Capítulo 11
Eu achei que fosse desmaiar. As coisas que ele disse eram apenas... ah. Ele me fez querer essas coisas, pelo menos o meu corpo queria.
O filme começou, mas eu estava mais preocupada com o homem bonito e seus lábios maravilhosos e mãos quentes. Eu meio que gostei de ele não estar sendo um cavalheiro. Eu estava recebendo o que desejava. Eu queria mais. Queria que ele tocasse os meus seios, mãos dentro de lingeries, chupões e todas aquelas coisas que as minhas amigas falavam. Eu queria ser beijada até ficar sem fôlego e com a cabeça leve.
E eu estava feliz por ter esperado para fazer essas coisas com Edward.
Mas... aquele pontinho na parte de trás da minha cabeça não calava a boca, então eu finalmente pressionei minhas mãos contra o peito dele e o empurrei.
"Eu preciso te perguntar uma coisa", sussurrei.
Eu realmente odiava pessoas que falavam no cinema, mas quando eu olhei à minha volta, notei que havia um total de dez pessoas lá dentro, e eles não estavam nem perto de nós.
"O que você quer saber, linda?"
Eu respirei fundo e fechei os olhos. "Tanya."
Saiu mais como uma afirmação do que uma pergunta, mas eu não conseguia descobrir por onde começar. Eu tinha perguntas infinitas.
Ele suspirou. "Vamos conversar depois do filme, tudo bem? Você pode me perguntar o que quiser. Quero que você saiba tudo, mas quero ser capaz de ver seus olhos quando eu falar com você."
Parecia razoável. "Ok. Vamos ver o filme, então."
Ele puxou meu rosto de volta para o dele e sorriu contra os meus lábios. "Eu prefiro continuar beijando você, em vez disso."
Eu estava a bordo com isso, mas era com as outras coisas que eu estava nervosa. Eu disse a mim mesma para apenas ser brava o suficiente para deixar algo acontecer, e corajosa o suficiente para dizer não quando começasse a ficar demais. Foi difícil, no entanto. Seus toques e beijos me deixavam tão estúpida. Tudo o que eu conseguia pensar era nele e o quanto eu gostava de ser tocada e beijada.
Nosso beijo começou da mesma maneira de sempre, devagar, com línguas sinuosas e suaves gemidos. Em seguida, seus lábios estavam no meu pescoço, na minha garganta, na minha clavícula... e então suas mãos estavam se movendo para cima... da minha cintura para meu esterno, até que finalmente, finalmente, ele tocou os meus seios.
"Está tudo bem?" Ele sussurrou enquanto esfregava o polegar sobre o meu mamilo extrassensível.
Eu ofeguei. Encantada porque ele estava finalmente me tocando, e em êxtase pela forma como eu me sentia. Eu nunca tinha sentido nada parecido. Nunca.
"Sim", eu sussurrei sem fôlego. "Mais."
Ele resmungou baixinho e moveu a mão para baixo, deslizando-a por baixo da minha blusa. Lentamente, tortuosamente, ele percorreu com a palma da mão ao longo da minha pele, até que estava segurando um seio coberto pelo sutiã. Ele apertou suavemente, esfregando o dedo sobre o meu mamilo novamente. Eu pressionei contra sua mão, implorando-lhe para me dar mais.
"Porra", ele xingou. "Eles são perfeitos. Se mova um pouco, querida. Monte meu colo para que eu possa te ver."
Eu manobrei por cima dele, tentando fazê-lo com o mínimo de barulho possível a fim de não atrair atenção indesejada. Assim que eu tinha as duas pernas sobre as dele e minha bunda em seu colo, minha blusa foi empurrada para cima e meu sutiã puxado para baixo, me expondo a ele.
Nós não perdemos um minuto. Suas mãos começaram a trabalhar e ele apertou e esfregou pelo que parecia uma eternidade. Nesse ponto, não teria importância se meu pai estivesse sentado ao nosso lado. Eu estava tão afetada pela mais simplória ação que não era nem mesmo engraçado.
Como se ele pudesse ler minha mente, se inclinou para frente e sua boca substituiu a mão com os lábios em volta do meu mamilo inchado, sugando, lambendo, beijando e me deixando quase dormente. Passei meus braços ao redor de seus ombros e meus quadris começaram a se mover por conta própria. Eu me movi em seu colo, fazendo-o ofegar e me soltar.
Eu soluçava. Em voz alta.
"Menina... você está pedindo para ter problemas ao fazer isso."
Oh, eu não estava pedindo para ter problemas... Eu estava praticamente implorando. Como um gato esfomeado diante de uma tigela de leite.
Empurrei com mais força, me esfregando e revirando os quadris novamente. Joguei a minha cabeça para trás quando senti seus dentes no meu mamilo, e a ereção muito dura que me encontrou quando eu revirei os quadris em cima dele.
"Oh... Deus", eu gemi.
Suas mãos encontraram a minha bunda e ele me agarrou ferozmente, seus dedos cavando propositadamente nos meus jeans. "É uma coisa muito boa que você esteja vestindo isso, Bella. É a única coisa que me impede de te comer aqui mesmo, agora."
Ele usou sua força para me puxar e empurrar contra ele, erguendo seus quadris e estocando em mim a cada vez. Pequenas explosões foram brotando dentro do meu cérebro e meu corpo inteiro estava iluminado como uma árvore de Natal. Eu não tinha ideia do que estava fazendo, mas ele com certeza tinha. Eu podia sentir a pressão se acumulando dentro de mim, e o pulsar sob o meu jeans era quase demais para aguentar.
"Eu quero fazer você gozar, Bella."
Eu não tinha ideia de como responder a isso. Eu deveria dizer, "sim, com certeza" para ele? Quer dizer, eu não tinha certeza se queria que isso acontecesse no cinema, ou como iríamos conseguir isso sem ir até o fim, e para isso eu definitivamente não estava preparada.
Eventualmente. Logo. Mas não hoje, e não em público.
Eu estava agindo quase como uma vadia, mas eu não era, e isso me fez querer saber o que ele realmente pensava de mim. Quer dizer, a primeira vez que ele me viu eu estava na frente de um barril, vestindo uma roupa que uma boa menina nunca usaria, e caindo de bêbada. Então, no nosso primeiro encontro, eu estou me esfregando no colo dele e empurrando meus seios nus em seu rosto. Eu não estava sendo correta ou real.
"Eu não posso fazer sexo com você", eu disse, ofegante. "Eu quero... um dia, ou em outro dia, ou no próximo ano. Eu não sei... mas eu não estou pronta, ok? Me desculpe... Eu não estou sendo uma provocadora, eu apenas..."
Ele colocou seu dedo nos meus lábios. "Eu esperaria para sempre, Bella. Isso não é só sexo para mim." Ele suspirou e passou a mão pelo cabelo. "Eu estou agindo como um idiota, e sinto muito, mas você me deixa louco... tipo, eu nunca estive tão atraído por alguém antes. Nunca. Eu sinto coisas com você, Bella. Eu quero coisas. Eu esqueço que você ainda é virgem, e aqui estou eu, me forçando sobre você e praticamente te atacando..."
Ele estava divagando e ficando chateado. O fato foi que eu gostei das mãos, dos lábios, dos toques e beijos. Eu simplesmente não estava pronta para brincar com as outras partes... ainda.
"Espera... por que você acha que eu sou virgem?"
Eu era... dã, mas eu não tinha dito a ele... quase não tinha dito nada a ele. Tínhamos ido direto do 'oi' para a pornografia quase toda vez que nos vimos, então falar era algo que precisávamos trabalhar. Era difícil com todos os meus hormônios assim, mas eu queria ser mais para ele, e precisava que ele fosse mais para mim.
Eu tinha certeza que estava apaixonada por ele.
Se eu acabasse sendo apenas mais uma bunda bonita para ele, eu morreria. Na hora.
Ele riu e se inclinou para me beijar. "Querida, você poderia usar uma placa de neon e não seria tão óbvio. Está tudo bem, embora. Fico feliz que você seja. Você é uma boa menina, e eu a respeito por isso. Eu nunca faria você fazer algo que você pudesse se arrepender".
Seus dedos encontraram as maçãs do meu rosto e eu apoiei minha cabeça contra a palma de sua mão. Eu adorava quando ele era doce e terno. "Quando, e se alguma vez fizermos amor, eu quero que você queira e me queira. Quero que você me dê o presente de ser seu primeiro, mas eu não vou tomá-lo, e não irei pressioná-la. Eu me importo com você, Bella. Quero que isso funcione. Eu quero ficar com você... por quanto tempo você me quiser."
"Eu te amo", eu sussurrei como uma estúpida, desejando como o inferno que eu pudesse engolir as palavras de volta.
Ele me beijou e encostou a testa na minha. "Você ama que eu quase te dei um orgasmo. Você não me ama... ainda, mas quero que você me ame. Acho que estou me apaixonando por você, também."
Lágrimas nublaram os meus olhos, e quando seus braços fortes me envolveram e ele me apertou com tanta força que senti que não conseguia respirar, eu sabia que ele estava errado. Eu o amava. Os pedaços dele que eu conhecia, eu amava. Uma vez que tivesse a imagem completa, eu sabia que seria impotente, porque se eu tivesse um sentimento mais forte por ele, ficaria perdida nele.
Ele ajeitou a minha blusa depois de me soltar do abraço e me girou para que eu ficasse novamente sentada em seu colo. Eu tive que admitir que me sentia mais confortável nessa posição, mais no controle de mim mesma e da situação.
Vimos o filme e tive que admitir que realmente gostei. Não fui mais tão distraída por mãos e lábios quando o filme pegou a atenção de Edward, e eu fiquei feliz. Tinha que controlar meus sentimentos, tanto físicos quanto emocionais, para que pudéssemos realmente conversar uma vez que saíssemos.
Nós comemos toda a pipoca e eu admiti, a contragosto, que o M&M misturado nela era muito bom. Eu estava de barriga cheia, feliz e contente, quando os créditos apareceram e os meus nervos fizeram-se presentes no meu estômago.
Jessica e James nos encontraram na frente, eu fiquei chocada ao vê-los de mãos dadas. Jessica parecia incrivelmente feliz, o que me fez feliz. Eu só esperava que ele fosse um cara bom como Edward disse que ele era. Jessica era doce e leal, e se ele fosse algum tipo de idiota, eu me sentiria terrível por colocá-la nessa situação.
"Eu pensei em irmos até o cais, talvez pegar um café e apenas dar uma caminhada. Vocês dois querem ir?"
Jessica assentiu com a cabeça e olhou para James. "Eu estou dentro", disse James antes de olhar para Jessica. "A que horas você precisa estar em casa?"
Ela encolheu os ombros. "Eu não tenho um toque de recolher, mas Bella tem que estar em casa às onze."
James olhou para Edward e sorriu. "Então, nós nos encontramos lá?"
Edward acenou com a cabeça e passou o braço em volta de mim. "Sim, te vejo daqui a pouco."
Sua mão esfregou o meu braço. "Você está com frio? Eu não achei esta noite seria fria."
Balancei minha cabeça. Eu estava perfeitamente quente com o braço dele em volta de mim. Estava um pouco frio, mas nada que eu não pudesse lidar. "Não, eu estou bem."
Ele começou a andar e me levou até a picape do outro lado da rua. "Eu tenho um moletom no carro. Você deve vesti-lo quando chegarmos ao cais. Estará mais frio lá embaixo."
"Obrigada."
Dez minutos depois estávamos parados no estacionamento, cafés quentes na mão à espera de James e Jessica. Depois de esperar por mais de vinte minutos, Edward suspirou e pegou seu telefone. "Acho que eles nos abandonaram, baby. Eu só vou mandar uma mensagem para me certificar de que ele a deixe em casa."
Balancei a cabeça nervosa e mordi meu lábio. "Faça-o trazê-la aqui! Eu nem o conheço, e nem ela! Eu não gosto disso... você tem certeza que ele é um cara legal?"
Ele riu. "Ele nunca faria mal a ela, Bella, eu estou falando sério. Ele é realmente um cara legal."
Balancei a cabeça outra vez, esperando poder confiar nele. "É que isso me deixa nervosa."
Ele abriu a porta e se aproximou, me ajudando a sair do carro. Ele segurou minha mão livre e caminhamos em direção ao cais. Estava tão tranquilo aqui fora. O céu estava escuro, mas cheio de reflexos coloridos dos postes de luz e das placas dos restaurantes. Era bonito e parecia mágico.
Encontramos um banco de madeira vazio e sentamos, silenciosamente saboreando os nossos cafés. Eu normalmente não era de beber café, mas estava bem frio, por isso, tinha um gosto bom.
"Fale comigo, linda. Você disse que tinha perguntas para mim."
Eu respirei fundo e segurei o copo de papel com as duas mãos. "Eu não sei por onde começar... Eu me sinto estúpida."
Suspirei e olhei para ele com o canto do meu olho. Sua cabeça estava jogada para trás e seus olhos estavam fechados.
"Você queria saber sobre Tanya."
"Sim", admiti calmamente.
"Ela é uma velha amiga da família. Nós namoramos quando estávamos no colegial, e nós praticamente... bem, passávamos um tempo juntos quando eu voltava para casa nas férias e feriados. Ela não é minha namorada e eu basicamente pus um fim às nossas relações há mais de um ano atrás. Ela espera mais de mim? Sim. Eu não consigo me ver com ela, a sério, então terminei as coisas completamente."
Eu dei um suspiro de alívio. "Mas, você estava com ela... na festa. Eu ouvi você saindo do quarto dela."
Olhei para ele para que eu pudesse ver a verdade em seus olhos. Ele balançou a cabeça. "Não, você não viu. Eu nunca estive no quarto dela, Bella".
Eu franzi as sobrancelhas e olhei profundamente em seus olhos. "Você estava se vestindo... Eu ouvi o seu cinto."
Ele olhou para mim com uma cara estranha, como se eu estivesse falando bobagem e depois riu. "Eu estava mijando. Ela me encurralou e me convidou para entrar em seu quarto. Ela tentou me seduzir e me levar para lá a noite toda."
Acenei com a cabeça. Eu acreditei nele. "Será que você faria, embora? Quero dizer... você faria? Você fez..."
"Se eu já dormi com ela? Sim. Eu realmente não posso dizer se dormiria aquela noite ou não. Não... isso é mentira. Não dormiria. Número um, eu realmente não estou interessado. Não mais. Número dois, eu só fiquei lá por 15 minutos e um pequeno e lindo furacão de cabelos castanhos me derrubou de bunda."
Eu corei. "Você está mentindo. Eu não posso acreditar que você ficou atraído por mim depois me encontrar nas escadas caindo de bêbada." Tentei segurar o sentimento amargo no meu estômago, sabendo que ele tinha estado com ela desse jeito, mas eu acho que não estava realmente surpresa.
Era óbvio que ele era experiente, e eu tinha a sensação de que ela não tinha sido a única com quem ele tinha transado.
Ele se inclinou e ergueu meu rosto para encontrar o dele. "Eu vi você lá de pé. Eu a segui até o quintal e fiquei te olhando por mais de meia hora. Eu estava hipnotizado. Então eu te perdi, e saí à sua procura de novo. Foi apenas sorte ter encontrado você nas escadas. Foi o destino. Eu queria encontrar você, Bella."
"Eu vi você, também," eu disse. "No quintal. Eu estava olhando para você, também."
Ele sorriu. "Eu sei."
Eu ri. "Por que você apenas não veio falar comigo?"
Ele deu de ombros. "Eu queria aproveitar a vista por um tempo. Se eu soubesse que você iria desaparecer assim, eu não teria perdido tanto tempo. Porra, eu fiquei tão chateado quando descobri que você tinha ido embora... e eu não tinha como encontrá-la."
Balançando a cabeça, eu concordei. "Eu não conseguia nem me lembrar de tudo. Fiquei com tanta raiva de mim mesma por ficar tão bêbada. Comecei a ter sonhos com você e fiquei tão triste, porque pensei que nunca iria vê-lo novamente."
O pensamento me fez querer chorar de novo. Sabendo o que sabia agora, eu teria lamentado por não encontrá-lo.
"Você era tudo o que eu pensava quando voltei para a faculdade. Eu não podia esperar pela formatura, para poder e voltar e encontrar você. Eu fui a festa depois de festa procurando por você. Fiquei esmagado quando você nunca apareceu e ninguém sabia quem você era. Eu pensei que tinha te inventado."
Ele riu e esfregou o nariz contra o meu. "Graças a Deus a minha cunhada tem um ótimo gosto para babás. Acho que ela é como uma fada madrinha ou algo assim. Eu não sei o que teria feito se não tivesse encontrado você, Bella Isabella. Você foi feita para ser a minha garota."
Eu amei o som daquilo... ser sua garota. Ele era definitivamente o meu garoto. Eu o queria para sempre.
"Eu tenho que te amar, porque eu realmente tenho. Edward? Eu te amo."
Ele me beijou com ternura e me segurou firme. "Ainda não, preciosa... mas em breve."
Ah, a paixão arrebatadora do primeiro amor... Olha Edward colocando os pés de Bella no chão; não é bonitinho?
E para quem estava preocupada com o que Tanya e Edward fizeram na noite da festa, aí está. A cadela deu em cima dele, mas Edward não quer mais nada com ela.
Beijo,
Nai.
