Boa leitura :)

Reflorescer capitulo 11

Beleza de um florescer de Sakuras

Itachi se aproximou e viu sua amada ao lado de uma moça de cabelos vermelhos que ele conhecia bem no interior de Sakura

Misaki e Sakura estavam desacordadas, as pontas dos dedos de ambas se tocando seus cabelos se misturavam estavam ambas de frente uma para outra na mesma posição parecia um espelho. As duas moças tinham as mesmas belas e delicadas feições e o mesmo ar de serenidade tirando os cabelos tão divergentes eram absolutamente iguais.

Passado o torpor inicial de Itachi ele finalmente percebeu o que estava ocorrendo, as duas garotas estavam separadas como era possível? O que isso poderia causar a Sakura? Ele nunca soube de um caso sequer em que almas que habitavam o mesmo corpo poderiam separar-se.

Itachi correu até Sakura puxou o corpo magro da garota para seu colo e afastou os longos cabelos cor de rosa de sua face. Ela estava pálida e gelada o que causou um frio na barriga do Uchiha, Itachi roçou as pontas dos dedos no rosto de Sakura e tocou levemente seus lábios.

- vamos Sakura, eu sei que você está bem você não pode fazer isso comigo

- a voz de Itachi saia entrecortada e pela primeira vez em muitos anos seu rosto mostrava toda a tensão e apreensão que ele sentia.

- vamos Sakura por favor...

Sakura corria por corredores escuros e atravessava inúmeras portas negras, sentia seu suprimento de ar se esgotando e isso a apavorava, o escuro aumentava tornando-se cada vez mais impossível de se locomover, mas Sakura continuava correndo. Não sabia o que estava procurando, porém continuava correndo sem parar até que o ar foi ficando cada vez mais denso a escuridão a incapacitava de se mexer e o silêncio fazia uma pressão dolorosa em seus ouvidos. Sakura ajoelhou-se no chão frio rendendo-se enquanto a inconsciência a tomava lentamente e desesperadamente a fazendo gritar...

Aos poucos Sakura recuperou a consciência embora continuasse com os olhos fechados, pela primeira vez em muitos anos ao acordar percebeu algo inacreditável, o silêncio. Sakura não ouvia nada, nenhum comentário sarcástico também não sentia nenhuma amargura ou raiva ou ansiedade sentimentos comuns de Misaki que Sakura durante tantos anos aprendera a conviver. Agora ela sentia um vazio que era completamente preenchido apenas por seus sentimentos de uma forma que transbordava e a assustava muito. No meio dessa confusão e turbulência de sentimentos ela percebeu a ausência de Misaki, assustou-se, o que ela havia feito? Será que havia eliminado a irmã? O desespero de Sakura aumentou enquanto ela pensava nessa possibilidade...

- Não - seus olhos tremiam junto com todo o seu corpo não podia ser verdade, ela não poderia ter acabado definitivamente com a vida da irmã, não de novo

- não

- Sakura, acorde... ei Sakura está tudo bem, acalme-se você ficará bem

não, não está tudo bem Itachi, ela queria responder, será que você não percebe o que eu fiz? Eu matei minha irmã novamente porém definitivamente dessa vez, ela pensou mas não conseguia sequer erguer a cabeça abrir os lábios ou os olhos. Estava se sentindo completamente esgotada e dolorida, como se tivesse participado de 10 missões de níveis extremos em um mesmo dia. Também sentia medo. Todos os seus sentimentos agora eram mais intensos pois seu corpo, seus sentimentos, seus pensamentos tudo eram só dela e isso a apavorava. Ela não era acostumada a tomar as decisões sozinha e se sentia como uma criança que sempre andava segurando a mão mãe que repentinamente perdesse o contato e acabara sozinha em plena rua movimentada completamente desnorteada. Mas ela sabia que precisava ser forte, não devia deixar Itachi mais angustiado do que já estava. Então com um esforço inimaginável Sakura abriu os olhos e o rosto de Itachi tão próximo ao seu encheu sua visão. Os olhos negros ardiam em contato com os dela e Sakura percebeu que independente do que ocorresse ela nunca mais estaria sozinha. Fechou novamente os orbes esmeralda e abraçou Itachi, ainda abraçada com ele ela abriu os olhos, uma lágrima rolando, e ficou paralisada por um tempo tamanha a surpresa que a aguardava. Misaki a fitava com os olhos cor de jade expressivos e felizes de uma forma que Sakura nunca havia visto. Misaki não estava morta, finalmente a irmã da rosada estava viva realmente de volta em seu corpo tão parecido com o de Sakura. Os olhos divergentes das duas irmãs se encontraram ambos cheios de lágrimas e emoção. Sakura soltou-se dos braços de Itachi e correu com pouco equilíbrio para abraçar a irmã. As duas ficaram assim durante um tempo comunicando-se sem palavras, apesar da separação as duas almas continuavam completamente conectadas.

- obrigada Sakura... obrigada minha irmãzinha...

Após todas as surpresas e emoções do dia, as duas garotas e Itachi estavam sem rumo. Não sabiam se voltavam para a Akatsuki, ou tomavam um caminho diferente. Após uma longa conversa pesando o bem estar não apenas deles mas de todas as pessoas que lhes eram queridas decidiram que continuariam na Akatsuki até o término do ano como fora combinado e depois se uniriam a Konoha para enfrentar as consequencias de seus crimes e lutar a guerra ao lado dos seus amigos amados.

Nem Sakura, nem Misaki estavam em condições para caminhar porém Sakura insistiu que continuassem andando para chegar à cede da Akatsuki o mais cedo possível, pediu para Itachi carregar Misaki nas costas pois depois de tanto tempo desacostumada a ter um corpo Misaki levaria algum tempo para se adaptar e por enquanto ela encontrava dificuldades para executar até as atividades mais automáticas como andar ou realizar jutsos simples. As duas sabiam que tinham um longo caminho de batalhas para adaptar-se ás novas condições de ambas pois pela primeira vez em muitos anos Misaki tinha um corpo e Sakura habitaria sozinha o seu próprio, porém apesar da irritação de Misaki que estava sentindo-se humilhada pois detestava depender de alguém para qualquer coisa, as duas sabiam que conseguiriam superar qualquer coisa pois estavam juntas como sempre e não abririam mão uma da outra de forma alguma. Se apoiariam e venceriam suas batalhas juntas como sempre pois apesar de não dividirem mais o mesmo corpo sempre seriam o complemento uma da outra. Duas metades de um todo...