu, e Rin e Kagome de mãos dadas seguiram o rapaz, e Sesshoumaru, depois de trancar o carro também entrou, indo direto ao banheiro onde arrancou os curativos da mão machucada voltando em seguida para a sala.

- Sesshoumaru seu idiota porque tirou os curativos?

- Inu-Yasha não me ofenda ou pode se dar mal...

- Sesshoumaru, seu irmão tem razão, se ficar com esse ferimento descoberto pode infeccionar... – Kagome comentou.

- Eu vou fazer novos curativos, aqueles estavam um pouco sujos...

Ele olhou para Inu-Yasha friamente e logo seguiu para o banheiro onde pegou uma maleta com medicamentos, e seguiu para a sala novamente. Sentou-se a mesa e começou a mexer nos materiais...

Rin por sua vez, aproximou-se e sentou-se ao lado dele, observando atenta cada movimento que ele fazia. Acabou o ajudando com a tarefa.

Continua...