Capítulo 11: Renascimento
BetaReader: Antonomásia (Mas pra mim vai ficar sempre Lady T.)
Atenção: Esse capítulo, mais do que os passados, faz jus à classificação NC-17 (M) em todos os aspectos, então... Preparem-se!
Eu quero reconciliar a violência em seu coração
Eu quero reconhecer que sua beleza não é só uma máscara
Eu quero exorcizar os demônios do seu passado
Eu quero satisfazer os desejos secretos em seu coração.
Undisclosed Desires – Muse
DRACO
Precipitei-me rapidamente, ainda esperançoso em sua direção e enquanto eu andava a Capa escorregou revelando a minha presença. Minha pulsação era forte, as pernas tremiam, a boca estava seca, meus olhos estavam arregalados de pavor, o ar faltava, o coração apertado, mas eu precisava vê-lo, tocá-lo. Isso não poderia estar acontecendo.
Então Potter olhou para mim. E não encontrei mais suas íris esverdeadas. Vi apenas aquelas órbitas medonhas, brilhantes e desvairadas em vermelho sangue de encontro a mim. "—Olá Draco." – Sua voz estava estranhamente fria e aguda esboçada em seu riso debochado. Ele ressurgiu em Harry Potter.
Para o meu desespero...
Eu não conseguia acreditar. Meus joelhos falharam e caí, sucumbi em desespero, eu não sabia o que fazer. Olhei ao redor. Minha mãe era o retrato fiel do desespero, talvez com medo do que Voldemort fizesse comigo. Eu agora estava dilacerado por dentro e a mercê do Lorde das Trevas. Os outros Comensais estavam perplexos e sem ação. Eu me negava a olhar para o meu pai, mas meus olhos foram mais rápidos (ou traiçoeiros?), talvez com um resquício de esperança de que ele fosse ser digno da palavra pai. Mas para minha total desesperança ele era a representação leal de uma gloriosa vitória, mesmo que significasse passar por cima do próprio filho. Que devoção doentia...
"—O que achou Draco?" – O Lorde se aproximou de mim ameaçadoramente na face de Harry. "—Gostou da minha nova pele?" – Sibilou como uma cobra. "—Meu renascimento foi muito pra você?"
Por Merlin! Onde estava minha voz? Porque esse maldito não pode simplesmente me matar? Eu não agüento mais. Eu não quero ver Harry assim. É um desrespeito para o corpo dele.
"—Desrespeito?" – Ironizou. Ele leu meus pensamentos. Desgraçado.
Com aquela onda macabra que emanava dele, eu não conseguiria bloquear muita coisa.
"—Mas ele não vai ter descanso." – Ele sorriu sinicamente.
Eu não era capaz mais de encará-lo. Ver aquele rosto, que ficava em deleite quando eu o possuía, agora naquela forma tão... deprimente.
"—Deixe-me explicá-lo querido." – Zombava.
"—Pra quê o Lorde das Trevas perde tempo dando explicações para mim?" – Não sei de onde tirei forças ou mesmo encontrei a minha voz trêmula para construir uma frase.
A platéia ansiosa e perplexa de Comensais esperava o desfecho daquilo tudo.
Ele sorriu de forma macabra. Sua aura mágica a cada segundo mais forte. "—Você acha que Harry Potter morreu? Não... Ele está aqui em algum lugar sucumbido pelo meu poder. Logo eu posso ver todas as suas memórias tristes e felizes... e advinha que aparece nelas?"
Eu o encarei enojado. Minhas pernas continuavam a tremer, agradeci mentalmente por estar caído. Eu queria vomitar, me sentia fraco e inútil. Maldito! Essa não é a posição de um Malfoy, muito menos a de Harry Potter.
"—Então eu tenho que fazer o amantezinho dele sofrer e vê-lo sofrer também aqui em sua mente." – Ele riu em triunfo, mas continuou. "—Eu já poderia ter suprimido qualquer consciência dele, mas eu quero vê-lo expiar, me ver provando da vitória!"
Deus! Harry não teria nem o merecido descanso dos mortos? Tive ganas de matar aquele desgraçado, mas nunca fui muito corajoso e, embora fosse você-sabe-quem ali, eu não queria machucar o corpo de Potter.
"—Este aqui, senhores." – Se referiu a mim se dirigindo para os que nos observavam. "—Achou que pudesse enganar Lorde Voldemort. Sim! Eis aqui um traidor do sangue." – Apontou pra mim com a Varinha das varinhas. "—Era amante do garoto-que-sobreviveu."
Ouve um burburinho; alguns se cochichavam; outros olhavam fixamente para o maldito ser que roubou o corpo de Potter e alguns riam em triunfo, entre esses Lucius Malfoy.
"—Sim! Ele ajudou Harry Potter a tentar me matar e desvendou uma parte da profecia que eu não tinha dado muita importância, mas meu fiel braço direito." – Apontou para o meu progenitor. "—Lucius me alertou e mostrou-me tudo, inclusive provas de que Severus Snape era um traidor maldito."
Agora eu entendi tudo. A culpa era minha. Eu não fui cuidadoso o suficiente para manter segredo e meu pai, esperto, resolveu ganhar em cima disso.
"—Agora até mesmo esse traidor está morto depois de ter matado Nagini." – Completou com sua voz macabra e fria que não combinava em nada com Harry.
Eu não tinha mais nada. Nada. Eu me perdia no meu desespero. Eu queria sumir dali. Não consegui cumprir a minha parte na profecia e agora? O que seria de minha mãe? Eu só temia por ela, por que a minha vida se foi quando aqueles olhos de esmeralda deixaram de brilhar dando lugar a alguém que nunca se compararia em nada a ele.
"—Agora." – Se aproximou novamente de mim. "—Você vai sofrer pelas mãos de Harry Potter, por ter tentado me enganar e depois morrerá pelas mãos de seu próprio pai."
"—NÃO!" – Minha mãe gritou em desespero. Ajoelhou-se no chão pedindo misericórdia, pedindo que ela ficasse em meu lugar no sofrimento.
"—Cale a boca!" – Lucius esbravejou. "—O Lorde vai fazer o que quiser." – Como ele podia ser assim? E a família? Como fica? Tudo bem, nunca fomos 'A família' de verdade, mas e o sangue, não conta?
O Lorde das Trevas se aproximou de mim novamente. "—Levante-se." – Sua voz finamente doentia ecoou em minha mente, mas eu não conseguia levantar. Eu não queria. "—Levante-se! Lorde Voldemort está mandando! Império!"
Senti minha mente se estagnar. Meu corpo não obedecia aos meus comandos mentais e entrava num estado de letargia forçada. Era uma sensação boa. Devo admitir. Eu não era mais obrigado a pensar em nada, apenas me perder nos meus pensamentos e no meu mundo particular. Quando vi já estava de pé e não sabia se já queria estar de pé ou não. Apenas obedeci. Sucumbido em minhas vontades.
"—Eis aqui o amante. Vou mostrar a vocês o que se faz com quem não obedece ao Lorde das Trevas." – Isso era humilhante. Não se humilha Draco Malfoy.
"—Maldito!" – Urrei quando ele me amarrou magicamente.
Todos riram ao redor, menos minha mãe. Minha tia Bella que entrara em meu campo de visão olhava tudo aquilo com uma admiração de amante para com Voldemort. Maldita! Como esses imundos ousam zombar de mim? E de Potter? Eu queria morrer ou pelo menos me juntar a Harry, mas ele estava em algum lugar suprimido por aquele ser imundo.
O ódio crescia. E depois foi aquela maldita dor esmagando minhas entranhas. Eu gritava em dor e desespero, alguém jogava uma cruciatus em mim. Eu ouvia risos, falações altas. Minha mente girava, meu corpo doía como se meus ossos estivessem todos trincando e a única coisa que eu conseguia fazer era gritar enquanto lágrimas de agonia escorriam insolentes por meus cílios cerrados.
HARRY
Eu não conseguia discernir nada naquela treva. Estava frio. Uma escuridão esmagava meu corpo. Draco? Alguém? Onde eu estou? Eu não conseguia respirar. Fantasmas obscuros do meu passado me rodeavam.
Agora eu lembrava, fora morto por Lucius Malfoy. O jorro de luz verde. A morte.
Por Merlin! Tomara que Draco tenha ido embora.
Aqui é tão ruim.
Eu não conseguia me mexer. Eu abria os olhos eu os fechava e era absolutamente a mesma coisa. Meu coração apertava, doía tanto que eu queria arrancá-lo a unhadas do meu peito; a escuridão queria a cada minuto me tragar. Eu tentava desesperadamente empurrá-la com as mãos. Agora eu sentia uma lama fria, em baixo de mim, começar a se mover. De qualquer forma eu iria sucumbir. E ninguém me salvaria. Que ironia. O salvador do mundo bruxo precisava de ajuda.
Eu me sentia vazio, não conseguia nem lembrar os momentos que eu emeus amigos ou eu e Draco passamos juntos como se tivessem sido roubadas. Eu me sentia violado e sendo arrastado para baixo enquanto uma força maligna ajudava me empurrando de cima.
Mas agora eu via uma fresta de luz... Olhei. Por Merlin! Eu queria ter ficado sem ver.
Voldemort tomara o meu corpo, descobriu Draco e agora o torturava de forma vil. Ele gritava tanto, sofrendo pelas minhas mãos que já não estavam mais sob o meu comando. Isso machucava meus olhos, meus ouvidos, meu corpo, meu interior.
"—O que acha de sofrer pelas mãos do seu amante, hein?" – A maldita voz fria de Tom saia da minha boca com prazer.
"—Não!!!" – Gritei, mas a minha voz ecoou no vazio que me engolia cada vez mais.
"—Pare!" – Narcissa gritava para soltarem o filho, Lucius Malfoy não sorria mais como antes, porém ele não tentava ajudar ao filho. Os outros olhavam admirados e perplexos enquanto Draco se retorcia de dor. Ele estava amarrado.
"—Sabe, Draco. O seu amorzinho está gritando por você. Isso é pra mostrar que amor não trás poder. Nunca trará! O que dá poder é a arte das Trevas." – Ele dizia exultante e afrouxou as cordas que envolviam Draco.
"—Desgraçado!" – Draco falou caindo no chão cuspindo um pouco de sangue depois de um aceno de varinha de Voldemort em seu corpo. Ele estava visivelmente abatido e fraco.
"—Miserável! Deixe-o em paz." – Gritei, mas ele riu mais.
O meu loiro soluçava. As lágrimas já não caíam mais, em seu rosto só restavam os rastros secos de sofrimento; ele segurava o abdômen, com certeza, dolorido. Contudo se deu mais uma rajada de maldições, Cruciatus, Sectumsempra... Ele não agüentou e caiu inconsciente no chão com suas roupas rasgadas e sujas de sangue.
Voldemort se aproximou colocando a varinha na têmpora branca e puro-sangue. "—Ennervate." – Sibilou.
Draco tornou novamente tomando fôlego, gemendo de dor e arregalando os olhos. Suas íris prateadas não brilhavam mais, estavam perdidas em algum lugar distante.
"—Você vai sofrer muito ainda Draco." – A voz fria escapava pela minha boca novamente. "—Onde está Greyback?" – Falou procurando o lobisomem.
"—Estou aqui. Milorde." – Falou devoto o procurado.
"—Vou precisar de seus instintos animalescos para usar nessa criatura, se é que você me entende." – Deu um riso inumano.
"—Deus! Não!" – Não pude reprimir essa exclamação embora já não sentisse mais ar, não conseguisse me mover e apenas me deixar ser engolido por aquele nada. Enquanto Riddle usava meu corpo para a sua ressurreição. Eu não queria que o loiro sofresse mais do que já estava. Aquilo já era apelo, me matar logo de uma vez seria muito melhor do que estar na mente de Voldemort e ver os apelos até mesmo sexuais de suas torturas para empregar em Draco.
"—Você viverá até a lua cheia já que acho que não sobreviverá ao que vai acontecer." – Disse arrogante. "—Amarrem o garoto, vamos para Hogwarts."
Eu já estava desesperado e sem saber o que fazer. Não sabia se eu me deixava sucumbir mais rápido por aquela escuridão ou presenciava aquilo tudo de olhos arregalados sem perder nem um movimento como se aquilo fosse amenizar a dor dele, saber que eu estava com ele mesmo a distância. Sem poder ajudá-lo.
DRACO
Eles me amarraram e me levaram todo o caminho até a escola pelo feitiço de levitação. Havia uma dor enorme em todo o meu corpo. Eu podia sentir duas costelas quebradas. Por Merlin! Nunca pensei que passaria tal vexame. E Harry, é tão doloroso ver a pessoas que mais se ama assim...
Foi deprimente ver os rostos dos alunos perplexos ao ver você-sabe-quem no rosto de Harry Potter com sua arrogância tétrica tentando dominar a todos pelo medo. Uma das coisas que eu aprendi com Harry foi que liderança a base de temor não funciona e nunca funcionará.
Os professores e alunos não se deram por vencidos. Atacaram os Comensais, foi jorros de luzes para todos os lados, estampidos e pessoas caindo feridas, haviam baixas de ambos os lados, mas ninguém se atrevia a machucar Potter. O que fazia Voldemort ficar em vantagem.
Eu tentei me desamarrar lançando um feitiço da varinha que roubei de Goyle que se escondia em minhas vestes. Espero que ele me perdoe por isso lá do mundo dos mortos.
Desamarrei-me e me escondi. "—Ferula." – Apontei para os meus cortes no tronco para criar bandagens. Pensava em como colocar em prática o plano MAIS IDIOTA que eu tive em toda a minha vida, mas situações desesperadas exigem medidas desesperadas, como o ditado trouxa que Harry me disse uma vez na torre de astronomia. Essa seria a ultima chance. Tudo ou nada. Colocando em cheque algo que pensei da profecia. Ou eu venceria e traria Harry de volta ou morreria. Mas supliquei pra todos os deuses que acontecesse a primeira opção. Eu não queria morrer e nem queria ficar sem Harry. E assim seria pelo meu orgulho Slytherin!
Primeiro avistei o alvo: o próprio Lorde das Trevas parado mais ao fundo. Não lutava com ninguém. Ele tinha uma cara estranha. Tudo bem ele estava no corpo de Harry e bom, geralmente o cicatriz faz umas caras meio medonhas, mas aquilo era diferente. Acho que Harry estava lutando com o Lorde das Trevas com a mente e devia estar sendo difícil, pois o tapado nunca foi bom em oclumência. Eu tentei me aproximar. O medo e o ceticismo me dominando, minhas pernas quase não queriam me obedecer. Eu estava entrando em pânico! Cheguei um pouco mais perto. Ele colocava a mão na cabeça falando coisas que eu não entendia. Aproximei-me mais. Sua voz se alterava visivelmente entre a voz fina e medonha para um rouco grave, a voz de Harry. Tentei ouvir aquela maldita conversa.
"—Você não vai fazer isso Voldemort, não vai mais abusar das pessoas que amo." - Visivelmente aquele era Harry.
"—Jamais moleque. Eu já o venci. Agora é questão de tempo para suprimir toda essas suas lembranças ridículas e tomar o seu lugar."
"—NUNCA!" – Harry gritou, mas então pareceu que o Lorde das Trevas retomou o controle e para o meu maior desespero ele me avistou. "—Então ai está você, Draco Malfoy." – Falou já com a voz aguda se movendo rapidamente e me pegando pela gola da blusa. "—Agora você vai morrer." – Levantou a varinha. "—Avada-" – Ele titubeou. Os olhos estavam se mesclando em verde e rubro. "—Dra-draco." – Tenho certeza que naquela hora era Harry. "—Fuj-fuja." – Colocou as mãos na cabeça em sinal de confusão.
Aquilo era TÃO estranho.
Eu estava sem palavras além das minhas pernas ainda não me obedecerem, eu estava visivelmente em pânico. Meu desespero veio à tona se misturando com a minha histeria, medo de ficar sem ele. Sem a pessoa que eu mais amava no mundo. E então uma coragem que eu nem sabia que tinha. Todos esses sentimentos se tornaram outro inominável e em vez de fugir eu o abracei. Sacrificando talvez minha existência para ver, nem que fosse de relance o brilho esverdeado do seu olhar. Lembrava dos nossos encontros estrelados na torre de astronomia; de quando fazíamos amor; da raiva que de repente se tornou paixão; da fé que eu tinha nele, pois eu sabia que iríamos vencer, da saudade que eu sentia cada vez que ele estava longe; de tudo que eu fiz para encontrá-lo novamente e do Patrono. A lembrança do mesmo cervo irrompendo da minha varinha demonstrando que o que tínhamos um para com o outro era simplesmente amor. Acho que o tempo todo era isso que Snape queria mostrar: Amor. Quem diria. Um sentimento abstrato, fugaz, às vezes traiçoeiro, às vezes platônico, mas também simples; forte e quente, como os braços dele quando rodeavam a minha cintura e sussurrava no meu ouvido pieguices. Nunca imaginei que eu, Draco Malfoy, fosse aprender tanto com Harry Potter, mas aprendi e esperava que aquilo por mais irreal que fosse me servisse de alguma coisa. Nem percebi que uma lágrima ladina rolava de meus olhos fechados e que o corpo de Harry estava retesado.
Uma aura mágica e forte rodeou Potter com tanta violência que meu corpo foi arremessado contra a parede. Ele levitou no ar, seus olhos se fecharam.
Seria seu fim? Sua morte? Ohh Merlin, o que foi que EU fiz? Por quê? Por que não deu certo? Por que eu não tive forças o suficiente para salvar Harry? Tenho plena consciência que o meu sentimento é o mais verdadeiro e intenso que existe. Ele é a pessoa que eu mais amei em toda a minha vida. Que DROGA! Eu não consegui. Harry volte pra mim. Por favor.
O corpo balançava no ar de um lado para o outro como se duas forças o puxassem para lados opostos.
"—HARRY!" – Eu gritava como um louco. Nem sabia por que motivos eu fazia aquilo, mas eu gritava desesperadamente. Por que a única arma que eu tinha contra Voldemort era os meus benditos ataques histéricos para tentar acordar aquele testa rachada e fazê-lo saber o quanto eu precisava dele. Que eu o queria vivo. Que eu queria que tudo desse certo pra nós dois no final.
HARRY
Depois que Draco me abraçou eu pude ler suas lembranças, elas me puxavam lá de baixo em direção a alguma luz cálida. Brilhava tanto. Era prateada. Igual aos seus olhos. Por fim eu estava sendo salvo por um garoto que há quase um ano atrás eu chamava de inimigo e por um sentimento que esse mesmo garoto não acreditava que pudesse salvar o mundo bruxo, me salvar.
Amor.
Apenas isso me fazia subjugar a mente de Voldemort. E sumi em um turbilhão perdendo meus sentidos...
Quando acordei me vi em uma sala ampla e limpa com vitrais, o sol lá fora parecia ser da manhã porque a quentura era aconchegante. Eu parecia estar em alguma catedral de estilo neogótico. Não tinha ninguém ali nem mesmo cadeiras, talvez nem eu estivesse.
Comecei a andar procurando a porta. Os únicos barulhos que escutava era o somdos meus passos e de um choro contido em algum canto.
Procurei para saber de onde vinha. Vi o salão se reinventar novamente. A sala ficou mais ampla, o teto ficou de vidro. Olhei para cima. As nuvens passavam mais apressadamente do que deveriam. Observei por várias horas, talvez minutos, segundos... Eu realmente não soube dizer. Parecia que o tempo ali se passava de maneira muito diferente. O Sol estava ficando alto, mas seu calor ainda era reconfortante. Foi aí que dei conta que as lamúrias continuavam e agora mais altas. Procurei e avistei.
Tive a visão de uma criatura pequena, feia, seu corpo parecia ter sido carbonizado há muito tempo porque já tinha criado cascas de feridas, a criatura estava com muito medo, medo da claridade, medo de mim, pois quanto mais eu chegava perto, apesar da repugnância que eu estava sentindo, ela se encolhia. Ela tinha um olhar tão negro que mal se via a parte branca dos olhos. Tinha nas vistas um misto de medo e raiva.
Mas mesmo assim tentei de alguma forma consolar aquela criatura que continuava a produzir ruídos. Eu sentia muita pena.
Quando cheguei perto o suficiente a criatura quis me morder, seus dentes eram afiados e sujos. Produzia ruídos esganiçados e o mais incrível. Estava com uma varinha. O ser, pois eu não saberia dizer de que sexo era aquilo, apontava a varinha para mim ameaçadoramente. E me jogando um feitiço não verbal me atirou no chão com uma dor insuportável se apossando do meu corpo: Cruciatus.
A pena que eu sentia daquela coisa feia foi para os ares, me concentrei em algo que não me desse dor, mas quanto mais eu tentava mais forte aquele ser horrendo ficava. Seus olhos de repente estavam vermelhos: Voldemort novamente. Só que agora eu era dono dos meus atos, ele não tinha controle sobre o meu corpo, eu poderia SIM! Vencê-lo. Graças a Draco.
Tentei me levantar. Eu escutava alguém me chamar em algum lugar, mas eu não saberia dizer onde. O som vinha de todos os lugares ou somente na minha cabeça? Mas de alguma maneira aquela voz me deu forças. Levantei-me com dificuldade, ergui a varinha de Draco em punho e ainda sob o efeito da maldição gritei. "—Protego." – A dor cessou, a criatura foi alguns passos para trás meio contrariada.
E gritou em um som estridente e agudo. "—Avada Kedavra." – Voldemort, ou os restos dele parecia se deleitar com aquelas duas palavras.
Mas ao mesmo tempo conjurei. "—Expelliarmus." – Urrei na direção daquele ser. Eu iria mostrar que Harry Potter não é apenas um garotinho indefeso.
O jorro vermelho da minha varinha se chocou com o verde da outra. Ficamos assim por longos dois segundos. Voldemort estava visivelmente fraco, por que ele nunca me venceria na minha própria mente. Não páreo a páreo. Então a criatura em vez de tombar sem vida se dissolveu em pó. Enquanto eu fiquei parado incrédulo que tivesse mesmo ganhado. Em vez de raiva eu sentia era pena daquela criatura imunda. Tudo bem, também tinha raiva, Voldemort era um ser ridículo que merecia a morte e a tortura. Afinal ele matou meus pais! Mas não sei...
"—Não havia nada que você pudesse fazer." – Soou em meus ouvidos uma voz calma e aconchegante. Alvo Dumbledore.
Virei-me apenas para constatar.
Ele estava de pé com vestes azul-marinho. E me observava alegre e aprumado através daqueles óculos meia-lua. Parecia alguns anos mais novo. "—Olá Harry. Você conseguiu." – Se aproximou de mim.
"—Você não está morto?" – Eu não sabia em quê não acreditar, não sabia se não acreditava por ter Dumbledore na minha frente ou por ter finalmente liquidado com Voldemort, mas na realidade ele se acabou sozinho assim que resolveu usar as Artes das Trevas.
"—Sim... estou." – Falou sem rodeios ainda com o sorriso no rosto.
A conversa foi longa. Ele me explicou a profecia, de mim como o Senhor da morte por possuir as três Relíquias e onde Draco Malfoy se incluía na predição. Então foi realmente a conclusão que eu cheguei antes: Amor. Draco me salvaria com o amor, foi por isso que os pensamentos do Lorde das Trevas não faziam efeito em mim quando Draco me abraçava. Eu fui o menino que sobrevivi duas vezes e todas as duas por pessoas que me amavam. Eu sempre tive a fama, mas quem realmente salvara o mundo bruxo fora Draco e não eu, pelo seu amor agoistamente grande. Um jeito bem Malfoy-sonserino de ser. Ele querendo não ficar sem mim acabou fazendo tudo dar certo. Ainda bem que ele se tocou. Ou tudo foi um fadado acidente. Isso não importa.
Dumbledore elogiava o meu loirinho por sua coragem de agir e principalmente pela sua perspicácia, se sacrificando para poder me ver. Elogiou a mim também por não me deixar sucumbir por completo em minha mente e pela minha coragem no final. Falou que Voldemort no fim ficou apenas o que ele realmente era: uma criatura pequena que tinha medo da morte, medrosa e infeliz, por não conhecer sentimentos maiores e melhores do que o terror. Falou-me sobre Grindelwald, as perspectivas de um mundo melhor compartilhado pelos dois e o romance de ambos na adolescência.
Corei nessa ultima parte. Antes eu reclamava que Dumbledore nunca me contou nada e, agora que ele relatava, eu tinha dúvidas se queria mesmo saber.
Depois de um longo tempo de conversa que eu não soube dizer se foram minutos ou anos eu indaguei: "—Professor, eu estou morto?"
"—Você quer voltar Harry?"
"—O senhor quer que eu volte? Não vai ficar sozinho. Sei lá."
"—Não tenha piedade dos mortos Harry, e sim dos vivos e principalmente daqueles que não tem amor." – Deu um meio sorriso, me encarava como uma criança de oito anos que acabara de fazer uma travessura. "—E acho que alguém está chamando por você." – E piscou o olho.
Eu me levantei embora não soubesse para onde ficava a saída. "—Isso é real?" – Perguntei em dúvida. "—Ou está acontecendo apenas na minha mente?"
"—Claro que está acontecendo em sua mente, Harry, mas por que isto significaria que não é real?"
E antes que eu respondesse me vi envolto em uma névoa branca e espessa.
DRACO
"—Ohh Merlin!" – Abaixei um pouco a voz ao ver o corpo de Potter que levitava cair, mas antes que se machucasse no solo eu o apanhei, meio dolorido por causa dos ferimentos. Potter me deve todos os milhões de Gringotes em favores. E eu vou cobrar TODOS. Mas fico feliz que eu posso cobrar cada um deles.
Eu sei que de tanto eu fazer escândalo e por o cicatriz fazer aquele show de vôo sem vassoura todos agora tinham as atenções viradas para nós dois.
Notei que minha mãe estava perto de mim, mas eu não saberia dizer desde quando ela estava lá. Meu pai ainda estava lutando e ao lado dos Comensais.
Harry abriu os olhos meio atordoado. Com aqueles seus olhos verdes. Desgraçado! Me fazendo maluco em preocupação. Vai pagar por deixar Draco Malfoy assim.
Eu o abracei forte fazendo minhas feridas doloridas arderem, mas não liguei. Pela primeira vez na vida eu me sentia feliz. "—Potter seu idiota." – E o beijei calorosamente. Não ligando para a multidão de professores, alunos e Comensais ali presentes.
Ele gemeu do dor, mas retribuiu calorosamente. Eu tinha tantas saudades que parecia que eu ia explodir. Quando tudo isso passasse eu iria me vingar de Harry por tamanha humilhação! Esse maldito testa rachada inútil. Mas o meu maldito testa rachada inútil!
Separamos o beijo depois de ouvir um pigarro da professora McGonagall. Reparando melhor eu pude ver que todos os partidários de Voldemort estavam subjugados, pude ver minha tia bela caída no chão sem vida. Bem feito pra aquela mandona desvairada. E para minha euforia o professor Snape estava todo ferido, maltratado, mas vivo sendo cuidado por uma madame Pomfrey totalmente louca gritando para que o professor Lupin o deixasse descansar, pois ele iria sobreviver.
Assim que alguns alunos que pertenceram a Armada de Dumbledore constataram que Harry estava vivo soltaram brados. Era uma gritaria geral, todos se abraçavam e diziam 'parabéns Harry' e davam tapinhas nas costas dele. Esses pobretões não sabem nem festejar... Mas dessa vez eu não os culpo.
Tempos depois chegou Aurores e prenderam todos. Nem tive tempo de ver Lucius ser levado. Minha mãe me deu um beijo na testa e foi junto com meu pai. Eu admirava a sua dedicação com meu pai, embora ele não merecesse um pingo dela.
Madame Pomfrey ministrou a magia Vulnera Sanetur nos meus ferimentos me parabenizando por ter protegido com bandagens, mas é claro! Eu sei o quanto inteligente. Já me sentia bem melhor, quase totalmente inteiro, mas é claro que eu fiz doce dizendo que ainda doía muito, ela me deu uma esquelece (E que coisa ruim!) e poção para dor que Harry também bebeu.
HARRY
Nós bebemos aquela poção esquisita, mas o efeito foi quase que instantâneo eu já estava inteiro, só não estava gostando daquela algazarra toda. Avistei Ron e Mione que me abraçaram e me disseram o quanto eu era louco. Mas eles sabiam que depois de todo esse tempo eu merecia um tempinho com Draco então Hermione disse.
"—Por que vocês não vão para um local mais aconchegante sem toda essa gente? Você merece Harry." – Por que será que o seu conselho me soava ambíguo?
Ron deu um sorriso meio em desagrado, mas parecia concordar com Mione.
Então tive uma idéia. "—Obrigado." – Falei puxando um Draco mal humorado pelo braço.
"—Onde está me levando Potter?" – Ele me perguntou quando chegamos ao terceiro andar.
"—'Potter'?"—Brinquei. "—Pensei que tivéssemos superado essa fase."
"—ha-há-há." – Fez risada forçada.
"—Vamos Draco, deixa de ser rabugento."
"—Ahh! Claro. Não foi o Potty que ficou sendo torturado por Voldemort com cruciatus, sectumsempras e quase uma maldição da morte."
"—'Voldemort'?" – Parei no topo da escada do quarto andar lhe olhando interrogativo. "—Você tá o chamando pelo nome." – Observei. Ele amadureceu tanto.
"—Ahh." – Revirou os olhos teatralmente. "—Qual o problema Harry? É só um nome."
"—Então diga isso para o resto do mundo bruxo!" – Exclamei chegando perto de um armário de vassouras abandonado o segurando pela mão. "—E para você mesmo antigamente."
"—O que você quer fazer aí?" – Perguntou com cara de nojo.
"—Ora vamos. Eu estou com saudades."
Ele me deu um sorriso ladino enquanto caminhava para dentro.
DRACO
Eu vi Harry fechar a porta urgentemente e conjurar alguns feitiços de proteção. Ui. Ele estava doido por uma transa selvagem! Mas eu também estava. E rápido!
Ri internamente com aquele pensamento. O que é isso Draco? Você NÃO é um louco pervertido! SIM eu SOU!
Ele se aproximou de mim sôfrego. Segurou minha nuca e me beijando profundamente, sua língua pedia passagem entre meus lábios de forma insaciável.
Eu os entreabri prontamente.
Harry estava tão viril que minha excitação já doía em meu membro acordado. Eu adorava ver ele assim, com o controle.
Eu segurei seu rosto, queria encará-lo. Esquecer que um dia aqueles olhos me olharam em um rubro debochado, eu queria me perder naquelas íris esmeraldas. É como dizem mesmo: você só dá valor quando perde! Eca! Ditado trouxa, mas não posso tirar a razão dessas palavras.
"—Draco, eu senti tanto a sua falta. Eu... eu... hummm." – Ele foi interrompido por um beijo meu.
Eu o beijei com tanta força que parecia que não iria mais acabar, como se minha vida dependesse daquilo, eu não estava nem ai se os meus pulmões necessitavam de ar.
Passado um pouco o susto da surpresa ele correspondeu soltando um gemido dentro da minha boca, apertando minha cintura, colando mais nossos corpos.
Eu não podia, eu não queria acabar com aquele beijo, mas tive que separar nossos lábios. "—Potter, você fala demais." – Expus ofegante. Eu acho que ele ia dizer alguma coisa, mas se ia agora é um mistério porque eu o beijei de novo e de novo e de novo.
Ele me beijava com mais desespero a cada minuto, a cada segundo me agarrando com uma propriedade que eu não sabia que ele possuía. Vagava suas mãos parando em minha cintura, apertando-a, roçando sua ereção na minha, ambas ainda cobertas pelo tecido de nossas roupas.
Ele me soltou. Ele estava diferente. Mas eu gostei mesmo assim. Pegou a minha antiga varinha e conjurou uma cama confortável no meio da sala. "—Vem." – Me puxou pela mão.
Eu me deixei levar. Eu queria muito aquilo. Ter ele novamente em meus braços ou eu nos dele, tanto fazia. Caímos na cama que havíamos conjurado, ele ficou deitado sobre o meu corpo. Harry investia contra mim gemendo baixinho enquanto chupava meu pescoço. Ohh! Merlin que tortura deliciosa.
Eu gemi tentando tirar sua blusa, o meu moreno percebendo levantou-se parcialmente para que eu conseguisse fazer isso. Depois ele tirou a minha e as roupas foram sendo retiradas uma a uma com uma pressa incalculável como se o mundo fosse acabar naquele mesmo dia. Ele estava faminto, mas eu também estava. Depois só ficamos com as nossas boxes.
Eu queria esquecer para sempre aquele maldito dia e fazê-lo não mais recordar também.
Ele me tomava novamente em sua boca faminta, enquanto passava as mãos luxuriosas pelos meus músculos, pela sua pele e ele fazia o mesmo. Dando-me prazer e me dando vontade de outras coisas mais que com certeza faríamos ou eu não me chamava Draco Malfoy. Ele desistiu de minha boca e agora traçava um caminho pelo meu pescoço, lambendo meu pomo de adão, o caminho da minha clavícula e se deteve nos meus mamilos.
Desgraçado! Ele está me deixando louco me torturando desse jeito, eu queria logo ter aquele corpo mais junto do meu.
Ele beliscava um enquanto chupava libidinosamente o outro. "—Gosta disso? Gosta disso Draco?" – Ele perguntou esfregando-se em mim, a voz rouca enquanto alisava meus mamilos com os dedos.
"—Go-gosto. Muito." – Mal consegui responder alguma coisa.
Mas ele já estava no meu umbigo, traçando a língua sugestivamente nele, as mãos eróticas abaixavam a barra da cueca negra.
"—Ohh. Merlin." – Eu tremia em antecipação. Arqueava meu corpo, eu queria muito!
Abaixou o tecido apressadamente.
"—Há-Harryyy." – Eu ia dizer algo, porém ele abocanhou com propriedade meu membro duro. Quase me engolia com aquela boca quente, apesar de não conseguir colocar todo em sua boca. Ele me chupava com tanta força que eu achei que a pele fina não agüentaria, movia apressadamente a boca em um vai-e-vem frenético e absurdamente delirante.
Eu agitava meu quadril de encontro a seus lábios, entrelaçava meus dedos naqueles cabelos arrepiados e escuros.
Potter espalmava suas mãos nos meus quadris e vezes outras elas, atrevidas, alisavam minhas coxas e esbarravam de forma deliciosa nos meus testículos.
"—Há-Harry." – Eu estava ensandecido. Eu me excitava ainda mais com a idéia de estar fodendo a sua boca, seus lábios macios que me levavam ao abismo de todos os prazeres. Foi aí que me dei conta que ele nunca havia feito isso em mim, geralmente eu é que sempre subjugava ele, afinal eu tinha meu orgulho Malfoy, mas não vou mentir que eu estava adorando ele estar no controle, me chupando, me excitando, me fazendo ir a loucura e ver que ele estava no controle. "—Mostra, mostra quem é... ahnm... que ta no controle." – Eu choramingava enquanto me perdia naquela boca maravilhosa. Eu puxava seus cabelos com selvageria.
E ele ainda me chupava como se dependesse disso para sobreviver.
"—Harry." – Tentei afastá-lo. "—Eu... droga." – Eu queria dizer que já não agüentava mais, porém ele percebeu, porque se movia mais intensamente para fazer com que aquilo me deixasse louco.
Ele moveu-se mais algum tempo e eu não agüentei.
Gozei naquela boca maravilhosa. Quente, verti sua boca completamente.
Ele engoliu tudo, movendo a boca vagarosamente de cima e para baixo. Ele afastou-se lambendo os lábios. Lindo. Deitou-se por cima de mim. Me beijando, fazendo eu sentir o seu gosto mesclado com o meu próprio.
Nos abraçamos de novo. Eu já me sentia excitado novamente só por beijá-lo. Caramba! Eu ainda sentia saudade.
"—Gostou?" – Perguntou lúbrico. Aquele era mesmo Harry Potter? O menino-que-sobreviveu? Err... quer dizer, na realidade agora ele é o menino-que-chupou.
Balancei a cabeça de modo afirmativo, ainda estava ofegante. Ainda rindo internamente do meu pensamento inútil.
"—O que foi? Não gostou?" – Ele ainda estava visivelmente rouco, mas tinha um ar meio preocupado, como se não tivesse me dado o prazer que queria me dar.
"—Adorei." – Disse por fim.
"—Agora é a minha vez?" – Perguntou safadamente.
Eu pendi a cabeça para o lado lhe observando. Ele estava mais ativo do que o de costume. "—O que você tem?" – A ironia me acompanhava inconscientemente até mesmo na minha fala.
"—Saudade." – Disse beijando meu pescoço e alternando em lambidas e mordiscadas. "—Além disso. Eu quero uma coisa que você... hum..." – Esfregou-se contra meu pênis semi-acordado. "—Me prometeu na Torre de Astronomia. Lembra? Você não quer?"
Eu dei um riso sarcástico enquanto me friccionava mais ainda nele. É claro que eu queria aquilo, na realidade eu necessitava senti-lo ir fundo dentro de mim. "—E quem disse que eu não quero Potter?" – Falei enlaçando sua cintura com minhas pernas. Aproximei minha boca perigosamente de sua orelha. "—Eu quero que você vá fundo dentro de mim."– Notei que ele ainda usava sua cueca branca, então tratei logo de tirar, ela devia estar incomodando muito e isso não era certo.
Ele se deitou de costas para a cama me observando.
Eu, depois que me desfiz do 'incômodo' dele, fiquei sobre seu corpo e o beijei. "—Harry..." – Me esfregava enquanto gemia amoral em seu ouvido. "—Eu quero você." – Lambi seu pescoço de forma sensual.
"—Como você quer?" – Ele não parecia o menino descente que esperavam que ele fosse.
"—Cadê sua decência grifinória?" – Zombei irônico.
Ele apenas riu como se soubesse de algo que eu não sei. Mas eu não pensei muito no caso. Eu não queria conversas, eu queria ação. Pra ser mais preciso dentro de mim.
Eu o segurei pelos dois pulsos, um de cada lado da sua cabeça. "—Você não teria coragem." – Provoquei.
"—De quê?" – Me olhou com um olhar de reprovação.
"—De me possuir." – Falei deixando meu hálito quente tocar em seu rosto. Fazendo seus óculos ficarem embaçados por alguns segundos.
Ele riu. "—Vamos ver Draco Malfoy." – Tentou morder meu pescoço, mas eu afastei o meu tronco suficientemente para não deixar.
Ele, como uma força e agilidade muito grande, inverteu as posições de forma rápida e quando me vi já estava deitado de bruços com ele segurando meus pulsos no alto da minha cabeça com uma só mão. "—Você vai implorar por mais." – Sussurrou mordendo o lóbulo da minha orelha fazendo uma onda fria subir por minhas costas, provocando tremores. Colocou os dedos da mão direita na minha boca, insinuando para que eu chupasse.
E eu fiz prontamente o que ele queria, afinal eu também queria e muito e rápido e selvagem. Só nessa perspectiva eu comecei a lamber com mais entusiasmo fechando os olhos e me deixando levar. Mas os dedos foram logo retirados de minha boca. Eu ia falar alguma besteira, mas não deu tempo pra eu raciocinar ao sentir dois dedos se movendo no meu interior delicadamente. Havia dor, era obvio, mas um prazer muito bom quando ele ia mais fundo. Comecei meio tímido a acompanhar com os meus quadris, aquilo era TÃO bom. Mas por Merlin. Eu estava transando com os dedos de Harry! Eu não queria dedos. Que espécie de Malfoy ele pensa que eu sou? Olhei por cima dos ombros. "—Ti-tire isso daí Harry e fa-faça algo mais produtivo." – Reclamei torcendo o nariz.
Ele sorriu com aquela minha afirmação e retirando os dedos se insinuou na minha entrada. Forçava-se lentamente para dentro.
Eu arqueei as costas com aquela invasão gostosa. Parei de respirar até senti-lo todo dentro de mim.
"—Hum... Draco..." – Ele gemeu no meu ouvido mordendo de leve o meu ombro. "—Você é tão gostoso."
"—Eu sei." – Disse rouco esperando que ele se mexesse, mas NADA! "—Há-rry." – Choraminguei rebolando de encontro aos seus quadris.
Ele começou a se mover lentamente soltando gemidos que eu não processei o que significavam, se é que realmente significavam além da constatação óbvia de como eu sou gostoso. "—Draco." – Falou preocupado ao ouvir meus gemidos aumentarem o volume. Ele estava visivelmente preocupado.
"—Você é algum... tipo de fracote Harry? Humn... Mais rápido." – Instiguei.
"—Cala... a boca Draco." – Falou já aumentando os ritmos vendo que eu já estava preparado.
Já estávamos ensandecidos momentos depois, os movimentos ficando cada vez mais enérgicos. Era tão prazeroso sentir o seu abdômen suado em minhas costas, as mordidas nas minhas costas, os gemidos ao pé do meu ouvido, as investidas mais fortes em algum ponto que me deixava a ponto de gritar de tanto prazer.
Eu acompanhava os movimentos de seus quadris, me empinava cada vez mais para ele ir mais fundo enquanto eu xingava baixinho por aquilo ser tão bom mesmo eu estando por baixo. Maldito! É por isso que ele nunca reclamou. Aquele negócio era tão bom! Eu não agüentei por muito tempo quando ele começou a me masturbar na mesma velocidade. A sala girava e eu me derramava nas mãos de Harry completamente exausto.
Ele gozou ao mesmo tempo dentro de mim, pois eu o senti mais quente por dentro e ele quase gritava o meu nome de tanto prazer. Ele caiu sobre as minhas costas saindo.
Eu me virei automaticamente para olhar seus olhos. Eu precisava olhar aqueles verdes saber que ele estava comigo e não me decepcionei.
Ele me encarava visivelmente cansado, mas com um sorriso se desenhando naqueles lábios finos e macios que prontamente vieram ao meu encontro. Nos beijamos agora sem pressa, sem sofreguidão. Nos separamos do beijo respirando fundo e ele me puxou para o seu aconchego.
"—Agora eu sei o motivo de você não ter reclamado até agora." – Falei em tom sarcástico.
Ele riu e disse. "—Você acha que eu estava fingindo?" – E mergulhou os dedos nos meus cabelos fazendo uma carícia gostosa.
Eu me sentia quente, como se uma magia tivesse me envolvido depois daquele ato que eu queria repetir para o resto da minha vida, Harry me faria esquecer os demônios daquela guerra e eu também o faria não se lembrar dela nunca mais. Embora tivéssemos muito ainda que consertar depois do fim daquela guerra, principalmente com os meus pais, com o meu pai.
"—Eu te amo." – Harry se declarou me tirando dos meus devaneios.
"—Eu sei disso Harry." – Dei um riso torto. "—Eu também te amo seu idiota."
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N/A:
Ministério da saúde adverte, esse capítulo não é aconselhável para diabéticos. –q (tarde demais, já está lido mesmo, né?)
Final grande e safado hein?! Nunca usei algumas palavras que vocês leram aí. É a primeira vez. Fiquei um pouco com vergonha da lemon, mas esqueçam.
Mas ainda tem muita coisa pra se esclarecer.
Eu nunca estive TÃO insegura quanto a alguma coisa. Gente, eu espero que vocês tenham gostado (E não estejam me xingando mentalmente, pelo MSN ou por reviews como no capítulo anterior). Que tenha agradado, que não tenha parecido meio 'viajosa', apesar de que HP em si já seja uma "viagem"! (Ou alguém acha que uma varinha faz mesmo mágica? =D) Espero que tenha sido digna de um término. Acho que assisti Soul Eater demais e fiz esse fim G.G Eu queria torturar mais o Draco, mas aí seria pedir pra morrer pelas mãos de vocês =P E me desculpem pelo Lucius estar descaracterizado (Pelo menos a meu ver está, pra mim ele é um bom pai apesar de tudo, mas é a vida!)
#Chora de emoção# Nossa... É como se separar de um filho y.y. Estou com um sentimento ambíguo de uma sensação de vazio (apesar de ter outras fics) e uma alivio por terminar um trabalho!
Mas calma aí gente ainda tem o epílogo. Ligarei alguns fios soltos e... Talvez tenha uma continuação, o que novamente depende de vocês =D (As minhas Drarrys nunca tem fim!) Saberão o motivo por eu ter demorado tanto para colocar o Harry por cima nessa fic. Ainda tem mistério? Que brincadeira! Apesar de eu achar que não é TÃO misterioso assim. Vão saber o que o Lucius vai fazer com o filho. O que a Narcisa dirá. Como o mundo bruxo vai reagir depois de uma escandalosa noticia dos verdadeiros fatos por trás da profecia! *-*
Espero não ter deixado nenhum personagem OOC (Tá, eu sei que deixei o Harry OOC, mas vou tentar melhorar nas outras. Quem for continuar a ler as minhas fics... não se preocupe com isso. Afinal minha primeira Drarry dêem um desconto!!!), eu tava conversando com uma amiga leitora e ex-beta (pq ela não tem mais tempo y.y) sobre esse final e ela achou que o Draco ficou muito bom, me deu um sermão de como personagens amadurecem assim como pessoas e tal. Porém eu sinceramente o achei passivo demais, piegas demais. Talvez seja por causa da profecia, sei lá... mas eu nunca acho as coisas que eu faço boas... y.y Quem sabe seja por isso que eu dependa tanto das reviews e faça mais Shorts.
Até o epílogo! Que vai sair antes de uma semana! (Dependendo das reviews)
E mais uma vez obrigado Lady T (Antonomásia) por ter betado esses últimos três capítulos enormes em um dia! E fico feliz por você ter gostado da lemon Harry-seme-Potter, já que você foi a primeira a ler como beta :3
REVIEWs & Kissus.
