Nota: Quase passado um ano decidi acabar este capítulo. Espero que gostem e fico a aguardar todas as opiniões. Peço desculpa por qualquer erro gramatical*
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Invasão
Enquanto aquela situação a deixava dormente, a razão gritava alerta dentro da sua cabeça, entorpecida por aquele ambiente húmido, iluminado por velas que só faziam os músculos na sua frente parecerem mais e mais vistosos. Apetecíveis linhas eram formadas na clavícula, pescoço e o peito, linhas acentuadas como a rigidez daquele corpo onde as gotas de água escorriam como lágrimas de prata.
A sua mente voltou a tentar chama-la para a razão! Piscou sucessivamente os olhos quando se tentou levantar, as mãos procuraram apoio de lado mas só encontraram as pernas do rapaz, retirou-as rapidamente evitando um toque prolongado. A sua mente não conseguia fluir, precisava sair dali, o corpo escorregadio e o yukata ensopado só a prendiam ainda mais no furo.
A raiva cresceu fulminante
- AAARGGGHH! – Levantou a mão para atingir a figura na sua frente, que falta de respeito tão grande perante ela
Como se ela conseguisse… Sanosuke, num reflexo rápido agarrou a sua mão, com facilidade, tornando a força dela em nada. Puxou a mão para si, instintivamente o corpo de Megumi, sentada no meio das pernas de Sanosuke, aproximou-se igualmente do rapaz que a olhou com um olhar ousado. O corpo de Megumi fluiu um pouco mais próximo dele, como que hipnotizada quando o rapaz a olhou, sem qualquer vergonha e lhe beijou a mão, subindo até ao pulso, com pequenos beijos demorados, molhados.
Foi então que Megumi despertou furiosamente, puxou a mão para si, apoiou-se em uma das suas pernas, no furo apertado se conseguiu levantar. Conseguiu por fim soltar um estalo directo na cara do rapaz que não tentou parar.
Encarou-a triunfante.
Depois de conseguir sair, Sanosuke olhou-a, estudando as curvas femininas ajustadas à roupa molhada e quase transparente, desfrutava dessa vista em silêncio enquanto continuava relaxado no furo. A jovem furiosa tentava tapar o corpo o mais possível esticando aqui e ali o tecido molhado. Sabia que estava ser encarada com a maior naturalidade e isso irava-a ainda mais. Virou-se para ele, ainda desfrutando da água tépida, levantou-lhe o dedo em ameaça:
- Quem pensas que sou? O que pensas que acabaste de fazer? Acaba o teu banho, rápido e FORA! FORA DAQUI!
O rapaz sorriu confiante – Esta casa não é tua para me meteres fora!
A respiração ofegante de Megumi aumentou mais – Não mas estou a tomar conta dela… Não te quero ver tão cedo, fora daqui, FORA!
A moça saiu decidida, a porta de correr bateu furiosa. Sanosuke desfez o sorriso. Aquele tinha sido um capricho, prende-la naquele ambiente sedutor ele sabia com toda a certeza que ela ia ficar irada. As velhas recordações da jovem continuavam a fazer jus à sua personalidade. Pouco ou nada havia mudado. E pelos vistos continuava a não haver atracção da parte ela.
Recordou por segundos a longa viagem que fez. A viagem que levou anos da sua vida e afastamento dos seus amigos. Por vezes eles se escreviam, cartas a contar aventuras, cartas para saber como estava aquela família tão verdadeira que havia deixado para trás. A cara da médica dissipou-se da sua mente ao fim de alguns anos. Aventuras por terras distantes e mulheres necessitadas de afecto preencheram a vida daquele rapaz bruto que se tornou um homem muito vivido.
Acreditou por tempos que receberia uma carta da parte dela a pedir para voltar. Imaginou que ela teria saudades dele. Que ela queria a sua volta. Ele provavelmente não olharia para trás. Seguiria logo que conseguisse para o Japão… Essa carta, no entanto, nunca chegou.
As memórias distantes, de outra vida, nubladas como a lembrança de um sonho, enchiam-no por um lado de nostalgia, por outro de medo. Onde estavam os seus amigos que há tanto tempo andava a procurar? O que o destino lhes tinha reservado. Kaoru era uma criança… a realidade sofrera uma distorção brutal. E se assim era para que a dádiva de memorias passadas? Dádiva ou castigo?
Estava na hora de sair do comodo. Aqueles pensamentos já o tinham assaltado inúmeras vezes sem nunca chegar a uma conclusão.
A médica estava de certo do lado de fora esperando que ele saísse imediatamente da casa do doutor.
Fora de si a jovem dirigiu-se para o quarto e vestiu vestes secas. Bufou para si mesma. Quem ele pensa que é para me arrastar para o furo daquela maneira. Assim que se vestiu saiu do quarto decidida a fazer pressão para que o rapaz fosse embora. Não ia tolerar a presença dele nem mais um segundo naquela casa. As memórias dele eram de um enorme carinho, e uma amizade de um grupo de pessoas que ela tinha uma saudade extrema. No entanto, aquela não era uma atitude honrada perante uma jovem mulher! A sua fúria fervilhava pelos poros, deslizou bruscamente a porta do quarto para se dirigir para a rua.
Uma sensação estranha a assaltou…
Sentiu uma presença no corredor.
Bruscamente olhou para trás, não havia nada. Seguiu o caminho até ouvir um pequeno estalo do lado de fora, atravessou com medo a sala e abriu o shoji. De olhos abertos procurou na direcção do ruído, um vaso tinha quebrado, mais a frente um gato olhava-a em expectativa. Nada de anormal. É só um gato…
Suspirou de alívio. Fechou o shoji e voltou para o interior, assim que o seu tronco rodou de volta ao corredor congelou. No escuro interior da casa estava alguém, vestido de negro, encarando-a, petrificado.
A respiração da médica parou, na visão periférica procurou algo que pudesse alcançar para se defender. O vulto na sua frente continuava imóvel. O choque começou a fazer os seus joelhos enfraquecerem. Sem qualquer reacção o vulto direccionou-se correndo até ela os poucos metros. Megumi inspirou e soltou um grito. A única coisa que sentiu foi um empurrão, de maneira a sair da frente do shoji que foi aberto com força e se desencaixou. Megumi caída no chão olhou para trás certificando-se que ele estava indo embora. Parou a dez metros e olhou-a antes de se preparar para saltar o muro. A respiração acelerada da jovem denunciava o terror na sua face. Sem qualquer palavra ou ruído o vulto prepara-se para a fuga quando é arremessado com um pedaço de madeira. Um estoiro foi ouvido enquanto o corpo do infiltrado foi atirado contra o muro. No meio da poeira Megumi vê a figura familiar.
- Sanosuke!
O rapaz olhou-a de longe certificando-se que não estava ferida. Voltou a encarar o invasor e bateu os seus punhos em frente ao peito
- Quem és tu?
O corpo levantou-se de entre alguns escombros e encarou-o em silêncio. Sano não conseguia ver nada de suas feições, de estatura baixa, tapado dos pés à cabeça era com certeza um ninja novato, conseguiu-se defender do ataque principal mas acabou por cair no meio dos escombros.
Sem hesitar Sano partiu para cima, depositando toda a sua força num ataque frontal com os punhos. Com agilidade a figura debateu-se com ele sem deixar ser atingido. Desviou-se com perícia. Sano não foi uma única vez atacado o que o estava deixando irritado. Pararam alguns segundos depois. Frente a frente. O confronto não durou muito tempo mas foi rápido! Ambos tinham os peitos a arfar. Segundos de observação entre opositores! Sanosuke apertou o pulso em sinal de nova investida.
O invasor apontou para ele, em silêncio, Sano olhou para si, e de seguida para o chão.
Estava pingando, sangue!
De longe Megumi levantou-se
- Sanosuke, cuidado!
Sem sentir qualquer ataque ou dor o rapaz olhava incrédulo para o chão. A raiva instalou-se no seu rosto. Levantou o rosto para encarar o invasor na sua frente. Mas este, já não estava lá…
- PARA ONDE É QUE ELE FOI? – Sano gritou
Megumi correu na sua direcção – Não sei, não consegui ver!
Olharam à volta procurando alguma pista. Sano passou a mão sobre o abdómen e sentiu um arranhão que lhe causava agora ardor. Subiu o casaco para os ombros e preparou-se para sair
- Onde pensas que vais? Estás ferido, deixa-me observar-te!
- Não! Vou segui-lo! Não aparentava ser um ladrão comum, o que queria roubar aqui?
Megumi olhou-o em dúvida – Não sei, mas não estava interessado em lutar, ou à espera que aparecesse alguém além de mim. Não vai voltar por agora, caso contrário não tinha fugido…
- Sim, pode ser que sim…
- Então, vamos entrar para eu poder ver isso.
Entraram no dojo em silêncio. Aquela invasão não pareceu um roubo normal mas o que foi então?
Sano retirou as ataduras ensanguentadas de volta do abdómen enquanto Megumi se sentava na sua frente com ligas novas para limpar e desinfectar o corte.
- Não senti absolutamente nada. Não me apercebi quando me atingiu…
- Foi o que conseguiu fazer para te distrair e fugir de seguida. Não é profundo, logo vais estar recuperado. A médica limpou o corte e pediu-lhe para que levantasse os braços para poder envolver o seu tronco com novas ligas. A luz da vela iluminava os traços sérios do rapaz que continuava pensando na origem e porque daquela invasão.
- Onde está o doutor?
- Ele saiu durante três dias, uma viagem para se reabastecer.
Sano assentiu.
O rapaz agradeceu e dirigiu-se para a porta
- Onde vais? – Perguntou Megumi ainda sentada no chão
- Embora, como disseste provavelmente quem era não voltará por agora, não te preocupes, estás segura.
Antes que Megumi conseguisse dizer alguma coisa Sanosuke fechou o shoji e a sua sombra desapareceu
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Megumi ficou mergulhada em pensamentos enquanto, enterrada no seu futton, olhava o tecto sem qualquer vontade de dormir. Quem seria o invasor que não atacou nenhuma deles? O que estava ali a fazer? A casa do médico era modesta, livre de adornos ou mobílias caras, o único bem que habitualmente tinham era uma rica farmácia de medicamentos naturais mas que de nada seria útil a quem não tivesse conhecimentos da área.
Perdeu-se em pensamentos e acordou o dia a seguir com os familiares raios de sol…
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Depois de se vestir saiu e percebeu que o rapaz não tinha ficado por ali. Não havia nenhum indicio de ter pernoitado ali
Suspirou, o sono acalmara a raiva do dia anterior. Tinha esperança que ele voltasse, sentia-se insegura depois do incidente na noite anterior.
Confiante abriu os portões para iniciar os seus cuidados médicos a quem aparecesse.
Os poucos dias passaram e Sanosuke não tinha mais aparecido. Não se podia repreender da maneira que inicialmente o queria expulsar, Simplesmente queria ter a certeza que ele não voltava a ser ousado. Fechava tudo inclusive a porta de seu quarto. Inevitavelmente quem quer que voltasse a invadir a casa não seriam umas trancas antigas que o iriam proibir. Segurou-se à sua coragem a travou os pensamentos maus que a atormentavam. As noites passaram e chegou o dia do doutor Gensai voltar.
Ao fim da tarde Megumi ouviu de longe o apito da locomotiva. Alguns minutos depois o velho homem entrava cheio de pacotes.
- Finalmente chegou! – Disse a jovem com a mão junto ao peito
- Tadaima! Estou cansado… - Disse ele enquanto tirava as sandálias de viagem e relaxava as costas
Megumi assegurou-se das embalagens que traziam os fármacos e contou-lhe de seguida sobre a invasão de dias passados.
O médico enrugou a expressão – O que será que queriam?
Megumi encolheu os ombros e a resposta veio do outro lado
- Um espião suponho! – Sanosuke encontrava-se encostado ao portão da entrada. Megumi suspirou, ele voltara…
- Sanosuke, vejo que já conheceu Megumi! Agradeço pela ajuda, o que acha que queria por aqui esse espião?
- Não sei, nenhum de nós foi atacado. Ou porque não estava no sítio errado ou porque não encontrou o que queria! Talvez você saiba melhor dizer quem anda atras de si!
O médico levantou as mãos interrogativamente. Não tinha ideia e essa invasão nunca tinha sucedido antes.
Megumi olhou de relance para o peito do rapaz que visivelmente ainda não tinha trocado de ligaduras depois disso.
- Entra, quero ver como está o teu arranhão!
Sanosuke gesticulou com a mão e não deu importância
- Entra! Não sejas casmurro!
Os dois seguiram para o quarto das consultas. Enquanto Megumi organizava novas ligaduras olhou pelo canto do olho pra observar Sanosuke
- Pensava que tinhas dito que não ias embora até o doutor vir. Fiquei sozinha durante os outros dois dias…
Sanuzuke aparentemente envolto em pensamentos olhava o chão fixamente
- Pensava que tinhas dito para sair imediatamente! Foi o que fiz. Segundo me lembro…
Megumi assentiu interiormente e não respondeu. Expulsou-o por uma razão mas esta não era hora de entrar em discussões.
- Mas não te preocupes, fiquei sempre de vigilância do lado de fora!
O orgulho de Megumi não a deixou soltar um agradecimento, ao invés assentiu simplesmente com a cabeça a tomou atenção no curativo do jovem.
As sobrancelhas do jovem formavam um vinco entre os olhos, ligeiramente sobre a fita vermelha. Olhou-a directamente enquanto ela desembrulhava as ligas velhas
- Não achas isto tudo muito estranho?
- O que?
- Viste a reacção do doutor?
Megumi não tinha fixado a reacção do médico depois dela lhe falar na invasão. A sua mente ficou turva por um momento de felicidade quando Sano tinha aparecido junto ao portão. Obviamente que não era isso que lhe ia dizer…
- Não me recordo sinceramente…
Sanosuke pegou-lhe nas mãos obrigando-a a parar o seu trabalho e disse-lhe seriamente
- Ele imitou uma preocupação, ele não está perturbado com a ideia de vir aqui um espião! Eu investiguei e fiz perguntas e ele nunca me pareceu ter memórias como as nossas… no entanto…
Megumi seguia atenta as suas palavras – No entanto?
- Ele não mostrou nenhuma estranheza de nós nos conhecermos. Foi algo muito natural… entendes?
Megumi olhou o jardim fora do quarto. Ele tinha razão, algo estava errado, parecia que algo estava mesmo na frente deles e eles não conseguiam ver.
- O que queres fazer?
Sanozuke apertou os punhos até as veias dilatarem ligeiramente ao nível da pele.
- Nada! Não há nada para fazer… Ou então somos nós que estamos a começar a ver coisas onde elas não existem.
Tantas dúvidas e tantas suposições. O que se passara não podia ser uma coincidência. A verdade é que ainda havia muita pobreza na nova era e provavelmente ex lutadores passavam necessidades e roubavam.
O velho homem passou pela frente do quarto e parou ao fundo do poço para lavar a cara com água. No interior o rosto de Sanosuke e Megumi observava o médico que parcialmente parecia preocupado. Olharam-no na espectativa de uma resposta. Gensai não percebera que estava a ser observado mas a sua cara na realidade estava igualmente perdida em pensamentos.
Megumi acabou por fim as ligaduras novas – Está pronto! O que vais fazer agora?
Sanosuke levantou-se e vestiu o casaco, de olhar vazio na direcção do poço respondeu
- Vou-me embora! Estas recordações estão a dar cabo da minha cabeça! Vou procurar mais respostas!
Megumi não sabia o que dizer, não queria ficar "sozinha" mas a sua boca não conseguiu articular nenhuma palavra. Ela não o podia prender…
Sem olhar para trás o rapaz foi na direcção da saída.
- Sanosuke, não fica para jantar? – Perguntou o médico
Sano olhou-o directamente, sem qualquer expressão – Perdi o apetite… e você, não sei como pode pensar em jantar… - Virou as costas e saiu antes que o médico pudesse responder.
Ao longe Megumi apoiou-se no shoji aberto e viu o médico suspirar. Fechou os olhos e procurou afastar os tantos pensamentos de interrogação!
No dia seguinte, depois de passar pelo mercado dos frescos, Megumi deu por si a fazer a mesma trajectória que levava ao tão conhecido dojo. Pela beira rio encontrou aquele caminho que lhe exaltava tantas memorias distantes. A placa com o nome de família estava velha mas continuava pendurada junta à entrada. Parou por um segundo junto a uma árvore, distante. Ficou ali alguns minutos perdida em pensamentos. Talvez saísse daquela porta quem ela tanto esperava.
Como se fosse um desejo, a porta realmente abriu. Uma mulher com um kimono vistoso saiu, em uma das mãos carregava um balde de madeira, na outra mão uma menina. Eram as mesmas pessoas que ela vira tempos antes. Seria ela? Pequena?
Megumi permaneceu no mesmo sítio enquanto os seus olhos seguiam todos os movimentos das duas mulheres. O portão foi fechado e as duas seguiram na direcção de Megumi que continuava parada na sombra da grande árvore. As duas falavam divertidamente enquanto a criança, pela mão da mão, pulava e lhe pedia para irem mais rápido.
Megumi procurou apurar todos os pormenores das duas mulheres enquanto a distancia encurtava entre si. Seria a mãe de Kaoru?
Assim que se aproximavam a mulher adulta apercebeu-se de Megumi, ali na sombra, olhando-as sem intervalo. Preocupada pegou a menina ao colo, levantou ligeiramente uma das abas do kimono e seguiu apressada. A jovem não conseguia tirar o olhos delas e recebeu assim um olhar de reprovação da mulher que seguia com a criança. Era muito indelicado encarar as pessoas tão directamente.
Os dias passaram enquanto Megumi organizava as suas ideias. Gensai parecia sempre entupido em trabalho, Megumi tinha vontade de lhe perguntar se ele tinha a certeza de não ter outras memorias passadas, dela e de Sanosuke. A ideia esbatia-se… Se tivesse porque razão haveria ele de esconder?
Sanosuke havia desaparecido. Não tinha noticias suas. Uma sombra de solidão começou a forma-se no peito.
Onde andaria ele?
Os seus pensamentos foram interrompidos pelo velho médico
- Hoje vou estar o dia todo ausente. Se não se incomodar agradecia que ficasse com as minhas netas e atendesse um paciente que virá ao fim da tarde!
Megumi assentiu – Onde vai?
- Tenho de ir a casa de uns pacientes, o filho está bastante doente e será mais fácil eu ir lá! É do outro lado da cidade, vou demorar algum tempo!
A mulher assentiu e viu o homem sair, delicadamente pelo portão.
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Enquanto Megumi deitou as crianças, soltou o cabelo levemente e preparou a água para tomar um banho. O médico ainda não tinha voltado, iria deixar tudo fechado e esperar pelo seu regresso.
No caminho do corredor mal iluminado a sua cara voltou a encontrar um susto. Desta vez poderia sonhar que o seu coração parou durante alguns segundos.
Mas não, não era um sonho. Aqueles olhos, parecia que os tinha visto ainda ontem.
Os seus sentidos enfraqueceram. Ficou tudo preto e o seu corpo desmaiou no chão.
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Marin – És pelos vistos a única seguidora da minha história e quero que saibas que a tua review me deixa encantada. Pois é, eu não resisti em colocar esses dois em "rota de colisão". Não sei se este capítulo vai preencher as tuas expectativas, a verdade é que ainda há muito nevoeiro no percurso. Obrigada por comentar e pelas palavras de apoio, são sem duvida aliciantes para continuar a escrever. Obrigada e até uma próxima!
