Capítulo 11
(James Sirius' POV)
A formatura chegara, eu estava vestindo um terno bruxo com a gravata nas cores vermelha e amarela, e um sobretudo preto por cima. Estávamos apenas esperando todos se sentarem, para começar a cerimônia. Assim que começou a diretora McGonagall fez um breve discurso sobre era gratificante ter mais um grupo de alunos formando-se na escola, e em como ela estava contente por ter tido a honra de formar-nos. Assim que ela terminou, o professor Longbottom começou a chamar aluno por aluno de cada casa para pegar o diploma. Ele começara a chamar pela ordem alfabética das casas, iniciando com Corvinal e em seguida Grifinória.
- Potter, James. – ele chamou.
Levantei-me, e ouvi as palmas dos convidados, além dos assobios e exclamações da minha família, acenei para eles e voltei para o meu lugar. Os outros alunos foram chamados, e ao final os oradores escolhidos pelos alunos foram à frente e falaram "as últimas palavras como estudantes" como titulara a diretora. Os familiares e os convidados aplaudiram a todos e rapidamente os alunos desceram do palco - que havia sido montado para a cerimônia - e iam encontrar-se com os conhecidos, comigo não fora diferente. A primeira a me abraçar fora minha mãe, que chorava compulsivamente.
- Ah, meu filho! Estamos tão orgulhosos de você! – ela me falou, segurando meu rosto com as mãos.
Após isso, meu pai, meus irmãos e meus avós, me abraçaram e parabenizaram.
- James, tem alguém que veio te ver. – disse-me meu pai, baixo, para que somente eu ouvisse.
Olhei-o, indagando, ele olhou para um ponto mais a frente, e eu o acompanhei.
- Emily. – sussurrei, ao vê-la um pouco atrás de Lily e Albus, com um belo sorriso no rosto.
Caminhei a passos largos até ela, a abracei fortemente. Era incrível tê-la novamente nos meus braços, podia até ser um sonho, e se fosse, eu gostaria de nunca acordar. Separei-me dela, para encará-la nos olhos, como havia sentido falta dos olhos dela, de afogar-me naquele mar azul calmo.
- Parabéns, James! – ela murmurou, antes de eu perder o último vestígio de controle e começar a beijá-la.
Não fora um beijo particularmente longo, mas nele consegui demonstrar parte de toda a saudade que sentira por ela durante esse ano. Quando nos separamos, abraçamo-nos novamente.
- Sabe que eu me senti um pouco insignificante agora? Não que eu quisesse algo desse tipo, mas pelo menos ele podia ter fingido ter ficado feliz desse jeito em nos ver aqui, agüentando essas palavras tediosas e tudo mais. – disse Lily, fingindo indignação.
- Lily, você tem o dom para acabar com esses momentos. – falou Albus.
- Eu? Imagina! – ela falou, irônica.
Separei-me de Emily, e comecei a rir com os outros, ela estava extremamente corada, mas mesmo assim, manteve-se o mais perto de mim possível.
- Ainda podemos ficar um tempo por aqui. – disse minha mãe. – Vá mostrar o castelo para Emily, James.
Assenti, e puxei Emily pela mão pelos jardins, em direção as grandes portas de carvalho.
- É muito mais bonito do que nas fotos.
- E olha que você ainda não viu nada. – falei-lhe, piscando um dos olhos.
Adentramos o castelo, e comecei a mostrar a ela tudo o que podia.
- James, os quadros se mexem! – ela exclamou, quando os mesmos começaram a surgir.
- Assim como as fotos, às vezes eles somem, e vão para outros quadros, mas estão sempre por aqui.
- Oh, meu Deus! - ela murmurou, quando entramos no Salão Principal. – É incrível!
- Vamos, ainda tem mais. – puxei-a por entre os corredores, mostrando-lhe tudo o que aparecia na nossa frente, desde as salas até os fantasmas.
- Aqui, é o Salão Comunal da Grifinória. – falei-lhe, enquanto entravamos na grande e aconchegante sala enfeitada de vermelho e amarelo.
- Vejo que estou conhecido o tão conhecido Salão Comunal, então. – ela brincou.
Ela andou pela sala, observando tudo atentamente.
- Eu gostaria de ter estudado aqui. – ela sussurrou, de repente, enquanto encarava os terrenos pela janela. – Deve ser tão maravilhoso.
- E é, até que os exames chegam e acabam com essa ilusão.
Nós rimos, e começamos a caminhar de volta para o jardim. Quando chegamos, encontramos com a minha família novamente, e fomos em direção a Hogsmead onde pegaríamos o Expresso de Hogwarts para voltar pra casa. Na estação King's Cross meus avós se despediram de nós, e com o carro de meu pai fomos para casa.
- Você disse que tinha terminado a música, não é? – perguntei a Emily, quando estávamos no meu quarto, eu estava terminando de deixar algumas coisas minhas em cima da cama enquanto ela encarava a rua pela janela.
- Sim, e modéstia a parte, eu achei que ficou boa.
- E eu não duvido. – disse, abraçando-a por trás.
Ela virou a cabeça e me deu um beijo na bochecha.
- Eu senti tanta falta sua. – murmurei.
- Eu também, James. – ela disse, e riu baixinho. – Agora nada, além da minha faculdade, poderá nos separar, não é?
- Se depender de mim, nada.
- Mas na faculdade nós não teremos que ficar tanto tempo sem nos ver, então...
-... Será melhor do que esse ano.
- Com toda certeza. E eu acho que a minha colega de quarto terá que se acostumar com corujas. – falou, rindo.
- Me mostra a sua música? – pedi-lhe, mudando de assunto, completamente.
- A nossa música. – ela me corrigiu. – E você não tem um piano, Jay.
- Eu poderia conjurar um, mas daria muito trabalho. Então... você tem um piano.
Ela riu.
- Mas nós teríamos de ir para lá.
- E desde quando isso é um problema? – perguntei-lhe, sorrindo maroto. – Eu já posso usar magia fora da escola, sabe?
- E no que isso seria útil? – Emily virou-se nos meus braços, e ficou de frente para mim.
- Eu poderia simplesmente aparatar na sua casa.
- Aparatar? – ela perguntou, confusa, franzindo o cenho. – Ah, sim, ir de um lugar para o outro, certo?
- Certíssimo.
- E dá pra aparatar daqui?
- Não.
- Ótimo, então, vamos até a minha casa...? – perguntou.
Assenti, e começamos a ir em direção ao andar debaixo, assim que chegamos na sala de estar, vimos meus pais.
- Vou levar Emily para a casa dela, ok? – avisei-os.
- Ok, filho. – respondeu minha mãe, tirando os olhos do livro que estava lendo. - Tomem cuidado.
- Certamente. – falei, e Emily e eu saímos de casa.
Começamos a caminhar lentamente por entre as calçadas, com uma brisa quente batendo nos nossos rostos, e aliviando o calor que sentia dado as vestes a rigor, que eu ainda vestia.
- Então, o que você fez durante esse ano? – perguntei.
- Estudei, estudei e estudei. – ela responder, e nós rimos.
- Só?
- Basicamente, entrar para a faculdade não é tão fácil, Jay.
- Mas eu tenho certeza que você conseguirá.
- Eu já consegui. – ela sorriu rapidamente. – O ruim é que eu vou ter que ficar a 80 quilômetros de distância de você. Mas, não vamos pensar nisso agora, temos dois meses de férias pela frente.
- Graças a Merlin! – exclamei. – Eu preciso recompensar todo tempo perdido com você.
Emily gargalhou. Nós continuamos a conversar, e em pouco tempo estávamos na casa dela, entramos e na cozinha encontramos Bonnie.
- James! – ela exclamou. – Que surpresa revê-lo.
- Oi, Bonnie.
- É bom se acostumar com a presença dele de novo, prima. – Emily piscou um dos olhos e Bonnie riu. – Vamos, Jay.
Emily e eu subimos as escadas, e rapidamente chegamos à sala do piano. Ela sentou-se no banquinho a frente do instrumento, e indicou para que eu fizesse o mesmo, assim que o fiz ela colocou a mão nas teclas e começou a tocar a melodia que eu já conhecia.
Can you feel me?
(Você pode me sentir?)
When I think about you
(Quando eu penso em você)
With every breath I take
(Com cada respiração)
Every minute
(A cada minuto)
No matter what I do
(Não importa o que eu faça)
My world is an empty place
(Meu mundo é um lugar vazio)
Like I've been wondering desert
(Como se eu estivesse no deserto)
For a thousand days
(Por mil dias)
Don't know if it's a mirage
(Não sei se a uma miragem)
But I always see your face, baby
(Mas eu sempre vejo o seu rosto, baby)
I'm missing you so much
(Eu sinto muito a sua falta)
Can't help it, I'm in love
(Não posso evitar, estou apaixonada)
A day without you is like
(Um dia sem você é como)
A year without rain
(um ano sem chuva)
I need you by my side
(Eu preciso de você ao meu lado)
Don't know how I'll survive
(Não sei como sobreviver)
A day without you is like
(Um dia sem você é como)
A year without rain
(Um ano sem chuva)
The stars are burning
(As estrelas estão queimando)
I hear your voice in my mind
(Ouço sua voz em minha mente)
Can't you hear me calling?
(Você não pode me ouvir chamando?)
My heart is yearning
(Meu coração está desejando)
Like the ocean that's running dry
(Como o oceano secando)
Catch me I'm falling
(Me segure estou caindo)
It's like the ground is crumbling
(É como se o chão estivesse desmoronando)
Underneath my feet
(Abaixo dos meus pés)
Won't you save me?
(Você não vai me salvar?)
It's gonna be on the soon you get back to me
(Logo você vai voltar para mim)
I'm missing you so much
(Eu sinto muito a sua falta)
Can't help it, I'm in love
(Não posso evitar, estou apaixonada)
A day without you is like
(Um dia sem você é como)
A year without rain
(um ano sem chuva)
I need you by my side
(Eu preciso de você ao meu lado)
Don' t know how I'll survive
(Não sei como sobreviver)
But a day without you is like
(Mas um dia sem você é como)
A year without rain
(Um ano sem chuva)
So let this drought come to an end
(Então deixe essa seca chegar ao fim)
And make this desert flower again
(E fazer essa flor do deserto novamente)
I need you here
(Eu preciso de você aqui)
I can't explain
(Não posso explicar)
But a day without you
(Mas um dia sem você)
Is like a year without rain
(É como um ano sem chuva)
I'm missing you so much
(Eu sinto muito a sua falta)
Can't help it, I'm in love
(Não posso evitar, estou apaixonada)
A day without you is like
(Um dia sem você é como)
A year without rain
(um ano sem chuva)
I need you by my side
(Eu preciso de você ao meu lado)
Don't know how I'll survive
(Não sei como sobreviver)
But a day without you is like
(Mas um dia sem você é como)
A year without rain
(Um ano sem chuva)
Ela terminou de tocar, mas permaneceu com as mãos em cima das teclas. Lentamente, virou cabeça para me encarar, com um pequeno sorriso nos lábios.
- E então? – Emily perguntou-me.
- Perfeita, Em. – falei. – Mesmo.
Ela sorriu, e colocou os braços em torno do meu pescoço.
- Obrigada, e que bom que você gostou.
Soltei-a, e segurei o seu rosto em minhas mãos.
- Obrigado por ter aparecido na minha vida, Em. – murmurei, encarando-a nos olhos. – Eu não sei se sobreviveria sem você.
Os olhos azuis dela marejaram, e ela sorriu para mim, aproximando-se lentamente.
- Você é tudo para mim, Jay. – ela sussurrou, antes de colar os lábios nos meus. (N/A: Twilight Feelings modo on)
Ela levou as mãos até a minha nuca, e eu a puxei para mais perto pela cintura. Emily puxava os meus cabelos levemente, enrolando-os nos dedos, enquanto eu levava as minhas mãos de cima a baixo em suas costas. Longos minutos se passaram, até que nós nos separamos.
- Eu te amo. – falei.
- Eu te amo também, James.
E eu sabia que era verdade. Hoje eu tinha certeza... Não fora por acaso que eu encontrei com Emily, em algum lugar, isso fora predestinado, eu suponho. Porque nenhum amor surgiria do nada, e seria tão forte e intenso. Eu sabia que agora não poderia mais viver sem Emily comigo, e eu temia até mesmo imaginar como seria. A faculdade dela não nos atrapalharia, eu sabia disso. Se nosso amor conseguiu sobreviver a esse ano, sem notícias, sem comunicação alguma, eu poderia afirmar com toda certeza do mundo, que nós continuaríamos a nos amar.
N/A: Desculpem-me pela demora, o computador que estava com o documento parou de funcionar e só hoje consegui recuperar tudo.
Lys x
