Eu acredito em amores eternos, daqueles que acompanham a gente pela vida inteira, como se tempo e amor se fundissem num só elemento, tornando-se imutáveis, indestrutíveis. Eu acredito em amores eternos, daqueles que vão com você para qualquer lugar, não importando o quão distante você esteja, por que a pessoa amada reside em seu próprio coração. Acredito em amores eternos e sublimes, capazes de reconsiderar tudo, com suavidade, ternura e perdã, sim, em amores para toda a vida, e além da vida, pois seria um tipo de amor unido à própria alma, e sem alma a vida não tem razão... Amores eternos existem sim, e superam qualquer coisa, mesmo quando ninguém mais acredita neles, eles continuam sempre à espreita, esperando apenas um olhar, um retorno, uma reconciliação.
[Augusto Branco]
Batidas na porta. Fazem House voltar a realidade. Cuddy adentra na sala dele, tentando decifrar por onde estaria o pensamento dele.
House que ate então estava preso em seus pensamentos, fecha a pasta que estava em suas mãos. Aquele assunto ainda daria muito pano pra manga. E nesse momento não estava nenhum pouco afim de dor de cabeça.
C: Algum problema?
H: Não. Apenas o paciente que eles estão trabalhando.
C: Caso difícil?
H: Na verdade eu não li a ficha ainda. Mas diga... O que queres?
Cuddy não disse nada. Apenas tirou um envelope do bolso de seu jaleco. E mostrou ao House.
H: Ainda não tenho o poder de raio x.
C: é o resultado.
H: Resultado?
C: Wilson me convenceu a fazer um exame de sangue para saber se estou realmente grávida ou não.
House apenas ficou admirando a reação de Cuddy. Uma mulher determinada com ela. Dona de um grande poder de domínio e perseverança estava totalmente entregue ao medo de abrir um envelope.
Um envelope, que realmente traria mudança para vida de ambos. Para bom ou para ruim. Era algo que só o tempo diria.
C: estou com medo.
H: estou vendo.
Cuddy que ate aquele momento estava em pé ao lado da porta, caminha lentamente para próximo dele, fica parada frente dele. Ele ergue a cabeça para poder olha nos olhos.
H: Você realmente quer abrir esse envelope?
C: Na verdade. Não sei.
H: Você tem duas opções. Uma é abrir agora e descobrir o que já sei e outra é esperar para ver, e começa a se acha gorda de repente.
C: Descobrir o que você já sabe?!
H: Eu lhe conheço muito bem Doutora Lisa Cuddy,
C: então, você acha mesmo que eu estou?
H: Não acho. Tenho certeza. E o tamanho dobrado dos gêmeos. Dão-me certeza.
C: HOUSE!
H: O que? Estou falando serio.
C: Eu tenho medo. De que nada de certo.
H: Isso é algo que só saberá se tentar.
C: E se eu falhar?
H: Essa criança vai te odiar. Te xingar. Fazer você perde horas de sono. Vai deixar rugas na cara. Mas mesmo assim você vai amá-la. E um dia, ele ou ela. Vai lhe agradecer.
C: Isso era pra servir como consolo?
H: Não. Apenas para você ir se acostumando com a realidade.
C: E você?
H: Eu o que?
C: Você é o pai. O que pensa em fazer?
H: O que todos os pais fazem? Deixa para a mãe cuidar?!
C: Não será tão fácil assim.
H: Nunca é fácil assim.
O bip de House começa a tocar. Foreman havia descoberto com a enfermeira que House estava de volta ao hospital.
Quando House levantou da cadeira. Pegou a pasta que estava encima da mesa e virou em direção a Cuddy.
Apenas apontou para a pasta e falou.
H: Reforce a muralha. Pois vão querer destruir seu castelo novamente.
Cuddy ficou sem entender o que House disse. Mas quando abriu a pasta e viu o nome de Bonnie na ficha, ela conseguiu encaixar as peça do quebra cabeça.
Cuddy fechou os olhos lembrando de tudo. Sim a sua vida passava pela sua mente em fração de segundos.
Então após fechar a pasta. Cuddy pegou o envelope e abrir. Um leve sorriso se esboçava em seu rosto.
Aquilo certamente serviria de fonte de inspiração para superar qualquer coisa.
Presa em seu pensamentos, cuddy segue para sua própria sala, e não percebe quando papel cai do bolso de seu jaleco parando bem na porta da sala de House.
House entra em sua sala e encontra o papel caído. Ele junta. E as únicas coisas que ele lê
É a palavra Positivo. O esboço de um sorriso formasse no canto da boca dele. Certamente muita coisa iria mudar dali por diante.
No outro dia no Hospital. Todos estavam esperando House chegar. A quadro de saúde de Bonnie havia piorado. Foreman tentou de varias maneiras falar com ele, mas o celular estava desligado e na casa ninguém tinha atendido.
F: Onde você estava?
H: você é minha mãe agora, para eu dar satisfação?
F: Sua paciente piora e você não atende ao telefone em casa?
H: SUA paciente. Não mandei que você pegasse o caso.
F: Ela precisa de você House. Ate agora não temos a mínima idéia do que ela tem
H: Já tentaram falta de vergonha na cara?
F: você a conhece?
H: Nada que venha a ser do seu interesse.
F: Vou falar a Cuddy. ela fará com que você a atenda.
H: Se eu fosse você não faria isso.
F: Por que?
H: vá e descobrira
Foreman fica sem entender o que House quis dizer. Mas mesmo assim foi a sala de Cuddy. Chegando a sala de Cuddy, Foreman conta para ela da negativa de House em atender Bonnie. Ela sabia muito bem qual seria o motivo dele, mas não podia entrar em muitos detalhes com Foreman.
C: Ela precisa mesmo que House a atenda?
F: Cuddy, Desde quando você defende o House?
C: Foreman, Me responda. Precisa?
F: Ela não responde a nenhum tratamento, ele é louco, mas precisamos saber o que ele acha.
Cuddy pega o telefone e liga para House, Mandando ele vir ate a sua sala.
Cuddy voltou a ler uns documentos, e Foreman ficou sentado no sofá esperando House dar o ar da graça. Quase meia hora depois, House aparece na sala dela.
C: Eu falei que precisava fala com você urgente.
H: Desculpe, mas sabe sou aleijado, e com o pé machucado fica ainda pior.
C: E com a força de vontade...
H: Então, estamos aqui para falar da minha força de vontade ou o que?
F: Ele se nega a tender a Paciente.
C: House , ela precisa de você.
H: Não. Ela não precisa. Eles dão conta. Por isso eu os contratei.
F: House.
H: Eu não vou. Tenho meus motivos, não vou.
F: Desde quando, motivos pessoais, são motivos para não tratar alguém?
H: Ela sabe.
C: Não. Não sei.
F: Então?
C: House, você vai cuidar dela sim.
H: E se eu me negar?
C: Será suspenso.
H: Considere-me Suspenso então. tchau.
House da às costas e sai da sala de cuddy, deixando os dois atônitos, Cuddy não entendeu a reação de House. Ela sabia que ele tinha raiva de Bonnie, mas Jamais tinha o visto reagir dessa maneira sobre ela.
House foi ate a sua sala, os ducklings estavam todos lá, esperando, mas ele não respondeu nada, apenas pegou a sua bolsa e saiu da sala deixando todos a mercês da duvida. Quando House saiu da sala. Foreman entrou na outra e informou a todos, que Bonnie estava nas mãos deles, House estava fora do caso.
House pilotou a sua moto ate seu apartamento, A decisão dele em não ajudar no caso havia sido drástica, mas sabia que precisava ser feito. Afinal tudo poderia ser pior.
Principalmente falando de Bonnie.
House Jogou suas coisa no sofá e dirigiu ate o freezer pegar gelo. depois voltou com um copo e a garrafa de uísque. Se jogou no sofá, e ligou a tv.
Com o copo cheio, House ficou rodando o liquido dentro, e mentalmente se lembrando do arquivo de Bonnie. Ele sabia a doença, e sabia a cura. Mas meio que por vingança ele deixaria Bonnie sofrer mais um pouco.
Cuddy em seu escritório, ainda tentava entender o que estava se passando pela cabeça de House. Optou em não comunicar nada ao conselho, antes de falar com ele. Muita duvida estavam martelando em sua cabeça, e isso não a deixava em paz. Cuddy terminou de assinar os documentos, juntou suas coisas e foi em direção a porta.
Quando chegou na casa de House, a única luz que vinha de dentro, era a televisão ainda ligada, a garrafa de uísque estava pra baixo da metade, e ele deitado no sofá, tentando prestar atenção na programação. House levou um tremendo susto quando notou, Cuddy dentro de casa.
H: Como você entrou?
C: Não e só você que sabe onde esta a chave reserva.
H: Preciso mudar.
C: Por quê? Eu não posso mais saber aonde fica?
H: Faça uma copia.
C: Nossa. Direto não.
H: Você não veio aqui, para discutirmos sobre chaves, veio?
C: Não. Na verdade eu vim entender sobre o Showzinho em meu escritório.
H: Não vai chamar de showzinho quando eu contar.
C: Ta bom. Se você queria me preocupar, conseguiu.
H: Não quero falar sobre isso. Não agora.
C: Se pensas que vai fugir da conversa, estas enganado.
H: Não quero fugir, apenas atrasar um pouco do aborrecimento?!
C: House, você esta me assustando.
H: Senta.
Cuddy Olhou assustada para House, ele por sua vez levantou, encheu seu copo de uísque, e foi ate a cozinha para buscar mais gelo. Quando volto, Cuddy ainda o olhava para ele, tentando imaginar que estava fazendo House, ficar tão inquieto.
House colocou o copo encima do piano, e virou- se frente apara Cuddy e começou a contar.
FlashBack.
Após House ver Cuddy ir embora de Michigan. Ele sabia que só tinha uma pessoa para falar. Ou melhor. Tirar satisfação. Bonnie.
House saiu andando Furiosamente pelo campus a procura de Bonnie. ate que a achou sentada nos bancos do refeitório. Sua fúria era grande que a única coisa que ele fez, foi pega-la pelo braço e leva- la para o lado de fora do refeitório.
H: Ok! Bonnie. Você conseguiu, tirou a única pessoa com quem eu me importava. Parabéns, Mas não pense que acabou.
B: Há Há Há ! eu avisei House. A única que sairia vitoriosa aqui era eu.
H: Desça vez eu tenho que concorda Bonnie, tu conseguiste.
A cara de Bonnie, estava irreconhecível. Era uma mistura de duvida, com alegria, de receio com vontade de gritar. Ela estava pasma. Mas mesmo assim, evitou falar algo. Afinal House já havia jogado essa carta uma vez, e ela tinha caído como um patinho.
B: Ok! Vou fingir que acredito dessa vez, Mas, por favor, nada de jantares...
H: A palhaça acabou Bonnie. eu realmente estou fora.
B: Bom pra você...
House deu as costas para ela, e saiu caminhando.
B: perdedor....
House parou sua caminhada, mas não viu para ela. Apenas estava analisando a ultima palavra de Bonnie.. "Perdedor" – é o que veremos Bonnie. Disse ele mentalmente...
Voltou a caminhar e deixou Bonnie com o silencio.
Uma semana se passou Bonnie não viu mais House, Soube que ele havia pedido para trocar de turma. E isso a deixou mais alegre, e triste ao mesmo tempo. Um dia saído da biblioteca, Bonnie encontrou com House na porta. Ele a Olhou e seguiu seu caminho para dentro da mesma. Ela notou o olhar, tentou falar alguma coisa, mas ele saiu andando sem dar atenção.
Bonnie viu naquele momento que o que ela tinha feito, havia simplesmente sido demais. O cara mais alegre e bagunceiro da faculdade, estava se tornando solitário, ranzinza e mal humorado.
House se trancou no seu mundinho de solidão. Não via a hora de termina logo a faculdade e tentar da um rumo diferente na vida. Mas o que Bonnie tinha feito isso ainda não tinha sido apagado da mente dele.
Uma semana antes de se formar, House resolveu que era hora de dar o troco.
Esperou Bonnie entrar em seu dormitório, para poder colocar seu plano em pratica. Era algo sujo, mas tinha que ser feito.
Quinze minutos depois que Bonnie, entrou no quarto House bateu em sua porta. Ela saiu apressada do banheiro, apenas como roupão em seu corpo. Quando House viu a cena. Se sentiu mais tentado em fazer seu plano dar certo
B: House. O que faz aqui?
H: E a boa Educação Bonnie fica aonde? Não convida para entrar?
B: Nossa, você falando em educação?!
H: As pessoas mudam Bonnie.
B: As pessoas sim. Você não!
H: Então. vai me deixar aqui na porta mesmo?
B: Não. Entre.
Bonnie, afastou- se da porta dando passagem House. Que entrou olhando-a dentro dos olhos. Bonnie sentiu um calafrio pelo seu corpo, após a entrada de House.
B: Espere só um pouco por que vou me trocar.
H: Não! É rápido o que tenho pra lhe dizer.
Bonnie se assustou com a negativa de House. Mas ficou ali, olhando-o serio.
B: então? o que tem pra me dizer.
H: Eu te amo. – House disse isso com tanta certeza que chegou a assustar Bonnie.
B: Não. Você ama Lisa.
H: Não queria saber mais de meus sentimentos do que eu mesmo.
B: House...
House andou ate próximo dela, e ela aos poucos foram recuando. Ate que encontrou a porta atrás de si.
B: House, se isso for uma brincadeira. Saiba que é de muito mau gosto.
H: quem disse que estou brincado?
House que estava bem perto dela, começa a beijá-la no pescoço. Aos poucos ele sobe a mão ate o laço do roupão. Nesse momento, Bonnie segura as mãos dele, e o olha dentro dos olhos.
H: Qual é Bonnie. você quer mais isso do que eu.
B: House. Isso não é mais brincadeira.
H: isso deixou de ser brincadeira faz meses.
House mais uma vez, começa a beijar o pescoço de Bonnie. Subiu ate a orelha dela, e deu uma leve mordiscada, sussurrou..
H: Vai dizer que não quer...
O corpo de Bonnie se arrepiou inteiro, e isso não passou despercebido por House. Ele que ainda estava com as mão no laço do roupão, levou as mãos ate o quadril de Bonnie, puxando-o para mais perto dele. House continuava beijando o pescoço de bonnie, em momento algum havia beijo-a na boca.
H: vamos Bonnie. Assuma que você quer isso mais que eu... – ele sussurrava
B: eu... eu... quero...
House parou dei beijá-la e a olhou dentro dos olhos. Então em um movimento brusco, ele jogou Bonnie na cama. E ele se deitou por cima dela, aos pouco foi desfazendo o laço do roupão, e beijando- a desde o pescoço ate o umbigo. House começou com as preliminares. Não deixando ela em momento algum toca-lo. Quando Bonnie estava quase indo a loucura. Ela o puxou para cima. Para fazer com que ele a penetrasse logo. Mas foi nesse momento que ela percebeu que House ainda estava vestido.. então House deu um sorriso maléfico a ela...
H: Ainda não...
E voltou a posicionar suas mãos, entre as pernas de Bonnie.
Bonnie Fechou os olhos e curtiu o momento, quando estava quase chegando ao seu clímax...
B: House.. se você não parar, eu não vou mais agüentar...Eu preciso de você agora!
H: Repete!
B: House... eu preciso de vo....
Era tarde te mais.. House havia parado o que estava fazendo e estava saindo do quarto.
Quando ela percebeu que ele tinha parado, ela o olhou confusa...
B: Greg..
H: Era isso que queria. Ter você Literalmente nas minhas mãos.
B: Mas por quê?
H: Você achou mesmo que te amava? Bonnie.. Você não chega nem aos pés da Lisa.
B: House. Você e um Cretino, Filho da Puta!
H: Sorry Honey. Tu percebeu isso só agora?!
House deu uma piscadinha para ela e saiu do quarto. Essa humilhação era demais para Bonnie. E dessa vez, ela era obrigada a jogar a toalha.
Fim do FlashBack.
Quando House terminou de contar para Cuddy, o que tinha acontecido. Era com se ela tivesse perdido o chão sobre seus pés, Ela estava pálida. E sem reação. House sabia que tudo isso daria uma grande dor de cabeça a ele. Mas era preciso fala com Cuddy sobre isso.
H: entendeu por que não eu posso atender ela?
C: Eu não creio que você desceu esse nível.
H: Cuddy, Não me venha com sermões agora.
C: Não é sermão! House! Cresça! Você tem que parar com essa picuinha idiota.
H: Ela fez eu perder a única pessoa que eu amei! – House estava com seu to de voz alterado.
C: Você... Falou serio quando disse que amava?
H: Se você não percebeu, eu apenas a usei.
C: Você não me respondeu.
H: É Claro que NÃO!
C: Então você vai cuidar dela!
H: MAS NUNCA!
C: House. A culpa não foi dela. Quem eu vi na sua cama, foi a Stacy e não ela!
H: Foi Armação das Duas! Só você que não percebeu!
C: Para House! Pare com sua paranóia que todos conspirar contra você!
H: Não é paranóia. E a verdade. Nós já discutimos isso!
C: Pra mim já chega. Eu vou embora e você vai para o Hospital curar aquela garota.
Cuddy, andou em direção a porta do apartamento de House, batendo- a atrás de si.
House naquele momento percebeu que muita coisa mudaria.
Coisas que demoram a se encaixar em seu quebra-cabeça, estavam sendo embaralhadas novamente. E isso não era nada bom.
