As cartas que nunca enviei.

Hogwarts, 11 de maio de 1969

Albus,
hum, olá. Prometi a mim mesma várias vezes que ia parar de escrever essas coisas, mas só dessa vez eu... Juro que esta é a última. Está certo que eu também já jurei isso antes, mas dessa vez é sério, definitivo. E se estou te escrevendo agora saiba que é só porque estou me sentindo péssima.

Ontem eu fiz uma grande, imensa tolice.

Você provavelmente não sabe – ou sabe, não faço idéia de como, porém de algum modo você sempre acaba descobrindo esse tipo de coisa e usando contra mim –, mas ontem foi a despedida de solteira de Poppy. As meninas que organizaram, eu não tomei parte em absolutamente nada disso. No entanto eu fui, claro, ela é minha melhor amiga. O que mais eu poderia fazer senão ir até lá e me divertir com ela pela última vez antes que se torne oficialmente a Sra. Pomfrey? E, não, não há nem uma pontinha de inveja em mim por conta disso.

Elas exageraram um pouco, mas foi engraçado. Está bem, exageraram muito, e parecia uma cena extremamente clichê de um daqueles filmes de comédia trouxas, com direito a um bolo gigante, bebidas de todas as cores e aspectos possíveis e... streappers. Nessa parte minha memória fica um pouco nebulosa e eu não sei se deveria estar grata por isso.

Confesso que bebi um pouco além da conta, acabei passando mal e no fim ela me trouxe de volta ao castelo e direto para a enfermaria. Uma poção, um bom chá... E, droga, acabei contando tudo a ela. Bem, não necessariamente tudo, apenas o básico. Falei de meus sentimentos, chorei as mágoas como qualquer pessoa embriagada faz no ombro do primeiro amigo que encontra. Só não disse seu nome, e espero sinceramente que não tenha deixado escapar nada que revele isso por mim. O caso é que para minha surpresa Poppy não riu de mim, pelo contrário, permaneceu muito séria enquanto me aconselhava a falar com quem quer que fosse por quem eu estava apaixonada. Ela quis me convencer a me declarar, acredite se quiser. Mas não sei se essa foi a pior parte ou o fato de que por um momento eu realmente acreditei nisso. Achei que poderia, que realmente teria coragem de ir até até você e falar tudo. E, suprema estupidez, fazê-lo imediatamente.

Já havia passado das duas da manhã e eu fui até seu gabinete, dei a senha para a gárgula, subi as escadas e parei junto à porta. As luzes ainda estavam acesas e de dentro vinha um murmúrio de conversas, cujas vozes eu reconheci de alguns ex-diretores. Interromper uma de suas reuniões tardias ainda era uma opção muito melhor que te acordar no meio da madrugada, mas bastou aquele abençoado momento de hesitação para me fazer literalmente voltar atrás.

Sim, como você já deve ter notado, me acovardei. E agora que a ressaca já está passando eu me sinto imensamente aliviada por isso. O problema vai ser voltar a encarar Poppy novamente.

Sentindo-me ridícula,
Minerva


Uhura: Assustador? Gosto de pensar apenas como irreverente e ousado. E hilário tbm, claro.

Deborah: Que bom que vc gostou das nossas pirações! E se rolar uma ideia aí me avisa que atenderemos com o maior prazer.

Mamma: Sim, nós somos as melhores! Espero que tenhamos atendido suas expectativas e, se quiser mais alguma coisa, fique à vontade de pedir.

n/a: Antes de mais nada quero agradecer a vocês, leitores. Mesmo aos tímidos que deixam de comentar, embora eu tenho de admitir que amo reviews.
Bem, agora que os desejos de nossas leitoras foram saciados, acho que já podemos continuar seguir e desvendar o segredo do primeiro capítulo.

Beijão e até breve.